quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Supertramp - It's Raining Again

Dire Straits "Brothers In Arms"

Sem Comentários - Ouçam o Vosso Coração

Borda d`Água - A bíblia da portugalidade

VER REPORTAGEM
O Borda d`Água é dos almanaques mais antigos de Portugal e o mais popular. Nesta "bíblia", com tiragens acima dos 300 000 exemplares anuais, é possível consultar diversas informações sobre áreas tão diferentes como astronomia, religião, agricultura, provérbios populares, festas e feiras, entre outros conteúdos que encaixam na perfeição no perfil da mercearia do Mundo.
O Borda d`Água nasceu em 1929 e é, desde essa altura, editado pela Editorial Minerva. Numa altura em que as publicações "onpaper" são controladas por grandes grupos económicos e por grandes distribuidores, o Borda d`Água mantem o mesmo modelo de negócio há mais de 80 anos, cativando novas gerações e fidelizando-as sem recorrer ao bate-boca ou à vida cor-de-rosa dos vários jets.
Este "tablóide" da tradição popular é distribuido por "arautos" que fazem deste almanaque o seu ganha pão e é impresso desde 1929 em papel reciclado. Como é que é possível que nos últimos 80 anos se imprima este almanaque em papel reciclado se isso é uma invenção recente? Pois é, meus amigos! Há muitas "inovações" que chegaram à urbe muito recentemente mas que são prática diária no Mundo Rural há séculos.
texto in:omelhordeportugalestaaqui.blogspot.com

Atrás da Máscara | Colectiva de artistas de S. Tomé

Data: 09 de Setembro 2011 a 08 de Outubro 2011
Promotor: Câmara Municipal de Bragança
Localização: Centro Cultural Municipal Adriano Moreira
Horário: 17:30 horas
Exposição "Atrás da Máscara | Colectiva de artistas de S. Tomé"
Alex Keller, Adilsom Castro, René Tavares e Eduardo Malé

[de 9 de Setembro a 8 de Outubro de 2011]
Centro Cultural Municipal Adriano Moreira, 17h30

Caminada na Tierra de Miranda

É já no próximo dia 4 de Setembro, a Caminada na Tierra de Miranda, Miranda – Nazo. Este é um percurso de inolvidável beleza, que vai surpreender os participantes.
A cultura, a tradição, a paisagem e a história do concelho de Miranda do Douro vão estar presentes em cada“passo”, dos caminheiros. Para além disso, não são esquecidos os bons hábitos de saúde aliados ao passeio na natureza. Venha descobrir a fantástica beleza das paisagens das Arribas do Douro.
As inscrições prolongam-se até ao próximo dia 31 de Agosto no Posto de Turismo de Miranda do Douro e na Casa das Quatro Esquinas.
Programa:
Hora da partida: 8h
Local da partida: Posto de Turismo de Miranda doDouro
Itinerário: Miranda do Douro – Malhadas – Nazo- Almoço- Regresso a Miranda do Douro (transporte assegurado pelaautarquia)
Total do percurso: 14 km
Duração: 3 h

Conselhos úteis – calçados apropriado, roupaleve e água fresca
Fonte: Câmara Municipal de Miranda do Douro

Beber moderadamente pode diminuir risco de Alzheimer

O consumo moderado de bebidas alcoólicas pode ajudar a evitar a doença de Alzheimer, é a conclusão a que chega um estudo norte-americano publicado este mês.
Os cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade Loyola , em Chicago, afirmam que quem bebe socialmente e com moderação tem menos 23% de probabilidades de desenvolver a doença degenerativa.
Both Neafsey e Michael A. Collins, professores de Farmacologia Molecular e autores do estudo, publicado no jornal científico "Doenças e Tratamentos Neuropsiquiátricos ", afirmam que o álcool, em pequenas quantidades, permite às células cerebrais lidarem melhor com o stresse que mais tarde pode contribuir para a demência.
A ideia de que as bebidas alcoólicas, ingeridas com moderação, são benéficas para as doenças cardiovasculares também é uma das explicações apresentadas, já que o fluxo de sangue chegará ao cérebro com maior facilidade, acelerando o seu metabolismo.
No âmbito da investigação foram analisados 140 estudos, realizados desde 1977, que envolveram um total de 365 mil pessoas.
Ver artigo completo aqui

Presidente da Junta de S. Pedro insiste na necessidade de requalificação da Estrada do Penacal

Com o final das obras de construção do troço da auto-estrada transmontana que circunda Bragança, os autarcas das aldeias servidas pela EN 217, a estrada do Penacal, aumentam o tom da reivindicação de obras da via.
António Sá, o presidente da junta de freguesia de S. Pedro dos Sarracenos, às portas de Bragança, espera que o actual Governo seja sensível ao pedido de requalificação da estrada.
“Tem-se feito um grande movimento, há movimentos cívicos nesse sentido e às vezes parece que começa a aparecer uma luz ao fundo do túnel. No anterior Governo houve um secretário de Estado que nos deu alguma esperança. Esperemos que o Governo actual também nos atenda, porque esta é uma ligação imperiosa e somos portugueses como os outros e pagamos os nossos impostos.”
António Sá acredita que a resposta possa ser positiva até porque em causa estão apenas alguns quilómetros.
“A partir de Paredes está reparada, tem pavimento novo, mas este bocadinho do Penacal é mais sinuoso mas que com pequenas alterações de traçado conseguiríamos fazer uma boa acessibilidade às aldeias de Parada.”
O presidente da junta de S. Pedro está convencido que a melhoria da estrada traria mais vida a esta aldeia às portas de Bragança.
“Acredito que sim, tudo são razões para nos ajudar e apoiar, bem como aumentar a produção e a mobilidade dos próprios produtos.”
Recorde-se que em causa estão apenas 17 quilómetros desta estrada que liga Bragança a Izeda e que não vêem novo alcatrão há mais de 40 anos.
No ano passado, fonte da Estradas de Portugal anunciou à Brigantia a inclusão desta estrada no plano de asfaltamentos para 2012.
Obras que levaram já à criação de um movimento cívico que reclama a melhoria da estrada.
Escrito por Brigantia

TV do Pensar - Entrevista ao novo bispo de Bragança no programa Ecclesia

Planalto Mirandês: Troço do IC5 entre Mogadouro e Miranda do Douro abre em meados de Setembro

O troço do Itinerário Complementar 5 (IC5) que liga Mogadouro a Duas Igrejas (Miranda do Douro) abrirá ao tráfego “em meados” de Setembro, avançou fonte da Estradas de Portugal. O IC5, considerada pelos autarcas da região como uma via “estruturante”, é há muito reclamada pelos concelhos do nordeste interior e vai ligar o concelho de Miranda do Douro ao nó da futura auto-estrada transmontana, junto ao Alto do Pópulo, no concelho de Alijó.
“O IC5 é uma via estruturante que poderá trazer desenvolvimento económico aos concelhos por onde passa, já que nos aproxima do litoral. Como é uma via que não terá portagens, poderá ser uma alternativa para quem se desloca ao sul do distrito de Bragança”, considerou o presidente da Câmara de Mogadouro, Moraes Machado.
Por outro lado, o autarca está convencido de que a abertura do IC5 poderá “em muito” potenciar o turismo da região, considerado a sua “principal” indústria.
Segundo uma fonte da concessionária Ascendi, o valor da empreitada do troço entre Mogadouro e Duas Igrejas ronda os 45 milhões de euros, para uma extensão de via com cerca de 37 quilómetros incluída na concessão Douro Interior, que junta o IC5 e IP2.
Já o presidente da Câmara de Miranda do Douro considera o IC5 com uma das portas de entrada de espanhóis em Portugal, apesar de o itinerário terminar a cerca de 10 quilómetros da fronteira.
“O IC5 vai desencravar todo a parte sul do distrito de Bragança e criar novos desafios. No entanto, fica pendente a sua ligação com Espanha. Contudo, com a inauguração deste troço ficam esclarecidas algumas dúvidas em relação à conclusão da obra”, acrescentou Artur Nunes.
Segundo o autarca mirandês, a discussão do prolongamento do IC5 para a região de fronteira estará “em cima da mesa” na próxima Cimeira Ibérica.
A concessão do Douro Interior (IP2 e IC5), gerida pela Ascendi, tem uma extensão de cerca de 270 quilómetros, dos quais 261 são de nova construção, e abrangerá uma área de 14 concelhos transmontanos e durienses.
“Relativamente à ligação Mogadouro - Alfândega da Fé, a obra tem vindo a decorrer de acordo com o que se encontra contratualmente estabelecido”, avançou fonte ligada à Ascendi.
in.rba.pt

Cultibos, Yerbas i Saberes - Biodiversidade, sustentabilidade e dinâmica em Terra de Miranda – Exposição Museu da Terra de Miranda

Em Miranda do Douro, até ao dia 2 de Outubro de 2011, está patente ao público uma importante exposição organizada pelo Ecomuseu Terra Mater e pela Frauga - Associação pelo desenvolvimento integrado de Picote.
Diversos temas estão apresentados nesta exposição: todo o saber etnobotânico do planalto mirandês; as práticas tradicionais e produtos artesanais e as diferentes formas de promover as respectivas actividades; o desenvolvimento local e apoios; a preservação da biodiversidade; a conservação dos ecosistemas agrários e da paisagem.
Toda esta temática é complementada com a apresentação de objectos artesanais efectuados a partir de plantas selvagens ou cultivadas na região de Miranda do Douro.
(Horário: 3ª-feira: 14h30 - 18h00; 4ª-feira a Domingo: 9h30 - 12h30 e 14h00 - 18h00)

E se um dia perderes tudo… Saberás quantos amigos de verdade tens!

Ricardo Vilela na Selecção

Ricardo Vilela foi um dos oito convocados pelo seleccionador nacional, José Poeira, para representar Portugal na Volta a Tenerife, em Espanha, até domingo.
Será um primeiro teste a pensar nos Mundiais de ciclismo, que se realizam no final de Setembro em Copenhaga (Dinamarca).
Com esta chamada do corredor brigantino, abrem-se boas perspectivas de o homem do Boavista poder vir também a ser chamado para o campeonato do Mundo.
Desta Selecção faz ainda parte o vencedor da última edição da Volta a Portugal, Ricardo Mestre.
Recorde-se que Ricardo Vilela foi um dos homens em destaque, sobretudo no contra-relógio, em que conseguiu o terceiro tempo.
in:jornalnordeste.com

Carne Mirandesa em busca da duplicação

A unidade que a Cooperativa Agro-Pecuária Mirandesa (CAPM) abriu em Vimioso tem capacidade para transformar o dobro da carne que é produzida na região.
A fábrica começou a laborar em Julho e transforma, actualmente, 45-45 carcaças semanalmente embora disponha de meios para trabalhar 80 peças por semana. “Temos condições para transformar o dobro daquilo que comercializamos actualmente”, admite o director comercial da CAPM, Nuno Paulo, em jeito de desafio ao aumento da produção. “É evidente que necessitamos de mais produção, de mais explorações e temos que ser mais competitivos”, considera o responsável.
Se até há bem pouco tempo atrás existiam muitas explorações com 3-4 vacas, hoje dificilmente se encontra alguma com menos de 20-30 animais.
O problema é a média de idades, que anda muito próxima dos 55-60 anos. “Necessitamos que isso desça no imediato. Quem é jovem tem outras ambições, quer a nível profissional, quer de rendimento, e vão ser eles que vão fazer com que a produção aumente”, antevê Nuno Paulo.
O passo decisivo, contudo, poderá ser dado fora dos seis concelhos do distrito que constituem o solar da raça, dado que a CAPM aguarda que a Comissão Europeia autorize o alargamento da área geográfica de produção de bovinos mirandeses.

A nível nacional, o alargamento do solar da raça já foi provado, mas falta a autorização comunitária
Quando o processo estiver concluído, a produção de Carne Mirandesa (IGP) deixará de ser um exclusivo dos criadores de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mogadouro, Vimioso ou Vinhais, para passar a ser uma realidade em regiões as Beiras ou o Alentejo, onde, aliás, já existem centenas de cabeças de gado desta raça. “No Alto Alentejo existem cerca de 1.000 cabeças de gado, numa altura em que o efectivo total da raça ronda as 5.500”, explica o director comercial.
A nível nacional, o alargamento já foi provado, mas falta a autorização comunitária, sendo certo que há produtos com Denominação de Origem Protegida (DOP) que não sairão das fronteiras do solar da raça. É o caso do Redeão Mirandês, que se encontra certificado desde Fevereiro passado e entrará no mercado logo que aumente o universo de produção da carne mirandesa. Já a Posta Mirandesa, que obteve o selo DOP na mesma altura, poderá ser embalada nas zonas do País que vierem a fazer do solar da raça.
“Obviamente que o alargamento a outras regiões vai aumentar a capacidade de produção, mas não será suficiente. Precisamos que no berço da raça aumente o efectivo”, esclarece Nuno Paulo.
O secretário técnico interino da Associação de Criadores de Bovinos de Mirandesa, António Pimentel, alinha pela mesma bitola. “É preciso aumentar, e aumentar muito a produção desta raça”, defende o responsável.
in:jornalnordeste.com

Distrito de Bragança já tem 500 metros de auto-estrada

Ao fim de vários anos, o distrito de Bragança já tem alguns metros de auto-estrada transitáveis.
Apesar de ainda não estar oficialmente aberto ao trânsito, o nó da Amendoeira, em Macedo de Cavaleiros, já permite a passagem de veículos pelo menos numa das faixas de rodagem. E brevemente está prevista a abertura do troço circundante a Bragança, com cerca de nove quilómetros portajados, que constituem alternativa aos 13 quilómetros necessários pelo IP4.
A partir do momento em que abra ao trânsito, este troço vai exigir o pagamento de 0,65 euros aos automóveis ligeiros e 1,65 aos pesados.
Para já, segundo fonte da concessionária, a Auto-estradas XXI, o tráfego no IP4 tem diminuído “essencialmente por dois factores, as obras e a crise”.
Muitos são aqueles que para viajar até ao litoral optam por seguir via Espanha, pela auto-estrada das Rias Baixas, que liga Madrid a Vigo.
A mesma fonte admite, no entanto, que essa quebra tem sido compensada pelo tráfego gerado pelas próprias obras e pelos mais de dois mil trabalhadores em movimento.
A mão-de-obras também tem sido reforçada, “sobretudo agora em trabalhos de acabamentos”, como a sinalização, pinturas ou iluminação.
E a partir de Setembro também serão suprimidos os três desvios actuais (Rossas, Romeu e Murça), que serão, no entanto, substituídos por outros três, um deles na zona do Franco, já em Vila Real. 
Também o troço na zona de Sabrosa será aberto brevemente. Depois disso só em Novembro é previsível nova abertura este ano, entre Lamares e Mirandela Norte. Os restantes devem ficar prontos em 2013.

in:jornalnordeste.com

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Olivicultura em Bemposta - Mogadouro

Os emigrantes do tempo da mala de cartão e das fronteiras bem guardadas não sabiam línguas

São pessoas do tempo em que a emigração era dolorosa. Sangue, suor e lágrimas. Partiam sem saber uma palavra de francês, inglês ou alemão numa altura em que havia um apertado controlo de fronteiras. Alguns não tinham papéis. A maioria abandonava Portugal porque aqui só havia fome e miséria.
Chegaram a Ausburg, na Alemanha, em 1970. Pela frente tinham vários desafios. Os piores eram a língua da qual não entendiam uma palavra e a desconfiança dos alemães para com os estrangeiros. “O começo de vida foi muito difícil. Não sabíamos falar alemão. Para ir às compras ou aos médicos era muito complicado. Não se sabia exactamente o que estávamos a comprar, não entendíamos as explicações dos médicos. Ia-se para comprar um champô e trazia-se tinta para o cabelo. Assistimos à história de uma senhora que entendeu mal as indicações do médico, tomou o medicamento em vez de o esfregar no corpo, morreu envenenada”, recorda Maria Antunes, de 64 anos, natural da Lameira, freguesia de Fátima. Junto a si está o marido, José Antunes, actualmente com 67 anos. Maria estava grávida de seis meses. Começou por fazer limpezas num hospital. Mais tarde viria a trabalhar como assistente no laboratório do mesmo hospital. Em termos de trabalho teve sorte. “Estive lá 40 anos”, conta.
Outra dificuldade com que se depararam no princípio de vida na Alemanha foi arranjar casa. “Não se vendiam casas a estrangeiros”, lembra José Antunes. “Até porque era necessário fazer crédito no banco e os estrangeiros não tinham tanta facilidade. Mas não se conseguia casa sobretudo porque éramos estrangeiros e pronto”, recorda. Bacalhau também não havia. Os produtos de origem mediterrânica eram escassos ou muito caros e fazer comida tradicional portuguesa era difícil. Agora só vêm a Portugal nas férias. “Temos lá tudo. Os nossos filhos nasceram e cresceram lá. Hoje gosto muito do ambiente alemão. É diferente, é mais calmo. Não há o stress que há em Portugal. E a pontualidade, os cuidados médicos a que temos acesso, todas essas coisas”, explica Maria Antunes.
Regressar à vida de emigrante

Na Atouguia, também no concelho de Ourém, está a passar umas semanas de férias Maria Vieira, 52 anos. Está há 28 anos no Canadá. Partiu com 23 anos, após o casamento. Em Portugal deixou o emprego de cozinheira para ir trabalhar primeiro numa fábrica de costura, depois numa fábrica de peças de automóvel. Os portugueses que encontrou eram açorianos e não entendia quase nada da sua pronúncia. “Quando cheguei só sabia falar português. Trabalhava com pessoas dos Açores, de Rabo de Peixe, mas não as conseguia entender”, conta.
“As nossas raízes estão em Portugal, mas foi lá que formámos tudo. Temos lá tudo, a casa, os filhos, temos boa assistência médica porque temos bons seguros de trabalho. Por cá só nas férias”. “Recordo-me que a adaptação foi difícil, mas porque aqui era uma rapariga livre e lá era uma mulher casada que em pouco tempo teve um filho”. Em certas condições, acaba por conviver melhor com canadianos que com portugueses. “A nível de trabalho os canadianos são mais amigos, confiáveis. Entre os portugueses há muita competição e nem sempre são os mais amigáveis”, comenta.
Clementina Silva de 54 anos, está de volta à Suíça. Depois de lá ter estado 15 anos voltou e ficou por Portugal outros 15 anos. Há quatro anos voltou a partir. Não se adaptou à vida no seu país e o aumento das dificuldades ditaram a decisão. Hoje, com os filhos já criados, torna-se até mais fácil, confessa. Há 30 anos deixou o trabalho nos restaurantes e hotéis de Fátima e foi com o marido. Já tinha vivido dois anos em França, pelo que a língua francesa não foi problema. Nos primeiros tempos trabalhou no campo, limpando terrenos enquanto estava grávida, ou a tomar conta de vacas.”Estávamos sozinhos num beco, só ao fim de oito meses descobrimos portugueses”.
Não se queixa. “Adaptei-me bem, sempre gostei do estrangeiro”. “Tive logo amigos suíços que gostavam muito da gente e nunca notei que fossem racistas. A comida é diferente, mas gosto daquela comida deles à base de cremes. Tenho pena de não a saber fazer”. A motivação naquele tempo foi arranjar dinheiro, fazer uma casa. Lá fora, tinha mais liberdade, era independente. Hoje enumera as vantagens de voltar a viver num país como a Suíça: “vive-se melhor, trabalha-se menos e como já não tenho os filhos a meu cargo até é melhor. Os meus filhos estão lá e não têm projectos de fazer vida em Portugal”, diz.

Mirante, 2011-08-19

Bragança também vai ter chegódromo

Bragança vai ter um recinto próprio para a realização de exposição de gado e chegas de touros. O projecto da autarquia aguarda ainda a resposta a uma candidatura a fundos comunitários mas Jorge Nunes, o presidente da câmara, espera que o concurso público possa ser lançado até ao final do ano.
“O objectivo, segundo o autarca, é “criar condições definitivas e com dignidade suficiente para os concursos dos animais, seja de bovinos, ovinos ou até do cão de gado, mas também para a luta de touros. É preciso valorizar socialmente a actividade rural e acredito que nos próximos anos a agricultura receberá novos desafios e as infra-estruturas têm de acompanhar a evolução, no sentido de reduzir a dependência alimentar e contribuir para o equilíbrio do país.”
O autarca brigantino revela que chegou a ser ponderada outra solução, que não avançou por falta de espaço.

“Esse espaço não reúne condições de segurança. Chegámos mesmo a ponderar remodelar esse espaço se houvesse área disponível, mas não há.”
O objectivo principal deste projecto é ajudar a agricultura da região.

“Vai ser um espaço de valorização de raças autóctones. Valorizar o concurso nacional da Mirandesa, valorizar o concurso de ovinos… haverá mais rebanhos do que actualmente. É preciso valorizar a agricultura e é isso que motiva o investimento. Outras actividades que lá possam decorrer são complementares.”
Este espaço vai ser construído junto ao novo parque da Feira, que também vai ser remodelado.

Cada um destes projectos pode chegar ao milhão de euros.
Escrito por Brigantia

Mogadouro: Câmara quer transformar edifícios que acolheram escolas em habitações sociais e turísticas

A Câmara de Mogadouro está a ponderar transformar os edifícios das antigas escolas primárias em habitação social e em mais habitações turísticas, dando seguimento a uma “política” de aproveitamento daqueles espaços inseridos no meio rural.
“Há já algum tempo que nos temos debruçado sobre o assunto, havendo já algumas unidades transformadas, as quais se revelaram casos de sucesso no turismo em espaço rural.
Transformar alguns edifícios em habitação social é outra das nossas prioridades”, avançou o vereador das Obras Públicas, António Pimentel.
No campo social, o executivo municipal está convencido de que transformar algumas das antigas escolas em habitação social poderá ser uma espécie de “dois em um”, ou seja, resolve-se o “problema habitacional a algumas famílias carenciadas” e ao mesmo tempo preserva-se os imóveis.
Em todo o concelho de Mogadouro há mais de meia centena de imóveis que acolheram as antigas escolas primárias, construídas durante o Estado Novo e espalhadas por 56 localidades rurais.
“As escolas de Urrós e Peredo de Bemposta já foram transformadas em modernas unidades de turismo rural e devolvidas às respectivas freguesias para exploração, tendo-se revelado casos de sucesso no panorama turístico do concelho”, adiantou o vereador.
Alguns dos imóveis puderam igualmente ser devolvidos a associações do concelho para aí instalaram as suas sedes e em alguns casos transformá-los em unidades de transformação de produtos endógenos.

in:rba.pt

Mundo Rural - Raças de Portugal

Todas as imagens dos 5 vídeos são de Portugal salvo algumas excepções no vídeo sobre Raças Caninas.







Todas as musicas são tradicionais do Planalto Mirandês em Trás-os-Montes.

Cebolas à venda

Feira em S.Pedro de Serracenos promove produtos da região

Todos pela Alheira de Mirandela

Começou a contagem decrescente para a eleição das “7 Maravilhas da Gastronomia” portuguesa.
A Alheira de Mirandela está no leque das iguarias finalistas, na categoria de Entradas, onde disputa a vitória com o Queijo da Serra e o Pastel de Bacalhau.
Amanhã, dia 31, a cidade de Mirandela recebe o “Verão Total” da RTP, um programa enquadrado no roadshow que a organização das “7 Maravilhas da Gastronomia” está a organizar por todo o País, para dar a conhecer as 21 finalistas a concurso.
A alheira vai estar em destaque num directo televisivo que irá para o ar das 10 às 13 e das 16 às 18 horas, no Parque do Império. Quem não vai faltar ao encontro é o padrinho da candidatura da Alheira de Mirandela, Tony Carreira, que participará no “Verão Total”, não a título de artista musical, mas de apoiante de Trás-os-Montes nesta corrida às “7 Maravilhas da Gastronomia”.
A votação decorre até 7 de Setembro e os vencedores serão anunciados a 10 do mesmo mês, numa gala que terá lugar em Santarém, com apresentação de Catarina Furtado e José Carlos Malato.
Antes que o prazo chegue ao fim, pode votar nos seu pratos preferidos por telefone, sms ou através do site
http://www.7maravilhas.sapo.pt, onde encontará todas as informações relativas a este evento.
Tudo começou em meados deste ano, com a eleição dos 70 pré-finalistas, onde figuravam outros pratos da região, tais como o Caldo de Cascas, o Caldo de Castanhas, a Posta Mirandesa e o Javali no Pote com Castanhas. Tendo em conta que só a Alheira de Mirandela passou à fase final, as entidades promotoras da candidatura apelam ao voto da imensa comunidade transmontana, seja ela residente ou espalhada pelo País e pelo Mundo.

in:jornalnordeste.com

Quatro brigantinos dão a cara à luta - Rainforest

São quatro os pilotos do distrito de Bragança que vão marcar presença na edição deste ano do Rainforest, uma prova extrema de trial 4x4 que traz ao Nordeste Transmontano os melhores do Mundo nesta especialidade entre 2 e 10 de Setembro.
A equipa do Stand Candeias, de Carrazeda de Ansiães, e o Team ferrão, juntam-se ao SSB Automóveis e ao Entrepontes (foi quarto na última edição), ambos de Bragança.
A organização, a cargo da empresa espanhola Sin Limite, que conta com o apoio das Câmaras Municipais de Vimioso e Murça, e colaboração do motoclube Os Furões, de Vimioso, espera cerca de duas dezenas de participantes, de vários países.
É precisamente na vila do planalto mirandês que se dá o tiro de partida, com as verificações técnicas e administrativas sexta-feira e sábado. No sábado à noite ainda haverá uma pequena prova, com a competição a começar mais a sério domingo de manhã, na EN 2018, com uma prova de valas, junto ao recinto da feira de gado.
Da parte da tarde, os pilotos têm pela frente novos obstáculos junto ao rio Angueira, na ponte que divide os concelhos de Vimioso e Miranda do Douro.
A partir de segunda-feira, a prova ruma a Murça, com paragem em Mirandela. A Murça, os concorrentes só chegam terça-feira. Será neste concelho do distrito de Vila Real que se desenrola o restante da competição, que termina no sábado, 10 de Setembro.
in:jornalnordeste.com

Mogadouro - Castelo em 3D

A antiga fortaleza e burgo medieval de Mogadouro foram “reconstruídos” através de um trabalho a três dimensões, projecto que foi apresentado em formato de livro após duas décadas de investigação.
“A importância do protótipo de três dimensões do aglomerado quinhentista excede largamente a simples curiosidade de sobrevoar e conhecer o povoado mogadourense do século XVI”, explicou o autor do trabalho, Manuel Ferreira.
A reconstituição tridimensional teve como base o “Livro das Fortalezas” de Duarte de Armas e surge com o título “Mogadouro - 1509 – Duarte de Armas descodificado”.
O trabalho foi apresentado numa sessão que decorreu na Casa da Cultura de Mogadouro quando se assinalam 500 anos sobre a passagem de Duarte de Armas pelo concelho de Mogadouro.
O livro tem prefácio de Mário Barroca, da Universidade do Porto, e está subdividido em dois capítulos – a Fortaleza e o Povoado – dando conta das metodologias adoptadas, da progressão do estudo e das conclusões mais relevantes da investigação.
Da publicação, faz ainda parte um conjunto de imagens que recuperam a fisionomia da antiga fortaleza de Mogadouro, observada de diversos ângulos, em representações construídas a partir de fotografias recentes das ruínas do castelo.
A apresentação do trabalho decorreu quinta-feira, onde o autor deu a conhecer os avanços que permitirão reconstruir o castelo e todo o casaria da área envolvente.

in:jornalnordeste.com

Empresários de Miranda do Douro temem crise maior com fim das obras no concelho

Com o fim das obras, os restaurantes de Miranda do Douro temem ficar em maus lençóis. A construção do IC5 e as obras realizadas na barragem de Picote, em Miranda do Douro, ao longo destes últimos quatro anos, ajudaram ao desenvolvimento do Planalto Mirandês.
Mas se, até agora, tiveram sempre casa cheia, o final das obras traz perspectivas de um futuro cinzento. ''Quando estas obras acabarem vai ser muito mau para o comércio, porque a restauração vai chegar o Inverno e vai ficar parada, obras está tudo parado, não há investimento. Não sei o que vai ser de nós'', refere Vitor Alves. Luis Raposo acrescenta '' que deviam fazer-se mais obras destas para desenvolver a nossa região, porque gente é sinónimo de dinheiro, se houver movimento já se vive melhor, e como o comércio é um ciclo, todos acabamos por viver e ter um nível de vida melhor''.
Sendo Miranda do Douro uma cidade turística, alguns empresários mostram-se expectantes quanto ao futuro.
Eduardo Assis e Bruno Gomes referem que os trabalhadores vão embora, mas as infra-estruturas ficam. E estas podem atrair novas pessoas. '' A nível de comércio e restauração tivemos muito mais gente, mas com o tempo esperamos benefecio destas obras, e com o tempo que recupere'', diz Eduardo Assis.
Por seu lado Bruno Gomes, acrescenta que estas obras ''trazem mais refeições e o bem imediato, que é o dinheiro, deixam infra-estruturas que vão melhorar a nossa qualidade de vida.'' No entanto, refere que '' Em Miranda vamos sofrer um bocadinho, porque temos muitas dormidas e vamos notar bastante, pois os trabalhadores da barragem vão embora agora em Setembro, mas Miranda é uma cidade turística e temos os espanhóis, o que é uma mais valia.'' Mas não deixa de frisar ''que é sempre bom ter essas infra-estruturas aqui a funcionar''. Consolida Bruno Gomes.
Só a barragem de Picote empregou cerca de 500 trabalhadores, que ao longo de quatro anos dinamizaram a economia regional.
Escrito por CIR

Obras no Picote com fim à vista e aumento de produção em 130 por cento

A barragem de Picote, em Miranda do Douro vai produzir mais energia hidroeléctrica já a partir de Outubro. As obras que começaram em 2007 para a instalação de uma nova turbina estão quase prontas.
Cerca de 500 trabalhadores envolvidos no projecto e cinco anos de trabalho para um reforço imponente de energia hidroeléctrica, com capacidade para fornecer 60 mil habitantes por ano.
Esta nova turbina, instalada a 150 metros de profundidade, vai permitir a circulação de 400 metros cúbicos de água por segundo.
O director do projecto da barragem de Picote, António Freitas da Costa, refere que o grande objectivo é optimizar os recursos naturais e aproveitar os 1200 hectómetros cúbicos de água que se perdem todos os anos em descarregamentos. '' A grande virtude deste projecto é aproveitar energia renovável, limpa, e vai substituir outras fontes de energia derivadas do petróleo, e isso é um beneficio para o ambiente e para a economia nacional'', afirmando que ''Faz todo o sentido que Portugal, com as dificuldades económicas que atravessa, dentro de um equilíbrio ambiental, deve aproveitar ao máximo todos os recursos que têm.''

Este empreendimento vai reforçar a potência da barragem em 130 por cento e aproveita estruturas já existentes. ''O que fizemos foi construir um túnel novo, de grandes dimensões, na encosta portuguesa, compatível com o grande caudal que vai lá passar, no local intermédio desse túnel, numa caverna a 150 metros de profundidade, está localizada esta nova turbina. Só esta turbina representa mais 130 por cento, que as três turbinas que lá forma instaladas há mais de 50 anos, e em termos de energia representa um acréscimo de 30 por cento, relativamente à capacidade que está instalada neste momento.'' Sustenta Freitas da Costa.
Freitas da Costa diz ainda que a EDP, ao longo destes 5 anos, apoiou vários projectos locais.

E frisa que as obras na barragem de Picote muito contribuíram para o desenvolvimento da economia regional. '' Houve um grande impulso económico, em termos de restauração, alojamento, e uma série de actividades que aproveitaram com a obra. Temos também apoiado diversas iniciativas locais, com associações do Planalto, temos tido uma boa relação com a comunidade local, e isso, é muito gratificante para nós.'' Referindo ainda que, ''Miranda vai ter um novo sistema de abastecimento de água, que representa um forte reforço em termos de quantidade e qualidade à autarquia de Miranda e Mogadouro também.''
Este projecto de reforço hidroeléctrico e aproveitamento de água é um dos 12 que a EDP está a levar a cabo em todo o país.
Em Picote, o empreendimento representa um investimento de 150 milhões de euros.
A turbina de Picote entrará em funcionamento já em meados de Outubro e em Bemposta está previsto que seja no final do ano. 
Escrito por CIR

Livro e DVD para promover Carrazeda de Ansiães

A Câmara de Carrazeda de Ansiães acaba de lançar um livro dedicado ao património, paisagens e história do concelho, bem como um DVD promocional.
O livro, fortemente ilustrado, pretende ser uma montra das principais potencialidades do concelho, como adianta o presidente da Câmara, José Luís Correia:
“Estamos a reunir em livro um conjunto de potencialidades que o concelho tem para as pessoas se poderem mais facilmente se orientarem. Não é o último, no próximo ano deveremos fazer um complemento deste, tendo já em vista o centro de informação turística.”
Para além do livro há também um DVD:
“Essencialmente paisagens e divulgar aquilo que de melhor temos.”
Um livro e um DVD, dois suportes de promoção do concelho de Carrazeda de Ansiães que a Câmara acaba de lançar.
Escrito por CIR 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Linha do Sabor - Partes 1 e 2

PARTE 1

PARTE 2

Centro de Musica Tradicional Sons da Terra imortaliza património musical do Nordeste

Gaita de Foles Transmontana
O centro de música tradicional Sons da Terra (CMTST) editou duas colecções discográficas «distintas», mas consideradas «fundamentais», para perpetuar o património imaterial da região nordestina, ao longo da última década, somando agora mais de uma centena de discos.
«A colecção principal é composta por 95 discos publicados até ao momento, sendo que a segunda colecção é composta por 16. No entanto, apenas 40 por cento dos arquivos sonoros dos registos efectuados, ao longo dos últimos 10 anos, estão em suporte de CD», disse Mário Correia, director do CMTST.

O CMTST tem sede na vila de Sendim, no concelho transmontano de Miranda do Douro, sendo tida com uma instituição de «relevo» no panorama cultura da região e frequentada por investigadores da tradições da Terra de Miranda que geograficamente se estende desde Outeiro (Bragança) até Lagoaça (Freixo de Espada à Cinta), as quais se deslocam de toda a península ibérica e de outros países europeus.
A colecção principal está dividida em quatro áreas da etnomusicologia, que vai do registo da tradição oral perpetuada no tempo por novos e antigos gaiteiros e tamborileiros da região, a cânticos religiosos e populares, passando por paisagens sonoras.
A segunda colecção resulta da compilação do trabalho de novos grupos da região, incluindo um dos mais influentes gaiteiros e fabricantes de gaitas de fole da região, Célio Pires, passando pelos grupos de gaiteiros Lhenga Lhenga, Trasga e a denominada Agrícola Rock Band Pica Tomilho.
«Se todos os registos efectuados desde o ano 2000 fossem gravados poderíamos contar com a edição de mais de 200 discos sobre a memória colectiva de um povo», acrescentou o responsável.
A duração dos discos é desigual, mas poderá passar por registos de 30 a 40 minutos, havendo outros de 80 minutos de duração.
O responsável admite que o CMTST se debate com um «problema de futuro», que passa pelo que fazer com o valioso acervo cultural do Centro.
«Depositamos algumas esperanças na criação da Fundação da Língua e Cultura Mirandesa». A alternativa passa por «depositar todo o espólio na Universidade Nova de Lisboa ou na Universidade de Aveiro», acrescentou Mário Correia.
O projecto, do momento, passa pelo registo da nova geração de gaiteiros que ao longo do tempo vai permitir «estudar a evolução» das gaitas de fole, numa altura em que este instrumento sofreu um processo de padronização.
O CMTST é também «uma fonte de recursos» para estudiosos, quer agindo individualmente quer integrados em organismos universitários e afins, com particular incidência/relevância para os estudantes de áreas do conhecimento associadas, directa ou indirectamente, à cultura tradicional.
in:cafeportugal.net

Ribeiras do Nordeste atraíram investigadores

A Ribeira de Salselas e o Rio Azibo, em Macedo de Cavaleiros, são dois pólos de interesse para a Biologia. No sábado, um grupo constituído por biólogos e amantes da biologia percorreram dois meios aquáticos, à procura de répteis e anfíbios, na grande maioria desconhecidos aos olhos do comum cidadão.
Uma iniciativa da Ecoteca de Macedo de Cavaleiros e da Ciência Viva.
Grande parte dos participantes está ligado à Biologia, sobretudo à Educação, e procuram nestas formações práticas, inseridas no meio ambiente, encontrar exemplos e material para a sala de aula. Na ribeira de Salselas e na zona da abandonada aldeia de Banrezes abundam os exemplares de répteis e anfíbios.

 Sérgio Ribeiro, biólogo e formador nesta acção, sublinha que muitos desconhecem a diversidade destas zonas.
“Há espécies que são naturais da Península Ibérica. Só há realmente em Espanha e em Portugal. Também temos espécies que só há em Portugal… Esta actividade, no fundo, pretende dar a conhecer aquilo que há, pretende também tentar encontrar algumas espécies e observá-las e pretende desmistificar esses mitos que há à volta de anfíbios e répteis: que são animais venenosos, que fazem mal… No fundo mostrar que isso não corresponde à verdade e tentar sensibilizar as pessoas”, explicou.
Anfíbios e répteis são cientificamente abordados em conjunto, mas são completamente distintos. O biólogo explica qual a diferença.  
“Os répteis são um grupo animal que já venceu no meio terrestre. Há espécies que vivem em parte na água, mas por opção. São animais perfeitamente adaptados ao meio terrestre, respiram por pulmões, têm a pele revestida, normalmente por escamas… Os anfíbios não. Têm uma fase com guelras, respiram oxigénio da água e só depois de sofrerem a metamorfose é que têm uma vida terrestre, adquirem pulmões… Essa é a grande diferença”.

Márcia Moreno veio do Porto exclusivamente para esta caminhada biológica. Teve conhecimento do evento pelo site da Ciência Viva. Não é a primeira vez que está em Macedo de Cavaleiros, e por isso louva que nunca tenha repetido uma actividade.
  “São actividades super interessantes e sempre diferentes. Costumo vir a esta actividade e a outras. Repito actividades mas nunca são repetidas. Aprende-se muita coisa, vê-se muita coisa e sempre diferente”, contou.
Além do Biólogo Sérgio Ribeiro, a saída de campo da Biologia, da Ecoteca de Macedo de Cavaleiros, contou com as explicações do investigador da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Pedro Teiga.
Escrito por CIR

«ORDO ZOELARVM: Arqueologia e identidade do Nordeste de Portugal»

Museu do Abade de Baçal
17-06-2011 a 17-12-2011
3ª-6ª: 10h00-17h00; Sab-Dom: 10h00-18h00
Entrada: EUR 2,00
Reservas: 273331595

O interesse arqueológico da região, os estudos e prospeções do território que aqui têm vindo a ser realizadas, associam-se à relevância da coleção Epigráfica do Museu do Abade de Baçal, resultando pertinente e oportuna a concretização de uma exposição temporária que transmita a riqueza cultural e patrimonial da região neste domínio. A exposição terá uma forte componente material, documental e lúdica, onde se associa o objeto museológico e sua devida contextualização a um vasto programa educativo, diverso e dinâmico, de assinalada abrangência quer ao nível dos públicos que pretende atingir quer ao nível das aptidões que visa estimular.

Esta temática proporcionará um forte envolvimento da comunidade local e afirmar-se-á com bastante peso na dinamização do património local e regional da instituição e como dinamizador de novos públicos, permitindo, um roteiro territorial da epigrafia Luso-Romana em Trás-os-Montes.

Rolando encosta abaixo

Pela segunda vez este Verão, os carrinhos rolaram encosta abaixo em Vila Boa, Vinhais.
Cerca de duas dezenas de autênticas preciosidades juntaram-se num convívio que pretende fomentar a amizade.
Modelos, há-os para todos os gostos. Desde os mais artesanais, com uma tarde de trabalho, com pouco mais de quatro rodas, um volante e um assento, aos mais perfeccionistas, que até exibem espelhos retrovisores. Mário de Jesus, por exemplo, já investiu “mais de 200 horas de trabalho e 400 euros de material” no seu carro, que exibe com orgulho.
Já Manuel Pires, um dos entusiastas da organização, tem três modelos só à sua conta. Todos com marca Renault. “Começou como uma brincadeira, quando o INATEL organizou a primeira descida em Bragança”, conta. Desde então, e só num dos modelos, tem mais de 300 horas de trabalho para afinar todos os pormenores, qual engenheiro de F1.
Mecânico na Renault, em Bragança, Manuel Pires já contagiou os colegas. “Só na oficina temos uns 18 carros”, conta, orgulhoso do trabalho feito.

in:jornalnordeste.com

domingo, 28 de agosto de 2011

The Turtles - Happy Together

The Shadows - Apache

Creedence Clearwater Revival - I Put a Spell on You

Palestra de Virgílio do Vale sobre a Terra e a Cultura Transmontana

A NÃO PERDER!

A Linha do Corgo - Anos 80

Produção de maçã em Carrazeda de Ansiães deverá aumentar entre 20 a 25% nos próximos anos


A produção de maçã está a crescer em Carrazeda de Ansiães e deverá aumentar entre 20 a 25% nos próximos anos, fruto da aposta em novos pomares, avançou hoje à Lusa a principal organização de produtores.
“Já há mais maçã em Carrazeda, porque há mais pomares em produção”, disse Augusto Nascimento, produtor e gerente de uma das maiores organizações de produtores de maçã do concelho transmontano, a FRUCAR.
A maçã é um dos produtos agrícolas de excelência no concelho ribeirinho do Douro e os novos pomares vão compensar algumas perdas provocadas pelo granizo de Maio e Junho.
Durante este fim-de-semana, entre 26 e 28 de Agosto, decorrerá na vila de Carrazeda de Ansiães a XVI edição da “Feira da Maçã, Vinho e Azeite”, um certame que pretende mostrar a todos os que decidirem visitar a localidade, as potencialidades económicas e a qualidade dos produtos agrícola produzidos no concelho.
in:noticiasdonordesteultimas.blogspot.com

150 animais no concurso de Raça Mirandesa em Bragança


Um balanço positivo. A 22.ª edição do Concurso Nacional de Bovinos de Raça Mirandesa, que terminou em Bragança, juntou cerca de 150 animais.
António Pimentel, o novo secretário técnico da raça mirandesa, estava, por isso, satisfeito.
“Houve boa participação de produtores e animais, por isso o balanço é positivo. É um objectivo de aumentar mais o espírito de corpo e promoção da raça junto dos outros criadores”, sublinha.
Para Jorge Nunes, o presidente da câmara de Bragança, esta é uma forma de promover a agricultura na região.
Apesar de estar a gozar um período de férias, o autarca fez questão de marcar presença nesta edição do concurso.
“Os produtores podem mostrar os seus animais, compará-los com animais de outros agricultores, conhecerem-se. É uma boa iniciativa, defendendo o solar da raça, a agricultura, promovendo a qualidade. E assistimos ao entusiasmo com que os agricultores se apresentam, um sinal de confiança e de esperança no futuro da agricultura da nossa região.”
A produtora Cristina Santos, de Quintela, levou para casa o prémio para o melhor animal.
Escrito por Brigantia

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mariah Carey - I Want To Know What Love Is

O Estado da Educação em Portugal

O Marco tem 16 anos (acha ele). O Marco está no 8º ano de escolaridade, é analfabeto e é, também, o reflexo do Estado da Educação em Portugal...

Paco de Lucía Concierto de Aranjuez Parte 2

Notas falsas em Bragança

Um empresário de Bragança queixa-se de ter sido enganado com uma nota falsa de 50 euros. Na última quarta-feira, Bernardino Coelho diz que alguém lhe pagou um serviço com uma nota falsificada.
 “Andei nas cobranças durante o dia. Ao chegar ao escritório despertou-me a atenção uma nota em que o próprio papel não era igual às outras. Queixa? Não, vou rasgar a nota e pronto, não quero mais problemas. Não tenho ideia de quem ma tenha passado.”
 A nota falsa era de um nível de perfeição bastante grande, incluindo marcas de água e o selo. Apenas diferia um pouco no tamanho para as notas verdadeiras.
 Mas este não é caso único na cidade. Também Sandra Guerra, dona de uma florista, conta que, há uns meses, um casal espanhol lhe pagou com uma nota falsa.
“Foi um casal que me comprou uma flor de 15 euros e pagou com uma nota de 50. Só dei conta passados 15 minutos. A cor era mais clara. Notava-se bem que era falsa mas eu é que estava distraída.”  
Sandra Guerra garante que agora tem mais cuidado. 
“Sim, naquele mês uma pessoa fica sempre com medo. Mas também tenho tido mais cuidado.”
 Este mesmo casal terá ainda, no mesmo dia, passado outra nota falsa numa loja do mercado municipal de Bragança. 
Segundo fonte da PSP, ainda na semana passada foi encontrada uma nota falsa num hipermercado de Bragança.
À PSP terá chegado a informação de um outro caso com notas falsas mas de valor superior.
A PSP pede a quem seja vítima de uma situação destas que dê conhecimento às autoridades.
Escrito por Brigantia 

Longe do Alcatrão


por: Paulo Rodrigues

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A Pesca...sem isco...


E lá se foram as férias…
Quer queiram quer não, os anos ensinam-nos a valorizar coisas que quase ignorávamos, ou menorizávamos.
As espetadas da minha cunhada, com carne de pato e, eu a mamá-las como se fossem vitela.
Cunhado?  De que é feita esta espetada?
Sei lá…de  xicha! Pois mas é daquela que não gostas.
Será que sabemos do que gostamos? Será que queremos bater a bota sem termos sequer a humildade de  valorizar o que temos?
Gosto das espetadas da minha cunhada. Dos pimentos, da cebola…do pato pensei que não, sabendo que é pato.  Pois é, dizemos aos miúdos, como sabes que não gostas se nunca provaste?
Ontem o meu velho, meu amigo, meu camarada , meu tudo…veio aqui.
A Catarina, não gosta de presunto…
Depois do nosso repasto, diz-me a minha Santa Sogra… A MAIOR MULHER que conheci:
Nunca conheci ninguém que não gostasse de presunto…mas, mas, a Catarina não gosta.
A Dulce deu-me a volta…
Apetece-me regressar ao trabalho.
Gosto de trabalhar e não me apetece literalmente nada reformar-me. Sinto que sou IMPORTANTE, passe a presunção, no espaço que ocupo na minha função. Um dia hei-de ser substituído mas, nunca por fingir que sou MALUQUINHO…
Este ano, nas minhas férias, não tive a tempo inteiro o meu companheiro de jornada, o meu puto. Limita-me…intelectualmente...
Mesmo assim ele vem, todos os dias, para vermos os Milhafres, impreterivelmente, entre as 8 e meia da noite e as 9, já escuro, passarem-nos, rés-véz, às orelhas…
Todos os dias aquela hora aquele casal ali está!!! Temos a mania que só nós temos o controle do tempo, da vida…engano, o tempo é de todos…sempre, todos os fins de tarde, aquela hora, lá estava o casal a sobrevoar as nossas cabeças…
Uma formiga, uma aranha…incomoda-me e, nós,…todos os fins de tarde…incomodamos aquele casal...que vai à pesca quando nós regressamos a saber do jantar...
Eu daqui a dois dias vou para o fumo…aquele casal regressa ali…respira…
Gosto de trabalhar mas sinto-me sufocado.
Gostais de Lagostins? A minha companheira não os come mas, até se perde a pescá-los.
Entendeis?
O  que se passa connosco? Andamos à procura de quê quando, temos a felicidade aqui tão perto…
Para quê tentar o sufisma e a miragem?
Se pudesse…ia todos os dias à pesca com o meu querido filho.,.
TODOS OS DIAS!
À minha querida filha, agora, tenho que lhe dar o espaço que precisa…
Cá estou e cá estarei…!

HM

Aguardente Caseira

Apenas para que os "ignorantes" saibam que no Mundo Rural, as "coisas" não caem do Céu. É preciso fazer por elas. E meus amigos "ignorantes" não achem caro se quiserem comprar. É de borla.

Evanescence - My Immortal

Ben E. King - Stand by me

Câmara de Bragança investe na requalificação de santuários


Serra da Nogueira

Um investimento na fé. A câmara de Bragança vai fazer obras nos santuários de Nossa Senhora do Aviso, em Serapicos, e da Nossa Senhora da Serra, em Rebordãos. 
O presidente da câmara de Bragança diz, no entanto, que o investimento será feito apenas nos próximos anos. 
“Na pavimentação do percurso realizado pela procissão e outras benfeitorias, à semelhança do que vamos fazer na Sra. da Serra.” 
Jorge Nunes adianta, no entanto, que terá de haver cuidado para não haver desperdício de recursos. 
“Há uma perspectiva, tanto num santuário como noutro, de um investimento integrado, para evitar investimentos isolados, eventualmente mal feitos, que depois tenham de ser corrigidos. Há um projecto de arquitectura para cada um dos santuários.” 
Já o padre Fernando Fontoura, pároco do Santuário de N. Sra. do Aviso, diz que é importante recuperar estes santuários. 
“Penso que sim, até pelas pessoas que vêm. Também tem havido uma divulgação no exterior”, sublinha. 
Projecto já há, para cada um dos santuários. 
As obras devem avançar no próximo ano. 
in:diariodetrasosmontes.com

Paulo Bragança regressa aos palcos


No regresso tão aguardado de Paulo Bragança aos palcos, o fadista brigantino actuou em dueto com José Cid, emprestando a voz à sua alma e comovendo a saudade.
Os presentes souberam reconhecer a importância do momento e aplaudiram o artista transmontano efusivamente.
Como sempre acontece, todos os anos, o arraial deveria ter sido no domingo. Mas, pela primeira vez na história das Festas da Cidade de Bragança, a noite principal foi adiada para segunda-feira. 
O Instituto Português de Meteorologia havia avisado que, no continente, sobretudo, no interior norte, poderia haver aguaceiros fortes e trovoada. E se a população já esperava por um arraial molhado no domingo, o vento que se fez sentir fez daquela noite uma de tempestade em que o risco envolvido era demasiado. Rajadas fortes de vento poderiam interferir com as estruturas montadas em palco e mesmo a chuva tempestuosa poderia fazer perigar todo o evento já que água e energia eléctrica, simplesmente, não combinam.
Sem qualquer conhecimento prévio do adiamento do concerto de José Cid com Paulo Bragança, os populares rodeavam o Eixo Atlântico no domingo à noite, tentando perceber a falta de música e contribuindo para uma confusão generalizada.
Perto da meia-noite, nas partes mais altas da cidade como, por exemplo, no Vale Chorido, centenas de carros esperavam pelo fogo-de-artifício. O espectáculo, contudo, não se concretizou, sendo adiado, também, por decisão da Câmara Municipal de Bragança (CMB) para a noite seguinte. 
Jornal Nordeste, 2011-08-25

Azeite pode compensar perda de rendimento no vinho


António Branco

O presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD) defendeu hoje um retorno ao cultivo de olival na zona do Douro, mostrando-se convicto de que o azeite pode compensar a perda de rendimento no vinho.
\"Está na altura de voltarmos a pensar em plantar olival na zona do Douro\", disse à Lusa António Branco, defendendo uma reflexão sobre o assunto, numa altura em que se multiplicam os alertas para a crise e o perigo que se vive no Douro vinhateiro.
O presidente da AOTAD garantiu à Lusa que o Douro \"tem grande potencial oliví­cola\", mas o olival, que funcionava como complemento à produção de vinho, foi praticamente abandonado e o espaço ocupado pela vinha.
Lusa, 2011-08-25

Macedo de Cavaleiros - O mundo num palco transmontano


A animação de rua será feita pelo Grupo de Bombos de Ala, Fanfarra de Vale da Porca, Gaiteiros do Nordeste, Rancho de Macedo e do grupo La Romântica del Saladar, que vem de Espanha.
As músicas do mundo regressam à cidade de Macedo de Cavaleiros nos dias 2 e 3 de Setembro com o XII Festival Internacional de Música Tradicional. 
A edição deste ano aposta nas sonoridades de Portugal, Espanha e Venezuela, que farão do palco da Praça das Eiras e das ruas de Macedo de Cavaleiros o seu palco privilegiado. O novo grupo de Paco Díez, Tradibérica, será umas das presenças internacionais mais esperadas. O festival, de entrada gratuita, tem inicio em ambos os dias a partir das 21h. No primeiro dia, sobem ao palco três grupos, nomeadamente o Grupo de Cantares de Castelãos, cujos trajes usados e temas cantados, resultam de uma recolha a nível nacional, acompanhados por instrumentos tradicionais como os adufes, bombo, acordeão, cavaquinhos e violas; Tradibérica, o novo projeto do mestre Paco Díez, um dos mais ilustres interpretes do folclore castelhano e o solista da música tradicional judaico-espanhola mais prestigiado a nível internacional. 
Em Tradibérica a ele se juntam Fran Garcia e Jaime Vidal, originando sonoridades com instrumentos como a flauta, o tamboril, o acordeão, o piano, a sanfona, a guitarra e a gaita de foles com pele de cabra; Galandum Galundaina, os grandes embaixadores da música mirandesa e dos maiores nomes das sonoridades tradicionais em Portugal. A animação de rua será feita pelo Grupo de Bombos de Ala, Fanfarra de Vale da Porca, Gaiteiros do Nordeste, Rancho de Macedo e do grupo La Romântica del Saladar, que vem de Espanha. No último dia do festival, sobem ao palco, “Os Pândegos”, da Associação das Arcas, que apostam em sonoridades nacionais, com predominância para a música tradicional transmontana. 
O grupo utiliza instrumentos como a concertina, cavaquinho, viola e outros; e Yarikuté que vem da Venuzuela, que tem trabalhado na preservação e divulgação das sonoridades tradicionais venezuelanas e um pouco da América Latina. A finalizar o festival estará Sebastião Antunes, mentor e vocalista do grupo folk Quadrilha. Apresenta um projecto em que se cruzam influências de várias culturas musicais, nomeadamente as de origem celta e mediterrânea e dos tradicionais europeus. Todas elas impregnadas da grande paixão que o músico e compositor tem manifestado pelos sons tradicionais. 
Os elementos que acompanham utilizam instrumentos como flautas, gaita de foles, acordeão, bandolim, cavaquinho e percussões. Na rua estarão novamente os Gaiteiros do Nordeste e os espanhóis de La Romântica del Saladar a que se juntam a Banda de Latos de Bagueixe e o Grupo Toca a Bombar.
in:mdb.pt

Guns N' Roses - Don't Cry

She Charles Aznavour

NUNCA É DEMAIS, ADORO ESTA MÚSICA...

Kenny Rogers - Lady

The Animals - House of the Rising Sun (1964)

Starry Starry Night

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Paul McCartney - My Love

Verão aumenta população das aldeias e problemas de falta de água


Em Agosto a população na aldeia de Labiados, em Bagança, quadruplica. Com a chegada dos emigrantes, esta aldeia da freguesia de Babe enche-se de gente. Durante o ano vivem em Labiados cerca de 50 pessoas, mas em Agosto chegam os familiares e a aldeia ganha vida. São mais de 300 pessoas em convívio durante as férias de Verão.
As matrículas estrangeiras e os carros vistosos no largo da aldeia são sinais da chegada dos emigrantes. Em Labiados, a população quadruplica no mês de Agosto. É com alegria que os cerca de 50 habitantes que vivem na aldeia recebem as centenas de emigrantes que chegam de diferentes pontos da Europa.
Ermelinda Fernandes vive diariamente com apenas um filho. Quando chega Agosto a casa enche-se de família e há dias em que recebe mais de 20 pessoas.
“O mês de Agosto fica muito bonito e muito alegre, porque temos os nossos filhos connosco e temos ambiente e de Inverno não há ninguém. Tenho os meus filhos todos no estrangeiro, só tenho um comigo durante o ano”, conta Ermelinda, que ainda espera a chegada de mais familiares até ao final do mês.
Olinda Mouro também anseia pelo mês de Agosto para ter a casa cheia de gente e matar saudades da família.
“Tenho três filhos e todos emigrantes. Um está na Espanha e dois na França, mas já estão cá. A aldeia com os emigrantes fica muito bonita e há muita alegria ter aqui os familiares. Anseio pelo mês de Agosto para ver os meus filhos”, salienta a habitante de Labiados.
Quem partiu em busca de uma vida melhor também não dispensa as férias passadas em família na pacata aldeia de Labiados.
“Fiz aqui uma casa e agora viemos de férias para aqui. De férias viemos sempre no mês de Agosto. Agora a aldeia é uma alegria não tem nada a ver com o resto dos dias durante o ano. Agora há muita gente, há muita juventude”, afirma esta emigrante em Madrid.
“Venho todos os anos. Andamos de mota, jogamos à bola saímos, tal como lá, mas aqui estamos com a família e com os amigos”, conta Marco Marques, emigrado em França.
“Só venho para aqui de férias, não vou para mais nenhum lado. Por causa da alegria do povo”, afirma outra emigrante em Espanha.
Nesta época do ano, a aldeia enche-se de gente e há dias em que a animação se prolonga até de manhã.
Com a chegada dos emigrantes há dias em que a água é escassa na aldeia de Labiados. O presidente da Junta de Babe, Alberto Pais, garante que é uma situação normal, devido ao grande aumento de pessoas durante o mês de Agosto.
Escrito por Brigantia