terça-feira, 30 de novembro de 2010

Diálogo Entre o Contribuinte e o Estado

Contribuinte – Gostava de comprar um carro.
Estado – Muito bem. Faça o favor de escolher.
Contribuinte – Já escolhi tenho que pagar alguma coisa?
Estado – Sim. De acordo com o valor do carro (IVA)
Contribuinte – Ah. Só isso.
Estado – e uma “coisinha” para o por a circular (selo)
Contribuinte – Ah!
Estado – e mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro efectivamente circule (ISP)
Contribuinte – mas sem gasolina eu não circulo.
Estado – Eu sei.
Contribuinte – mas eu já pago para circular.
Estado – claro.
Contribuinte – então vai cobrar-me pelo valor da gasolina?
Estado – também. mas isso é o IVA. o ISP é outra coisa diferente.
Contribuinte - diferente?
Estado - muito. o ISP é porque a gasolina existe.
Contribuinte - porque existe?
Estado - há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram petroleo. e você paga.
Contribuinte – só isso?
Estado – Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.
Contribuinte – como assim?
Estado – Tem que pagar para o estacionar.
Contribuinte – para o estacionar?
Estado – Exacto.
Contribuinte – Portanto pago para andar e pago para estar parado?
Estado – Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.
Contribuinte – Então pago para circular, pago para conseguir circular e pago por estar parado.
Estado – Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?
Contribuinte – Novo?
Estado – é que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está em condições de andar por aí.
Contribuinte – Pago para você ver se pode cobrar?
Estado – Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha…
Contribuinte – Mais uma coisinha?
Estado – Para circular em auto-estradas
Contribuinte – mas eu já pago imposto de circulação.
Estado – mas esta é uma circulação diferente.
Contribuinte – Diferente?
Estado – Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.
Contribuinte – Só mais isso?
Estado – Sim. Só mais isso.
Contribuinte – E acabou?
Estado – Sim. Depois de pagar os 25 euros acabou.
Contribuinte – Quais 25 euros?
Estado – Os 25 euros que custa pagar para andar nas auto-estradas.
Contribuinte – Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem quisesse?
Estado – Sim. Mas todos pagam os 25 euros.
Contribuinte – Quais 25 euros?
Estado – Os 25 euros é quanto custa.
Contribuinte – custa o quê?
Estado – Pagar.
Contribuinte – custa pagar?
Estado – sim. Pagar custa 25 euros.
Contribuinte – Pagar custa 25 euros?
Estado – Sim. Paga 25 euros para pagar.
Contribuinte – Mas eu não vou circular nas auto-estradas.
Estado – Imagine que um dia quer…tem que pagar
Contribuinte – tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?
Estado – Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.
Contribuinte – E se eu não quiser?
Estado – Paga multa.

domingo, 28 de novembro de 2010

Conto de Natal

Como se aproxima a época, aqui fica um Conto de Natal, com a minha BD preferida, dividido em três partes.
PARTE 1
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PARTE 2
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PARTE 3
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HELP - Floresta Amazónica

A Floresta Amazônica é uma floresta tropical situada na região norte da América do Sul. Ocupa territórios do Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.
É a floresta equatorial que ocupa a maior extensão do território amazônico. É uma das três grandes florestas tropicais do mundo. É a maior floresta tropical do mundo, enquanto perde em tamanho para a Taiga Siberiana que é uma floresta de coníferas, árvores em forma de cones, os pinheiros.
A floresta Amazônica possui a aparência, vista de cima, de uma camada contínua de copas largas, situadas a aproximadamente 30 metros acima do solo..
A maior parte de seus cinco milhões de km²,ou 42% do território brasileiro, é composta por uma floresta que nunca se alaga, numa planície de 130 a 200 metros de altitude, formada por sedimentos do lago Belterra, que ocupou a bacia Amazônica entre 1,8 milhões e 25 mil anos atrás. Ao tempo em que os Andes se erguiam, os rios cavaram o seu leito, o que originou os três tipos de floresta da Amazônia. As duas últimas formam a Amazônia brasileira:
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Um dos principais problemas é o desmatamento ilegal. Madereiras instalam-se na região para cortar e vender troncos de árvores nobres. Há também fazendeiros que provocam queimadas na floresta para ampliação de áreas de cultivo (principalmente de soja). Estes dois problemas preocupam cientistas e ambientalistas do mundo, pois em pouco tempo, podem provocar um desequilíbrio no ecossistema da região, colocando em risco a floresta.
Outro problema é a biopirataria na floresta amazônica. Cientistas estrangeiros entram na floresta, sem autorização de autoridades brasileiras, para obterem amostras de plantas ou espécies animais. Levam-as para os seus países, pesquisam e desenvolvem substâncias, registrando a patente e depois lucram com isso. O grande problema é que o Brasil teria que pagar, futuramente, para utilizar substâncias cujas matérias-primas são originárias do seu território.
Com a descoberta de ouro na região (principalmente no estado do Pará), muitos rios estão a ser contaminados. Os garimpeiros usam mercúrio no garimpo, substância que está a contaminar os rios e peixes da região. Os Índios que habitam a floresta amazônica também sofrem com a extracção do ouro na região, pois a água dos rios e os peixes são importantes para a sobrevivência das tribos.

Planta

Durante a década de 80 a margarina Planta, foi uma pioneira nas provas de rua em Portugal. Éramos bombardeados, com anúncios na televisão de donas de casa, a comer fatias de pão barradas com Planta, a dizerem "Sou, uma lambona!!".  E faziam filas para comer o pãozinho com Planta...
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sábado, 27 de novembro de 2010

Gandas Oportunidades

Se tem mais de 18 anos e ainda não completou o 12º ano, dirija-se a um Centro Gandas Oportunidades e estabeleça uma meta para a sua qualificação...


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O Jovem Médico

Um jovem e fogoso médico lisboeta abriu consultório numa pequena aldeia alentejana,onde só havia velhos. No primeiro dia começou por atender o Ti Augusto e aproveitou p'ra perguntar :

- Então Ti Augusto, aqui na terra não há meninas ???

- Aqui nã há nada ! Só se for às Sêxtas-Fêras com a Égua ! - Respondeu o Ti Augusto.

Passado algum tempo, já o médico andava a ganir de desejo, quando o Ti Augusto voltou à consulta :

- Então homem, hoje é sexta-feira, como é que é isso da Égua ?

- Sendo 3 da tardi, o sôdoutori venha ter comigo à bêra do riacho.

Quando lá chegou, encontrou uma fila enorme de homens, mas ele como era médico, toda gente o deixou passar à frente. Quando viu a Égua, o médico esqueceu os preconceitos e, libertando o desejo reprimido, baixou as calças e montou-se no animal. Ao fim de alguns minutos de relação, o Ti Augusto chega-se ao pé do Médico e diz :

- Sô doutori, ê nã queria interrompêri, mas nã canse a bichinha, porque ela é que nos vai levari p'ro outro lado do riacho, onde estão as gaijas !!!!!

Sons de Terra de Miranda


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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Uma Questão Pertinente... Nos Dias Que Correm


A República dos Bananas

O Ministério de Administração Interna, deste Governo, manda instalar sistemas de segurança de empresas privadas para proteger instalações de forças policiais! E nós a pagar a triplicar, ou seja já pagamos aos polícias para serem... polícias mais os seguranças.
Até parece um apanhado, mas não é! Isto passa-se em Portugal; não numa República das Bananas, mas na República dos Bananas!
Posto da GNR de Armação de Pêra

Acto 1. Quando o posto for alvo de intrusão, a Prosegur liga para a GNR a comunicar a ocorrência: "Allô!?? É da GNR?" "Sim!" (respondem do outro lado da linha);


Acto 2. "É só para informar que o vosso posto está a ser assaltado."


Acto 3. "Ah, muito obrigado". Respondem do posto da GNR. O agente que atendeu o telefonema da Prosegur vai informar: "Meu comandante, recebemos um telefonema da Prosegur a dizer que o nosso posto está a ser assaltado".


Acto 4. Resposta do Comandante: "Nosso Cabo, levante-se e vá ver o que se passa. Se for necessário chame os tipos da Prosegur".

Manual de Boas Práticas em Espaços Verdes

Concepção e instalação de espaços verdes:

Os espaços verdes são concebidos para cumprirem determinados objectivos gerais e particulares considerando as condições físicas em que vão ser instalados e mantidos. Neste capítulo são revistos os aspectos fundamentais a ponderar no processo de concepção dos espaços verdes, incluindo factores económicos, ambientais, sociais e estéticos.
O sucesso dos espaços verdes depende em grande medida de factores ambientais locais, como o solo e a água, porque estes influenciam directamente o estabelecimento e o crescimento das plantas seleccionadas para constituírem a essência desses lugares. São, por esse motivo,desenvolvidos neste capítulo os temas da preparação do solo, rega, drenagem e a selecção e instalação de relvados e de árvores, arbustos e herbáceas. À medida que se expandem para áreas naturais, as cidades podem passar a incorporar alguns dos elementos originais dessas áreas que funcionarão no futuro como espaços verdes.
É apresentado, por isso, neste capítulo um conjunto de indicações muito valiosas quanto à preservação de árvores em locais de construção. Serão finalmente abordadas opções de utilização de materiais inertes, mobiliário, pavimentos e outros elementos.
O sucesso dos espaços verdes depende em grande medida de factores ambientais áreas naturais, as cidades podem passar a incorporar alguns dos elementos originais dessas áreas que funcionarão no futuro como espaços verdes.
É apresentado, por isso, neste capítulo um conjunto de indicações muito valiosas quanto à preservação de árvores em locais de construção. Serão finalmente abordadas opções de utilização de materiais inertes, mobiliário, pavimentos e outros elementos. dos espaços verdes, incluindo factores económicos, ambientais, sociais e estéticos.locais, como o solo e a água, porque estes influenciam directamente

Manutenção e gestão.

Uma vez instalados, os espaços verdes necessitam de um conjunto de cuidados, permanentes ou temporários, destinados a manter as suas estruturas e funções. Estes cuidados consistem em práticas diversas, aplicadas principalmente a árvores, arbustos e relvados, de forma a assegurar a sua vitalidade e sanidade bem como outros aspectos relevantes, designadamente elementos estéticos.
Incluem-se neste capítulo de manutenção e gestão as práticas ligadas à fertilização, rega e drenagem, podas de árvores e arbustos, manutenção de relvados e protecção de árvores contra agentes nocivos. Uma vez que existem riscos associados à manutenção de árvores de grande porte em espaços urbanos, particularmente das mais debilitadas, dedica-se um sub-capítulo à sua minimização.
Outros aspectos fundamentais da gestão de espaços verdes são a manutenção de corredores ripícolas nas cidades, elementos essenciais da sua estrutura e funcionamento, o destino a dar aos materiais resultantes das práticas de manutenção, nomeadamente os resíduos de podas e dos corte de relva, e as regras de limpeza e segurança dos espaços verdes.
São ainda descritos os métodos seguidos na complexa tarefa de recolha, análise de utilização de quantidades muito elevadas de informação relativa aos espaços verdes e aos seus elementos constituintes. tão as práticas ligadas à fertilização, rega e drenagem, podas de árvores e arbustos, manutenção ripícolas nas cidades, elementos essenciais da sua estrutura e funcionamento, o destino a dar aos materiais resultantes das práticas de manutenção, nomeadamente os resíduos de podas e dos corte de relva, e as regras de limpeza e segurança dos espaços verdes.
São ainda descritos os métodos seguidos na complexa tarefa de recolha, análise de utilização de quantidades muito elevadas de informação relativa elementos estéticos.
Incluem-se neste capítulo de manutenção e gestão de relvados e protecção de árvores contra agentes nocivos. Finalmente, dedica-se atenção ao envolvimento e participação da população na gestão dos espaços verdes porque estes só fazem sentido se considerados em conjunto com os seus utilizadores que podem desempenhar um papel fundamental na sua gestão e na sua manutenção nas melhores condições.

Faz o Download dos ficheiros em: http://www.cm-braganca.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=45451

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A República no Distrito de Bragança

29 e 30 de NOVEMBRO 2010
Centenário da República 1910-2010

ARQUIVO DISTRITAL DE BRAGANÇA
II CICLO DE PALESTRAS
“ A REPÚBLICA NO DISTRITO DE BRAGANÇA “

29 DE NOVEMBRO
14H30 - Abertura do II Ciclo de Conferências

14H45 - Conferencista – Dr.ª Alda Berenguel

Título – “Percursos do Arquivo Distrital de Bragança no 94º aniversário “.

15H30 - Conferencista – Dr.ª Conceição Salgado

Título – “Assistência e exclusão social na 1ª República”

16H45 - Conferencista – Drº João Cabrita

Título – "Manuel Teixeira Gomes, um algarvio, escritor, Presidente da República".

16H30 – Conferencista Drº Carlos Prada

Título - a anunciar
30 DE NOVEMBRO
14H45 – Conferencista – Dr. José Monteiro

Titulo – Os manuais escolares republicanos: saberes, ideias e valores”.

15H30 – Conferencista - Drº Manuel Cardoso

Título – “ Portugal republicano e Portugal monárquico: o transe de um povo aflito.”

16H15 – Conferencista Drº António Mourinho

Titulo – “1ª República em Miranda do Douro.”17H00 – Conferencista Drº Roberto Afonso

Título – “Vinhais no 1º aniversário da República: primeira incursão monárquica.”

PALESTRAS

Ministério da Cultura

Direcção-Geral de Arquivos

Arquivo Distrital de Bragança

(Entrada livre)
Endereços:
Convento de S. Francisco
5301-902 Bragança
Telef./fax: 273300270
Horário de funcionamento
Todos os dias úteis
09H00h às 12H30 – 14H00 às 17H30
Centenário da República 1910-2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Tasos e Mega Tasos

Quantas coisitas destas pisei pelo chão de casa. Mas aqui fica uma recordação para os garotos, hoje homens e mulheres...de 90.

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Centro de Arte Contemporânea Graça Morais - Bragança

Centro de Arte Contemporânea
O Centro de Arte Contemporânea, inaugurado em Junho de 2008, tem origem no protocolo celebrado em Fevereiro de 1999 entre os municípios de Bragança e Zamora.
Com uma forte aposta na cultura como factor de modernização e competitividade, o projecto foi desenhado com a perspectiva de estreitar relações culturais entre as duas cidades, tornando-as capazes de implementar o conceito de Pólo Cultural Transfronteiriço, integrando-as desse modo em roteiros nacionais e internacionais.
O projecto ganha consistência a 26 de Fevereiro de 2001, com a assinatura do protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Bragança e a Fundação de Serralves.
Em Outubro de 2002 é formalizada a sua candidatura ao programa INTERREG IIIA, com a designação de “Projecto Transmuseus”, na qual se incluía a construção do Centro de Arte Contemporânea de Bragança, com um projecto do arquitecto Eduardo Souto Moura e a construção do Museu Baltasar Lobo, em Zamora, da autoria do arquitecto José Rafael Moneo.
Situado em pleno centro histórico da cidade, entre duas importantes artérias da cidade, a rua Abílio Beça e a Emídio Navarro e com vista privilegiada para a centenária Praça da Sé, o Centro de Arte ocupa um edifício do Séc. XVIII mandado edificar por Francisco Xavier da Veiga Cabral e adquirido posteriormente por José Sá Vargas. Em 1936, por testamento, o imóvel passa a propriedade da Santa Casa da Misericórdia, tendo sido adquirido em 1940, em hasta pública, pelo Banco de Portugal para aí instalar uma delegação que manteve em actividade até Março de 1993.
Em completo estado de abandono, e depois de um longo período de negociações, iniciadas em 1998, o edifício foi adquirido pela Câmara Municipal em 2002.
As obras de recuperação e adaptação do antigo solar e que dão corpo ao trabalho arquitectónico de Souto Moura tiveram inicio em Outubro de 2004 e prolongaram-se até Junho de 2008.
Resultante de decisão unânime tomada em Reunião de Câmara foi posteriormente atribuído ao equipamento o nome da pintora transmontana Graça Morais, firmado num protocolo de Cooperação e Contrato de Comodato, celebrado a 25 de Abril de 2007.
Os trabalhos de recuperação do edifício solarengo ou a ampliação do equipamento, denunciado pelo emaranhado da estrutura metálica, foram dando forma a um espaço arquitectónico de excelência, equipado com a mais moderna tecnologia.
Numa arquitectura, onde o branco é tom dominante e cada pormenor denuncia a assinatura do autor, ganham dimensão uma multiplicidade de espaços como a zona de recepção, a livraria, o bar/cafetaria, a esplanada, o jardim, sete salas dedicadas à obra da pintora Graça Morais, salas de serviço educativo, gabinetes de trabalho, sala de reuniões, galeria de exposições temporárias, balneários, oficinas, zona de recepção de obras, a reserva de colecção e a grande nave de exposições temporárias.
“Desenho e pintura 1982 – 2005” da colecção Graça Morais e “As cores não dizem nada”, de Gerardo Burmester foram os primeiros projectos artísticos a ocupar os espaços expositivos do Centro de Arte.

Site da CMB

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Museu Ibérico da Máscara e do Traje - Bragança

Integrado no projecto “Máscaras”, o Museu Ibérico da Máscara e do Traje tem como base uma parceria de cooperação transfronteiriça entre o Município de Bragança e a Deputación de Zamora, sendo, por isso, apoiado pela União Europeia através dos fundos INTERREG.

Inaugurado no dia 24 de Fevereiro de 2007, o museu tem como objectivo preservar e promover a identidade e a cultura do povo desta região de fronteira, unido por milénios de história.

Dele fazem parte trajes e máscaras característicos de determinadas Festas de Inverno e Carnaval de Trás-os-Montes, Lazarim e distrito de Zamora, permitindo ao visitante contactar, em qualquer altura do ano, com uma multiplicidade de festas, personagens e rituais, elementos únicos da nossa cultura.

Para além do contacto com os personagens, que recriam com todo o rigor mais de 50 caretos, o interior do museu permite ainda ao visitante, ao som da música tradicional, das fotografias, dos documentários e da panóplia de objectos expostos, conduzi-lo por uma viagem ao universo mágico que ainda hoje pode ser apreciado e vivido em diferentes localidades de Bragança e Zamora durante os meses de Inverno (Dezembro, Janeiro e Fevereiro).

Dividido em três pisos, sendo o 1º dedicado às festas de Inverno Transmontanas, o 2º às festas da Região de Zamora e o 3º ao Carnaval das duas regiões. Os artesãos, criadores deste património, têm também um espaço de destaque no 3º piso do museu.
O Museu disponibiliza ainda, através do seu Serviço Educativo, um programa de visitas guiadas, visitas/Jogo e ainda workshops de máscaras.
(in http://www.cm-braganca.pt/)

domingo, 21 de novembro de 2010

Bragança

Nunca é demais mostrarmos as belezas da nossa terra. Para aqueles que se viram obrigados, ou quiseram,...partir para outras.

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Viagem de Bragança ao Tua

Há 20 anos, ainda havia comboios em Bragança.
Aqui fica um apontamento para os mais velhos recordarem e para os mais novos saberem como era...
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Restaurador Olex

Numa época em que os implantes capilares eram apenas um sonho, o Restaurador Olex ia disfarçando os problemas de muitos homens.
 
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A fórmula original do Restaurador Olex foi descontinuada em Outubro de 2005, devido à transposição para o direito interno português das Directivas Comunitárias 76/768/CEE, de 27 Julho e 2004/93/CEE, de 21 de Setembro (Decreto-Lei 142/2005 de 24 de Agosto), que proíbem o uso de acetato de chumbo na composição de produtos cosméticos.

Pasta Medicinal Couto

Quem é que nunca ouviu falar na Pasta Medicinal Couto?
A Pasta Medicinal Couto contribuiu decisivamente para a mudança dos hábitos de higiene oral dos portugueses e foi igualmente pioneira ao apostar – há várias décadas atrás – numa actividade «chamada» publicidade, sector que, nos dias que correm, é indispensável à promoção e visibilidade de uma empresa. Desde os spots para televisão, aos outdoors e cartazes alusivos ao produto, a Pasta Medicinal Couto marcou a sociedade portuguesa do século XX.

Era a pasta que andava na boca de toda a gente. A imagem publicitária de um homem a fazer andar à roda uma cadeira presa pelos seus dentes – só possível graças à Pasta Medicinal Couto – ficou guardada no baú de recordações de todos os portugueses.

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sábado, 20 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

JAFUMEGA

O grupo Mini-Pop esteve na origem dos Jáfumega. Os Mini-Pop, quarteto de adolescentes onde pontificavam os irmãos Barreiros (Mário, Eugénio e Pedro), chegaram a fazer algum furor nos anos 70, em Portugal.(1)
Oriundos do Porto, os Mini-Pop gravaram alguns discos de sucesso como "Era Uma Casa Muito Engraçada". Os músicos do grupo foram adquirindo formação musical na área do Jazz e decidiram dar corpo a um novo projecto musical que baptizaram com o nome de Jáfumega.


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Para isso, ao núcleo dos irmãos Barreiros juntaram-se o saxofonista José Nogueira e o baterista Álvaro Marques, para além do cantor Luís Portugal.
Em 1980 editam o seu primeiro trabalho, totalmente cantado em inglês e, singelamente intitulado "Estamos Aí". Neste trabalho já é possível ver algumas das pistas que irão ser exploradas em futuros trabalhos da banda.
As vocalizações são repartidas entre a voz aguda de Luís Portugal e a voz grave de Eugénio Barreiros. O tema mais conhecido deste disco, gravado com poucos recursos e com uma prensagem deficiente, é "There You Are", que chegou a ter algum "airplay" no programa "Rock em Stock", de boa memória.
Em pleno Boom do Rock português o grupo decide cantar em português e obtém um estrondoso sucesso com o single "Dá-me Lume", que contém o reggae "Ribeira", no lado 2. Este tema, cujo refrão andava na boca de toda a gente ("A ponte é uma passagem, p'rá outra margem..."), transforma os Jáfumega num dos grupos mais solicitados para concertos em todo o país.
Não é por isso de estranhar que, em Janeiro de 1982, o grupo se apresente ao vivo na cidade da Guarda, onde proporcionou um espectáculo inesquecível, não só pela qualidade da sua música, mas porque Luís Portugal estava doente e não pode estar presente. Eugénio Barreiros substituiu-o nas vozes e ouvir a "Ribeira" na voz potente de Eugénio fica na memória.
Pouco tendo a ver com o Rock português os Jáfumega tinham no seu line up alguns dos melhores músicos portugueses, disso não havia dúvidas.
O regresso da banda dá-se com o LP "Jáfumega" que inclui "Latin'américa" e "Kasbah". Extremamente bem produzido e bem tocado, o álbum é muito bem recebido pela crítica e pelo público.(2)
Em 1983 o grupo edita o seu último trabalho de título "Recados", subdividido em "Recados da Cidade" e "Recados do Campo". Temas como "Romaria" ou "La Dolce Vita" revelam-se sucessos na rádio, mas não trazem ao grupo grandes proveitos comerciais, pelo que a banda se dissolve em 1984.
[Em Junho de 1985 ainda é anunciada a intenção da banda lançar um novo disco, "São João Brejeiro", para o qual já tinham vários temas.]
Recordados com grande saudade por todos aqueles que os viram e os ouviram, os Jáfumega, dignos representantes da boa música portuguesa, são hoje colocados na galeria dos clássicos...

Arte & Ofício

A banda Arte & Ofício surgiu em 1976 , no Porto, quando o baixista Sérgio Castro e o vocalista António Garcez, dois antigos elementos dos Psico, decidem formar um grupo de Rock. A este núcleo inicial juntam-se Álvaro Azevedo (ex-Pop Five Music Inc.), na bateria e os guitarristas Fernando Nascimento e Serginho. Este grupo de veteranos, todos com larga experiência na música pop portuguesa pretende fazer dos Arte & Ofício um grupo profissional .
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O seu som caracteriza-se por uma mistura de Hard Rock com Jazz Rock, na linha de uns Gentle Giant, mas com estéticas originais. O seu primeiro trabalho é um single com "Festival" e "Let Yourself Be", a que se seguirá outro single com "The Little Story Of Little Jimmy" e "Quibble". Nestes dois trabalhos é notório o profissionalismo da banda e, sobretudo, descobre-se um verdadeiro performer em Garcez.
No ano do lançamento dos singles fazem a primeira parte dos alemães Can , no Pavilhão dos Desportos de Lisboa e conseguem ofuscar a famosa banda teutónica. A revista "Música & Som" titulará mesmo "Arte & Ofício - O êxito dos Can". Bastante solicitada para espectáculos, a banda dá um magnífico concerto na cidade da Guarda no dia 8 de Abril de 1978, no Baile de Finalistas, com a primeira parte a pertencer ao Spartaks, a jogar em casa. Nesse mesmo ano sai o máxi-single "Come Hear The Band" e "O Cacarejo da Galinha", onde a banda revela todas as suas potencialidades. O tema com o título em português é totalmente experimental e o tema-título é um vigoroso Rock, ao qual os portugueses não estavam habituados, vindo de bandas portuguesas.
Em 1979 é editado "Faces", o seu primeiro trabalho de longa duração, com duas faces bem distintas: uma face Rock e uma face Jazz Rock. Este disco conta com a participação de António Pinho Vargas, hoje reputado músico de Jazz, que fará parte do line up da banda durante algum tempo. O grupo inicia uma tournée nacional em Teatros , com o apoio de uma marca de "jeans" e que chega à Guarda no dia 7 de Julho de 1979. O velhinho Cine-Teatro da Guarda ,com lotação esgotada, aplaudiu o grupo de Sérgio Castro. Garcez confirma-se como um verdadeiro "animal de palco" e o som da banda está cada vez melhor.
Quando se pensava que a banda estava para durar sofre um rude golpe com as saídas de Serginho e Garcez (este último para formar os Roxigénio). Nada, porém, estava perdido. A banda recruta André Sarbib e grava "Marijuana", um grande sucesso nos seus espectáculos ao vivo, e que lhe permite fazer as primeiras partes de Joe Jackson em vários países do Sul da Europa.
O "boom" do Rock português, com várias bandas a cantar na língua de Camões, é que foi fatal para o grupo. O público não aderiu ao seu Rock cantado em inglês e o seu último LP "Danza" não se conseguiu impor, apesar da sua qualidade, se ouvido hoje. Pouco tempo depois do lançamento do disco , e perante as poucas solicitações para concertos, o grupo dá por terminada a sua carreira. Ao mesmo tempo que mantinha os Arte & Ofício, Sérgio Castro forma os Trabalhadores do Comércio, que lhe permite continuar na crista da onda durante o tempo que durou o fenómeno do Rock português. Foi, aliás, com esta banda brincalhona que António Garcez voltou a gravar e a cantar em português.


A colectânea "Biografia do Pop-Rock", publicada pela Movieplay em 1997, incluíu o tema “Festival” dos Arte & Ofício.

PSICO

Companheiros.
Lembrais-vos, ainda, do conjunto que invariavelmente, vinha animar os bailes de finalistas em Bragança, anos a fio?
OS PSICO!!!
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O conjunto Psico nasceu em 1969, no Porto, enveredando por uma sonoridade Hard Rock e cantando em inglês.
O line-up da banda integrava, para além de Tony Moura na guitarra e vozes, o baterista Álvaro Marques (futuro Jáfumega) e o guitarrista Amílcar.
Para além dos bailes de finalistas, nos ginásios dos liceus e outros locais improvisados, em 1970 fazem a primeira parte dos belgas Wallace Collection, no Coliseu do Porto e em 1971 a banda participa no Festival de Vilar de Mouros. Finalizaram a sua actuação no Festival com o clássico "Rock Around The Clock", de Bill Halley And The Comets com um efusivo aplauso do público presente.
Em 1974 os Psico renovam o line-up: Tony Moura, António Garcez (voz), Fernando Nascimento (guitarra), Álvaro Marques e Zé Martins(baixo).
Mais tarde entrariam Sérgio Castro (guitarra), Gino Guerreiro (baixo) e Zé Carlos (teclas).
A partir de 1976 os Psico mudaram passaram a produzir um som mais próximo do Rock Progressivo, com laivos de Hard Rock.
Nesta época Garcez, Nascimento e Castro tinham abandonado os Psico para fundarem os Arte & Ofício.
Em 1977, em memória de Gino Guerreiro, entretanto falecido, os Psico compuseram um longo tema - Epitáfio Sinfónico - do qual seria retirado o tema Al's, o qual seria editado no único disco (um single) gravado pela banda.


A banda terminaria pouco tempo depois da edição do disco, em 1978.

Tás Quietinho ou Levas no Focinho

Em 1979, Sérgio Castro e Álvaro Azevedo (membros dos Arte & Ofício) dão corpo a um projecto paralelo a que chamam Trabalhadores do Comércio.
A característica principal do grupo era o facto de cantar em português, com sotaque à moda do Porto, enquanto os Arte & Ofício construíram toda a sua carreira cantando em inglês. Também havia a questão das letras das músicas, que tinham um certo humor.
O seu disco de estreia, editado em 1980, foi o single intitulado "Lima 5" (1), cujo refrão rezava: "Eu só paro lá no Lima 5, Sou um meu de grabatinha e brinco". A voz do grupo era a do sobrinho de Sérgio Castro, João Luís Médicis, então com 7 anos.
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O grupo faz algumas primeiras partes dos Arte & Ofício e edita um novo single: "A Cançõm Quiu Abô Minsinoue" (traduzindo: A Canção Que o Avô Me Ensinou).
O primeiro álbum "Tripas à Moda Do Porto" foi gravado em Londres e contém o tema mais conhecido da banda: "Chamem A Polícia". Outros temas, onde o humor tem lugar marcado são "Atom Messiu, Comantalê Bu" ou "Paunka Roque", para além de "Birinha", "Sim, Soue Um Gaijo do Pôrto" e "Quem Dera".
O grupo toca muito num Bar do Porto chamado Chico's e tenta a edição de um EP "Alaibe At Chico's Bar" que nunca verá a luz do dia.
Em 1982 é editado o segundo LP, "Na Braza", que não conseguiu penetrar no grande público e o grupo suspende as suas actividades.(2) Temas deste disco são "Haxixa na Braza" e "Taquetinho Ou Lebas No Fucinho".
Em 1986, os Trabalhadores concorrem ao Festival RTP da Canção com o tema "Os Tigres De Bengala", que se classificaria em segundo lugar. Esta classificação faz reacender a vontade de voltar a gravar um novo disco. (3)
Sérgio Castro, que entretanto se mudara para Vigo (Galiza), onde se dedica à produção de grupos no seu próprio estúdio Planta Sónica, reagrupa a banda e grava "Mais Um Membro Para A Europa" [uma edição Tigres de Bengala] que inclui uma versão dum tema de Adamo, a que os Trabalhadores do Comércio deram o nome de "Molharei La Farture Dans Ta Tasse Chaude".
Depois de uma paragem de 4 anos o grupo volta a ressurgir em 1990, com João Luís Médicis já contando 17 anos e tocando baixo, e grava o disco "Sermões A Todo O Rebanho" que inclui os temas "Aim Beck USA", "Omo Sexual", "O Boto Útil (com Essa Nos Bais Fadando)", "Quem Toca Assim Num É Manco" (um solo de bateria de Azevedo) e uma versão de "Sex and Drugs and Rock'N' Roll" de Ian Dury justamente intitulada "Fado, Sexo e Vacalhau".
Novamente o humor a ser a imagem de marca dos Trabalhadores do Comércio, que veriam editado, em 1996 um CD-Duplo intitulado "O Milhor Dos Trabalhadores Do Comércio", que inclui um "Bónus Traque" de uma gravação renovada de "Chamem A Pulíssia".
Esporádicamente o grupo tem-se reunido para fazer espectáculos, sobretudo na sua cidade natal.(4)


ARISTIDES DUARTE / NOVA GUARDA


Nós tocámos aqui [na Galiza] em 1981, num festival, e tivemos como grupo de suporte os Siniestro Total, que estavam a começar. Depois disso, soubemos que havia grupos galegos a fazer versões do «Chamem a Polícia». Voltámos à Galiza em 1982, para outro festival, e em 1986, naquelas manifestações do irmamento Vigo-Porto, logo depois da entrada dos dois países na CEE. O grupo tinha uma certa aceitação e as pessoas também me conhecem, particularmente, porque estive nos Sémen Up, um grupo bastante importante a nível regional e nacional. Fui produtor desse grupo [no projecto paralelo Bombeiros Voluntários] em dois discos de «soul music» muito conhecido por aqui, que eram os Bombeiros Voluntários, e quando se referiam a mim, diziam que eu tinha sido o cantor dos Trabalhadores do Comércio.
Foram várias coisas [que levaram ao fim do grupo], mas é um bocado difícil estar a analisar isso agora. Na altura, eu não pensava nos mesmos termos em que faço hoje. Umas das coisas que nos fez acabar, em 1982, foi alguma preocupação em relação ao futuro, principalmente do João, que começava a atravessar uma fase crítica da sua vida. Quando ele voltou a mostrar interesse por isto, nós fizemos aquela brincadeira em 1986/1987, quando gravámos mais um álbum e fomos ao Festival da Canção. Aí, já havia outra dificuldades, pois eu e o Álvaro já estávamos aqui em Espanha, a montar o estúdio de gravação; o disco de 1990, «Sermão a Todo o Rebanho», foi mais uma brincadeira minha e do João, do que um disco dos TdC. Mas a verdade é que eu, de vez em quando, torno-me extremamente consciente de que começo a meter nojo, para pôr as coisas em português corrente. Há tipos com uma lata bestial, que são capazes de andar vinte anos a fazer a mesma coisa, a sacar a nota que aquilo vai andando. Se as pessoas receberem esta colectânea de uma forma positiva, até podemos vir a gravar um disco de originais lá para o fim do ano, como está previsto pela Polygram; mas também podemos chegar à conclusão de que estamos cansados desta história, que já não temos mais nada para contar. O que ninguém nos pode tirar é o gozo que temos, neste momento, em tocar ao vivo.


ENTREVISTA DE JORGE MANUEL LOPES A SÉRGIO CASTRO / BLITZ (1996)


(1) O single "Lima 5", lançado pela independente Rádio Produções Europa, viria a ganhar o prémio de popularidade da revista TV Guia. A Rádio Produções Europa também publicou o disco "Marijuana" dos Arte & Ofício.
(2) Nesse ano o grupo decide interromper as actividades pelo facto do jovem cantor João ter entrado numa fase mais exigente da sua vida escolar. António Garcez e Sérgio Castro formaram, em 1984, os Stick que chegam a gravar o máxi-single "Como Um Herói" (1984) e o single "Olhos Nos Olhos/Nunca Mais" (1985).
(3) O convite para participar no festival surgiu da parte do Centro de Produção do Porto da RTP. Em 1986 ainda prepararam um novo LP, mas não chegaram a gravar. (em Pública)
(4) Juntam-se em 1998 para participar no Festival Roma Mega Rock. Em Setembro de 2002 tocaram em Vigo e Porto. Álvaro Azevedo disse ao JN que várias pessoas ligadas a editoras têm sugerido que se juntem outra vez. Porém, a vida particular não o permite, Sérgio vive em Vigo e João Luís em Inglaterra, mas sempre que haja oportunidade estão disponíveis para tocar.


Comemoraram os seus 25 anos com a inauguração da sua página na internet. Retomaram a sua actividade e em Maio de 2007 lançaram o álbum "Iblussom".

No tempo em que não havia televisão ou rádio


O Museu do Douro vai lançar, no próximo dia 26, um livro em que serão perpetuados no tempo 250 lendas e 166 contos populares que estavam em risco de extinção. Património recolhido ao longo de três anos em Tabuaço, Carrazeda de Ansiães e Vila Flor.

Flora Teixeira, de 80 anos, e Florinda Lopes, de 79, vivem em Pombal de Ansiães, concelho de Carrazeda, e são duas das protagonistas da obra \"Património imaterial do Douro - Narrações orais\", cuja coordenação científica foi do investigador Alexandre Parafita.

Sentadas a desfrutar o que resta de uma plácida tarde de Outono, ambas recordam que \"a falta de televisão e de rádio\" era uma das causas para que nos serões de antigamente medrasse a quantidade de lendas, contos e lengalengas. Património imaterial que passava de geração em geração. \"Avô, conte-nos lá uma história!\", lembra-se Flora, que na sua meninice encontrava nele fonte de distracção. Já avó, foi ela que as contou às netas.

Reza uma das histórias guardadas na memória por Flora que \"vivia no Pombal um homem que tinha o fado de sair de casa à meia-noite e que se transformava em cavalo. Tinha de percorrer sete freguesias onde existisse pia baptismal. Um dia, a mulher dele pediu a um vizinho que, quando o visse passar, o picasse com um aguilhão. E assim aconteceu junto à casa, que ainda existe. Ele transformou--se em homem e disse: \"boa-noite, senhor José Pereira\". Este ficou tão assustado que até adoeceu\".

\"Essa história é do tempo do meu bisavô e as minhas tias sempre disseram que foi verdade\", acrescenta Florinda, lembrando uma outra: \"A minha bisavó era a mulher do bisavô da Flora. Numa noite, ele foi para a quinta tratar do vinho nos tonéis e, quando regressava a casa, viu um cabrito aos saltos. Lá o agarrou, pô-lo ao pescoço e subiu até à aldeia. Uma vez chegado, o cabrito deu um pulo, riu-se e disse-lhe: \"agora, vai gabar-te que vieste todo o caminho com o diabo às costas\"\", sorri, sublinhando que \"há muitas mais lendas como esta\".

Investigador: Alexandre Perafita
Ambas valorizam a recolha feita por Alexandre Parafita, porque não vêem nos jovens garante de preservação daquelas lendas e afins. \"Andam entretidos com coisas novas, como a Internet e discotecas\", atira Flora. O autor prefere justificar o total desapego com a \"quebra do convívio intergeracional\", ainda que \"muitas das crenças tendam a esbater-se por força da evolução do conhecimento e da ciência\".

E mesmo sendo \"saudável\", nota que \"menosprezar a memória dessas crenças ou desrespeitar as tradições dos povos é um indicador de penosa ignorância ou malformação das novas gerações\".
Eduardo Pinto in JN, 2010-11-16

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O Ciclo da Água

Video espectacular, quer em termos didácticos, quer em termos de composição e montagem de som cor e imagem.
Brasileiro...pois pois, nesta terra à beira-mar plantada, o pessoal preocupa-se mais em gamar a torto e a direito, a invejar o vizinho, a criticar aqueles que ainda vão fazendo alguma coisa e, acima de tudo, a fazer dos outros parvos. E será que não são? Por omissão como é óbvio...

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Os Sheiks

Os Sheiks foram um grupo musical português formado em 1963 por Paulo de Carvalho, Fernando Chaby, Carlos Mendes e Jorge Barreto. Apelidados de Beatles portugueses, tocavam o rock'n'roll típico da época e do qual foram os principais precursores em Portugal.
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Os Sheiks, cujo primeiro nome foi Windsores, começaram por tocar em festas e espectáculos organizados por escolas e universidades. Em 1965 editaram o seu EP de estreia que incluía uma versão do conhecido Summertime de George Gershwin. Ainda nesse ano, em Setembro, Barreto sai para dar lugar a Edmundo Silva (viola baixo), ex-Conjunto Mistério.
No dia 09 de Outubro de 1965 participam na 7ª eliminatória do Concurso Ié-Ié no Teatro Monumental (Lisboa) tendo ficado em primeiro lugar (43 pontos), batendo os Tubarões, de Viseu, os Galãs, do Porto, os Czares, de Aveiro, e os Jovens do Ritmo, de Amora-Seixal.
No início de 1966 lançaram o segundo EP com temas como Missing You e "Tell Me Bird", os mais conhecidos do grupo.
No dia 08 de Janeiro de 1966, ganharam com 49 pontos a primeira meia-final do Concurso Ié-Ié, à frente dos Chinchilas, de Carcavelos, dos Demónios Negros, do Funchal, dos Diamantes Negros, de Sintra, dos Tártaros, do Porto, dos Bárbaros, de Arcos de Valdevez, e dos Sombras da Parede, de Parede.
Os Sheiks viriam a falhar a final no dia 30 de Abril de 1966 (ganharam os Claves) por terem tido nesse dia um espectáculo na Queima das Fitas de Coimbra.
Nesse ano actuam com alguns artistas internacionais como Searchers, Nino Ferrer, entre outros.
No ano de 1966 editaram mais três EPs: no primeiro destaca-se a balada “Lonely Lost And Sad”; no segundo as versões de “These Boots Are Made For Walkin'” (Nancy Sinatra) e de “Michèlle” (Beatles); o terceiro inclui os temas “I've Got To Give Up”, “Try To Understand”, "Tears Are Coming" e "I'm Feeling Down".
Missing You é editado em Espanha, Inglaterra e França. Em França alcança mesmo o 8º lugar de vendas no top de Paris e chegam a fazer uma temporada no Le Bilboquet de Paris, entre 8 e 11 de Dezembro de 1966. Nessa cidade gravam o EP Sheiks em Paris. Por falta da autorização da família de um dos elementos tiveram de recusar um convite de um empresário que representava então os Rolling Stones em França.
No regresso a Lisboa, Carlos Mendes deixa a banda para prosseguir os estudos e é substituído por Fernando Tordo. É com esta formação que é gravado um novo disco que inclui a faixa “That's All”. Com a saída de Paulo de Carvalho, em 1968, o grupo desintegra-se.
Em 1973 são editados dois singles em formato estéreo, "Missing You/Tell Me Bird" e "Lord, Let It Rain/Bad Girl".
Em 1979, regressam, por iniciativa de Fernando Chaby, com a sua principal formação (Paulo de Carvalho, Carlos Mendes, Edmundo Silva e Chaby). Lançam o LP Pintados de Fresco", gravado em Madrid, onde recuperam temas do grupo ("Tell Me Bird", "Got To Keep On Dancing", "Baby Don't Cry", "Lonely, Lost And Sad", "Missin' You", "Loving Life As It Comes (Tears Are Coming)", "My Mother's Advice", "Lord Let It Rain") com novos arranjos. A EMI edita a compilação "Os 20 Mais dos Sheiks".
No ano seguinte é editado o álbum Com Cobertura ("Sheiks Com Cobertura", "Rockinho Mandado", "Pedreiro", "Põe-te A Pau", "O Que Há A Fazer", "Reggae do Jardim", "Com Pedras Na Mão", "Porto de Abrigo", "Vida Danada" e "Uma Canção..."). Apresentam na televisão uma série de 13 programas denominada "Sheiks Com Cobertura".
Em 1993 foi editada a compilação "Os Grandes Êxitos dos Sheiks" com temas do grupo entre 1965 a 1967, transpostos pela primeira vez para o formato CD. Em 1996 foi lançada também uma colectânea na série económica "Caravela". A Movieplay editou também duas compilações, nas séries "Melhor dos Melhores" e "Clássicos da Renascença", com os temas gravados para a editora Nova.
O grupo tem-se reunindo nos últimos anos para espectáculos esporádicos, designadamente em 2005 no IberRock (Viseu). Em 2007 voltaram a actuar em vários locais sendo a estreia da digressão em Santarém.

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