segunda-feira, 3 de abril de 2017

Dioclesiano Augusto Martins

Augusto Martins integrou o Corpo Expedicionário Português em Maio de 1917 e comandou a 5ª Brigada de Infantaria da 2ª Divisão.
Filho de Higino dos Inocentes Martins e de Ana Conceição Martins. Nasceu a 18 de Fevereiro de 1864 na freguesia de Santa Maria, em Bragança. 
A 9 de Abril de 1880 assentou praça como voluntário no Batalhão de Caçadores n.º 3 onde permaneceu até Julho de 1889. 
Nessa Unidade alcançou o posto de segundo-sargento graduado em aspirante-a-oficial. Terminado o curso da Arma de Infantaria, ascendeu a alferes a 1 de Agosto daquele mesmo ano e foi colocado no Regimento de Infantaria n.º 3. Contudo, a 17 do mesmo mês foi transferido para o Regimento de Caçadores n.º 3 onde desempenhou a função de professor do 1º e 2º anos da Classe de Sargentos das Escolas Regimentais. A 8 de Novembro de 1892 foi transferido para a Guarda Fiscal, tendo servido como comandante nas secções de Freixo de Espada à Cinta, Vinhais (1895) e Miranda do Douro (1895), alcançando a promoção a tenente a 4 de Janeiro de 1896. Em Fevereiro de 1902 encontrava-se colocado na Circunscrição do Norte e a 4 de Dezembro foi promovido a capitão e transferido para o Regimento de Infantaria n.º 8. A 14 de Abril do ano seguinte foi transferido para o Regimento de Infantaria n.º 18 e em 1904 para o Regimento de Infantaria n.º 10 onde desempenhou as funções de diretor interino da Escola Regimental até ao dia 18 de Novembro de 1895. 
A 26 de Outubro de 1910 voltou novamente ao serviço da Guarda Fiscal para desempenhar funções como comandante da 5ª Companhia da Circunscrição Norte. Regressou ao Exército a 23 de Agosto de 1911 para ser colocado no Regimento de Infantaria n.º 18. No mês seguinte passou para o Regimento de Infantaria n.º 10 onde a 29 de Junho de 1912 foi promovido a major e a 8 de Novembro de 1915 a tenente-coronel. Como tenente-coronel foi colocado no Estado-maior de Infantaria. Com o deflagrar da Primeira Grande Guerra e no seguimento da participação portuguesa ao lado dos Aliados, foi nomeado para o cargo de comandante do 6º Grupo de Metralhadoras. 
A 14 de Maio de 1917 integrou o Corpo Expedicionário Português e a 13 de Agosto foi promovido a coronel. A 24 de Julho de 1917, como comandante da 5ª Brigada de Infantaria da 2ª Divisão embarcou no porto de Lisboa a bordo de navios ingleses com destino a França – porto militar de Brest – onde chegou a 28 de Julho. 
A 9 de Abril de 1918 participou na Batalha de La Lys onde foi feito prisioneiro, aliás a batalha deu origem à quase totalidade dos prisioneiros de guerra portugueses, uma vez que até essa data era insignificante o número de capturados pelos alemães. 
As estatísticas oficiais registam 7000 prisioneiros de guerra portugueses dos quais 274 oficiais. A grande maioria dos prisioneiros foi deslocada para a retaguarda da frente alemã enquadrada em formatura sob escolta a cavalo. Os oficiais onde se encontrava o coronel Dioclesiano foram separados das praças e colocados na fortaleza francesa da cidade de Lille em poder dos alemães. 
Passados quatro dias foi evacuado de comboio juntamente com outros oficiais portugueses durante 4 dias para o campo de trânsito de prisioneiros de guerra na proximidade de Rasttat no Grão-Ducado de Baden (estado histórico no sudoeste da Alemanha). Nele proferiu uma significativa alusão pelo falecimento do alferes Simões Dias do Regimento de Infantaria n.º 1. De Rasttat os 137 oficias portugueses foram transferidos para o campo de Breesen no ducado de Mecklenburg. 
A 14 de Janeiro de 1919 foi libertado chegando a Portugal no dia 28 de Janeiro do mesmo mês. 
A 26 de Junho de 1920 foi nomeado comandante do Regimento de Infantaria n.º 30, sendo depois colocado no Regimento de Infantaria n.º 10 a 31 de Março de 1922 e no Estado-Maior de Infantaria a 29 de Setembro de 1923, ano em que foi aprovado nos exames especiais de aptidão para a promoção ao posto de general. A 20 de Fevereiro passou à situação de reserva, sendo promovido a general no dia 26 de Junho do mesmo ano. 
A 27 de Setembro de 1929 passou à situação de reforma vindo a falecer cinco anos depois. Morreu em Mesão Frio, Vila Real a 23 de Novembro de 1934.

in:portugal1914.org

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