segunda-feira, 8 de maio de 2017

Luís Gonzaga de Morais Teixeira Neves

Doutor em direito pela Universidade de Coimbra, onde terminou o curso em 1916. Embora bragançano de origem, nasceu acidentalmente em Coimbra (onde seu pai exercia o magistério na Escola Agrícola Regional) a 10 de Março de 1892. Filho de José Maria Teixeira Neves, natural da freguesia de Jou, e de D. Filomena da Graça Machado de Morais, natural dos Avidagos, concelho de Mirandela.
Fez os estudos liceais em Coimbra. Em 1917 foi nomeado professor do liceu de Aveiro, cargo que exerceu durante três anos, bem como o de comissário de polícia e administrador do concelho de Águeda. Em 1919 esteve preso em Coimbra e Lisboa como implicado nos acontecimentos políticos daquele tempo, vindo depois fixar residência em Mirandela em Outubro de 1919, onde exerceu a advocacia até 17 de Março de 1928, sendo segunda vez preso e desterrado para Bragança, onde se conserva no exercício da sua profissão.

Escreveu:
História da Arte o seu Ensino no Liceu de Coimbra. Coimbra, 1911. Foi mandada publicar pelo Conselho Escolar do mesmo estabelecimento, que ao tempo o autor frequentava, ou, melhor, concluía nesse ano.
Trás-os-Montes. Coimbra, 1918. 8.º de 77 págs.
Crise da democracia. Coimbra, 1919. 8.º de 100 págs.
Legítima defesa. Bragança, Tip. Académica, 1928. 8.º de 28 págs. e mais uma (inumerada) de «Notas». É a contestação das acusações feitas no opúsculo. Em desagravo, mencionado no artigo Neto (Joaquim Maria).
Em 1912, de colaboração com outros, fundou em Coimbra o Imparcial jornal contra-revolucionário, de cuja redacção fizeram parte: o doutor Manuel Gonçalves Cerejeira, professor da Faculdade de Letras, actual arcebispo de Mitilene; Francisco Veloso, depois deputado e director da Liberdade e do Debate, diários do Porto; doutor Pacheco de Amorim, depois deputado e professor da Faculdade de Ciências; doutor Oliveira Salazar, depois professor da Faculdade de Direito e actual ministro das Finanças (Outubro de 1929).
Fundou em 1925, juntamente com outros, a Acção Trasmontana, de Mirandela, que terminou a 12 de Outubro de 1926 por suspensão imposta pela comissão de censura à imprensa e colaborou nos seguintes jornais:
Liberdade, Debate, Correio da Beira, Voz da Beira, Legionário Trasmontano e Bandeira Portuguesa, de S. Paulo (Brasil).

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

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