segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Estudo de impacto ambiental de pedreira junto a Quintanilha reaberto pela APA preocupa população

A sombra de um projecto de uma pedreira no monte Pedroso voltou a pairar sobre a população de Quintanilha, no concelho de Bragança. O estudo de impacto ambiental de uma exploração de minerais voltou a ser colocado em consulta pública pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), visto tratar-se de um projecto transfronteiriço, e porque a declaração de há quatro anos caducou.
No entanto, o projecto de exploração foi abandonado em 2009 quando o Monte Pedroso foi declarado bem de interesse cultural pela junta de Castela e Leão, estatuto que impede as construções ou movimentos de terra.

O presidente da junta de freguesia de Quintanilha, José Carlos Fernandes, lamenta o alarmismo criado agora com a reabertura do processo de consulta pública.

“Passados vários anos a APA vem de novo pôr em consulta pública um assunto que está morto em Espanha e, o ridículo disto, é que as autoridades portuguesas deviam estar informadas e não alarmar as populações”, critica o autarca.

Numa reunião realizada este sábado, em Quintanilha para esclarecer a população da aldeia, participou ainda Javier Fagundes, o alcalde de Trabazos, localidade próxima na vizinha Espanha. O também senador do governo espanhol critica a falta de comunicação entre as autoridades dos dois lados da fronteira que vem criar um alarme desnecessário.

“Não deixa de ser um problema de compartilhar informação entre administrações e de os desconhecimento dos procedimentos administrativos por parte dos cidadãos. O departamento de cultura da junta de Castilha e Leão em 2009 fez uma declaração de bem de interesse cultural, e não faz sentido agora nenhum tipo de procedimento, ali não se pode fazer absolutamente nada”, garante o responsável espanhol.

Um projecto, que em 2009 foi alvo de contestação dos dois lados da fronteira, volta agora à tona. Apesar da garantia de que não se poderá desenvolver no Monte Pedroso, mesmo em frente à aldeia de Quintanilha, o novo estudo de impacto ambiental em curso preocupou a população, que é chamada a pronunciar-se até dia 1 de Março. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

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