sábado, 21 de outubro de 2017

Dicionário de "Língua Charra"

O dicionário "Língua Charra -- Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro", de A. M. Pires Cabral reúne 23.356 entradas de termos da linguagem popular alto-duriense e transmontana.
A editora atesta que esta "é a mais completa recolha de vocabulário popular trasmontano e alto-duriense publicada até hoje", sendo publicada em dois volumes, num total de 1.184 páginas.

No refácio, Ernesto Rodrigues refere que se trata de "um quadro literário regional" mas que há nele "motivos convergentes [que se] universalizam".

O catedrático da Universidade de Lisboa, salienta "a experiência de autor" que é "chamada a terreiro, para compor procissão de razões", no que diz respeito a um "terreno movediço", por exemplo dos substantivos "na dúvida se não devera constar m. [masculino] ou f. [feminino]".

"Intuitivamente, percebe-se o género, e mais facilmente o número, singular ou plural", afirma Ernesto Rodrigues, segundo o qual as "explicações que parecem evidentes ficam interrogadas, sugeridas, moduladas" pelo autor.

Ernesto Rodrigues faz notar "a vantagem para professores e outros especialistas" deste dicionário, sendo para escritores uma "mina inesgotável, além de um desafio".

"Entendidas referências com apoio desta chave-mestra, a mensagem tornar-se-á mais expressiva de um universo regional (já não provincial)", atesta o catedrático.

Segundo a editora A. M. Pires Cabral levou 30 anos a reunir a informação dispersa em outras obras, para constituir este dicionário, tendo também por base a sua memória e experiência".

"Em 'Língua Charra -- Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro' questiona-se a etimologia, faz-se relacionação intervocabular e adicionam-se elementos e comentários que permitem uma melhor compreensão", afirma a editora.

"As entradas são ilustradas com centenas de abonações, retiradas quer de obras literárias, quer do adagiário, cancioneiro, devocionário e romanceiro populares", acrescenta a Âncora.

A. M. Pires Cabral nasceu há 72 anos em Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros, tem obra publicada em áreas como a poesia, ficção, teatro, crónica, antologia e ensaio.

A sua estreia literária ocorreu em 1974, com "Algures a Nordeste", tendo até hoje publicado mais de 50 obras.

Em 1983 recebeu o Prémio Círculo de Leitores com "Sancirilo", o D. Dinis 2006, com "Douro: Pizzicato e Chula e Que Comboio é este", o Grande Prémio de Literatura DST 2008, com "O Cónego", o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2009, com "As têmporas da cinza", o PEN de Poesia, em 2009, com "Arado" e o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco em 2010, com "O porco de Erimanto".

Dicionário reúne mais de 10.000 palavras e expressões transmontanas

Uma pessoa com frio é alguém que está “engaranhada” no falar transmontano, agora registado num dicionário com mais de 10 mil palavras e expressões típicas da região de Trás-os-Montes que vai ser apresentado, na quarta-feira, em Lisboa.
“O Dicionário de Palavras Soltas do Povo Transmontana” é a primeira obra de recolha vocabular dos distritos de Bragança e Vila Real que reúne os termos com um significado próprio nesta região, como explicaram à Lusa os autores.

A obra “contém mais de 10.200 palavras e expressões típicas de Trás-os-Montes, desde vocabulário em vias de extinção, de que só as gerações mais velhas se recordam, passando pelo calão, pela gíria, até às palavras e expressões castiças reinventadas pela nova gente transmontana”, como é descrito em cada um dos 2.000 exemplares já à venda.

A ideia partiu de três amigos José Pires, presidente da União de freguesia da Sé, Santa Maria e Meixedo, Cidália Martins e Mário Sacramento.

Como contaram à Lusa, começaram “em jeito de brincadeira” a tomar nota das palavras que cada um se lembrava até que decidiram: “vamos guardar isto porque se vai perder”.

Com o passar do tempo surgiu a ideia de fazer um dicionário. “Não um dicionário formal, mas informal que explicasse o que significa uma palavra utilizada aqui que tem um significado próprio, porque há palavras que estão neste dicionário que também são usadas noutras regiões, mas o significado não é o mesmo”, explicou José Pires.

Ao longo de três anos e meio, recolheram, entre as que conheciam, no contacto nas aldeias, com colaboradores nas diferentes zonas da região, e consultando o trabalho de estudiosos do tema, mais de 15 mil palavras e expressões.

No dicionário aparecem apenas aquelas que foram validadas como sendo exclusivamente típicas desta zona, pelo menos em termos de significado.

Do resultado concluem que “os transmontanos conferem à Língua Portuguesa uma vitalidade própria” com um “linguajar repleto de graciosidade, alguma malícia e muito humor à mistura”.

O dicionário “descodifica, de forma simples e descomplicada, o significado desse falar e dizer único e divertido”.

Em terras onde os espertos são “guichos” e um bocado de pão é um “cibo”, não há quem nunca tenha largado o típico “bô”, expressão que indica admiração ou espanto, equivalente a “não me digas”, “pode lá ser”, “não acredito”.

“Isto não é uma obra nossa, é uma obra de todos os transmontanos. Aquilo que se pretende é reforçar também a identidade transmontana”, apontou Mário Sacramento.

Os autores constatam que o linguajar da região já foi motivo de vergonha para alguns que saiam da região e quando a visitavam causavam inclusive “algum constrangimento” aos que moravam na aldeia quando usavam as expressões regionais.

“Hoje em dia não, nós temos que afirmar esta nossa genuinidade, a autenticidade, que é aquilo que nos define como transmontanos”, defendeu.

Os autores do dicionário constaram também, como referiu Cidália Martins, que “há muitas palavras que têm o mesmo significado em várias aldeias, mas são ditas de maneira diferente, e escritas”.

No dicionário não entram termos mirandeses porque o Mirandês é uma língua, a segunda oficial de Portugal.

Nas divisórias do dicionário, aparece uma pegada com os nomes de todas as localidades da região começados pelas respetivas letras.

Este trabalho foi abraçado, “desde a primeira hora”, pelo professor Adriano Moreira, natural da região transmontana, que desde Lisboa apoiou toda a logística e é o autor do prefácio.

“Quando lhe apresentamos o primeiro esboço, ele prontificou-se logo a encontrar alguém para nos acompanhar na obra, para fazer o prefácio, para a apresentação, para fazer estar essa obra em tudo quanto fosse academia de ciências, em instituições”, contou José Pires.

“C`moquera isto vai dar muito que falar”, assim espera Mário e os outros autores da obra publicada pela editora Guerra e Paz.

Agência Lusa

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Aspeto da Moldura Humana que não ficou no sofá

Concentração em Bragança - 21 de outubro de 2017 - MAIS FOGOS NÃO!


Bragança reivindica aeroporto regional

A associação RIONOR em Bragança reinvidica a necessidade de transformar o aeródromo da cidade em aeroporto regional.
Um tema que esteve em discussão no mais recente Concelho Raiano sobre Mobilidade e Coesão Transfronteiriça e que aconteceu do lado espanhol, em Alcanices.
Para além do tema do aeroporto, também as acessibilidades, por exemplo à futura estação do Ave foi um dos temas abordados.

Dona Aninhas: 103 anos de segredos

A Dona Aninhas, utente da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, celebrou 103 anos de vida.
Ao Porto Canal garantiu que a longevidade não tem segredo. Ainda assim a família conta que durante vários anos esta idosa não dispensava o seu pequeno cálice de vinho do porto.


GNR já começou a fiscalizar os soutos para evitar furtos

Entre esta sexta-feira e 15 de novembro a GNR vai intensificar o patrulhamento nas explorações agrícolas onde se realiza a apanha de castanha.
"Um dos objetivos desta operação é sensibilizar os produtores de castanha, transmitindo-lhes conselhos de segurança, de forma a garantir uma maior proteção dos seus produtos e propriedades.
Outro objetivo da operação será a prevenção e fiscalização rodoviária, com o intuito de prevenir atividades ilícitas, designadamente, o furto de castanhas e o não cumprimento das regras de transporte", explica fonte do gabinete de imprensa do comando da GNR em Bragança.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Brigantinos disseram "mais fogos não"

Dezenas de brigantinos juntaram-se esta tarde de sábado na Praça das Sé, em Bragança, para participar na caminhada solidária 'Mais Fogos Não!', organizada por um movimento de cidadãos.
A marcha percorreu várias ruas da cidade para mostrar que é tempo de prevenir os incêndios. Os escuteiros ofereceram bolotas de carvalho para que sejam plantadas e assim nascerem novas árvores.
"É impossível ficar indiferente ao que tem vindo a acontecer desde há alguns meses para cá, seja à tragédia dos incêndios ou pelo facto de não chover há meses (que também é uma tragédia)", referiu Paulo Mafra, um dos organizadores da manifestação.  

Glória Lopes
in:mdb.pt

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Uma aldeia de Mestres, saberes e muita tradição, que se distingue pela dinâmica de um envelhecimento ativo e combate ao isolamento

CASTRO DE AVELÃS, GOSTEI e CASTANHEIRA

Sentença dada a 26 de Abril de 1722, reconhecendo aos moradores de Castro de Avelãs, concelho de Bragança, o direito de pastorear seus gados no termo desta cidade, «nos sitios de Campo Redondo e Lamalonga athe de tras do Forte, e athe a Peneda da Graça e Pedra Rachada e tudo agoas vertentes ao rio e de tras do Forte te agoas vertentes a Britelo», segundo a posse imemorial em que estavam.
Esta sentença é de harmonia com outras dadas já em 1497 e 1694, que reconhecem aos moradores de Castro de Avelãs, Gostei e Castanheira o direito de «pastar, montear e estouçar» no terreno indicado. Na de 1497 eram João Leite e Rafael de Sá, escudeiros, juízes ordinários da cidade de Bragança, e Lopo Ferreira, reitor e procurador do mosteiro de Castro de Avelãs. Gregório Rodrigues, escudeiro, morador em Bragança, figura também no processo. Também em 1687 houve demanda sobre o mesmo caso e era Lopo Aires Ferreira procurador do mosteiro de Castro de Avelãs. Em 1860 houve nova demanda pelo mesmo motivo, sendo dada sentença a favor dos moradores desta povoação.

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Semana de Receção ao CALOIRO 2017 - Bragança


REFLEXÕES

Por: Paula Freire
(colaboradora do Memórias...e outras coisas...)
“Há muito, muito tempo....”
Não sabia ainda muito bem o que escrever hoje, neste espaço. É que, às vezes, a imaginação foge-nos para longe e parece que se instala numa núvem de preguiça e letargia, de onde não conseguimos arrancá-la facilmente. E por mais que pensemos, as palavras não querem soltar-se para o papel. Mas enfim, consegui dar-lhe a volta.
E tudo porque um dia destes, sem querer, dei comigo a trautear uma canção tão antiga, tão distante da minha memória, que só mesmo o poder do inconsciente poderia tê-la trazido ao de cima. E então, nesse preciso momento, lembrei-me... da minha infância. E, inevitavelmente, por causa daquela canção, recordei-me do meu pai.
Será que teria alguma coisa a ver com a aproximação do Dia do Pai, dia 19 de Março? Talvez... Diriam os mais antigos, sobre estes pequenos acontecimentos aparentemente tão irrelevantes, que são “coisas do destino”. Talvez...
Parei um pouco e deixei que a minha mente fosse invadida por aqueles momentos quentes e com o doce aroma da infância, quando o mundo ainda nos parece tão grandioso e assustador mas, repentinamente, com um simples click, esse susto morre no horizonte porque ali ao nosso lado está aquela mão ainda maior do que o mundo, que faz desaparecer todos os nossos medos e fantasmas de meninos; a mão forte e corajosa daquele pai sempre alerta não vá o “papão levar a minha menina”, porque isso eu não deixo, nem que ele se transforme num dragão que cuspa fogo pela boca. Penso que todos os pais que amam são assim: protectores em constante movimento!
Recordei-me, então, daquelas tardes de chuva, quando não havia muito que fazer (porque agora, as crianças têm muito mais que fazer do que quando eu era ainda menina, mesmo aos fins-de-semana!!!), e eu ficava sentada no sofá da salinha pequena que tinha uma carpete verde escura e um gira-discos muito antigo, daqueles que já nem naquela altura se viam mais em lado nenhum. Mas era um valente gira-discos! Fazia rodopiar os discos com uma precisão de “mão de mestre” e a música saía clara e sonante invadindo o cantinho aconchegante daquela salinha, enquanto, lá fora, a chuva caía lentamente sobre os vidros da janela deixando escorrer gotas enormes que se reflectiam nos meus olhos quando eu as observava com um olhar distante, como se dissesse: “Aqui estou protegida!”.
E passava aquelas tardes inteiras de Sábado a ouvir os velhos discos de vinil do meu pai. Não sei ainda porque é que com 7 ou 8 anos de idade eu gostava tanto de ouvir as músicas daqueles discos. Mas ficava ali quietinha, com as capas dos discos nas mãos e enquanto a música tocava, eu observava longamente as imagens que haviam sido escolhidas para figurar naqueles álbuns. Haviam alguns que eram “sagrados”. Eram os que ouvia mais vezes e a todos eles atribuía um título à minha maneira de criança. Por exemplo, havia um disco da famosa Grande Orquestra de Paul Mauriat, que tinha na capa o rosto de uma linda jovem com um enorme chapéu na cabeça.
Intitulava-se Un Jour un Enfant, mas eu dera-lhe o nome do “Disco da Mulher do Chapéu Verde”. Havia ainda outro intitulado Êxitos Para Dançar (de Shegundo Galarza) com músicas ainda bastante conhecidas actualmente, pelo menos para as pessoas de mais idade, tais como Pop Corn, If I Were a Rich Man ou Um Canto a Galicia. A este eu dera o nome do “Disco da Mulher das Sandálias”, pois que a imagem mostrava uma jovem de cabelos longos, com um curto vestido e umas sandálias com uns saltos enormes, sentada sobre uma velha mesa de madeira.
Também gostava muito de ouvir o tão aclamado Nelson Ned e a sua tocante canção Os Bairros Pobres da Cidade.
Por certo, não seriam músicas ou canções que a maioria das crianças da minha idade apreciariam. Mas eu gostava de as ouvir! E foi por ouvi-las uma e outra, e outra vez, que elas ficaram gravadas na minha memória, penso que para sempre. E trazem-me saudades daquela infância cheia do calor dos carinhos e abraços do meu pai, que muitas vezes, se sentava também ao meu lado a ouvir estas músicas.
Muito provavelmente, as crianças de hoje, um dia mais tarde terão recordações muito diferentes destas que eu tenho agora. Os tempos de lazer e actividades infantis, tal como o tempo disponível dos pais, modificou-se radicalmente em poucos anos. Mas serão sempre recordações belas, grandiosas, de uma vida que se viveu junto de um pai que soube amar e que, embora pouco pródigo em palavras que deixassem transparecer as suas emoções (elas transparecem-se-lhe sempre no olhar...), tinha um rosto que dizia a todo o momento: “Eu estou aqui, filha, sempre que precisares!”.
E lá ficávamos os dois a ouvir a canção dos Green Windows - para quem ainda possa recordar-se, o nome inglês do quarteto 1111 associado a quatro vozes femininas que, após uma audição em público em Portugal, foram convidadas para gravar em Londres títulos originais de José Cid. Chamava-se “Twenty Years” e era a canção que naquela tarde eu trauteava, em murmúrio, e me trouxe há memória esta simples mas tão reconfortante recordação do verdadeiro amor de um pai: “Há muito, muito tempo, eras tu uma criança / que brincava num baloiço e ao pião / tinhas tranças pretas e caçavas borboletas / como quem corria atrás de uma ilusão...(...) Vem viver a vida amor / que o tempo que passou não volta não / sonhos, que o tempo apagou / mas para nós ficou esta canção...


Paula Freire - Psicologia de formação, fotografia e arte de coração. Com o pensamento no papel, segue as palavras de Alberto Caeiro, 'a espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias'.

Cadastro florestal simplificado avança e Alfândega da Fé integra projecto-piloto

Alfândega da Fé é um dos 10 concelhos que integra o projecto-piloto que vai fazer o cadastro simplificado das terras nacionais.
Segundo o Diário de Notícias, a 1 de Novembro arranca o projecto-piloto cujo decreto será apresentado amanhã no Conselho de Ministros.

O sistema de informação cadastral simplificada avança para já de forma experimental durante um ano, até final de 2018, nos municípios de Alfândega da Fé, Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Góis, Pampilhosa da Serra, Penela, Sertã, Caminha e Proença-a-Nova.

O objectivo é perceber a quem pertencem de facto extensas áreas de terreno florestal e para isso o Governo pretende criar um sistema mais simples de cadastro, envolvendo todas as entidades da Administração Pública e privados.

A lei aprovada a 19 de Julho é uma das que integra a chamada reforma florestal que o Parlamento despachou, depois da tragédia de Pedrógão Grande e que será complementada com as medidas que serão apresentadas amanhã na reunião extraordinária do Governo, que tem lugar em Lisboa, para discutir o sistema de protecção civil e de defesa da floresta, na sequência das recomendações e conclusões da Comissão Técnica Independente, que produziu o relatório sobre os incêndios de Pedrógão Grande. 

Escrito por Brigantia

Dificuldade no pagamentos de portagens afasta turistas espanhóis da região

Há turistas espanhóis que estão a deixar de visitar Bragança e a região devido à dificuldade em pagar portagens. O caso é denunciado pelo presidente do município de Bragança, Hernâni Dias, que afirma que esta questão é um problema e tem afastado muitos espanhóis que evitam vir a Portugal.
As portagens na A4 funcionam com um sistema de pórticos e é necessário utilizar um sistema de identificador electrónico (via verde), comprar bilhetes pré pagos ou pagar posteriormente, no entanto, a informação pode não ficar disponível no próprio dia. Em muitos casos a dificuldade acaba por resultar em multas.

O presidente do município de Bragança afirma que o turismo se recente da situação.

“Especialmente na época de Verão, havia espanhóis que pretendiam ir para Portugal, mas por ter de entrar numa auto-estrada quando ela é portajada levanta problemas, porque as pessoas não têm esse sistema e não têm forma de pagar sem ser através do sistema que está preconizado”, destacou.

O presidente do município gostaria que houvesse um sistema mais simplificado para o pagamento de portagens para carros com matrícula estrangeira.

“Seria interessante que houvesse alguma atitude de solução do lado português para que os turistas espanhóis possam entrar de outra forma, não é livremente, mas terem uma forma cómoda de pagamento, porque actualmente sujeitam-se a coimas”, referiu o autarca.

O autarca afirma que a situação já se fez sentir este verão, condicionando a vinda dos espanhóis para Portugal e pede uma atenção especial para esta situação em particular nas zonas de fronteira. 

Escrito por Brigantia

Demissões na Santa Casa de Mirandela podem levar a eleições antecipadas

Crise directiva na Santa Casa da Misericórdia de Mirandela. Ao que apuramos, três membros da mesa administrativa entregaram cartas de demissão ao presidente da Assembleia-Geral, em desacordo com algumas decisões que têm vindo a ser tomadas pela direcção, estando apenas a aguardar o deferimento dos pedidos.
Caso se confirmem as demissões, a direcção fica a contar apenas com quatro elementos, necessitando de incluir os três suplentes que restam da lista que venceu as eleições, em Dezembro de 2014.

No entanto, não está colocado de parte o cenário de eleições antecipadas.

São crescentes os sinais de alguma contestação interna na Santa Casa da Misericórdia de Mirandela. Depois de, há três semanas, cerca de duas dezenas de trabalhadores daquela instituição terem reivindicado o pagamento de diuturnidades e outros direitos laborais, denunciaram ainda estar a ser alvo de perseguição e ameaças por parte dos membros da mesa administrativa, entretanto negada pelo Provedor.

Agora, três, dos sete membros da Mesa Administrativa, entregaram cartas de demissão, ao presidente da Assembleia-Geral.

Maria Gentil Vaz, Luís Maia e Eugénio Teixeira não querem prestar declarações, por enquanto, sobre as razões desta decisão, alegando que o assunto não será tornado público, enquanto o presidente da Assembleia-Geral (José Baltasar Aguiar) não tiver conhecimento do teor das cartas, dado que se encontra ausente no estrangeiro.

Confrontado com esta situação, o Provedor da SCMM, Adérito Gomes, remeteu uma reação para as próximas horas. Esta situação vai obrigar a que os três membros suplentes venham a assumir funções, caso contrário pode colocar-se o cenário de eleições antecipadas, mas tudo fica em stand-by até à chegada do presidente da Assembleia-Geral para saber qual será a decisão de José Baltasar Aguiar.

Recorde-se que o mandato só termina em Dezembro de 2018.

A instituição que já conta com 499 anos de história, é uma das mais importantes do concelho, pois serve mais de 1200 utentes, nas suas diversas valências para crianças e idosos, e emprega mais de 300 pessoas.

Crise na direcção da Santa Casa da Misericórdia com três demissões, em simultâneo, que podem ter como consequência a queda da direcção e a realização de eleições antecipadas. 

Escrito por Rádio Terra Quente (CIR)

Iconografia nos registos paroquiais está em exposição no arquivo distrital

Está patente até ao final do mês de Novembro a exposição “A Iconografia nos Registos Paroquiais” uma mostra dos desenhos que ornamentavam os livros de baptismo, casamentos e óbitos. A exposição criada no âmbito do Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja, com o tema “Significados da Arte Cristã”, pode ser vista no Arquivo Distrital de Bragança e conta ainda com objectos associados aos sacramentos.
Na inauguração, Lília Pereira da Silva, directora do Centro de Conservação e Restauro da Diocese de Bragança-Miranda, explicou que eram usados vários símbolos referentes ao tipo de sacramentos e não só. “Na abertura dos livros de registo ou mesmo dos assentos paroquiais englobava elementos iconográficos, ou seja desenhos alusivos aos elementos imagéticos ligados ao baptismo, ao casamento ou aos óbitos e nos baptismos há aberturas de assentos que tinham a primeira letra do nome da pessoas desenhada com iconografia associada ao nome. E há um registo com o signo do zodíaco de um pessoa na abertura do assento paroquial”, referiu.

O Arquivo Distrital de Bragança detém cerca de 35 mil e 400 livros de baptismos, casamentos e óbitos, originais e duplicados, sendo o mais antigo, um livro misto da freguesia de Castelo Branco, concelho de Mogadouro e que abrange o período do século XVI.

Segundo a directora do arquivo distrital de Bragança, Élia Correia, os trabalhos expostos são do séc. XIX. “As iconografias que temos são artísticas. A iconografia vem do período medieval, no entanto, estes documentos vêm-nos provar que de facto ainda no século XIX estava vigente a prática”, destacou.

A exposição tem como objectivo dar a conhecer o património documental e religioso do arquivo e também de algumas igrejas e confrarias. Pode ser visitada até 30 de Novembro no Arquivo distrital de Bragança. 

Escrito por Brigantia

Bicho-da-seda volta a despertar interesse a investidores

A marcar a revolução do rudimentar para a industrialização, a produção de seda faz parte da história do concelho de Macedo de Cavaleiros e é uma cultura que tem despertado recentemente o interesse de investidores na zona norte do país.
Quem o diz é Jorge Azevedo, do Departamento de Zootecnia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

“Estou certo que vai acontecer porque já há um investidor que já abraçou este projeto. Começou este ano pela plantação de algumas amoreiras mas vai avançar. A ideia é virmos a ter em Portugal uma seda produzida cá, no País. No Norte, não em Trás-os-Montes, infelizmente, mas será um gérmen de algo que poderá rapidamente passar para Trás-os-Montes.”

Em meados do séc. XVIII, o Real Filatório de Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros, foi o maior exemplar de sericicultura de todo o país, constituindo um marco histórico na economia da região. Fala-se em reativar o Real Filatório, mas, para isso, é necessário tomar medidas e desenvolver novos métodos de trabalho.

“Só será possível reatar esta atividade com novas técnicas, por uma questão de produzir barato. Como sabemos, a China tem a mão-de-obra muito barata, tem centenas de milhares de pessoas ligadas a esta atividade por isso é que dominam a produção de seda e o comércio da seda em todo o mundo. Nós para competir não temos à partida muitas possibilidades a menos que avancemos para a mecanização de praticamente todo o sistema, o que hoje já é possível.”
Além do habitual uso da seda, há novas ideias a desenvolver para dar uma maior utilização e rentabilidade ao bicho-da-seda.

“A seda, propriamente dita já é usada há centenas de anos para fins medicinais, nomeadamente para fazer costuras de feridas. O nosso objetivo é vir a produzir uma seda mais resistente mas produzida pelos próprios bichos, não depois na parte da indústria; por isso serem os próprios bichos a produzirem essa seda mais resistente. Quanto à multiplicidade de utilizações elas são mais do que uma centena. Aliás, uma das área sonde em que eu me interesso, onde me vou empenhar em produzir bicho-da-seda é para a alimentação animal; nomeadamente os répteis, as aves e os peixes, onde já hoje, no mundo, esses bichos-da-seda são muito utilizados.”
Neste momento, há estudos e projetos a serem desenvolvidos neste âmbito por instituições em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes.

Escrito por ONDA LIVRE

CALJE estabelece-se em Alfândega da Fé

Alfândega da Fé recebe a tomada de posse dos órgãos sociais do Conselho Associativo da Lusofonia – Jovens Empreendedores (CALJE). A iniciativa acontece no próximo dia 24 de outubro, pelas 16h00, no Auditório da Casa da Cultura e contará com a presença de Luísa Pais Lowe, coordenadora do Gabinete de Apoio ao Investimento da Diáspora no Gabinete do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
Esta organização tem como objetivo a criação de laços interinstitucionais e empresariais nos países lusófonos, de forma a criar condições para a alavancagem de projetos empreendedores e de crescimento económico. 

O CALJE tem ainda como finalidade a promoção de formação profissional dos seus membros e da comunidade em geral, integrando-os e relacionando-os no meio empresarial. A criação de bolsas de mobilidade para jovens dos países lusófonos, proporcionando-lhes a possibilidade de fazer formação nas áreas de agricultura e turismo é também uma prioridade para esta associação. Nas palavras do Presidente, Maquito Daniel, a Associação pretende ser um “ estímulo facilitador e impulsionador, abrindo portas a estes jovens. Sendo por isso o CALJE um parceiro social e económico dos Estados Membros da comunidade de língua portuguesa.” 

O concelho de Alfândega da Fé torna-se assim o epicentro para alavancar uma iniciativa que poderá abrir portas para a atração de investimento. Uma política que a autarquia tem vindo a desenvolver em conjunto com outras entidades, nomeadamente a Associação para o Desenvolvimento da Rota do Azeite e que pretende captar investimento estrangeiro para o concelho.

in:noticiasdonordeste.pt

Santander Totta tem 548 M€ para reabilitação urbana

O Santander Totta tem 548 milhões de euros disponíveis para o financiamento de projetos de reabilitação e revitalização urbanas, ao abrigo do Programa IFRRU 2020 – Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas.
O Santander Totta será assim o banco com maior lote para financiamento a empresas e particulares com projetos de reabilitação urbana, cerca de 40% do total disponível. Do montante referido, 293M€ são fundos do Santander Totta e 255M€ fundos do IFRRU2020.

O programa beneficia de uma taxa de juro mais favorável (cerca de metade em relação aos produtos para a mesma finalidade) e de uma comissão inicial única, que inclui dossier, avaliação e formalização. A título de exemplo, para uma operação de 1M€, o spread médio passa de 2,5% para 1,3%; e a comissão inicial passa a ser 0,65% (do capital) para empresas e de 1% (do capital) para particulares, uma redução de 39% e de 17%, respetivamente.

Os montantes de financiamento podem ir até 20 milhões de euros, com prazos alargados – maturidade a 20 anos para arrendamento e de 7 anos para venda –, e carência até 4 anos. O programa arranca no dia 30 de outubro e a sua aplicação termina no final de 2022. Para comunicar esta oferta, o Santander Totta lançou a campanha “Quem quer reabilitar vem ao Santander Totta”.

O que é o IFRRU?
O IFRRU é um instrumento financeiro composto por empréstimos hipotecários e empréstimos com garantia das SGM (Sociedades de Garantia Mútua) para apoiar projetos de reabilitação e revitalização urbanas, e de eficiência energética, em todo o território nacional, em áreas definidas como prioritárias por cada Câmara Municipal.

O programa prevê a reabilitação integral de edifícios com idade igual ou superior a 30 anos (ou com idade inferior mas com nível de conservação mau ou péssimo de acordo com o Dec.-Lei n.º 266-B/2012, de 31 de dezembro); a reabilitação de espaços e unidades industriais abandonados; e a reabilitação de frações privadas inseridas em edifícios de habitação social que sejam alvo de reabilitação integral. 

Os edifícios reabilitados podem destinar-se a qualquer uso, nomeadamente habitação (própria, para arrendamento ou para venda), atividades económicas (comércio, serviços, turismo, entre outros) e equipamentos de utilização coletiva.

Para potenciar mais o investimento, o IFRRU 2020 reúne diversas fontes de financiamento, quer dos Fundos Europeus Estruturais de Investimento, do PORTUGAL 2020, quer fundos provenientes de outras entidades como o Banco Europeu de Investimento e o Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa, conjugando-os com os fundos da banca comercial.

in:noticiasdonordeste.pt

Regresso ao Campo

De Norte a Sul do país, pessoas dos mais diferentes estratos sociais e escalões etários abandonam a vida nas cidades, regressando ao campo para aí se fixarem na procura duma nova atividade ou duma vivência mais feliz.
Este documentário pretende dar a conhecer alguns exemplos desta realidade, dos anseios e das motivações daqueles que tomam esta opção por uma nova ruralidade.
clica na imagem para aceder ao video

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Francisco de Morais da Silva Campilho

Em 1720, Francisco de Morais da Silva Campilho, sargento-mor, morador em Vinhais, requereu uma pública-forma do vínculo de morgadio de que era representante, fundado a 2 de Janeiro de 1672 por João de Morais de Valcacer, licenciado, abade de Negreda, a favor de suas sobrinhas (eram dois os morgadios que fundava) Francisca de Morais, ajustada para casar com Estêvão de Mariz Sarmento, e Isabel de Morais, também ajustada para casar com Cristóvão da Silva Sarmento, ambas filhas legítimas de Maria de Valcacer, irmã do abade fundador. Os casamentos realizaram-se. Os bens vinculados estavam situados, entre outros lugares, nos seguintes: Pelames, Coutada, Corujeira, Canameira e Lobagueiras.
Por outro documento, que vem junto a este, vê-se que em 1677 era já falecido o abade fundador, e nessa altura Estêvão de Mariz Sarmento era cavaleiro professo na ordem de Cristo, capitão-mor e governador de Vinhais.
D.Maria Eugénia de Morais Castro Sarmento, com autorização de seu marido Pedro José Sebastião de Morais Sarmento, de Vinhais, requereu em 1720 pública-forma do mesmo morgadio fundado pelo aludido abade, do qual era ao tempo senhora.
Em 6 de Novembro de 1744 fez testamento Lourenço da Silva Sarmento, abade encomendado de Vinhais e comissário do Santo Ofício, deixando herdeiro universal dos bens seu sobrinho Lourenço da Silva Sarmento, administrador do morgado que ele e seus irmãos fundaram. O abade fundador era irmão de D. Rita, freira no convento de Vinhais, de André de Morais Sarmento e de José Sarmento e tio de João de Morais Sarmento de Miranda, de João de Macedo de Madureira, arcediago de Mirandela, e de D. Isabel, noviça no convento de Vinhais.
D.Maria Eugénia da Conceição, com autoridade de seu marido Pedro José Sebastião de Morais Sarmento, requereu em 1800 pública-forma do vínculo de morgadio fundado a 26 de Maio de 1730 por D. Rosa de Morais Sarmento, João Baptista de Morais Sarmento, vigário da igreja do Pinheiro Novo, André de Morais Sarmento, abade de Candedo, padre Pedro de Morais Sarmento e padre Lourenço da Silva Sarmento (este ausente em Lisboa, mas representado por procuração), todos irmãos, nos bens do casal do Bairro do Eiró, que herdaram de seus pais. Estes bens eram agregados ao morgado administrado por Francisco de Morais da Silva, sargento-mor da comarca de Moncorvo, irmão dos instituidores na capela de Nossa Senhora da Conceição.
A 4 de Fevereiro de 1706 João da Rocha Figueiredo, de Vinhais, fundou um vínculo de morgadio com capela dedicada a Santo António (não se percebe bem se é a este santo), edificado na capela de S. Lourenço. Na falta de descendentes seus, chama para sucessores os filhos de seu irmão Pedro de Morais Sarmento; na falta destes, os de sua irmã D. Joana de Morais Sarmento, casada com Jácome de Morais Sarmento, e na destes, os de sua irmã D. Perpétua. O instituidor era filho de Francisco da Silva Barreto e de D. Perpétua da Rocha Figueiredo.
Parte dos bens destes morgadios ainda hoje pertencem à família Campilho, de que tratámos no tomo VI, pág. 617, destas Memórias, e a outra parte à família Ferreira Sarmento, das Aguieiras.
Não alcançamos a relação que há entre esta família e o facto que vamos relatar, digno de ficar arquivado nestas páginas. Em Outubro de 1759, quando mais acesas andavam as iras do marquês de Pombal contra os regicidas, foi preso em Perpinhão José António de Morais Sarmento, de trinta e sete anos de idade, residente em Lisboa, filho ilegítimo do padre António de Morais Sarmento e de Rosa de Gouveia, mulher de Manuel d’Armida (da Ermida?), naturais de Vinhais, na província de Trás-os-Montes, por confessar que era ele o regicida José Policarpo, tão avidamente procurado pelas iras pombalinas. Afinal, do auto de identificação a que procederam dois emissários do governo português, veio a saber-se: que o nosso conterrâneo não era o réu procurado; que ia a Roma visitar seu tio, o padre Francisco da Silva de Morais Sarmento, empregado na igreja de S. João de Latrão, e que fora por borracheira, sem saber o que dizia, que confessou ser ele o tal José Policarpo.
Que grande patusco! a caçoar com o senhor de Pombal!...

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Datas de acontecimentos em Bragança

Foto: Rui Godinho/Francisco Godinho
TEATRO – O teatro de Bragança foi mandado construir pela câmara municipal da mesma cidade em 1848 e continha vinte e nove camarotes, cento e vinte lugares de plateia e doze varandas.
Em 26 de Janeiro de 1851 a Sociedade «Recreio Instrutivo» de Bragança participava ao administrador do concelho que tencionava levar à cena no dia seguinte, «anniversário da Carta Constitucional», o drama Dever e natureza.

TELÉGRAFO – A 4 de Setembro de 1874 foi arrematado o fornecimento dos postes de madeira para a montagem da linha telegráfica de Bragança para o Vimioso.

Estudo de impacto ambiental da ligação entre Vimioso e A4 deverá estar concluído até ao fim do ano

A ligação entre Vimioso e Bragança ainda não tem a declaração de impacto ambiental aprovada, mas segundo o presidente do município de Vimioso há uma maior abertura por parte do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas para acompanhar os trabalhos, o que, espera Jorge Fidalgo, venha agilizar o processo do Estudo de Impacto Ambiental (EIA).
O autarca espera que o acompanhamento da entidade possa levar a que as preocupações ambientais levantadas possam ser resolvidas mais rapidamente.

“O que conseguimos em diálogo com o ICNF e Infraestruturas de Portugal é que o EIA possa ser acompanhado na fase de elaboração pelo próprio ICNF, para que algum constrangimento ou alguma necessidade de aprofundar algum estudo que exista possa ser resolvida antes da entrega do EIA”, frisou.

O presidente do município de Vimioso mostra-se satisfeito com a atitude colaborativa do ICNF e entende que a preservação ambiental tem de ser conjugada com uma solução viável para a acessibilidade das pessoas:

“Penso que trabalhando em conjunto, câmara municipal, Infraestruturas de Portugal e ICNF, podemos resolver de uma forma mais célere esta questão, porque não queremos obviamente causar fortes impactos ambientais. Temos é que medir tudo o que é importante: acessibilidade das pessoas e as questões ambientais”, frisou.

Jorge Fidalgo acredita que até ao final deste ano deve estar concluído o estudo de impacto ambiental para depois entrar em consulta pública.

A ligação entre Vimioso e Auto-estrada transmontana foi anunciada em 2015, tendo sido previsto que as obras começassem em 2018.

O projecto que prevê um investimento de 20 milhões euros inclui uma ponte entre Vimioso e Carção e acessos sobre o rio Maçãs, que vai melhor a acessibilidade com a capital de distrito, Bragança. 

Escrito por Brigantia

Oficinas de Conhecimento em Património Cultural - Vila Flor

Dia 31 de Outubro, no âmbito da “Rede de Património Cultural” criada pela Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, os 5 municípios que a integram, a Direcção de Cultura do Norte e o Museu Abade de Baçal, de Bragança, vai realizar-se em Vila Flor, uma Oficina Formativa de Conhecimento, com o título “Curadoria de Exposições”, orientada pelo Curador do Centro Internacional das Artes José Guimarães, Dr. Nuno Faria.

A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia, através do correio eletrónico geral.amtqt@amtqt.pt ou pelo telefone 278201430.

CM de Vila Flor

Concurso - FESTI-VALE DO TUA

Bragança associa-se a manifestação pacífica contra incêndios este sábado

Um grupo de cidadãos de Bragança está a organizar uma manifestação solidária de protesto e indignação perante a situação e as consequências dos incêndios. O grupo denominado “Mais fogos não” está a apelar nas redes sociais a que a população se junte à iniciativa, que inclui uma caminhada solidária.
Paulo Mafra, um dos organizadores da acção, diz que o objectivo é demonstrar a indignação pela calamidade que os fogos florestais têm provocado.

“Fazemos uma manifestação solidária perante o que está a acontecer, para mostrar alguma indignação e o descontentamento. O que tem vindo a acontecer é algo muito grave e sentimos-nos na obrigação de vir para a rua mostrar essa indignação publicamente”, explicou.

Paulo Mafra apela aos brigantinos que se juntem à manifestação e caminhada e que levem também crianças:

“Estamos a aconselhar que os pais tragam os filhos, para que as gerações mais novas percebam que este é um tipo de participação cívica e faz todo o sentido que percebam que é na união e na partilha que às vezes está a resolução de alguns problemas”, salientou ainda.

Tal como acontecerá um pouco por todo o país este sábado, os brigantinos vão sair à rua para uma manifestação pacífica contra os incêndios.

À organização desta manifestação juntaram-se o Instituto Politécnico de Bragança, a Associação Portuguesa de Educação Ambiental, a Quercus de Bragança, a associação Zoela e o Lions Clube. A caminhada solidária está marcada para as 16 horas e parte da Praça da Sé. 

Escrito por Brigantia

Santa Casa da Misericórdia de Vila Flor discutiu os cuidados do futuro nas instituições

A humanização dos serviços é a grande prioridade dos cuidadores do futuro nas valências das Santas Casas da Misericórdia do Distrito de Bragança.
A conclusão saiu da quarta edição  do Seminário “Novas Abordagens no Cuidar”, que decorreu sexta-feira em Vila Flor.



AGR
in:mdb.pt

Pedras ganham nova vida nas mãos de artesão brigantino

“Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”. Esta frase de Fernando Pessoa podia ter sido de José Mendes Afonso, um artesão que há 35 anos se serve da pedra e da imaginação para produzir qualquer tipo de objeto. Natural de Espanha, tem 55 anos e mora em Bragança há 40.
Começou a trabalhar com a madeira, mas foi na pedra que encontrou a sua vocação. A pedra sabão (esteatito) é a mais usada pelo artista que também faz trabalhos em xisto, lousa, calcário, pedra de cantaria e mármore.

Marta Pereira
in:mdb.pt

Falar transmontano já tem dicionário com mais de 10 mil palavras

O ‘Dicionário de Palavras Soltas do Povo Transmontano’, que será lançado no dia 25 de outubro na Academia de Ciências de Lisboa, mas está disponível nas livrarias desde ontem, é uma edição em co-autoria e partiu de três residentes em Bragança.
Escrito a várias mãos, nomeadamente pelas de Cidália Martins, José Pires e Mário Sacramento, o livro é apresentado como não tendo “pretensões académicas mas com rigor e abrangência, pretende travar a erosão da memória e constituiu um inestimável acervo da fala das gentes de Trás-os-Montes”, escreveu o professor Adriano Moreira no prefácio.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Agressão entre alunos motiva inquérito disciplinar no agrupamento de Escolas de Alfândega da Fé

A direção do Agrupamento de Escolas de Alfândega da Fé abriu um inquérito disciplinar na sequência de uma agressão que terá envolvido quatro alunos na passada terça-feira. 
O diretor da instituição de ensino, José Monteiro, confirmou que abriu o procedimento disciplinar para apurar o que aconteceu, classificando o caso de “pontual” e  nega que se trate de uma situação de bulling entre estudantes. 
Os jovens, entre os 15 e os 18 anos, terão estado envolvidos em agressões físicas e verbais ao final da manhã de sexta-feira na escola.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Diabetes afecta mais pessoas e cada vez mais cedo

Estima-se que a partir dos 65 anos, uma em cada quatro pessoas tem diabetes e a doença aparece cada vez mais cedo. Os motivos estão directamente ligados estilo de vida da população, como refere Conceição Bacelar, endocrinologista no Hospital Santo António no Porto, que defende uma maior aposta na prevenção.
“É um problema que está a crescer a aumentar muito, também aparece mais cedo porque a manifestação da diabetes ocorre muito em paralelo com factores como obesidade, que depende um pouco daquilo que comemos, e o sedentarismo. O observatório da diabetes diz-nos que a partir dos 65 anos, em princípio, 25 % das pessoas, 1 em cada 4, tem diabetes. Imagine o que é implementar o exercício físico, alguma actividade e uma boa alimentação em populações com algumas limitações fortes a esse nível, é um desafio muito grande. O importante é saber tratar bem quem já tem diabetes e prevenir a que vem aí, está a aumentar tanto. Portanto, começando pelos mais novos, habituá-los a hábitos de vida promotores da saúde”, referiu.

Rosária Rodrigues, directora do Serviço de Nutrição e Alimentação da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSN), diz que em Trás-os-Montes existem todos os ingredientes necessários para fazer uma dieta saudável benéfica para evitar o problema, e essa vantagem tem sido pouco aproveitada pela população.

“A nossa população, se calhar, esquece-se um bocadinho da diabetes. Nós devemos ter uma incidência da doença superior aos números que conhecemos. Já há muita gente com diabetes principalmente tipo 2, obesos, com síndrome metabólico e que terão uma diabetes não diagnosticada e, por isso, não tratada. Temos os últimos números a nível nacional em que o estilo de dieta mediterrânica é praticado apenas por pouco mais de 20% da população, ou seja, muito abaixo do que o que seria de esperar. Em Trás-os-Montes temos todos os ingredientes para ter um estilo de vida saudável, uma alimentação mediterrânica, e devíamos aproveitar isso”, destacou a especialista.

E ainda há mitos em relação à alimentação que deve ser praticada por um diabético, o que, por vezes, leva a que surjam outras carências no organismo, como refere Flora Correia, nutricionista no Hospitalde São João.

“O mito mais perigoso é dizer que o diabético não pode comer arroz, batatas, massa, pão, porque leva a que o diabético evite alimentos que são importantes para o nosso metabolismo, para funcionarmos bem. Não é preciso comer 1 kg, é preciso comer a quantidade de acordo com as necessidades do diabético. Há diabéticos preocupados a alimentação e há aqueles que consideram que se fizerem a medicação já não precisam de controlar a alimentação, esses são aqueles que acabam por ter mais problemas em termos de controlo da sua própria diabetes. A medicação não chega, é importante perceber que a diabetes é tratada de 3 maneiras: com a alimentação, medicação e actividade física”, salientou a nutricionista.

Conclusões das II Jornadas da Diabetes do Nordeste Transmontano juntaram vários profissionais de saúde de diferentes instituições para trocar conhecimento sobre a problemática da diabetes, que decorreram em Macedo de Cavaleiros. No distrito de Bragança há cerca de 13300 diabéticos identificados actualmente. 

Escrito por Brigantia

Potencialidades aos níveis gastronómico e de artesanato estiveram em destaque no pavilhão dedicado ao turismo na Feira dos Gorazes

Caminhada Cívica em Bragança - MAIS FOGOS NÃO!!!

Projeto tenta encontrar vacina para diminuir morte de coelhos

O coelho continua a ser a espécie cinegética que mais tem diminuído ao longo dos anos.
Apesar dos incêndios que têm contribuído para essa diminuição, a doença hemorrágica continua a ser a principal preocupação.

Artur Cordeiro, Presidente da Associação de Caçadores da 1º Região Cinegética, calcula que a mortalidade do coelho nos últimos anos ande à volta dos 90 % devido a uma doença a espécie ainda não conseguiu desenvolver anticorpos como aconteceu com outras.

“O que diminuiu mais é o coelho, por causa da hemorrágica, a raça que tem sido dizimada pela doença e o coelho era a base, quase, da atividade cinegética, eu diria até a nível ibérico, cerca de 90% nos últimos anos. O coelho tem sido uma razia completa. Contrariamente à outra doença que tivemos em tempos, nesta o coelho ainda não conseguiu ganhar anti-corpos para se defender dela. Enquanto que com a outra, a espécie foi-se regenerando e foi criando anti-corpos que, não digo que a eliminaram, mas não proibiram a expansão, nesta não; tem sido uma tristeza andar pelos campos e ver animais mortos. O coelho tem sido uma desgraça.”

No entanto, o presidente avança que há um projeto que começou este ano a analisar e fazer recolhas de amostras dos animais com o objetivo de encontrar uma vacina que combata a doença.

“Neste momento há um projeto, de longo prazo, em que estão envolvidas não só entidades governamentais que lideram o processo como também universidades, confederações de caçadores. O projeto está neste momento em recolha de espécies, de dados e já está em funcionamento. Aqui na zona Norte foram identificadas duas zonas para fazer uma colheita de espécies, na zona Centro também, na zona Sul e está assim a começar. É tendente a encontrar uma vacina, melhorar a velocidade do alastrar da doença, não eliminá-la.”
A doença hemorrágica continua a ser a principal causa de morte do coelho, espécie que é a base da atividade cinegética na Península Ibérica.

Escrito por ONDA LIVRE

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O Chef André Silva esteve em Mogadouro para um Show Cooking inserido no cartaz da XX Feira dos Gorazes

EMIGRADOS POLÍTICOS ESPANHÓIS

Há cinquenta e sete anos. Do Diário de Notícias de terça-feira, 12 de Agosto de 1873:

«Em Pinheiro Velho, concelho de Vinhaes, districto de Bragança, entraram ante-hontem perto de trezentos emigrados, armados, fugidos á perseguição do governo hespanhol. Consta-nos que por outros pontos do reino também teem entrado mais emigrados.
O governo tem tomado as medidas necessarias para evitar quasquer consequencias que possam produzir a entrada dos emigrados».

Do Diário de Notícias de sexta-feira, 15 de Agosto de 1873:

«Escrevem de Bragança que por participação das auctoridades de Vinhaes soube-se ali no dia 9 que uma força de cêrca de setecentos homens de voluntarios da republica hespanhola, regularmente armados, tinham passado a fronteira ao pé de Moimenta, e que tendo regressado a Hespanha haviam voltado a Portugal, dirigindo-se sobre Bragança. Contavam-se dessa força excessos incriveis, commettidos em territorio hespanhol: roubos, incendios e os mais artigos das “festas” de Alcoy.
Era ao fim da tarde. O susto foi ali grande. Ignorava-se a direcção exacta que trazia aquella força, e sendo, como era, numerosa a guarnição, não podia dividir-se em columnas que partissem por estradas differentes. N’estes termos, estabeleceram-se fortes piquetes em volta da cidade, sentinellas avançadas nas differentes avenidas e patrulhas de cavallaria em ronda permanente.
E assim se passou a noite.

O dia seguinte amanheceu mais pacifico. Dez soldados e dois officiaes dos emigrados hespanhoes entraram em Bragança ás sete horas da manhã, tendo primeiramente entregado as armas em uma das povoações da fronteira.
Posteriormente soube-se que o resto d’aquella força entregara as armas a uma pequena columna de caçadores e cavallaria que de Vinhaes marchava para o ponto invadido. Essa força entrou ali no dia seguinte. A guarnição de Bragança consta do regimento de cavallaria nº 7 e do batalhão de caçadores nº 3, mas essa força acha-se dividida em fortes destacamentos, os quaes fazem immensa falta para guarnecer, como se deve, os principaes pontos da raia. A força hespanhola ali recolhida deve vir já em marcha para o Porto, acompanhada por uma força de cem praças de infantaria nº 6 e cavallaria, devendo chegar a Lisboa por estes dias».

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança