quarta-feira, 30 de maio de 2012

Freguesia de Águas Vivas

Águas Vivas, ou Augas Bibas em mirandês, é a mais recente freguesia do concelho de Miranda do Douro e de todo o Planalto Mirandês. Foi criada em 12 de Julho de 2001 por desmembramento da vizinha freguesia de Palaçoulo. Está situada na parte sul do concelho de Bragança, ocupando um pequeno espaço a norte de Palaçoulo e a sul do vizinho município de Vimioso, que nessa área entra com toda a «força» pelo concelho de Miranda do Douro. Dista cerca de vinte quilómetros da freguesia-sede.
O povoamento da freguesia parece remontar a épocas recuadas da história do Homem. A integração em Palaçoulo ao longo dos séculos dificulta, naturalmente, que se possa saber mais sobre a história de Águas Vivias. Ainda assim, dir-se-á que a abundância de água que circula por aqui terá contribuído para a fixação populacional na área onde é hoje a freguesia Águas Vivas. Aliás, o invulgar topónimo deve-se às numerosas nascentes de água que surgem à superfície. Na primeira metade de século XX, Águas Vivas, graças à exploração mineira do volfrâmio, também chamado tungsténio, tornou-se um importante local desta actividade mineira no nordeste transmontano.
Veio então muita gente para esta zona, em busca do trabalho que ia rareando. A decisão de criar a freguesia deveu-se devido ao desenvolvimento alcançado pelo lugar de Águas Vivas. O projecto-lei número 305 VIII foi debatido na sessão plenária de 19 de Julho de 2001 e aprovado nesse mesmo dia por unanimidade.
Muita gente de Águas Vivas acorreu a Lisboa nesse dia, para ver «in loco» a sessão da Assembleia da República e para festejar com a decisão tomada. Uma aspiração antiga que já tinha, pelo menos, três anos de existência. «Srs. Deputados, vamos proceder à votação, na generalidade, do texto de substituição, apresentado pela Comissão de Administração e Ordenamento do Território, Poder Local e Ambiente, relativo ao projecto de lei n.º 305/VIII - Criação da freguesia de Águas Vivas, no concelho de Miranda do Douro.
Com a criação da freguesia de Águas Vivas concretiza-se, finalmente, não apenas um desejo, reiteradas vezes expresso pelas suas gentes como também se dá visibilidade ao esforço e ao sentido de progresso de uma população laboriosa, franca e honesta que se não resigna perante os desafios da vida.
Este novo estatuto comporta novas responsabilidades e acrescidos desafios, que, não temos dúvidas, serão plenamente respondidos pela audácia e pela abnegação das gentes de Águas Vivas. Uma palavra de reconhecimento pelo sentido de solidariedade e de companheirismo demonstrado pelas populações de Palaçoulo, que, com a mais explícita generosidade, deram um contributo indispensável para que os seus vizinhos de Águas Vivas pudessem concretizar este o desejo de autonomia.
Estamos certos que estes laços de boa vizinhança, de respeito mútuo e de estreita colaboração entre estas duas povoações, até aqui interdependentes, vai prosseguir numa estreita de dignificação que orgulhará toda a população de Terras de Miranda e do Nordeste Transmontano.
 Finalmente, a justa e devida invocação da disponibilidade da câmara municipal e da assembleia municipal, que deram a sua imprescindível contribuição para que a ânsia das populações de Águas Vivas se concretizasse.
Justo é ainda reconhecer o particular empenho do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, que porfiou para contornar os obstáculos que se depararam na materialização deste processo.
Parabéns, pois, à população de Águas Vivas e que nunca lhes falte o alento, o sentido empreendedor e a ambição para construírem uma freguesia progressiva, onde os níveis de qualidade de vida e de bem-estar a todos possam enobrecer e orgulhar.
No que diz respeito ao património edificado, termos a Igreja Paroquial de Santa Catarina, a Capela de S. Sebastião, duas fontes de mergulho e um cruzeiro. A Igreja Matriz é um templo de agradável traça exterior. A fachada termina com uma sineira, colocada no centro daquela. Água Vivas é, também, um Centro Rural, onde o homem coabita em perfeita harmonia com o meio ambiente.
 O desenvolvimento não tem afectado essa realidade e a prova disso mesmo está na agricultura biológica, que começa a ter um lugar de destaque. O considerável número de gado bovino mirandês assim o demonstra.
Área: 50000 ha
População: 400 habitantes
Património cultural edificado: Igreja Matriz, Capela de S. Sebastião, Cruzeiro, dois Fontanários com Bebedouro para Animais, Fonte Imaculada, Fonte da Veiga, Sede da Freguesia, Salão de Convívio, Escola, Cemitério com Cruzeiro, Frágua, Nicho Nossa Senhora de Fátima, Nicho Nossa Senhora da Guia, Minas de Volfrâmio 
Património Paisagístico: Alto do Picão, Cabeço de Stª Catarina
Festas e Romarias: Festas de Stª Catarina com Missa Cantada a 25 de Novembro, de Nossa Senhora das Candeias em Fevereiro, de S. Roque na 3ª semana de Agosto
Gastronomia: Folar de Carne, Posta Mirandesa, Fumeiro dos Derivados de Porco, Cordeiro Assado na Brasa, Roscas
Locais de lazer: Parque de Merendas da Horretina, Largo da Sede da Freguesia, Jardim da Rotunda
Espaços lúdicos: Campos de Futebol de Horretina, de Águas Vivas, Pavilhão do Salão de Convívio para Futebol, Ténis e Voleibol
Artesanato: Cestas em Vime, Teares Antigos, Rendas e Bordados Regionais, Carpintaria de Serviços Modernos e Antigos (Ex: Carro de Bois)
Orago: Stª Catarina
Principais actividades económicas: Agricultura, Vitivinicultura, Olivicultura, Apicultura, Cortiça, Salsicharia, Aviário Industrial denominado "Ovo Mirandês", Construção Civil, Carpintaria Civil, Serralharia Civil, Electricidade, Comércio, Serviços
Colectividades: Associação Cultural e Recreativa de Águas Vivas, Associação de Caça de Águas Vivas


in:retratoserecantos.pt

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