segunda-feira, 15 de maio de 2017

Centro de Interpretação Ambiental permite voar virtualmente sobre albufeira do Sabor

Já é possível voar virtualmente, montando numa águia, ao longo da albufeira da barragem do rio Sabor. É uma das possibilidades oferecidas pelo Centro de Interpretação Ambiental e Recuperação Animal, o chamado CIARA, que está instalado no Felgar, em Torre de Moncorvo.
Este centro permite conhecer todas as potencialidades dos 60 quilómetros da albufeira, através de jogos e simuladores virtuais, e também ali será possível recuperar animais selvagens, maioritariamente aves, em colaboração com o Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

O CIARA é uma das medidas de compensação ambiental a que a EDP ficou obrigada pela construção da barragem, cuja albufeira abrange os concelhos de Moncorvo, Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros.

O equipamento custou à eléctrica cerca de dois milhões de euros, segundo o administrador da EDP Produção, António Ferreira da Costa, que considera o projecto estruturante para a região em que se insere.

“É um plano que pode potenciar a aproximação das comunidades à região e os institutos de investigação como a UTAD e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB)” mais ainda são atractivos para os jovens”, destacou.

A secretária de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Célia Ramos, valoriza “o cunho pedagógico do equipamento” e espera que possa ter “um âmbito que extravase a região onde se insere”, para ter “muitos visitantes” e assim “assegurar a sua manutenção e sustentabilidade”.

É isto que também deseja o autarca moncorvense, Nuno Gonçalves, que quer ver o âmbito do CIARA alargado aos parques naturais de Montesinho, Douro Internacional e Vale do Tua, nomeadamente para a recuperação de animais selvagens. “Só assim poderá ser um verdadeiro centro regional de recuperação de animais”, afirmou frisando que “é um passo pelo qual se lutou durante bastante tempo”.

O Centro de Interpretação Ambiental e Recuperação Animal vai ser gerido pela Associação de Municípios do Douro Superior. Mesmo assim, a EDP vai financiar a sua gestão com 100 mil euros anuais. 

Escrito por Rádio Ansiães (CIR)

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