terça-feira, 23 de maio de 2017

José António da Rocha Sarmento Pimentel

Natural de Bragança.
Fez escritura de morgadio em 1769 em Bragança aos 25 de Julho. Era professo da ordem de Cristo, familiar do Santo Ofício, sargento-mor e auxiliar do terço da cidade de Bragança e nela morador. Os bens vinculados eram situados em Bragança, Coelhoso, Lagoa e Frechas. Constituiu vínculo de todos os bens que lhe pertencessem na sua meação por morte de sua mulher D. Maria Pinto, com a pensão anual de oito missas. Duas destas missas seriam ditas na capela de Santo António, na sua quinta das Carvas.
Esta quinta fora comprada por ele, fundador, a seu irmão Lourenço Caetano da Rocha Pimentel e confrontava com a quinta do morgadio de que José da Rocha Sarmento Pimentel fora fundador. Este tinha mais dois irmãos: padre Manuel Caetano da Rocha Pimentel e Aleixo da Nóvoa Sarmento da Rocha Pimentel.
A mulher de José António da Rocha Sarmento Pimentel era natural de Frechas; pelo menos, assim parece poder concluir-se da respectiva escritura.
O fundador herdou mais uns bens de seu tio padre Manuel da Rocha Soares Pimentel e um vínculo em Lagoa, ao que parece deixado por este seu tio. Tinha mais dois tios, de que fora herdeiro, o padre Pedro Soares da Costa, confirmado de Lagoa, e padre João da Rocha Pimentel, confirmado de Coelhoso. Tinha o fundador um sobrinho de nome Gonçalo da Rocha Pimentel, filho de seu irmão Lourenço Caetano da Rocha Pimentel, em que encabeçava o morgadio, dadas certas circunstâncias. Diz que os padres, seus tios, fizeram a escritura da fundação do vínculo em 1709.
A mesma família possui um atestado passado a 13 de Março de 1806 em que João Botelho de Lucena, coronel do regimento de cavalaria de Bragança, atesta que Gonçalo José da Rocha, de trinta anos, natural de Oucidres, cadete a 1 de Setembro de 1776 e alferes a 16 de Dezembro de 1792, morreu a 1 de Junho de 1800.

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

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