quinta-feira, 25 de maio de 2017

Intervenção prevista para o Jardim António José de Almeida, em Bragança, não é consensual

A apresentação pública da intervenção que a cidade de Bragança vai sofrer na zona do Jardim António José de Almeida e área envolvente, no âmbito da execução do projeto Espaço do Artesão e Centro Comercial ao ar livre, é reinvindicada pelos arquitetos que ficaram em terceiro lugar no concurso de concepção lançado pelo município.
João e Mário Ortega, pai e filho, autores do projeto classificado em terceiro lugar, desafiam o presidente da câmara de Bragança a proporcionar um debate aberto à população sobre as obras que serão executadas no Jardim António José de Almeida e zona envolvente, nomeadamente na zona didática do Polis, Rua Alexandre Herculano e Rua da República, para que a população seja devidamente esclarecida.
“A intervenção numa zona com esta dimensão, com a qualidade e a história do Jardim José de Almeida, e Ruas da República e Alexandre Herculano, deveria ser sempre sujeita a um debate público, porque a cidade é nossa, é de quem a habita. Não é de nenhum arquiteto iluminado, nem de nenhum presidente de câmara. 
A cidade é de quem a habita e eu não posso demitir-me de a habitar porque o faço por opção”, esclareceu João Ortega.

Glória Lopes
in:mdb.pt

3 comentários:

el cordier disse...

é uma intervenção como muitas.
questionável, mas quem concorre não pode ficar ressabiado como esse senhor está.
a proposta é uma interpretação pessoal de um espaço publico- melhor ou pior?
eu não acho que vá melhorar o espaço publico, mas é coerente com a da obra dispersa do arquiteto.

Anónimo disse...

Porquê a fixação em levar o debate a uma questão pessoal? Os Brigantinos têm o direito de saber o que os eleitos quem fazer à cidade, antes de o fazerem.
Isso é democracia responsável.

Eduardo Mesquita disse...

A verdade é que nunca perguntam algo aos cidadãos se concordam com os projectos que vão aparecendo...isso acontece a nivel regional e a nivel nacional. Não tem sido uma prática comum, como foi o caso do Polis, um projecto muito mais abrangente a nivel urbanistico, a que nunca alguém se deu ao trabalho de perguntar ou fazer um debate para a sua execução e todos sabemos os graves erros do projecto na baixa da cidade, onde se dizia que se queria dar a baixa aos brigantinos, e depois o que se viu foi que nunca a baixa ficou tão desertificada como após a execução do projecto e isto tem muito a ver com a falta de parques de estacionamento na baixa, para não falar dos prejuízos que o comércio tradicional sofreu com isso...sim, deveria ser promovido um debate, nem que mais não fosse para ouvir a opinião dos cidadãos e das pessoas responsaveis pelos diversos sectores na área, estou a falar muito concretamente, dos sectores comercial, habitacional, segurança e ecológico...mas como disse não é prática comum e mais uma vez vamos ter que ficar com aquilo que alguém quer. Pelo menos que impere o bom senso nas decisões.

Eduardo Mesquita.