domingo, 31 de julho de 2011

Carta aos Meus Filhos sobre os Fuzilamentos de Goya

Carta a Meus Filhos sobre os Fuzilamentos de Goya, de Jorge de Sena, in Pretextos para Dizer, 1978, Voz de Mário Viegas, Música Original de Luís Cilia

Luís Vaz de Camões


Da alma e de quanto tiver
Quero que me despojeis,
contanto que me deixeis
Os olhos para vos ver.


Acha a tenra mocidade
Prazeres acomodados,
E logo a maior idade
Já sente por pouquidade
Aqueles gostos passados.
Um gosto que hoje se alcança,
Amanhã já não o vejo;
Assim nos traz a mudança
De esperança em esperança
E de desejo em desejo.
Mas em vida tão escassa
Que esperança será forte?
Fraqueza da humana sorte,
Que quanto da vida passa
Está receitando a morte!



Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê;
Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei porquê.



Transforma-se o amador na cousa amada,
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.

Se nela está minha alma transformada,
Que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
Pois consigo tal alma está ligada.

Mas esta linda e pura semideia,
Que, como o acidente em seu sujeito,
Assim coa alma minha se conforma,

Está no pensamento como ideia;
E o vivo e puro amor de que sou feito,
Como matéria simples busca a forma.




Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?



Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o Mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve), as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e, enfim, converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía.


in:astormentas.com

“Trás-os-Montes e Alto Douro - Mosaico de Ciência e Cultura”

A Freguesia de Lagoaça, do Município de Freixo de Espada-à-Cinta, está a comemorar os 725 anos da criação a antigo concelho com a concessão de foral. Por isso, o seu Presidente, Carlos Novais, decidiu com os freixanistas, António Neto e Armando Palavras, dar corpo a projecto cultural e editorial arrojado, publicando um livro sobre a História de Lagoaça e enriquecido com outros contributos de escritores e personalidades transmontanas e durienses. O projecto, que nasceu em meados de 2010, assentou no querer destes três personagens, sendo o empresário António Neto Presidente da Comissão de Festas e o historiador Armando Palavras Coordenador do livro comemorativo, “Trás-os-Montes e Alto Douro - Mosaico de Ciência e Cultura”. O livro com 400 páginas e bastantes fotos tem textos inéditos de 73 escritores transmontanos, como Nadir Afonso, António Barreto, Pires Cabral, Adriano Moreira e Barroso da Fonte, entre outros. Um dado curioso foi constatar-se que grande parte das personalidades, autores de textos, pertencerem à Academia de Letras de Bragança que foi concebida, quando este projecto estava em marcha. Os membros da Academia, convidados para o livro antológico, acabaram por aparecerem com um projecto de escrita, ao que consta, bastante similar. Sente-se alguma estranheza o facto do livro sair um mês antes do publicado por Lagoaça e parece, pelo menos a quem está de fora, uma tentativa de lhe retirar protagonismo. Lagoaça, na sua pequenez e sonho, apenas quis celebrar uma efeméride e a nossa cultura não é couto de ninguém, mas património de todos nós. Certo é que o livro “Trás-os-Montes e Alto Douro - Mosaico de Ciência e Cultura”, com 10.000 exemplares, já foi apresentado com sucesso, na Casa de Trás-os-Montes em Lisboa dia 14 de Julho. Na Casa Transmontano-duriense do Porto, dia 16, o lançamento, teve uma grande enchente com a presença dos Presidentes do Município de Freixo e da Junta de Freguesia de Lagoaça, bem como de António Neto e Armando Palavras. Dia 10 de Setembro será a apresentação em Lagoaça com festa de arromba. E já foi disponibilizada a Casa Regional em Braga para mais uma apresentação, em Outubro ou Novembro. O livro é um marco no panorama de escrita colectiva da nossa região e um exemplo a seguir. Se tiver oportunidade em adquiri-lo não hesite porque se vai esgotar rapidamente. 
Pode ser pedido a Armando Neto (rua Joaquim António de Aguiar, 275 - 4306-901 PORTO – 919735948 ou exoterra@sapo.pt).

Já sei o que me fez mal!

Kenny G - Forever In Love

Dedicado a uma Nêspera...

My Sweet Lord - Tributo a George Harrison

Tanto Mar - Versão Original

Capri c'ést fini

Gianni Morandi - Non son degno di te

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Creedence Clearwater Revival: Suzie Q

Creedence Clearwater Revival: Hey, Tonight

Estamos a criar 'alunos que não sabem ler, nem escrever'

Maria do Carmo Vieira
O ensaio ‘O ensino do Português’ vem apontar o que está mal na educação em Portugal. O seu objectivo era dar uma 'reguada' no sistema educativo?
A escola não pode permanecer tal como está, porque já bateu fundo – e não só em relação ao ensino do português, mas em várias outras matérias. Estamos a ensinar na base daquilo que é fácil, do que não exige esforço, nem trabalho. Estamos a fomentar gerações e gerações de alunos que não pensam, nem sequer sabem falar ou escrever. Ao tornar a facilidade da escola comum para todos, um aluno que venha de um contexto familiar rico, do ponto de vista cultural, não vai ficar prejudicado, porque os pais hão-de ter sempre dinheiro para ele ir para explicadores ou para frequentar boas escolas. Já aqueles que vêm de espaços mais fragilizados socialmente, esses sim é que vão ser torturados e explorados pela sociedade.
Os exames nacionais. Também eles são um exemplo desse facilitismo?
Sem dúvida. Não é preciso estudar para um exame. Basta ir com um pouco de sorte e, como aquilo tem muitas cruzes, às vezes é quase 1x2. Estes exames são áridos. Um aluno qualquer que vá fazer aquilo, está a fazer aquilo porque é obrigado a fazê-lo.
E, portanto, não surtem resultados do ponto de vista da aprendizagem?
Tal como estão, creio que não.
Também os programas escolares actuais partilham do mesmo problema?
Os programas são feitos à base da mediocridade. Não têm um fio condutor, não têm um objectivo primeiro. É tudo solto. As coisas estão soltas, e sei isso pela disciplina de Português, que lecciono. No ensino da Literatura, não há uma contextualização do autor. Quando um professor pede a um aluno para estudar a contextualização, encaminha-o para a Internet, quando deve ser o professor a exprimir isso. Se assim não for, o professor não serve para nada.
E, portanto, há um esvaziamento das funções do professor?
Sem dúvida. Esse esvaziamento não atinge apenas os conteúdos, mas também os próprios professores. É quase como nos desertificarem daquilo que nós somos, daquilo que nós temos para dar aos nossos alunos, do nosso estudo, da nossa dignidade enquanto professores.
Nesse caso, quais são os caminhos alternativos onde se deve apostar?
A competência científica de um professor tem que ser novamente privilegiada. Neste momento, não é. É mais prejudicial um aluno ter o professor ‘bom camarada’, mas que não sabe nada e que nada sabe transmitir, do que ter um professor que talvez não seja muito bom pedagogo, mas que tem muita competência científica. É preciso também insistir na formação dos professores: não sabem escrever, não sabem pensar. Gostam, não daquilo que é artístico, mas daquilo que é bonito… Fazem das crianças estúpidas e intuem aquilo que as crianças não são. Qualquer criança responde à exigência, se vir que o seu professor também a estimula.
Tendo em conta tudo o que disse: os pais podem ou não confiar na educação que o sistema hoje dá aos seus filhos?
Não podem. E nem os pais podem ficar descansados. O que este Ministério tem feito, e isso é muito nocivo, é libertar os pais das suas preocupações com os filhos. Parece que tudo fica entregue à escola… Mas os pais são muito importantes no acompanhamento do estudo dos seus filhos. Não é correcto que um aluno passe para a quarta classe sem saber ler, nem escrever. Os pais têm que acompanhar isso, têm que ver que alguma coisa não está a ser bem feita. Os pais têm de voltar a interessar-se.
'Os alunos foram passando sem saber nada'
Defende que as más práticas no sistema educativo já se arrastam desde 2003. Aponta o dedo a algum Governo em particular?
Fui professora a partir de 74/75 e o que se reparava é que, na década de 80, estas teorias já estavam em voga. Se os alunos atingissem os objectivos mínimos, podiam passar – e os objectivos mínimos eram nada. Os alunos foram passando sem saber nada. Este miserabilismo começou nessa altura e agora acentuou-se. Acentuou-se em 2003/2004 com a implementação desta nova reforma. Desde aí, tem sido uma ‘guerra’...
De que resultam estas más opções em matéria de política educativa?
É evidente que neste momento se trabalha para as estatísticas. Houve o desejo de impor uma série de teorias de pedagogia que são perfeitamente caducas. É contra essas teorias que são defensoras da apologia do presente, dos programas televisivos, da subestimação da literatura que eu me pronuncio, porque não condizem com os interesses dos alunos. E as grandes vítimas de tudo isto são os alunos, enquanto o Ministério está a desrespeitar a sua função de Ministério.
Por isso, defende no seu livro que algumas práticas educativas tradicionais deveriam ser retomadas?
Por exemplo, quando se diz que não se deve memorizar, está a pôr-se em causa uma capacidade incrível das crianças que é a memória e a tabuada é para memorizar. Por isso mesmo, é que eu tenho alunos de 12.º ano que às vezes nem sabem quanto é 9x3. Há alunos que não me sabem conjugar os verbos: só me dizem presente, passado e futuro. E isso é porque não se estuda a gramática desde o início.
Diz que a falta de paz no sistema educativo contribuiu para a degradação da sua qualidade. Ainda assim, pede aos professores que desobedeçam às actuais directivas. Em que ficamos?
Esta ‘guerra’ foi suscitada pela imposição de tanta novidade. Era o novo só pelo novo e os professores nunca foram convidados a intervir. Só uma facção – aquela que era a favor destas novas teorias. O que eu peço no meu livro é que é preciso desobedecer a isto: não posso obedecer a quem me vem dizer que eu tenho de ser compreensiva com os erros ortográficos. A paz é um bem essencial para se ensinar, mas se obedecermos a tudo isto, estamos a abandalhar a nossa profissão e isto não é correcto, nem connosco, nem com os próprios alunos. Há momentos em que é forçoso desobedecer, nem que nos ameacem. A mim ameaçaram-me várias vezes…
Quem a ameaçou? Pais?
Não. (silêncio)
O sistema?
O sistema, precisamente.
Mais recentemente, criticou também o programa Novas Oportunidades, pelo facilitismo com que atribuiu competências…


Trata-se de uma fraude e de uma falta de respeito para com as pessoas que acreditaram no programa. Conheço inúmeros alunos que pensavam que voltavam à escola para aprender e aperceberam-se de que não iam aprender nada. Não se faz o 7.º, 8.º e 9.º em três meses, não se faz o 10.º, 11.º e 12.º ano em seis meses. Isto não tem qualquer equivalência, porque se esses alunos fossem questionados, não sobre as matérias até do 10.º,11.º e 12.º, mas sobre qualquer coisa minimamente inteligente, estavam a zero. Eles são a personificação da ignorância, mas uma ignorância que é fomentada pelo próprio sistema e, por isso mesmo, eu digo: é preciso desobedecer a isto.
in Portal Sapo, (16 de Junho de 2010)

Vamos fazer uns Económicos

Ingredientes:
2,5 a 3 Kg de farinha;
12 ovos;
1 kg de açúcar;
½ L de leite;
½ L de azeite;
1 colher de sopa de bicarbonato de sódio;
1 copo (do vinho) de aguardente;
1 colher de fermento.

Preparação:
Misturam-se e batem-se os ingredientes muito bem (reserva-se um pouco de açúcar) e, por fim, adiciona-se a farinha. Distribuem-se às colheradas de sopa bem cheias (uma para cada bolo) em formas untadas com azeite e polvilhadas de farinha.
Pincelam-se, por cima, com ovos batidos e polvilham-se com o resto do açúcar (sem este os doces quase não sobem).
Cozer em forno bem quente.

“Rasgar Fronteiras / Unir os Povos”

No dia 27 de Julho, decorreu, no Ayuntamiento de Santa Maria del Páramo (León - Espanha), a III Assembleia-geral da Associação Autovía León – Bragança, na qual participaram cerca de 50 representantes de entidades e instituições portuguesas e espanholas, entre as quais o Município de Bragança, que continuam a “lutar” pela construção de uma ligação rodoviária entre Bragança e León.
Durante a sessão, foi, ainda, decidido que a direcção e associados se iriam empenhar de modo a assegurar que os partidos políticos incluam na agenda política esta importante ligação, tendo em vista o próximo acto eleitoral nacional e preparar condições para, numa próxima iniciativa da Associação, garantir a presença de elementos dos dois Governos centrais, no sentido de, publicamente, assumirem um empenho conjunto de execução da obra.

NOTA DE IMPRENSA:
Associação Autovía León – Bragança
“Rasgar Fronteiras / Unir os Povos”
No dia 27 de Julho, decorreu, no Ayuntamiento de Santa Maria del Páramo (León - Espanha), a III Assembleia-geral da Associação Autovía León – Bragança, na qual participaram cerca de 50 representantes de entidades e instituições portuguesas e espanholas, entre as quais o Município de Bragança, que continuam a “lutar” pela construção de uma ligação rodoviária entre Bragança e León.
O Secretário-geral do organismo, D. Martín Manceñido, recordou o percurso da Associação Autovía León – Bragança, do qual se destaca o trabalho efectuado junto das autoridades ibéricas no que toca à sensibilização para a importância e a necessidade deste eixo estruturante, tendo sido já garantido o estudo de execução do troço León – La Bañeza. A CCDR-N e a Junta de Castilla y León assumiram, em Julho de 1998, a elaboração do primeiro estudo do corredor de ligação entre Puebla de Sanabria e Bragança, sendo que responsáveis dos dois Governos nacionais comprometeram-se, publicamente, com esta importante ligação, destacando-se o contributo de declarações públicas favoráveis proferidas pelo Presidente da República Portuguesa, Professor Aníbal Cavaco Silva, em visita realizada no mês de Fevereiro de 2008, a León.
Não obstante os esforços desenvolvidos e os sucessos já obtidos, continuam a constatar-se dificuldades e problemas de diálogo entre as administrações governamentais e entidades ibéricas, designadamente no que diz respeito à caracterização e classificação da via no seu conjunto, como eixo estruturante do território, sendo que, actualmente, esta ligação tem troços que se integram em distintas categorias, sob responsabilidades de diferentes níveis de administração, desde a Provincial, à Regional e à Nacional. Por outro lado, verifica-se a ausência da necessária articulação institucional no que toca à construção da ligação Bragança – Puebla de Sanabria.
Durante a sessão, foi, ainda, decidido que a direcção e associados se iriam empenhar de modo a assegurar que os partidos políticos incluam na agenda política esta importante ligação, tendo em vista o próximo acto eleitoral nacional e preparar condições para, numa próxima iniciativa da Associação, garantir a presença de elementos dos dois Governos centrais, no sentido de, publicamente, assumirem um empenho conjunto de execução da obra, considerando-a como corredor multimodal de transporte rodoviário, ferroviário (com a construção da estação da Sanabria, integrada na rede Alta Velocidad Española – AVE), aéreo e marítimo (abrangendo o Porto de Leixões, de Gijón e, mesmo, de Sines), permitindo uma melhor articulação entre os vários modos de transporte, de forma a tornar mais rápidas e eficazes as operações de transporte de pessoas e mercadorias, proporcionando melhores
condições de competitividade e desenvolvimento económico das regiões do Interior.
Os membros da Associação Autovía León – Bragança declararam, também, que pretendem que o troço entre Puebla de Sanabria e a aldeia fronteiriça de Rio de Onor seja integrado, pelo Governo Espanhol, no próximo Plano Estratégico de Infraestruturas e Transportes de Espanha, manifestando, ainda, como prioritária a concretização da ligação Bragança – Puebla de Sanabria, uma vez que, por exemplo, um veículo articulado não consegue circular, não cumprindo a via a função essencial como corredor de transporte de mercadorias.
Tendo em conta a actual conjuntura económica e financeira dos dois países, considera-se aceitável, numa primeira fase, a construção de uma via-rápida dimensionada para a velocidade projecto de 100 km/h, de forma a, no futuro, ficar assegurada que, no mesmo corredor, a capacidade possa ser aumentada para o perfil de auto-estrada, sem ter que ser construído um novo corredor, evitando-se danos adicionais no território e o desperdício de recursos financeiros, caso não viesse a ser aproveitado parte do anterior investimento.
Recorde-se que a Associação Autovía León – Bragança foi criada há três anos (embora a reivindicação tenha começado, há mais de uma década, com a Associação de Amigos de Portugal em Espanha), com o objectivo de exigir a ligação entre as duas cidades ibéricas, considerada como fundamental para a promoção do desenvolvimento económico e para a coesão territorial das duas regiões, prevendo-se que venha a captar entre 20 a 40 por cento do tráfego pesado que cruza, actualmente, as fronteiras de Verín e de Salamanca, o que evidencia a natureza estruturante desta via na ligação Porto-Bragança-León.
Bragança,
28 de Julho de 2011

Voleibol de Praia regressa ao Azibo

O Azibo recebe pelo segundo ano consecutivo a final do Campeonato Nacional de Voleibol de Praia. De 12 a 14 de Agosto são esperadas centenas de pessoas em Macedo de Cavaleiros para participar e assistir à prova rainha da modalidade.  Para o presidente da câmara de Macedo de Cavaleiros, Beraldino Pinto, o campeonato de voleibol de praia é uma excelente oportunidade de promover o concelho.“Esta final do volei de praia é uma oportunidade grande de promoção da região. As nossas paisagens, a nossa gastronomia, são muitas vezes desconhecidas e nós gostamos que se divulguem para que a região seja mais procurada e o turismo só tem a ganhar com isso. Esta final, além, da vertente desportiva, com grandes equipas, tem o lado de divulgação e proporciona espectáculo a quem está nas praias”, salienta o edil.A Federação Portuguesa de Voleibol volta a escolher uma praia do interior do país para a grande final da prova rainha da modalidade. Teodemiro Carvalho, secretário-geral da Federação, justifica a escolha do Azibo com a afluência de público para assistir ao campeonato e com o apoio dado pela autarquia à iniciativa.“Eu acho que o voleibol de praia hoje se joga em todos os sítios desde que haja areia. Fazer o evento numa praia do interior do país, para nós não é uma grande novidade. Tão bem se tem portado a Câmara de Macedo de Cavaleiros e o público da região ao afluir e ao deixar ao atletas e a Federação Portuguesa de Voleibol satisfeitos com as condições é mais uma aposta que foi ganha e é mais uma aposta que no interior pode haver finais”, enaltece o responsável da Federação. Na final do Campeonato Nacional vão passar por Macedo de Cavaleiros oito ou dez duplas masculinas e femininas.A decisão quanto ao número certo só deverá ser tomada depois da etapa do próximo fim-de-semana, a decorrer no Porto. Certa está a participação da dupla masculina Roberto Reis e Fabrício Silva e da dupla feminina Juliana Antunes e Ana Freches. Estes jogadores estão em primeiro lugar no ranking do campeonato e vão procurar revalidar o título de campeões em Macedo de Cavaleiros.
Escrito por Brigantia

«Dois Selos e Um Carimbo» - Deolinda

Recinto das Festas de Carção (Vimioso)
27-08-2011
22h00
Entrada: Preços N/D
Reservas:
Deolinda é um projeto lisboeta formado em 2006 por quatro jovens músicos com experiências musicais diversas. Através do cruzamento de diferentes linguagens, procura recriar uma sonoridade de cariz popular que sirva de base às suas composições originais.
Neste concerto apresentam o seu segundo disco de originais "Dois Selos e Um Carimbo" (2010). O Deolinda são Ana Bacalhau (voz), José Pedro Leitão (contrabaixo), Luís José Martins (guitarra clássica) e Pedro da Silva Martins (guitarra clássica) encarnam a Deolinda.
http://www.myspace.com/deolindalisboa

Bragança - GNR alerta para “cuidados redobrados” com obras no IP4

Autoridades de Bragança vão alertar condutores do IP4 durante o fim-de-semana sobre cuidados a ter na estrada, com uma preocupação acrescida devido às obras a decorrer na via.
 As obras no IP4 constituem neste Verão uma preocupação acrescida para as autoridades de Bragança, nomeadamente a GNR, que vai distribuir panfletos a alertar os condutores para as condições da via e cuidados para uma viagem segura.
“IP4 em obras” é o alerta que sobressai no panfleto que os militares da GNR entregarão aos automobilistas, entre sábado e segunda-feira, na já habitual recepção ao emigrante feita por entidades locais àqueles que chegam a Portugal pela fronteira de Quintanilha.
“Sentimos todos essa necessidade de alertar que o IP4 está em obras e pretendemos que todos estejam cientes de que vão encontrar obstáculos ao longo da via”, disse à Lusa Rui Pousa, oficial de Relações Públicas e Informações da GNR de Bragança.
Segundo aquele responsável, “todos os anos aumenta bastante o fluxo no IP4 em especial no primeiro fim-de-semana perto do mês de Agosto”.
Este ano acresce o facto de todo o IP4, a principal via da região, que liga ao litoral, no Porto, e à fronteira, em Bragança, estar em obras para a transformação na Auto-estrada Transmontana.
“Pretende-se chamar mais a atenção às pessoas de que devem redobrar os cuidados e claro que uma imagem vale mais que mil palavras, por muitos conselhos que dermos, e vamos dar também aos condutores, reforçamo-los com este pequeno panfleto”, disse.
As filas de trânsito, o calor e algum cansaço, podem agravar as circunstâncias pelo que a GNR espera contribuir para uma “viagem segura” através do panfleto com fotografias das obras e orientações para que os automobilistas respeitem a sinalização relativa às mesmas e mantenham a distância de segurança quando seguem em fila.
A estes somam-se os conselhos habituas de evitar conduzir por longos períodos, distracções com telemóveis, exceder os limites de velocidade ou fazer ultrapassagens desnecessárias.
Não estabelecer uma hora de chegada é outro conselho aos emigrantes que viajam para passar férias em Portugal e que, segundo o oficial Rui Pousa, têm percursos alternativos se o destino não for Trás-os-Montes.
Para evitar as obras do IP4, aqueles que se deslocam para as zonas do Porto ou Minho poderão optar, a Norte, pela autovia das Rias Baixas, na Galiza.
A fronteira de Vilar Formoso é outra alternativa se o destino for a sul do IP4.
A GNR continuará a distribuir os panfletos para além deste fim-de-semana, nomeadamente através dos elementos do destacamento de trânsito que fiscalizam a via.
Apesar das condições, “o número de acidentes está praticamente ao mesmo nível” que no ano anterior, segundo Rui Pousa.
Entre 1 de janeiro e 27 de julho deste ano, a GNR de Bragança, que fiscaliza o IP4 entre Mirandela e Bragança, registou 49 acidentes, mais três que em igual período do ano anterior.
Este ano há menos duas mortes que as cinco registadas no mesmo período de 2010, metade dos feridos graves (três) e 12 feridos ligeiros contra os 22 de 2010.
“O que se nota”, segundo Rui Pousa, é “um aumento significativo, em termos percentuais, no número de acidentes” na Estrada Nacional (EN) 15, que passou a ser mais utilizada para desvios devido às obras no IP4.
No mesmo período, o número de acidentes quase que duplicou, passando de nove para 16, mas sem registo de vítimas mortais.
Por: Lusa, PÚBLICO

Feira solidária no fim de semana

A Associação Entre Famílias – Bragança realiza uma Feira Solidária III, a 30 e 31 de Julho, entre as 10h e as 20h, no Mercado Municipal de Bragança.
Estarão à disposição peças de roupa, calçado, (novos e em 2ª mão), brinquedos, jogos, entre outras peças, tudo por donativos simbólicos. Existem, também, peças de arte e artesanato oferecidas por artistas e particulares, que podem ser adquiridas por todas as pessoas que queiram exercer o seu espírito de solidariedade.
O objectivo desta feira, que também contará com animação musical, é ajudar a equilibrar o orçamento económico das famílias, angariar fundos para a Associação, e simultaneamente, mobilizar diferentes actores sociais para uma causa solidária.

- é para te ficar o dia na lembrança!

Corria a década de cinquenta, na pacata aldeia de Chelas (concelho de Mirandela) e pelas segadas uma das ocupações dos ganapos era a procura de ninhos. Como as terras andavam cultivadas as rolas refinavam o seu instinto de sobrevivência e faziam os seus simplórios ninhos em árvores inacessíveis.
Saber ninhos de rola era uma tarefa que, após terminarmos as aulas, nos ocupava dias e dias, com os estômagos vazios e as calças e camisas esgarnachadas, percorríamos o termo até ao garrancho apatanando ali, comendo-se umas azedas ou umas conachas acolá ou umas manápulas de tagolhete.

Ao regressar a casa esperava-me a minha mãe de vergasta ou laços (cordas) em punho dando-me uma sarona e dizendo: - é para te ficar o dia na lembrança!
Na primeira oportunidade, e quando me inculcavam um ninho lá ia eu, sobe sobreiro, desce sobreiro e nada. Nada, não! Muitas vezes, subia-se aos sobreiros despido para não rasgar a camisa, porque os rasgões do peito e da barriga lá se tapavam. O que era importante era safar-nos da data ou de «dançar na corda».
Quando descobria um ninho achava sempre que os rolos ainda estavam pequenos e quando lá voltava, agarrava-os no rastro.

Mas, a gaiola de canas ou pauzinhos, feita pelo Acácio da Estrela (Aniceto) ou pelo João Pedro (Maia), estava sempre à espera e a tarefa de dar trigo aos rolinhos era minha. Arranjava uma manhuça de espigas gradas e esgranhava-as, depois, punha o rolo no meu colo e com a mão esquerda abria-lhe o bico e com os dedos, indicador e «polgar» da direita, deixava-lhe cair os grãos de trigo na gola. A meio da refeição era preciso dar-lhe uma pouca d«’auga» e a seguir apalpar-lhe o papo para ver se já estava cheio.
O dar de comer, pelo bico, aos rolos era uma tarefa arriscada. Se lhes desse pouco grão podiam morrer à fome e se lhes desse «munto» e depois os empanzinasse d’«auga», esta fazia-lhe inchar o papo e rebentavam de fartura. Poucas eram as rolas que se criavam. Ter várias rolas numa gaiola era ser visto com inveja pelo demais rapazio.
Hoje, era incapaz de meter uma ave brava numa gaiola porque acabava por padecer mais que ela.

Por: Jorge Lage
in:www.jornal.netbila.net

Comemorações do vigésimo aniversário da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Braga

A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro em Braga apoia a região. Desde a sua fundação, há vinte anos, que a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro em Braga se propôs apoiar os Municípios e empresas da nossa região de origem. Por ela passaram os municípios de Mirandela, Valpaços, Murça, Vinhais, Bragança, Miranda do Douro e Montalegre, tornando mais conhecida a imagem, as empresas, os produtos e a sua história. Por exemplo, as Feira do Fumeiro de Vinhais e Montalegre foram (e esta última ainda é) as que mais apostaram na divulgação da sua imagem, eventos e potencialidades no coração do Minho. Gostávamos, também, de aqui ver divulgado o azeite, a castanha, o vinho e outros produtos regionais. A imagem desta Casa Regional, na cidade dos arcebispos, é uma potencialidade a aproveitar. Alguns municípios promovem os seus produtos e eventos no Porto e era só fazer um pequeno desvio, onde a Casa de Trás-os-Montes abriria as portas e juntaria a imprensa regional minhota para uma maior empatia e difusão. Por isso, voltamos a lançar o desafio ao Município de Vinhais para que reate práticas antigas. Mas, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Valpaços, Resende, Chaves e outros muito teriam a ganhar com um investimento mínimo, que não iria muito além da deslocação a Braga. Chaves até se tem deslocado a Braga para promover o seu folar ou bola de carne, mas, talvez por desconhecimento da nossa disponibilidade de franquearmos as portas associativas aos nossos, tem-se “refugiado” num luxuoso hotel, onde não se sente o calor e a imagem da nossa mítica região transmontana-duriense. Por isso, lançamos o repto ao Município de Chaves para que próximas iniciativas promocionais em Braga confluam para a nossa Casa Regional, até há motivos acrescidos porque estamos a comemorar o vigésimo aniversário. Foi com brilho e vigor que a Casa de Trás-os-Montes em Braga assinalou esta bonita efeméride, começando, a 8 de Julho, com a apresentação do livro “Zerbadas em Chaves” do Professor Gil Santos, tendo tido casa cheia. As comemorações continuaram dia 15 com a recitação de poemas de Miguel Torga, pelo vice-presidente José Machado, e uma sessão de fados. No dia 16 (sábado) houve o hastear da bandeira, a entoação do Hino Nacional, continuada com uma romagem à cidade dos mortos de Braga e deposição de ramos de flores nas campas dos associados que já partiram. Pelas dezoito horas houve uma missa solene na paróquia de Santo Adrião (Braga). Como não há festança sem se acomodar a pança, pelas vinte horas houve um concorrido jantar na sede da Casa, seguido de variedades, com o grupo de cavaquinhos da associação e um grupo de concertinas.
in:jornal.netbila.net

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Techno Opera

DIVINAL!!! Grato Diana.
Colocai o som bem alto!

Visita Guiada ao Teatro Municipal de Bragança

MAFALDA ARNAUTH

17 de Setembro 2011
"FADAS"
21h30|AUDITÓRIO|7 EUR|m/12

TEATRO de ESTUDANTES de BRAGANÇA

10 de Setembro 2011 a 11 de Setembro 2011
ESPANTA-PARDAIS
11h30|PRAÇA NORTE|ENTRADA LIVRE

Dias 27 a 31 de Julho - IX Edição do Festival Itinerante da Cultura Tradicional «L Burro I L Gueiteiro»

A AEPGA e a Galandum Galundaina Associação Cultural (GGAC) vão realizar entre os dias 27 e 31 de Julho, a IX Edição do Festival Itinerante da Cultura Tradicional «L Burro I L Gueiteiro» que terá início, no dia 27 de Julho, em Miranda do Douro e passará pelas aldeias mirandesas de Atenor e Picote.
Através da realização de mais uma edição do Festival “L Burro I L Gueiteiro” pretende-se potenciar a música e os instrumentos tradicionais, os arraias e as danças mirandesas, a gastronomia local, a fauna, a flora e o quotidiano de quem resiste por Terras de Miranda.
Constitui também um dos objectivos do Festival dar a conhecer o BURRO DE MIRANDA e os novos usos associados a este animal, entre os quais, a sua utilização em percursos/passeios ecoturísticos. Ao longo do Festival, iremos caminhar na companhia do BURRO DE MIRANDA por antigos caminhos, contemplando as belas paisagens transmontanas que nos irão conduzir ao encontro das aldeias da Terra de Miranda, do convívio com a população local e da imensa diversão concedida pela partilha dos antigos arraias tradicionais.
O Festival pretende, ainda, reavivar a memória do Burro, que noutros tempos constituiu um dos meios de transporte mais utilizados na região, conciliando este acontecimento, com um antigo facto histórico em que os antigos gaiteiros faziam-se transportar para as romarias montados no seu dorso.
INSCRIÇÕES ABERTAS! CAMPISMO GRATUITO PARA OS PARTICIPANTES!
I. De 27 a 31 de Julho: Festival Itinerante da Cultura Tradicional “L BURRO I L GUEITEIRO”, aldeias do concelho de Miranda do Douro
II. De 3 a 4 de Setembro: Feira e mostra de Asininos de Miranda “FEIRA DO NASO”, aldeia da Póvoa, concelho de Miranda do Douro
III. De 10 a 11 de Setembro: Feira de Burros “FEIRA DO AZINHOSO”, aldeia de Azinhoso, concelho de Mogadouro
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I. De 27 a 31 de Julho: Festival Itinerante da Cultura Tradicional “L BURRO I L GUEITEIRO”, aldeias do concelho de Miranda do Douro
PROGRAMA:
Quarta-feira, 27 de Julho de 2011
Miranda do Douro
Das 15h00 às 20h00: Inscrições/recepção dos participantes
Abertura da IX Edição “L Burro I L Gueiteiro”
Animação e Convívio de Rua
Jogos Tradicionais
20h00: Jantar (da responsabilidade do participante)
22h00: “FÉ NOS BURROS” um projecto de fotografia e vídeo de João Pedro Marnoto em colaboração com a AEPGA
23h00: Arraial Tradicional
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Quinta-feira, 28 de Julho de 2011
Aldeia de Atenor, Miranda do Douro
10h30: Oficinas diversas para os miúdos e os mais graúdos:
- Oficina de etnobotânica (Associação Aldeia) (a confirmar)
- Oficina de observação e identificação de aves (Associação Aldeia) (a confirmar)
- Oficina de Percussão (Tiago Pereira do grupo Roncos do Diabo) ( a confirmar)
- Oficina de Rabel (Paulo Meirinhos do grupo Galandum Galundaina)
13h30: Almoço
14h30: “Sesta Burriqueira…”
16h30: Ronda dos Mandiletes - Burropaper
18h00: Concerto no palheiro Atabafeias Quartet
20h00: Jantar
22h00: Concertos:
L`Andecha Turcipié das Astúrias
MÍSCAROS (http://www.myspace.com/miscarostrad) (a confirmar)
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Sexta-feira, 29 de Julho de 2011
Aldeias de Atenor e Picote, Miranda do Douro
10h30: Passeio de Burro ao som da gaita-de-foles entre as aldeias de Atenor e Fonte de Aldeia
13h30: Almoço Campestre (Trindade – Fonte de Aldeia)
14h30: “Sesta Burriqueira…”
Concerto no lameiro – INÊS VALE
15h30: Continuação do Passeio de Burro até à aldeia de Picote
20h30: Jantar
22h00: Concertos
LAS ÇARANDAS (http://www.myspace.com/lascarandas)
RONCOS DO DIABO (http://www.myspace.com/roncosdodiabo)

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Sábado, 30 de Julho de 2011
Aldeia de Picote, Vimioso
10h00: Passeio de Burro ao Castro de Cigaduenha
Observação de aves
13h30: Almoço
14h30: “Sesta Burriqueira…”
16h00: Exposições no âmbito do projecto \"Cultibos Yerbas i Saberes: Biodiversidade, sustentabilidade em Tierras de Miranda\" - Centro de Interpretação do Ecomuseu Terra Mater
Oficinas dinamizadas pela Frauga - Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote:
- Construção de brinquedos tradicionais \"Carros Carricos i outros antretenes\";
- Observação e identificação de fauna e flora;
- Língua Mirandesa;
- Oficina do Pão no Forno da Ti Arminda
- Oficina de Percussão (Tiago Pereira do grupo Roncos do Diabo) (a confirmar)
- Oficina de Flauta Pastoril (Manuel Meirinhos do grupo Galandum Galundaina)
- Oficina de Dança de Pauliteiros (grupo de Pauliteiros de Fonte de Aldeia)
- Oficina de danças do mundo (Rute do grupo GiraSOL (a confirmar))
17h30: Mostra de cinema “Sinfonia Imaterial” de TIAGO PEREIRA
Sinopse: Tiago Pereira percorreu o país de uma ponta à outra, de Braga a Porto Santo, a convite da Fundação INATEL, e pelo caminho foi recolhendo fragmentos de um património
imaterial riquíssimo que nos últimos anos tem tentado escudar e – em muitos casos – resgatar
do esquecimento. O resultado é “Sinfonia Imaterial”. Sem voz-off ou entrevistas, “Sinfonia Imaterial” tenta, mais que ser um documentário convencional ou uma recolha estritamente etnográfica, representar um olhar abrangente sobre um lado frequentemente ignorado da cultura portuguesa: o património oral tradicional. O imenso material recolhido, condensado num filme de cerca de 60 minutos, percorre diversos artistas, locais e géneros musicais, numa prática que anualmente envolve mais de um milhão de pessoas em Portugal.
19h00: Concerto na praça
20h30: Jantar
22h00: Concertos:
CORO INFANTIL DA EB MIRANDA DO DOURO
TOQUES DO CARAMULO (http://www.myspace.com/toquesdocaramulo)
GALANDUM GALUNDAINA (http://www.myspace.com/galandumgalundaina)

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Domingo, 31 de Julho de 2011
Aldeia de Picote, Miranda do Douro
11h00: Passeio de Burro ao Ermitério dos Santos, em ruínas (Sendim) e um abrigo ou lhapo com frescos hagiográficos (séc. XVII). (Conjunto em classificação pelo IPPAR)
13h30: Almoço
14h30: “Sesta Burriqueira…”
16h00: Exposições no âmbito do projecto \"Cultibos Yerbas i Saberes: Biodiversidade, sustentabilidade em Tierras de Miranda\" - Centro de Interpretação do Ecomuseu Terra Mater
Oficinas dinamizadas pela Frauga - Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote:
- Construção de brinquedos tradicionais \"Carros Carricos i outros antretenes\";
- Observação e identificação de fauna e flora;
- Língua Mirandesa;
- Oficina de Flauta Pastoril (Manuel Meirinhos do grupo Galandum Galundaina)
- Oficina de Dança de Pauliteiros ((grupo de Pauliteiros de Fonte de Aldeia))
- Oficina de danças do mundo (Rute do grupo GiraSOL)
18h30: Actuação com JORGE RIBEIRO
20h30: Jantar
22h00: Concertos:
CAPAGRILOS (http://www.myspace.com/capagrilos)
GiraSol (http://www.myspace.com/girasolfolk)
OFICINAS DE SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL, EXPOSIÇÕES, CONCERTOS, PASSEIOS DE BURRO, CAMINHADAS NA NATUREZA, OBSERVAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE AVES, HISTÓRIA E TRADIÇÕES, FILMES DOCUMENTÁRIOS, JOGOS/MANUALIDADES, FEIRA DOS INSTRUMENTOS MUSICIASI IBÉRICOS, ARTESANATO, GASTRONOMIA E MUITO MAIS….

29, 30 e 31 de Julho de 2011 - Campeão do Mundo confirma presença em Mirandela

O espectáculo está garantido com as confirmações de grandes nomes do desporto rei de Mirandela - cidade onde se disputa a etapa única da Taça da Europa de Jet Ski e Campeonato Europeu de Slalom: presença já assegurada é a do campeão do Mundo de Ski Pro (classe rainha da modalidade), o francês Jean Baptiste Botti.
Além deste piloto de topo, nos próximos dias 29, 30 e 31 de Julho, a prova desportiva a decorrer no Espelho de água do Rio Tua, conta com outros grandes nomes como o espanhol Nacho Guardiola, os franceses Jeremy Perez e Jeremy Delfosse, o bi-campeão da Europa, Bart Segers, a japonesa Yuki Kurahashi e o campeão de Freestyle, Jean Regis Vilette. Ao todo, são esperados uma centena de participantes.
Garantida está também a presença dos seis magníficos da Selecção Nacional que participam no Europeu de olhos postos no mítico Campeonato do Mundo que se disputa, em Outubro, em Lake Havasu, nos Estados Unidos, o palco mais famoso do Globo para a prática de Jet Ski. Tiago e Rui Sousa, Beatriz Curtinhal (Campeã do Mundo em Ski Ladies), Henrique Rosa Gomes, João Sousa e Mariana Pontes treinam a todo o vapor para conquistar o pódio neste Mirandela 2011.
Durante a semana que antecede a competição muitas são as actividades que se desenrolam na área de treinos e paddock. Em Mirandela, encontram-se várias escolas de Jet Ski em treinos, ao abrigo de um protocolo com a Federação Portuguesa de Jet Ski destinado a incentivar a abertura de escolas da modalidade para promover a descoberta de novos talentos e novos pilotos.
Assim em treinos com os seus jovens atletas encontram-se as escolas Moto JetSki Clube do Douro, Clube do Marco (Marco de Canaveses), Angra Yacht Club (Açores), Motoclube de Mirandela e Jet Ski Clube de Portugal.

Urrós (Mogadouro)

Topografia
Situada na margem direita do rio Douro, a freguesia de Urrós encontra-se a vinte quilómetros da vila de Mogadouro. O seu caráter de fronteira, juntamente com a geografia acidentada marcou seu caráter e evolução ao longo da história.
Localizado em um pequeno monte, na margem direita do Rio Douro na sua entrada em Portugal, rodeada por pequenos vales. Ribeirinhos do Douro, a leste, com Algoso e Matela, ao norte, com Travanca do oeste, e com Brunhozinho Bemposta e do sul. Esses limites são marcados Oleiros Castelo (junto ao rio), Gimonde Pico (na forma de Algoso), Pico do Chelreco (na forma de Matela), Peña fazer Cup (na forma de Travanca) e Canyon (na forma de Bemposta). Outros lugares são Fachal, Cabeço da Vela, Cabeço do Mau Nome (ex Quagadeiro), Monte da Gaita, Gimonde, Mazouco, Palácio Barrocal (assim chamados porque eles pertencem ao palácio da Ordem de Malta), Atalaya, Fechar, cattails, Figueitos, Mondim, Cachoeira da Forja, salinha…
Alguns autores dizem que seu nome tem uma origem topográfica, enquanto outros sugerem que era de propriedade do Oborrós muçulmano em 1019. O nome de Urros aparece de forma diferente em vários documentos: Urros (840), Urros (840), Duros, Durros, Huros, Orrio (no Foral de 1182). No XIV e XV aparece Orge, Ordo, Orgho e Orio, possivelmente derivado de cevada. Outros autores dizem que o seu nome veriva do feito que a freguesia assenta numa pequena chã, entre dois ribeiros, de vales pouco declivosos e pequenos.
É uma freguesia que tem sofrido uma considerável evolução nos últimos anos. Em meados do século, a agricultura era ainda extremamente rudimentar. No “Guia de Portugal”, Sant’Anna Dionísio referia em relação a esta realidade económica de Urrós: “Estamos em pleno planalto mirandês, solene, desafogado e ascético. Horizontes dilatadíssimos mas indefinidos. Ao longe, para as bandas do norte, desenha-se o discreto vulto azulado da serra de Nogueira. (…)
Sucedem-se as folhas centeeiras, de pousio, entremeadas, aqui e além, de pedregulhada. São terras pobres ou depauperadas, trabalhadas ainda, em grande escala, à maneira antiga, com o velho arado mourisco puxado por dois burricos ou muares. Os tractores já vão aparecendo, mas as seis ou oito sementes que o solo lavrado e semeado dá, no final da canseira, a custo os suporta.”
Uma freguesia muito especial, neste concelho de Mogadouro. Para alguns, mais espanhola do que portuguesa. Por posição e por cultura. Pinho Leal, no “Portugal Antigo e Moderno”, chegava mesmo a dizer através de um curioso discurso: “A gente d’esta freguezia, pella sua vezinhança com a Galliza, falla mais gallego que portuguez. Mas nem por isso detesta menos os gallegos, do que os mais arraianos portuguezes”.
Junto à Ermida de S.Facundo Sepulturas Cavadas na Rocha
História
Toda a freguesia tem as condições ideais para ter servido com eficácia as populações castrejas, necessariamente precisadas de segurança e de protecção. Urreta Malhada e Cerco são povoados abertos desse período, encontrados há alguns anos nesta freguesia. Em Meirede, foram achadas diversas moedas romanas e outros objectos, como pedaços de cerâmica e machados, da mesma época. Encontram-se actualmente, estes objectos, no Museu Regional de Bragança.
Pré-história. Há alguns indícios que sugerem que no município de Urros eram pequenos enclaves habitada durante o período Neolítico, cerca de 5.000 aC. Estes incluem a gruta do Buraco dos Morcegos, uma imensa caverna no telefone de um penhasco ao longo da margem do rio Douro, que leva o nome de morcegos que estão no seu limite máximo. Existem vestígios de pinturas. Esse tempo também é uma rocha chamada Peña Campã, que soa como uma bigorna, tendo feito cavidades illo tempore pela água.
Íberos. Mas foi o seu personagem que deu a fronteira, ao longo dos séculos, uma condição ideal para se tornar um enclave militar. Durante o período Ibérica, a área foi um castro luso o zoela localizado no Pico de Bouça de Aires, em torno da qual havia várias áreas habitadas. Daí que alguns chamam de Castelo de Bouça de Aires. A partir deste período são contas de vidro azul e um bezerro de ouro. A legenda diz: "Entre o Castelo de Bouça de Aires / E o sítio de Correchá / Há um bezerro de ouro / Quem o achar seu será".
Romanos. Durante a época romana, uma outra força de pe-flauta um pouco mais ao sul, Urreta Malhada, onde encontraram várias moedas, cerâmica, tecido e um anel de bronze. Perto de São Facundo, elas estão relacionadas a Castro Baldoeiro ou Civitas Baniensis. Ele era um foco ativo de romanização, por suas minas de sal e sua localização estratégica na Lusitânia, o que resultou em ainda a criação de um segundo núcleo: Meixide (Meireide atual). Não foram encontradas partes do neolítico (um machado de sílex e um arado de ferro), lápides e moedas romanas (um centavo da época de Augusto, um cunhado de Júlio César em Girona, uma moeda de cobre de Galieno, e um dos Constantino, o Grande, cunhada em Narbonne), agora no Museu Regional de Bragança.
Ruínas da Ermida de S. Facundo
Mas o maior vestígio de povoamento castrejo em Urrós deve ser mesmo o Castelo de Oleiros. Enconta-se num alto fronteiro a Espanha, que terá sido inicialmente um castro lusitano. A romanização não faltou, conforme se depreende dos diversos achados: lápides, esculturas, cerâmica vária (talvez daí o nome de Oleiros), tudo da época romana.
As lendas sobre mouros e mouras, nestes lugares de Urrós, abundam, como aliás em toda a região. Uma delas diz que em Tomelar, numa fraga próxima da ponte do mesmo nome, está gravada a pegada do diabo, que ali bem desempenharia o papel de um mouro amaldiçoado. Diz o povo que o tal mafarrico passou por ali quando corria atrás de Nossa Senhora, em fuga para o Egipto.
Nas Inquirições de 1258, aparece já uma referência à freguesia, embora de forma indirecta. Uma prova da sua existência anterior. Todas as suas terras pertenciam então a vilãos-herdadores e nada à coroa. Por estar junto à fronteira, sofreu sempre as consequências das escaramuças entre Portugal e Espanha.
A nível eclesiástico, Urrós foi inicialmente da paróquia de Sendim até constituir abadia independente. No entanto, o pároco de Sendim apresentou sempre o abade desta freguesia, que por volta do século XVIII tinha de rendimento anual apenas o pé de altar, caso raro, senão único, em todo o País.
Segundo o Cadastro da População do Reino, ordenado em 1527 por D. João III, Urrós pertencia ao termo de Algoso e tinha noventa fogos, a que deveriam corresponder mais de duzentos moradores. Um número importante para a época e que se explica pelo estatuto que logo a seguir à fundação da Nacionalidade adquiriu no concelho em que se integrava. Apenas na sede concelhia vivam por essa época mais pessoas.
Curioso documento sobre Urrós é o “Tombo dos bens da comenda de Algoso”, de 1684. Nesse documento, são demarcados com clareza os limites da freguesia: “Comesa desdonde chamão ao Baceial junto ao rio Douro e core rio abaixo ao Castello de Oleiros e dahi vai rodeira asima ate as Penas de Luis Sanches e dali vai ao Péguão de Gemonde e corta por baixo da Cortinha do Marmeleiro que oje de Manoel Pires deste luguar por sima da Ribeira donde esta hum marquo com hua cruz e dahi vai as Penas da Siara e core ao piquão e quabeço do Chelrequo donde esta hum marquo entre dous penedos nos quais esta uma cruz e dahi vai a Pena donde se fazem as cartas e escrituras donde esta hua cruz e dali vai a Pena Figueira e core a Pena do Vasso e dali corta ao Quabeço do Quaguadeiro, e dahi toda a rodeira e estrada diguo em te a estrada de Brinhosinho toda a estrada e rodeira ate a estrada de Mourisquo”. Um curioso documento e que na época deu aso a fortes polémicas entre Urrós e as povoações circunvizinhas.
Em 1710, durante a Guerra dos Setenta Anos, os espanhóis invadiram a área. Foi então quando Urrós foi erigida na sua localização atual, depois ter deixado o castelo de Oleiros. Em 1718, o rei renovou seu legal e torna-se uma nova Tombo na localidade. Depois da guerra com Espanha em 1762, muitas pessoas começaram a viagem de migração ou do exílio, principalmente para Salamanca e Zamora. Isso afetou mesmo as famílias mais importantes, como os Rodrigues de Algoso, que depois de passar por Villalube, Benegiles e Fresno de la Ribera estabelecerom-se em Alcañices. Até 1771 não foi reconstruída a igreja paroquial, cujo altar barroco foi o trabalho do artista plástico Francisco António da Silva, de Mogadouro, enquanto a madeira foi de José Gonçalves, de Sanhoane).
Locais de interesse
Os atractivos turísticos de Urrós podem dividir-se nas memórias ancestrais, na beleza natural e nas actividades tradicionais. Começando por um regresso ao passado, a Igreja dos Mouros é um ponto de passagem obrigatório para recordar a presença romana por terras do Alto Douro. No local de São Fagundo são ainda visíveis dois arcos, um românico e outro gótico, como nos explica um projecto levado a cabo pela Escola Básica 2,3 de Nevogilde, sob orientação da professora Ester Alves e disponibilizado em http://urrosmogadouro.blogs.sapo.pt. O templo romano original terá sido ampliado ou reconstruído no período medieval, daí a existência de dois arcos de estilos arquitectónicos diferentes.
Outro registo de tempos idos que perdura em Urrós é o retábulo pictórico, que pode ser visto na igreja matriz. Nesta pintura consta ao centro o arcanjo S. Miguel a pesar o comportamento das almas, decidindo sobre a ascensão ao céu, representado na metade superior, ou a queda ao inferno, na metade inferior.
A Natureza dotou bem a freguesia de uma beleza ímpar, salientando-se a paisagem das arribas do Douro, que tantos turistas atrai a esta região. De entre estas «varandas» para o Douro salientam-se o piquete da Cerca, as arribas de Torrica (por cimas dos Fornos da Cal, minério outrora extraído), o Castelo de Bouça d'Aires (junto à ribeira dos moinhos) e a paisagem dos vinhedos vista do campanário da igreja matriz.
Se a Sul o Douro domina a paisagem, convém referir que há duas ribeiras a ladear Urrós. A da Frágua passa a Nascente, enquanto a do Valado (também conhecida por Ribeira dos Moinhos) se encontra a Poente, assim como a Barragem das Lages.
Quanto à fauna, salienta-se a presença de cegonhas e de pombos, por motivos diferenciados. As primeiras chegam pelo início de Fevereiro, com a subida da temperatura, e procuram as copas dos carvalhos junto à lagoa das Lajes para aí fazerem os ninhos. Outras há que optam pelo topo dos postes de electricidade.
Os pombos estiveram perto de deixar Urrós, mas o projecto de intervenção promovido pelo Parque Natural do Douro Internacional tem levado à recuperação e repovoamento dos pombais. No interior destas «casas», feitas em pedra, existem numerosos buracos que servem para a nidificação, que ocorre duas a três vezes por ano.
Características da freguesia são ainda as bodegas, túneis escavados no sol onde antigamente se conservavam o vinho e alimentos. Entre os anos 30 e 40 do século passado, estes buracos dispunham, pela forma da construção, de um sistema de climatização e arejamento que mantinham uma temperatura baixa mesmo durante o calor do Verão, tendo capacidade para armazenar duas pipas de 100 a 150 litros cada. Antigamente, as pessoas desciam às bodegas e enchiam o garrafão à medida das necessidades.
São duas as festas em que a população de Urrós se junta. A principal, até pela presença dos filhos da terra que emigraram à procura de uma vida melhor, é a Festa de S. Sebastião, realizada ao terceiro domingo de Agosto. Antes, mais precisamente cinquenta dias após a Páscoa, celebra-se a Festa em Honra de Nosso Senhor, que engloba três voltas à freguesia: uma pelos gaiteiros a anunciar a alvorada, a do mordomo e amigos a “pedir esmola” para o Santo, logo a seguir ao pequeno-almoço, e o regresso dessa «comitiva» ao final da tarde, havendo sempre iguarias doceiras em casa do mordomo para quem se juntar ao convívio.

Ciência visita castelos do Nordeste Transmontano

Nos próximos três dias, a ciência vai estar de visita aos três principais castelos do distrito de Bragança.A Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos, em parceria com o Centro de Ciência Viva, promove uma iniciativa que pretende promover a interactividade com os castelos.  A Ciência nos Castelos é uma iniciativa que está a percorrer todo o país.No Nordeste Transmontano vai passar por Bragança, Algoso e Penas Róias.“Que os participantes passem a olhar o castelo de uma forma diferente e percebam porque surgiu, porque tem esta forma, quanto pesa, a sua importância, para que quando voltarem a um castelo descubram outras coisas sobre eles.”Pode parecer estranha esta conjugação entre ciência e história, mas Sofia Macedo, da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos explica como ela pode ocorrer.“As pedras para o castelo são transportadas através de uma observação empírica de elementos como quantas pedras leva um carro de bois, mas que na prática são conceitos muito importantes.” Para as visitas a estes três castelos da região já há algumas inscrições.
As participações serão feitas em grupos de 50 pessoas.

Escrito por Brigantia

Freguesias rurais lutam pela sobrevivência

Autarcas alegam que a reorganização administrativa pode pôr em causa a relação de proximidade com as populações
A reorganização das freguesias deve ter em conta as características do meio rural. O aviso é dos autarcas de Espinhosela e Rabal, duas aldeias do concelho de Bragança que não querem ficar agregadas a freguesias urbanas.
“Não se pode perder o excelente trabalho que o presidente da Câmara Municipal de Bragança desenvolveu no meio rural, com novas sedes de Junta, que não podem ficar às moscas após esta reorganização administrativa”, salienta o presidente da Junta de Freguesia de Rabal, Paulo Hermenegildo.
O autarca teme que a anunciada reorganização administrativa deite a perder a essência do mundo rural e agrave a condição de isolamento das populações. “Há uma população muito envelhecida, pessoas que estão sozinhas porque os filhos estão longe, e que cada vez mais precisam de quem está próximo, como é o caso do executivo das Juntas de Freguesia, que ouvem as pessoas. E ouvi-las já é meia cura para a solidão”, recorda Paulo Hermenegildo.
O autarca de Rabal reconhece que a reforma tem que avançar, mas avisa que a proximidade inerente ao poder local e a capacidade de diálogo com as populações “são inquantificáveis” e não se podem perder. “Acho que isto tem que ser muito bem pensado e espero que quem decide saiba ouvir quem está no terreno”, considera Paulo Hermenegildo.

“Espero que quem decide saiba ouvir quem está no terreno”
O presidente da Junta de Freguesia de Espinhosela, Telmo Afonso, alinha pelo mesmo diapasão. “Não sei até que ponto haverá vantagens a nível financeiro. Pode-se poupar alguma coisa na remuneração dos autarcas, mas não esqueçamos que um agrupamento de 15-16 aldeias tem que estar bem apetrechado para dar resposta às solicitações”, relembra o autarca.
Além dos meios financeiros associados às transferências de competências, o responsável realça que cada agrupamento de freguesias terá de ter funcionários e um executivo com uma remuneração compatível com as suas responsabilidades. “Cada executivo vai ter que fazer muitos quilómetros para acompanhar e satisfazer as necessidades de cada uma das aldeias do agrupamento. Só isso já implicará um aumento dos custos”, alega Telmo Afonso.
Recorde-se que o programa do Governo prevê a reorganização territorial das freguesias, com consenso alargado, designadamente associação de freguesias, sobretudo nas áreas urbanas e nas regiões de baixa densidade.

Por: João Campos

terça-feira, 26 de julho de 2011

Anos 70

Conjuntos Portugueses anos 60

Os Tártaros, os Ekos, os Espaciais ,Os Conchas, os Morgans, o Conjunto Mistério...

Caçarelhos - Feira do Pão

Nesta feira tradicional os expositores enchem-se de produtos regionais, com destaque para o pão de Caçarelhos, cozido em forno a lenha, o folar e fumeiro diverso. Gaiteiros e ranchos folclóricos locais fazem a animação musical do evento que dura um fim-de-semana.

Vamos fazer uma Bola de Carne

POEMA ÁRABE - (Autor Desconhecido)

سب الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطيةتح نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هالحاكم الفعلي للبلاد. البرلمان الإسباني مقسم الى مجلسين واحد للأعياعدد أعضاء يبل عين و واحد للنواب و عدد نتائج الانتخابات نائب. نتائجالانتخابات الأخير مباشرة من أصبحت الشعبسنوات، بينما كل سنوات، بينمايعين عنتخاباتضو من مجلس ا الشعب أيضاً. رئيس الوزراء و الوزراءيتم ماعيةو تعيينهمللأعيان قبل البرلمان اعتماداً على نتائج

" Para que levar a vida tão a sério se ela é uma incansável batalha
da qual jamais sairemos vivos" ?!?!??!? (Robert Nasta Marley)

Onde posso tirar passaporte em Portugal?

Agora que acabaram os governos civis e  nas férias em Portugal quero renovar o passaporte. Onde se tira agora este documento em Portugal pois nos Consulados a demora é maior?
O Governo aprovou  um decreto-lei que transfere dos governos civis para o director nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) a competência para a concessão de passaportes.
Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, “o número de locais para requerer o passaporte passa de 27 para 319”, porque “passa a ser possível fazê-lo nas conservatórias do registo civil e demais serviços em que se pode requerer o cartão do cidadão”.
De acordo com o Governo, “a atribuição desta competência ao director nacional do SEF tem em consideração o desenvolvimento de uma política de segurança dos documentos de identidade e de viagem, de harmonia com as directrizes traçadas.

Apresentado o livro «Heróis à Moda de Trás-os-Montes»

Foi apresentada na sede do Ecomuseu de Barroso, Montalegre, a obra «Heróis à Moda de Trás-os-Montes», projecto literário com nove contos de vários autores transmontanos.
Irá seguir-se um dicionário de regionalismos e falares marginais da região.
Foi explicada no auditório da sede do Ecomuseu de Barroso, Montalegre, uma obra constituída por «contos de humor, utilizando os regionalismos, gíria e expressões típicas/regionais de Trás-os-Montes». Falamos do livro \"Heróis à Moda de Trás-os-Montes\", projecto literário da editora Lugar da Palavra que lançou, em inícios do ano passado, o primeiro livro da colecção \"Heróis à Moda de\".

Dos nove contos que figuram no livro, um deles é de José Dias Baptista, natural de Vila da Ponte, concelho de Montalegre. Junta-se a este autor barrosão, Ana Catarino (Santa Marta de Penaguião), Manuel António Araújo (Chaves), Nathalie Lopes (Chaves), Fernando de Castro Branco (Bragança), João Pinto Costa (Vila Real), Josefina Mourão (Bragança), Ana Zita Rocha (Bragança) e Manuel Cardoso (Macedo de Cavaleiros).
O representante do concelho de Montalegre, que esteve acompanhado nesta cerimónia de apresentação pela colega de Chaves, Nathalie Lopes, pelo responsável da colecção, João Carlos Brito, e pelo presidente do município de Montalegre, Fernando Rodrigues, confessou que a sua aparição neste projecto foi casual: «umas pessoas falaram comigo para fornecer dois contos para a obra. Eu deixei que as pessoas entendidas escolhessem à vontade. Achei a ideia engraçada porque são coisas que raramente se fazem. É uma cultura nossa, da nossa raça, é transmontana e, como tal, participo sempre».

Coordenador da colecção, João Carlos Brito destacou o bom trabalho realizado pelos autores transmontanos ao mesmo tempo que explicou o aparecimento desta aposta: «é uma colecção que começou no Porto. Viajamos depois pelo Alentejo, Lisboa, Madeira e agora Trás-os-Montes. É uma colecção que tem tido algum sucesso tendo por base o formato da própria colecção. São contos de humor, dirigidos a todos os tipos de leitores, que falam das regiões, com autores que conhecem bem as suas terras, que se orgulham da sua região. Utilizam um vocabulário marginal, nomeadamente os regionalismos, as gírias, o calão... e no final, que é a cereja no topo do bolo, colocamos todas essas expressões em glossário».
Satisfeito com o que leu e com o que tem recolhido sobre esta obra, Fernando Rodrigues deixou palavras de reconhecimento pela pesquisa e labor aplicados na concepção e execução deste desígnio: «estamos perante um livro que reforça a identidade dos barrosões. É mais um contributo para o Ecomuseu. Deixo, pois, aqui um reconhecimento a todos aqueles que contribuíram para levar a cabo esta obra». Para o presidente da Câmara de Montalegre, o país está a atravessar um período difícil onde a cultura continua a ser um \"parente pobre\" da política a ponto, lembrou, de «não ter agora sequer um ministro». Todavia, apesar de dizer que «quem não tem dinheiro não tem vícios», o autarca destacou o trabalho e investimentos realizados no concelho em prol da cultura como é exemplo o Ecomuseu de Barroso.

Tractor na auto-estrada

Aveleda – Bragança
Um agricultor da aldeia da Aveleda, em Bragança, está revoltado com a ViaLivre, empresa concessionária da A28, por lhe ter cobrado portagens do seu tractor. Dinis Alves garante que o tractor que possui há sete anos nunca saiu da aldeia. 
Por isso, ficou espantado quando, em Outubro, recebeu em casa uma carta para pagar 1,60 euros de portagem na A28, perto do Porto.“É vergonhoso eles não apurarem que veiculo passou na portagem” considera, acrescentando que “anteontem veio a carta para pagar 3,69 euros”.Dinis Alves garante que nunca podia ter passado naquela estrada e desconfia que alguém tenha copiado a matrícula do seu tractor. “O tractor nunca saiu da Aveleda e nunca podia ir ao Porto porque não pode ir pelo IP4. Só pode ser matrícula falsa” refere. Apesar de revoltado com a situação, pagou o valor pedido, mas insiste em denunciar a situação. E garante que não quer o dinheiro de volta. “O Estado que fique com ele para pagar a dívida à Troika senão que tomem cafés com ele”. Por isso faz questão de denunciar a situação “para que estas situações não voltem a acontecer”.Mesmo assim, e porque pode vir a ter mais surpresas destas no futuro, garante que vai apresentar queixa na PSP contra desconhecidos.

Obras do IC5 deixam dívidas em Alfândega da Fé

Promessa de desenvolvimento esfuma-se com o avolumar de dívidas,que afecta cada vez mais empresários locais
Da festa que se fez quando se soube do início de construção do IC5 ao desalento que se vai apoderando de alguns dos empresários da vila, à medida que as dívidas de algumas empresas sub-contratadas para a construção do IC5 se vão acumulando.
Em Alfândega da Fé, concelho que acolhe vários estaleiros de construção daquela via, que deveria estar pronta no final deste ano e que integra a concessão do Douro Interior, ligando o IP4 no Alto do Pópulo, em Murça, a Duas Igrejas, em Miranda do Douro. Pelo caminho, vai deixando um rasto de dívidas.
Tudo começou com a insolvência de uma das empresas que ainda se instalava no estaleiro, a Mesquita Construção. “Nunca pensei. Era uma empresa grande”, deixa escapar António Leria, proprietário de uma lavandaria, que já conta um calote “superior a oito mil euros”. Os estaleiros da empresa ainda lá estão, em Valverde, selados por ordem do tribunal, e ao abandono há vários meses. O mesmo abandono que sentiram algumas das empresas que já tinham prestado serviços, como uma casa de turismo dos Cerejais, que albergava alguns dos trabalhadores.
Mas também há postos de combustível que já contam mais de dois mil euros em dívidas, até porque, entretanto, houve outra empresa a dar entrada com um processo de insolvência, a Abílio Fernandes Lda. Um processo que ainda não terá sido decretado pelo tribunal, que acredita na recuperação da empresa de Amarante, que terá deixado vários empresários ‘a arder’, desde restaurantes, bombas de gasolina, lavandaria e mesmo uma empresa de aluguer de máquinas pesadas. Ao todo, dezenas de milhares de euros que estão em falta, numa economia pequena.
“Seria uma boa oportunidade, apesar de as associações de comerciantes fazerem pouca pressão para que os comerciantes locais concorram a prestar serviços às empresas que vieram”, lamenta António Leria, um dos poucos que ainda aceita dar o rosto.
Outros vão batendo à porta da Câmara Municipal. “Vêm falar connosco mas têm tentado resolver os seus problemas pelos seus meios. Quando temos informação sobre os problemas contactamos as empresas responsáveis para resolverem as situações”, afiança Berta Nunes, a presidente, garantindo que são “dívidas significativas para o tecido empresarial existente”. “Para uma grande empresa pode não ser um valor grande mas para nós são prejuízos significativos”, até porque continua a ser preciso pagar o IVA de valores nunca recebidos. Por isso, Berta Nunes garante estar a acompanhar a situação com “preocupação”.
António Gonçalves Rodrigues