terça-feira, 23 de maio de 2017

DESTEQUE prevê que candidaturas aumentem e apela à aposta na certificação

Até ao final do quadro comunitário em vigor, a DESTEQUE tem 6 milhões de euros para apoiar o desenvolvimento rural.
A associação que abrange Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães e Alfândega da Fé, prevê que haja muita adesão às candidaturas a fundos comunitários, afirma Rui Calvo.

“No ano passado, nos pequenos investimentos na agricultura foram 193 candidaturas que entraram. Na transformação e comercialização foram 22. E temos previsão, relativamente à próxima medida que vamos abrir, que é da diversificação das atividades na produção agrícola, já no próximo dia 27 de maio, tendo em conta os contactos que vamos tendo, que vai haver muitas candidaturas. O que é bom. Quer dizer que o território tem dinâmica. É uma questão de aproveitar os fundos. Sabemos que estamos num período em que não vão chegar para todos. Mas, se não se candidatarem, não sabem se vão ter essa oportunidade ou não.”
Rui Calvo, à margem do seminário “Agricultura: um futuro com sucesso?”, explicou quais os setores em que quem quer investigar pode obter ajudas, e deu enfoque à questão da certificação.

“Já tivemos algumas medidas, nomeadamente os pequenos investimentos na agricultura, que já abrimos um concurso e vamos abrir outros talvez para no fim do ano. Sobre medida da transformação e comercialização também já foi aberto um concurso. Vamos abrir, muito brevemente, uma medida sobre a diversificação da atividade na exploração agrícola. Está-se neste momento a preparar o aviso de concurso para os agrupamentos de produtores, como quem gere as denominações de origem protegida, as IGP, bem como as organizações profissionais ou interprofissionais ligadas à questão da agricultura biológica e da produção integrada. “
Mas, quando chega à parte de certificar os produtos, Rui Calvo garante que compensa, mas há alguma relutância.

“Há setores nos quais já está implementada há algum tempo. Há reconhecimento por parte da população, quer nacional, nos grandes centros, quer no estrangeiro, onde reconhecem e valorizam esses produtos.

Em alguns setores, alguns produtores não estão a aderir muito, por acabam por conseguir vender ao mesmo preço sem pagar o custo da certificação, porque os consumidores reconhecem-lhe qualidade.

No entanto, apelo à certificação. Dá garantias de qualidade que os produtores se associem a estas organizações para que os produtos sejam certificados e reconhecidos. Terá uma mais-valia para o produtor e para o território, uma vez que existe mais lucro para esses setores.”
A DESTEQUE com 6 milhões para apoiar o desenvolvimento rural e continuar a apelar à certificação de produtos.

E são já 20 os produtores transmontanos, dos distritos de Bragança e Vila Real, que encontraram numa grande superfície forma de subsistir. Ondina Afonso representa o grupo Sonae, com a iniciativa Clube de Produtores, e diz que é possível estabelecer esta ligação.

“Neste momento, em termos de produtores, entre produtores e organizações de produtores, o número é 20. Em Vila Real e Bragança. E temos o Politécnico de Bragança, que faz parte do nosso conselho científico.

É possível juntarem-se. O Continente trabalha com todas dimensões de produtores. Desde os pequenos, empresas familiares, até grandes grupos. Portanto, só têm também que nos contactar através dos meios próprios, para analisarmos os produtos que têm.”
Ondina Afonso que também foi oradora no seminário seminário “Agricultura: um futuro com sucesso?”, inserido no programa da II Feira da Agricultura.

Escrito por ONDA LIVRE

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