quinta-feira, 16 de março de 2017

O que de melhor se faz no interior norte do país

Depois do primeiro fim de semana ter sido considerado um exemplo de sucesso no que à cooperação raiana diz respeito, a Feira Transfronteiriça das Arribas do Douro e Águeda termina com o regresso já este sábado e domingo a Freixo de Espada à Cinta.
Com o intuito de solidificar as relações transfronteiriças, unindo, sempre que possível, os territórios “hermanos” raianos, Freixo de Espada à Cinta volta a ser a anfitriã da Feira Transfronteiriça das Arribas do Douro e Águeda.

Dividida em dois fins de semana, a 17ª edição do certame teve lugar dias 11 e 12 de março, regressando já este sábado e domingo ao Pavilhão Gimnodesportivo da vila berço de Guerra Junqueiro.

Com 80 expositores participantes, 23 dos quais dedicados à gastronomia regional, nacional e ibérica, onde se evidencia a doçaria de amêndoa, enchidos, queijos e produtos biológicos, nomeadamente vinhos, azeites e cerveja, a Feira Transfronteiriça, tem-se afirmado, de acordo com a autarquia, como “um hino ao relacionamento cultural, promocional e institucional com a Província de Salamanca”.

Entre o artesanato, o elemento de destaque não poderia ser outro que não a a Seda de Freixo de Espada à Cinta. Até porque esta típica vila transmontana de fronteira é o único território de toda a Península Ibérica onde, ainda, se trabalha a seda de forma 100 por cento artesanal, desde a plantação das Amoreiras até à conceção do produto final.

Quanto ao programa, as “Amendoeiras em Flor” contemplam como, de resto, é habitual, atividades com a” marca espanhola”.  Assim, nesta edição, para além da tradicional degustação ibérica de produtos regionais de Freixo de Espada à Cinta, Hinojosa del Duero e Saucelle, vale a pena sublinhar a atuação as danças tradicionais com as Charras de Lumbrales e a presença do típico desporto basco, de corte de troncos de madeira e levantamento de pesos.

"Esta feira foi, principalmente, voltada para o público espanhol neste primeiro fim de semana, uma vez que temos que aproveitar a mais-valia de termos uma fronteira à porta e, assim, reforçar os elos de ligação à província de Salamanca", frisou a edil freixenista, Maria do Céu Quintas, que compreende melhor que ninguém, devido, também, à aproximação do concelho a que preside da fronteira, a importância desta aliança entre “pueblos hermanos”.

Bruno Mateus Filena
in:diariodetrasosmontes.com

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