sábado, 30 de janeiro de 2016

CASTELO DE VILA FLOR

O “Castelo de Vila Flor” localizava-se na freguesia, vila e concelho de Vila Flor, distrito de Bragança, em Portugal.

Tinha como função a defesa da povoação e deste trecho do caminho de Santiago na região. Do conjunto resta-nos hoje apenas um pequeno troço da primitiva cerca da vila, e o chamado Arco de D. Dinis. Inscreve-se na Região de Turismo Nordeste Transmontano.


História


O castelo medieval


Admite-se que, à época da Reconquista cristã da península Ibérica, a povoação foi fundada por volta do século XI, dentro da política de repovoamento do território promovida pelos reis de Castela. Sede de Concelho, foi inicialmente conhecida como "póvoa de além Sabor", uma vez que se situava além daquele rio, com relação ao reino de Castela.


Compreendida nos domínios do Condado Portucalense, passou a integrar o território português quando da sua emancipação política.


O topónimo Vila Flor é pela primeira vez referido documentalmente na carta de foral passada por Diniz I de Portugal (1279-1325) elevando a povoação a vila (24 de maio de 1286). Reza a tradição local que, quando da sua passagem a caminho da raia mirandesa, indo receber a sua noiva, D. Isabel, o soberano ficou tão impressionado com a exuberância da paisagem e a variedade das flores campestres, que a rebatizou como “Vila-Flor”. No mesmo ano nova vila recebeu a concessão de toda a parte norte do termo de Santa Cruz de Vilariça. Datará deste período a construção do castelo, citado pelo próprio soberano já em 1295, numa carta resolvendo uma contenda entre os concelhos de Vila Flor e Torre de Moncorvo por "razom da fortaleza que mandei fazer em essa vila da torre de meencorvo, e porque eu mandey que metesedes as terças das eigrejas de vila frol primeyramente, e depois que er metesedes as terças da torre de meencorvo na fortaleza de vila frol".


Fernando I de Portugal (1367-1383) doou a vila a João Rodrigues Portocarreiro (1381).


A povoação tomou impulso ao final do período medieval ao acolher famílias judaicas expulsas de outras regiões da Europa, e que aqui desenvolveram a agricultura, o comércio e as manufaturas de curtumes e ourivesaria.


Do século XVI aos nossos dias


Manuel I de Portugal (1495-1521) passou-lhe o Foral Novo (4 de maio de 1512), reformando o anterior. A nova política com relação aos judeus em Portugal, entretanto, afugentou essa população, o que conduziu ao abandono de domicílios e de ofícios e ao declínio da vila.


No século XVIII registou-se a demolição da torre reaproveitando-se a sua pedra para a construção da nova Igreja Matriz.


Na segunda metade do século XIX, por iniciativa da Câmara Municipal, foi demolida uma das portas da cerca (1861), assim como a porta do Rossio, que se abria para o largo do mesmo nome (1868). Em 1875 PINHO LEAL referiu:


"(…) no local que hoje occupa a egreja matriz e que é o ponto culminante do bairro murado (...) houve em tempos remotos um castelo ou torre de menagem. Tendo cahido em ruinas e tornando-se inutil depois da invenção da artilheriam não mais restauraram aquellas obras de defesa e com a sua pedra construíram a egreja anterior á egreja actual, no mesmo sitio do castelo ou da torre" (Op. cit., p. 732.)


O mesmo autor refere ainda a existência, junto à Porta da Vila, de um pequeno lanço das velhas muralhas, tendo contígua uma casa de dois andares (reformada em nossos dias), e denotando grande antiguidade, parecendo ter sido uma torre ou fortim para defesa da dita porta. (Op. cit.)


Em 1944 as vistorias para elaboração do processo de eventual classificação do castelo de Vila Flor constataram que somente restava o arco da Porta Sul (ou de D. Dinis), assim como uma estrutura anexa que faria parte da cerca. Esse conjunto encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 40.361, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 228, de 20 de outubro de 1955.


Nos anos de 1961-1962 um dos proprietários da casa que se adossa à Porta reportou o estado de ruína da estrutura, tendo solicitado à Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) uma intervenção. Sem resposta, em março de 1964, formulou uma queixa, da derrocada de uma parte do imóvel, em virtude do mau tempo, declarando-se estar perante situação de perigo. Entre 1964 e 1965 teve início o processo de compra do imóvel pelo Estado, tendo a DGEMN iniciado, em 1965, os trabalhos de desafogo da muralha e consolidação do arco da porta. Na ocasião foi demolido o prédio em ruína e efetuada a limpeza do terreno libertado e a consolidação do cunhal do prédio contíguo, entre outros.


Em 1999 a Câmara Municipal procedeu o arruamento, a quando do licenciamento pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR).


Do conjunto resta apenas uma portada de arco apontado granítico, onde são visíveis os entalhes para o encaixe das portas, designada por Porta da Vila ou de D. Dinis, defendida por uma torre semicircular, virada a sudeste., construída em pequenos blocos de granito e xisto. Existe ainda uma pequena parte de pano de muralha, mas encontra-se, na sua maioria, embebida na malha urbana, e, por isso, imperceptível. O ligeiro declive é compensado por grandes degraus, calcetados à portuguesa.


Características


Na cota de 537 metros acima do nível do mar, o castelo, urbano, seria constituído pela torre de menagem (PINHO LEAL, 1875:732) e por uma cintura envolvente de muralhas, na qual se rasgavam originalmente cinco portas. Dessas portas restam apenas os vestígios de uma, denominada como Porta Sul ou Arco de D. Dinis, em arco apontado, com as dimensões de 3,5 metros de largura por 4 metros de altura, defendida por duas torres de planta semicircular.


Existem ainda vestígios de um adarve, ou caminho de ronda. A torre e os panos murários que restam são construídos em alvenaria de xisto miúdo.


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CASTRO DE OLEIROS

O “Castro de Oleiros”, também referido como “Castelo de Oleiros” localiza-se na freguesia de Urrós, concelho de Mogadouro, distrito de Bragança, em Portugal.

História


Em posição dominante numa elevação sobranceira a uma ribeira afluente do rio Douro, próximo à fronteira com a Espanha, é em um sítio arqueológico, constituído por um castro pré-histórico fortificado, possivelmente reutilizado à época da Reconquista cristã da península Ibérica, no século IX ou no século X, por forças Leonesas, conforme parecem indicar alguns troços de muralhas.


Existem duas versões para o seu nome:


- Por que no local ter-se-ia encontrado grande quantidade de cerâmica, característica da cultura castrense; e


- Devido ao local ser zona de cumeada que separa duas nascentes, as das ribeiras de Costureiras e de Culmeães (do castelhano “olleiros”, olheiros, olhos d’água).


Nas demarcações de fronteira de 1538 consta que “O castelo de Oleiros confrontava-se do lado castelhano com um cabeço a que também designam castelo de Oleiros. Ambos os castelos estavam em ruína, semeando-se nas suas terras centeio destinado à panificação”.


Subsistem, em nossos dias, parte das muralhas e, em seu interior, vestígios de habitações.


O conjunto encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto nº 29/90, publicado no Diário da República, I Série, nº 163, de 17 de julho de 1990.


Nas últimas décadas, à medida que o interesse pelo local foi aumentando, ocorreram também algumas destruições, em particular a que levou à plantação de pinheiros no interior do recinto, processo que acarretou a destruição de uma parcela da muralha.


Características


De implantação rural, isolado no topo de um outeiro, entre campos de cultivo, na cota de 482 metros acima do nível do mar, o castro é sobranceiro ao rio Douro. Pela estrutura, topografia e localização é semelhante ao castro da Fonte do Milho, fortificação do período romano, também implantada nas proximidades do rio Douro, na Régua.


O conjunto apresenta planta aproximadamente retangular, com as dimensões de cento e trinta metros de comprimento por quarenta de largura, com muros de aproximadamente dois metros de altura, em aparelho de xisto, argamassado com barro.


No interior do perímetro amuralhado observa-se um conjunto significativo de alinhamentos e de alicerces que organizam estruturas de diferentes configurações e tamanhos. O local encontra-se densamente ocupado por uma vegetação de médio porte.


Do escasso espólio resgatado conta-se um conjunto de onze estelas funerárias (duas das quais depositadas no Museu Municipal de Bragança), mas as prospecções efetuadas, que lograram identificar fragmentos cerâmicos, não foram conclusivas em matéria cronológica.


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CASTELO DE ANSIÃES

O “Castelo de Ansiães”, também referido como “Castelo de Carrazeda de Ansiães”, localiza-se na freguesia de Selores, concelho de Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança, em Portugal.

Em posição dominante sobre um maciço de granito, originalmente com função defensiva, afastado da povoação, no vale do rio Douro, integra a Região de Turismo Douro Sul.


História


Antecedentes


A primitiva ocupação humana do seu sítio remonta ao Período Calcolítico (c. 3000 a.C.), existindo testemunhos arqueológicos do período da ocupação romana. A povoação foi saqueada por bárbaros (409) e posteriormente por forças muçulmanas (711), que a ocuparam.


O castelo medieval


À época da Reconquista cristã da península Ibérica, no século XI as forças muçulmanas escaparam ao cerco das forças do Reino de Leão pela chamada “Porta da Traição”, o que confirma a existência de uma fortificação no local.


Conquistada, a povoação (então denominada como “Ansilares”) passou a inscrever-se nos domínios do reino de Leão, tendo recebido carta de foral outorgada por Fernando Magno, visando o seu repovoamento (1057).


Integrante dos domínios de Portugal, o seu foral foi confirmado, em 1160, por Afonso I de Portugal (1143-1185) e, sucessivamente, em 6 de abril de 1198 por Sancho I de Portugal (1185-1211), e em abril de 1219 por Afonso II de Portugal (1211-1223). Neste momento, no século XIII a fortificação foi reconstruída. Afonso III de Portugal (1248-1279) concedeu carta de feira à vila (1277): esta realizava-se a meio de cada mês e tinha a duração de um dia completo.


Fernando I de Portugal (1345-1383), em 1372, "dou a sua terra dAnciaães do almoxarifado da Torre de Meencorvo a Joham Rodriguez Porto Carreiro em pagamento de sua conthia".


No contexto da Crise de Sucessão de 1383-1385, Porto Carreiro tomou o partido de Beatriz de Portugal. A população, tendo adotado o partido de João I de Portugal (1385-1433), levantou-se, escorraçou-o e posteriormente impôs-lhe uma derrota em Vilarinho da Castanheira (1384).


Datam do reinado deste soberano um largo conjunto de doações e privilégios: logo em 1384 foram doadas "pera sempre aos homens boõs e concelho dAnciaães" as terras que foram de João Rodrigues Porto Carreiro. Esta doação incluía todos os bens móveis ou de raiz, bem como quintas e casais que o dito senhor possuísse dentro da vila e no seu termo, "os quaees elle perdeo por seer com elrrej de Castella em deserviço destes regnos e senhor". Simultaneamente Vilarinho da Castanheira foi dada por termo a Ansiães, passando a partir de 12 de junho de 1384 a enquadrar a sua jurisdição administrativa. Ainda em 1384 um diploma régio obrigou os habitantes de Freixiel, Abreiro e Murça a concorrer para o levantamento dos muros e torres de Ansiães. Ao que se sabe, a dita vila estava cercada na maior parte por muros constituídos por pedra miúda, e foram os homens bons do concelho que, na altura, se dirigiram ao monarca para reclamarem um sistema defensivo mais condizente com o prestígio que a localidade gozava na região. Por isso, quiseram-na fortalecer com pedra de canto talhado e torres, embora para tal não possuíssem "ajuda de nenhua parte salvo as meas terças das egrejas da dita villa." Estas limitações orçamentais levaram a que o monarca desse por adua os lugares de Freixiel, Murça e Abreiro, a fim de com os seus peões participarem na ajuda das obras e trabalhos relacionados com a construção do novo sistema de amuralhamento. Além da prestação da adua ou anúduva, os moradores dos referidos lugares estavam obrigados ao pagamento de um imposto em dinheiro, devendo este ser tributado em função dos "bees que cada huu ouver de guisa que sejam todos igualados como devem com os da dita villa dAnciaães".


Em 11 de outubro de 1386 D. João I confirmou ao concelho todos os privilégios, foros e liberdades, ao mesmo tempo que isentou os moradores da vila e do termo do pagamento de portagens e costumagens. Em 1422 e em aparente contradição com ao anteriormente legislado, D. João doou "de juro e herdade a Vasco Pires de Sampaio com todos os direitos, rendas, foros e portagens, as vilas de Anciães, Villarinho da Castanheira, Villa Flor, Torre de Moncorvo e Mós lugares acastellados com todos seus termos." Esta doação permitiu que o controlo efetivo da vila passasse para uma nova família, a família Sampaio, que pelo menos durante os séculos XV e XVI manteve Ansiães em seu domínio por intermédio de um conjunto de confirmações régias que permitiram que vários dos seus membros se sucedessem na posse da sua jurisdição.


Em 1443 o regente D. Pedro (1439-1448) doou aos moradores os impostos das vilas de Freixiel, Abreiro e Vilarinho da Castanheira para conserto dos muros. No mesmo ano atribui aos besteiros de Ansiães grandes privilégios e isenções.


Do século XV aos nossos dias


Sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521), Ansiães recebeu o “Foral Novo” (11 de junho de 1510). Neste período aqui nasceu Lopo Vaz de Sampaio, capitão de Cochim (1524-1526) e Governador-Geral do Estado português na Índia (1526-1529). Em 1516 o castelo foi doado a Rui Dias de Sampaio.


Entretanto, desde os finais do século XV, e nomeadamente durante o século XVI, assistiu-se a uma perda cada vez mais acentuada de população e da importância urbana do reduto amuralhado, em função do desenvolvimento de outras localidades que constituíam o território concelhio. Em 1527 a vila possuía apenas 35 fogos. A falta de água e a distância relativamente a terrenos férteis e às principais vias de comunicação levavam ao progressivo abandono da mesma.


No contexto da Dinastia Filipina (1580-1640), sob o reinado de Filipe II de Espanha (1581-1598) foram efetuados reparos nos muros, à custa das terças reais (1580-1591).


Com a Restauração da Independência (1640) a própria população procedeu a reparos nas muralhas.


Em algum momento do século XVII ou após, a estrutura recebeu obras de modernização, das quais conhecemos o chamado Fortim do Cubo e o revelim. A partir de então, a povoação perdeu espaço para outros centros da região, vindo a sua defesa a cair em ruínas: em 1734 a sede do concelho passou para Carrazeda de Ansiães, momento em que apenas 13 famílias habitavam a vila, que viria a ser abandonada no século XIX.


O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo nº 136, de 23 de junho de 1910.


Em 1930 o arquiteto Baltazar de Castro, diretor interino dos Monumentos Nacionais do Norte, foi nomeado para integrar a comissão administrativa das obras a executar na igreja e castelo de Carrazeda de Ansiães (Portaria de 10 de maio, publicada no Diário do Governo nº 110, II série, em 15 de maio.) A comissão era constituída ainda por Manuel de Melo Sampaio (visconde de Alcobaça) e António Bernardo Ferreira Trigo Moutinho.


Entre 1944 e 1945 procedeu-se a recuperação dos panos de muralha.


Na década de 1960 sofreu intervenção de consolidação e restauro, a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).


Procedeu-se ainda à consolidação da muralha (1976) e à consolidação da base da torre oeste do castelo (1977).


A partir de 1 de junho de 1992 o imóvel foi afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR) pelo Decreto-lei nº 106F/92, publicado no Diário da República, I série A, nº 126. No ano seguinte (1993), este Instituto apresenta projeto de revitalização e salvaguarda do castelo, assinado pelo arquiteto Francisco José Melo da Cunha, no valor de 6.993.000$00.


Em 1995 foi apresentado o Projecto Arqueológico do Castelo de Ansiães, executado e financiado pelo Grupo de Estudos de História da Viticultura Duriense e do Vinho do Porto (GEHVID), e pela Câmara Municipal de Ansiães. De 1996 a 1998 procederam-se escavações arqueológicas no exterior e no interior do perímetro muralhado, sob a direção do arqueólogo Luís Pereira.


Diante do seu estado geral, bastante degradado, foram empreendidas novas obras no âmbito de um projeto de recuperação do castelo e da vila, orçados em 800 mil euros (recursos do IPPAR, com uma participação comunitária de 75%), cuja primeira fase estaria concluída e disponível ao público até ao final de 2006, através de visitas guiadas. Um Centro de Recepção de Turismo foi erguido extra-muros, junto à Igreja de São João Baptista. Projetava-se exibir o espólio arqueológico aqui recolhido em um Centro Interpretativo, a ser edificado no centro histórico, pela Câmara Municipal.


Características


O urbanismo medieval da povoação, na cota de 788 metros acima do nível do mar, é perceptível em dois espaços distintos:


Em cota mais elevada, o castelo roqueiro apresentava planta ovalada, com muralha em alvenaria de granito com cerca de 2,65 metros de espessura, alcançando em alguns pontos 6,6 metros de altura, reforçada por cinco cubelos de planta quadrangular, dois dos quais defendendo o portão principal, a sudeste, a chamada Porta de São Salvador. Esta permite o acesso direto ao interior do recinto, através de um caminho que liga diretamente à torre de menagem, no lado oposto. Esta é dividida internamente em dois pavimentos, o superior rasgado por janelas. É ladeada pela chamada “porta da traição”, de pequenas dimensões, em arco ogival. Este perímetro abrigava a cisterna do povoado (atualmente obstruída), tendo a zona inferior cavada na rocha e cobertura em abóbada de granito, e a torre dos Lameiros (hoje desaparecida), podendo ser observados os alicerces de antigos edifícios, possivelmente militares (arcos, cunhais e vergas).


Em cota inferior, um segundo muro exterior, também de planta ovalada, em pedra de cantaria lavrada e esquadriada, delimitava a zona urbana. Este muro, com extensão superior a 600 metros, era reforçado por três cubelos também de planta quadrangular, rasgado por quatro portas, voltadas aos pontos cardeais:


- a sul, a Porta da Fonte Vedra;


- a leste, a porta principal, denominada de Porta da Vila, que dava caminho para a Lavandeira


- a oeste a Porta de São João Baptista; e


- a norte, a Porta de São Francisco, que abre para uma primitiva estrada romana.


Essas portas são todas em arco de volta perfeita, com a moldura formada pelas aduelas do arco, e a partir de cada uma desenvolve-se um caminho em pedra, que converge para o centro.


Dessa cerca externa restam-nos apenas alguns troços dos setores leste e sul.


A cerca de 40 metros da entrada do castelo existem as ruínas do Convento de São João, datado do período românico, surgindo, dentro do perímetro da muralha exterior, a única edificação preservada, a Igreja de São Salvador de Ansiães, em estilo românico, que remontará ao século XIII. Este templo é rodeado por um largo que integra a antiga necrópole medieval, conforme foi apurado a partir de escavações arqueológicas realizadas no local.


No total, o conjunto do castelo ocupa uma área aproximada de 9.594 hectares.


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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A obra de Camilo de Mendonça - res, non verba*

Assim falava o Eng.º Camilo de Mendonça aquando da sua homenagem no “ enorme salão-ginásio da Escola Técnica de Bragança” no já longínquo mês de novembro de 1968:

Camilo de Mendonça
“ A revolta do homem contra as estruturas injustas que o torturam, os interesses que o diminuem, as fórmulas que o aniquilam, constitui o facto mais importante da Europa de hoje. Esse homem, no nosso caso, moldado pela dureza do nosso trabalho, mas também definido pela têmpera do carácter, pela dignidade dos sentimentos, pela firmeza da fé, é o homem que temos de restituir plenamente a si próprio, e ao mesmo tempo de lhe assegurar condições de vida que o dispensem de procurar em terra estranha aquilo que o seu meio lhe não proporciona.” 
No editorial do Nordeste – Boletim da Organização Regional da Lavoura, datado de 30 de novembro de 1968, não se poupavam as palavras para noticiar e justificar a homenagem: 
“ Foi na verdade grandiosa, e única, na cidade de Bragança, tão justa homenagem como não há memória, ao Homem público número um do distrito, possuidor da mais elevada matriz política dentro do regime vigente – que soube servir sem dele se servir – cimentada na maior obra económico – social realizada na região bragançana, a bem do comum representado pela lavoura nordestina, obra que exprime bem aquele «res, non verba» inspirador da maior confiança e fé que a lavoura regional tem no ilustre homenageado.”
Camilo António de Almeida da Gama Lemos de Mendonça (1921-1984) nasceu em Vilarelhos, Concelho de Alfândega da Fé, a 23 de julho de 1921. Engenheiro Agrónomo de formação, político e dirigente cooperativo, notabilizou-se como sendo o principal impulsionador da construção do Complexo Agro-Industrial do Cachão, empreendimento único na região que tentou revolucionar a agricultura tradicional no Nordeste de Portugal. O complexo do Cachão nasceu em 1963, com um conjunto alargado de unidades de transformação, abrangendo um vasto leque de produções: lagar, adega, fábricas de frutos secos, de frutos preparados, de conservas e congelação de produtos hortícolas, de rações, de charcutaria, lavandaria de lãs, queijaria, etc.
Na sua dissertação de doutoramento, Laura Larcher Graça, sintetiza a obra de Camilo de Mendonça: 
“ Camilo de Mendonça, delineou uma estratégia global para o desenvolvimento da região que assentava em três traves mestras: primeiro, a reconversão cultural com a implantação de novos regadios que se deveriam estender por uma área total de cerca de 60 000 hectares; segundo, a transformação das explorações agrícolas, conforme o modelo técnico em voga (fomento da mecanização, adopção de culturas, variedades e métodos mais exigentes na quantidade e qualidade dos factores de produção); terceiro, comercialização associada e transformação local dos produtos agrícolas.”
Nascia uma esperança para a gente pobre que praticava uma agricultura de subsistência. A este propósito, cabe aqui um relato contado pelo Padre Francisco Videira Pires no discurso proferido na já referida homenagem:
“(…) há cerca de três ou quatro anos passava eu por um caminho solitário de uma aldeia(…) vi uma mulher colher para uma cesta de verga, amoras silvestres dos caminhos e perguntei-lhe porque é que, com tanto afã, ela colhia aquelas amoras silvestres, respondendo-me: - Meu senhor, é que agora, na nossa terra, graças ao Eng.º Camilo de Mendonça, até já as amoras dos caminhos dão dinheiro!”
Pouco dariam mas ao pobre, o pouco parece muito. Habituei-me a ouvir este tipo de relatos sobre Camilo de Mendonça um pouco por todo o distrito. Constatei que o interior agrícola, apesar de décadas passadas, manifesta uma grande consideração pelo engenheiro que um dia sonhou que o Nordeste Transmontano poderia ser viável recorrendo à sua riqueza secular, a Agricultura, a Lavoura como ao tempo se dizia. Também é verdade que alguns mitigaram o projeto de vida do Eng.º Camilo de Mendonça, reduzindo-o a uma falsa pretensão:
“ O capital político de Camilo Mendonça cobriu o descalabro da gestão financeira. Louvado pelos notáveis locais, apoiado pelo poder central, ele foi o principal actor de uma grande farsa: o empenho do Estado Novo no desenvolvimento das regiões deprimidas do interior.” in Propriedade e Agricultura: Evolução do Modelo Dominante do Sindicalismo Agrário em Portugal, de Laura Larcher Graça.
Pode ser que assim tenha sido. Mas subsiste a dúvida: Quem mais tentou, de forma articulada e abrangente, promovendo uma verdadeira coesão regional, fazer do Nordeste Transmontano uma terra onde ao homem se possa “restituir plenamente a si próprio, e ao mesmo tempo de lhe assegurar condições de vida que o dispensem de procurar em terra estranha aquilo que o seu meio lhe não proporciona”? 
Assim como nos podemos questionar se estaríamos na presença de um alto funcionário do regime, compensado pela sua subserviência. Não me parece. A 12 de de abril de 1969, em comunicado da Direção da Corporação da Lavoura, Camilo de Mendonça manifesta o seu descontentamento: “ Pelo que se refere ao planeamento regional, registou com mágoa não constituir mais do que uma incipiente tomada de posição que, pela fraqueza da representatividade, persistência de estruturas técnico-administrativas desactualizadas, ausência de instituições adequadas e indiferenciação do sector agrário, pouco poderá realizar do muito que urge e se espera inclusivamente no combate ao concentracionalismo centralista, à tardança das decisões e seu afastamento das realidades, à falta que continuará a subsistir de uma verdadeira política de equilíbrio intersectorial e de um combate enérgico, rápido e efectivo às assimetrias regionais de desenvolvimento.” Assim ditas, não parecem palavras de circunstância, oportunistas, ao abrigo de um qualquer sistema vigente que finge fazer, não fazendo. 
A ação de Camilo de Mendonça não se limitou ao verbo fácil, de circunstância. Homem de ação. Homem da Terra. Fez da vida uma empreitada de desenvolvimento deste cantinho que amamos. Uns mais do que outros. Uns de forma mais contemplativa, outros retirando o proveito fácil. Subvencionando-se vitaliciamente.
* locução latina que significa “ obras, não palavras”

NOTA: Esta crónica não tem pretensões académicas. A minha intenção limitou-se a contribuir para a memória de um povo relembrando um dos nossos. Pode ser que sirva de exemplo para a conduta dos que decidem e para nós, os contemplativos, será uma aragem de esperança.


FONTES:
- Nordeste – Boletim da Organização Regional da Lavoura, n.º 29, Novembro de 1968;
- Dissertação de Doutoramento de Laura Larcher Graça, Propriedade e Agricultura: Evolução do Modelo Dominante de Sindicalismo Agrário em Portugal, Lisboa, 1999;
- Memórias e Prospectivas 1, Da Província à Região-Plano, CCDRN, Coord. de António Melo, Setembro, 2009.

GENTE que CONTA // Por Rui Machado

Governo diz que responsabilidade pela segurança nos aeródromos é das câmaras

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, lembrou hoje que a responsabilidade pela segurança nos aeródromos é dos municípios, enquanto proprietários, mas afiançou que o Governo espera encontrar em breve uma solução para a carreira aérea Bragança/Portimão.

O governante frisou, em declarações à Lusa, que analisada "a letra da lei compete, sim, aos proprietários dos aeródromos criar as condições", já que a legislação determina que são obrigados a assegurar a segurança dos passageiros e controlo de bagagens.

Ainda assim, segundo afirmou, o Governo, através dos ministérios Administração Interna e das Infraestruturas, vai iniciar conversações para tentar encontrar uma solução entre todas as partes para a polémica com a cobrança da segurança que está a ser feita pela GNR às câmaras da nova carreira aérea, em curso há pouco mais de um mês, entre Bragança, Vila Real, Viseu, Cascais e Portimão.

Os municípios já afirmaram publicamente que recusam pagar as faturas que lhe estão a ser remetidas e o presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, disse mesmo que no anterior modelo da ligação área, que vigorou até à suspensão dos voos, há três anos, a GNR não cobrava o serviço.

"Não é verdade porque antes do avião ter sido suspenso já a Guarda Nacional Republicana estava a tentar junto das câmaras municipais o pagamento da prestação desse serviço", afirmou o secretário de Estado.

Jorge Gomes explicou que a questão colocou-se depois dos acontecimentos internacionais que obrigaram a um reforço da segurança nos aeroportos e que, no caso dos aeródromos passou a exigir a presença de um elemento da GNR no controlo de bagagens com equipamentos específicos e mais dois para o controlo de passageiros.

O número de recursos humanos e custos associados levou a GNR a apresentar a fatura que agora os municípios não querem pagar.

O secretário de Estado defendeu que o assunto não é para ser discutido na Comunicação Social e que "neste momento o que é preciso é entre todas as entidades que estão envolvidas no processo do avião clarificar como é que vai ser feita a prestação desse serviço pela GNR".

"Com uma certeza é que realmente o Governo anterior quando colocou todo o programa de funcionamento desta linha área não acautelou este princípio (e) quando não é acautelado depois traz este tipo de constrangimentos, mas nós iremos resolver com todas as entidades e com todo o cuidado e com a sensibilidade que tudo isto merece", declarou.

O governante, que falava, em Mirandela, no distrito de Bragança, à margem das comemorações dos 66 anos da esquadra local da PSP, promete uma solução "brevemente" com outra certeza: "alguém há de pagar".

"Ou o preço há de ser mais simpático ou as responsabilidades são distribuídas, não há solução nenhuma criada, vamos conversar e vamos chegar de certeza a uma solução que beneficie sempre o cidadão", concluiu.

HFI // JGJ
Lusa/fim

Miranda do Douro sobe 250 posições no Índice de Transparência Municipal

A Câmara Municipal de Miranda do Douro registou uma subida de 250 posições no Índice de Transparência Municipal (ITM) de 2015, posicionando-se, agora, no 56 º lugar do ranking, entre os 308 concelhos do país.
A responsabilidade da iniciativa de avaliação dos sites municipais é da Transparência e Integridade, Associação Cívica e coloca, no ano de 2015, o município de Miranda do Douro com um desempenho de 60.44 por cento, numa escala de 0-100, melhorando o seu 306.º lugar de 2014.
A terceira edição do ITM avaliou a transparência da informação contida nas páginas de Internet das 308 câmaras municipais, utilizando uma matriz de 76 indicadores agrupados em sete dimensões: 1) Informação sobre a Organização, Composição Social e Funcionamento do Município; 2) Planos e Relatórios; 3) Impostos, Taxas, Tarifas, Preços e Regulamentos; 4) Relação com a Sociedade; 5) Contratação Pública; 6) Transparência Económico-Financeira; 7)
Foi uma melhoria significativa, facto que releva o empenhamento e o trabalho do Executivo no cumprimento das regras definidas pela Associação que avalia a informação constante na página de Internet do município”, sustenta a autarquia mirandesa.

Bragança acolheu primeiro Laboratório de Participação Pública, promovido pelo Ministério da Ciência

Depois de inaugurar a ESACT, o ministro da Ciência, Tecnologia e   Ensino Superior promoveu o primeiro Laboratório de Participação Pública intitulado «Nordeste Transmontano: uma região com conhecimento, ontem à noite no Teatro Municipal de Bragança.
Estes laboratórios vão percorrer todo o país, de forma a promover o debate entre investigadores e empresários e potenciar a apresentação de ideias inovadoras. Manuel Heitor frisou que é necessário valorizar o conhecimento para aproveitar as potencialidades da região, tendo para isso o Instituto Politécnico de Bragança um papel fundamental. “A ideia forte é pensar o nordeste transmontano com mais conhecimento, dando uma centralidade, certamente, ao Instituto Politécnico, à atividade de investigação e desenvolvimento que aqui se faz e que o desenvolvimento deia uma nova identidade ao conhecimento. A nossa aposta no conhecimento é único. 
Mais do que discutir a periferia ou o interior, temos que discutir as regiões com mais promoção. Hoje, ficou bem claro, que a confiança que as pessoas têm no conhecimento do Instituto Politécnico , no Centro Ciência Viva e a disponibilidade das pessoas de pensar em nordeste com mais conhecimento”, salientou.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior fez um balanço positivo da iniciativa, acrescentando que agora o caminho é continuar este debate e potenciar algumas das ideias que forma apresentadas.“ Vamos prosseguir a este esforço com reuniões especificas em várias áreas. 
Foram identificados um conjunto de projectos e de ideias mobilizadoras. Eu penso que foi um grande sucesso, não só pelas pessoas que aqui vieram, como autarcas, investigadores, empresários, pessoas da administração pública e cidadãos que vieram aqui expor as suas ideias e discutir. Agora, temos que prosseguir passo a passo, com paciência e com muita insistência ”, acrescentou.
Já o presidente do Município de Bragança, Hernâni Dias, considera essencial ouvir os cidadãos para promover o desenvolvimento da região e acredita que as conclusões deste debate podem vir a dar frutos futuramente.“Foram aqui identificadas algumas áreas que poderão ser consideradas prioritárias, ou áreas âncora que deverão ser trabalhadas num futuro próximo, de forma a que as politicas do futuro possam vir a apoiar projectos nestas áreas. Estou convencido que o conjunto de pessoas que aqui esteve, a forma como as pessoas aderiram a esta iniciativa, e também a vontade que se sente das próprias pessoas conseguirem transmitir aquilo que pensam que é melhor para o processo de envolvimento. Estou certo que poderá dar bons resultados, e que deverão ser aproveitados. Ninguém melhor do que aqueles que habitam os territórios, para perceber exactamente aquilo que é melhor para o seu desenvolvimento”, considera o autarca de Bragança. 
Bragança foi a cidade escolhida pelo Ministro da Ciência, tecnologia e Ensino Superior para iniciar os “Laboratórios de Participação Pública” que vão agora percorrer o país. 

Escrito por Brigantia

Alheira de Mirandela promovida no Porto este fim-de-semana

A alheira de Mirandela é promovida este fim-de-semana na Alfândega do Porto. O objectivo é divulgar o enchido e reforçar a confiança dos consumidores neste produto.“É a quarta vez que vamos fazer esta feira.
É uma feira que nós acreditamos ser mais de promoção, do que de venda. O objectivo é irmos a mercados de grande densidade promover um produto que é ícone da nossa região. Acreditamos que é possível, desta forma, divulgarmos a alheira, principalmente este ano que é IGP, uma vez que já tem a Indicação Geográfica Protegida aprovada. 
Queremos celebrar isso com uma feira, e ao mesmo tempo, também vender, como é evidente”, explica o autarca de Mirandela António Branco. A Feira da alheira de Mirandela abre esta tarde na Alfândega do Porto. 
Do programa fazem parte showcookings, não só de fumeiro mas também de queijo da Cooperativa de Produtores de Leite de Cabra Serrana, além de degustações de produtos regionais confeccionados pela Escola de Hotelaria e Turismo de Mirandela. 
Até Domingo, a Alfândega do porto enche-se também de animação musical protagonizada por grupos do concelho. 

Escrito por Brigantia

Festas e Rituais do Ciclo de Inverno em Terra de Trás-os-Montes vão estar em debate no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros

A Direcção Regional de Cultura do Norte promove a realização de um encontro em que se vai debater as propostas de inventariação dos Rituais de Inverno com Máscara em Macedo de Cavaleiros, no próximo Sábado Gordo, dia 6 de fevereiro. A iniciativa tem como objectivos centrais o inventário destes rituais de inverno para classificação nacional de património imaterial e numa segunda fase a candidatura à Unesco como Património Imaterial da Humanidade.

A Direcção Regional de Cultura do Norte promove um encontro de entidades e pessoas envolvidas no estudo, promoção e vivência das Festas de Inverno com Máscaras no território sob sua gestão. 

Os "caretos”, "entrudos”, "mascarados”, "marafonas” e "matrafonas” (entre outros) não são manifestações meramente coloridas e esteticamente interessantes nas comunidades que as praticam, promovem, desenvolvem e transformam. São práticas de grupos humanos que servem um propósito social, comunitário, de expiação de tensões, de compromissos e pacificações, de encontros. Aliadas à memória da expulsão dos espíritos de inverno, da dureza e recato dos dias frios, é expiação de males e sagração de anúncio da primavera. 

Tendo presente essa realidade, a Direção Regional de Cultura do Norte promove a realização de um encontro em que se debatem propostas de inventariação dos Rituais de Inverno com Máscara, em Macedo de Cavaleiros, no próximo Sábado Gordo, dia 6 de fevereiro. São parceiros desta iniciativa o Município de Macedo de Cavaleiros, a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes e o agrupamento de cooperação transfronteira ZASNET. 

O encontro terá lugar no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, com início pelas 9h30, do dia 6 de fevereiro. 

Serão oradores Paulo Ferreira da Costa, Director do Museu Nacional de Etnologia, Teresa Soeiro, Professora Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Maria José Santos, Diretora do Museu Municipal de Penafiel, João Ribeiro da Silva, Responsável Técnico do Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real, Paulo Lima, Diretor da Casa do Cante - Serpa, Paula Amendoeira, Directora Regional de Cultura do Alentejo, Alexandra Gonçalves, Directora Regional de Cultura do Algarve, António Tiza, Investigador, Patrícia Cordeiro, Edições Imaginarium Paulo Raposo, Investigador ISCTE. 

O encontro concluir-se-á com um painel institucional onde estarão presentes a DRCN e os seus Parceiros, bem assim como o Diretor-geral do Património de Castilla León.

in:noticiasdonordeste.pt

Yann Martel centra acção do seu mais recente romance na aldeia de Tuizelo

Conhece Yann Martel? E Tuizelo? À primeira vista a relação entre um dos mais famosos escritores do mundo e uma pequena aldeia do concelho de Vinhais, situada no Parque Natural de Montezinho, não parece muito lógica, mas é a relação mais objectiva possível entre um escritor e o lugar onde esse escritor centra a acção dos seu mais recente romance.

Tuizelo
Yann Martel, o autor do Best-seller internacional “A Vida de Pi”, interessou-se por essa pequena mas bela aldeia transmontana de Tuizelo e daí até a escolher como o espaço central da acção do seu mais recente livro foi um pequeno passo. 

Intitulado "The High Mountains of Portugal" (As Altas Montanhas de Portugal), o novo romance de Yann Martel surpreende por ter o nome do nosso país na capa, mas surpreende ainda mais por trazer para a capa e para o livro, e porque não dizer para o mapa da literatura, a pequena aldeia de Tuizelo. 

O novo trabalho de Martel divide-se em três partes: Sem casa, Para casa e Casa. O livro reúne um trio de histórias que se colam umas às outras devido à localização nacional, mas sempre com personagens e acontecimentos novos, que infestam o livro numa improvável e inolvidável narrativa. 

Estamos no ano 1904. Tudo começa quando um jovem chamado Tomás descobre um jornal velho e de imediato estabelece uma relação com um artefato extraordinário que se for encontrado pode redefinir a história. Viajando num dos primeiros automóveis da Europa, ele sai em busca deste estranho tesouro. Oitenta e cinco anos depois , um senador refugia-se na sua aldeia natal situada nas altas montanhas de Portugal. Mas ele chega com um companheiro incomum, um chimpanzé, e quando se enreda e se perde na trama de uma estória com cerca de um século, chegará a uma conclusão inesperada.

in:noticiasdonordeste.pt

Bragança lembra que não havia pagamentos à GNR na anterior carreira área

O presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, insurgiu-se hoje contra os pagamentos à GNR pela segurança na nova carreira área e lembrou que na anterior concessão nunca se colocou a cobrança do serviço.

A GNR está a enviar faturas aos municípios da ligação Bragança/Vila Reódromos municipais.
O  autarca de Bragança revelou hoje à Lusa, em Mirandela, à margem das comemorações do dia do politécnico, que a fatura anual do município transmontano rondaria os 108 mil euros, um custo contesta e que defende "não deve ser imputado aos municípios porque trata-se de uma carreia de serviço público" e deve ser "o Governo a assumir essa responsabilidade".

"Os municípios já têm tido uma preocupação enorme e uma disponibilidade financeira para assumir despesas que não deveriam ter, nomeadamente em tudo aquilo que tem a ver com a garantia ao nível da operacionalidade desta carreira, quer naquilo que toca ao recursos humanos quer à segurança", afirmou.

Hernâni Dias defende que "tem de haver uma outra entidade que faça esta vigilância, o rastreio de forma absolutamente gratuita, tendo em conta que na carreira anterior isso também era feito dessa forma".

O autarca referia-se à carreira que vigorou até há três anos entre Bragança, Vila Real e Lisboa, frisando que "a GNR prestava essa apoio de forma gratuita", pelo que não compreende que agora a GNR obrigue a fazer esse rastreio em regime de gratificados "com uma despesa absolutamente impressionante para os cofres de qualquer município".

"É um número verdadeiramente impressionante e que os municípios não deverão suportar em virtude de se tratar de uma carreira de serviço público que foi promovida pelo Governo e deverá ser o Governo a assumir essa responsabilidade", insistiu, lembrando que não "há nada que diga que deve ser dessa forma" no contrato de concessão.

O autarca de Bragança admitiu que teve "alguma informação" do anterior Governo, que negociou os termos da nova carreira agora, de que iria haver alteração nesta matéria, afirmando que "terá sido a orientação ao nível da GNR de não dispensar os seus homens a fazer este trabalho de serviço publico como faz relativamente a outras matérias".

Hernâni Dias escusou-se a traçar cenários futuros sobre a posição do município, mas lembrou que "ninguém (autarquias) está disposto a assumir este custo que seria muito oneroso para qualquer município".

O autarca apontou que a Câmara de Bragança tem um custo anual de cerca de 300 mil euros com a carreira área, apenas na manutenção do aeródromo municipal.

Os presidentes das Câmaras de Viseu, Vila Real e Portimão disseram na quarta-feira que se recusam a pagar a conta apresentada pela GNR pelo serviço de segurança prestado nos aeródromos municipais desde o início da ligação aérea Bragança-Portimão.

A linha Bragança-Vila Real-Viseu-Cascais-Portimão arrancou a 23 de dezembro, tendo a autarquia de Viseu recebido recentemente duas faturas (uma relativa a dezembro e outra a janeiro), a cobrar 200 euros por cada dia útil. O presidente do município, Almeida Henriques (PSD), disse na quarta-feira aos jornalistas que mandou devolver as faturas, por entender que não devem ser as autarquias a assumir o custo.

Contactados pela Lusa, a presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes (PS), afirmou que o município não vai pagar a segurança por estar em causa "um serviço público" e apontou que a GNR quer cobrar 40 mil euros anuais à autarquia, enquanto o autarca de Vila Real, Rui Santos (PS), referiu que o município recebeu um ofício da GNR indicando que teria que pagar um valor mensal (que não soube precisar), mas devolveu o documento.

HFI (AMF/PLI/JGS/JPC/MYDM) // MSP
Lusa/fim

Festa em Honra da Nossa Senhora das Candeias - GENÍSIO

No Centro de Arte Contemporânea Graça Morais. Amanhã. Às 17:00 horas.

Mais duas exposições inesquecíveis. 
Mais um artista reconhecido em todo o Mundo. 
Mais obras da inigualável Graça Morais.
No Centro de Arte Contemporânea Graça Morais. 
Amanhã. Às 17:00 horas.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Rede Social de Torre de Moncorvo lança projeto “Colorindo as Tradições”

A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo promove no âmbito da Rede Social de Torre de Moncorvo o projeto “Colorindo as Tradições” que pretende, durante todo ano de 2016, levar os Idosos das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) a participar de uma forma mais ativa em algumas atividades, proporcionando-lhe dias diferentes e evitando assim o seu isolamento e solidão.

Assim, no próximo dia 29 de janeiro, os idosos vão ser os protagonistas de uma atividade denominada “Era uma vez”, em que são chamados a subir ao palco do Cine-teatro de Torre de Moncorvo para apresentarem as tradições das suas aldeias, num encontro intergeracional onde irão participar também cerca de 150 alunos do Agrupamento de Escolas de Torre de Moncorvo.

No decorrer do ano estão previstas outras atividades como a participação no Corso de Carnaval, no Dia Mundial da Árvore, na Feira Medieval, no Mês de Constantino, Rei dos Floristas, no Encontro de Idosos, no dia dos Avós, nas vindimas, numa visita à Cruz Vermelha de Gaia, no S. Martinho, em Maçores, e na tradicional Festa de Natal dos idosos.

Esta iniciativa surge no seguimento do programa “Viagens pela Minha Terra”, que no ano de 2015 levou os idosos a visitarem e conhecerem melhor as restantes IPSS’s do concelho.

NI-Luciana Raimundo

Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência visita Alfândega da Fé

A Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana sofia Antunes, visita amanhã, dia 29 de janeiro, Alfândega da Fé. A visita insere-se na iniciativa “Percursos pela Inclusão” e inicia-se com a apresentação pública do projecto EKUI, da Associação Leque, Associação de Pais e Amigos da Pessoas com Necessidades Especiais.

O EKUI (Equidade, Knowledge, Universalidade e Inclusão), foi idealizado e operacionalizado por Celmira Macedo e constitui o primeiro produto da Marca sendo constituído por 26 cartas do alfabeto que incluem elementos como o Grafema da Letra e a Letra Manuscrita, a Letra em Braille Táctil e Braille Visual, e Letra em Dactilologia (Alfabeto da Língua Gestual Portuguesa) e Alfabeto Fonético.

Segundo a criadora, o EKUI “é o primeiro produto português com uma estratégia de alfabetização inclusiva, onde todas as pessoas podem comunicar de forma universal”.

Para além de ser um produto inovador, o EKUI terá uma linha de montagem que será operacionalizada na Oficina de Inclusão na Comunidade da Associação LEQUE, sendo a assemblagem do produto realizada pelos utentes do Centro de Atendimento. O valor de poupança gerado por esta estratégia, servirá para criar um fundo de maneio para aquisição de produtos e matérias terapêuticos. 

Segundo Celmira Macedo, “a componente solidária não fica somente nesta vertente, pois percentagem das receitas de venda reverterão para outras Instituições de Acção Social a nível nacional”. 

O projecto EKUI resultado do apoio da Fundação EDP, Fundação Montepio, Missão Sorriso e dos Municípios de Alfândega da Fé e Mogadouro. Já este ano, o EKUI recebeu, por parte do Instituto de Empreendedorismo Social, o Selo Es+, que o distingue como uma iniciativa de Elevado Potencial de Empreendedorismo Social. 

Celmira Macedo, resume o projecto na seguinte afirmação “ com o EKUI, traçaremos o caminho da inclusão”.

in:noticiaddonordeste.pt

Vinhais // Mil Diabos à solta vão chicotear população para a purificar

Quarta-feira de Cinzas, este ano assinalada a 10 de fevereiro, é dia de renovar uma antiga tradição de Vinhais marcada pela saída da morte e do diabo à rua, neste caso materializada por uma invasão com mil diabos vestidos de vermelho, munidos de chicotes para açoitar quem encontram, especialmente as mulheres jovens.
A imposição de cinzas realiza-se após a missa, dando início à Quaresma. Depois da celebração cristã a festa é pagã com uma espécie de "exército demoníaco" a invadir ruas e praças, onde todos são convidados a vestir a pele do diabo.
Os costume foi recuperado há 7 anos, numa altura em estava em risco de se perder "e só restavam alguns fatos amarelecidos pelo tempo por estarem guardados", deu conta Roberto Afonso, vereador da Cultura no município de Vinhais, durante a apresentação da iniciativa na passada quarta-feira.

in:mdb.pt

Vinhais // Feira do Fumeiro espera 50 mil visitantes e venda de 40 toneladas de enchidos

Para reforçar a mensagem de que os enchidos de Vinhais têm uma importância crescente na economia do concelho, será realizada este ano, pela primeira vez a Bísaro Pig Parade durante os três dias da Feira do Fumeiro, entre 4 e 7 de fevereiro.
Trata-se de uma exposição com 20 porcos de dimensão real, em fibra de vidro, com 50 a 70 kg, pintados e decorados por artistas da região, como Balbina Mendes, Luís Canotilho ou Paulo Moura e que "diz muito como a fileira tem sido bem tratada", explicou Carla Alves, da organização do certame, na apresentação do cartaz 2016, que teve lugar na passada segunda-feira. Esta dimensão artística que agora chega ao certame teve boa adesão por parte dos pintores e escultores "que se quiseram associar a um projeto de preservação da raça", realçou a responsável.
Esta importância será também demonstrada pela inauguração do Centro Interpretativo do Porco Bísaro, no dia 6, instalado num solar, no Largo do Arrabalde, que já serviu de instalações à antiga cooperativa dos agricultores.

in:mdb.pt

Entrudo Chocalheiro, Concurso de Fotografia

"O concurso de Fotografia é organizado pela Associação Grupo de Caretos de Podence, com a colaboração da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros.

Objetivos:
1. Divulgar a cultura ancestral das Festas Carnavalescas ligados com os Rituais da
Tradição dos Caretos de Podence;
2. Desenvolver a criatividade e a expressividade.
Normas Regulamentares:
1. O presente concurso é aberto a todos os interessados, nacionais e estrangeiros.
2. Só são aceites trabalhos individuais.
3. Tema único: Caretos de Podence – Entrudo Chocalheiro.
4. Dimensões admitidas: 30cm x 45cm.
5. Cada autor nacional ou estrangeiro pode participar até um máximo de três obras originais.
6. Envio e seleção dos trabalhos.
a) Os trabalhos devem ser remetidos para:
Concurso de Fotografia - Entrudo Chocalheiro 2016
Casa do Careto - Podence 5340 - 392 Macedo de Cavaleiros.
b) Os trabalhos concorrentes têm de ser enviados sob pseudónimo.
Na parte de trás do trabalho é colocado um envelope fechado, lacrado e com a identificação do pseudónimo do autor. No interior do envelope deve constar a ficha de inscrição devidamente preenchida com a identificação
completa do autor (em letra de imprensa).

Casa do Careto – Podence 5340 - 392 Macedo de Cavaleiros careto.podence@gmail.com www.caretosdepodence.no.sapo.pt

Ministro do Ensino Superior visita hoje o IPB e inaugura ESACT de Mirandela

O Ministro da Ciência, Tecnologia e ensino Superior vista hoje o Instituto Politécnico de Bragança. Um dos pontos altos da visita é a inauguração da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo, em Mirandela, marcada para as 18 horas.
Antes disso, Manuel Heitor vai almoçar com estudantes sírios em Bragança, na cantina do Instituto Politécnico. E à noite o teatro da capital de distrito é o local escolhido para o inicio dos “Laboratórios de Participação Pública”, uma iniciativa que vai percorrer o país, com o objectivo de “estimular o envolvimento público na construção de agendas de investigação e inovação e no debate de políticas públicas para a ciência e tecnologia e a difusão do conhecimento”, informou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, numa nota enviada à comunicação social. 
O primeiro Laboratório de Participação Pública intitula-se «Nordeste Transmontano: uma região com conhecimento» e realiza-se em estreita colaboração com o Instituto Politécnico de Bragança, a Câmara Municipal de Bragança e a Comunidade Intermunicipal de Trás-os-Montes. 

Escrito por Brigantia

Caixas de luz em exposição na galeria História e Arte

Está patente até ao final de Março a exposição “Family Portrait” na galeria História e Arte, em Bragança.
Trata-se de um conjunto de fotografias expostas em caixas de luz, que traduzem memórias de antepassados, sendo que uma das peças foi inspirada na região. A mesa caixa de luz retrata um pequeno-almoço transmontano e chama-se “Só”.
Catarina Loura, a autora, de Lisboa, refere que era, por isso, importante que a exposição chegasse a Bragança.
“Esta exposição que tem dois trabalhos, um deles já foi inaugurado em Lisboa, e outro é exclusivo para Bragança, porque é uma cidade que me inspira”, explica a fotógrafa. 
A autora afirma que escolheu utilizar esta técnica de caixas porque acredita as fotografias ganham outra dimensão. “Trabalho muito com a electricidade, as coisas iluminadas, e transponho isso para o meu trabalho. 
São fotografias, mas impressas num material específico para depois terem uma luz atrás e serem vistas num meio ambiente às escuras, a pessoa quase que é transportada para as imagens”, refere. 
Esta é a primeira exposição de Catarina Loura em Bragança. O conjunto de fotografias em caixas de luz pode ser visito até ao final de Março no espaço História e Arte. 

Escrito por Brigantia

Empresas querem licenciamentos melhorados e integrados no Simplex

Os empresários de Bragança queixam-se que os licenciamentos industriais continuam muito demorados  e pressupõem a intervenção de várias entidades, o que cria atrasos ao processo.
Reclamam a concentração do licenciamento numa única entidade, por exemplo nos municípios. "É um verdadeiro calvário para as empresas que querem investir e abrir as suas unidades", deu conta Eduardo Malhão, presidente do Nerba-Associação Empresarial de Bragança durante a apresentação da Rota Simplex, na passada terça-feira.
A Rota Simplex passou por Bragança para ouvir cidadãos e empresários sobre os principais problemas e bloqueios que enfrentam na sua relação com o Estado. "O seu objetivo é identificar problemas prioritários para que depois, na construção de medidas de simplificação do Simplex 2016, tenham medidas que venham responder aos problemas identificados nos vários distritos", explicou Graça Fonseca, Secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa.

in:mdb.pt

Torre de Moncorvo // Promotora do parque eólico mantém projeto e admite recurso à justiça

A empresa Island assegurou hoje que não vai desistir do projeto do parque eólico de Moncorvo, apesar do parecer "negativo" do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), admitindo mesmo o recurso à Justiça.
"Já entregámos no Ministério do Ambiente uma reclamação administrativa, referente ao parecer negativo emitido ao Estudo de Impacte Ambiental (DIA) por parte do ICNF e não está colocado de lado o recurso aos tribunais", disse o diretor executivo da Island, Paulo Amante.
O ICNF justificou o parecer negativo sobre o Parque Eólico de Moncorvo, no distrito de Bragança, porque a Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) identificou "impactes negativos muito significativos" e "não minimizáveis" numa área sensível.
Em resposta escrita a questões colocadas pela Lusa, o ICNF assinalava que os impactes na paisagem contribuíram em termos da ponderação global para suporte a uma tomada de decisão "desfavorável".

in:mdb.pt

Mirandela // Proprietários das casas danificadas pelo desabamento lamentam morosidade na resolução do problema

Continua o braço de ferro entre a câmara de Mirandela e cinco famílias que, em Janeiro de 2014, tiveram de abandonar as suas casas, por razões de segurança, após um deslizamento de terras que arrastou os logradouros.
As famílias alegam que a intervenção efetuada pela autarquia, por decisão judicial, é insuficiente para garantir a segurança das casas afetadas, enquanto o Município diz ter feito o que foi pedido pelo tribunal.
Passados dois anos, as posições continuam extremadas enquanto se aguarda pela decisão do tribunal administrativo sobre o pedido de execução da sentença, já formalizado, em Abril do ano passado, pelas famílias, para obrigar a autarquia a realizar as obras necessárias para garantir a segurança das casas. Até agora sem decisão.
O presidente do Município de Mirandela garante que está a cumprir as deliberações impostas pelo tribunal. “A câmara foi condenada a fazer uma intervenção temporária, no que diz respeito à monitorização e garantia de condições de estabilidade dos edifícios. É o que temos feito e já gastamos ali muito dinheiro”, sustenta António Branco.

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Pistácio: uma oportunidade para a agricultura transmontana

Na próxima 6ª feira, o CEO da Espaço Visual, José Martino, vai ser orador no Seminário "Oportunidades para a fileira dos frutos secos", que irá decorrer em Chaves, no Auditório Engº Luís Coutinho do Centro Nacional de Competências dos Frutos Secos, sito à Avenida dos Aliados.

José Martino fará uma intervenção, a partir das 11.30 horas, intitulada: "O pistácio: aspetos técnicos da cultura". Esta cultura tem vindo a transformar-se num negócio em grande expansão em Espanha.

Em Portugal, o negócio do pistácio está a dar os primeiros passos, através da criação da empresa Fruystach, que se irá transformar numa Organização de Produtores, e da ação da consultora agrícola, líder de mercado, Espaço Visual.

A Espaço Visual tem vindo a organizar sessões de divulgação desta cultura e deste negócio por todo o país ideia é privilegiar as zonas do interior de Portugal, mais deprimidas e onde o clima é mais adequado à cultura do pistácio (frio no Inverno e muito quente no Verão), para produzir e exportar este fruto, contribuindo para gerar mais riqueza na região.

A Espaço Visual é uma empresa que já potenciou outros negócios no país na área agrícola dos pequenos frutos – mirtilo, morango, framboesa, amora e kiwi -, e que aposta agora em toda faixa interior de Portugal, desde Bragança a Beja, para promover a produção em larga escala de pistácio. José Martino, CEO da Espaço Visual, quer arrancar já com as primeiras plantações , com a perspectiva de chegar em dois anos a mais de 3.000 hectares de uma cultura praticamente inexistentes em Portugal.

Trata-se de um negócio altamente rentável, que implica um baixo investimento e baixos custos de produção. Para o efeito foi constituída a primeira organização de produtores de pistácio, em Portugal, que, além da comercialização e distribuição, dará assistência técnica aos associados.

José Martino garante que o escoamento da produção está assegurado para a União Europeia, onde a procura supera em muito a oferta. Na perspetiva do CEO da Espaço Visual, para suprir as necessidades dos mercados da União Europeia será necessário plantar mais 120 mil hectares.

Os frutos secos estão na moda, pelos benefícios para a saúde, pelo que José Martino defende que o pistácio é uma oportunidade única para dar dinâmica económica a regiões deprimidas.

Nas contas deste especialista, o pistácio pode gerar, em plena produção, um rendimento superior a 10 mil euros por hectare. Para José Martino, não há muitas actividades na agricultura que se aproximem desta cultura em regadio.

in:noticiasdonordeste.pt