sábado, 30 de junho de 2012

Eu sou Fã de Trás-os-Montes e Alto Douro

Parece-vos divertido?

Confraria do Javali em Macedo de Cavaleiros

Foi criada a Confraria do Javali. A apresentação formal foi feita, nesta quinta-feira, em Vale de Nogueira, no concelho de Bragança. O principal objectivo desta Confraria, sedeada em Macedo de Cavaleiros, é promover o javali e o Nordeste Transmontano. 
Para já, conta com 16 confrades, que têm a missão de promover este produto, que é já uma marca no distrito de Bragança. 
António Silva foi eleito grão-mestre e diz que no futuro quer criar uma rota gastronómica do javali e, ao mesmo tempo, passar para o papel as várias formas de apresentação desta carne. “A carne de javali é apreciada por milhares de pessoas, mas não lhe é dado o devido valor”, realça o grão-mestre. 
O vice-presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Manuel Moreno, diz que o javali é uma imagem de marca da cidade e a confraria vai procurar agora atrair visitantes à região. “Esta confraria vem colmatar uma lacuna que havia em Macedo de Cavaleiros ao nível da promoção do javali”, afirma o autarca. 
A confraria pretende agora fazer a promoção e a divulgação da carne de javali e atrair visitantes ao Nordeste Transmontano.


in:brigantia.pt

sexta-feira, 29 de junho de 2012

FRIEIRA, comarca de Miranda do Douro

1. Caracterização do concelho
1.1 Vila de Frieira
1.2 Foral: de D. Dinis de 1320. Foro real: «cada morador que tem bens de raiz na vila, 4 alqueires e 4.ª de trigo ao Cabido de Bragança».
1.3 Freguesias/Lugares: Frieira.
1.4 Rendimento do concelho: «Rendimento certo e incerto não excede os 4.000 réis».
1.5 Outras referências
2. Senhorio e oficialato municipal
2.1 Senhorio: Coroa (Memória de Frieira, concelho de Bragança).
2.2 Oficialato: «Juiz ordinário e câmara da mesma vila, cuja jurisdição dela não passa, por não ter outro lugar de distrito»
(Memória de Frieira, concelho de Bragança). Com escrivão do geral, órfãos e câmara.
2.3 Modo de eleição do oficialato
2.4 Sede/equipamentos municipais
2.5 Articulações: «Sujeito às Ordenanças da vila de Algoso».


Memórias Paroquiais 1758

Saída do helicóptero de Emergência Médica do distrito de Bragança

A Câmara Municipal de Bragança dá a conhecer a tomada de posição pública relativamente à saída do helicóptero de Emergência Médica do distrito de Bragança.
Tomada de posição pública em anexo.

 
Fonte:cm-braganca.pt

Bragança - Roteiro da Doçaria conquista Portugal e promete adoçar Espanha

Em Bragança há uma iniciativa que há 17 anos adoça o paladar dos mais gulosos. A empresa Roteiro da Doçaria dedica-se à confeccão de doces tradicionais à base dos frutos secos da região, entre eles, a amêndoa, as nozes, as avelãs e os pinhões. A castanha é a última aposta da empresa que pretende utilizar o fruto na estratégia de internacionalização que vai iniciar em breve no mercado espanhol.
A aventura desta iniciativa hoje sedeada em Bragança começou em 1995, um pouco mais a sul, em Torre de Moncorvo. À época a empresa centrou a sua aposta na amêndoa, um «produto característico» da região e que «estava muito abandonado», recorda Maria Diogo, responsável da Roteiro da Doçaria, que comercializa os seus produtos sob a marca Doceamêndoa.
Todos os doces confeccionados pela Doceamêndoa são produzidos artesanalmente, como garante Maria Diogo, que adianta que «esta é já uma marca de sucesso, não só em Bragança como no estrangeiro. É com o melhor da região que podemos chegar mais longe e foi nisso que insistimos».
Há 17 anos que o conceito original se mantém, assegura Maria Diogo, acrescentando que «todos os doces são produzidos à base de frutos secos. Oferecemos todos os tipos de formas e tamanhos. Procuramos, por isso, disponibilizar os melhores produtos de confeitaria, garantindo uma qualidade e referência únicas através do fabrico diário», garante.
Das nozes à amêndoa e pinhão, a Doceamêndoa aproveita «o melhor que a região tem a este nível. Somos muito fortes em frutos secos e desaproveitar esse potencial seria muito mau», acrescenta, lembrando que um dos produtos mais fortes da casa é a amêndoa coberta de Moncorvo.
A empresa, que marca presença em vários certames gastronómicos nacionais, também promove a doçaria tradicional transmontana lá fora, em países como Espanha e Itália. E uma das novidades acabou por ser lançada oficialmente, em Santarém, na Feira Nacional da Agricultura (Junho de 2012). Trata-se de iguarias confeccionadas à base de castanha, um outro produto com produção «muito forte» na região.
Entre os novos doces, Maria Diogo destaca os carriços de castanha, os pastéis de nata de castanha e as broas de castanha com passas. «Achámos que a Feira Nacional da Agricultura era o local certo para promovermos estes novos produtos», argumenta, lembrando que há mais de uma década participam naquele evento nacional.
Aposta na exportação:
A castanha é, pois, nas palavras daquela responsável, outro dos motivos que levou a empresa a «implementar há mais de um ano a aposta neste produto». Uma estratégia que se enquadra no «desafio da exportação e onde nos vamos lançar em breve».

Exportação, numa primeira fase, direcionada para o mercado espanhol, «onde temos marcado presença nos últimos anos a promover os nossos produtos».
França, Alemanha, Itália e Brasil são os mercados que se seguem, «caso a estratégia corra bem», afiança. «Faz todo o sentido apostar na castanha. Trás-os-Montes é o maior produtor e exportador deste produto e só não avançámos antes porque a castanha é um produto difícil de trabalhar na doçaria em termos de sabor, e é preciso muita cautela para que esse sabor não se perca no produto final».
A expansão da empresa que actualmente emprega quatro funcionários na fábrica, passa também pela abertura, em breve, e ainda sem data marcada, de um salão de chá e gourmet, «onde a promoção dos produtos irá ser uma das maiores apostas».
«Tencionamos ter actividades diferentes todos os dias sempre com destaque em particular para um produto específico em cada dia», afirma.
Com uma produção de «milhares de bolos por ano», Maria Diogo considera que «faltam mais projectos como este em Bragança» já que «com um associativismo mais forte é possível ajudar não só a economia local como potenciar a região que vive actualmente o drama do desemprego como no resto do país».
«E não há motivo para que assim não seja, temos os melhores produtos do mundo, desde o azeite, aos enchidos, queijos e doces», remata.

Ana Clara
in:cafeportugal.net

Ministério confirma apenas dois agrupamentos em Bragança

O Ministério da Educação admite que Bragança vai apenas ter dois agrupamentos escolares no próximo ano letivo. Em resposta a algumas questões levantadas pelo Mensageiro, o gabinete do Ministro da Educação, Nuno Crato, confirma que “só foram efetuadas, em Bragança, duas agregações para o ano letivo 2012/2013”, que passam pela junção do agrupamento Augusto Moreno com o Abade de Baçal e com o Emídio Garcia com o Paulo Quintela.
Recorde-se que, tal como o Mensageiro noticiou há algumas semanas, o terceiro agrupamento, que era intenção da autarquia que fosse criado, não surge em qualquer versão das listas do Ministério da Educação.
No entanto, o gabinete do ministro esclarece agora que “em relação à secundária Miguel Torga, trata-se de uma situação de reordenamento de rede, na qual é alterada a tipologia: passa a escola básica e secundária, sendo-lhe associado um centro escolar com pré-escolar e 1.º ciclo. Não há qualquer fusão nem agregação de agrupamentos”, lê-se na resposta enviada ao Mensageiro...

Por:António Rodrigues/Ana Preto
in:mdb.pt

Nordeste Transmontano - Avião para Lisboa fica... para já

Se um meio aéreo vai partir do distrito, há outro que fica. Pelo menos para já. Em Conselho de Ministros reunido na semana passada, foi decidida a renovação da atribuição da verba compensatória nos transportes, nas linhas com interesse público, como é o caso da carreira aérea entre Bragança, Vila Real e Lisboa.
O Governo atribuiu 2,5 milhões de euros de compensação à Aerovip pela exploração desta linha, o que permite preços acessíveis nas viagens aéreas entre Bragança e a capital.
Ao que o Mensageiro apurou, esta comparticipação diz respeito a este ano e deve manter-se, pelo menos, até à conclusão da Auto-estrada Transmontana, cuja abertura está prevista acontecer antes do final do ano...

Por: António Gonçalves Rodrigues
in:mdb.pt

Freguesia de Fonte Longa

Fontelonga situa-se no extremo oriental do concelho de Carrazeda de Ansiães, mesmo no limite com o vizinho município de Vila Flor. É constituída pelos lugares de Besteiros, Fontelonga e Fonte Fria.
Dista três quilómetros da sede do concelho. Encontra-se a oitocentos metros de altitude. Toda a história de Fontelonga está ligada à de Ansiães, a cujo termo ou concelho pertenceu desde sempre.
Em termos eclesiásticos, o vigário era apresentado pelo reitor da vila de Ansiães e tinha de rendimento anual quarenta mil réis.
João Pinto de Morais, em 1721, referia o seguinte em relação a Fontelonga: «Tem mais a freguesia de S. Maria Magdalena do lugar da Fonte Longa, que com 9 vezinhos que tem a quinta de Besteiros e trinta e sete que tem o lugar de Penafria que são da sua freguesia tem cento e treze moradores moradores, esta Igreja tem um largo circuito de Adro e nele muitas sepulturas térreas com comendas levantadas das Ordens militares as cabeceiras, indícios de ser antiga, e que nelas jazem muitos cavaleiros e pessoas graves que antigamente habitarão aquela terra.
A Capela de Nossa Senhora da Conceição de Pena Fria é um dos principais imóveis da freguesia. É uma capela periurbana, situada no centro da aldeia.
O edifício original terá sido construído no século XVI e reconstruído em 1859, conforme inscrição na padieira. Trata-se de um templo alpendrado oitocentista, de pequenas dimensões. Planta longitudinal, com fachada principal a terminar em empena truncada por sineira.
Quanto à Igreja Paroquial de Santa Clara, de grandes dimensões, é toda em granito. Tem adossada torre sineira de dois sinos. Na fachada, a data de 1875, provavelmente o ano de alguma reconstrução importante. Quanto ao interior, merecem destaque os altares em talha dourada. Em redor, um cruzeiro e frondosos ciprestes dão um toque de verde extremamente refrescante.
No entanto, parte do património mais típico da freguesia perdeu-se nos últimos anos por uma simples razão: o progresso.
É o caso das velhas casas de xisto, que vão caindo e sendo substituídas por outras de cimento armado. É também o caso do lagar de azeite com moinho puxado a bois, que já não funciona, e dos três fornos de cozer o pão e as bolas sovadas, que também já não funciona.
A ordenação heráldica da freguesia, publicada a 15 de Outubro de 2001, é a seguinte: « Armas - Escudo de vermelho, uma maçã de ouro, folhada de prata e realçada de negro, encimada por fonte heráldica, tudo entre duas espigas de trigo de ouro, com os pés passados em aspa e atados de prata. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “ FONTE LONGA – CARRAZEDA DE ANSIÃES “.Bandeira - De branco, cordões e borlas de prata e vermelho. Haste e lança de ouro.
Área: 1120 ha
População: Cerca de 500 habitantes
Património cultural edificado: Igreja Matriz, Capelas de S. Sebastião em Fonte Longa, de Stª Luzia em Besteiros, de Nossa Senhora da Conceição em Penafria, Fonte Romana em Fonte Longa, Pinoco (Marco Geodésico), Cruzeiros em Penafria, em frente à Igreja Matriz, em frente ao Cruzamento quem vai para a Barragem, Conservação da parte mais antiga da Aldeia "Programa Aguis", Lar de Cristo Rei, Jardim de Infância, Sede da Junta de Freguesia, Escola Primária
Património Paisagístico: Vistas do Monte de Stª Clara, Vistas na altura das Macieiras em Flor, Barragem da Fonte Longa
Festas e Romarias: Festas de Stª Luzia na 2ªFeira a seguir à Páscoa, em honra de Stª Clara no Fim de Semana anterior a 15 de Agosto, de Nossa Senhora da Conceição a 8 de Dezembro em Penafria, Festa Tradicional dos Reis no 1º dia do Ano em Penafria e no 1º Domingo do Ano em Fonte Longa
Gastronomia: Matança do Porco, Fumeiro, Borrego na Páscoa Assado no Forno, Folares pela Páscoa, Queijo Terrincho, Maça Assada no Forno
Locais de lazer: Parque das Merendas de Pinoco no Monte de Stª Clara, Polidesportivo em Fonte Longa, Parque das Merendas da Barragem
Espaços lúdicos: Internet no Edifício da Junta, com cobertura de WiFi em toda a Aldeia
Orago: Stª Maria Madalena
Principais actividades económicas: Agricultura destacando-se os Pomares de Maçã, Pecuária de Ovinos, Comércio Tradicional, Construção Civil
Colectividades: Associação Desportiva Cultural e Recreativa de Fonte Longa, Fabriqueira, Centro Social e Paroquial de Fonte Longa

in:retratoserecantos.pt

Exmº Senhor Primeiro-Ministro de Portugal

Verdizela, 2012/06/24

Exmº Senhor Primeiro-Ministro de Portugal

LISBOA

Exmº Snr:

Tenho 74 anos, sou reformado (descontei para a reforma durante 41 anos apesar de ter trabalhado durante 48) e esperava acabar os meus dias com a tranquilidade que uma vida de trabalho honesto justificava, mas tal está a mostrar-se impossível e daí a razão desta “carta aberta”.
Não, não lhe escrevo para lhe dizer que me mentiu, como mentiu a todos os portugueses, já estou (estamos) habituado à falta de verticalidade daqueles que aparecem nas campanhas eleitorais a prometer o céu para chegados ao poleiro nos transportarem ao inferno, também não lhe escrevo para lhe dizer que sou um dos que, em nome da salvação da Pátria e dos sacrifícios para todos, foi espoliado dos subsídios de férias e Natal, nem ao menos para lhe dizer que o curriculum de V/Exª não justificaria mais do que ser presidente do clube lá do bairro e muito menos para lhe dizer que o falar grosso não representa autoridade e competência, pode, isso sim, ser disfarce de autoritarismo e incompetência…

Porquê então esta carta?
Ignoro as muitas razões que tenho para lhe manifestar o meu protesto e fixo-me apenas numa palavra: VERGONHA.
Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem comunicou, com ar pungente, aos reformados, aos funcionários públicos e ainda a alguns trabalhadores de empresas com alguma ligação ao estado que lhes ia retirar os subsídios de férias e Natal por ganharem a exorbitância de algo mais de 1100 € e em contrapartida nomeia para o seu governo centenas de adjuntos, conselheiros, especialistas com ordenados três ou quatro vezes superiores e direito aos subsídios que aos outros retirou, tem um pingo de vergonha?
Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem fala na necessidade dos sacrifícios serem repartidos por todos os portugueses e requisita para os gabinetes ministeriais funcionários públicos com aumentos de vencimentos mensais de centenas, quando não milhares de euros e direito aos subsídios de férias e Natal, tem alguma vergonha?
Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem disse aos que depois de terem trabalhado durante dez, vinte ou trinta anos perderam o emprego que isso era uma nova oportunidade, tem qualquer tipo de vergonha?
Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem disse aos jovens do nosso país, talvez a geração mais bem preparada de sempre, para procurarem no estrangeiro o pão que Portugal lhes nega, tem réstia de vergonha?
Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem trocou os direitos dos portugueses pela caridadezinha das refeições nas escolas para os filhos famintos de Portugal e pelas cantinas sociais, tem vergonha na cara?
Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem, ar ridiculamente cândido de menino do coro ou chefe de quina da mocidade portuguesa com a bandeira na lapela, aparece a falar aos portugueses, num discurso que eu julgava enterrado em 25 de Abril, com frases enfáticas que em português corrente podemos traduzir como: Morre de fome hoje que amanhã tens comida, sente alguma vergonha do que diz?
Eu respondo Senhor Primeiro-Ministro.
Eu tenho vergonha Sr Primeiro-Ministro
Eu tenho vergonha de o ter como Primeiro-Ministro do meu país.
Embora no Alentejo, onde nasci, o cumprimento seja devido a todas as pessoas (os velhos da minha meninice chamavam-lhe “salvação”) não posso, por coerência ainda que com mágoa, cumprimentar V/Exa.

José Nogueira Pardal

Escavações arqueológicas arrancam em Castro de Avelãs

O cultivo das terras foi suspenso para dar início a escavações arqueológicas. É o que está a acontecer na aldeia de Castro de Avelãs, em Bragança. O lugar da Torre Velha está a ser alvo de escavações ao abrigo de um protocolo, firmado ontem, entre a Câmara de Bragança e a Universidade de Coimbra.  
O arqueólogo da Universidade de Coimbra, Pedro Carvalho, explica a missão da equipa no terreno.“Castro de Avelãs e em particular a Torre Velha é identificada como a capital desse povo, os Zoelas, que terá vivido na região de Bragança há dois mil anos. O nosso objectivo é tentar clarificar essa questão”, salienta o responsável.
Os proprietários das terras há muito que conhecem a história dos vestígios arqueológicos. António Pinto diz que o seu terreno era fértil na produção de melões, mas não se incomoda com as escavações.“Há muitos anos que se fala que existe aqui coisas importantes ao nível da arqueologia que agora vão descobrir. Nesta altura esta terra seria lavrada, era o sítio preferido para plantar melões.
Deixar de plantar durante uns tempos não tem problema nenhum”, afirma o popular.Depois dos dois anos de investigações arqueológicas, o presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, sonha com a construção de um espaço de memória na freguesia de Castro de Avelãs.“Quem sabe se depois dos resultados não nos permitem continuar e criar aqui um campo de escavações internacional, classificar este sítio e criar na freguesia um espaço de memória mais amplo sobre a história de Bragança.
Já temos muitos objectos que estão dispersos”, realça o autarca. No primeiro dia de escavações já foram encontrados vestígios de uma figura humana.
A Câmara de Bragança vai gastar cerca de 75 mil euros mais despesas de logística com estas escavações.
O secretário de Estado da Cultura, José Viegas, também visitou o local e enalteceu a importância destes projectos para o desenvolvimento regional.

Escrito por Brigantia

Santa Casa de Macedo recebe donativo em dia de aniversário

38 mil euros foi a prenda que a Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros recebeu ontem, o dia em que comemorou 25 anos de existência.
O dinheiro foi doado pela Fundação luxemburguesa Félix Chomé, que já tinha financiado o Lar do Lombo, em cerca de 2,5 milhões de euros. 
O provedor da Santa Casa diz que a instituição não tem problemas financeiros, mas garante que esta ajuda é bem-vinda.“Estamos folgados financeiramente até porque temos produtos agrícolas que são consumidos no lar”, refere Castanheira Pinto, acrescentando que “todas as verbas são importantes para a sustentabilidade das casas, mas este valor é bem-vindo”.
Em época de crise, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas admite que as misericórdias atravessam graves dificuldades.“A situação é muito grave para as misericórdias pois há uma diminuição geral de receitas, incumprimentos por parte do estado e uma maior procura das misericórdias, por isso é que colaboramos com o Governo no programa das cantinas sociais”, afirma Manuel Lemos.
O secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares também marcou presença no aniversário da Misericórdia de Macedo. Feliciano Duarte garantiu que o Governo vai ajudar as misericórdias com cerca de 50 milhões de euros.
“Na semana passada, o Governo assinou um acordo com a União das Misericórdias a disponibilizar uma verba para fazer face a uma série de compromisso que decorrem da parceria que existe entre o Estado português e várias misericórdias”, refere o governante.
 “São cerca de 50 milhões de euros que irá procurar atender à necessidade destas instituições erem ajudadas no cumprimento da sua missão que é cada vez mais relevante”. O Lar da Santa Casa de Macedo tem, actualmente, 83 utentes e apoia mais 90 na valência de Apoio Domiciliário e 10 em Centro de Dia.

Escrito por Brigantia

Bragança inaugura escola de dança

Depois da música a dança.
O conservatório de Bragança tem mais uma valência. A Escola Municipal de Dança, inaugurada ontem, pelo secretário de Estado da Cultura, ocupa as antigas instalações da escola do 1º Ciclo do Loreto.  
Para o presidente da Câmara de Bragança faz todo o sentido aliar a música à dança. Jorge Nunes diz que este projecto é mais uma oportunidade para os jovens poderem seguir uma carreira na área das artes.
“Esta escola está associada ao conservatório de música, que passará a ter a designação de Conservatório de Música e Dança de Bragança. É mais uma valência e uma oportunidade para os jovens que querem enveredar pela área das artes”, enaltece o autarca.Jorge Nunes sublinha que a escola é reconhecida pelo Ministério de Educação e o objectivo é trabalhar em parceria com as escolas da cidade.
“Vamos iniciar com os cursos de iniciação em regime supletivo, mais tarde podemos articular com outros estabelecimentos de ensino, como já acontece na área da música”, salienta o edil.
O secretário de Estado da Cultura, José Viegas, enaltece a importância desta escola para a juventude do distrito de Bragança.“Vê-se que é uma escola de oportunidades. É importante para os jovens que gostam de dança e de algum modo constitui um suplemento das actividades escolares”, afirma José Viegas.
A escola de dança de Bragança só deverá começar as aulas no final de Setembro. Até lá estará aberta para provas de selecção dos candidatos.


Escrito por Brigantia

Bragança prepara candidatura a património mundial

“Bragança, cidade sem fronteiras” é o tema de um seminário internacional que está a decorrer esta quinta e sexta-feira na capital de distrito.Este encontro, que reúne vários investigadores portugueses e espanhóis, pretende fazer o estudo de viabilidade para a apresentação da candidatura conjunta de Bragança e Zamora a património mundial da humanidade.  Mas para o vice-presidente da câmara também é importante conhecer a história recente da cidade. Queremos continuar a conhecer Bragança.
A história, as pessoas e as motivações que tiveram e que conduziram à Bragança que hoje, económica e socialmente”, refere Rui Caseiro, salientando que “não queremos fazê-lo dissociados da comunidade vizinha. Daí o nosso envolvimento e interesse em termos encomendado estudos ao CEPESE para melhor conhecermos a nossa história”.Os trabalhos foram encomendados ao Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade (CEPESE).
O presidente dá conta dos resultados a que se chegou até agora ao afirmar que “em relação ao estudo de viabilidade concluímos que só faria sentido apresentar uma candidatura conjunta, portuguesa e espanhola, que candidatasse a região de Bragança e Zamora pelas suas afinidades históricas e culturais e pela sua especificidade no contexto peninsular”.
Fernando de Sousa acrescenta que “sobre os estudos de Bragança na época contemporânea, continuamos a desenvolve-los com um conjunto de especialistas no sentido de termos o estudo pronto no final deste ano”.
Os resultados do estudo sobre Bragança na Época Contemporânea serão publicados em livro no próximo ano.


Escrito por Brigantia

Torre de Moncorvo: Autarca avança com providência cautelar para travar retirada do helicóptero de emergência

O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo vai avançar com uma providência cautelar para travar a anunciada saída do helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) estacionado em Macedo de Cavaleiros.
"O processo já foi entregue a um advogado e levará ao estabelecimento de uma providência cautelar ", avançou Aires Ferreira.
O helicóptero de emergência baseado em Macedo de Cavaleiros resultou de um protocolo celebrado entre o antigo ministro da Saúde Correia de Campos como contrapartida pelo encerramento dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) nos centros de saúde, de forma a tornar o socorro mais célere às populações devido às distâncias dos principais hospitais regionais e centrais.
"É preciso lembrar que há um protocolo assinado em 2007. Das duas, uma: ou o protocolo é cumprido e o meio aéreo mantém-se ou deixa de haver protocolo. E, nessa altura, reivindicamos que o SAP reabra no período noturno", explicou o autarca socialista.
Segundo Aires Ferreira, os 11 autarcas do distrito de Bragança que, em 2007, assinaram o referido protocolo fizeram-no com alguma "relutância", reconhecendo que um helicóptero estacionado em Macedo do Cavaleiros "era um meio de emergência muito bom".
"Com esta garantia, os autarcas ‘atravessaram-se’ para aceitar o encerramento dos então designados SAP", frisou.
Para o autarca transmontano, há uma "evidente" perda de qualidade nos serviços de saúde e que coloca em causa "o salvamento de vidas humanas".
O autarca de Torre de Moncorvo disse ainda que na próxima semana haverá uma reunião de trabalho com os 11 autarcas do distrito de Bragança que assinaram o protocolo, para reivindicar a permanência da aeronave ou reabertura dos SAP, mas apenas destinada àqueles "que resolverem aceitar as propostas".


in:rba.pt

Diocese de Bragança-Miranda tem novo site

A Diocese de Bragança-Miranda inaugurou o seu novo site com notícias, documentação oficial e uma secção sobre o bispo, D. José Cordeiro, além de contactos do clero e paróquias.
A página foi construída gratuitamente por um profissional mirandês, explicou o diretor do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais, padre Calado Rodrigues, que realçou a importância de plataformas como o Facebook, onde o bispo diocesano, D. José Cordeiro, tem mais de 5500 seguidores.
"Mais importante do que a presença na Internet através de um site é a presença através das redes sociais, porque exploram aquilo que mais positivo tem a Internet, a interatividade. As pessoas criam ali algo em comum e podem reagir mais rapidamente", afirmou ao jornal Mensageiro de Bragança.
A atualização do site e das redes socais tem sido feita por um voluntário que recolhe as notícias sobre a diocese transmontana publicadas nos media desde a ordenação de D. José Cordeiro, em outubro de 2011, num total de 1600 artigos.

RJM
in:Agência Ecclesia

Interior: Francisco José Viegas preocupado com marginalização e desconhecimento do terreno pelos decisores

O secretário de Estado da Cultura manifestou hoje preocupação com o desconhecimento do terreno por parte dos decisores e com alguns casos de marginalização do Interior do país em medidas de extinção de serviços públicos.
Francisco José Viegas foi cabeça de lista e eleito deputado por Bragança, nas legislativas de 2011 e, embora a exercer atualmente funções na Cultura, garantiu estar a "acompanhar" as medidas anunciadas recentemente de cortes e extinção de serviços públicos no interior e concretamente no Nordeste Transmontano.
A extinção de tribunais ou serviços de saúde como a anunciada retirada do helicóptero do INEM de Macedo de Cavaleiros, no Distrito de Bragança são motivo de preocupação, segundo disse hoje à Lusa.
"Obviamente que preocupam todos os portugueses", afirmou, "nomeadamente alguma possível falta de conhecimento do terreno".
Para o governante também era importante que, muitas vezes, "os decisores conhecessem melhor o terreno".
Questionado pela Lusa sobre a sua influência nessas decisões, enquanto membro do Governo, respondeu:" a nossa responsabilidade no Governo não é para com a região é para com todo o país, portanto na medida do possível vamos tentando ajudar todas as regiões do país".
O facto de ter sido eleito por Bragança "pesa" na avaliação que faz destas medidas e, embora sublinhe "a solidariedade institucional com o Governo", afirmou que o preocupam "certos casos de marginalização do Interior, nomeadamente do Nordeste Transmontano".
"Preocupam todas as pessoas de boa consciência e de boa fé porque o isolamento histórico de Trás-os-Montes e do Nordeste Transmontano tem de ter fim um dia", acrescentou, considerando que "está também na mão dos transmontanos e daquilo que forem capazes de fazer".
Aos transmontanos cabe, na opinião do secretário de Estado "fazer pressão obviamente, que é inteiramente legítima e tem sido feita, mas também procurar soluções".
Francisco José Viegas acredita, no entanto, que as medidas anunciadas "ainda possam ser revistas"
"Ainda não foi tomada nenhuma decisão em definitivo sobre essas matérias e não acredito que haja intenção de prejudicar o Distrito de Bragança", declarou.

HFI.
Lusa

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Jureduré

Largo São Sebastião (Alfândega da Fé)
07-07-2012
22h00
Entrada: Entrada Livre
Reservas: 966193540

Conto das histórias - sempre atuais - das migrações cantadas pelos Jureduré da Calábria. O nome dos Jureduré provém duma antiga fábula da Calábria e em português significa "flor do rei". O grupo, embora tenha nascido em Bolonha, em 2004, é composto por sete músicos, todos com origem na região da Calábria. Trabalham ativamente desde 2006 em músicas para cinema e interpretaram bandas sonoras de realizadores relevantes como Giorgio Diritti no pluri-premiado "O Homem que chegará", e na obra "O Voo", cuja ação se desenrola numa aldeia da Calábria do realizador alemão Wim Wenders. Os Jureduré levam ao palco os sons, as atualidades e as memórias históricas que constituem o fio condutor da sua história musical, suspendida entre as origens calabresas e a adoção de Bolonha.

Malasañers


Praça Norte do Teatro Municipal de Bragança
05-07-2012
22h30
Entrada: Entrada Livre

Os espanhóis Malasañers (Irish Folk) são formados por Carlos del Pino, Elena, Miss, Bass Player e Walter Cantero.

Bragança-Miranda: Bispo junta paróquias em 40 unidades pastorais e elimina dois terços dos arciprestados

Reorganização é «exigida» pelo «grande cansaço e ativismo» de clero e leigos e pela diminuição de padres
Bragança. 28 jun 2012 (Ecclesia) – O bispo de Bragança-Miranda decidiu juntar as mais de 320 paróquias da diocese em 40 unidades pastorais e reduzir para quatro as regiões (arciprestados) que compõem o território.
“Os Presbíteros, os Diáconos e os Leigos experimentam grande cansaço e ativismo”, pelo que “é exigida” a “reorganização” da diocese sediada em Bragança, no nordeste de Portugal, justifica o decreto de D. José Cordeiro, enviado à Agência ECCLESIA.
A diocese, que “precisa de novos evangelizadores”, optou por uma solução que atenua a “diminuição de Presbíteros”, promove a “unidade” e incentiva a corresponsabilidade dos fiéis, explica o texto.
A criação das unidades pastorais, em que um conjunto de paróquias vizinhas é confiada a uma equipa de padres, substitui o modelo em que as comunidades, isoladamente ou em grupo, são geralmente administradas por um sacerdote.
O figurino, já experimentado em dioceses como Lisboa e Aveiro, permite que os fiéis das paróquias que integram uma unidade pastoral administrem os sacramentos nas outras comunidades que lhe pertencem.
A reforma, decidida após auscultação ao órgão representativo dos padres (Conselho Presbiteral), “evita que um conjunto de paróquias se torne uma superparóquia ou uma estrutura centralizada que abafaria as pequenas comunidades”, esclarece o decreto com data de 24 de junho.
“A Unidade Pastoral, daqui em diante, é a nova célula pastoral territorial onde se realiza a nossa Igreja diocesana”, escreve D. José Cordeiro, que aos 45 anos é o bispo mais novo em idade do episcopado português.
A “reorganização das comunidades” exige a “conversão pastoral em ordem a uma nova forma de exercício do ministério sacerdotal, bem como pela implementação da diversidade de ministérios eclesiais”, nota o documento.
O prelado deseja “uma mais profunda complementaridade” entre padres, diáconos, leitores, acólitos, ministros extraordinários da Comunhão e outros leigos com responsabilidades nas comunidades.
D. José Cordeiro determinou também a redução do número de arciprestados, que passam de 12 para quatro, desfazendo a coincidência territorial que havia entre estas estruturas e os concelhos civis.
Em decreto datado de 16 de junho foi estabelecido que o Arciprestado de Bragança vai incluir os concelhos de Bragança e Vinhais, enquanto que o Arciprestado de Miranda abarcará Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso.
O Arciprestado de Mirandela compreenderá os concelhos de Mirandela e de Macedo de Cavaleiros, com a Paróquia de Castro Vicente do concelho de Mogadouro, e o Arciprestado de Moncorvo vai abranger Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo e Vila Flor.
Os dados publicados no novo site da Diocese de Bragança-Miranda revelam que nas suas 326 paróquias foram celebrados 1516 Batismos, 531 Confirmações (Crismas), 968 primeiras comunhões e 330 Matrimónios em 2011.
Os Censos realizados nesse mesmo ano pelo Instituto Nacional de Estatística indicam que vivem 136 252 pessoas, nos 6599 km2 da diocese.

RJM
in:Agência Ecclesia

Azibo Challenger estreia frisbee na edição deste ano

Começa esta sexta-feira na Albufeira do Azibo, em Macedo de Cavaleiros, o Azibo Challenger 2012. A organização está a cargo do Núcleo de Desporto do IPB e vai contar com seis equipas.
Um total de 30 participantes que são essencialmente alunos do curso de desporto mas há também alguns do ensino secundário e uma equipa de militares vinda de Lisboa. No Azibo Challenger as equipas colocam à prova o espírito de grupo como refere Miguel Monteiro, docente do curso de Desporto:“Isto é feito mesmo para desenvolver espírito de grupo.
Em todas as provas os elementos têm que realizar uma prova ou um jogo de equipa. Aqueles que jogarem como equipa conseguem ter melhores resultados”. Os participantes vão ter que passar provas de natação, canoagem, volei de praia, orientação, BTT, tiro com arco e jogos tradicionais.
Mas este ano há novidades entre as quais a introdução de uma nova modalidade, o frisbee.Albufeira do Azibo continua a ser o palco escolhido pelos alunos de desporto do IPB para realizar o Challenger. Para Miguel Monteiro é o sítio ideal já que permite conciliar a prática dos desportos náuticos com os desportos de natureza:“Não encontro um lugar onde possamos conciliar os desportos de água com os de montanha com no Azibo. É um espaço natural com uma paisagem formidável”.
O Azibo Challenger esta sexta-feira, à noite, e termina no domingo às três da tarde com um almoço e uma aula de zumba para os participantes e todos os que queiram experimentar.

Escrito por Brigantia (CIR)

Ensino Primário

Muitos foram os métodos e manuais de ensino da ortografia e aritmética para a língua portuguesa, utilizados ao longo dos séculos e que aqui ilustro com alguns exemplos.
"Orthographia da Lingoa Portvgvesa" de 1576
"Ortografia da Lingva Portvgveza" de 1671
 "Nova Escola" de 1772
   Algumas páginas da "Nova Escola"
Em 1853 era publicado pela Imprensa Nacional o "Metodo Castilho" , por António Feliciano de Castilho (1800-1875), «para o ensino rapido e aprasivel do ler impresso, manuscrito, e numeração e do escrever». - tratava-se da 2ª edição «inteiramente refundida, aumentada, e ornada de um grande numero de vinhetas».
Em 16 de Agosto de 1870 o Ministério dos Negócios da Instrução Pública decretava:
•Reforma da Instrução Primária em que se define que a questão da educação pública é a questão vital de uma nação.
•A instrução primária divide-se em dois graus: 1.º Grau, ou Elementar; 2.º Grau, ou Complementar.
•As escolas primárias elementares são gratuitas, em conformidade com a Carta Constitucional.
•Nas escolas primárias complementares, o ensino é gratuito unicamente para os alunos cujos pais provarem verdadeira pobreza.
•O governo promove cursos nocturnos, de aperfeiçoamento e dominicais.
•A instrução primária do 1.º Grau, para ambos os sexos, é encargo obrigatório das Câmaras Municipais.
•A instrução primária do 1.º Grau é obrigatória para todos os portugueses de ambos os sexos, desde a idade de sete aos quinze anos. A frequência é permitida desde a idade dos cinco anos.
•Os pais são obrigados a mandar os filhos à escola até concluírem o ensino primário, e os que não o fizerem serão admoestados pela autoridade administrativa paroquial.
•Os pais que deixam de mandar os filhos à escola pagam por cada dia que faltem, sem qualquer justificação, a multa de 50 a 500 réis.
•A matrícula, a obrigação do ensino e as disposições penais são anunciadas, no começo de cada ano lectivo, pelos párocos à hora da missa conventual.
•O ensino obrigatório é cumprido quando o aluno obtiver aprovação em exame público nas disciplinas do 1.º Grau, sendo este exame exigido para a frequência do 2.º Grau.


Projecto de Escola Primária nos finais do século XIX
 
Em 1878 era publicada pela Imprensa Nacional a mui conhecida "Cartilha Maternal ou Arte de
Leitura" por João de Deus

  Escola primária em Mafra, em 1905
Durante a 1ª República, e logo a partir de 1910, os governos republicanos fizeram importantes reformas no ensino, das quais se destacam:

•Criado o ensino infantil para crianças dos 4 aos 7 anos;
•O ensino primário obrigatório e gratuito para as crianças entre os 7 e os 10 anos;
•Criadas novas escolas do ensino primário e técnico (escolas agrícolas, comerciais e industriais);
•Fundadas "escolas normais" destinadas a formar professores primários;
•Criadas as Universidades de Lisboa e Porto (ficando o país com três universidades: Lisboa, Porto e Coimbra);
•Concederam maior número de "bolsas de estudo" a alunos necessitados e passaram a existir escolas "móveis" para o ensino de adultos.

  "Collegio Nacional" 
"A Cartilha Moderna" editada em 1910
  "Escola Portugueza" em 1912
A principal preocupação dos governos republicanos era alfabetizar, isto é, dar instrução primária ao maior número possível de portugueses. Mas, na prática, muitas das medidas tomadas não tiveram o resultado que se esperava, por falta de meios financeiros. Em 1920, mais de metade da população portuguesa continuava analfabeta cerca de 80 % …
O número de analfabetos era muito maior nas pequenas vilas e aldeias. Aí, o jornal, ou a correspondência pessoal, era lido em voz alta por algum letrado, enquanto os assistentes ouviam e comentavam.
A 18 de Abril de 1928, na véspera de completar 28 anos de idade, o engenheiro Duarte Pacheco, tomou posse como Ministro da Instrução Pública. Integrava a equipe governamental do coronel José Vicente de Freitas e manter-se-ia em funções até ao dia 10 de Novembro do mesmo ano.
«As actuais instalações da maioria das escolas particulares, obrigando as crianças a permanecerem em recintos acanhados durante horas consecutivas numa promiscuidade condenável e perigosa acumulação, não podem deixar de merecer ao Estado as devidas atenções, exercendo sobre elas uma fiscalização directa, no intuito de acompanhar o seu funcionamenteo (…) julga o Estado da maior conveniência a publicação imediata do presente decreto estabelecendo um mínimo de habilitação para o seu exercício». Decreto-lei de Outubro de 1928
Integrado no plano das comemorações do Duplo Centenário em 1940, e dada a urgência de iniciar os trabalhos, Duarte Pacheco teve a intenção de rapidamente iniciar a construção de 200 edifícios em todo o país a partir de 1935. Assim, cada Direção Regional, da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, estudaria a localização de 50 escolas. Como os novos projetos ainda não estavam prontos, foram construídos, conforme a região, os projetos tipo dos arquitectos Rogério de Azevedo e Raul Lino com as alterações exigidas pelo Plano, isto é, os edifícios com mais de 1 sala seriam geminados de forma a poderem garantir a separação total dos sexos. Alguns pormenores das fachadas também foram simplificados.

Escola de Milhão / Bragança
Os projetos tipo Rogério de Azevedo e Raúl Lino fazem parte dos projectos tipo regionalizados, desenvolvidos pela Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, em 1935, e destinados a serem construídos em série de harmonia com as características da arquitetura regional, impostas não só pela aplicação dos materiais próprios dessas regiões, como também pelas variações do clima.
Nos anos do Estado Novo, como antes, os rapazes e raparigas frequentavam escolas diferentes, e não existiam turmas mistas. O horário escolar era das 9h00 às 17h00 e o único recreio era à hora do almoço. As carteiras eram de madeira com os bancos pegados. Os alunos mais pobres usavam sacos de serapilheira para transportar o material escolar e alguma merenda se tivessem posses. Na cantina da escola ao almoço só davam a sopa e o pão.


Após Duarte Pacheco ter regressado em Novembro de 1928 à direcção do "Instituto Superior Técnico", a reforma do ensino operada desde o mudar o nome das escolas, à alteração de programas, de professores e direcções, o Ministério foi paulatinamente esboroando a estrutura republicana do ensino.
Deste modo a "Reforma do Ensino", operada por António Carneiro Pacheco em 1936, não alteraria apenas a designação do Ministério, para Ministério da Educação Nacional, como iria implantar uma nova arquitectura do ensino no país. O organismo de Estado que em 1913 dera origem à Instrução Pública transformava-se em 1936 no repositório da Educação Nacional.
A primeira coisa que faziam quando entravam na sala de aula era cantar o hino nacional. Todas as salas de aula tinham obrigatoriamente na parede três símbolos alinhados: uma fotografia do Dr. Salazar, outra do Presidente General Carmona (símbolos de afirmação autoritária e nacionalista) e um crucifixo já que o ensino era revestido de uma orientação cristã, ao abrigo de uma Concordata entre o Estado Português e a Igreja Católica.
 Sala de aula numa escola primária em 1938
«Antes da Aula»Todos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ámen.
Professor: Jesus, divino Mestre,
Todos: iluminai a minha inteligência, dirigi a minha vontade, purificai o meu coração, para que eu seja sempre cristão fiel a Deus e cidadão útil à Pátria.
Todos: Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.
Excerto do "Livro de leitura da Primeira Classe"

«Depois da Aula»
Professor: Graças Vos damos, Senhor,
Todos: por todos os benefícios que nos tendes concedido. Ámen.
Professor: Abençoai, Senhor,
Todos: a Vossa Igreja, a nossa Pátria, os nossos Governantes, as nossas famílias e todas as escolas de Portugal. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ámen.
Excerto do "Livro de leitura da Primeira Classe"

Continua...
in:restosdecoleccao.blogspot.pt

Auto-estrada estrangula caminhos rurais

Oito freguesias do concelho de Bragança, que são atravessadas pela Auto-estrada Transmontana, estão descontentes com os acessos que estão a ser construídos.Os presidentes de junta reuniram-se ontem junto à obra para protestar esta situação. 
Os autarcas de Quintanilha, Rio Frio, Gimonde, Rebordãos, Sortes, Santa Comba de Rossas, Salsas e Quintela de Lampaças queixam-se que os caminhos rurais estão a ficar com inclinações acentuadas.“Nós tínhamos caminhos paralelos à auto-estrada com bons acessos às propriedades agrícolas e agora estão a deixá-los com muita inclinação. Isto não tem pés nem cabeça, é só para matar os tractoristas”, refere Adriano Rodrigues, representante dos presidentes de junta, acrescentando que “são declives loucos de 30 e 35%, enquanto que a lei não permite mais de 15% e já tem de ter alcatrão”.
Adriano Rodrigues alerta ainda para os perigos da situação por causa da neve no Inverno.“Esta é uma zona muito fria no Inverno e com neve não dá para passar”, afirma e “em alguns casos nem há alternativas.
Nós não exigimos mais do que tínhamos. Só queremos o que tínhamos”.Aos autarcas juntaram-se ainda o presidente da câmara de Bragança, o director da delegação da Estradas de Portugal e representantes do consórcio que está a construir a auto-estrada.O presidente da câmara diz que é preciso encontrar soluções para todos os casos.“Numa estrada com esta extensão há muitos problemas específicos que escapam ao planeamento global da obra. De vez em quando é preciso discuti-los e avaliá-los no terreno para encontrar as soluções”, refere Jorge Nunes, garantindo que “em relação aos problemas que preocupavam a freguesia de Rebordãos, que eram significativos e com prejuízo para o povo, já ficou acordada a resolução”.
“Os caminhos paralelos vão ser melhorados, vão ser feitos outros onde não existiam e vão ser criadas acessibilidades a zonas que estavam inacessíveis” adianta.
O director da delegação de Bragança da Estradas de Portugal não quis prestar declarações sobre o assunto sem antes visitar todos os locais em causa e fazer o levantamento dos problemas, de forma a poder apesentar soluções numa reunião já marcada para a próxima segunda-feira.


Escrito por Brigantia

ULS Nordeste quer contratar 39 médicos

A Unidade Local de Saúde do Nordeste vai contratar 39 novos médicos para colmatar as carências verificadas em diversas especialidades. A falta de clínicos no distrito de Bragança foi reconhecida pelo Ministério da Saúde e a ULS prepara-se para abrir um concurso para o preenchimento destas vagas até ao final da semana. 
O director clínico da ULS Nordeste, Domingos Fernandes, vê com agrado esta medida da tutela.“São especialidades nas quais temos carência de clínicos e duas delas seriam novas valências no caso das vagas serem ocupadas, nomeadamente Dermatologia e Anatomia Patológica”, enaltece o responsável.
Domingos Fernandes afirma que a contratação de novos médicos é fundamental para garantir o bom funcionamento dos 15 centros de saúde e das três unidades hospitalares, que constituem a ULS Nordeste.“Temos um grupo de médicos que mantém estas infra-estruturas e estes estabelecimentos de saúde abertos, mas com muito sacrifício pessoal, daí a necessidade de aumentar e de rejuvenescer as equipas médicas”, salienta o director clínico.No entanto, não é garantido que estas vagas vão ficar ocupadas, tendo em conta a dificuldade em atrair médicos para o interior do País.“Vamos fazer um grande esforço para que essas 39 vagas sejam ocupadas.
Temos actualmente novos aliciantes para os profissionais, como a auto-satisfação profissional, para que possam desempenhar a sua profissão com agrado”, enaltece o responsável.
O director clínico garante que os novos médicos vêm para o Nordeste ainda este ano.


Escrito por Brigantia

Foz Tua: Nova missão da UNESCO visita o Douro em finais de Julho

O abrandamento das obras na Barragem de Foz Tua manter-se-á até às conclusões do relatório que será feito pela nova missão da UNESCO, que se vai deslocar ao Douro em finais de Julho, disse o embaixador português.
Durante a reunião do Comité do Património Mundial da UNESCO, que decorre em São Petersburgo, Rússia, foi rejeitada uma proposta do Centro do Património Mundial que previa a imediata suspensão dos trabalhos de construção da Barragem de Foz Tua por causa dos impactos «graves» e «irreversíveis» que vai provocar no Alto Douro Vinhateiro (ADV).

De acordo com esta proposta, a construção da barragem, entre os concelhos de Alijó e Carrazeda de Ansiães, poderia colocar em causa o estatuto do ADV como Património Mundial.
Os membros do comité votaram, por unanimidade, a proposta do Governo português, em alternativa à suspensão, que tem em vista um «abrandamento significativo» das obras.
O embaixador português na UNESCO, Francisco Seixas da Costa, disse à agência Lusa que esse ritmo de trabalhos se vai manter até à apresentação do relatório de uma nova missão, que já foi solicitada por Portugal em Abril.
Esta visita ao Douro está agendada para finais de Julho e será composta por especialistas internacionais indicados pelo Centro do Património Mundial da UNESCO.
O relatório final deverá ser apresentado, segundo Francisco Seixas da Costa, ainda em 2012.
«O que procurámos explicar foi que não tinha qualquer sentido estarmos a suspender a obra, podendo embora aceitar uma redução do ritmo dos trabalhos, porque já no próximo mês de Julho há uma nova missão, que nós pedimos, e que vai ter em consideração tudo aquilo que são os aspectos de revisão do projecto que foram feitos pela EDP», salientou.
Aos especialistas será apresentado o projecto do arquitecto Souto Moura que tem em vista a compatibilização da central hidroeléctrica, inserida na área classificada, com a paisagem.
O projecto pretende enterrar toda a central. Será ainda feito um pequeno reajuste do ângulo da própria barragem que pretende diminuir o impacto visual da mesma.
Segundo o embaixador, vão ainda ser apresentados planos de desenvolvimento regional, planos de reconversão de áreas turísticas e alguns projectos de natureza económica que pretendem travar o despovoamento da zona.
Durante a realização desta nova missão, Portugal espera poder convencer, em definitivo, a UNESCO sobre a plena compatibilidade da construção da barragem no Tua, nos seus novos moldes, com a classificação do Douro como Património Mundial.
Durante a reunião em São Petersburgo, não chegou a ser discutida qualquer hipótese de inclusão do ADV na lista do «património em risco».
Ao pedido de reacção a este assunto, fonte do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território disse à Lusa que «o governo continua empenhado em demonstrar que barragem e património são compatíveis», acrescentando que considera «muito positivo a UNESCO ter-se mostrado receptiva a ouvir os argumentos de Portugal e a conhecer as alterações introduzidas para minimizar os impactos da construção da barragem».
O Douro foi distinguido como Património Mundial da Humanidade em 2001.
A barragem, cujas obras arrancaram há 15 meses, vai ocupar 2,9 hectares do ADV, o que representa 0,001 por cento do total da área classificada.

Lusa

Bragança considera inaceitável retirada de helicóptero de Macedo de Cavaleiros

A Câmara de Bragança classificou ontem de inaceitável a retirada do helicóptero do INEM de Macedo de Cavaleiros por deixar as populações abandonadas e exige que a medida seja revista.
A posição tomada em reunião do executivo camarário seguirá para o primeiro-ministro e os ministros da Saúde e da Administração Interna, segundo a anunciou o executivo social-democrata liderado por Jorge Nunes.
"Será que com esta situação de abandono e esquecimento nos querem obrigar a olhar para Espanha como "a alternativa", questiona no documento.

Lusa

quarta-feira, 27 de junho de 2012

UNESCO pede abrandamento obras da barragem do Tua


O Comité do Património Mundial da UNESCO pediu hoje ao Estado português para “abrandar significativamente” a construção da barragem de Foz Tua até à realização de um estudo sobre os impactos da hidroelétrica no Alto Douro Vinhateiro.O comité da UNESCO está reunido em São Petersburgo, na Rússia.  
Segundo disse à agência Lusa fonte do gabinete de imprensa da organização, o comité decidiu hoje pedir a Portugal “que abrande significativamente o trabalho na barragem, enquanto está a ser realizado um estudo sobre o seu impacto no local”.Segundo a fonte, o texto final desta decisão, só estará disponível no final do encontro, agendado para 06 de Julho.
No entanto, sabe-se já que o caso do Alto Douro Vinhateiro voltará a ser analisado no próximo encontro da UNESCO, em 2013.A proposta que estava em cima da mesa neste encontro recomendava a suspensão da construção da Barragem de Foz Tua, que se encontra em obra há 15 meses, entre os concelhos de Alijó e Carrazeda de Ansiães.A obra começou pouco depois de uma passagem pelo Douro da ICOMOS, órgão consultivo da UNESCO, uma situação que fez com que o comité colocasse em causa o comportamento do Governo português ao longo do processo.
A ICOMOS considerou “grave” e “irreversível” o impacto da hidroelétrica sobre o património mundial e, por isso, aconselhou a paragem das obras até à visita de uma missão conjunta ao local.
Recentemente, a ministra do Ambiente, Assunção Cristas, defendeu que a barragem de Foz Tua é compatível com a classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade.


Escrito por Brigantia

Aldeia de Outeiro/Bragança - Junho de 2012

Fotos: Paulo Rodrigues