segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Miranda prepara Festival de Sabores Mirandeses

De 18 a 20 de Fevereiro, a cidade mirandesa respira cultura e tradição .

Para além da cultura e a tradição, a gastronomia também vai estar bem presente neste que é já um evento de referência na região transmontana.
Para além disso, esta feira gastronómica e artesanal é um “motor importante para o desenvolvimento do munícipio”, refere o presidente da Câmara, Artur Nunes. Acrescentando ainda, “que esta é uma oportunidade para os agricultores do concelho escoarem e ao mesmo tempo darem a conhecer o produto que ao longo do ano produziram para apresentar especialmente neste evento”.
A par do fumeiro que já está bem curado para degustar, dos roscos, dos sodos, da deliciosa bola doce, os visitantes têm a oportunidade de saborear a boa carne mirandesa. Pois, cada dia do certame é dedicado às raças que estão representadas no concelho. Desde a vitela mirandesa com a famosa posta, o cordeiro mirandês (raças DOP) e o porco com todos os seus derivados. Tudo isto, acompanhado pelo bom vinho que se produz na região.
Mas nem só de gastronomia e artesanto vive o festival , a lhéngua mirandesa e a música tradicional vão ser uma constante. “Para isso contamos com os gaiteiros, tamborileiros e claro está, os pauliteiros,” refere com orgulho o autarca.
A nível cultural a oferta é diversificada, desde exposições, visitas guiadas, workshops, seminários, etc.
Pode, ainda, participar nos passeios BTT, TT e pedestres e apreciar o “belo horrendo” das Arribas que estão inseridas em pleno Parque do Douro Internacional.
Também as montarias ao javali já se tornaram num sucesso, esta é uma actividade que dá a oportunidade aos monteiros de conviverem de perto com a cultura, tradição, gastronomia, fauna e flora, desta terra chamada MIRANDA DO DOURO.
Jornal Nordeste

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Viva Portugal

VIVA A CHAFÚRDIA NACIONAL
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Comemoração dos 547 Anos de Bragança Cidade

 dia 20 de Fevereiro
[Auditório do Teatro Municipal de Bragança]


Homenageados durante a cerimónia dos 547 anos de Bragança Cidade

Categoria “Medalha Municipal de Mérito”

Luís Manuel Machado Rodrigues

Categoria “Ensino-Educação”

Jorge Pedro Martins Nogueiro

Salomão Assis Campos Fernandes

Categoria “Cidadania”

Amândio Nicolau Lopes Sernadela

Arnaldo João Rodrigues

Celina De Lurdes Gonçalves Estevinho Mesquita

Maria Alcina Ribeiro Correia Afonso Dos Santos

Maria Eduarda Melo Siza Vieira

Pedro Miguel Dos Santos Pires Guerra

Octávio Augusto Sobrinho Alves

Categoria “Embaixador de Bragança”

Abílio Cesário Lopes Martins

Albano Joaquim Dos Santos

Amadeu José Ferreira

Eduardo Ferreira Da Lapa

José Manuel Chiotte Lopes Da Silva

José Mário Leite

Diocese de Bragança-Miranda

Por: Ana Preto: 
Primeira fase do Inventário histórico-artístico concluída


Existem receios de que possa não haver financiamento para a segunda fase, que abrange os concelhos de Bragança, Vinhais, Miranda do Douro, Mogadouro e Mirandela .
Com 11 275 peças inventariadas em templos religiosos nos concelhos de Alfândega Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vimioso, está concluída a primeira fase do inventário histórico-artítico da diocese de Bragança-Miranda. Para D. António Montes, Bispo diocesano, “é muito importante que fiquemos a conhecer melhor aquilo que temos. Isto é apenas uma pequena parte. Dos cálculos de um dos intervenientes, do professor Vítor Serrão, haverá umas 50 mil peças no distrito (que coincide com os limites da diocese), e estão inventariadas perto de 12 mil”, disse. Segundo Vítor Serrão, director do Instituto de História da Arte da Faculdades de Letras da Universidade de Lisboa, membro da equipa de inventariantes desde 2004, com este inventário a ideia de que esta região era periférica e pouco importante a nível de património religioso ficou completamente esbatida. “A quantidade e qualidade de patrimónios, desde a Idade Média, ao Gótico, ao Renascimento, Barroco, Rococó e outros períodos é tão importante, tão variada e com tanta qualidade de repertórios, que mostra que os mercados de arte que aqui actuaram” estavam perfeitamente a par “com o melhor que era feito em Lisboa, e noutras capitais importantes do tempo, nomeadamente com Valladolid”, referiu. Para o professor, “o inventário vai promover turismo, vai criar emprego, vai recolocar no mapa uma região depauperada, vai permitir que haja restauro, que haja medidas prevenidas, que haja outros cuidados”. Outra das razões pelas quais é importante proceder ao inventário é a criação de um catalogo detalhado de cada peça existente que permitirá poder recuperá-la mais facilmente, em caso de roubo. “Os antiquários têm por obrigação saber a proveniência da peça. Se essa peça não está inventariada, não se sabe sequer se houve roubo. A dificuldade que existe, neste momento, no Museu de Arte Sacra da Polícia Judiciária, em Loures, é que eles têm lá inúmeras peças recuperadas, mas não as podem devolver porque não sabem a que igreja pertencem, por falta de inventário”, explicou Carlos Mendes, da Associação Terras Quentes, entidade responsável pela inventariação. O inventário na diocese permitiu já a recuperação de peças roubadas no Santuário de Santo Antão da Barca, em Alfândega da Fé. Entretanto, em 2007 foram roubadas duas imagens da igreja de Grijó, e em Dezembro passado uma imagem da igreja matriz de Macedo de Cavaleiros que, apesar de inventariadas ainda não foram recuperadas. “Vê-se que são roubos cirúrgicos. Portanto, são roubos efectuados por gente que sabe daquilo que anda à procura. Juntando as peças de Macedo de Cavaleiros e da igreja de Grijó temos uma sagrada família, com as mesmas características, com a mesma cronologia”, referiu Carlos Mendes, acrescentado a Polícia Judiciária tem já suspeitos do primeiro furto, em Grijó.
Falta ainda assegurar a verba para a restante inventariação.
O inventário que agora foi concluído resultou de um protocolo estabelecido entre a diocese, o município de Macedo de Cavaleiros, a Universidade católica Portuguesa, através da sua Escola de Artes, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, através do Departamento de História, a Associação de Defesa do Património Terras Quentes e o Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais. Ao município de Macedo de Cavaleiros juntaram-se os restantes seis, compreendidos nesta primeira fase. Essas câmaras municipais comparticiparam 45 por cento dos custo da inventariação, sendo os restantes 55 por cento resultantes de uma candidatura ao QREN. Para Carlos Mendes, a comparticipação de 55 por cento é uma discriminação negativa da região. “Há uma determinação da Conferência Episcopal Portuguesa, um acordo que foi feito com o Estado, em que todos os inventários das dioceses deste país seriam financiados a 75 por cento. Não compreendemos porque é que Bragança foi a única que foi financiada a 55 por cento”. Isto explica-se, talvez, porque esta Associação foi a única entidade privada a pegar no projecto, enquanto, no resto do país, tem sido a próprias dioceses a realizar o inventário. A somar a isto, regista-se uma atraso no pagamento da verba. “A candidatura tem um valor global de 560 mil euros, e do QREN, até ao momento, o que recebemos não chega a 18 mil”. Também alguns municípios não cumpriram os seus compromissos, com excepção de Macedo de Cavaleiros, Freixo de Espada à Cinta, Alfândega da Fé e Vimioso. Carlos Mendes, receia agora, que possa não haver verba para terminar o inventário, nos restantes concelhos. “Estamos em conversações com a diocese. Vamos ver se chegamos a bom termo. A Associação Terras Quentes, por si, não tem estrutura financeira para conseguir abalançar-se a uma segunda fase, perante estes pressupostos”. Espera-se que, através da diocese se possa conseguir uma comparticipação a 75 por cento e que os municípios que faltam possam vir a aderir a este projecto. Vítor Serrão sublinhou que este é um trabalho em aberto e demonstrou preocupação, tal como Carlos Mendes, pelo facto de, na sessão de apresentação do inventário, no passado dia 22, no centro Cultural de Macedo, não ter estado nenhum representante da gestão do QREN, tal como estava previsto no programa. D. António Montes fez votos para que “apesar da situação menos favorável do país, neste momento,” o inventário seja concluído, no conjunto da diocese.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Por Falar em Chouriças


O médico estava a namorar a enfermeira. Ela engravidou. Ele não querendo que a sua mulher soubesse, deu dinheiro à enfermeira e pediu que ela fosse para a Itália e tivesse o bebé lá.

- Como o vou avisar quando o bebé nascer?

- Mande um postal e escreva ''Pão Italiano''.

Eu cuidarei de todas as despesas da criança.

Alguns meses se passaram. Um dia quando o médico chegou em casa, a esposa disse:

- Você recebeu um cartão-postal da Itália e eu não consigo entender o significado da mensagem.

Ele leu o cartão e caiu no chão com um violento ataque cardíaco e foi levado à urgência do hospital.

O cardiologista perguntou à esposa:

- Aconteceu algo que possa ter causado o ataque?

- Ele apenas leu este cartão postal:

"Cinco Pães Italianos, Três com linguiça e Dois sem".

Banco de Bragança - Banco Regional 1875-1919


O Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Bragança convida todos os munícipes para a inauguração da exposição " Banco de Bragança - Banco Regional de 1875 - 1919", a realizar no Centro Cultural Adriano Moreira, dia 04 de Fevereiro, pelas 17.30 horas.

Arquivo Histórico da Câmara Municipal

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

REDE ecoCITRAS

Une 6 cidades transmontanas para serem ecológicas e inovadoras

Bragança, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela e Valpaços agruparam-se para trabalhar em conjunto e criaram a Rede de Cidades Ecológicas e Inovadoras de Trás-os-Montes, a Rede ecoCitras.

A Rede ecoCITRAS é o embrião de uma estratégia conjunta para que estas cidades transmontanas deixem de ser vistas isoladamente, disputando as mesmas funções e equipamentos, e passem a organizar-se de forma conjunta, valorizando as suas diferenças e cooperando para reforçar sinergias e complementaridades.
A criação da Rede ecoCITRAS pretende centrar-se num factor de competitividade horizontal a todos os concelhos envolvidos, o conceito \"Eco\", abrangendo os principais clusters de actividades da região, tradicionais e emergentes: construção, energia, turismo e agro-indústria.
Um dos objectivos desta Rede é desenvolver um sistema urbano integrado em torno das temáticas da eco-eficiência e sustentabilidade ambiental, que valorize as complementaridades existentes e que estimule factores de diferenciação entre as cidades da rede.
Este conceito pretende ainda optimizar o potencial das infra-estruturas e equipamentos, numa perspectiva de Rede, promovendo a partilha de recursos e de conhecimento, atrair e fixar em Trás-os-Montes recursos humanos altamente qualificados e promover a criação de comunidades de conhecimento, tais como desenvolver nesta região iniciativas económicas e actividades inovadoras, relacionadas com a eco-eficiência e sustentabilidade ambiental.
A Rede prevê a implementação de seis projectos mobilizadores, num valor global de 15 milhões de euros, em cada uma das cidades.
A chefe de fila da rede é a cidade de Bragança onde está previsto o EcoPolis, um centro de referência em construção sustentável. Macedo de Cavaleiros ficará com a ADT - Agência de Desenvolvimento de Trás-os-Montes, Chaves vai receber o Aquae - Centro de Competências em Turismo, Termalismo, Saúde e Bem-estar, Miranda do Douro e Mirandela vão receber a Plataforma de Desenvolvimento Rural Sustentável (Pólo Agro-Industrial e Agro-Pecuário) e por fim em Valpaços está destinada a Casa dos Vinhos.

Presidenciais - Resultados em Bragança


Cavaco Silva obteve 65,11 por cento dos votos, contra os 18,88 por cento de Manuel Alegre, seu rival mais directo.
Em terceiro lugar ficou Fernando Nobre com 9,48 por cento. O candidato apoiado pelo PCP, Francisco Lopes, obteve 2,84%.
José Manuel Coelho conseguiu 2,65 por cento e Defensor Moura 1,05.
A abstenção neste distrito foi de 60,09 por cento.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Sabes Quem Sou?

"Quando agredida, a natureza não se defende. Apenas se vinga."
(Albert Einstein)

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A Austeridade é uma Ideia Perigosa

Nem mesmo uma criança de 3 anos fica sem perceber quem está a ganhar com a crise :)
A Austeridade não é inevitável. Andamos a ser enganados.
E contentes e alegres.
Hoje é dia de eleições em Portugal.
Todos aqueles que não forem votar, estão a entregar o seu destino na mão dos outros e
perdem a legitimidade de poderem fazer queixinhas pelos corredores...
EU VOTEI!

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Rex - O Cão Bufo

O rapaz vai para Lisboa estudar, mas já na metade do 1º semestre acaba o dinheiro que o pai lhe deu. Então ele tem uma ideia brilhante.
Telefona ao pai e sai com esta:
- Pai, não vais acreditar nas maravilhas da moderna educação na cidade. Pois não é que eles aqui têm um curso para ensinar os cães a falar?
O pai, um homem simplório, fica maravilhado:
- E como é que faço para que aceitem o Rex aqui de casa?
- É só mandá-lo para cá com 5.000 EUR que eu faço a matrícula.
E o pai, é claro, cai na conversa e segue a orientação do filho.
Passados mais alguns meses, o rapaz fica novamente liso e liga outra vez:
- E então, meu filho? Como vai o Rex?
- Fala pelos cotovelos, pai. Mas agora abriram um outro curso aqui, para os cães aprenderem a ler.
- Não brinques! E podemos matricular o Rex?
- Claro! Manda-me 10.000 EUR que eu trato de tudo!
E o velho, mais uma vez, manda o dinheiro.
O tempo vai passando, o final do ano vai chegando e o rapaz dá-se conta que vai ter que se explicar. O cão, é claro, não fala uma palavra, não lê porcaria nenhuma, enfim, continua exactamente como sempre.
Sem nenhuma consideração, solta o pobre bicho na rua e apanha o comboio de volta para casa.
A primeira pergunta do pai não podia ser outra:
- Onde está o Rex? Comprei uma revista sobre animais, para que ele leia.
- Pai, nem imaginas. Já tinha tudo pronto para voltar, quando vi o Rex no sofá, a ler o jornal, como fazia todas as manhãs. E então saiu-se com esta:
"Então, vamos para casa... Como será que está o velho? Será que continua a comer aquela viúva que mora na casa da frente?"
E o pai, mais do que rapidamente:
- Mas que cão bufo de m*rda... Espero que tenhas metido um tiro nos cornos desse filho da p***, antes que venha falar com a tua mãe!
- Mas é claro, pai. Foi o que fiz!
- É assim que se procede, filho!...

Obs* Dizem que o homem se formou em Engenharia e que se tornou um político de renome. :-)

O Mito foi Quebrado

Há loiras inteligentes!

- Conheço uma maneira de conseguir uns dias de folga. - Diz o empregado à sua colega loira.
- E como é que vai fazer isso? - Diz a loira.
- Vou demonstrar. - Diz o empregado. Nisto, ele sobe pela viga, e pendurou-se de cabeça para baixo no tecto. Nesse momento o chefe entrou, viu o empregado pendurado no tecto e perguntou:
- Que diabo estás aí a fazer?
- Sou uma lâmpada. - Respondeu o empregado.
- Hummm... acho que você precisa de uns dias de folga. Vá pra casa.
Ouvindo isto, o homem desceu da viga e dirigiu-se para a porta. A loira preparou-se imediatamente para sair também.
O chefe puxou-a pelo braço e perguntou-lhe:
- Onde você pensa que vai?
- Eu vou pra casa! Não consigo trabalhar às escuras...!!!

Entrevista para Emprego

Um sujeito está numa entrevista para emprego. O psicólogo dirige-se ao candidato e diz:

- Vou fazer-lhe o teste final para a sua admissão.
- Perfeito! - diz o candidato.

O psicólogo pergunta:

- Você está numa estrada escura e vê ao longe dois faróis emparelhados a virem na sua direcção. O que acha que é?
- Um carro. - diz o candidato.
- Um carro é muito vago. Que tipo de carro? Um BMW, um Audi, um Volkswagen?
- Não dá para saber, não é?

- Hum... - diz o psicólogo, que continua - Vou fazer-lhe outra pergunta: Você está na mesma estrada escura e vê só um farol a vir na sua direcção. O que é?
- Uma mota - diz o candidato.
- Sim, mas que tipo de mota? Uma Yamaha, uma Honda, uma Suzuki?
- Sei lá, numa estrada escura, não dá para saber… (já meio nervoso)

- Hum..., diz o psicólogo. Aqui vai a última pergunta:
- Na mesma estrada escura você vê novamente um só farol, menor que o anterior, e você apercebe-se que vem mais lento. O que é?
- Uma bicicleta.
- Sim, mas que tipo de bicicleta? BTT, estrada, passeio…?
- Não sei.
- Lamento, mas reprovou no teste! - diz o psicólogo.

Aí o candidato dirige-se ao psicólogo e fala:
- Interessante esse teste. Posso fazer-lhe uma pergunta também?
- Claro que pode. Pergunte.
- Você está à noite numa rua iluminada.Vê uma mulher com maquilhagem carregada, vestidinho vermelho bem curto, a girar uma bolsinha… o que é?
- Ah! - diz o psicólogo - é uma prostituta.
- Sim, mas que prostituta? A sua irmã? A sua mulher? Ou a que o pariu?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Os Maias

Eça de Queirós
A história de uma família portuguesa, em finais do século XIX, tornou-se uma das obras mais consagradas a nível mundial. Do punho de Eça de Queirós, numa escrita realista que apontava todos os "podres" dos protagonistas, seguimos os Maias. Nas figuras do patriarca Afonso, do traído Pedro e do diletante Carlos apresentam-se três gerações de uma família de elevado estatuto nas lides lisboetas.
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O palácio do Ramalhete, o Teatro da Trindade e Sintra são alguns dos palcos da acção. Nestes lugares desfilam personagens-tipo de um tempo "queirosiano": mulheres fatais, políticos corruptos, jovens utópicos que assumem um papel de mudança no futuro do país, para, no fim, nada terem feito.
O incesto também é um tema-chave do livro. O promissor Carlos, médico, de brilhante início de carreira, respeitado pelos seus pares, envolve-se com uma misteriosa dama casada. Depois de algumas peripécias (saber que Maria Eduarda afinal não era pertença de outro homem) e de, finalmente, poder viver livremente aquele amor tão "puro", Carlos da Maia vê o seu mundo ruir: ela era a sua irmã, levada de Portugal pela mãe, aquela Maria Monforte das histórias do avô, aquela que conduziu Pedro ao suicídio.
Eça de Queirós levou oito anos a compor esta saga familiar que, para lá das desventuras amorosas do membro mais novo (Carlos) e das tropelias do seu melhor amigo (João da Ega), também revela um Portugal de Fim-de-Século muito contemporâneo. Toda uma sociedade foi alvo do olhar atento, irónico e muito mordaz de Eça. Política, cultura, costumes e rotinas, nada escapou neste grande clássico da literatura.
Eça de Queirós, Biografia:
100 anos antes da passagem para o século XXI, Portugal perdia o seu romancista mais irónico, acutilante na crítica da "portugalidade" e uma das mentes mais activas da Geração de 70. Em Agosto de 1900 morria José Maria Eça de Queirós, autor (postumamente) consagrado d'Os Maias e d'O Crime do Padre Amaro.
Membro de um grupo de jovens reformadores que viam na literatura a autópsia da mente humana, na senda de um tal Realismo francês que surgira como reacção aos emocionados Românticos, compartilhou com Antero de Quental, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins, entre outros, a mudança do paradigma literário.
Natural da Póvoa de Varzim, teve no Porto e em Coimbra a sua educação e a sua estreia nas lides literárias. Na Gazeta de Portugal publicaria os seus primeiros trabalhos e ficaria reputado na academia, com amizades entre os oponentes de Feliciano de Castilho e já com o projecto de mudança daquele Portugal em mente. Em Lisboa tomaria lugar nas Conferências do Casino, sempre atento à esfera social e apontando os podres que analisava através do seu monóculo. Mais tarde, sem conseguirem mudar a nação a que pertenciam, os jovens iriam ironicamente intitular-se de Vencidos da Vida.
Mas foi no estrangeiro que Eça passou grande parte da sua vida profissional. Primeiro no Egipto, como jornalista, dando conta da construção do Canal do Suez. Havana, Newcastle, Bristol, Paris e Neuilly, onde viria a falecer, sucedem-se na sua carreira de cônsul, enquanto desenvolvia a maioria dos seus romances realistas.
Á distância do país natal sentia uma maior acuidade na descrição dos "episódios" da vida portuguesa, da possibilidade de comparar os costumes nacionais com aqueles que, importados, eram adoptados pelas classes mais elevadas. E sempre com a mesma prosa fluida, cheia de humor ácido que, no fundo, faz das suas obras verdadeiras sátiras do ser-se português.
Por alguma razão se fala tanto de um tal João da Ega, personagem d'Os Maias que é considerado um alter-ego de quem o criou.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Trajes Tradicionais de Terra de Miranda

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A Capa de Honra é confeccionada com cerca de 10 metros de burel – tecido de lã pisoado – constituída por capa, sobrecapa e capuz.
A capa é comprida e ampla, cortada em viés, aberta na frente. A sobrecapa desce até à zona do cotovelo sendo toda bordada e pespontada terminando em franjas largas. O capuz, com capeto, inteiramente bordado, termina numa larga faixa, denominada Honra, cujo tamanho é representativo da riqueza e importância do utilizador. Esta também é bordada e pespontada, rematada com uma franja.
Supõe-se ter origem na capa de "Asperges" gótica, de raiz medieval de algum mosteiro Leonês. "Muito ornamentada de lavores nas bandas, gola – carapuça sui generis e rabicho que, por detrás, pende até meio dela, dando ao todo o aspecto de capa de asperges eclesiástica medieval”, como observa Trindade Coelho.

Somos Ricos, Carago! Somos os Maiores!

SER PORTUGUÊS
Levar arroz de frango para a praia.

Guardar as cuecas velhas para polir o carro.

Lavar o carro na rua, ao domingo.

Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-cançio e azul-cueca).

Passar o domingo no shopping.

Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferografica.

Ter bigode.

Viajar pra cu de Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.

Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.

Enfeitar as estantes da sala com os presentes do casamento.

Exigir que lhe chamem 'Doutor'.

Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.

Axaxinar o Portuguex ao eskrever.

Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque é caro.

Já ter 'ido à bruxa'.

Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.

Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.

Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos, a 500 metros de casa.

Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).

Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!

Ter três telemóveis.

Gastar uma fortuna no telemovel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.

Ir à bola, comprar o bilhete 'pra geral' e saltar 'pra central'.

Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.

Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.

Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele.

Viva Portugal, carago...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais 2011


CONCELHO DE BRAGANÇA
 SECÇÕES DE VOTO

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Secções Página 2

Secções Página 3

Secções Página 4


domingo, 16 de janeiro de 2011

Cães

O cão doméstico descende do lobo. Logo, é um animal que, regra geral, necessita de um líder a quem seguir.
No entanto, cada cão tem a sua personalidade e necessidades próprias, que devem ser entendidas e respeitadas pelos seus donos.

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Um cão nunca deve ser visto como uma peça de mobília! Se o fizer, corre o risco de se ele se tornar incómodo e desagradável.
Além disso, o comportamento dos cães não é, nem pode ser, igual entre raças, nem sequer dentro de uma raça, sendo moldado em função dos donos, do espaço onde vivem, do modo como são tratados e alimentados, etc.
Ouça sempre a opinião dos criadores das diversas raças, eles conhecem melhor que ninguém as caracteristicas da raça que criam e das particularidades dos animais por si criados.

Escola Superior Agrária de Bragança

A Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança desenvolve a sua acção em três grandes eixos de actividades interligados entre si: o ensino; a investigação, experimentação e desenvolvimento tecnológico e, o apoio à comunidade. Este modelo de funcionamento e de actuação, permite uma formação de quadros constante e de forma contínua, actualizada através da investigação efectuada quer no decurso da obtenção dos graus académicos do seu corpo docente, quer no desenrolar dos vários projectos com financiamento externo efectuados em estreita ligação com a comunidade. Estes conhecimentos adquiridos e acumulados estão constantemente a ser transmitidos à comunidade sob várias formas, desde a formação profissional ao apoio técnico e científico às entidades públicas, de carácter associativo e individual.


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Ao nível do ensino, a ESA desenvolve a sua actividade no âmbito das Ciências Agrárias, cujos domínios do conhecimento e da formação académica ministrada incluem as vertentes: agricultura, engenharia rural, engenharia alimentar, biotecnologia, ambiente, gestão dos recursos naturais, entre outras. É nestes domínios do conhecimento que assentam os cursos de licenciatura actualmente ministrados: Engenharia Agronómica; Engenharia Alimentar; Engenharia Zootécnica; Engenharia Florestal, Engenharia Biotecnológica, Engenharia do Ambiente; Fitoquímica e Fitofarmacologia e Tecnologia Veterinária. Trata-se de formações académicas que, na sua maioria, são praticadas na ESA há mais de dez anos, de forma interligada e complementar entre os vários cursos, o que dá à Escola uma identidade única na formação em Ciências Agrárias resultante da interligação desta área de conhecimento com as áreas do ambiente, tecnologia alimentar e biotecnologia entre outras.
Para além da formação académica conducente à obtenção do grau de Licenciado a ESA tem em funcionamento seis mestrados: Agroecologia, Qualidade e Segurança Alimentar, Tecnologias Animais, Gestão de Recursos Florestais, Produções Biotecnológicas e Tecnologia Ambiental.
Na componente de investigação, experimentação e desenvolvimento tecnológico, as linhas gerais em prática e a serem seguidas na ESA, tem sobretudo a ver com as áreas de formação ministradas, voltada para a resolução de questões do meio envolvente à Instituição e sobretudo dirigida para a agricultura das zonas de montanha e para a fruticultura mediterrânica, nos seus múltiplos usos e aspectos. No sentido de dar resposta às necessidades em investigação e desenvolvimento tecnológico nestas zonas ecológicas a ESA criou o Centro de Investigação de Montanha. Trata-se de um centro de investigação multidisciplinar justificada pela posição biogeográfica, pelo uso humano muito antigo e pelo carácter mediterrânico e oceânico da montanha Portuguesa, com incidência nas seguintes vertentes: Ecossistemas e conservação da biodiversidade; valorização de agroecossistemas e ordenamento do território e sistemas sociais. Nos últimos seis anos, a ESA teve em curso 74 projectos de investigação com financiamento externo. De entre os programas de financiamento destacam-se: Agro, POCTI, POCI, INTERREG III A e III B – Sudoeste Europeu, INCO-Med, IDEIA, e os protocolos celebrados com a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Bragança e com o INGA.
Em termos de ligação à comunidade, a ESA mantém protocolos de cooperação com diferentes instituições, em apoio técnico/estudos, apoio laboratorial e serviços ao exterior, colaboração com outras instituições de ensino e de investigação, quer na leccionação de algumas unidades curriculares, quer em projectos de formação ao nível da pós-graduação.
O corpo discente é de 1 050 alunos e um corpo docente constituído por 83 Professores, dos quais 56 têm o grau de Doutor, 30 encontram-se a preparar provas de doutoramento, dos quais 6 aguardam defesa da dissertação.
Ao nível da cooperação pedagógica internacional são de destacar a mobilidade de alunos e docentes no âmbito do programa Socrates/Erasmus, os Intensive Programe e protocolos com Universidades Federais Brasileiras, com as quais tem ocorrido intercâmbio regular de alunos e docentes, com a Escola Agrária do Kwanza sul (Angola) e com o Instituto Politécnico de São Tomé e Príncipe.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ovelha Negra Não Estraga o Rebanho

No meio da crise sócio/económica e do cinzentismo emocional instalado no país há vários meses, eis que o relatório PISA trouxe algumas boas evidências para Portugal.
E a melhor de todas, a que considero verdadeiramente paradigmática, foi omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social: Mais de 90% dos alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores!
O relatório conclui que os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE, tendo em 2006 aumentado 10 pontos percentuais.
O mesmo relatório conclui que os professores portugueses estão sempre disponíveis para as ajudas extras aos alunos e que mantêm com eles um excelente relacionamento.
Estas evidências são altamente abonatórias para os professores portugueses e deveriam ter sido amplamente divulgadas pelos órgãos de comunicação social ( e pelos habituais "fazedores de opinião" luxuosamente remunerados que escrevem para os jornais ou são comentadores na rádio e na televisão) que ostensivamente consideram que os professores do ensino básico e secundário uma classe pouco profissional, com imensos privilégios e luxuosas remunerações...
Uma classe profissional que deveria ser acarinhada e apoiada por todos, que deveria ter direito às melhores condições de trabalho (salas de aula, equipamento, formação, etc.) e que tem sido maltratada pelo poder político e por todos aqueles que tinham o dever de estar suficientemente informados para poder produzir uma opinião isenta para os demais membros da comunidade.
Ao conjunto destas evidências acresce outra, onde o papel do professor é determinante: a inclusão.
O relatório revela-nos que Portugal é o sexto pais da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias sócio/económicas!
E ainda refere que o nosso país tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura.
Nada acontece por acaso! Os professores portugueses são excelentes profissionais, pessoas que se dedicam de corpo e alma aos seus alunos, mesmo quando são vilipendiados e ofendidos por membros de classes profissionais tão corporativistas (ou mais!) que a dos professores!
Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário! Obviamente que, como em todas as demais classes profissionais, haverá excepções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas responsabilidades, não justificam o ordenado que recebem. Mas, assim como uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra não estraga um rebanho.
Pergunto: porque se escondem os arautos da desgraça, detentores da verdade absoluta, que estão sempre na linha da frente para achincalhar os professores do ensino básico e secundário. Estranha-se o silêncio.

(Margarida Rufino in Jornal de Cascais)

Caretos de Varge - Festa dos Rapazes

A festa dos rapazes de Varge decorre principalmente no dia de Natal e no dia de Santo Estêvão (26 de Dezembro). No entanto, os preparativos começam no dia de Todos os Santos, com a recolha da lenha das Almas. No dia de Natal, o ritual da alvorada é, como convém, muito cedo. Antes da missa, por volta das 10h, formam os rapazes com os mordomos e o gaiteiro à frente, a fim de se dirigirem para a igreja. No fim da missa decorre o ritual mais simbólico da festa, protagonizado pelos "caretos" com a cara encoberta: a crítica social ou as "loas". De seguida dá-se início à ronda de Boas Festas, uma visita protocolar a todas as casas da aldeia, com os mordomos e os gaiteiros à frente. Ao cair da noite é a corrida à rosca. O dia 26 é dedicado a Santo Estêvão, o patrono dos rapazes com a missa em sua honra.

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Amigos em Passeio

BRAGANÇA - 6 DE FEVEREIRO DE 2011
PERCURSO BTT 45 KM - PERCURSO PEDESTRE 10 KM
Informações/Inscrições: 965 855 209 / 967 015 593 / 912 217 240

Tradição de Cantar os Reis mantém-se viva

Apesar da televisão, de cada um viver mais “fechado no seu canto”, ainda há quem abra as portas às boas festas e aos desejos de um bom ano.
Cantar os Reis, evocando a adoração ao Menino Jesus, é uma tradição antiga, em todo o país, que ainda se mantém, assumindo novas formas. No Nordeste Transmontano era frequente, em muitas localidades, a partir do dia 26 até ao final do mês de Janeiro (razão pela qual também se chama a este cantar “As Janeiras”), constituírem-se grupos improvisados de cantadores que, à noite, percorriam aldeias, cidades e vilas, de porta em porta, cantado aos senhores de cada casa, desejando saúde, sorte ou prosperidade, para o ano que se inicia, e abençoando o nascimento do Menino Jesus.
Actualmente, esta tradição, de um modo mais espontâneo, só se mantém em certos lugares. Encerrados numa nova forma de vivência social, nem sempre os senhores das casas estão dispostos a abrir as portas e a dar algo em troca de uma canção. Antes deste tempo, normalmente o que se dava aos cantadores era uma peça de fumeiro. Segundo José Jecas, de Arcas, concelho de Macedo de Cavaleiros, nesta aldeia essa tradição não se perdeu. Ainda hoje cantam porta a porta e recebem, em troca da canção de boas festas, linguiças e alheiras. “Depois vamos para a patuscada. É espectacular, toda a gente adere, nem se deitam à espera que nós passemos”, referiu, acrescentando que, nesta aldeia, há ainda “muita rapaziada nova”. Contudo, grande parte destas tradições são mantidas através de iniciativas, muitas vezes organizadas por entidades externas, como as Câmaras Municipais. Foi isso que aconteceu, no passado dia nove em Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé e, na noite anterior, em Miranda do Douro.
Cada um destes municípios promoveu um encontro de cantadores de Reis, nos quais participaram diversos grupos, alguns constituídos exclusivamente para o efeito, outros que vêm desenvolvendo actividades culturais diversificadas, ao longo do ano, sempre em prol da cultura tradicional. Segundo Sílvia Garcia, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, desde que o município lançou esta iniciativa, há nove anos, tem-se notado um aumento da quantidade e da qualidade dos grupos presentes. A iniciativa é importante pelo convívio que proporciona, e também porque contribuiu para “manter uma tradição que ainda está viva no nosso concelho”, sublinhou a vereadora. António Baptista, presidente do Grupo de cantares de Castelãos, contou-nos que, naquela aldeia, a tradição de cantar os Reis estava praticamente perdida. A tradição foi retomada agora, a nível de grupo, que estava inactivo há cerca de dois anos e meio e foi agora reactivado, precisamente por causa desta iniciativa. “Estava bastante perdia, as pessoas já estavam desabituadas”. Contudo, agora “têm encarado isto com muita alegria, porque também como é uma aldeia desertificada, como todas as outras, já há pouca gente e quando há qualquer iniciativa destas as pessoas ficam satisfeitas e acompanham o grupo para todo o lado”, afirmou. É precisamente o convívio que havia, e não haverá, talvez, aquilo que Maria Teresa Espadanedo, de Morais, mais recorda com saudade. Contou-nos que, quando era pequena, ia com a mãe e a irmã, cantar os Reis e não era “por dinheiro, nem tão pouco chouriços”. Iam cantar aos amigos que, naqueles tempos, eram muitos. “Naquela altura, quase não havia inimigos, sabe porquê? Porque vivíamos todos ao mesmo nível, não havia pessoas mais ricas do que as outras, era um nível igual e como era igual, e as pessoas eram todas simples, ninguém andava a olhar de lado uns para os outros”. Também, o ambiente social, o facto de não existirem distracções vindas de fora da comunidade, proporcionava esse convívio, hoje já pouco habitual. “Havia mais alegria".
Não havia televisões... Eu lembro-me de não haver mesmo electricidade, e rádios não eram todos que os tinham! Então era bom passar estes bocados assim. Havia mais convívio. Não digo que não havia gente má, mas era em menos quantidade. Eu tenho saudades daquele tempo. Hoje andamos lá metidos no cantinho sempre. Mal nos vêem na rua, não há tempo para nada e eu digo: não é normal esta vida e não é normal...!”. Para manter talvez a vida, dentro de âmbitos mais normais, na sua aldeia, existe a Associação dos Amigos e Melhoramentos de Morais. Foi com este grupo que Maria Teresa esteve no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, a cantar os Reis. Segundo Alzira da Conceição, em Morais ainda existe esta tradição de cantar os Reis porta a porta, mantida sobretudo pelos mordomos da grande Festa anual, que vão angariar fundos, desta maneira, mas “já não é como antes”. Esse grupo de Morais apresentou, no final, um dos cantares mais diferentes, a “Canção da Manta”, chamemos-lhes assim, cuja letra Maria Teresa aprendeu com a sua avó, há muitos anos. Uma manta é segurada nas quatro pontas, sobe e desce, conforme a letra. Quando sobe alguém passa por baixo. Esta apresentação é apenas uma das iniciativas que o Grupo desenvolve. Nos últimos três anos, a Associação tem-se dedicado sobretudo ao teatro. Segundo Filipe Teles, presidente da Associação, trata-se de um grupo bastante animado que funciona. Este ano vai apresentar ao público em geral a sua terceira peça, no próximo dia 22. O grupo surgiu a partir de um workshop sobre teatro, promovido pela Câmara Municipal e, neste momento, conta com 20 participantes, além de “uma gata e um cão”, acrescentou Alzira com um sorriso satisfeito, lembrando que, nas peças, por vezes também participam animais de companhia. Diversificada é também a actividade cultural de grupos como o Grupo Cultural e Recreativo da Casa do Povo de Macedo de Cavaleiros, que conta já com 33 anos de idade.
Manuel Gomes, responsável pelo Grupo, contou-nos que começou por ser um grupo coral da Paróquia de São Pedro. Constituído como Grupo Coral e Recreativo da Casa do Povo, começou por dedicar-se primeiro teatro e mais tarde à etnografia e folclore. Actualmente, entre as actividades em que participa, destaca-se o folclore que, “desde os primeiros tempos tem alcançado bastante prestígio, tanto a nível nacional como internacional, com a participação, desde 1985, no Europe-arte, encontros de arte e cultura popular que, anualmente, se realizam na Europa”. Este encontro, que este ano se realiza na Estónia, conta com cerca de 200 grupos de toda a Europa, envolvendo um total de cerca de cinco mil participantes. “Este ano temos já o convite para estar na Estónia, na 48º Europe-arte. Vamos ver se conseguimos, sempre com o alto patrocínio do nosso município”. Sem essa ajuda, o Grupo, que conta com cerca de 50 pessoas, não teria possibilidade de se deslocar, o que já chegou a acontecer, em outros eventos para os quais foi convidado. Quanto às cantigas de Reis, Manuel Gomes referiu que há cerca de 25 anos começaram a dedicar-se a essa tradição, dando a volta às casas da então vila. Depois passaram a ir só a cafés, bares e restaurantes. Agora, com muitos dos membros do grupo a trabalhar ou a estudar, não existe muita disponibilidade para essas rondas nocturnas que, por vezes, podem ser prolongadas.
Na aldeia de Arcas, além do Grupo de Cantares e Músicas tradicionais, a Associação local orgulha-se ainda de ter um grupo de bombos, os “Toca a Bombar” e um grupo de “pândegos”, com concertinas, cavaquinho e violas. José Jecas, presidente da Associação, fundada em 1988, conta-nos que não estava activa. Há três anos, um grupo de amigos pôs mão à obra e resolveu reactivar esta que é uma envolvente Associação Cultural e Recreativa, constituída por jovens dos seis aos 50 anos de idade. No total, estão envolvidas cerca de 30 pessoas. Maria Helena é um dos membros deste grupo, que foi das Arcas cantar a Macedo. Disse-nos que se tratava de uma tradição “bonita e antiga”, que o grupo ia “representar”. Além dos Reis, há muitos anos, o grupo de cantares, canta na Missa do Galo, em Latim, uma tradição que nunca se perdeu e está a passar de geração em geração. De geração em geração, espera-se que passe também o grupo de Vale da porca. David Miranda, presidente da Associação cultural, Recreativa e Desportiva desta outra aldeia, explicou-nos que, além do Grupo de Cantares, a freguesia conta com uma Fanfarra, com cerca de 25 elementos. Menos optimista quanto à juventude, contou-nos que, por vezes, é preciso o impulso dos mais velhos para perpetuar estas tradições, porque muitas vezes os mais novos têm outros interesses. Ao todo, participaram neste evento de Cantares dos Reis, em Macedo de cavaleiros 14 grupos de cantadores, incluindo jovens de grupos de Escuteiros, do Centro D. Abílio Vaz das Neves, e grupos das aldeias de Sernadela, Olmos, Carrapatas e Cortiços, além dos já referidos.

(Por: Ana Preto )

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mais uns Retratos do Reino Maravilhoso

Encravada nas montanhas do Nordeste transmontano, a antiga cidade de Bragança deu o seu nome à derradeira dinastia de reis de Portugal, a qual descende de um filho ilegítimo de D. João I que se tornou o primeiro Duque de Bragança em 1442.

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O Planeamento Estratégico

Esta é para os estrategas......

Um dia o Joãozinho vai à Igreja, dirige-se ao confessionário e confessa-se ao padre.

- Senhor Padre, eu pequei. Fui seduzido por uma mulher casada que se diz séria.

- És tu, Joãozinho?

- Sou, Sr. Padre, sou eu.

- E com quem estiveste tu?

- Padre, eu já disse o meu pecado.... Ela que confesse o dela.

- Olha, mais cedo ou mais tarde eu vou saber, assim é melhor que me digas agora!... Foi a Isabel da farmácia?

- Os meus lábios estão selados, disse Joãozinho.

- Então foi a Maria do quiosque?

- Por mim, jamais o saberá...

- Ah! Ou não terá sido a Maria José florista?

- Não direi nunca!!!

- Já sei, só pode ter sido a Manuela da tabacaria!

- Senhor Padre, não insista!!!

- Vamos lá acabar com isto! Foi a Catarina da pastelaria, não foi?

- Senhor Padre, isto não faz sentido.

O Padre rói as unhas desesperado e diz-lhe então:

- És um cabeça dura, Joãozinho, mas no fundo do coração admiro a tua reserva.

Vai então rezar vinte Pais-Nossos e dez Avé-Marias.... Vai com Deus, meu filho...

Joãozinho sai do confessionário e vai para os bancos da igreja.

O seu amigo Manecas desliza para junto dele e sussurra-lhe:

- E então? Conseguiste a Lista?

- Consegui. Já temos cinco mulheres casadas que dão umas baldas!!
 
Conclusão:


O PLANEAMENTO ESTRATÉGICO, COMEÇA COM A ANÁLISE DO MERCADO...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A Guerra de 1908 e O Bombeiro Voluntário - Raul Solnado

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Raul Solnado morre aos 79 anos Humor nacional perdeu o mestre. Costumava dizer que uma piada levava horas a ser feita e se esgotava num instante. Aos 79 anos, Raul Solnado parou de rir: morreu vítima de doença cardiovascular grave, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. A gargalhada foi a sua arma em mais de meio século de carreira, com marcas fortes na televisão, teatro e cinema. As piadas fintaram a censura, brincaram com a guerra, entraram na farsa, na revista e no concurso popular. Lisboeta de gema, do bairro da Madragoa, conservou sempre o ar traquina de miúdo e começou no teatro amador, em 1947, onde disse ter sido o actor António Silva quem puxou por si. Depois de se estrear no palco do Maxime, Solnado marcou o humor graças ao monólogo
A Guerra de 1908, depois editado em disco e que se tornou êxito em 1962. Foi o começo de uma forma de humor satírica e sem nunca recorrer ao palavrão, opção que Raul Solnado sempre rejeitou nos seus números. Hoje muitos consideram as suas rábulas percursoras do popular género da stand up comedy. Ainda antes da televisão, com Zip-Zip (1969), Solnado usou o teatro para vincar o seu nome, ao ponto de se lançar na abertura do Teatro Villaret, que abriu em 1965, tendo-o como protagonista em O Impostor-Geral. Mais tarde, luta pela classe e cria em 1999, com Armando Cortez, a Casa do Artista, de que era director, para apoio na terceira idade.
Embalado pelo sucesso televisivo ao lado de Carlos Cruz e José Fialho Gouveia, também já desaparecido, entrou na revista Há Petróleo no Beato (1986) e na série Lá em Casa Tudo Bem (1987). Experimentou ainda a telenovela, seja com A Banqueira do Povo (1993), na RTP 1, ou breves participações em Morangos Com Açúcar (2005) ou Ilha dos Amores (2007), ambas na TVI. No cinema, o papel de inspector Elias em A Balada da Praia dos Cães (1987), de José Fonseca e Costa, foi o ponto mais alto.
Em 1991, pela mão da ex-mulher Leonor Xavier, lança a biografia A Vida não se Perdeu. Ao lado do humorista Bruno Nogueira, Solnado gravou já doente a série As Divinas Comédias, que a RTP 1 começou a exibir ontem e analisa a evolução do humor, que conhecia como ninguém. Está ainda em pós-produção o filme América, de João Nuno Pinto, derradeiro papel do homem que repetia: 'Façam o favor de ser felizes.' VIDA E OBRA DE RAUL SOLNADO Teatro, discos, programas televisivos e filmes serviram para demonstrar o talento de quem tem a Casa do Artista como o seu grande feito. 1929 - Nasce em Lisboa 1953 - Estreia-se no teatro de revista com Viva o Luxo, no Teatro Monumental 1960 - Recebe o prémio de Melhor Interpretação Masculina do SNI graças ao filme As Pupilas do Senhor Reitor 1962 - Disco com sketches como A Guerra de 1908 e A História da Minha Vida bate recordes de vendas em Portugal 1969 - Grava o primeiro programa Zip-Zip, com Carlos Cruz e Fialho Gouveia, que ainda hoje é um dos símbolos da RTP 1977 - Repete o sucesso na televisão graças ao concurso A Visita da Cornélia 1987 - Interpreta um memorável detective em A Balada da Praia dos Cães, em que José Fonseca e Costa adapta o livro de José Cardoso Pires 1993 - Participa na telenovela A Banqueira do Povo, protagonizada por Eunice Muñoz 1995 - Interpreta O Avarento, de Molière, no Teatro Cinearte 1999 - Inauguração da Casa do Artista, um dos seus grandes projectos 2001 - Regressa pela última vez aos palcos em O Magnífico Reitor, peça de Diogo Freitas do Amaral. 2007 - Contracena com a neta, Joana Solnado, na telenovela A Ilha dos Amores.
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 A televisão portuguesa mudou em 1969 com a forma de fazer rir ao vivo de Raul Solnado. Em apenas sete meses, Zip-Zip tornou-se um clássico da RTP, graças à boa disposição do artista, à crítica social e à cumplicidade com os apresentadores e amigos Carlos Cruz e José Fialho Gouveia, também já desaparecido. Solnado volta ao registo cómico no concurso A Visita da Cornélia (1977), no qual contracenava com um boneco em forma de vaca. De novo ao lado de Cruz e Fialho Gouveia, aparece ainda no programa E o Resto São Cantigas (1981).

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

Uma Sociedade de Bem Estar

(Por: Fernando Calado)

Longe vai o tempo em que se falava numa cultura regional, bem localizada, com referências precisas aos seus valores, património, formas de dizer, de cantar, de dançar, de vestir, estando sempre presente num imaginário representativo particular e referenciável.
As coisas valiam por si, ou pelo contributo local que também criava os seus mitos, os seus estereótipos, as suas figuras lendárias, cheias de força, de sabedoria, de manha, de santidade, ou maldade, mas tudo balizado pelo ter ou o ser.
A cultura regional, diz um Sociólogo contemporâneo, era uma espécie de quintalzinho, com um muro à volta, bem demarcado e protegido dos quintais vizinhos, que de vez em quando comunicavam entre si por tímidos fenómenos de aculturação.
E estes fenómenos eram tão lentos que tinha em conta agentes de aculturação que passavam pelos trabalhadores sazonais que na permuta de trabalho, permutavam também cultura, ou ainda, pelos vendedores ambulantes, pedintes e cegos que de terra em terra cantavam os ditos e os feitos de outras regiões, sendo pregoeiros da desgraça, mas também do acontecer, ou seja, da notícia.

Hoje, os mass mídias destruíram o muro do pequeno quintal. Fizeram a grande propriedade colectiva da cultura de massas. Definiram valores novos, sem suporte no ser, ou no ter, mas na mediatização de figuras desprovidas de talento, de inteligência, mas que persistem numa espécie de virtualidade aceite, falada e que povoa o imaginário do nosso quotidiano.
Vivemos num tempo de profundas mudanças e a ética não acompanha uma moral de massas, onde os valores se redefinem, onde a dignidade humana é posta em causa, onde a privacidade é devassada pelas novas tecnologias que exploram emoções, afectos e devolvem o homem a uma nudez primitiva não somente física mas também intelectual.
Por isso, as seitas proliferam, os mitos persistem, as religiões multiplicam-se, à procura dum homem ético que se perdeu de si mesmo e se encontrou numa infinidade de paradoxos e contradições, revestido duma idolatria antropomórfica.
Por outro lado, a Religião Católica à qual se converteu mais de 33% da população mundial, assiste ao envelhecimento do seu clero, e em alguns casos não tem sido capaz de vencer um discurso passadiço de paróquia de aldeia.
Hoje o Homem encontra-se com a santidade a vários níveis. O céu está cada vez mais perto, porque o homem socialmente solidário e fraterno com os seus irmãos já não se assusta com o inferno distante e dantesco. E ao velho e venerando pároco da nossa freguesia já não adianta dizer que o atentado ao Papa, em Fátima foi protagonizado por um terrorista a soldo do Comunismo internacional, porque já todos sabem que os Comunistas nunca comeram meninos ao pequeno-almoço.
Todos nós aspiramos à santidade, ou à pratica do bem, mas é difícil, muitas vezes, aguentar o discurso da homilia de Domingo aldeão, cheia de boas intenções e santos princípios, mas onde um Deus terrífico se opõe a um Deus misericordioso e que um dia na plenitude da partilha da Graça nos levará para o Céu que no nosso quotidiano construímos para além dos nossos pecados e omissões de fraternidade.
Contudo, a Igreja dos nossos Pais onde nascemos, para além das contradições da nossa vida, tem-se revelado uma Igreja de bem estar, que procura dignificar o homem, acompanhando com prudência, mas com seriedade o devir político do País. A Igreja Católica, em parceria com Estado, está sempre presente nas grandes obras de acção social, de apoio à 3ª idade, às crianças, aos sem abrigo, aos sem nome, aos enjeitados, levando a civilização e os princípios de cidadania a todo o mundo, porque isto também é criar o Céu na proximidade com os homens.

Confesso que não era isto que queria tratar nesta peça, mas somente falar no bem-estar da sociedade contemporânea. Os desígnios de Deus são insondáveis e o texto escorreu para estas bandas. Ficará para depois o assunto sobre esta sociedade onde as políticas se afinam, rumo aos direitos humanos e aos princípios de cidadania.