terça-feira, 27 de junho de 2017

Este trabalho do Sm’arte - II Festival de Street Art de Bragança é, simplesmente, FABULOSO

Semana Gastronómica do Mel

A RAIA QUE OS PARTA…

Artificiais são quase todas as fronteiras, muitas vezes fruto de decisões conjunturais que, nalguns casos, prevaleceram por séculos, apesar de impulsos vitais para lhes apagar o risco separador. Noutros casos foram oscilando, ao sabor de ventos da história, deixando sempre rasto de amargura.

Também o território português foi desenhado a golpes de espada ou em resultado de tranquilidades momentâneas, compradas por medos e submissões, instalando rotinas que se tornaram memórias, desligando povos, cortando raízes, erguendo ameaças e promovendo dissensões.

Hoje facilmente se percebe que é tempo de encontrar outras formas de organização do espaço e das gentes, até porque se sentem, como nunca, os efeitos nefastos de raias impostas, especialmente para os que aqui se mantiveram, pouco podendo contra centralismos reiterados e, por isso, assistindo ao mirrar das terras, na medida do seu esvaziamento que alimentou monstros cabeçudos.

Aparentemente até os responsáveis pelo agravamento da macrocefalia das capitais estão a sentir que é preciso arrepiar caminho, mas não demonstram a força nem a determinação necessárias, ficando-se por piedosas intenções, ao mesmo tempo que retomam a ladainha que aponta às vítimas de décadas e séculos de marginalização a responsabilidade das condições a que se chegou.

Não será esse o caminho. De uma vez por todos é preciso que se reconheça que a inversão da situação das zonas raianas depende principalmente de decisões dos dois estados (Portugal e Espanha), que as foram empurrando para a tragédia que tende a agravar-se. Porque, afinal, ninguém quer, deste ou do outro lado da raia, avançar para medidas que seriam vitais para que se possa pensar nalgum futuro.

Há dois territórios que lideram o ranking do abandono: o distrito de Bragança e a província de Zamora. Era aqui que se devia ter garantido uma discriminação positiva que suportasse a revitalização do tecido económico, conjugando redes de transportes, promoção de investimentos produtivos e a valorização patrimonial e turística.

Não estamos exactamente nas mesmas condições e o nordeste transmontano apresenta debilidades mais graves do que as terras zamoranas, mas o destino pode ser fatal dos dois lados da raia. Por isso não se entende que, na recente cimeira ibérica, os problemas destes dois territórios tenham sido simplesmente ignorados, levando mesmo a que do lado espanhol haja a denúncia de promessas de agendamento não cumpridas, traduzindo um desprezo pouco consentâneo com as ilusões vendidas quando se faz a festa da localização privilegiada destes territórios raianos.

Olhando com frieza a realidade até onde a vista alcança, sente-se que já estamos quase no ponto sem retorno. Mesmo onde ainda há vida, já se respira a custo. Se nada for feito até os centros médios, como as cidades do eixo da A4, do nosso lado e a envolvente de Zamora poderão entrar em decadência irreversível.

A raia partiu-nos. Não admira que queiramos, ao menos, que os responsáveis vão eles próprios para a raia que os parta.


Por Teófilo Vaz
in:jornalnordeste.com

Reserva da Biosfera da Meseta Ibérica com dois milhões garantidos

São dois milhões de euros de financiamento para preservar, qualificar, promover e garantir a implementação de uma nova dinâmica económica assente nos valores naturais, patrimoniais e culturais das regiões transfronteiriças.
O ZASNET – Agrupamento Europeu de Cooperação Transfronteiriça tem aprovada uma candidatura com uma dotação financeira de dois milhões de euros para proteger, valorizar e promover o património cultural e cultural do território, como suporte de base económica do território que integra a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica. 

A candidatura, agora aprovada, foi submetida ao Eixo Prioritário III- Crescimento Sustentável, através da Cooperação transfronteiriça, pela prevenção de riscos e melhoria da gestão dos recursos naturais. 

Uma das ações mais emblemáticas é a candidatura a Património da Humanidade das Máscaras e Festas de Inverno de toda a zona da fronteira. Aliás, o Governo Espanhol já declarou as Máscaras como Património Cultural e Imaterial do país. Do lado português, esse trabalho também está em curso, a cargo da Secretaria de Estado da Cultura.

Mas o plano de ação traçado prevê também, por exemplo, a criação de uma marca de qualidade turística inovadora, com a certificação BIOSPHERE RESPONSIBLE TOURISM para todo o território integrado no ZASNET, que pode e deve ser usada por entidades públicas e privadas.

Sendo o turismo cada vez mais visto como potencial motor dinamizador da economia, existe, também, a intensão de garantir uma forte interligação entre este setor e, por exemplo, a agricultura e a agropecuária. Nesse sentido, está prevista a criação de uma plataforma logística de produtos agroalimentares com marca de qualidade e a implementação no território do conceito “slow food”, defendendo uma gastronomia saudável e saborosa, procurando ligar o saber do passado, a herança gastronómica do território, com o contemporâneo e o futuro. 

Outro dos aspetos importantes é a formação dos agentes económicos locais, para que sejam capazes de valorizar os seus produtos, trabalhar de forma coordenada, conquistar novos mercados e com isso conseguir maior sustentabilidade e rentabilidade das suas atividades, procurando-se, assim, garantir a fixação de pessoas e até a criação de novos postos de trabalho. Nesta formação está também prevista a interpretação da natureza e do património, por se considerar imprescindível que cada um dos agentes locais saiba falar e valorizar o próprio território.

Para preservar memórias e promover recursos vão também ser criados quatro centros interpretativos do território. Espaços estratégicos que facultam aos visitantes toda a informação necessária para que possam vivenciar o território de forma plena, com toda a informação necessária para que a sua experiência seja mais interessante. A este investimento associa-se um plano de sinalização do território, orientativo e informativo. 

A organização da oferta está patente em cada uma das medidas a implementar, reconhecida que é a necessidade de começar a trabalhar de forma conjunta e devidamente coordenada. Este projeto que, agora, começa a ser implementado deve estar concluído até finais de 2018. 

Recordamos que a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica engloba 12 municípios do Nordeste Transmontano: Alfândega da Fé, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso, Vinhais; 48 municípios da província de Zamora e 27 municípios da província de Salamanca.

Bruno Mateus Filena
in:disriodetrasosmontes.com

Nós Transmontanos, Sefarditas e Marranos - AGOSTINHO DA FONSECA (CHAVES, 1614 – VENEZA, D. 1681)

Agostinho da Fonseca terá nascido em Chaves, por 1614. Era filho de Mariana de Almeida, originária de Castro Roupal, termo de Bragança e do Dr. João Soares, natural de Chaves, médico de profissão. Dos irmãos de Agostinho conhecemos António Fonseca, nascido por 1620 e Luísa da Fonseca.

Falecendo o Dr. Soares, Mariana dirigiu-se com os filhos para Madrid, terra onde seu pai, António Lopes de Castro, também vivera e acabou por falecer em 1595. Em Madrid vivia já uma boa parte de seus familiares, nomeadamente os Cortiços Villasante, todos trabalhando em uma rede de negócios que dava pelo nome de “Casa Cortiços”, superiormente gerida por Manuel Cortiços, sobrinho de Mariana, filho de sua irmã Luísa de Almeida. (1)

Dentro da própria família casou também Agostinho da Fonseca, com sua prima direita, Mariana Ferro Villasante, filha de sua tia Mência de Almeida, assim se estreitando ainda mais os laços entre ele e a Casa Cortiços onde, obviamente, ficou também a trabalhar.

A irmã, Luísa da Fonseca, foi para Sevilha viver, em casa de sua tia Guiomar da Fonseca. Viria a casar com Agostinho Soares que, igualmente, trabalhava em Madrid, na área financeira da Casa Cortiços. O irmão António da Fonseca casou com Francisca da Paz e foi viver para a cidade de Antuérpia, trabalhando na delegação da empresa dos Cortiços Villasante na região da Flandres.

Um dos projetos então traçados visava a abertura de uma delegação da “Casa Cortiços” na cidade-estado de Veneza, que então se afirmava como uma grande potência comercial, entre o ocidente e o médio oriente. Coube a Agostinho Fonseca dar corpo a este projeto, para ali se transferindo em 1634.

Mas não se pense que Agostinho era um mero agente ou funcionário da Casa Cortiços. Não, à boa maneira da gente de nação, ele era um empresário e empenhava-se em construir a sua própria carreira e fazer a sua própria casa. Era um homem desejoso de subir na vida, ganhar prestígio e poder.

Mas não era fácil conseguir uma posição de relevo numa sociedade estratificada como a de Veneza onde todo o poder político estava nas mãos de uma classe, a dos “patrícios” que tinham o nome inscrito no “Livro de Ouro” e onde apenas podiam ser inscritos os filhos varões dos mesmos “patrícios”.

Nesta Veneza republicana e profundamente aristocrática, o lugar dos judeus era o “gueto”, palavra e realidade que terá nascido mesmo ali. Numa zona de penumbra, ou de fronteira entre o “gueto” e a “cidade”, aparecia a “nação portuguesa” formada por endinheirados mercadores cristãos-novos fugidos da inquisição, uns com ideia de se fazer judeus e entrar no “gueto”, outros sonhando entrar para a classe dos “patrícios”.

E este foi nitidamente o plano de promoção social traçado por Agostinho Fonseca para si e seus descendentes. Dinheiro e sucesso empresarial, manifestamente não lhe faltavam, sendo o próprio “Conselho” do governo da cidade a reconhecer o extraordinário papel de Agostinho em socorro dos lanifícios Venezianos que então atravessavam uma grande crise. Como agente da “Casa Cortiços”, apresentava-se como o maior importador de lãs de Espanha. Por outro lado, aliando-se a empresários têxteis Venezianos, Agostinho conseguiu o privilégio da produção e venda de panos ditos “Holandas” em Veneza.

Porém, um grande mercador, também podia ser olhado como um contrabandista e sustentáculo da rede de informadores do inimigo estado espanhol. Aliás, os ordenados aos embaixadores de Espanha em Veneza eram exatamente pagos por Fonseca. Facilmente se poderia também estabelecer ligação de Agostinho aos judaizantes, especialmente quando, no seguimento da morte de Manuel Cortiços, a viúva, D. Luísa Ferro foi presa pela inquisição espanhola, acusada de ter dado esmolas aos pobres da nação por morte de seu marido. Esta prática ritual que era prova do seu marranismo, permitiu a ligação da casa Cortiços com a comunidade sefardita  do estrangeiro.  Uma nota em particular referia um seu parente hebreu residente em Veneza, Juan ou Agostinho da Fonseca, que havia dado milhares de ducados ao pobres do gueto de Veneza e à comunidade sefardita de Livorno .

Em sua defesa saiu Giovanni de Conti, pároco da igreja de San Geremia, atestando a boa conduta cristã  do senhor  marquês Agostinho da Fonseca, que residia na sua paróquia, em uma residência contigua à zona do gueto, na área San Giobbe que dava de frente com uma das entradas para o chamado  “Ghetto Novo”. Afirmava aquele padre que sempre o havia visto frequentar a missa e comungar, efetuado ainda numerosas doações à igreja e à confraria do santíssimo sacramento, onde exerceu  as funções de mordomo em 1646. O mesmo cargo exerceu também seu cunhado, Agostinho Soares, em 1660, depois de sua transferência de Madrid.

Como entraria então para a classe dos patrícios um mercador vindo de Espanha, vivendo na fronteira do “gueto”? Fácil! Os aristocratas do “Grande Conselho” a quem competia decidir, não resistiam a um título de nobreza. E foi isso que fez Agostinho. Conseguiu que o rei de Espanha lhe concedesse o título de marquês e em Itália comprou, por 20 000 ducados, um “senhorio” em Turino. E nessa qualidade de marquês de Turino, foi admitido na classe dos “patrícios”. Rápida e grande foi a sua ascensão social e a construção do seu “senhorio” (espécie de morgadio) em Veneza, efetuando-se a sua entrada para o patriciado no ano de 1665.

Isso não significou qualquer corte com a Casa Cortiços que continuou a servir, investindo qualquer coisa como 190 000 ducados nos anos de 1667 a 1669 na compra de imóveis na cidade lagunar e na chamada “terraferma”.

Rápida e grande foi também a queda do mesmo “senhorio”. E esta realidade aparece muito vincada no seu testamento. Por um lado surgiram divergências e disputas financeiras com a família Cortiços. Por outro lado, os dois filhos varões que sobreviviam, foram por ele excluídos da herança. O mais velho, Sebastião, nascido em 1651, foi afastado por ser extravagante e não querer casar, ato obrigatório para inscrição do seu nome e descendência varonil no “Livro de Ouro” e o segundo, Giovanni Daniel, por ser muito pequeno, pois contava apenas 10 anos à data do falecimento do pai.

Na falta de filhos, pensou Agostinho em sua filha Isabel que desejava casasse com um filho de seu irmão António Fonseca, chamado Giovanni António, nascido em 1660 e que, embora morasse na Flandres, conseguiu também o título de “patrício” de Veneza. Mas tal não se concretizou e este foi o único descendente da casa Fonseca a ocupar cargos no governo veneziano de que foi camareiro e tesoureiro em Udine. Com a sua morte, em 1744, a “Casa Fonseca” extinguiu-se.

Quanto a Isabel, sabemos que casou com Annibale Zolio, homem da nobreza, em 17 Junho de 1697. Deste matrimónio houve dois descendentes: Girolamo e Agostinho.

No escalonamento dos herdeiros, Agostinho Fonseca considerou ainda outras hipóteses, sempre com o objetivo de transmissão do direito de “patrício” e acesso ao “grande conselho”, vinculando o direito de progenitura na descendência varonil. Neste caso seria Giovanni Soares, filho de seu cunhado, Agostinho Soares, marquês de Convincento, e só em último caso indicava como possível sucessor um filho do novo gestor da “Casa Cortiços”, o poderoso Manuel José Cortiços, marquês de Villa Flores.

Agostinho Fonseca terá falecido em 1681, pois o seu testamento foi publicado em 15 de setembro daquele ano, conforme informação de Federica Ruspio. Depois do falecimento Agostinho da Fonseca ficou como sua executora sua mulher Mariana Ferro a qual perdeu na Justiça de Veneza a causa contra Sebastião Manuel Cortiços e sua irmã Luísa Teresa, causa essa que dizia respeito aos investimentos atrás referidos, feitos em Veneza por Agostinho da Fonseca, na qualidade de procurador de Manuel José Cortiços, pai de Sebastião e Luísa.

NOTA e BIBLIOGRAFIA:
1-ANTT, inquisição de Coimbra, pº 5496, de Manuel de Almeida Castro.

ANDRADE e GUIMARÂES – Nas Rotas dos marranos de Trás-os-Montes, 2ª parte Os Almeida Castro, uma família de cristãos-novos de Izeda, ed. Âncora, Lisboa, 2014.

Federica Ruspio - Da Madrid  a Venezia : L’ ascesa  del mercante  nuovo cristiano  Agostino  Fonseca . Mélanges de L´Ecole  francaise de Rome  - Italie  et Mediterranée  modernes  et  comtemporaines (en ligne).

Markus Schreiber – Marranen  in Madrid  1600-1670 – Stuttgard-  Franz Steiner , Verlag  1994.

António Júlio Andrade / Maria Fernanda Guimarães
in:jornalnordeste.com

O MANSO E O GUERREIRO II – O FOGUETEIRO IMPACIENTE

Sr. Abílio Fogueteiro
– Boa tarde, ti Júlio

– Olha o ti’ Tomé Guerreiro. Pois se é tarde viesse mais cedo. Que um bom guerreiro apronta-se de manhãzinha.

– O meu amigo está com alma de filósofo. Quem pensaria tomar conselhos de guerra de  um Manso?

– Manso, só de nome. Só de nome...

– E eu não sei? Fale-me das novidades da terra que, pelo que vejo, já leu de cabo a rabo o Jornal Nordeste.

– Ó ti’Tomé, nestes tempos eleitorais a gente já não sabe o que são notícias, o que são promessas, o que são projetos, o que são factos. Misturam tudo.

– E fazem mal. O povo precisa de esclarecimentos, não é de ilusões.

– O tempo é de promessas, homem! Por mais que discutam, por mais que condenem, por mais que prometam não fazer promessas vãs, essa é a mais vã de todas as promessas.

– Não há dúvida. Hoje deu-lhe para a filosofia... pois se querem o voto não hão-de prometer nada em troca? Como queria o meu amigo que enchessem a camapanha eleitoral?

– Oficialmente a campanha só começa em Setembro...

– Oficialmente, diz bem. Mas eles estão aí, andam por todo o lado, não podem estar calados se não ninguém sabe ao que vêm, nem tão pouco se lhes pode pedir contas depois.

– Pois melhor fora que dessem conta das promessas que já fizeram!

– Pois sim, pois sim. Mas a isso já nos vamos habituando...

– mas também já começamos a habituar-nos a outro tipo de atitudes. Veja bem o que se vai passando por esse mundo fora.

– Não me fale da América que não é bom exemplo.

– Não lhe falo da América, mas falo-lhe de França.

– Ora, ora. Mas isso é a outro nível. Ainda vai demorar a chegar ao plano das eleições deste ano. E eu até entendo que neste período comecem a despejar possíveis compromissos se calhar até com intenção séria de os levar até ao fim. E os votantes sabem bem que nem sempre as coisas correm como são projetadas e não é por falta de vontade e até mesmo de empenho.

– Então qual é o problema?  

– O problema é quando avançam cedo demais com o anúncio de empreendimentos vultuosos e que são bem necessários para a nossa terra.

– Agora é que eu não entendi nada!

– Muitas vezes começam a falar e a dar como certas, obras, realizações e investimentos na altura indevida. Criam expetativas que depois não se realizam quando deviam.

– Mas se vocemessecê  já disse que era natural...

– Natural não é, nunca. Mas quando são grandiosas e não há garantias sequer de começo e quando dependem de investimentos externos à nossa terra, se andamos a falar e a afiançar que vai, quando nem começou, o que estamos é a afastar quem podia ajudar e que assim pensa que já está e nem sequer se interessa. E não é só isso.

–  Ai não? Então que mais é?

– Acontece como no caso do Lobo. Quando for mesmo para valer, já ninguém acredita de tanto ter sido noticiado antes, em vão.

– Já houve foguetório demais.

– É isso mesmo. Demais e em tempo impróprio. Que mal compare é como se um fogueteiro, na ânsia de mostar a sua habilidade e a qualidade do fogo-de-artifício que tem, começasse a fazer demonstrações antes da festa. Quando chegasse o arraial já pouco havia e desse pouco, nada era novidade pois já tudo tinha sido visto!



José Mário Leite
in:jornalnordeste.com

Colégio de Chacim não consegue financiamento estatal para turma de 7º ano

O Colégio Nossa Senhora da Paz, em Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros, não conseguiu aprovar a proposta de financiamento para uma turma de 7º ano, ao abrigo dos contratos de associação estabelecidos com o Governo.
Faz parte dos únicos dois colégios, a nível nacional, a par do Colégio Cidade Roda, de Pombal, onde estes subsídios ficaram por atribuir, no valor de 80.500 euros por turma. Em todo o país, foram candidatas 134 turmas. Nos dois transatos, foram cerca de 600 turmas a perder este tipo de ajuda financeira.

À CIR a direção do colégio transmontano explicou que esta não atribuição se fica a dever ao número insuficiente de alunos na área geográfica abrangida, sendo apenas 4 as crianças a ingressar no 7º ano de escolaridade. Esta área geográfica abranger as freguesias de Olmos, Peredo, Lombo e Chacim, onde estão as instalações de ensino.

Esclarece ainda que não significa que no próximo ano letivo a escola fique sem turma de 7º ano, porque isso depende do número total de inscrições, certo é que terá de funcionar sem este apoio estatal. Recorde-se que para constituir uma turma é necessário ter entre 18 a 22 alunos.

O Colégio Ultramarino de Nossa Senhora da Paz, em Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros, poderia apresentar uma proposta de financiamento para uma turma de 5º ano e outra de 7º ano, esta última que acabou por não se verificar. Segundo dados de 2016, este colégio é frequentado por mais de 100 alunos, divididos por 5 turmas, uma por cada ano, até ao 9º.

Escrito por ONDA LIVRE

Reforçando cada vez mais a amizade que os une, a família do Tio João encontrou-se em Vimioso para o 28º Piquenicão

"Capital do Império" apresentado em Vila Flor

DESTEQUE já divulga Podence pré-finalista a Aldeia Maravilha de Portugal

Podence, em Macedo de Cavaleiros, é, como já anunciado, uma das pré-finalistas das 7 Aldeias Maravilha de Portugal, na categoria de Aldeia Autêntica. E o São Pedro, que decorre esta semana no concelho, é palco daquilo que se pode chamar uma ação de sensibilização para apelar ao voto dos locais e dos visitantes. Uma iniciativa de promoção que tem o carimbo da DESTEQUE.
As emissões na RTP1 começam já no próximo mês, e é necessário votar, telefonicamente, em cada uma das aldeias seleccionadas, no dia em que acolherem as galas televisivas. Em Podence é dia 6 de agosto, e é-nos tudo explicado por Luís Filipe Costa, da Associação Grupo dos Caretos de Podence.

Estamos a divulgar um programa que ainda não começou a dar na RTP, mas vai começar dia 9 de julho. É o dia em que vai para o ar a primeira emissão deste concurso entre aldeias. São 49 finalistas, todas vão disputar o top 7, e Podence vai estar lá, na categoria de Aldeias Autênticas. Estamos aqui a apelar ao voto em Podence, quando começarem as votações.
A data está anunciada em ponto gigante, neste certame, e as pessoas, diz Patrícia Cordeiro, socióloga e responsável técnica pela candidatura dos Caretos a Património Nacional e à UNESCO, ficam curiosas.

Ficam curiosas quando vêem o cartaz, e perguntam o que é. As 7 Maravilhas já sabem o que é, porque já temos a Praia da Ribeira (Azibo) com esse selo. E levam um cartão para se recordar que no dia 6 de agosto têm de votar, das 21h às 23h, nesta aldeia do concelho.
E o que tem Podence para poder ser considera uma Aldeia Maravilha?

A começar pelo Caretos, que são o grande chamariz e protagonistas de Podence.

Mas, atrás disso, vem tudo o resto. A igreja do século XVIII, que quem aprecia História da Arte fica encantado. Uma das praias do Azibo já tem o galardão de Maravilha, e faz parte da nossa paisagem. A partir de Podence temos a melhor paisagem sobre o Azibo.

Todo esse conjunto, com as pessoas da aldeias, com os restaurantes, o turismo rural, cria todo um conjunto e um atrativo que faz com que Podence seja a aldeia mais turística de Portugal, que seja cada vez mais visitada e que tenha, cada vez mais, esse interesse turístico.
Turística, sem deixar, pois, de ser autêntica.

Não deixa de ter vida, e não deixa de ter uma qualidade de vida que valoriza muito o interior do país. Ao contrário do que se possa pensar, no interior do país também se vive muito bem, e por isso temos cada vez mais visitantes.
Depois de encontrar as 7 Maravilhas de Portugal, e de passar pela gastronomia, agora vão distinguir-se as 7 Aldeias Maravilha do país, divididas por 7 categorias e com 7 pré-finalistas em cada uma delas. Podence é pré-finalista na categoria Aldeia Autêntica, e vai competir com Rio de Onor no mesmo grupo.

Escrito por ONDA LIVRE

Arte Urbana dá cor a Bragança

Bragança uma cidade de todos e para todos, foi o tema que deu mote à edição deste ano do Festival de Arte Urbana, que durante três dias trouxe 11 artistas nacionais e internacionais, aos quais se juntaram os alunos de escolas do concelho, para darem cor e vida às paredes da capital de distrito.
Na edição deste ano do Sm’arte, o epicentro do festival é o bairro da mãe d’água onde se encontram a maior parte das pinturas. A Brigantia esteve por lá e falou com alguns dos artistas.
Nuno Barbado, mais conhecido por The Caver regressa a Bragança cidade onde diz sentir-se acolhido e acrescenta que a experiência de pintar no bairro é muito positiva  “Este ano temos paredes generosas e é bom estar aqui no bairro, no ano passado pintei no centro da cidade, apesar das pessoas gostarem acho que este ano estão mais receptivas.”
Frederico Draw outro dos artistas também sublinha que o envolvimento com a comunidade é uma das coisas que mais o cativa e o faz regressar a Bragança. O artista considera que esta “pode ser uma forma de reintegrar o bairro na cidade e trazer pessoas a visitar este sítio e a conviver com as pessoas que aqui vivem, porque a arte tem esse poder.”
Com uma expressão quase inexistente do movimento da arte urbana nesta região, Ricardo Brás, mais conhecido por Trip, é natural do concelho de Vila Flor e o único profissional do graffiti em todo o distrito, pinta desde os 13 anos e “há muito tempo que queria ver um projecto como este festival desenvolvido na região.”
Brigantino e a estrear-se neste festival esteve Pedro Rodrigues, faz um balanço positivo da edição deste ano, que considera ter evoluído em relação ao ano anterior.  “ É a minha primeira vez como artista, este ano fui convidado, mas no ano passado já tinha andado atento aos trabalhos e acho que este ano a organização e o espaço disponibilizado está melhor, mas eu preferia uma parede maior.”  
A par destas intervenções foi ainda inaugurado, um mural alusivo ao projecto internacional “Before I die…”, onde as pessoas são convidadas a escrever qual é o sonho que gostavam de realizar antes de morrer.

Transformar Bragança numa referência nacional na reabilitação urbana, através do conceito de Street Art, melhorar a imagem da cidade, requalificar o espaço público e atrair novos turistas ligados ao conceito de arte urbana de rua são alguns dos objectivos desta iniciativa. Os artistas que por cá passaram deixam manifesta a vontade de regressar para dar mais vida e expressão às paredes da cidade.

Escrito por Brigantia

Relação das Exéquias mandadas celebrar em Bragança pela Câmara à Morte de El-Rei D. João VI

Possuímos uma folha avulsa, sem título, mas que, pelo assunto, mostra ser uma relação das exéquias celebradas em Bragança pela morte de el-rei D. João VI. É impressa em Lisboa, na Tip. de Bulhões.

Diz que tendo constado em Bragança, a 25 de Março, por aviso da secretaria de Estado dos Negócios do Reino, a morte daquele rei, a câmara, reunida em sessão extraordinária, mandou anunciar o luto por meio de um bando e tocar funebremente os sinos da cidade por três dias, destinando o dia 19 de Abril para a cerimónia da quebra dos escudos e exéquias fúnebres.
O cortejo saiu dos paços do concelho e percorreu as ruas da cidade, indo nele incorporados: o bispo D. Frei José Maria de Santa Ana Noronha, o cabido, as irmandades da Misericórdia e Ordem Terceira, todos os funcionários públicos e pessoas gradas da cidade e a clerezia de Bragança e área em circunferência de duas léguas, com as tropas da respectiva guarnição e mais:

Bento José da Veiga Cabral, governador da praça;
José de Barros e Abreu, major comandante do regimento de cavalaria nº 12;
Manuel Bernardo da Silva Rebocho, tenente-coronel comandante do
regimento de infantaria nº 24;
Joaquim Gualdino da Rosa, major de infantaria nº 24;
Emídio José Lopes da Silva, major do mesmo;
António Manuel de Medeiros Feio, comandante da companhia de veteranos;
António José de Morais, bacharel ex-almotacel;
António Ferreira de Castro Figueiredo, ex-vereador, que conduzia a bandeira da cidade;
António dos Inocentes, alcaide da câmara;
António José de Sá, bacharel, juiz-almotacel;
António José de Lima, idem.
Tudo «de luto pezado, de capas compridas, chapeus desabados e fumos cahidos sobre o hombro direito».
João Nogueira da Silva, desembargador e corregedor da comarca;
José Bento Pestana da Silva, juiz de fora, presidente.
João de Sá Carneiro Vargas, vereador da câmara;
Manuel António de Barros Pereira do Lago, idem;
António José de Novais da Costa e Sá, idem;
Cada um destes vereadores levava um escudo real no braço esquerdo.
Manuel António de Azeredo Pinto de Morais Sarmento, procurador da câmara;
João Manuel Lopes, escrivão da mesma.

Logo que o cortejo saiu dos paços do concelho, se dirigiu ao largo da Cidadela, onde estava construído, a propósito, um tablado, e subindo respectivamente a ele os três vereadores mencionados, quebraram os escudos e os deixaram cair sobre ele, tendo previamente recitado a «Oração» do costume. Também, quando o cortejo recolheu aos paços do concelho, o juiz de fora, presidente, foi o primeiro a subir a escada e no alto dela quebrou a sua vara e a deixou igualmente cair por terra, fechando-se imediatamente todas as portas e janelas dos mesmos, em sinal de luto.
Tiveram depois lugar as exéquias religiosas, a que assistiu todo o acompanhamento na igreja de Santa Maria, onde se elevava uma majestosa essa, na qual se liam, em diversos lugares dela, as seguintes inscrições:

1.ª «O lucto pelo Heroe, Bragança toma,
Que os herões excedeu da Grecia e Roma».
2.ª «Nas sombras luctuaes, entregue á Morte
Jaz o sexto João, oh! fado!, oh! sorte!»
3.ª «Das vidas a melhor a parca feriu,
E este golpe fatal tudo sentiu».
4.ª «Na morada feliz, habita, e mora,
O monarcha sem par, que Lysia chora».

À função religiosa assistiram, além de outros:

José da Graça Torres, dirigente das mesmas, familiar do bispo;
Luís António da Costa, capelão da Sé catedral, regente da música da mesma;
Paulo Miguel Rodrigues de Morais, deão da catedral, que celebrou missa fúnebre;
Manuel da Silva, cónego prebendado, que serviu de diácono à mesma;
Manuel António do Carmo, meio prebendado, que serviu de subdiácono.
As absolvições foram feitas, respectivamente, por: Paulo Miguel Rodrigues de Morais, deão; 
Matias José da Costa Pinto de Albuquerque, mestre-escola; José Maria de Meireles, tesoureiro-mor da Sé; Manuel Alves Leal, arcediago de Bragança; e, em último lugar, pelo bispo Santa Ana Noronha, que também pronunciou a oração fúnebre Fecit quod placitum erat coram Domino, et ambulavit per omnes vias David, patris sui – que deve ter sido magistral, pois, como escreve o autor, «declarou-se o nome do orador, e do primeiro orador do nosso seculo, tanto basta, por consequencia, para se fazer o completo elogio ao discurso, cuja elegancia e exactidão d’estylo não seria facil descrever».

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Antiga Selecção da A. F. de Bragança Sub-14

IPB lança licenciatura pioneira com mobilidade em Engenharia Alimentar

Os Politécnicos de Leiria, Bragança e Viana do Castelo lançam licenciatura pioneira com mobilidade em Engenharia Alimentar. Uma licenciatura em Engenharia Alimentar que inclui mobilidade é a nova aposta destes três institutos.
Trata-se de uma licenciatura pioneira no País, que decorre em simultâneo nos três Politécnicos, e que, além da formação científica e técnica de base e da interação com o tecido empresarial e industrial de cada região, leva os estudantes em mobilidade para aquisição de competências nas áreas em que cada instituição é especialista – lacticínios e vinhos em Viana do Castelo, recursos alimentares marinhos, hortofrutícolas e cereais em Leiria (Peniche), e carnes e azeite em Bragança.  

Rui Ganhão, coordenador da licenciatura em Engenharia Alimentar no Politécnico de Leiria, salienta que "a licenciatura responde às necessidades do mercado, que carece de oferta de mão-de-obra especializada em Portugal". Terá uma duração de três anos, e envolve, no primeiro ano, preparação geral base na instituição de origem, e nos três semestres seguintes, mobilidade dos estudantes, para aquisição de competências nas áreas específicas de cada região/instituição. "Trata-se de uma licenciatura que tem como suporte a metodologia de project based learning, que pretende que haja uma participação ativa na aprendizagem, e por isso, eminentemente prática", explica o docente.

Com o modelo de mobilidade criado, pretende-se alargar e otimizar o processo de aprendizagem, beneficiando da excelência de cada instituição no que respeita às diferentes tecnologias setoriais que a licenciatura abrange: tecnologias de lacticínios, dos vinhos e outras bebidas alcoólicas, lecionadas no terceiro semestre na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Viana do Castelo; tecnologias dos recursos alimentares marinhos, hortofrutícolas e cereais, lecionados no quarto semestre na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Politécnico de Leiria (em Peniche); e tecnologias de carnes e produtos cárneos, azeite, azeitona e óleos vegetais, lecionados no quinto semestre na Escola Superior Agrária do Politécnico de Bragança. 

Durante a mobilidade, o alojamento dos estudantes fica a cargo da instituição recetora. No sexto e último semestre da licenciatura os estudantes regressam à instituição de origem, por forma a interagirem, no âmbito de estágio ou projeto, com o tecido empresarial regional, no desenvolvimento de produtos ou processos adequados às necessidades do mercado.

Rui Ganhão, refere que a formação resulta da procura e necessidade do mercado e da indústria alimentar, "seja para desenvolvimento, implementação, melhoria e gestão de processos de transformação, conservação, controlo da qualidade, e distribuição de produtos alimentares, seja na implementação de sistemas de gestão da segurança alimentar, ou em termos de inovação e pesquisa de formas alternativas de aproveitar os produtos alimentares, materializada na já longa e profícua relação das Escolas com a indústria, e no seu contributo para a invenção de novos produtos alimentares. Os estudantes só têm a ganhar em apostar nesta área emergente, que necessariamente crescerá nos próximos anos, além de ganharem uma formação solida em áreas da indústria alimentar típicas do nosso país in loco", acrescenta o responsável.

in:noticiasdonordeste.pt

Arraial de Santo António em Macedo de Cavaleiros

Júlia Rodrigues pede revisão de medida que prevê enterramento de cadáveres de animais em zonas remotas

A deputada do PS, Júlia Rodrigues enviou uma pergunta ao Governo sobre o despacho emitido em Maio, deste ano, que permite o enterramento de animais mortos em exploração, em algumas zonas do país em vez da recolha que era feita até agora pelo Sistema de Recolha de Cadáveres de Animais.
Este enterramento é possível em zonas consideradas remotas, como é o caso da maioria dos concelhos de Trás-os-Montes, por se encontrarem longe dos centros de destruição, embora possa representar alguns perigos sanitários para a saúde pública

A deputada considera que essa medida deve ser revista e deve haver igualdade para todas as zonas do país.

“Contestamos que exista uma distinção entre as várias regiões do país e os produtores mais afastados e em regiões mais remotas têm de ter as mesmas condições que os outros têm”, argumentou a deputada.

Os deputados vão agora ter uma audição com o ministro da agricultura na qual a questão vai ser levantada. Tendo em conta as medidas que o Governo tem estipulado em defesa do interior, da igualdade de acesso de oportunidades às populações que vivem em zonas mais remotas do país, Segundo a deputada do PS e é com base nesses argumentos, que faz a sua intervenção

“Este despacho devia ser imediatamente suspenso e sugerimos que poderia haver postos de recolha temporária de cadáveres simplificando depois os transportes para a empresa que faz posteriormente a destruição”, explicou Júlia Rodrigues.

No distrito de Bragança são consideradas como remotas, para o efeito de enterramento ou recolha dos cadáveres de animais mortos em exploração, todas as freguesias dos concelhos de Bragança, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vimioso e Vinhais. 

Escrito por Brigantia

Presidente da assembleia de Moncorvo abandona Associação de Assembleias Municipais

José Mário Leite abandonou a Associação Nacional de Assembleias Municipais, entidade da qual era vice-presidente da mesa da Assembleia-geral, desde que esta entidade nasceu em Maio de 2016.
O também presidente da Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo eleito pelo PSD explica que a decisão surgiu quando este órgão autárquico reprovou a sua proposta de adesão à Associação Nacional de Assembleias Municipais.

Uma tomada de posição dos deputados municipais que José Mário Leite considera “inesperada e surpreendente”, visto que há um ano os mesmo deputados municipais “tinham já aprovado os estatutos desta associação”.

A proposta de integração de Moncorvo na Associação recebeu na assembleia municipal da semana passada 13 votos contra do PSD e do CDS, 10 votos a favor do PS e de alguns deputados do PSD e CDS, e duas abstenções do PS.

Para o presidente da Assembleia Municipal de Moncorvo, que não se vai recandidatar ao cargo, a justificação para tal rejeição é “uma incógnita e um mistério”.

“Esta proposta já foi à assembleia em Abril e nessa sessão, as pessoas que agora reprovaram, disseram que concordavam que Moncorvo devia fazer parte da associação, que se congratulavam com o facto de serem sócios fundadores, inclusivamente propuseram que a sede da ANAM deveria ser em Moncorvo e que se disponibilizavam a arranjar as condições para que a sede fosse lá, mas pediram para adiar, porque havia alguns esclarecimentos que queriam ter de aprofundar e a votação foi adiada para Junho”, contou José Mário Leite.

José Mário Leite, juntamente com o presidente da Assembleia Municipal de Mirandela, José Manuel Pavão que preside à Associação Nacional de Assembleias Municipais, foi um dos fundadores da entidade e estranha a decisão agora tomada pelos deputados municipais de Torre de Moncorvo. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

Branco preocupado com redução dos serviços de profissionais de saúde na Urgência de Mirandela

O Presidente do Município de Mirandela está preocupado com as consequências que podem resultar da redução de, pelo menos, 35 por cento dos encargos com a aquisição de serviços de profissionais de saúde, imposta pelo Governo aos estabelecimentos do serviço nacional de saúde.
António Branco teme que possa estar em causa, o serviço de urgência médico-cirúrgica do hospital de Mirandela e nesse sentido já solicitou à direcção da Unidade Local de Saúde do Nordeste, uma reunião, com carácter de urgência, para esclarecimento desta e de outras preocupações.

Tem sido uma constante, nos últimos anos, a ameaça que paira sobre a possibilidade de desclassificação do serviço de urgência do hospital de Mirandela, que, apesar de ser uma unidade médico-cirúrgica, tem vindo a perder diversas valências.

Agora, essa preocupação volta a pairar, porque, recentemente, foram publicadas, em Diário da República, algumas alterações no funcionamento das várias unidades do serviço nacional de saúde que podem vir a ser muito prejudiciais para o hospital de Mirandela, como é o caso da redução dos encargos trimestrais com a aquisição de serviços de profissionais de saúde, em, pelo menos, 35 por cento, face ao trimestre homólogo.

António Branco não esconde a sua preocupação com esta medida que, em seu entender, “pode colocar em causa o serviço de urgência médico-cirúrgica de Mirandela, porque no caso da Unidade Hospitalar de Mirandela e em específico o seu Serviço de Urgência é feito essencialmente com recurso a profissionais de saúde externos”.

António Branco quer ainda aproveitar a reunião, para receber uma garantia de que as valências associadas à Unidade Hospitalar de Mirandela “não sejam esvaziadas da sua autonomia e chefia directa”.

O autarca mirandelense diz que será também importante esclarecer porque motivo, não obstante ter sido instalado um novo equipamento de TAC, na Unidade Hospitalar de Mirandela, continua a verificar-se o recurso a uma unidade externa, situada na Unidade Hospitalar de Macedo de Cavaleiros que implica o recurso a meios de transporte e recursos humanos suplementares, agravando os custos associados.

António Branco aguarda por uma resposta da ULSNE sobre o seu pedido de reunião urgente para esclarecer estas preocupações.

Questionada acerca deste assunto, a administração da ULSNE, numa resposta enviada por correio electrónico, diz apenas que “não irá prestar declarações sobre o assunto mencionado”. 

Escrito por Rádio Terra Quente (CIR)

II Festival do Solstício apresentou várias oficinas, workshops, performances e concertos, dirigidos ao público em geral

A edição deste ano ficou marcada pela homenagem a Adriano Vasco Rodrigues, professor e investigador na área da história e cultura judaicas

Segunda edição do festival de arte urbana invade a cidade de Bragança com várias manifestações artísticas que convidam à participação da comunidade brigantina

O Bairro Social da Mãe D'Água, em Bragança, recebeu a cor, a música e a animação da animação da segunda edição do Festival de Arte Urbana Sm'arte

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Os professores

Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.

É evidente que a culpa é deles. E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores. Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares. O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-Ia-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não.

A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento.
O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas.

Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão. Antigamente, havia as escolas C+S;hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora o há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo.

Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.
Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta.
Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança.

Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.

Ricardo Araújo Pereira
Revista Visão

PSP descentraliza a regularização de armas

Clica na imagem para aceder ao Video
A PSP de Bragança percorreu os 12 concelhos do distrito ao encontro dos proprietários de armas com vista à sua regularização.
A iniciativa, que pretende evitar a deslocação das pessoas à capital de distrito, teve uma forte adesão.

Lojas tradicionais de Bragança resistem à mudança dos tempos e continuam de portas abertas

Em Bragança há negócios tradicionais que têm conseguido sobreviver às mudanças dos tempos.
O Porto Canal foi visitar a Retrosaria do Sr. Armando e a Drogaria Luso que dizem ser uns resistentes e que vão mantendo as portas abertas por amor ao negócio e aos clientes de sempre.

Nacional de Kickboxing: 15 atletas, 15 medalhas e um prémio por equipas

Numa participação “histórica”, a Associação de Desportos de Combate de Macedo de Cavaleiros/Clube de Combate do Nordeste conquistou, pela primeira vez, um prémio por equipas, e é vice-campeã de Light-Contact. A equipa fez-se representar, em fim de semana, na Figueira da Foz, no Campeonato Nacional de Kickboxing.
Os 15 lutadores em competição vieram medalhados, com 11 ouros, 3 medalhas de prata e uma de bronze. Uma participação que primou pela qualidade, visto que a equipa de ganhou tinha o triplo dos atletas, explica o treinador Luís Durão.

Nós tínhamos 15 atletas em prova, divididos em três disciplinas: 2 em Point Fighting, 2 em Full-Contact e os restantes em Light Contact, onde foi a nossa aposta por equipas.

A classificação final, a soma total dos pontos conquistados, por vitória e por classificação final, iria dar o prémio por equipas.

A equipa que se sagrou campeã nacional tinha cerca de 30 atletas. Era três vezes mais a nossa equipa. Mesmo assim, a diferença de pontos foi mínima. Com mais um atleta, teríamos conseguido o primeiro lugar. Por isso, em qualidade a nossa equipa merecia ter sido campeã nacional, mas pela soma total dos pontos e pela quantidade de atletas, não vencemos.
Muitas estreias, com 7 iniciados, e depois de saídas de peso, que mesmo assim permitiram uma “grande prestação”.

Era outra agravante. Eram muitos atletas iniciados, eram 7. E mesmo com estes atletas a começar esta época, conseguimos este resultado brilhante, que noutros anos não tínhamos conseguido com atletas mais experientes. Por isso, é mesmo uma grande prestação. Para além de termos conquistado o prémio e as medalhas, foi o facto de ter sido fora da nossa casa e com atletas pouco experientes.
Fica garantida, por isso, a continuidade da qualidade.

Já estamos a preparar a próxima época, apesar de esta ainda ir a meio. Estamos a preparar já alguns atletas para essa nova fase de competição.

É assim que funcionamos, com muita organização, trabalho e humildade, neste muito que temos conquistado.

Este fim de semana foi histórico para nós, porque é a primeira conquista a nível nacional, mesmo sendo poucos, ultrapassámos equipas com mais de vinte atletas. Mostra bem a qualidade do nosso trabalho.
A próxima competição, e a última da época, é em dezembro, para quando está marcada a Taça de Portugal.

Campeões Nacionais:
Tiago Mendes; Daniel Mendes; Wilson Nascimento; Ana Moás; Ali Turcu; Rafaela Correia; Bruna Correia; Vasco Costa; Fabrice Fernandes; Abílio Santos; Samanta Comando.

Vice-Campeões Nacionais:
Paulo Pires; Kristina Petrova; Eva Carneiro.

Terceiro classificado:
Pedro Marques

Escrito por ONDA LIVRE

Em louvor do engenheiro florestal

Ano após ano, a notícia impõe-se como uma fatalidade: a floresta é um tema incontornável, sempre e somente, pelo seu lado trágico. E como em todas as tragédias, acompanhando o período de nojo do seu impacto, segue-se o inevitável período de reflexão, ao ritmo dos momentos de emoção que sempre albergam o subterfúgio das fragilidades da condição humana…, uma reflexão, por isso, com prazos limitados de validade.

No ano transato, assim foi, perante um verão já de si catastrófico para a floresta. O governo lançou o debate, desafiando investigadores e instituições. Os investigadores da UTAD, conhecendo o terreno como poucos, lançaram então o alerta: “a floresta portuguesa precisa de uma revolução que ponha termo à inércia das entidades responsáveis pela gestão e ordenamento do espaço florestal, mas com medidas alicerçadas num conhecimento técnico-científico”.

Logo, há que mandar para o terreno engenheiros florestais. O país precisa deles. Paradoxalmente, os cursos de engenheiros florestais estão a desaparecer no ensino superior, resistindo apenas numa ou duas instituições comprometidas com uma missão estratégica de revitalização das regiões do interior. Os seus jovens engenheiros estão dotados de uma formação avançada que lhes permite intervir nos projetos de ordenamento e povoamento florestal, na proteção da floresta contra os incêndios, na aplicação do conceito de sustentabilidade na prática florestal. São profissionais que sabem bem como cresce a floresta e como reage perante condições normais e condições adversas. Sabem como ninguém onde, quando, porquê, como e o quê deve nela ser plantado.

Impõe-se, por isso, tornar apetecível a missão de engenheiro florestal. Mas também tornar apetecível trabalhar nas regiões do interior. Começa a ser tempo de pedir contas, ou respostas objetivas, a uma tal Unidade de Missão para o Interior, criada pelo atual governo e da qual se esperam intervenções claras que atraiam gente e atividades para o mundo rural, quebrando a sangria de recursos para o litoral. E nunca esquecendo que a floresta em Portugal ocupa ainda uma posição ímpar no contexto europeu. Representa cerca de 2% do PIB e em Valor Acrescentado Bruto nacional aproxima-se dos 4 milhares de milhões de euros, além de envolver quase 100 mil postos de trabalho diretos e remunerar cerca de 400 mil proprietários.

Já é tempo, pois, de a floresta passar a ser notícia não como um mundo de problemas mas como um mundo de oportunidades.


Alexandre Parafita
Jornal de Notícias

São Pedro 2017 | Diário 2 (25 de junho)

Equipa do G.D.B. - Época de 1998/99

Espetáculo musical de fim de época da Escola Municipal de Música de Vinhais

Sexta-feira, dia 30 de junho, às 21h30, no Centro Cultural de Vinhais.

A totalidade da receita reverterá a favor da Cruz Vermelha Portuguesa - Delegação de Vinhais, para aquisição de bens alimentares para famílias carenciadas com crianças.

Entrada 1€

Vai-se realizar no dia 6 de Julho a V Gala do Desporto - Miranda do Douro

Desafiamos os interessados a colaborar enviando as suas sugestões para as diversas modalidades:
· Desportista masculino desporto escolar;
· Desportista feminina desporto escolar;
· Desportista masculino federado;
· Desportista feminino federado;
· Revelação do ano;
· Equipa do ano;
· Treinador do ano;
· La Honra Mirandesa;
· Dirigente/Dinamizador do ano;
· Futebolista do ano;
· Projecto do ano;
· Premio carreira;
· Prémio homenagem;

Poderá faze-lo através do seguinte email:
galadesporto@cm-mdouro.pt

in:Município de Miranda do Douro

Ballet - Priscesas da Disney 2 de Julho - 15h30 Sendim

Escritas do Nordeste – Ensaios e Recensões sobre Autores Transmontanos de Norberto Francisco Machado da Veiga

Apresentação no dia 29 de Junho, pelas 17h30 na Biblioteca Municipal de Miranda do Douro.
Apresentação da obra pelo Dr. António Tiza.

Publicado pela Lema D’Origem o livro apresenta uma análise crítica de quinze textos de nove autores transmontanos: António Sá Gué, António Tiza, Ernesto Rodrigues, Fernando Mascarenhas, Francisco Niebro (Amadeu Ferreira), Hélder Rodrigues, Tiago Patrício, Carlos D’Abreu e Francisco José Lopes.
Este livro é o primeiro do autor apesar da sua intensa atividade de escrita, para a imprensa regional ou prefaciando obras de outros autores. Norberto da Veiga é professor no Agrupamento de Escolas de Alfândega da Fé e também ele transmontano como os autores que examina no livro.
"Os trabalhos de Norberto Veiga aqui reunidos exaltam a seriedade de lei­tor, alicerçada em iluminadoras relações intertextuais e no risco, assumido, de várias afirmações. (…) Em termos críticos, cada um de nós tem a sua ‘enciclo­pédia individual’, e graus diversos de aproximação, conforme o objeto. (…)
A seriedade da empresa aceita afirmações riscosas, que um autor também crítico, nos segredos da criação, não deve negar ou combater. É um direito de outrem, escudado na melhor teoria, de R. Barthes a U. Eco, de Aguiar e Silva, H. Bloom e G. Genette e, pelo meio, chamadas a Antigos e a convivas de hoje. (…) Neste quadro, Veiga mostra-se um produtivo estruturalista, ao desvelar planos, andaimes, ligações, uma geral arquitetura de que raros são capazes. Poderemos falar em acerto crítico, quando um autor não se sente violentado. (…)
Norberto Veiga estatui relações, diligencia holisticamente, tal como deteta processos holísticos em vários lugares.
É um olhar abrangente, reunindo analista preso ao texto, ou perimetran­do-o, e historiador de mentalidades que sobrevoa matérias no mesmo texto convergindo."

Do prefácio, Ernesto Rodrigues
in:Município de Miranda do Douro