sexta-feira, 28 de abril de 2017

Glórias do G.D.B. - Tojé Cepeda

Entrevista de Telmo Seixas a Tojé Cepeda, treinador do Vinhais, para o "Cardo"
Equipa em 1979
Equipa em 1985/86

Ribeira da Vilariça - Torre de Moncorvo

"Tradição em Continuidade – as quintas da Terra Fria Transmontana”

"Tradição em Continuidade – as quintas da Terra Fria Transmontana”, de Joana Gonçalves, é um livro que nos dá a conhecer aspetos Sociológicos de um mundo já desaparecido, mas do qual ainda restam as casas e a sua relação com um território em permanente mudança.
Casas velhas, casas em ruína, uma espécie de arqueologia sentimental que a arquiteta resgata através deste livro, onde se lê a volumetria dos sentimentos e das casas que os albergaram.

Este livro resulta de um trabalho, realizado na  Universidade do Minho, tendo sido distinguido em 2014 com o Prémio Ibérico de Investigação de Arquitetura Tradicional.

Sinopse
“O património vernáculo é reconhecido pela sua adequação ao contexto geográfico e cultural e, portanto, garante da identidades locais (ICOMOS, 1999). O abandono progressivo a que muitos exemplares foram votados, a nível global, contribuiu para uma perda acelerada da memória, essencial ao reconhecimento do lugar e da cultura local. Com a consciência de que atualmente a arquitetura enfrenta novos desafios, nomeadamente a necessidade de respostas integradas e integradoras no meio sociocultural e ambiental, pretende-se estimular o conhecimento de exemplares da arquitetura vernácula ainda não documentados, importantes fontes de informação pelo seu apuramento experimental ao longo de décadas.

Esta investigação centra-se no estudo das quintas da Terra Fria do Nordeste Transmontano, caraterizadas pela dispersão em torno dos núcleos urbanos, que eram a sua oportunidade e razão de ser, pois associavam a agricultura de subsistência ao abastecimento do mercado local. Pelo seu isolamento das redes de infraestruturas estabelecidas constituem um desafio para as soluções contemporâneas que visam a autossuficiência e sustentabilidade, permitindo a sua continuidade, questionando novos usos, significados e funções produtivas contemporâneas.

Reconhecendo que o desenho arquitetónico interfere nos modos de vida e no ambiente, pretende-se uma leitura crítica deste património, estimulando estratégias alternativas e inovadoras que relacionem a arquitetura, o homem e o território, procurando uma maior sustentabilidade social, ambiental e económica e que, simultaneamente, respeite a identidade da comunidade. Para isso, as novas intervenções devem compreender as potencialidades do lugar, a validade dos processos identificados e as suas fragilidades, procurando não só a sua continuidade mas também a complementaridade. Ao centrar o estudo nas fontes primárias procurou-se um levantamento que possibilitará uma nova reinterpretação desta arquitetura mais próxima do seu significado, compreendendo os propósitos que levaram a estes modos de construir”.

Carrazeda de Ansiães vai acolher jovens de toda a Diocese

A  vila  de  Carrazeda  de  Ansiães  acolhe  a  edição  deste  ano  do  Dia  Diocesano  da Juventude. O  encontro  acontece  nos  próximos  dias  5  e  6  de  maio,  a  escassos  dias da  Visita  do  Papa Francisco ao Santuário de Fátima, e assenta no  tema «O Todo‐poderoso  fez em  Mim maravilhas».
Todos os jovens da diocese de Bragança‐Miranda estão convocados para esta edição,  que conta com a presença do bispo diocesano, D. José Cordeiro.

Na tarde de sexta‐feira, dia 5, os jovens dos quatro cantos da Diocese são convidados a acampar/acantonar  no  Campo  de  Escuteiros  local.  Após  o  jantar  está  prevista  uma grande Vigília de oração e convívio. 

No sábado, o acolhimento aos participantes também decorre no Campo de Escuteiros  e está marcado para as 8h30. 

A partir das 9h30 estão previstas atividades desportivas, culturais e de orientação, um peddy‐paper que ajudará a descobrir os vários espaços da vila e que terminará com o almoço (12h00).

No início da tarde é tempo de descobrir o espaço amuralhado do Castelo de Ansiães, através de atividades de descoberta  (marianas e bíblicas), orientadas pelos jovens de Carrazeda  de Ansiães. Nesse local estarão  representados  os  vários institutos  de  Vida Consagrada  da  Diocese  na  “Tenda  das  vocações”,  destacando‐se  a  “Tenda  da adoração” como espaço único de oração e intimidade com o Senhor.

No  final  do  encontro,  D.  José  Cordeiro  preside  à  Eucaristia  e  entrega  a  Cruz  da Juventude aos jovens responsáveis pelo DDJ de 2018.

in:noticiasdonordeste.pt

Corrida das Cantarinhas e Feira de Artesanato animam cidade de Bragança

É já no próximo dia 30 de abril que a cidade de Bragança recebe mais uma edição da e na Corrida das Cantarinhas. A iniciativa está agendada para o dia 30 de abril, pelas 10h30, com partida e chegada na Praça do Município.
A Corrida das Cantarinhas integra, este ano, o circuito Liga Allianz Record e conta com as provas de 10.000 metros, Corridas Benjamins e Escolas de 500 metro, Juvenis, 5.000 metros, e a Caminhada com um percurso total de 6.000 metro. 

Sendo um dos projetos vencedores do Orçamento Participativo 2016 e o primeiro a ser implementado, a Corrida das Cantarinhas contou, na sua primeira edição, com a presença de 830 pessoas, de todo o País e de Espanha, muitos dos quais atletas de clubes, como o Sport Lisboa e Benfica, o Sporting Club de Portugal, Boavista Futebol Clube e Associação Desportiva de Várzea Futebol Clube, entre outros. 

A Corrida das Cantarinhas 2017 é promovida pelo Município de Bragança e pelo Ginásio Clube de Bragança. 

Esta iniciativa integra-se no programa geral associado ao programa da Feira das Cantarinhas, no âmbito da qual também será realizado, no primeiro dia de maio, o Encontro Transfronteiriço de Jogos Tradicionais de Bragança, León e Zamora, que este ano tem lugar na aldeia de Parada, a cerca de 20 quilómetros da cidade . 

No dia 3 de maio, quarta-feira, a cidade também recebe a XXXI Feira do Artesanato, com palco na Praça Camões. A iniciativa decorre até ao dia 3 de maio e em exposição estarão centenas de artigos artesanais distribuído por 85 stands de artesãos. 

O comércio da cidade vai juntar-se à festa, através da iniciativa “O Comércio Sai à Rua”, dinamizando a cidade e interligando a Feira das Cantarinhas, a Feira de Artesanato e o Comércio Tradicional. 

Do programa musical que integra este período de festa da cidade de Bragança o destaque vai para os concertos de grupos como António Mão de Ferro & Rui Vilhena, Tona Tuna – Tuna Feminina Universitária de Bragança, Grupo Fados D’ Outrora, Grupo Telhavã Casa do Professor de Bragança, Mariana Azevedo em Duo – Música Covers, Dixiedentes, Domingos Moça Band e Pedra D’ Ara.

in:noticiasdonordeste.pt

Conselhos Raianos integram-se nos laboratórios de participação Pública para discutir acessibilidades e coesão territorial

Amanhã inicia-se uma nova ronda dos conselhos raianos. À associação cívica Rionor aliaram-se o Instituto Politécnico de Bragança e o Centro de Ciência Viva, já que as sessões serão incluídas na iniciativa do Ministério do Ensino Superior: Laboratórios de Participação Pública.
Os conselhos raianos discutem este ano os problemas da região fronteiriça centrado nos temas das acessibilidades e da coesão territorial.

Francisco Alves, o presidente da associação Rionor, espera que ao longo dos próximos seis conselhos raianos, que se terão lugar em Portugal e Espanha, sejam discutidas as oportunidades de desenvolvimento da região e a ferrovia será um dos assuntos centrais.

“A estação do AVE em Otero de Sanabria vai ser construída, mas só vão parar lá os comboios se Bragança estiver associada e é preciso uma ligação até lá, como vai ser é o que vamos discutir”, refere.

O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, explicou que o apoio da instituição de ensino à iniciativa acontece porque ela se enquadra no modo de funcionamento dos laboratórios de participação pública.

“Se houver mais pessoas para além do próprio IPB, Centro Ciência Viva e da CIM, que estejam disponíveis para intervir, isso vai ao encontro da filosofia do laboratórios de participação pública, que é pôr as pessoas a participar e a dar-nos ideias sobre temas que acham importantes e que nós propomos, dando-nos ideias sobre como se pode de facto fazer com que a nossa região fique melhor”, sustentou Sobrinho Teixeira.

Amanhã à tarde realiza-se o primeiro conselho raiano em Bragança, na Domus Municipalis. Até 25 de Novembro a iniciativa vai ainda passar por Puebla de Sanabria, Torre de Moncorvo, Alcañices, Alfândega da Fé e Vila Flor. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

Mata o tio a tiro por dívida de obra

Vítima de 80 anos recusou pagar 10 mil € e foi baleada num olival.
Francisco Barros, agricultor de 62 anos, matou o tio com um tiro nas costas, a 18 de dezembro do ano passado, em Meirinhos, Mogadouro, e fugiu.
Na altura, a PJ admitia que se poderia tratar de um crime, mas não descartou a hipótese de se tratar de um acidente de caça, já que tudo aconteceu numa zona onde é habitual essa prática. Mais de quatro meses depois, as investigações da Polícia Judiciária de Vila Real reuniram provas que indicavam o sobrinho da vítima como o autor do disparo fatal. Foi detido na quarta-feira à noite. 
O crime aconteceu pelas 11h40 de dia 18 de dezembro. Na origem terá estado uma dívida de 10 mil euros, que a vítima se recusava a pagar a Francisco Barros. 
Na altura, José Caetano, de 80 anos, encontrava-se num olival a limpar oliveiras e foi atingido com um tiro nas costas - que terá sido disparado pelo suspeito a partir de uma estrada próxima, fugindo depois pelo IC5, e só à tarde regressou a casa. 
Já no dia anterior, vítima e agressor tinham tido uma discussão devido à falta de pagamento das obras que Francisco tinha feito para o tio - que se recusava a pagar por considerar que estavam mal feitas. Após uma breve troca de palavras, a vítima fechou-lhe a porta de casa de forma brusca. 
No dia seguinte, por vingança, Francisco disparou e matou o tio, que foi encontrado por caçadores que ali passavam. Ontem, perante o juiz que o interrogou, optou pelo silêncio. 
Vai aguardar julgamento na cadeia de Bragança.

Ana Borges Pinto
Correio da Manhã

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Velha-Guarda do GDB em 1979

Torre de Moncorvo - Praça do Município

Trabalhadores dos Correios denunciam atrasos na distribuição no Distrito de Bragança

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) denunciou problemas na distribuição da correspondência em vários concelhos do distrito durante uma ação de protesto que teve lugar em Bragança, esta quinta-feira. Em causa estará o atraso na distribuição de correio nos concelhos de Vimioso, Mirandela e Torre de Moncorvo "devido à falta de carteiros", refere o sindicato.
A situação é grave, tanto mais que em algumas localidades "o carteiro só passa uma vez por semana", o que fica a dever-se "à implementação de erradas decisões dos CTT que assim pretendem poupar para distribuir mais lucros pelos acionistas".

Glória Lopes
in:mdb.pt

Francisco Manuel de Morais

Nasceu em Soutelo da Gamoeda, freguesia da Carragosa, concelho de Bragança, a 16 de Janeiro de 1856 e faleceu nesta cidade a 13 de Junho de 1898; filho de Domingos António de Morais, natural de Quintela, concelho de Vinhais, e de D. Regina Gonçalves, natural de Soutelo da Gamoeda; sobrinho do padre Francisco Gonçalves, nascido nesta última povoação a 27 de Julho de 1819 e falecido a 25 de Março de 1906, e irmão do capelão militar João Evangelista de Morais, nascido em Soutelo da Gamoeda a 20 de Dezembro de 1851, ainda felizmente vivo (Setembro de 1929), e de D.Maria Eugénia de Morais, esposa de António Paulo Gil de Figueiredo Carmona, falecido na quinta da Rica Fé, freguesia de Santa Maria de Bragança, a 7 de Abril de 1881.
Ordenou-se de presbítero em 1879, indo depois seguir na Universidade de Coimbra o curso de direito, que concluiu em 1885. Veio a seguir exercer a advocacia em Bragança, onde em breve se tornou notável pela sua muita argúcia, penetração e vastos conhecimentos.
Em 7 de Janeiro de 1889 foi nomeado professor de ciências eclesiásticas e filosofia aquinatense no Seminário Diocesano, cadeiras que regia ainda quando faleceu com inexcedível competência, proveito e estima dos seus discípulos, que o adoravam pela sua extrema bondade e integridade de carácter.
Correm dele impressos uma longa série de artigos publicados em O Nordeste de 11 de Fevereiro de 1896 e seguintes, debaixo da epígrafe «Uma lamentável crítica», que, conquanto não venham assinados, é bem sabido que Francisco de Morais foi o seu autor. São cheios de fina crítica filosófica e muita erudição, motivados por umas observações que o distinto escritor Fernando de Sousa, tenente-coronel de engenharia, fez no Correio Nacional a propósito do discurso do doutor António Cândido em homenagem ao grande poeta João de Deus.
No folheto intitulado Liceu Nacional de Bragança – Relatório do ano lectivo de 1896 a 1897, precedido do discurso de abertura solene das aulas (Bragança, tip. Brigantina, Praça da Sé, 1897. 8.º de 16 págs. com dois mapas), é de Francisco de Morais esse discurso, que alcança até pág. 11. Era então reitor do liceu.
Também no Norte Transmontano de 4 de Abril e seguintes (1895) foi publicada a sua «Oração de Sapiência», discurso pronunciado na abertura solene das aulas do Seminário de Bragança no princípio desse ano lectivo.
A propósito da sua morte lemos no Boletim Diocesano de Bragança, 1898, nº6: «É com profunda magua que o Boletim Diocesano regista o fallecimento do M. Rev. Dr. Francisco Manuel de Morais. A sua morte representa uma perda sob muitos pontos de vista, que não só para os seus amigos.
Foi sacerdote digno e virtuoso, e no Seminário, onde ensinou sciencias ecclesiasticas e philosophia aquinatense, revelou grande engenho e talento, que viriam a fazer d’elle um professor eximio se a sua vida se prolongasse.
Foi tambem advogado distincto muito argucioso, de cujos trabalhos teve de retirar-se por causa da sua doença; e ultimamente era reitor do Liceu Nacional d’esta cidade. Caracter bondoso, caritativo e sobretudo um amigo dedicado e sempre prestadio. Deixou por tudo isto saudosa memória ».

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Glórias do G.D.B. - Fernando Malã


GDB - Avintes

GDB - Feirense

Campeões 1979

A magia da Dança - Vimioso

XVIII Jornadas Nacionais-Conservação da Natureza e Educação Ambiental para a Sustentabilidade

Todos os interessados em participar nas jornadas, devem preencher a ficha de inscrição integrada no desdobrável de divulgação e envia-la para fapas@fapas.pt ou AQUI até ao dia 30 de Abril de 2017

Campeonato Nacional de Carrinhos de Rolamentos

Passeio Pedestre pela Serra do Reboredo e Ecopista do Sabor

No próximo dia 1 de Maio, realiza-se mais um passeio pedestre pela Serra do Reboredo e Ecopista do Sabor. A concentração está marcada para as 09h00, no Jardim Trindade Coelho.
O percurso é circular e tem uma extensão de cerca de 12 km. O passeio tem início no Jardim Trindade Coelho, segue pela Capela de Nossa Senhora de Fátima, Casa do Guarda, Serra do Reboredo, regressando depois pela Ecopista do Sabor até Torre de Moncorvo.

As inscrições estão abertas até dia 28 de Abril, às 13h00, no Gabinete do Desporto da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo.
A iniciativa é da Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo e conta com o apoio do Município de Torre de Moncorvo.

site da CM Torre de Moncorvo

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios | 2017 | Mogadouro

Rede de Património Cultural Transmontano | Apresentada em Alfândega

Arranca em Alfândega da Fé o projeto que visa promover a valorização e divulgação do património cultural transmontano com a realização da primeira Sessão das Oficina de Conhecimento em Património Cultural.
Trata-se de um ciclo de ações que vão marcar o início de um projeto intermunicipal que resulta de uma parceria composta pelos Municípios de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vila Flor, Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, Direção Regional de Cultural do Norte e Museu do Abade de Baçal. O objetivo é fazer do património histórico-cultural fator de desenvolvimento do território, promovendo a sua preservação, valorização e divulgação.

As Oficinas de Conhecimento em Património Cultural são o primeiro ato visível deste projeto. Uma iniciativa assente na necessidade de formar públicos (desde técnicos, Instituições públicas e privadas, a público em geral) nas várias temáticas patrimoniais, contribuindo para a melhoria das políticas patrimoniais relacionadas com a proteção, inventário, classificação, conservação, intervenção e promoção.

O primeiro ciclo de Oficinas incidirá na "programação e gestão museológica” e será composto por 6 sessões. A primeira é já no dia 27 de abril na Biblioteca Municipal de Alfândega da Fé. Dedicada ao tema: “Gestão Museológica e Requisitos de Qualidade Técnica de Museus”, esta sessão vai ser ministradas por Teresa Mourão, diretora do Departamento de Museus, Conservação e Credenciação da DGPC. A entrada é gratuita a todos que queiram participar, mediante inscrição prévia, através do correio eletrónico geral.amtqt@amtqt.pt ou pelo telefone 278201430.

site da CM Alfândega da Fé

Boa execução de fundos dá mais 1,6 milhões de euros à câmara de Bragança para gastar no PEDU

O município de Bragança beneficiou de uma majoração de cerca de 1,6 milhões de euros por ter conseguido uma taxa de execução  financeira de 10% do total dos fundos comunitários recebidos ao abrigo do FEDER-Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.
Desta forma a câmara tem mais dinheiro para distribuir pelos vários projetos em marcha no âmbito do PEDU-Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, programa que contou com 16 milhões de dotação financeira de fundos comunitários.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Recomeçou a retirada do lixo do Complexo agro-industrial do Cachão

Foi iniciada a retirada definitiva dos resíduos queimados, no incêndio de 2016, do complexo agro-industrial do Cachão, Mirandela.
A administração do complexo confirmou à Brigantia, a retirada de resíduos e espera que desta vez o processo seja concluído. O administrador do complexo, António Morgado, explica que o lixo está a ser levado para uma incineradora da recauchutagem nortenha, em Penafiel. “ Estão a ser retirados de acordo com a capacidade que a incineradora tem para receber os resíduos, não faz sentido estar a tirar o lixo que a incineradora não pode receber tem que ajustar esse processo com eles”, explicou António Morgado.
270 mil euros é quanto este serviço vai custar à Mirapapel. Contudo a administração do complexo fez uma candidatura a fundos comunitários para pagar a despesa, mas até agora ainda não foi aprovada, “esperava-se fosse aprovada até Janeiro, mas ainda nada veio aprovado. Agora espera-se que em Maio, numa segunda fase anual, que o Governo através do Fundo de Garantia Ambiental, aprove a candidatura. Se o Cachão não for contemplado com esse dinheiro, terá de ser a Mirapapel, dona dos resíduos, a assumir os custos.  “

Um processo para retirar as toneladas de resíduos acumulados, um dos grandes problemas do Cachão, que também tem sido um repelente de novos investidores e empresas. 
A Brigantia tentou contactar a Mirapapel, mas ninguém se mostrou disponível para prestar qualquer declaração. 

Escrito por Brigantia

Antigo Colégio de Stº António - Torre de Moncorvo

Polícia Judiciária deteve suspeito de homicídio em Meirinhos

A Polícia Judiciária deteve ao final da tarde desta quarta-feira um homem por suspeita de ter matado a tiro um idoso em Meirinhos, concelho de Mogadouro, no dia 18 de dezembro.
O detido, um pastor, com 63 anos, é sobrinho da vítima, e adiantou uma fonte ligada ao processo. Segundo relatos de familiares entre os dois homens haveria desentendimentos há vários anos.
A vítima, Afonso Caetano, 80 anos, ex-emigrante em França, foi atingido pelas costas com um tiro de caçadeira quando andava a trabalhar num olival a menos de um quilómetro da aldeia.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Conselho Florestal do Nordeste discutiu formas de concretizar investimentos no sector

Debater a gestão florestal sustentável na região foi o objectivo da reunião do conselho florestal do nordeste que ontem se realizou no Instituto Politécnico de Bragança. É o terceiro encontro que se realiza no âmbito do projecto europeu SIMWOOD que é desenvolvido pelo IPB.
De acordo com o docente da Escola Superior Agrária de Bragança e coordenador do projecto, João Azevedo, destas reuniões foi possível concluir que o grande potencial florestal da região ainda não está a ser aproveitado.

“O sector está num estado de relativa estagnação, precisa de ser estimulado. As florestas da região têm enorme potencial para produzir bens e serviços que podem valorizar o sector e criar postos de trabalho que podem contribuir para a economia do país. O que estamos a tentar descobrir é a forma de juntar os ingredientes como a oferta de um conjunto diversificado de recursos com as oportunidades de financiamento, no sentido de dinamizarmos o sector”, destacou

O SIMWOOD é um projecto que desenvolve ferramentas, nomeadamente aplicações de telemóveis, que permitem avaliar por exemplo a sustentabilidade, e a melhor forma de rentabilizar os investimentos florestais.

“Ferramentas que permitem estimar dos povoamentos, os efeitos da gestão nos povoamentos, a quantidade de biomassa e as características da biomassa que pode ser extraída e permite também testar cenários em termos de aproveitamentos dos recursos florestais”, refere João Azevedo.

O director do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Norte, Armando Loureiro, foi um dos participantes na reunião até porque o serviço é um dos que pretende utilizar as ferramentas disponibilizadas pelo projecto.

“Saíram coisas muito relevantes deste projecto e a nossa presença aqui é para declarar o nosso interesse nas tecnologias e ferramentas de gestão florestal que foram desenvolvidas por este projecto e envolvemos um conjunto significativo de técnicos na formação das várias ferramentas que aqui foram desenvolvidas”, garantiu.

O Conselho Florestal do Nordeste é um grupo informal de entidades e empresas ligadas ao sector florestal na região, que tem como objectivo contribuir para o fomento da actividade.

Na reunião de 2017, o desafio foi discutir formas de concretizar investimentos nesta área na região. 

Escrito por Brigantia

Ossadas humanas encontradas na aldeia de Parada (Bragança)

Foram encontradas ossadas humanas na aldeia de Parada, concelho de Bragança. Um habitante terá encontrado esta segunda-feira num caminho rural nas proximidades da localidade ossadas que as autoridades confirmaram tratar-se de um braço humano.
Os vestígios foram levados para a junta de freguesia pelo homem, como conta o presidente da União de freguesias de Parada e Faílde, António Pires.

O homem “foi ao campo, a um souto limpar os enxertos dos castanheiros e ao passar no caminho encontrou uns ossos que achou estranhos e entregou-os na junta de freguesia”, refere.

Elementos da GNR deslocaram-se ao local, juntamente com o delegado de saúde que confirmou que as ossadas correspondentes a um membro superior eram humanas.

“Entretanto chamei a GNR e veio o delegado de saúde que disse que era uma ossada humana”, adiantou António Pires.

Nas buscas realizadas pelas autoridades nas imediações do local onde foram encontrados as ossadas, não foram descobertos mais restos mortais.

A GNR não tem registo de qualquer pessoa desaparecida da aldeia ou das localidades vizinhas.

A Polícia Judiciária tomou conta da ocorrência e está a investigar o caso. 

Escrito por Brigantia

quarta-feira, 26 de abril de 2017

De Bragança, com saudades...

Bragança num dia de neve

Faleceu o capitão Sobrinho Alves, antigo presidente da câmara de Vinhais

Morreu o capitão Sobrinho Alves. O ex-presidente da Câmara Municipal de Vinhais faleceu esta quarta-feira aos 84 anos, vítima de doença prolongada.
O antigo autarca liderou o município de Vinhais entre 1979 e 1993. Foi eleito duas vezes pelo CDS e uma pelo PSD.

O funeral de Sobrinho Alves está marcado para amanhã, às 15h30, na Igreja de São Tiago, em Bragança. 

Escrito por Brigantia

Torre de Moncorvo - Postal de 1915

No concelho de Bragança, foram recentemente detetados focos de vespa das galhas do castanheiro em plantações recentes.

Uma vez que são plantações recentes, ainda existe uma possibilidade de não ocorrer a expansão da praga e, deste modo, não haver consequências na produção de castanha.
Face à perigosidade e dado que os estados fenológicos das novas plantações de castanheiro já permitem observar a presença de galhas, alertam-se os envolvidos para procederem, de imediato, à vigilância das suas plantas e, no caso de observação dos sintomas característicos, cortarem de imediato as galhas, antes da saída dos insetos adultos, destruí-las pela queima ou simplesmente enterrá-las.

Mais informações AQUI.

Francisco de Morais

Natural de Bragança. Foi comendador da ordem de Cristo e tesoureiro da casa real, reinando D. João III.
O autor da Biblioteca Lusitana (Diogo Barbosa Machado), que no 2.º tomo dá este autor como nascido em Bragança, veio no 4º a dá-lo como natural de Lisboa, sem apresentar os fundamentos que para isso teve; portanto, o seu testemunho em nada invalida a opinião geral que o faz oriundo da nossa cidade, opinião que Inocêncio Francisco da Silva tem como mais segura. E embora nascesse em Lisboa, todos concordam que seus pais eram de Bragança, da nobre família dos Morais. Era filho de Sebastião de Morais, tesoureiro-mor do reino, e de D. Juliana de Morais. Em 1540 acompanhou a França o embaixador D. Francisco de Noronha, 2.º conde de Linhares.
Morreu violentamente em idade provecta às portas do Rossio de Évora em 1572, como informa a citada Biblioteca Lusitana, sem particularizar as circunstâncias deste lamentável acontecimento.
As poucas notícias que dele nos restam podem ver-se resumidas no princípio do tomo I da edição do Palmeirim de 1786 ou no Catálogo dos Autores, que antecede o Dicionário Português da Academia, pág. CLVII.
Escreveu: Crónica de Palmeirim de Inglaterra. Primeira e segunda partes. Évora, 1567. Fol. gótico.
Há quem diga que em 1564 se fizera desta obra uma edição com a declaração de que era a terceira. Se assim é, a dita edição de 1567 é a quarta. Há também quem conteste a paternidade desta obra a Francisco de Morais, baseados na Vida de D. Quixote, de Cervantes, liv. I, cap. VI, atribuindo-a a el-rei D. João II, o que não é aceitável. É certo que a Crónica de Palmeirim não é originariamente portuguesa, mas Morais, tomando conta do assunto sobre o qual já se escreveram livros anteriores em castelhano e francês, introduziu-lhe tais elementos de sua própria casa, com tanta elegância e propriedade, que bem se pode dar como original.
Fez-se nova edição deste notável livro em 1532, fólio, e em 1786 apareceu outra com estes dizeres: Crónica de Palmeirim de Inglaterra – Primeira e segunda partes, por Francisco de Morais, a que se ajuntam as mais obras do mesmo autor. Lisboa, 1786. 4.º; três tomos. Sobre esta edição fez-se recentemente outra.
Escreveu mais: Diálogos, com um desengano de amor, sobre certos amores que teve em França com uma dama francesa da rainha D. Leonor. Évora, 1624. 8.º
Diogo Barbosa Machado, no livro acima citado, ainda lhe atribui mais a seguinte obra escrita em castelhano, no que se enganou, como diz Inocêncio F. da Silva: De los valorosos y esforçados hechos en armas de Primaleon, hijo el emperador Palmeirim, y de su hermano Polendos.
A 3.ª, 4.ª, 5.ª e 6.ª partes do Palmeirim são de outros autores, respectivamente Domingos Fernandes e Baltasar Gonçalves Lobato.
Em 1807 e 1829 foi traduzido, respectivamente, para inglês e francês este celebérrimo romance português.
A propósito da Crónica de Palmeirim, diz Baptista de Castro, chamando-lhe celebrado e transcrevendo a opinião do padre Teles na sua História de Etiópia, livro I, cap. I: «que o autor com a amenidade do seu florido ingenho e com a suavidade do seu elegante estylo, só pretendeu recrear os leitores com fabulas doutas e com ingenhosas ficções».
Depois, Inocêncio F. da Silva, no «Suplemento» ao Dicionário tomo IX, mudou de opinião relativamente à originalidade portuguesa da Crónica de Palmeirim, em vista do opúsculo de Odárico Mendes – Opúsculo acerca do Palmeirim de Inglaterra e seu autor, no qual se prova haver sido a referida obra composta originalmente em português, onde a originalidade portuguesa desta obra é sustentada com incontestáveis razões convincentes.
Também o notável filólogo Ferdinand Deniz, no artigo «Francisco de Morais» da Nouvelle biographie général, tomo XXXVI, impresso em 1861, sustenta a mesma opinião baseado em razões poderosas, indo assim de acordo com as opiniões de Southey e Monglave. É verdade que o crítico espanhol D. Pascual de Gayangos, em dois artigos que publicou em 1852 nos n.os 2 e 3 da Revista española de Madrid, pretendeu refutar a opinião de Odárico Mendes, mas o literato também espanhol D. Nicolau Diaz de Berjumera, em um extenso trabalho oferecido à Academia Real das Ciências de Lisboa, confutou a menos judiciosa opinião do seu conterrâneo. Por último, apresenta uma prova quase decisiva: é a carta dum contemporâneo, da qual se conclui que nesse tempo passava, sem dúvidas algumas, como de Francisco de Morais originariamente a Crónica de Palmeirim. À vista disto não restarão dúvidas, acabando de pulverizar algumas que ainda havia o estudo de Teófilo Braga nas suas Questões de literatura e artes portuguesas, de págs. 248 a 258, intitulado «Reivindicação do Palmeirim de Inglaterra ».

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Bragança pretende registar cantarinhas como património imaterial

O município de Bragança pretende inscrever as cantarinhas de Pinela como património imaterial, no inventário nacional. O anúncio foi feito esta segunda-feira na conferência de imprensa da apresentação da Feira das Cantarinhas, que se realiza de 1 a 3 de Maio, seguida da Feira de Artesanato de Bragança que decorre entre os dias 3 e 7 do próximo mês.
Esta seria uma forma de promoção desta peça de artesanato típica do concelho de Bragança. A candidatura vai incluir um estudo que tentará determinar uma forma de dinamização do sector para tomar uma orientação de promoção e valorização do produto e o processo para a inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial já se iniciou como garantiu o presidente do município de Bragança, Hernâni Dias.

“Tal como já fizemos com os cuscos de Bragança, processo que iniciamos há pouco tempo, e gostaríamos que acontecesse também com as cantarinhas como forma de reconhecimento pela qualidade e pelo seu carácter tradicional, pelo que tem de específico”, explica o autarca.

Na feira das cantarinhas deste ano estarão presentes 500 expositores, 79 dos quais são artesãos, mais 10 do que no ano passado.

O investimento da organização nas feiras das cantarinhas e do artesanato é de cerca de 54 mil euros e o centro da cidade continua a ser este ano o palco central do certame. Segundo a presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança (ACISB), Maria João Rodrigues a avaliação da realização do certame no centro histórico é “muito positiva, porque os feirantes e o público estão muito mais satisfeitos e também o comércio ganhou muito, porque não ficou afastado das pessoas e também fazem o “comércio sai à rua”, aliando-se à feira, o que lhes permite fazer muito mais negócio”, salientou.

Em 2017, uma das novidades é a mudança da feira de artesanato para a Praça Camões, por pedido dos artesãos.

Já na plataforma superior do jardim António José de Almeida vão ficar localizadas seis tasquinhas de bebidas e alimentação. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

Corrida das Cantarinhas 2017

Bragança recebe, no dia 30 de abril, a segunda edição da Corrida das Cantarinhas, que conta com atletas bem conhecidos, como Rui Teixeira, Hugo Almeida e Rui Muga (padrinho da prova), entre muitos outros.
Apresentada à comunicação social no dia 24 de abril, no Salão Nobre do Município de Bragança, a Corrida das Cantarinhas “além de fomentar hábitos de vida saudáveis, como a prática desportiva, incentiva o convívio intergeracional”, destacou o Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Hernâni Dias.

A Corrida das Cantarinhas, que integra, este ano, o circuito Liga Allianz Record, terá o seu local de partida e de chegada na Praça do Município (Câmara Municipal) e conta com as provas de 10.000 metros, Corridas Benjamins e Escolas (500 metros) e Juvenis (5.000 metros) e a Caminhada (6.000 metros).

Sendo um dos projetos vencedores do Orçamento Participativo 2016 e o primeiro a ser implementado, a Corrida das Cantarinhas contou, na sua primeira edição, com a presença de 830 pessoas, de todo o País e de Espanha, muitos dos quais atletas de clubes, como o Sport Lisboa e Benfica, o Sporting Club de Portugal, Boavista Futebol Clube e Associação Desportiva de Várzea Futebol Clube, entre outros.

A Corrida das Cantarinhas 2017 é promovida pelo Município de Bragança e pelo Ginásio Clube de Bragança.

As inscrições decorrem até ao dia 27 de abril e devem ser efetuadas AQUI.

Equipa do GDB - 1958/59

Feira das Cantarinhas e Feira do Artesanato de Bragança 2017

O Centro Histórico da Cidade de Bragança continua a ser, em 2017, o palco da Feira das Cantarinhas (1 a 3 de maio) e da XXXI Feira do Artesanato de Bragança (3 a 7 de maio).
Apresentada à comunicação social no dia 24 de abril, na sede da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança (ACISB), a Feira das Cantarinhas, uma das mais tradicionais e antigas da região norte do País, atrai à cidade de Bragança centenas de expositores e produtores, oriundos de diversas zonas do País, e com grande diversidade de produtos de artesanato, artigos de decoração e produtos hortícolas, entre outros.

É também nesta feira que aparecem as primeiras cerejas, vendidas em pequenos ramos, e o renovo (hortaliças de várias qualidades prontas a serem plantadas).

Para os milhares de visitantes que vêm à cidade nestes dias, a animação está garantida: a par da variedade de produtos disponíveis, é possível assistir a espetáculos musicais e, para os mais pequenos, não vão faltar atividades lúdicas e recreativas.

A antecipar a abertura da feira realiza-se, no dia 30 de abril, a Corrida das Cantarinhas, evento organizado, pela primeira vez, em maio de 2016 e o primeiro projeto do Orçamento Participativo do Município de Bragança a ser implementado.

Associado ao programa da Feira das Cantarinhas, realiza-se no primeiro dia de maio, o Encontro Transfronteiriço de Jogos Tradicionais de Bragança, León e Zamora, que, este ano, tem lugar na aldeia de Parada, a cerca de 20 quilómetros da cidade de Bragança.

Também no dia 1 de maio, inicia-se o Campeonato de Chega de Touros de Bragança, no Recinto de Promoção e Valorização das Raças Autóctones. Trata-se de um evento que visa promover as raças autóctones e que move milhares de pessoas que acompanham as várias chegas de touros, que terão a grande final no dia 21 de agosto.

O comércio da cidade vai, uma vez mais, juntar-se à “festa”, através da iniciativa “O Comércio Sai à Rua”, dinamizando a cidade e interligando a Feira das Cantarinhas, a Feira de Artesanato e o Comércio Tradicional.

No dia 3 de maio, coincidindo com o último dia da Feira das Cantarinhas, começa a XXXI Feira do Artesanato de Bragança Feira de Artesanato, prolongando-se até dia 7 de maio, e que se realiza, este ano, na Praça Camões, de modo a poder acolher todos os expositores que demonstraram interesse em estar presentes no evento e que serão em maior número em 2017 (85 stands).

Será, também, na Praça Camões que vão ter lugar os concertos com grupos, como António Mão de Ferro & Rui Vilhena, Tona Tuna – Tuna Feminina Universitária de Bragança, Grupo Fados D’ Outrora, Grupo Telhavã Casa do Professor de Bragança, Mariana Azevedo em Duo – Música Covers, Dixiedentes, Domingos Moça Band e Pedra D’ Ara.

Tasquinhas das Cantarinhas

Trazendo uma nova dinâmica ao evento, a plataforma superior do Jardim António José de Almeida, nas arcadas por baixo da Rua da República, vai acolher, a partir do dia 1 de maio, seis tasquinhas.  

A história da Feira das Cantarinhas

De origem medieval, a Feira das Cantarinhas, constituía uma verdadeira celebração festiva. Na noite de véspera, preparavam-se os produtos para vender, os alimentos para os animais e enfeitavam-se as albardas com colchas tecidas no tear lá de casa.

No dia da feira, de manhã cedo, os caminhos enchiam-se com os habitantes das aldeias limítrofes apressados em chegar e em escolher um lugar bom, onde a exposição dos produtos facilitasse a venda. A agitação entre vendedores e compradores era grande e, no último dia da feira, antes de regressar a casa, era obrigatório comprar os presentes para os mais pequenos e a cântara de barro que no campo acompanhava os trabalhadores com a água fresca.

Atualmente, a feira continua a ser um momento festivo, onde se compram as cantarinhas para decorar as casas transmontanas e para oferecer a quem se quer bem. Participam na Feira das Cantarinhas mais de 500 expositores vindos de todas as regiões de todo o País.

A Feira das Cantarinhas e a XXXI Feira do Artesanato de Bragança são organizadas pelo Município de Bragança e pela Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança.

site da CMB

Dois casos de vespa do castanheiro detectados no concelho de Bragança

Foram detectados esta semana focos de vespa da galha do castanheiro nas aldeias de Salsas e Rebordãos, no concelho de Bragança. A praga foi identificada em castanheiro novos que seriam provenientes do mesmo viveiro em Resende. A informação foi avançada à Brigantia pelo Grão-Mestre da Confraria Ibérica da Castanha e confirmada pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN).
Segundo o responsável da confraria Paulo Hermenegildo estes foram os primeiros casos detectados este ano na região.

“Chegou a informação à confraria de que já foram identificados nestas freguesias casulos instalados. Contactei o director da DRAPN para o pôr ao corrente da situação que acolheu a nossa preocupação e disse que iria colocar no terreno equipas especializada para fazer face ao combate”, referiu o responsável da confraria.

Pensa-se que a vespa terá vindo em vários castanheiros provavelmente de viveiros não certificados. O grão-mestre da confraria Paulo Hermenegildo explica que em ambos os casos detectados suspeita-se que os castanheiros plantados e enxertados no último ano sejam provenientes de um viveiro em Resende, “onde o foco está instalado, o próprio dono já contactou as entidades competentes”.

A vespa encontra-se ainda em formação, daí que esta seja a melhor altura para fazer vistoria aos soutos, principalmente aos novos.

“Apelo a todos os produtos de castanha que passem vistoria aos soutos, em particular às novas plantações, nestas semanas. Procurem ajuda junto das associações, da DRAPN e a confraria ibérica da castanha também está disponível para fazer a ponte com alguns organismos se necessários for e estejam atentos, principalmente nas plantações novas, porque é esta a altura para neutralizar a expansão das vespas, quando os gomos e as novas folhas começam a sair e vê-se uma espécie de casulo e essas galhas têm de ser logo cortadas e queimadas”, lembra Paulo Hermenegildo.

Esta semana fora detectados dois novos casos de vespa da galha do castanheiro no concelho de Bragança.

O responsável pelo serviço regional de agricultura, Manuel Cardoso, garante que o plano de combate à vespa que está em acção está a produzir bons resultados. 

Escrito por Brigantia

Souto Moura “encantado e comovido” com homenagem em Bragança

O vencedor do Prémio Pritzker foi surpreendido pela “maneira afável e carinhosa” como foi tratado durante a sua breve estadia na capital do nordeste, onde foi homenageado por ocasião do Plast&Cine 2017.
Depois de, em 2015, na primeira edição do Plast&Cine, a autarquia ter decidido prestar tributo à artista transmontana, a pintora Graça Morais, na segunda edição, o eleito foi um dos mais prestigiados arquitetos portugueses de renome mundial, o responsável pelo Centro de Arte Contemporânea Graça Morais e, mais recentemente, pelo Centro de Interpretação da Cultura Sefardita do Nordeste Transmontano.

O centro histórico, mais precisamente a Praça Camões e a Praça da Sé, foram dois dos cenários escolhidos para a sessão de abertura do Plast&Cine 2017, que teve início pelas 14h30, a 21 de abril, e onde decorreram vários momentos dedicados a Eduardo Souto de Moura e que o próprio descreveria mais tarde como “emotivos” e “comoventes”. Entre os quais, o envolvimento dos utentes da Santa Casa da Misericórdia de Bragança e dos alunos de várias escolas da cidade na recriação de uma das obras mais emblemáticas da sua autoria, o Estádio Municipal de Braga, mais comummente designada por “A Pedreira”, naquele que foi, definitivamente, o ponto alto do rol de homenagens e que abriu da melhor forma a tarde de sexta-feira. Seguiu-se uma breve visita a quase uma dezena de projetos espalhados pelo centro, pequenos em tamanho, mas carregados de simbolismo, concebidos por artistas e arquitetos locais e cujos traços remetiam para a vida e obra do laureado.

“A evocação das obras, neste caso as minhas, para mim é um reconhecimento e fico muito sensibilizado”, começou por declarar Souto Moura à Comunicação Social, para quem, a arquitetura, hoje em dia, “não é muito bem tratada”. “Tem que ser dito. Portanto, isto é um consolo ver tanta gente tão simpática e agradável a falar comigo e a cumprimentar-me”, confessou o homenageado.  

“Houve um exercício de uma escola em Braga em que os alunos fizeram todos desenhos sobre o estádio, após estar terminado. Se a obra não tinha acabado ali, quer dizer que continuou na memória das pessoas. Quando uma obra faz parte da memória coletiva, é uma honra para o arquiteto”, referiu, recordando o passado e traçando uma analogia com o presente disse: “e é ao que eu estou a assistir aqui. Não só essa memória física dos edifícios, mas também levo na memória a maneira afável e carinhosa como estou a ser tratado, que é uma coisa que eu não esperava”.

Recorde-se que o arquiteto portuense foi a mente criativa por detrás do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais e, mais recentemente, pelo Centro de Interpretação da Cultura Sefardita do Nordeste Transmontano.  

“Quando o trabalho sai do individual para o coletivo e é reconhecido, é o princípio do património, é quando o coletivo adere, e isso é a coisa mais maravilhosa para um arquiteto. E está a acontecer aqui. Portanto, estou encantado e comovido”, Souto Moura in Plast&Cine 2017.

Outro dos seus feitos, a par com o seu colega e amigo, Siza Vieira, foi a conquista, em 2011, do tão cobiçado Prémio Pritzker, tido como o mais importante galardão internacional na área da arquitetura, seguindo-se, em 2012, o Prémio Wolf para as Artes, atribuído, rotativamente, entre a arquitetura, a música, a pintura e a escultura pela fundação israelita com o mesmo nome. São laureados “cientistas ou artistas por contributos excecionais para a Humanidade e para as relações amigáveis entre os povos, independentemente da raça, cor, religião, sexo ou ideologia política”, sendo que, na altura, o júri terá justificado a atribuição do prémio com os contributos do arquiteto “para o ofício e as ideias da arquitetura”.

Habituado já à presença de Souto Moura por terras do Nordeste Transmontano, o presidente da Câmara Municipal de Bragança fundamentou o porquê da escolha do célebre arquiteto para personalidade a ser homenageada na segunda edição do Plast&Cine. “Foi com a obra de Bragança, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, que ganhou o Prémio Pritzker e, portanto, seria de todo justo que pudéssemos promover esta homenagem reconhecendo o mérito e o valor deste grande arquiteto que é o Eduardo Souto Moura”, evidenciou Hernâni Dias, sublinhando a “homenagem singela, mas muito sentida” prestada não só pelo município, mas, também, pela comunidade brigantina.

O grande ausente foi mesmo Siza Vieira, que iria estar à conversa, moderada pela jornalista Ana Sousa Dias, com o seu colega e amigo de longa data, o arquiteto Souto Moura. “O Siza teve um problema familiar e não pode vir. Foi ontem à noite a minha casa e pede desculpa”, explicou a figura em destaque do Plast&Cine 2017, já com mais de 30 anos de carreira e para quem “a arquitetura não é uma arte”, mas antes a “resolução de problemas”.

Bruno Mateus Filena
in:diariodetrasosmontes.com