quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Autarca de Mascarenhas renuncia ao mandato

José Mário Mesquita, eleito presidente da junta de freguesia de Mascarenhas, pelo PSD, em Setembro de 2013, alega não ter “condições psicológicas” para continuar a exercer o cargo depois de episódios de insultos e de ameaças protagonizados por alguns habitantes daquela freguesia, nos últimos dois meses.
Apresentou o pedido de renúncia ao mandato, no passado dia 25 de Setembro, durante a reunião ordinária da Assembleia de Freguesia. “Cheguei à conclusão que assumi uma desunião de aldeias onde ninguém se entende e onde alguns julgam-se mais importantes que todos os nascidos e moradores das outras aldeias anexas”, refere o médico de clínica geral que exerce funções na região, há 36 anos. 
Foto: Luís Aníbal Dias Liberal 
José Mesquita justifica a renúncia ao cargo de presidente da junta com episódios de insultos e ameaças. “Fui abordado na sede da junta por alguns residentes que, de forma violenta e desrespeitosa, me ofenderam e humilharam como ninguém em toda a minha vida, proferindo ameaças, que quase chegaram à agressão física, fazendo-me lembrar que esta não é a minha terra, não sendo desejável a minha continuidade à frente dos destinos da junta”, conta.
Perante isto, José Mesquita diz não ter condições para continuar no cargo. “É hora de dizer basta, porque não sinto ter condições psicológicas para continuar a ser enxovalhado e ameaçado depois de tantos sacrifícios que tenho feito para gerir a junta com as dificuldades inerentes aos escassos recursos financeiros e em prejuízo da minha vida familiar”, justifica.
Há cerca de um ano, José Mesquita também tinha pedido a renúncia do seu mandato depois de se ter incompatibilizado com o então presidente da Assembleia de freguesia devido à construção de um muro, um caso que está em tribunal. Na altura, voltou atrás na sua intenção, após o presidente da Assembleia ter abandonado o cargo. Mas agora, José Mesquita garante que a decisão é irreversível. “Desta vez nem o Papa Francisco me faria voltar atrás. 
O médico faz questão de esclarecer que não sai em diferendo com o actual executivo da câmara de Mirandela. “Nada existe contra o presidente e a sua equipa que foram sempre muito atenciosos com a freguesia”, diz. 
Perante esta decisão, segundo a Lei, as vagas ocorridas nos órgãos autárquicos são preenchidas pelo cidadão imediatamente a seguir na ordem da respectiva lista. Neste caso, passará a exercer as funções de presidente da junta, Lina Gomes, que não quis prestar declarações sobre o assunto, não confirmando se vai aceitar assumir o cargo de presidente.

Escrito por Terra Quente (CIR)

Rua de Montesinho - Lugares de Estacionamento

Não que seja prioritário, de maneira nenhuma.
Este troço, na Rua de Montesinho em Bragança, é de estacionamento automóvel. 
À semelhança de muitas artérias da nossa cidade, as marcações puramente não existem ou, estão de tal maneira ténues, que não se veem.
Não faço ideia se os custos inerentes à manutenção destes espaços são elevados ou irrisórios.
No entanto, quer-me parecer que intervenções feitas anteriormente nesta e noutras vias, quer em estacionamentos, quer em passadeiras para peões, tiveram pouca “dura”.
Das duas, uma.
Ou a “tinta” não tem qualidade, ou se tem e tem que ser “dessa”, a intervenção de manutenção deveria ser feita com mais assiduidade. Parece-me a mim.
Não será possível fazer algo?

HM

A Vila de Torre de Dona Chama no concelho de Mirandela esteve em festa com a 2ª edição da sua Feira de Artesanato Caça e Produtos Regionais


Foi apresentado a toda a comunidade académica o video promocional da Semana da Receção ao Caloiro de Bragança 2015


Bragança - Antiga Praça do Mercado e atual Praça Camões

Foto recolhida na internet. Desconheço o autor.

Bragança - Local onde hoje está implantado o Fórum Theatrum

Foto recolhida da internet. Desconheço o autor.

Linha do Caminho de Ferro - Atual Avª Sá Carneiro

Foto recolhida na internet. Desconheço o autor

Jornadas Europeias do Património foram assinaladas em Torre de Moncorvo com várias atividades

No âmbito das Jornadas Europeias do Património tiveram lugar em Torre de Moncorvo várias atividades nos dias 25, 26 e 27 de Setembro.

A comemoração contou com a inauguração de três exposições que tiveram patentes na antiga estação de caminhos-de-ferro de Moncorvo. Uma sobre “ A Linha do Vale do Sabor. Futuro em Aberto” da organização de Rosa Gomes e com a colaboração de Carlos D’Abreu e Paula Azevedo, uma outra sobre “A Ponte do Pocinho: 34 anos de Abandono 34 Fotografias”, de Jorge Abreu Vale e uma terceira também de fotografia “La Raya Rota” com textos de Ángel González Quesada e Enrique de Sena e fotografias de Victorino Garcia Calderón. Em exibição estiveram os vídeos “A Última Viagem sobre Carris” de Miguel Ângelo Carneiro Leão, “ Latidos del Olvido” da direcção de Javier Arribas e o diaporama “ Saudades. Património Perdido” do professor Arnaldo Silva.

No dia 26 de Setembro teve lugar uma visita guiada à Ponte do Pocinho, um apontamento musical e um recital de poesia ferroviária. 

Da iniciativa fez parte também, no dia 27 de Setembro, a apresentação do livro “ A Linha do Vale do Sabor – um caminho-de-ferro raiano do Pocinho a Zamora”, coordenado por Carlos D’Abreu e editado pela Lema d’Origem.

Inserido no programa conjunto das Jornadas Europeias do Património do Museu do Douro, Museu do Ferro e da Região de Moncorvo, Museu Nacional Ferroviário, Museu de Geologia Fernando Real, a CP, a EDP, IP e a UTAD, decorreu, no dia 25 de Setembro, uma visita às minas de ferro de Torre de Moncorvo, orientada por Elisa Preto Gomes e Emídio Evo Urbano e uma visita ao Museu do Ferro e da Região de Moncorvo orientada por Nelson Rebanda.

NI Câmara Municipal de Torre de Moncorvo (Luciana Raimundo)

ELEIÇÕES - Perguntas e respostas sobre como se processa a votação

As eleições legislativas estão marcadas para o próximo domingo (4 de outubro), sendo 16 as forças políticas concorrentes, das quais três são coligações e as restantes 13 são partidos. Mais de nove milhões de eleitores residentes em território nacional e no estrangeiro vão ser chamados às urnas para escolher os 230 lugares de deputados. Seguem-se respostas a algumas perguntas sobre como se processa a votação para as eleições legislativas.

Quantas são as forças políticas que vão disputar as legislativas?

São 16 as forças políticas a ir a votos no próximo dia 04 de outubro, três das quais coligações e as restantes 13 partidos. Nas coligações, contam-se a Coligação Democrática Unitária (CDU), que junta PCP e PEV, a coligação Portugal à Frente, com PSD e CDS-PP e a coligação Agir, que alia o MAS ao PTP. Os partidos políticos são: PS, BE, Livre/Tempo de Avançar, JPP, Nós, Cidadãos!, PPV/CDC, MPT, PDR, PCTP/MRPP, PNR, PURP, PPM e PAN. 
Os maiores boletins de voto estarão nos círculos de Aveiro, Braga e Viana do Castelo, com 16 forças partidárias, enquanto Lisboa e Porto contam com 15 forças políticas cada um.

Quantos deputados são eleitos em cada círculo?

O círculo eleitoral de Lisboa é aquele onde são eleitos mais deputados, 47, seguindo-se o Porto, que elege 39. É a seguinte a distribuição dos deputados pelos 22 círculos: 16 por Aveiro, três por Beja, 19 por Braga, três por Bragança, quatro por Castelo Branco, nove por Coimbra, três por Évora, nove por Faro, quatro pela Guarda, 10 por Leiria, 47 por Lisboa, dois por Portalegre, 39 pelo Porto, nove por Santarém, 18 por Setúbal, seis por Viana do Castelo, cinco por Vila Real, nove por Viseu, cinco pelos Açores, seis pela Madeira, dois pela Europa e dois por Fora da Europa, num total de 230 deputados.

Em relação à distribuição de mandatos de 2011, o círculo eleitoral de Santarém vai eleger menos um deputado nas legislativas de outubro, ganhando Setúbal mais um lugar no parlamento, de acordo com o mapa aprovado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Quando se realiza a campanha eleitoral?

A campanha eleitoral arrancou no dia 20 de setembro e termina sexta-feira, sendo sábado o dia de reflexão.

Quantos eleitores estão recenseados? 

Segundo a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), a 01 de setembro estavam recenseadas 9 682 369 de pessoas, incluindo eleitores residentes em território nacional e inscritos nos círculos da Europa e Fora da Europa. Estes números poderão “sofrer pequenas alterações decorrentes de reclamações que se encontrem pendentes de decisão”, refere a SGMAI, pelo que os valores definitivos de quantos eleitores poderão votar nas legislativas de 04 de outubro serão apurados a partir do dia 19 de setembro, data a partir da qual ficarão inalteráveis.

A quem é permitido votar? 

Só podem votar os cidadãos de nacionalidade portuguesa, maiores de 18 anos, e os cidadãos de nacionalidade brasileira residentes e recenseados no território nacional, que possuam o estatuto de igualdade de direitos políticos, informa a CNE na sua página da internet.

Como é possível saber onde votar?

“A inscrição no recenseamento é automática para todos os cidadãos portugueses residentes no território nacional e maiores de 17 anos”, informa a CNE. Os jovens que completem 18 anos no dia 04 de outubro também poderão exercer o seu direito de voto. Caso não saiba onde está recenseado, assim como o número de eleitor, pode obter essa informação na junta de freguesia do seu local de residência, através da página da internet www.recenseamento.mai.gov.pt ou enviando uma mensagem escrita (SMS) para o número 3838, com a mensagem “RE (espaço) número de CC/BI (espaço) data de nascimento=aaaammdd”.

Em que horário estão abertas as urnas? 

Será possível votar entre as 08h00 e as 19h00. A CNE alerta que “depois desta hora, só podem votar os eleitores que se encontrem dentro da assembleia de voto”.

Um eleitor pode votar acompanhado?

“O voto acompanhado só é possível caso o eleitor se encontre doente ou quando seja portador de deficiência física notória que o impeça de exercer o direito de voto sozinho”, informa a SGMAI, que acrescenta que nestes casos o eleitor vota acompanhado de outro eleitor por si escolhido que fica obrigado a sigilo absoluto.

Que documentos são necessários para votar?

Por forma a exercer o seu direito de voto, cada eleitor deve apresentar à mesa de voto o seu documento identificativo (bilhete de identidade, cartão de cidadão, ou à falta destes, o passaporte ou carta de condução), assim como indicar o seu número de eleitor. A CNE acrescenta que atualmente o cartão de eleitor não é necessário para votar, tendo este documento deixado de ser emitido.

Lusa

Revista CEPIHS 5 dedicada ao tema do património foi apresentada na Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo

A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo assinalou a importância do património através da apresentação da Revista do Centro de Estudos e Promoção da Investigação Histórica e Social – CEPIHS 5, no passado dia 26 de Setembro, no auditório da Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo.

A sessão teve início com as boas-vindas do Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, seguindo-se a intervenção de Jorge Fragoso, da editora Palimage, e do Professor Adriano Vasco Rodrigues.

A apresentação da revista ficou ao cuidado do Arquiteto João Campos que falou sobre o património, tomando por fim a palavra a Directora da Revista, Adília Fernandes, que explicou quais os temas apresentados nesta edição dedicada ao património e falou sobre os autores que nela participaram.

No final decorreu a inauguração da exposição de aguarelas “Comboios: desenvolvimento e memória” de António Moniz Palme, 4º Barão de Palme, patente no rés-do-chão do átrio da Biblioteca Municipal. A mostra é constituída por 28 quadros cuja temática são os comboios e as linhas de caminho-de-ferro.

No primeiro piso deste edifício estará em destaque uma exposição sobre vários tipos de património móvel, organizada através dos fundos existentes no Centro de Memória e de livros da Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo.

CI Câmara Municipal de Torre de Moncorvo (Luciana Raimundo)
in:noticiasdonordeste.pt

Memórias de Bragança

Foto recolhida na internet - desconheço o autor

Notícias da aldeia

Andou na Guiné. Fala de minas e armadilhas. Negros que morriam a sorrir. E o céu tão perto! Tomara-me eu nesse tempo! Sorri num sorriso miudinho... Stress de guerra! Que orgulho!.. 
- Agora ando por aqui... até que Deus queira...gosto de ir à pesca...deixe que saia a formiga e vai ver como os gajos caiem!... barbos assim...E os braços abrem-se na medida exata do desejo...o senhor vai ver!
Não o tenho visto... agora anda mais pela cidade...hei-de lhe ensinar onde se bebe um copinho de vinho... fresquinho... e só se paga vinte cêntimos... noutros sítios levam oitenta... gatunos!... 
...e assim vai a vida! 
...e assim vai a vida... que pena eu tenho, amigo, de não beber...um copinho fresquinho por vinte cêntimos. 
...que pena!

Por: Fernando Calado

História e Lenda de S. PEDRO DE SARRACENOS - BRAGANÇA

HISTÓRIA

Um documento de 1258 refere-se a "Sancti Petri de Zorozynos", levando-nos a crer que a sua origem como agregado populacional remonta a era mais remota. Nos séculos XVII e XVIII, depois de ter sofrido diversas alterações semânticas era corrente a denominação de São Pedro de Serracinos, hoje S. Pedro dos Sarracenos.
Outrora, segundo os agiotas, pressupõe-se que teria existido outro povoado denominado Chão de Arcas, sítio a cerca de 500 metros a Nascente da aldeia, pelo aparecimento de cacos de telha e vestígios de construções antigas.
Tiveram bens nesta freguesia, os cónegos da Sé de Miranda, a Ordem do Hospital e os Templários; estes cónegos e o Mosteiro de Castro de Avelãs possuiram também diversas propriedades na Povoação de Cabanelas, hoje extinta, e que enquanto aldeia, tinha uma igreja com Santa Eulália por orago, propriedade de D. Francisco Pereira. Perdura ainda, hoje, a Quinta de Cabanelas, embora desabitada.


LENDA

Reza a lenda que S. Cristóvão teria vivido na companhia da mãe de S. Pedro. Como nessa altura os invernos eram rigorosos e a única maneira de resistir ao frio era ter boas fogueiras, de manhã cedo, pôs o enxadão às costas e dirigiu-se à Penência, local onde até há pouco tempo a gente da aldeia ia buscar tojos, estevas e carrascos para cozinhar e aquecimento doméstico.

Aí, S. Cristóvão fez um feixe enorme, proporcional à sua estatura física e à sua força. Por comodismo e vaidade, preferiu, fazendo uso da sua valentia, lançar o enxadão em direcção a sua casa. Tendo calculado mal a distância, o enxadão foi cair sobre o telhado do quarto onde sua mãe ainda dormia, tendo-a atingido mortalmente.
Perante tal crime, S. Cistóvão foi julgado e condenado pelos Tribunais de então ao degredo no rio Jordão, sendo obrigado a passar as pessoas às costas, de uma para a outra margem do rio. Certo dia apareceu-lhe um menino pedindo-lhe que o passasse às costas para o outro lado. S. Cristóvão disse-lhe, com algum desprezo, que, por ser tão pequeno, o levava no dedo mínimo, mas o peso foi de tal ordem que o dedo se desarticulou; (conta a tradição que o dedo mindinho da imagem de S. Cristóvão que acompanha as procissões está partido por essa razão). Teve, então, S. Cristóvão de optar por o transportar ao ombro.
Já no meio do rio, apoiado ao bordão que o acompanhava e perante o cansaço que o acometia, queixou-se, dizendo que parecia que levava o peso do mundo às costas, tentando, ao mesmo tempo, virar o olhar para o menino, senão quando, este, colocando-lhe a mão na frente dos olhos, lhe afirmou: quem mata não pode ver Deus. Comprendeu S. Cristóvão que transportava o MENINO JESUS.
Se fizerem reparo, o Menino Jesus, quando acompanha S. Cristóvão no seu ombro, tem a mão direita aberta como que na intenção de impedir o olhar do Santo. Esta relação da imagem, justifica a tradição e a lenda.

in:terralusa.net

Alunos da Emídio Garcia recebem prémio da EDP por projecto que promove eficiência energética

Os Bazingas receberam ontem o prémio do concurso Twist promovido pela EDP, que pretende ajudar a implementar hábitos de poupança energética.
O grupo de seis alunos do 12º ano da escola Secundária Emídio Garcia, em Bragança, foi um dos 3 vencedores a nível nacional ao desenvolver projectos que promovem o uso mais eficiente de energia eléctrica. Os jovens participantes fizeram um conjunto de vídeos que apelava a um comportamento ambientalmente responsável.
Raquel Afonso, uma das alunas, explica que o objectivo do projecto foi “tentar fazer com que as pessoas reduzam o consumo de energia, tentamos levar as pessoas a consumir apenas a energia que precisam”.
O grupo bazingas, que foi buscar inspiração para o nome à série de televisão A Teoria do Big Bang, participou pelo segundo ano neste concurso. Os alunos mostraram-se surpreendidos e satisfeitos com a distinção. 
O administrador da EDP Serviço Universal, João Aguiar, considera que “o melhor veículo para aumentar a eficiência do uso da energia são os jovens, porque as ideias recebidas são transmitidas em casa, aos colegas, e na comunidade”, realçando o papel deste concurso destinado a esta faixa etária. “Fazem isto junto da juventude tem um efeito multiplicador”, sustenta. 
O grupo de 6 alunos da Emídio Garcia foi um dos três vencedores da quarta edição do programa Twist, da EDP, e destinado a alunos do ensino secundário, que promove e consciencializa o público juvenil para temas como a Eficiência Energética, as Alterações Climáticas, Energias Renováveis e o Desenvolvimento Sustentável. 

Escrito por Brigantia

Associação de produtores gastronómicos do Planalto Mirandês demarca-se de casos de botulismo

Presidente da associação garante que todos os produtos são confecionados em unidades certificadas, que obedecem a padrões de qualidade e segurança alimentar.
Fotografia © Rui Manuel Ferreira / Global Imagens
A Associação de Produtores Gastronómicos (APG) das Terras de Miranda - Sabores de Miranda, que representa 26 produtores, demarcou-se da marca envolvida em casos de botulismo, garantindo, que nenhum dos seus associados fornece a "Origem Transmontana".
Em nota enviada à agência Lusa, a presidente da APG das Terras de Miranda refere "que, relativamente ao assunto de botulismo, se demarca da marca em causa, "Origem Transmontana", de forma a garantir a proteção e segurança, quer dos produtos confecionados pelos produtores da associação, quer do consumidor final.
Ana Esteves disse que todos os produtos são confecionados em unidades certificadas, que obedecem a padrões de qualidade e segurança alimentar.
A APG das Terras de Miranda representa produtores pecuários e de doçaria dos concelhos de Miranda do Douro e Mogadouro, no distrito de Bragança.
Está associação junta-se assim, a outras entidades nordestinas que garantem que o produtos transmontanos "são de confiança" e não apresentam, " perigos para a saúde pública.
Também hoje, a gestora do fumeiro certificado de Vinhais também se demarca da marca envolvida em casos de botulismo, afirmando que os produtos da empresa em causa "não estão sujeitos" a controlo de entidades certificadoras.
A Associação Nacional de Criadores de Suínos da Raça (ANCSUB) Bísara é a entidade gestora de todo o processo de certificação e controlo das diferentes peças do fumeiro de Vinhais, desde o salpicão ao presunto, que são comercializadas com "Indicação Geográfica Protegida".
"A marca 'Origem Transmontana' é apenas uma marca comercial de um pequeno e recente produtor de fumeiro que não pode desvirtuar a qualidade e a confiança que os nossos produtos transmontanos têm merecido ao longo dos anos", lê-se no comunicado da ANCSUB.
A Associação Comercial e Industrial de Mirandela (ACIM), gestora da Alheira de Mirandela, emitiu hoje um comunicado no mesmo sentido.
Os maiores produtores da Alheira de Mirandela foram confrontados ao longo do dia de hoje com cancelamento de encomendas e dúvidas de clientes e consumidores devido á associação com os casos de botulismo, cuja contaminação terá tido origem, segundo as autoridades, em alheiras comercializadas pela marca "Origem Transmontana".
Um comunicado conjunto da Direção-Geral da Saúde, Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge dava conta, no sábado, de que foram detetados este mês três casos de botulismo alimentar.
A origem destes casos de doença foi associada à ingestão de produtos alimentares fumados (alheiras), comercializados com a marca "Origem Transmontana" e, após investigação, as autoridades decidiram retirar de imediato do mercado os produtos à base de carne e os queijos da marca "Origem Transmontana".
Na nota de imprensa emitida é explicado que o botulismo alimentar é uma doença grave, de evolução aguda, com sintomas digestivos e neurológicos, resultante da ingestão de diversos tipos de alimentos, contendo toxinas formadas pelo Clostridium botulinum no próprio alimento.
A Lusa contactou o responsável da marca comercial envolvida na polémica do botulismo que não quis prestar declarações, adiantando, porém, que tem "estado em contacto permanente com as autoridades, a colaborar em tudo, e com clientes e produtores/fornecedores".

Diário de Notícias Agência Lusa

Chef cria produtos inovadores de ‘Vinho para comer’ em Alfândega

Um projecto inovador de vinho para comer em forma de caviares, compotas ou chocolates surgiu em Alfândega da Fé.
Trata-se do projeto “Wine to Eat” – vinho para comer – que foi desenvolvido pela empresa Sapientia Romanade, sediada em Chaves.
No entanto, os produtos foram desenvolvidos pelo ‘chef’ António Mauritti e resultaram da aplicação de técnicas avançadas de cozinha molecular.
“O que fazemos tem um aspecto inovador, tecnologicamente avançado, todavia são totalmente manufaturados. Só temos aparelhos para controlar as temperaturas mais rigorosas” António Mauritti referiu ainda que se cozinha a frio, recorrendo a aparelhos que ajudam a controlar as temperaturas de forma mais rigorosa. “Fazemos o que se chama ‘cold confit’ para aproveitar o sabor do vinho”, frisa. 
A autarca de Alfândega da Fé, Berta Nunes, valoriza estas experiências empresariais e acredita que o exemplo pode ser seguido por outros empreendedores que se queiram fixar no concelho. “Estamos a posicionar o concelho como sendo empreendedor, inovador e sustentável, e tudo isto importante para a atracção de outros investimentos e para uma boa notoriedade e imagem do concelho de Alfândega da Fé”, salienta Berta Nunes. 
Os produtos vão estar à venda, em Portugal, em lojas gourmet, mercearias finas, garrafeiras e podem também ser adquiridos online, mas vão destinar-se principalmente à exportação. 
O projeto fez um forte investimento na imagem dos produtos e, por exemplo, a embalagem das trufas ou a tampa dos frascos das geleias são feitos à base de cortiça, mais um elemento que associa ao universo do vinho. 

Escrito por CIR (Rádio Ansiães Brigantia)

3ª Caminhada Solidária

No próximo dia 11 de Outubro vamos realizar a 3ª Caminhada Solidária, participe e colabore com esta Nobre Associação.

“Repovoar aldeias com refugiados é uma ideia sem consistência”, defende Berta Nunes

A presidente da autarquia de Alfândega da Fé entende que não será através do acolhimento dos refugiados que as aldeias da região serão repovoadas.
Berta Nunes considera que o país deve ter um papel activo no acolhimento destas pessoas, mas considera que a maioria dos refugiados de guerra que chegar a Portugal virá com a intenção de regressar ao país de origem quando a situação estabilizar.
A Santa Casa da Misericórdia de Bragança mostrou recentemente a disponibilidade de desenvolver um projecto de acolhimento a longo prazo, como forma de repovoar as aldeias do concelho. 
A responsável do Município, que esteve associado ao projecto Novos Povoadores, considera que a chegada desta população, vista como forma de repovoar o interior, não será viável. “Se nós pensamos que vamos povoar o território com os refugiados talvez estejamos a incorrer num erro, essa ideia é capaz de não ter grande consistência. 
Acho que se estamos a pensar que vamos repovoar Bragança com estes refugiados, parece-me que não será bem assim, não me parece que seja uma boa ideia”, refere a autarca. 
A autarca entende que é prematuro falar deste processo, visto que ainda não há muitas informações em relação à forma como será feito o acolhimento de refugiados. “Mas acho que neste momento ainda não temos informação suficiente para sabermos como este processo vai decorrer a CIM e as instituições da igreja já disseram que estão disponíveis para colaborar”, frisa a responsável, que salienta que “é prematuro falar quanto à forma como poderão vir, quem vem e onde são colocados” . 
Sabe-se para já que Portugal vai receber mais de 4000 refugiados. 

Escrito por Brigantia

Casos de botulismo arrasam venda de alheiras de Trás-os-Montes

Produtor da marca associada a três casos da doença é um ex-concorrente de um conhecido programa de culinária.
Os casos de botulismo alimentar associados à ingestão de alheiras de uma pequena marca de produtos transmontanos estão a deixar os produtores da região à beira de um ataque de nervos. Numa operação que envolveu várias autoridades de saúde e segurança alimentar, foram retirados do mercado os produtos à base de carne e de queijo comercializados com a marca Origem Transmontana por supostamente terem originado três casos confirmados casos desta doença que é rara, mas pode matar.

O problema é que o impacto do comunicado  divulgado no sábado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) em conjunto com a Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge está já a ser significativo, afectando as vendas de produtos regionais, como a conhecida alheira de Mirandela, sucedendo-se o cancelamento de encomendas.

Os responsáveis de várias associações de produtores transmontanos têm-se desmultiplicado em esclarecimentos, na tentativa de se demarcarem da referida marca, cujo nome tem contribuído para gerar muitos equívocos. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Mogadouro juntou-se esta terça-feira à sua congénere de Mirandela e de Bragança, bem como à Entidade Gestora do Fumeiro de Vinhais e à Associação de Produtores de Terras de Miranda.

Todos asseguram que a qualidade dos produtos da região não está em causa, até porque estes são “devidamente certificados pelas respectivas entidades”. É necessário “esclarecer os vários agentes económicos, consumidores e clientes que 'Origem Transmontana' é apenas uma marca comercial”, frisou a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Bragança, em comunicado.  

O primeiro caso de botulismo alimentar foi detectado no dia 11 deste mês e o último há uma semana. Esta terça-feira, a RTP indicava que haveria um quarto caso, mas a responsável da Unidade de Gestão de Emergências da DGS, Cristina Abreu, explicou ao PÚBLICO que se trata apenas de uma suspeita, não confirmada, ao contrário das outras três situações.

O estado de saúde dos três doentes “está a evoluir favoravelmente”, garante Cristina Abreu, que adianta apenas que um deles não reside em Portugal, tendo a doença sido diagnosticada quando já tinha regressado à Suiça. Logo que foi conhecido o primeiro caso, as autoridades tentaram localizar a fonte de contaminação até que chegaram às alheiras da marca Origem Transmontana.

Com sede em Bragança, a empresa tem uma unidade de produção no edifício da antiga escola primária de Paradinha Nova, uma pequena freguesia do distrito. Rapidamente se soube, até porque a terra é pequena – Paradinha Nova tem cerca de cem habitantes – que o fundador desta marca  é um ex-concorrente do conhecido concurso de culinária da TVI "MasterChef".

O ex-concorrente do "MasterChef" Luís Portugal decidiu abrir, na terra do seu pai, esta unidade de produção, aproveitando o edifício da escola desactivada.  Depois de “ter percorrido a Europa toda a cozinhar”, criou o que descreveu, num vídeo promocional do programa, como “um autêntico laboratório de aromas, sabores e experiências” baseado na “cozinha tradicional”. Era ali que produzia compotas e vários tipos de fumeiro, em “cozedura a baixa temperatura no pote, em lumes brandos”, segundo afirmava então.

Luís Portugal “está agora a colaborar com as autoridades até porque é o primeiro interessado em que tudo se esclareça”, adiantou ao PÚBLICO o presidente da União de Freguesias de Izeda, Calvelhe e Paradinha Nova,  Luís Filipe Fernandes, que não esconde a preocupação com o impacto que este caso está a ter na região. “É a imagem dele que está em risco mas não só", destaca, sublinhando que a “Origem Transmontana” é apenas “uma empresa entre muitas em Bragança” e que “há dezenas de cozinhas regionais certificadas” na região. "Quem estiver fora do circuito associa este problema a toda a região de Trás-os-Montes", lamenta.

O PÚBLICO tentou falar com Luís Portugal, sem sucesso.

A responsável da DGS explica que, apesar de serem raros, há casos de botulismo notificados quase todos os anos, desde que a doença se tornou de declaração obrigatória em Portugal, em 1999. Na Europa, precisou Cristina Abreu, há registo de cerca de 200 casos por ano, em média.  Por cá, tem havido alguns surtos, tendo havido um pico em 2000, com 31 casos declarados e relacionados então com o consumo de produtos caseiros.

O risco  no caso específico agora detectado é “muito baixo” e a DGS apenas tomou uma posição em conjunto com as outras entidade com o objectivo de “minimizar a possibilidade de alguém consumir produtos” contaminados comprados antes de o problema ser detectado, explicou Cristina Abreu. “Mas trata-se apenas de uma marca e de uma situação pontual, que foi identificada atempadamente”, assegura a responsável, lamentando que tanta gente esteja agora a perguntar se pode ou não comer fumeiros.

Entretanto, a investigação, que é da responsabilidade da ASAE, continua.  A autoridade de segurança alimentar garante, em comunicado, que prossegue com "acções de fiscalização junto da produção e na rastreabilidade dos produtos com vista ao apuramento dos factos bem como à adopção das medidas cautelares consideradas adequadas".

O que é o botulismo alimentar?
O botulismo alimentar é uma doença que ocorre na sequência da ingestão de comida contaminada com toxinas e que está associada habitualmente a enlatados, carnes fumadas, conservas de frutas, legumes ou peixes. O problema é provocado por toxinas produzidas por esporos da bactéria Clostridium botulinum, toxinas essas que se espalham nos alimentos, como uma espécie de veneno. Pode ocorrer de forma epidémica ou esporádica (a toxina pode estar presente apenas em parte do alimento ingerido).

Com características clínicas graves, esta doença pode ser prevenida através de uma correcta preparação dos produtos alimentares. Os sintomas que as pessoas afectadas apresentam podem ser digestivos ou neurológicos, havendo casos em que se verifica uma paralisia gradual que começa pela face e vai atingindo o pescoço e os braços, podendo conduzir a paragem respiratória.

Nos últimos anos, tem-se assistido a alguns surtos da doença em Portugal, não apenas relacionados com o consumo de enlatados e fumeiros de origem caseira, mas também com alimentos processados comercialmente.

Em Portugal esta doença é de declaração obrigatória desde 1999, tendo-se verificado menos de uma centena de casos desde então. Em 2005 e 2006 foram diagnosticados sete e dez casos, respectivamente. O ano com mais registos foi o de 2000, com um total de 31 casos notificados às autoridades de saúde. Mas houve anos em que foram apenas declarados um ou dois casos e em 2010 não houve qualquer comunicação.

As autoridades de saúde acreditam, porém, que estará subdiagnosticada porque as manifestações clínicas muitas vezes mimetizam outro tipo de doenças.

ALEXANDRA CAMPOS
Jornal Público

Vila de Freixo de Espada à Cinta escolhida para a Abertura do Ano Pastoral da Diocese de Bragança-Miranda

No dia 26 de Setembro teve lugar no Auditório Municipal de Freixo de Espada à Cinta a Abertura do Ano Pastoral da Diocese de Bragança-Miranda com a presença de D. José Cordeiro, Bispo da Diocese que durante uma semana realizou, nas suas palavras, uma “peregrinação” pelo Concelho de Freixo de Espada à Cinta, visitando as várias aldeias e instituições da região.

Durante a manhã a Abertura do Ano Pastoral, este ano dedicado à Santidade, iniciou-se com um cântico de um Salmo, e seguiu-se a intervenção de D. José Cordeiro que referiu que “Freixo de Espada à Cinta foi a localidade escolhida para este evento por ser uma terra de Missionários, de onde saíram homens e mulheres para muitas partes do mundo e por isso é uma terra de Missão”. 

Seguiu-se a intervenção da irmã Ângela Coelho, postuladora da causa de canonização dos pastorinhos Beatos Jacinta e Francisco Marto com o tema “A Espiritualidade do Santo” que essencialmente se centrou nos pressupostos do que é ser Santo e do que verdadeiramente importa para que tal facto aconteça na vida de cada um dos fiéis. 

A apresentação do Plano Pastoral da Diocese de Bragança-Miranda ficou a cargo do Padre José Bento Soares que referiu que o projeto de 5 anos, de 2012 a 2017, tem como obetivos “repartir Cristo nos caminhos da missão (…) pretendendo que a Igreja deixe transparecer o Evangelho da Esperança” bem como que “cada um assuma a sua vocação batismal”. 

Durante a tarde a moderação das conferências ficou a cargo da Dra. Fátima Pimparel que apresentou os intervenientes que abordaram temas relacionados com a Igreja Universal. 

A Engenheira Lucília Carpinteiro abordou as temáticas relacionadas com o ambiente referindo na sua intervenção que “ a proteção da Natureza é universal e contemplar a Natureza é amar a Criação” e alertou que “todos nós não temos atuado de forma digna perante a Natureza” trazendo à luz a problemática das questões ambientais como um tema de extrema importância. 

A segunda temática “Inquietudes para o Sínodo dos Bispos sobre a Família” foi abordada pelo Padre Sobrinho Alves que falou sobretudo sobre os pressupostos do matrimónio e da sua nulidade. 

Seguiu-se o visionamento de um pequeno vídeo sobre a catequese familiar e a intervenção da Irmã Emília que falou sobre as Jornadas Mundiais da Juventude que no ano de 2016 se realizarão em Cracóvia, na Polónia, e que apresentou toda a informação acerca do programa e das inscrições para os jovens que queiram participar no evento. 

“A temática da Misericórdia na comunicação social” foi a reflexão que coube a António Rodrigues, chefe de Redação do “Mensageiro de Bragança”, jornal semanário do Distrito de Bragança. O jornalista fez um paralelismo dizendo que geralmente os factos que são noticiáveis são aqueles que são exceção então se as notícias de “misericórdia” muitas vezes não estão presentes na comunicação social pode ser um facto positivo porque significa que esses atos continuam a ser a regra. Assim, António Rodrigues concluiu que “se os atos de misericórdia começarem a aparecer nas notícias poderá significar que começaram a ser exceção e isso devia preocupar-nos a todos”. 

Antes do encerramento houve tempo ainda para a intervenção do Padre Farias membro da ANIMAG, uma organização de missionários que se dedica à animação missionária em Portugal. Começou por recordar a importância do ambiente missionário referindo que o Bispo D. José Cordeiro veio inclusive deste ambiente onde começou muito novo. Recordou também a importância dos missionários nas palavras do Papa Francisco quando Este referiu que “a Missão é uma paixão por Jesus Cristo e ao mesmo tempo uma paixão pelas pessoas”. 

As últimas palavras pertenceram a Maria do Céu Quintas, Presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta, sobre o tema “O Mundo Secular Nordestino! Que exigências coloca à Igreja Diocesana”. A Presidente centrou-se na importância de Freixo como Terra de Missionários na divulgação da nossa língua pelo Oriente e recordou Frei Bartolomeu quando proferiu num dos seus discursos “que a Igreja precisa mais de reformas do que dogmas”. Maria do Céu Quintas explicou ainda que a Igreja precisa atualmente de “estabelecer um harmonioso entendimento entre a essência do que é e as exigências do momento contemporâneo” e terminou lançando como que um repto: “São Francisco de Assis não se tornou Santo porque sonhou que a Igreja desabava, mas sim porque tudo fez para que a Igreja não se desmoronasse”. 

A Abertura do Ano Pastoral da Diocese Bragança-Miranda terminou com a Eucaristia na Igreja Matriz de Freixo de Espada à Cinta. 

NN CM de Freixo de Espada à Cinta (Joana Vargas)
in:noticiasdonordeste.pt

Água da torneira mantém "níveis próximos da perfeição"

A qualidade da água da torneira continua elevada, com níveis "próximos da perfeição", nos 98,4% e o incumprimento é "baixíssimo", ficando em 1,5%, segundo um responsável da entidade reguladora, a ERSAR.

"Continuamos a poder beber água da torneira em Portugal com muita tranquilidade e, apesar de já estarmos em níveis muito próximos da perfeição, o indicador água segura voltou a subir mais um bocadinho, dos 98,2% de 2013 passamos para os 98,4% em 2014", disse o diretor do Departamento da Qualidade da Água da ERSAR.

Luís Simas falava a propósito do relatório anual sobre o "Controlo da Qualidade da Água para Consumo Humano", hoje divulgado pela Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR), documento no qual se realça que é possível garantir aos portugueses "que podem beber água da torneira com confiança".

Verificou-se, segundo Luís Simas, "uma redução dos parâmetros considerados críticos, aqueles que estão ligeiramente abaixo da média nacional", mas "é normal que existam problemas pontuais de qualidade da água que depois são resolvidos".

Os elementos medidos são bactérias coliformes, parâmetro indicador que não tem um impacto imediato na saúde e que se pode ficar a dever à ineficiência da desinfeção, ou o pH e o alumínio, também sem consequências imediatas, e cuja presença pode dever-se às caraterísticas hidrogeológicas das origens de água, segundo a ERSAR.

"Portanto, há valores baixíssimos que estão abaixo de 1,5% de incumprimento no país que continuam a precisar de pequenas afinações para ver se nos aproximamos daquele nível de excelência que são os 99%", salientou o especialista da ERSAR.

O relatório concluiu que a percentagem de cumprimento da frequência mínima de amostragem das entidades gestoras da água está em linha com a tendência verificada nos anos anteriores, ou seja, está muito próxima dos 100% (ficou nos 99,9% em 2014).

"Apenas ficaram por realizar cerca de 500 análises em mais de meio milhão de análises obrigatórias na torneira do consumidor", destaca a entidade, referindo que continua a ser no interior, com maiores carências de recursos humanos, técnicos e financeiros, que se concentram os incumprimentos, principalmente em zonas de abastecimento com menos de 5.000 habitantes.

Em 2014, foram realizadas 60 fiscalizações, das quais 43 no norte e centro e em cerca de metade das ações "foi identificada matéria passível de instauração de processos de contraordenação", essencialmente relacionados com os prazos administrativos na comunicação de incumprimentos à ERSAR e às autoridades de saúde.

Atualmente, já se encontram em processo de instrução 25 processos de contraordenação, sendo que um já está pronto para ser elaborada a decisão final, refere a Entidade.

ERSAR/LUSA

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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Instituto Jean Piaget em Macedo de Cavaleiros investe na formação

Hoje, o Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros abriu as portas, não a caloiros do ensino superior, mas a 25 jovens, entre os 25 e os 35 anos, ao abrigo da Medida Vida Ativa. Os acordos de cooperação entre o IEFP e 25 universidade e institutos politécnicos do país, 7 do norte, foram assinados a 1 de julho, e começam agora a funcionar. O Piaget foi a única escola privada a norte a conseguir este acordo, numa lista onde o IPB de Bragança e a Utad também figuram.

São formações para licenciados na área das tecnologias de informação e comunicação, com a duração de 6 meses, 3 deles em contexto laboral, e que visam a posterior integração dos formandos nos locais de estágio, como explica Maria Helena Chéu, presidente do Campus Universitário Nordeste.

Com as candidaturas para o ensino superior ainda abertas, Maria Helena Chéu reconhece que nos últimos anos tem sido mais difícil captar jovens, mas refere que o Instituto Jean Piaget em Macedo de Cavaleiros nunca encerrou, tendo tido sempre alunos, quer em mestrado, quer a realizar estágios fora da instituição, o que não se verificou em Mirandela.

Maria Chéu acrescenta que há vontade de continuar a investir em Macedo de Cavaleiros. Para isso há já inscrições abertas para um curso de osteopatia, de 10 meses de duração, para bacharéis ou licenciados em áreas da saúde.

A aposta futura parece mesmo ser na formação, até para aumentar os postos de trabalho, que diminuíram em fevereiro, devido à requalificação nacional da instituição, e rentabilizar as estruturas existentes, como, por exemplo, os espaços para desporto, que já acusam os sinais do pouco uso. Há por isso abertas candidaturas para o Centro Para a Qualificação e do Ensino Profissional, para pessoas com menos habilitações escolares, em áreas como Ciências Informáticas, Serviços de Apoio a Crianças e Jovens, Desporto ou Saúde.

Alguns destes cursos devem abrir em outubro. As instalações de Mirandela também vão receber formações, nomeadamente em Higiene e Segurança Alimentar e Implementação do Plano HACCP, e há vontade de descentralizar mais cursos pelo distrito de Bragança e Vila Real. Em Mirandela está ainda a ser que está a ser desenvolvido um centro de investigação agroalimentar, que neste momento está a candidatar um projeto no âmbito dos azeites aromatizados.

Escrito por ONDA LIVRE

Mogadouro também vai reduzir o IMI, juntando-se a Mirandela e Bragança

Mogadouro é o terceiro município no distrito de Bragança a anunciar que vai reduzir para os valores mínimos a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), juntando-se a Bragança e Mirandela que também já anunciaram a mesma intenção.

O presidente da Câmara  Municipal de Mogadouro, Francisco Guimarães, disse que o seu município vai reduzir para os valores mínimos a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para as famílias com habitação própria ou residência no concelho que tenham dependentes a seu cargo.

"A redução situa-se ente os 10 e os 20 % atendendo ao número de dependentes, que nos termos do previsto na Lei compõem o agregado familiar dos proprietários de imóveis", explicou o autarca citado pela Agência Lusa.

A proposta já foi aprovada em reunião de Câmara e irá agora ser submetida a votação na Assembleia Municipal.

O autarca salientou o facto de a situação financeira da autarquia permitir esta redução que beneficiará as pessoas proprietárias de habitações que tenham dependentes a seu cargo, devendo a iniciativa atingir mais de 500 agregados familiares do concelho. "Esta medida vai abranger 557 famílias do concelho de Mogadouro", disse o autarca.

As famílias abrangidas terão uma redução da taxa do IMI em conformidade com o número de filhos dependentes, à semelhança do que também já foi anunciado nos concelhos de Mirandela e Bragança.

Agência Lusa

WC Canino para "Inglês ver" e sem Manual de Instruções

Como se pode verificar, numa das fotos, não há um único excremento canino no wc destinado a esse efeito implantado no Parque da Braguinha em Bragança. Como não acredito que o limpem diariamente, arrisco-me a afirmar que nunca foi utilizado.
Ora todos nós sabemos, uns porque veem outros porque pisam, que as cagadelas dos ditos cujos enxameiam a cidade.
Os canitos não têm culpa nenhuma. O mesmo não se pode dizer dos seus incultos donos que estão a léguas de saber o que quer dizer cidadania e respeito pelos outros. No caso em apreço fingem, igualmente, desconhecer os Regulamentos Municipais.
Aos cidadãos cumpre obedecer à lei, às instituições públicas compete fazê-la cumprir.
Neste caso…ambos falham flagrantemente. Se estão previstas coimas, apliquem-se a quem prevarica.
Gosto muito de animais de 4 patas mas não gosto dos donos de 2 patas que não limpam a mer.. que os seus animais domésticos fazem em espaço público, tal como não gosto dos donos de 2 patas que aprisionam, nomeadamente cães, em propriedade horizontal sem terem a capacidade de lhes ensinar que não podem ladrar, indiscriminadamente, e a qualquer hora do dia e da noite como se estivessem a viver numa quinta.
Não será possível fazer algo?
Sugiro um Manual de Instruções no WC Canino e um mailing a ser distribuído pelas caixas de correio.
Era bem capaz de ser mais útil do que os que tenho recebido ultimamente, com umas fronhas estampadas e que têm ido diretamente, para o papelão.

HM

Realizou-se pelo 2º ano, em Torre Dona Chama, a Feira do Artesanato, Caça e Produtos Regionais


Balcão Único já está aberto ao público em Freixo de Espada à Cinta

No âmbito do Programa Simplex Autárquico foi aberto ao público em Freixo de Espada à Cinta o Balcão Único de Atendimento. O espaço conta com quatro postos de atendimento especializado ao público.

Tesouraria, Serviços Administrativos, Acção Social e Gabinete Jurídico são os serviços que passam a ser prestados à população local neste novo espaço da vila nordestina. 

O Balcão Único está sediado no edifício da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, à entrada do lado direito. 

O Simplex Autárquico foi lançado em Julho de 2008, e até ao momento mais de 200 autarquias aderiram ao programa.

in:noticiasdonordeste.pt

Sr. José, um gaiteiro de Terras de Miranda


Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana implementa regime de fruta escolar

Uma peça de fruta, duas vezes por semana. O programa de regime de fruta escolar começa a ser implementado esta terça-feira, nas escolas de 1º Ciclo dos concelhos que integram a Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana.

Às terças e quintas-feiras, durante 30 semanas letivas, os alunos de 1º Ciclo dos Pólos 1 e 2 de Macedo de Cavaleiros e das Escolas de Chacim e Morais, receberão uma peça de fruta, no âmbito do programa de promoção de promoção de hábitos de consumo de alimentos benéficos para a saúde dos jovens estudantes.

Além de macedo de Cavaleiros o Regime de Fruta Escolar é também implementado pela Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana nos seus 5 Municípios. 

NI Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros (Nélio Pimentel)

Da Aldeia ao Castelo de Algoso


Montaria ao Javali 17 de outubro Sendim

Troço do IC 5 cortado ao trânsito

O IC5 está encerrado ao trânsito até dia 8 de Outubro, no troço Carlão, em Alijó, e Pinhal do Norte, em Carrazeda de Ansiães.
Estão em curso trabalhos de correcção do piso, nomeadamente de fissuras. A concessionária optou por esta solução, e não pela circulação alternada, por questões de segurança. 
Como alternativa deve ser usada a EN 212 e a EM 582. Entre 8 e 26 de Outubro encerra, para os mesmos fins, o troço entre Pinhal do Norte e Mogo de Ansiães, no concelho de Carrazeda de Ansiães. 

Escrito por Rádio Ansiães (CIR)

Américo Pereira critica estudo que detectou níveis elevados de radão em escolas do distrito

O presidente da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes, Américo Pereira, critica o estudo de Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e o facto de a instituição não revelar quais as escolas com elevados níveis de radão entre outros problemas de qualidade do ar.
O representante de nove dos municípios do distrito considera mesmo que este estudo apresentado a semana passada na faculdade não é sério.
“Não nos são dados esclarecimentos plausíveis. Começaram por dizer que contactaram as escolas mas ninguém sabe nada, as Câmaras também não sabem nada, as fontes também não revelam quais as escolas nem os valores, o que nos leva a crer que não houve estudo absolutamente nenhum e que isto não passou de um lapso e de uma brincadeira de mau gosto”, considera o responsável. 
O autarca e presidente da CIM põe em causa os resultados do estudo e estranha que as câmaras municipais, entidades responsáveis pela tutela dos níveis de ensino em questão no estudo, o pré-escolar e o primeiro ciclo, não tenham sido informadas da visita dos investigadores e garante que não pedida autorização para tal. 
A Universidade do Porto divulgou a passada semana informação de que foram detectados diversos problemas associados à qualidade do ar interior, nomeadamente concentrações elevadas de dióxido de carbono e poeiras, bem como algumas situações de elevadas concentrações de compostos orgânicos voláteis e de radão – um gás natural radioactivo – em várias escolas do distrito de Bragança. Os gases causam preocupação por terem influência na saúde respiratória das crianças. 
De acordo com a Universidade do Porto responsável pelo estudo, a ocupação excessiva e as actividades das crianças, bem como a ventilação deficiente e as actividades de limpeza foram as principais causas identificadas para os problemas de qualidade do ar. 

Escrito por Brigantia

Gestora do Fumeiro de Vinhais demarca-se de marca associada ao botulismo

A gestora do fumeiro certificado de Vinhais, no distrito de Bragança, demarcou-se, esta segunda-feira, da marca envolvida em casos de botulismo, afirmando que os produtos da empresa em causa "não estão sujeitos" a controlo de entidades certificadoras.

A Associação Nacional de Criadores de Suínos da Raça Bísara (ANCSUB) é a entidade gestora de todo o processo de certificação e controlo das diferentes peças do fumeiro de Vinhais, desde o salpicão ao presunto, que são comercializadas com "Indicação Geográfica Protegida".

A associação informa, em comunicado, que os produtos do fumeiro de Vinhais não são comercializados pelo agente económico que comercializou as alheiras que as autoridades apontam como a fonte de contaminação do botulismo.

Esta entidade acrescenta que o referido agente "não certifica" os produtos que comercializa, "pelo que não está sujeito aos rigorosos controlos efetuados pelas entidades certificadoras, que obrigam ao cumprimento escrupuloso das normas de produção regulamentadas".

"A marca 'Origem Transmontana' é apenas uma marca comercial de um pequeno e recente produtor de fumeiro que não pode desvirtuar a qualidade e a confiança que os nossos produtos transmontanos têm merecido ao longo dos anos", lê-se no comunicado da ANCSUB.

A Associação Comercial e Industrial de Mirandela (ACIM), gestora da Alheira de Mirandela, emitiu, esta segunda-feira, um comunicado no mesmo sentido.

Os maiores produtores da Alheira de Mirandela foram confrontados ao longo do dia com cancelamento de encomendas e dúvidas de clientes e consumidores devido á associação com os casos de botulismo, cuja contaminação terá tido origem, segundo as autoridades, em alheiras comercializadas pela marca "Origem Transmontana".

Um comunicado conjunto da Direção-Geral da Saúde, Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge dava conta, no sábado, de que foram detetados este mês três casos de botulismo alimentar.

A origem destes casos de doença foi associada à ingestão de produtos alimentares fumados (alheiras), comercializados com a marca "Origem Transmontana" e, após investigação, as autoridades decidiram retirar de imediato do mercado os produtos à base de carne e os queijos da marca "Origem Transmontana".

Na nota de imprensa emitida é explicado que o botulismo alimentar é uma doença grave, de evolução aguda, com sintomas digestivos e neurológicos, resultante da ingestão de diversos tipos de alimentos, contendo toxinas formadas pelo Clostridium botulinum no próprio alimento.

A Lusa contactou o responsável da marca comercial envolvida na polémica do botulismo que não quis prestar declarações, adiantando, porém, que tem "estado em contacto permanente com as autoridades, a colaborar em tudo, e com clientes e produtores/fornecedores".

A empresa em causa foi criada para comercializar "o que de melhor se produz na região", desde fumeiro, compotas, queijos, comprados a produtores ou de produção própria e vendidos com a marca "Origem Transmontana".

Jornal de Notícias

Caminhada pedestre promove a natureza de Torre de Moncorvo

A freguesia de Carviçais recebeu no passado dia 27 de Setembro, Domingo, o passeio pedestre da Rota da Fonte do Gil.

Este passeio além de promover a natureza e o património existente na aldeia de Carviçais pretendeu também assinalar o Dia Mundial do Turismo.

O percurso teve início na Praça da Igreja, seguiu pela Calçada da Fonte do Gil, Fonte do Gil, Minas do Lagar Velho, Fraga da Raposa e Fraga dos Pelames, terminando na Fonte do Gil.

No decorrer da caminhada os cerca de 150 participantes tiveram direito a um pequeno reforço nas minas do Lagar Velho e a oportunidade de explorar as antigas minas ali existentes, que serviram de cenário à nova novela da TVI “Santa Bárbara”, que estreou dia 28 de Setembro.

A rota de dificuldade média baixa percorreu cerca de 4 km e contou no final com um almoço convívio entre todos os caminhantes.

NI Câmara Municipal de Torre de Moncorvo (Luciana Raimundo)

“Origem Transmontana” é uma marca comercial, não uma certificação. Produtores locais estão a ser afectados pela confusão

Algumas empresas do ramo alimentar da região transmontana começaram a ser afectadas pelos recentes casos de butolismo alimentar que resultou do consumo de produtos, nomeadamente alheiras, da marca “Origem Transmontana”.

Algumas toneladas da conhecida alheira de Mirandela foram canceladas esta segunda-feira, o que levou a Associação Comercial e Industrial de Mirandela (ACIM) a emitir um comunicado no sentido de esclarecer consumidores e distribuidores de que os produtos certificados transmontanos nada têm a ver com a marca comercial "Origem Transmontana", que desde sábado passado está associada a três casos de botulismo em Portugal. 

Na verdade, a designação “Origem Transmontana” nada tem a ver com a certificação dos produtos regionais transmontanos, tratando-se apenas de uma marca representativa de uma pequena empresa detentora de um negócio e de uma fábrica que laborava na antiga escola primária da aldeia de Paradinha Nova, concelho de Bragança, e cuja fábrica, segundo o Jornal i, já não se encontra em funcionamento. Contudo, os produtos comercializados por esta marca foram associados a três casos de butolismo alimentar. 

Mas o caso está a transformar-se num imenso problema para os produtores locais, porque a marca comercial “Origem Transmontana” está a ser confundida com a certificação dos produtos regionais que estão sujeitos a um apertado controle de qualidade e higiene alimentar. 

A mais afectada, de momento, parece ser a produção de alheira, o que levou ACIM a emitir um comunicado para "clarificar que é necessário institucionalmente esclarecer os clientes, consumidores e todos os agentes económicos que 'Origem Transmontana' é apenas uma marca comercial e que não pode desvirtuar a qualidade, o rigor de produção e a confiança nos produtos do território de Trás-os-Montes". 

O problema é que as pessoas estão a associar a marca “Origem Transmontana”, a quem as autoridades atribuem a contaminação de três casos de botulismo, a todos os produtos com origem na região. 

No dia de ontem os telefones não param de tocar com pedidos de esclarecimentos na empresa “Alheiras Angelina”. Nesta empresa, que é das maiores produtoras de alheiras de Mirandela, foram canceladas encomendas, nomeadamente “de algumas cadeias/grupos”, equivalentes a entre seis a oito toneladas, a produção de uma semana, disse à Lusa Sónia Carvalho. 

O problema, referiu a mesma fonte, “é que as pessoas não lêem comunicados, lêem as manchetes dos jornais e associam o nome de uma marca de distribuição a todo o território de Trás-os-Montes e a todos os produtos". 

A confusão está efectivamente instalada, quer nos distribuidores, quer nos consumidores e isso poderá ter uma repercussão “muito grave” para o negócio que movimenta cerca de 30 milhões de euros por ano, se não forem tomadas as medidas mais adequadas ao esclarecimento de quem tem por hábito consumir produtos regionais transmontanos e especialmente alheira e restante fumeiro, cujo período áureo de produção se aproxima. 

Perante a situação, os produtores reclamam que as autoridades competentes emitam um comunicado e utilizem os meios considerados ao seu alcance para esclarecer de forma cabal toda esta situação que começa a afectar a actividade económica de localidades como, por exemplo, Mirandela. É necessário fazer “a distinção entre as duas situações e acabar com a confusão que está a ser criada entre a marca e os produtos da região”, diz Rui Cepeda, um produtor certificado, citado pela Agência Lusa.

in:noticiasdonordeste.pt