quarta-feira, 30 de junho de 2010

Bacalhau Assado

Quando o Maestro é o Jaime, a "coisa" fica mais erudita.
Aqui fica um exemplo, flagrante, do trabalho dedicado e persistente dele na recolha de músicas e letras que , não sendo ele, o tempo se encarregaria de fazer desaparecer da memória dos vivos...
A letra é de tanta complexidade que, passados tantos anos, ainda é ele único que a sabe de uma ponta à outra.
Obrigado Jaime em nome de todos nós (e da humanidade claro está), pelo que tens feito,desinteressadamente,  pela música erudita.

À porta do cemitério
cheira a bacalhau assado
Óh almas do outro mundo
Botai pra cá um bocado

(Entre este moço e o das Braboletas o melhor parece-me o do meio)

As Braboletas.

Sempre com a maestria do Gino, uma das cantigas mais relevante e imprescindível nos nossos estrelóquios.
Talvez uma das obras mais importantes do panorama musical nacional e internacional, de todos os tempos.

Convém relembrar a letra, porque na nossa idade a tendência já começa a ser esquecer.

Para vós todos...AS BRABOLETAS! Clap, clap, clap.

"Nós semos as braboletas

Das asas pretas

Da fita azuli

Aboemos à bolta das lâmpadas

Queimemos as asas

Num podemos aboari"


  (eu logo boziu disse que estes gaijos passaram ao lado de uma grande carreira...)

O Diabo É Gay!

E Deus fez a mulher...


Houve harmonia no paraíso.
O diabo vendo isso resolveu complicar...

Deus deu à mulher cabelos sedosos e esvoaçantes.
O diabo deu pontas duplas e ressecadas.

Deus deu à mulher seios firmes e bonitos.
O diabo os fez crescer e cair.

Deus deu à mulher um corpo esbelto e provocante.
O diabo inventou a celulite e as estrias.

Deus deu à mulher músculos perfeitos.
E o diabo os cobriu com lipoglicerídios.

Deus deu à mulher uma voz suave, doce e melodiosa.
O diabo a fez falar demais.

Deus deu à mulher um andar elegante.
O diabo investiu no sapato de salto alto.

Então Deus deu a mulher infinita beleza interior.
E o diabo fez o homem perceber só o lado de fora.

Deus fez a mulher ficar maravilhosa aos 30, vibrante e gostosa aos 45.
O diabo deu de presente a menopausa aos 50...

Só pode haver uma explicação para tudo isso:

O diabo é G A Y !!!!!

Churrasco-Também faço parte desse grupo ridículo. VIVAM AS MULHERES!

Há quem não saiba como se prepara e como se faz um bom Churrasco.

Pois aqui vai:
Talvez devido a um certo risco envolvido na actividade, este é o único tipo de cozinha a que um verdadeiro Homem se deve dedicar:
"A cozinha fora de casa"...
Quando um homem aceita fazer um Churrasco, a seguinte cadeia de acções põe-se em marcha:

1) A mulher compra os alimentos;
2) A mulher faz as saladas, prepara as batatas fritas, o arroz e a sobremesa;
3) A mulher prepara a carne para ser assada, tempera-a, coloca-a numa  travessa e leva-a ao homem que já está à espera ao pé da grelha, de cerveja fresca na mão;
Aqui vem a parte realmente importante da questão:
** 4) O homem ... coloca a carne na grelha **
5) A mulher vai para dentro e põe a mesa;
6) A mulher apercebe-se que o homem está com os outros homem a contar anedotas e vem cá fora a correr a avisar que a carne se está a queimar;
7) O homem aproveita e pede-lhe mais umas cervejinhas fresquinhas;
8) A mulher vem cá fora trazer as cervejas e uma travessa e é então que vem a segunda parte importante do processo;
** 9) O homem ... tira a carne da grelha e entrega-a á mulher **
10) Depois de comerem, a mulher tira a mesa, lava a louça, arruma a cozinha e lava a grelha;
11) Toda gente dá os parabéns ao homem pela fantástica refeição que ele preparou;
12) O homem pergunta à mulher se lhe soube bem o tempo de folga de que usufruiu, e perante o ar chateado dela conclui que há mulheres que nunca estão satisfeitas com nada...

domingo, 27 de junho de 2010

Biblioteca Mundial da ONU

PRESENTE DA UNESCO PARA A HUMANIDADE INTEIRA !!!


http://www.wdl.org/pt/
Clica no link acima
Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.
Tem, sobretudo, carácter patrimonial".
Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de património, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".
Entre os documentos mais antigos há alguns códices pré-colombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562", explicou Abid.
Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes revelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.
Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado.
Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.
O acesso é gratuito e os utilizadores podem ingressar directamente pela Web , sem necessidade de se registrarem.
Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo,espanhol e português), embora os originas existam na sua língua original.
Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cómoda e minuciosa.
Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de Lafontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C.
Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas:
América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à activa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, à biblioteca de Alexandria no Egipto e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.
A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e actualmente contém 11 milhões de documentos em linha.
Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audio-visual.

Informação e Apelo

Foi comprovado em pesquisa científica que se beberem mais de 1 litro de água por dia, durante um ano, no final do ano terão ingerido mais de 1 quilograma de coliformes fecais que estão diluídos na água, ou seja: um quilo de Merda!!!!!!

Já bebendo vinho... não se corre esse risco uma vez que esses coliformes não sobrevivem ao processo de fermentação. Por isso peço que comuniquem a todos os que bebem água que essa porra faz mal!
Está dado o alerta!
Depois não digam que eu não avisei!
Quem tiver consciência vai chegar à conclusão de que:

"É muito melhor beber vinho e dizer umas merdas, do que beber umas merdas e não dizer nada!"

Contra factos...!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A EDP e a Colonização de Trás-os-Montes

Recentemente, numa clara atitude de arrogância colonial, e à revelia das autoridades locais, a EDP abriu um estradão nas margens do Tua causando uma ferida aberta na paisagem. Foi um acto típico de quem, a 500 km de distância, trata o território como se fosse um feudo medieval ou terra colonizada onde a vontade dos nativos não conta minimamente.
A EDP, empresa (significativamente) com sede na Praça do Marquês do Pombal em Lisboa onde, além da administração, emprega largas centenas de pessoas, tem uma significativa parte da sua capacidade instalada de produção hidroeléctrica (30% do total) no Douro. Esta empresa obteve em 2007 lucros líquidos superiores a 1100 milhões de euros. Desse total, segundo o economista Eugénio Rosa, 250 milhões foram obtidos, com a conivência do Governo e da Autoridade da Concorrência, à custa de preços da energia mais elevados que noutros países da União Europeia. Ora, uma parte significativa desse dinheiro foi directamente gerado em Trás-os-Montes e Alto Douro. Quanto é que lá fica ou é lá reinvestido? Praticamente nada.
A EDP actua colonialmente em Trás-os-Montes explorando os seus recursos naturais. A energia potencial das águas dos rios trasmontanos é o equivalente ao petróleo dos árabes. Alguém imagina os Emirados sem usufruir dos lucros do seu petróleo?
Trás-os-Montes está, como diz um amigo meu, numa situação colonial ainda pior do que estavam antigamente muitos territórios africanos. É que nesses ainda se criavam, embora mal pagos, numerosos empregos. No Douro nem isso. Para todas as Barragens do Douro a EDP tem cerca de 150 funcionários na Régua e no Porto (a maioria). Trás-os-Montes é espoliado dos seus recursos sem ser devidamente compensado. Calcula-se que o valor da energia lá produzida ascende a mais de 500 milhões de euros. Toda esta riqueza devia estar a pagar o desenvolvimento regional; a pagar a renovação da Linha do Douro e a reactivação da ligação a Barca D’Alva e Salamanca; a subsidiar a promoção do enorme potencial turístico de toda a Região.
Construir uma barragem no Tua, ainda por cima uma que pouco acrescenta à capacidade produtiva de energia eléctrica, arruinando para sempre um património ferroviário único no mundo que pode ser uma incalculável mais-valia para o turismo local como complemento, por exemplo, aos cruzeiros no Douro, será um crime patrimonial e económico. Infelizmente a mesma espécie de autarcas que deixou encerrar o caminho-de-ferro trasmontano a troco de promessas vãs, prepara-se, mais uma vez, para hipotecar o futuro com a miragem de uma albufeira ou dos postos de trabalho que, dizem, serão criados. Quanto a postos de trabalho e albufeiras para ver o que fica depois da fase de construção basta visitar o Pocinho e avaliar o deprimente deserto que lá resta. A única honrosa excepção de lucidez e bom senso reside no autarca de Mirandela.
A região trasmontana para terminar com esta inaceitável situação deverá tomar o seu destino em mãos, livrar-se destes autarcas submissos aos directórios dos partidos centralistas, exigir autonomia, auto-governo, autodeterminação e exigir o Direito a Decidir sobre os seus próprios recursos. Urge matar de vez o colonialismo interno que nos atrofia. Se se mantiverem na actual apatia só poderão queixar-se de si próprios.
(António Alves)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Percursos Pedestres



Clica no link acima.

Aqui fica o link para a página online da Câmara Municipal de Bragança, onde podeis consultar vários percursos pedestres, assim como fazer o download dos respectivos mapas.
Os passeios pedestres realizam-se em áreas seleccionadas, por trilhos e caminhos, em permanente contacto com a natureza. Os percursos variam entre 4 a 10 km, com a duração máxima de 3h num ritmo calmo e acessível a todas as pessoas que gostem de caminhar, contemplar a natureza e conhecer melhor a riqueza e a diversidade do ambiente natural dos mais variados locais do Concelho de Bragança.

O Conde e o Mordomo

Chega o Conde à sua mansão.

O mordomo, atentamente, abre-lhe a porta, baixa a cabeça e respeitosamente, saúda-o:

- Entra, filho de uma grande p**, de onde vem o senhor Conde com essa cara de pan**** ?

Ao que o Conde, sorridente, lhe responde:

- De comprar um aparelho auditivo.

Pelourinho de Outeiro

Esta fotografia do pelourinho de Outeiro, gentilmente cedida pela amiga Clara André, foi tirada de um antigo postal, adquirido numa feira de velharias em Alcobaça.
O pelourinho, levantado no século XVI, assinala os tempos em que a freguesia foi vila e sede de concelho, tendo-lhe sido concedido o foral Manuelino datado de 11 de Novembro de 1514. o Pelourinho foi erguido junto à antiga cadeia, que está hoje em dia transformada num museu etnográfico. Este monumento é Imóvel de Interesse Público, tal como o cruzeiro implantado em frente à Igreja do Santo Cristo. Este marco histórico remonta ao século XVII e testemunha a vivência religiosa por aquelas paragens.
Já a Igreja Matriz, também denominada Igreja de Nossa Senhora da Assunção, construída no século XIII, está classificada como Imóvel de Interesse Municipal. O nascimento do templo, de estilo original Românico, remonta à época em que El-Rei D. Dinis mandou transferir a povoação de Outeiro para a parte Nordeste do cabeço onde ainda se podem encontrar as ruínas do Castelo. Esta estrutura defensiva fazia parte da linha de fortalezas militares que guardavam, em pleno século XIII, toda a fronteira Norte e Nordeste do Reino de Portugal. O Castelo de Outeiro viria a ser destruído na Guerra dos Sete Anos, altura em que as tropas espanholas, comandadas pelo Marquês de Sarriá, invadiram a Província de Trás-os-Montes. Nunca mais foi reconstruído.

Reza a história que o último governador do Castelo foi José Sarmento Fidalgo da Casa del Rei, natural de Freixo de Espada à Cinta, que se encontra sepultado numa campa rasa existente em frente ao altar-mor do Santuário do Divino Santo Cristo de Outeiro.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Bragança “Um dos melhores lugares para viver”

A classificação partiu de um estudo que coloca a cidade entre as 10 “melhores” em vários aspectos.
“Bragança é um dos melhores municípios portugueses para viver”, informa a Câmara Municipal de Bragança, em nota à imprensa. Segundo a mesma fonte, essa é a conclusão de um estudo levado a cabo pelo Instituto de Tecnologia Comportamental e pelo Semanário Sol, onde foram publicados os resultados. Deste modo, o habitantes do concelho de Bragança são os segundos mais felizes do País, ocupando essa posição na tabela, depois de terem sido questionados sobre a satisfação e felicidade com a vida. Também na área do Ensino e Formação, em que se avaliou a taxa de escolaridade, a qualidade e infra-estruturas escolares, Bragança surge entre os dez melhores. A cidade obteve o terceiro lugar no domínio do Ambiente, o que para o município “não é surpresa nenhuma”, já que, recentemente, foi galardoado com a Bandeira Verde – ECOXXI. “Estes resultados só confirmam a política de boas práticas de sustentabilidade e ambientais que têm sido implementadas e seguidas na região”, confirma a nota de imprensa. No que toca à Segurança, os habitantes de Bragança mostram-se satisfeitos com o desempenho das forças de segurança e com as reduzidas taxas de criminalidade, surgindo na terceira posição da tabela. O Urbanismo e Habitação do concelho são outros factores que contribuem para a felicidade e bem-estar dos bragançanos, que voltam a estar entre os dez primeiros lugares. Ainda segundo o mesmo estudo, os habitantes de Bragança são, no domínio do Turismo, Cultura e Lazer, os que se sentem mais identificados e próximos da sua comunidade. Nas áreas das Acessibilidades e Transportes, as infra-estruturas criadas no município impõem-se, superando as de concelhos predominantemente urbanos, cujas redes de transportes foram implementadas há muitos anos e têm sido alvo de avultados investimentos. Realizado entre Dezembro de 2009 e Março de 2010, pelo Instituto de Tecnologia Comportamental e o Semanário Sol, o estudo avaliou, no total, dez domínios, tendo em conta as infra-estruturas existentes em cada município e a respectiva satisfação das populações.
(in Mensageiro de Trás-os-Montes)

domingo, 20 de junho de 2010

Comunicado

Em Março de 1975, o ambiente no nosso Liceu era tenso. A tensão entre os vários intervenientes no sistema educativo estava a atravessar um período bastante conturbado. A união entre alunos e funcionários era evidente, como se pode ver pelo comunicado anexo. De outro lado, um pequeno grupo de Pais e/ou Encarregados de Educação, que faziam questão em confundir a luta estudantil, com manipulações de ordem partidária. Os alunos tudo faziam para explicar as motivações da Greve Geral tendo inclusive organizado uma sessão de esclarecimento para Pais e Encarregados de Educação, que teve lugar à noite, no salão de festas do Liceu.
O salão de festas estava repleto de Pais e estudantes. Os elementos da Associação que estavam presentes na mesa, receosos do que poderia acontecer, deixaram uma janela aberta para o exterior, no compartimento que se encontrava ao lado do palco do salão, para a eventualidade de terem de dar "às de Vila Diogo".
Éramos, 7 na mesa preparados para o que desse e viesse.
Resta resalvar que, na assistência, também havia Pais que estavam do nosso lado.

HM

Biografia de José Saramago

A partir da data do verdadeiro arranque da sua carreira, os escritos de José Saramago são publicados com regularidade. No período de 1966 a 1980 – este último ano marca o início da época de grande fulgor literário – o escritor dá a lume doze títulos, destacando-se nos géneros poesia e teatro.
Colabora ainda em jornais, designadamente nos vespertinos ‘A Capital' e ‘Diário de Lisboa', elaborando crónicas que posteriormente faz publicar em livros. Em 1968 inicia também a prática de crítica literária na revista mensal ‘Seara Nova', órgão de combate às ideias que enformavam o regime de Salazar.
O derrube da ditadura, em Abril de 1974, abriu um curto período de grande visibilidade na militância política de Saramago, que não prejudicou, no entanto, o ritmo que vinha mantendo na criação literária. Na sequência da convulsão política e militar de 11 de Março de 1975 e das nacionalizações dela resultante, Saramago ascende a director-adjunto do ‘Diário de Notícias'. Muito contestado pela orientação política que imprimiu ao exercício do cargo, foi afastado em 25 de Novembro desse ano assim que se consumou a derrota militar das forças que apoiava.
Caído no fosso, a opção que faz para se reerguer vai conduzi-lo directamente ao Nobel. Com 53 anos de idade, resolve dedicar-se, finalmente, apenas à escrita de originais e a traduções. A antecâmara da nova fase da carreira é preenchida com a publicação na segunda metade dos anos 70 de um romance, uma colectânea de contos, duas peças de teatro e um livro de crónicas. A grande novidade eclode em 1980, ano em que Saramago entrega o original de ‘Levantado do Chão' ao editor Zeferino Coelho, que o acompanhou até ao fim.
O romance descreve três gerações de uma família de rudes camponeses, verdadeiros "condenados da terra". Com ‘Levantado do Chão' a prosa de Saramago adquire um estilo original. A pontuação desaparece dos longos períodos que estruturam o texto e a sinalização do discurso directo não é mais feita através de travessões ou aspas. Não sendo propriamente inédita, a fórmula é praticada por Saramago de maneira cativante, salvaguardando a capacidade do leitor compreender a narrativa. Singular e atraente, o novo estilo associa habilmente a tradição oral à escrita romanesca.
Dois anos depois (1982), outro grande título, por muitos considerado o melhor dos 37 publicados em vida, sai para os escaparates: ‘Memorial do Convento'. A história de "três loucos portugueses do século XVIII, num tempo e num país onde florescem as superstições e as fogueiras da Inquisição", conforme caracterização do próprio autor, ganha uma projecção ímpar. Dentro e fora do País, os livros de José Saramago, alguns dos quais associando irresistivelmente a linguagem erudita à popular, conquistam a admiração do público e da crítica.
Entre ‘Levantado do Chão' e ‘Memorial do Convento' o escritor ainda tem tempo e capacidade para satisfazer uma encomenda do Círculo de Leitores que lhe vai permitir doravante dispor de mais tempo para a criação. De facto, com os proventos de ‘Viagem a Portugal' (1981), um êxito editorial muito bem pago ao autor, pode deixar de vez a tradução, actividade que constituíra parte importante do seu labor desde 1955, como o atesta o elevado número de obras por si vertidas para português: 48.
Aos 60 anos, Saramago é conhecido em todo o Mundo. Apesar da imensidão de admiradores que congrega, não pode ser considerado um autor universalista, de vastos consensos. Alguns dos seus livros suscitam críticas veementes, designadamente ‘A Jangada de Pedra', editado no ano em que Portugal e Espanha integram a Comunidade Económica Europeia (1986). Nesse romance, o autor idealiza a ruptura física da Península Ibérica com a França e a sua deslocação em direcção "ao Sul do mundo (...) a caminho de uma utopia nova", atitude esta coincidente com a dos meios políticos que ao tempo pintavam cenários catastróficos para o futuro europeista de Portugal.
Nenhuma controvérsia atingiu, no entanto, a dimensão do escândalo suscitado por ‘O Evangelho Segundo Jesus Cristo' (1991), obra em que o autor ensaia a dessacralização da figura de Cristo. Vozes da ortodoxia religiosa condenam Saramago como herético e blasfemo.
Dois anos mais tarde, a medida tomada pelo subsecretário de Estado da Cultura António Sousa Lara de riscar o nome do escritor da candidatura a um prémio literário europeu, a pretexto da não representatividade num país predominantemente católico, levou Saramago a fixar-se na ilha espanhola de Lanzarote com a mulher, Pilar del Río, jornalista espanhola com quem casara em 1988. Embora a mudança já tivesse sido pensada em data anterior pelo casal, acabou por ser concretizada como manifestação de desencanto perante quem então assumia o poder em Portugal.

Mudança para Lanzarote

A iniciativa, tomada pelo subsecretário da Cultura António Sousa Lara, de eliminar o livro ‘O Evangelho Segundo Jesus Cristo' da lista de concorrentes ao Prémio Literário Europeu, levou Saramago a afirmar-se "triste e indignado". Antes de o facto ocorrer, em Abril de 1992, Saramago já havia decidido que iria "viver alternadamente em Portugal e fora". O incidente deu-lhe o empurrão final. No ano seguinte estabeleceu-se com a mulher em Lanzarote (lhas Canárias), onde comprou uma vivenda, que passou a ser a residência fixa do casal.
Sousa Lara justificou a sua atitude considerando que a obra em questão "não representa Portugal", e "atacava princípios que têm a ver com o património religioso dos portugueses." A polémica foi áspera. O livro fora condenado por figuras gradas da Igreja, entre as quais D. Eurico Dias Nogueira, arcebispo de Braga, que o considerou "uma delirante vida de Cristo" e que se referiu ao seu autor como "réu".
Na circunstância, Saramago qualificou o gesto de Sousa Lara como acto de censura. "O facto é brutal", considerou. Em relação à transferência da residência para Lanzarote, encarada pela opinião pública como manifestação de protesto, o escritor rejeitou a palavra "exílio" para designar a condição de emigrado a que se remeteu. Nos anos que se seguiram manteve-se crítico em relação à atitude e ao governo, dirigido por Cavaco Silva, que a concretizou.
A distinção de Saramago com o Nobel da Literatura, seis anos depois da iniciativa de Sousa Lara, colocou este e os seus apoiantes numa situação incómoda. O antigo subsecretário de Estado congratulou-se com a escolha do português, mas acusou-o de dispor de "um enorme ‘lobby' internacional a seu favor".
Só em Abril de 2004, o assunto ficou alegadamente encerrado, na sequência de uma declaração feita pelo então primeiro-ministro Durão Barroso, o qual, duas semanas depois, almoçou com o escritor no Palácio de São Bento. Barroso condenou os processos que no passado haviam descriminado Saramago pelas suas opções individuais. Por seu turno, o laureado com o Nobel alegou que a "aclaração" feita pelo primeiro-ministro punha "fim a um conflito" que da sua parte, aliás, "não existia". Depois do encontro, Durão anunciou a criação da Cátedra José Saramago na Universidade Autónoma do México, destinada a divulgar a cultura e língua portuguesas.

(in Correio daManhã)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Nota Informativa - Defesa da Floresta Contra Incêndios

Os incêndios florestais constituem uma forte ameaça, não só para a floresta como também aos edifícios e pessoas que vivem e trabalham nos espaços rurais. É um drama que obriga toda a sociedade a tomar consciência dos riscos que muitos comportamentos ou actividades comportam.
Consulta no anexo, as Medidas Preventivas para a defesa da floresta contra incêndios a vigorar durante a vigência do período crítico 2010 (1 de Julho a 15 de Outubro).

Plano Director Municipal de Bragança


http://dre.pt/pdf2sdip/2010/06/117000001/0000200036.pdf

Clica no link acima

Aviso n.º 12248-A/2010
Aprovação Final do Plano Director Municipal de Bragança

domingo, 13 de junho de 2010

Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos.

Prestes que está, a terminar o XXIV Torneio da Função Pública de Bragança, aqui fica, para memória futura, uma das equipas que participou no 1.º Torneio da Função Pública de Bragança que, originalmente era em futebol de 11, a equipa do F.A.O.J.
Mesmo sabendo que estou a pregar para os peixes (tal qual o outro), ou no caso para anjinhos papudos, aqui fica o desafio:
- Em que ano foi o 1.º Torneio?
- Quais os nomes dos jogadores que compunham a equipa do F.A.O.J.
- Em que lugar ficámos?
- Quem ganhou o Torneio?
Que na foto com que abri o blogue, ninguém reconheça as pessoas ainda admito...mas esta foto só foi tirada há 24 anos, no Estádio Municipal de Bragança.

sábado, 12 de junho de 2010

A música dispensa comentários. O vídeo é fora de série.



http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2539741
Clica no link acima.
Alguns ouvem com os ouvidos, outros com o estômago, outros com o bolso e alguns, simplesmente, não ouvem.
(Khalil Gibran, poeta libanês, 1883-1931, in “O Profeta”)

Parabéns Padre Sobrinho.

Há homens que passam pela vida e deixam marcas. Uns deixam marcas porque gerem (mal ou bem) o dinheiro de todos, dos outros. Esses, deixam paralelos, alcatrão, tijolos, betão, pontes e estradas, elefantes brancos e...coisas, coisas que o tempo se encarrega de desgastar e de fazer esquecer. Outros, como o PADRE SOBRINHO ALVES, deixam ensinamentos, deixam comportamentos, deixam saudades, deixam memória e essas coisas perduram no tempo e passam de geração em geração...O Padre Sobrinho Alves é um grande homem! As gerações que tiveram o privilégio de com ele partilhar momentos sabem bem o que eu quero dizer. Do F.A.O.J. ao Coral Brigantino, ao Movimento Associativo, de tudo este homem fez. Com sapiência, paciência muita e acima de tudo empatia. É, sempre foi, um mestre em entender as diferenças. Teve sempre ao seu lado aqueles que entendia serem os melhores para a missão, independentemente de serem de esquerda, de direita, do centro.
Nos tempos conturbados, pós revolução, o Padre Sobrinho aglutinou sinergias de todas as áreas e fez por Bragança e pelas suas gentes aquilo que eu não vi ninguém fazer, depois dele.
Aprendam com quem sabe seus politiqueiros de meia tijela.
Parabéns pelas Bodas Sacerdotais Padre Sobrinho.
E...obrigado por me ter ajudado a mim e à minha geração a sermos homens melhores.
também sei, convictamente, que nunca o desiludimos, apesar dos nossos cabelos compridos, calças à boca de sino e de não irmos à missa aos Domingos!!! Mas a culpa também era sua...marcáva-nos sempre "trabalho" para os fins-de-semana. :-)

Grande abraço Dr. Sobrinho.

HM

Animação Sócio Cultural

Com a inserção das músicas anteriores, pretendi relembrar os tempos do F.A.O.J. e da Casa de Cultura da Juventude de Bragança, onde a falta de dinheiro não era impeditiva de se fazerem grandes realizações e animação cultural por todos os cantos do nosso Distrito. Em representação a nível nacional do nosso Distrito sempre honrámos a camisola com um grupo de jovens e animadores, que eu considero como sendo, SOBERBO.
Ao FAOJ e às actividades então desenvolvidas, voltarei mais tarde porque o material que possuo é muito. Do grupo de Animadores sócio-culturais da altura e após deixarmos as nossas funções no então FAOJ, surgiu em 1993, o G.A.I.J., Grupo de Animação para a Infância e Juventude, que fazia animações nas Festas de Natal das Instituições do Distrito.
Do Grupo faziam parte: Eu, O Higino, O Maduro, O Alcino e o Pimentel.

Olha a Bola Manel

http://www.youtube.com/watch?v=AZfOtR9IW4s&feature=related
Clica no link acima
O Manel tinha uma bola,
que rolava pelo chão
na calçada ela rebola,
deu-lhe uma dentada um cão

[refrão]
Olha a bola Manel,
olha a bola Manel
foi-se embora, fugiu
olha a bola Manel,
olha a bola Manel
nunca mais ninguem a viu

O Manel tinha uma bola,
mas por falta de atenção
lá deixou ele ir a bola
entre os dentes de um cão

O Manel tinha uma bola
mas agora não tem não
e a gente a ver se o consola
vai cantar esta canção

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Foi na Loja do Mestre André

http://www.youtube.com/watch?v=C3_pZhWmEDk
Clica no link acima.
Foi na loja do Mestre André
que eu comprei um pifarito,
tiro, liro, lir'um pifarito,
Ai olá, ai olé,
Foi na loja do Mestre André.
Ai olá, ai olé,
Foi na loja do Mestre André.
Foi na loja do Mestre André
que eu comprei um pianinho,
plim plim plim, um pianinho,
tiro, liro, lir'um pifarito,
Ai olá, ai olé,
Foi na loja do Mestre André.
Ai olá, ai olé,
Foi na loja do Mestre André.

Foi na loja do Mestre André
que eu comprei um tamborzinho,
tum tum tum, um tamborzinho,
plim plim plim, um pianinho,
tiro, liro, lir'um pifarito,
Ai olá, ai olé,
Foi na loja do Mestre André.
Ai olá, ai olé,
Foi na loja do Mestre André.

Foi na loja do Mestre André
que eu comprei uma campaínha,
tlim tlim tlim, uma campainha,
tum tum tum, um tamborzinho,
plim plim plim, um pianinho,
tiro, liro, lir'um pifarito,
Ai olá, ai olé,
Foi na loja do Mestre André.
Ai olá, ai olé,
Foi na loja do Mestre André.
Foi na loja do Mestre André
que eu comprei uma rabequinha,
Chiribiri-biri, uma rabequinha,
tlim tlim tlim, uma campainha,
tum tum tum, um tamborzinho,
plim plim plim, um pianinho,
tiro, liro, lir'um pifarito,
Ai olá, ai olé,
Foi na loja do Mestre André.
Ai olá, ai olé,
Foi na loja do Mestre André.
Foi na loja do Mestre André
que eu comprei um rabecão,
Chiribiribão, um rabecão,
Chiribiri-biri, uma rabequinha,
tlim tlim tlim, uma campainha,
tum tum tum, um tamborzinho,
plim plim plim, um pianinho,
tiro, liro, lir'um pifarito,
Ai olá, ai olé,
Foi na loja do Mestre André.
Ai olá, ai olé,
Foi na loja do Mestre André.

Eu Perdi o Dó da Minha Viola


http://www.youtube.com/watch?v=K46fd96s6Mo
Clica no link acima.
Eu perdi o DÓ da minha viola
Da minha viola eu perdi o DÓ
Dormir é muito bom, é muito bom. Bis

Refrão
É bom camarada, é bom camarada
É bom, é muito bom. Bis
É bom!

Refrão

Eu perdi o RÉ da minha viola
Da minha viola eu perdi o RÉ
Remar é muito bom, é muito bom. Bis

Refrão

Eu perdi o MI da minha viola
Da minha viola eu perdi o MI
Miminho é muito bom, é muito bom. Bis.

Refrão

Eu perdi o FÁ da minha viola
Da minha viola eu perdi o
Falar é muito bom, é muito bom. Bis

Refrão

Eu perdi o SOL da minha viola
Da minha viola eu perdi o SOL
Sonhar é muito bom, é muito bom. Bis

Refrão

Eu perdi o LÁ da minha viola
Da minha viola eu perdi o LÁ
Lavar é muito bom, é muito bom. Bis

Refrão

Eu perdi o SI da minha viola
Da minha viola eu perdi o SI
Silêncio é muito bom, é muito bom. Bis

Refrão

Eu perdi o DÓ da minha viola
Da minha viola eu perdi o DÓ
Dormir é muito bom, é muito bom. Bis

Angie - Rolling Stones

http://www.youtube.com/watch?v=JMkFjYRWM4M&feature=player_embedded
Clica no link acima.
Angie, Angie, when will those clouds all disappearAngie, Angie, where will it lead us from hereWith no loving in our souls and no money in our coats
You can't say we're satisfied
But Angie, Angie, you can't say we never tried.

Angie, you're beautiful, but ain't it time we said goodbye
Angie, I still love you, remember all those nights we cried
All the dreams we held so close seemed to all go up in smoke
Let me whisper in your ear
Angie, Angie, where will it lead us from here
Oh, Angie, don't you weep, all your kisses still taste sweet
I hate that sadness in your eyes
But Angie, Angie, ain't it time we say good-bye

With no loving in our souls and no money in our coats
You can't say we're satisfied
But Angie, I still love you, Baby, everywhere I look I see your eyes
There ain't a woman that comes close to you, come on baby, dry our eyes


But Angie, Angie, ain't it good to be alive
Angie, Angie, they can't say we never tried

Nights in White Satin - Moddy Blues

Clica no link acima.
Nights in white satin, never reaching the end
Letters I've written, never meaning to send
Beauty had always been, with these eyes before
Just what the truth is, I can't say anymore

'Cause I love you, yes I love you, oh, how I love you
Gazing at people, some hand in hand
Just what I'm going through they can't understand
Some try to tell me, thoughts they cannot defend

Just what you want to be you will be in the end
And I love you, yes I love you
Oh, how I love you, oh, how I love you

Nights in white satin, never reaching the end
Letters I've written, never meaning to send
Beauty have always been with these eyes before
Just what the truth is, I can't say anymore

'Cause I love you, yes I love you
Oh, how I love you, oh, how I love you
'Cause I love you, yes I love you
Oh, how I love you, oh, how I love you

Epílogo (falado)
Breathe deep the gathering gloom
Watch lights fade from every room
Bedsetter people look back and lament
Another day's useless energy's spent
Impassioned lovers wrestle as one
Lonely man cries for love and has none
New mother picks up and suckles her son
Senior citizens wish they were young
Cold-hearted orb that rules the night
Removes the colors from our sight
Red is grey and yellow white
And we decide which is right
And which is an illusion

Immigrant Song - Led Zepeelin

Immigrant Song é a primeira faixa do terceiro álbum da banda Led Zeppelin, Led Zeppelin III, lançado em 1970.
A canção foi escrita durante uma turnê do grupo britânico no início da década de 1970. O primeiro concerto desta turnê foi em Reykjavik (Islândia), que inspirou o vocalista Robert Plant a compor a canção. Apenas seis dias após a apresentação do Led Zeppelin na capital islandesa, a banda tocou Immigrant Song pela primeira vez durante o Bath Festival de 1970.
A sua letra é dedicada a Leif Ericson e faz explícita referência às conquistas vikings e a antiga religião dos povos nórdicos ("To fight the horde, singing and crying / Valhalla, I am coming!"). Cantada pela perspectiva dos vikings remando para o oeste da Escandinávia à procura de novas terras, o seu ritmo regular evoca a determinação dos conquistadores e os seus remos a golpear a àgua. O verso "The hammer of the gods will drive our ships to new lands" levou muitos a pensar que o Led Zeppelin se referia a "Hammer of the Gods". A mesma frase acabou usada para dar título à famosa biografia da banda, "Hammer of the Gods: The Led Zeppelin Saga", de Stephen Davis.
"Immigrant Song" foi usada para abrir concertos do Led Zeppelin entre 1970 e 1972. Versões ao vivo desta canção encontram-se nos álbuns How The West Was Won e BBC Sessions. Ao vivo, o guitarrista Jimmy Page toca um solo não incluso na versão de estúdio.
Além disto, a canção foi uma das poucas do Led Zeppelin lançadas com single, o que ocorreu - contra a vontade da banda - em outubro de 1970, pelo selo Atlantic Records. "Immigrant Song" alcançou a posição 16 na parada musical da Billboard. O lado B foi "Hey Hey What Can I Do". A canção também é uma das raras autorizadas pelo grupo a tocar num filme - em 2003, em School of Rock.

A Verdade Sobre ALGUNS Professores


Faço projectos, planos, planificações;
Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;
Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;
Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;
E reuniões e reuniões e mais reuniões!...
E depois ouço,
alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores,
observadores, secretários de estado, a ministra
e, como se não bastasse, outros professores,
e a ministra!...
Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo,
Coisas curriculares, disciplinares, departamentais,
Educativas, pedagógicas, comportamentais,
De comunidade, de grupo, de turma, individuais,
Particulares, sigilosas, públicas, gerais,
Internas, externas, locais, nacionais,
Anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?
Querem que eu dê aulas!?...