terça-feira, 14 de março de 2017

Bastonário da Ordem dos Médicos aponta "problemas graves" no Nordeste Transmontano

O problema da idade avançada dos médicos de família actualmente a trabalhar nos centros de saúde em Trás-os-Montes e no Alentejo que pode num período de oito a dez anos constituir “um colapso gravíssimo” no sistema de saúde destas zonas do país.
Declarações do bastonário da ordem dos médicos, Miguel Guimarães, ontem em Bragança, avançadas à margem da cerimónia de Tomada de Posse dos novos Órgãos eleitos para param por Miguel Guimarães, bastonário da ordem dos médicos, ontem em Bragança, a Sub-Região de Bragança da Ordem dos Médicos.
“Vamos fazer as nossas contas relativamente à idade média dos médicos que cá trabalham e do hiato que existe entre esses médicos e os mais jovens e aquilo que vai acontecer dentro de alguns anos relativamente às reformas calculadas, porque cerca de 60% dos médicos desta zona têm mais de 60 anos significa que é emergente fazer alguma coisa para dentro de poucos anos não haver um colapso no sistema”, referiu Miguel Guimarães.
Além deste problema, foram também apontadas como insuficientes as medidas de incentivo à fixação de médicos no interior e, a carência de profissionais de saúde em várias especialidades no Nordeste Transmontano. Outro dos inconvenientes apontados pelo presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, António Araújo, é a dificuldade de acesso a cuidados de saúde de algumas populações mais isoladas da região.
Problemas que os representantes da ordem dos médicos esperam que o Estado resolva, numa altura em que salientaram ainda as boas condições de infra-estruturas existentes nos centros hospitalares da ULS Nordeste. 

Escrito por Brigantia

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