quinta-feira, 30 de abril de 2015

182 novos casos de violência doméstica no distrito de Bragança

Bragança é o sexto distrito com maior prevalência de caso de violência doméstica no país, de acordo com o relatório anual de segurança interna. O registo de casos tem aumentado na região.
O Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica de Bragança registou, em 2014, 182 novas denúncias, de acordo com a psicóloga daquele organismo, Teresa Fernandes. “O distrito de Bragança aparece no relatório anual de segurança interna, elaborado pelo Ministério da Administração Interna, como o sexto onde a prevalência da violência doméstica é maior a nível nacional. 
Há um maior número de casos por cada mil habitantes e em termos percentuais estamos no sexto lugar, em dezoito distritos mais as ilhas. Estão sempre a aparecer casos novos”, refere. 
Para a representante do núcleo distrital, este aumento de casos sinalizados está relacionado o aparecimento de novas formas de violência, mas também resulta de uma maior informação. 
Ontem, em Mirandela, Teresa Fernandes afirmou mesmo que “não há mais violência, mas mais denúncias”. “As campanhas de sensibilização, estes eventos, informam as pessoas, tornam a violência doméstica um fenómeno que já não está escondida. Há novas formas, como a violência no namoro, contra idosos, agregados que não tinham registo e passam a ter”, sustenta a psicóloga. 
Declarações no seminário de encerramento de um mês de actividades dedicadas à prevenção dos maus-tratos na infância, organizadas pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco de Mirandela. 
Teresa Fernandes salientou ainda que a exposição dos mais novos à violência interparental é uma problemática que necessita de mais atenção. “A questão da exposição das crianças à exposição interparental sempre foi um assunto secundário, porque em primeiro lugar estava a vítima”, aponta a também docente da Escola Superior de Educação. 
Teresa Fernandes afirma que estes casos chegam de várias formas ao centro de atendimento, quer seja pela sinalização das CPCJ, da Escola Segura ou através de denúncias das próprias crianças às forças de segurança. 

Escrito por Brigantia

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