quinta-feira, 22 de junho de 2017

Memórias do G.D.B. - Alguns Antigos Dirigentes

São Pedro 2017 abre portas este sábado

O São Pedro já se avizinha em Macedo de Cavaleiros. Começa este sábado, dia 24, e com novidades a caminho, avançadas pelo autarca local, e presidente da Comissão de Festas e Feira, Duarte Moreno.
Vender os bilhetes online, esse foi uma das grandes apostas. Acabamos com algumas coisas, como foi a feira existente fora do recinto da feira. Vamos apostar mais nas ‘noites loucas’.

Vamos ter ainda um concerto de música sacra na Igreja de São Pedro, dia 29.

O que espero é que o São Pedro mostre aquilo que há 34 vem mostrando a esta parte, que é o maior certame da região de Trás-os-Montes, e não só da região transmontana.
Quanto ao número de expositores na feira empresarial, ainda não está totalmente contabilizado, avança por sua vez Rui Fernandes, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Macedo de Cavaleiros. Certo é que a exposição agrícola e automóvel está em força em 2017.

Continua, por isso, a aumentar o setor automóvel. Mas é difícil, admite Rui Fernandes, captar os comerciantes locais.

Certo é que o Parque Municipal de Exposições vai estar “bem composto”, depois de “muitas visitas” e “de mandar mais de 800 dossiês com convites, muitos telefonemas”.

Entre as novidades conta-se a inauguração da rotunda de homenagem à Capital da Apicultura (dia 1 de julho), situada em frente ao recinto de São Pedro, com gastronomia associada nos restaurantes aderentes no concelho, e o I Encontro Clube Mini Portugal no primeiro dia do evento.

Anselmo Ralph faz as honras da casa. Depois Quim Barreiros, duas noites com a Rádio Onda Livre, Átoa na véspera de feriado municipal, Tim e os Amigos, Expensive Soul e, sabe-se desde ontem, Mickael Carreira a encerrar, que substitui Marco Paulo. Isto a juntar à feira empresarial e à animação espalhada até à Praça dos Segadores, onde segue a folia.

Escrito por ONDA LIVRE

Terminou o projecto Mais Aldeia Pedagógica que durante 15 meses promoveu o envelhecimento activo

Encerrou ontem o projecto “Mais aldeia pedagógica”, promovido pela Azimute com o objectivo de promover o contacto entre idosos, o envelhecimento activo e as relações sociais.
Foram promovidos 70 workshops de diversas áreas, e João Cameira, presidente da Azimute, refere que a participação dos mais velhos neste projecto foi bastante activa contando com cerca de 80 idosos.   
“Durante 3 meses realizámos workshops que permitiram um intercâmbio entre idosos não institucionalizados do meio rural, neste caso da aldeia pedagógica de Portela e os idosos institucionalizados da cidade de Bragança.”
Este é o resultado de uma candidatura ao prémio BPI Seniores 2015 e participaram idosos da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, Fundação Betânia, Obra Social Padre Miguel e Centro Social Paroquial Santo Condestável. Filipe Afonso, representante do BPI em Trás-os-Montes, refere que “este projecto foi contemplado com cerca de 25 mil euros.”
Na visita ao Centro Social e Paroquial Santo Condestável, foram entregues aos idosos daquela instituição, fotografias da sua participação no projecto e da visita à Aldeia Pedagógica de Portela. No encerramento esteve presente o Padre Fernando Calado, um dos representantes da associação que fala das vantagens que o projecto trouxe aos idosos.
“É de sublinhar a característica única deste projecto que que procura promover relações. Tudo o que nós fizermos para quebrar a monotonia do dia-a-dia destes idosos é um bem que nós nem imaginamos que estamos a fazer. Estas actividades são boas para quebrar as rotinas e para que eles não vivam o dia-a-dia como alguém que está à espera da morte mas como alguém que tem muito a dar e a viver e tem experiências novas fazer”, explica o pároco.  
Em simultâneo com esta comemoração de encerramento do projecto Mais Aldeia Pedagógica, no centro social e paroquial do Santo Condestável decorreu uma feira social com produtos regionais a baixo preço e artesanato feito pelos utentes do centro de dia, mais uma forma encontrada para dinamizar o quotidiano e promover o envelhecimento activo. 

Escrito por Brigantia

Amor e tristeza na soturna voz de Yasmin Levy

O momento cultural revelado o ponto mais alto da iniciativa Terra(s) de Sefarad teve lugar aquando da tomada do Castelo de Bragança pela voz de Yasmin Levy.
Yasmin Levy - (entrevista) – Pousada de S. Bartolomeu
A artista israelita perdeu o pai quando tinha somente um ano de idade, mas cantou com ele, em palco, uma música em espécie de homenagem como a própria disse "graças às novas tecnologias”. Esse e outros momentos ficarão para sempre guardados na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de estarem presentes no concerto. 

O Diário de Trás-os-Montes entrevistou, em inglês, a artista israelita que é considerada pelo jornal britânico "The Guardian" como uma das melhores artistas femininas do Médio Oriente.

Bruno Mateus Filena (BMF) – Chegou um dia antes a Bragança para o concerto no Castelo. Já teve a oportunidade de visitar a cidade?

Yasmin Levy (YL) – Bragança é linda e muito semelhante a algumas cidades de Espanha e França. Mas não é só uma cidade bonita, consegue-se sentir e respirar a história e é isso que a torna especial. Consigo sentir a dor, o pesar e, ainda, beleza como uma peça de arte.

BMF – O que é que já teve a oportunidade de visitar?

YL – Fomos até ao centro, perto da igreja. E depois fui até à parte antiga da cidade, no Castelo, onde é suposto eu atuar esta noite (sábado, 17 junho).

BMF – Quais são as suas influências enquanto artista?

YL – Eu cresci ouvindo desde música francesa, flamenca, árabe, turca, egípcia, persa, à música clássica, jazz e ópera. Toda essa mistura de estilos, eu sou o resultado disso e na minha música, na música que eu componho, eu misturo esses diferentes estilos.

BMF – Como é que será o seu concerto esta noite? O que é que o público poderá esperar?

YL – Por causa deste evento em particular (Terra(s) de Sefarad), vou cantar mais canções sefarditas, mas não só. Também vou interpretar alguns originais, canções que eu escrevi durante toda a minha vida, canções espanholas com influência do tango da Argentina e, por isso, será uma mescla, mas, do mesmo mundo, sabes? Uma jornada por vários tipos de música.

BMF – Esteve em Madrid a produzir música e, agora, sei que se encontra na capital inglesa, em Londres, mas a fazer o quê mais concretamente?

YL – Agora, estou a atuar no Royal National Theatre of England, onde integro uma peça muito bela chamada “Salomé”. Estive lá três meses e ainda falta mais um e depois vou regressar a Israel para produzir outros dois novos álbuns. Muitas coisas esperam por mim no meu país.

BMF – A Yasmin tem 7 álbuns, sendo que o último saiu, sensivelmente, há três meses. Como é que descreveria o seu último trabalho?

YL – Foi a primeira vez que eu gravei em hebraico. Toda a minha vida gravei em espanhol, em ladino, na língua sefardita. Agora, vou produzir um álbum para um cantor russo de música pop e outro álbum para mim. Tenho, também, uma tournée nos Estados Unidos, no Canadá e na Alemanha.

BMF – Seguramente, já correu os quatro cantos do mundo?

YL – Quase!

BMF – Em Portugal, onde já atuou?

YL – Em Lisboa, no Festival de Música do Mundo em Sines, no Algarve e na Casa da Música no Porto.

BMF – Que artistas conhece do nosso país?

YL – Sou amiga da Mariza e já trabalhámos juntas em diferentes locais. Mas cresci a ouvir Amália Rodrigues e amo o Fado.

BMF – Se pudesse escolher um músico em Portugal para coproduzir um álbum, quem escolheria?

YL – O problema é que não conheço assim tantos. Mas ouvi algumas artistas femininas em Portugal e depois de ter viajado pelo mundo sei o suficiente para reconhecer que têm aqui belíssimas vozes com muito talento e um grande controlo sobre as suas vozes, e eu respeito quem sabe cantar. Não fico entusiasmada com a maior parte das canções que ouço pelo mundo, sou muito difícil de agradar porque cresci a ouvir grandes cantores e, por isso, muito do que se faz hoje não me impressiona. Mas em Portugal existem, sobretudo, cantoras que realmente me impressionam por saberem, de facto, cantar.

BMF – A Yasmin está para Israel como a Mariza está para Portugal. Concorda? Apesar das duas serem cantoras cuja música ultrapassa quaisquer fronteiras…

YL – Não! Porque a minha carreira foi maior no resto do mundo, pois durante 14 anos estive sempre a viajar e raramente estive em Israel. E foi por isso que, agora, decidi regressar a Israel e gravar um álbum no meu país de origem para começar a cantar para o público israelita na sua língua.

BMF – Depois dos judeus terem sido expulsos de vários países, entre os quais, Portugal e Espanha, depois dos seus antepassados terem sofrido inúmeras atrocidades, poderem regressar e viver num clima de relativa paz, o que é que isso a faz sentir?

YL – Atualmente, dão cidadania aos judeus que foram expulsos de Espanha e Portugal e, agora, na fronteira, ajudamos pessoas que foram expulsas de Espanha a terem esse passaporte. Por isso, é bom para mim ouvir que estão a ter paz com os judeus que foram expulsos de Portugal e quero muito fazer parte disto, parte desta paz que é tão bela.

BMF – Sendo a própria Yasmin israelita, não posso deixar de referir a questão israelo-palestiniana e perguntar-lhe a si o que pensa desse conflito que não aparenta ter um fim à vista e que já dura há tempo demasiado?

YL – Em toda a minha carreira, eu nunca falei em questões política porque acredito que a minha função, enquanto artista, é ajudar as pessoas a encontrarem um bocadinho de paz nos seus corações. Não tenho qualquer direito enquanto cantora, nem o privilégio, se as pessoas amam a minha música e a minha voz, de partilhar a minha opinião. Aquilo que eu posso dizer é que sou embaixadora da organização de caridade Children of Peace (Crianças da Paz – VER LINK - https://www.childrenofpeace.org.uk/about-us/ ), que reúne crianças israelitas e palestinianas porque eu acredito que quando as crianças se juntam e não têm medo entre si são o princípio da solução.

BMF – Só para terminar, até porque não temos mais tempo, o jornal inglês “The Guardian” escreveu um artigo em que afirma que Yasmin Levy é uma das melhores artistas femininas do Médio Oriente. Qual é o comentário que tamanho elogio lhe merece?

YL – Eu trabalho mesmo muito, mas acho que isso não faz sentido, simplesmente, porque não é importante aquilo que eles dizem. Respeito o jornalista, é bom ouvir, mas podem dizer que eu sou a melhor ou podem dizer que eu sou a pior, não importa nada. O que é realmente importa é se eu faço as pessoas felizes. Se as pessoas que ouvem a minha música, se eu lhes conseguir tocar o coração, é isso que é importante para mim.

Bruno Mateus Filena
in:diariodetrasosmontes.com

Jovens “empurrados” para fora da região por não terem âncoras para ficar

Os jovens têm sido esquecidos pelos programas de apoio, porque tudo, até a educação, os leva para fora as regiões de baixa densidade populacional.
Opinião de Henrique da Costa Ferreira, que tem desenvolvido pesquisas sobre a relação entre a demografia e a educação no último século, pelo distrito de Bragança.

Têm havido programas de apoio para muitas coisas, mas têm sido esquecidos os jovens. Porque a escola dá-lhes melhor formação académica, mas não têm sido integrados em programas de geração de estratégias para construírem uma situação económica que lhes permita ficar cá. E mesmo a montante disto, há uma realidade. Os curso têm sido demasiado académicos e pouco voltados para a região, para o estudo dos problemas locais.

Desse ponto de vista, a formação académica motiva os jovens mais facilmente para saírem, não para pensarem no regional e local.
Alguns concelhos, avança Henrique da Costa Ferreira, estarão mortos, do ponto de vista demográfico, com os idosos com idades acima dos 65 anos a ultrapassar em larga escala os mais novos.

E o antigo professor universitário, que lecionou nas áreas das ciências da educação, lembra que sem jovens a comunidade fica sem sustento. Diz ainda que o território não vai ficar deserto, mesmo que os habitantes nativos vão embora.

E além de não temos quem trabalhe para sustentar o futuro também não tem quem trabalhe para sustentar a própria comunidade, que é sustentável na medida em que é auto-defensável. Uma sociedade sem jovens, é vista como não sendo auto-defensável.

E ainda há dimensão, que é a de que se os jovens vão embora, o território, há de haver um momento, não fica deserto. Hão de vir outro. E esses outros hão de arranjar conflitos porque trazem novas culturas, novas etnias, novas formas de ver a realidade. E essas formas vão conflituar com a cultura existente. E como as pessoas que a representam já não têm juventude, já não são capazes de a defender.
Mudanças radicais que podem estar, portanto, a caminho, considera Henrique da Costa Ferreira.

O que está a acontecer, por exemplo, ao nível do roubo de terras. As pessoas mudam os marcos. Os donos não estão cá, nem sequer se apercebem que perderam as terras. E isto é apenas uma das faces deste iceberg. Porque a seguir, vem outra. Já não existe, sequer, quem roube terras, mas alguém chega e diz ‘esta terra não está trabalhada, por isso é minha e vou registá-la em meu nome, e vou trabalhá-la’.

Estamos em perspectivas de uma mudança radical, nos costumes, nas culturas, quer na forma de nos relacionarmos com o contexto regional e com a terra.

Algumas considerações do ex-professor do IPB, Henrique da Costa Ferreira, membro da Associação Terras Quentes, e que foi um dos oradores nas XV Jornadas da Primavera promovidas pela coletividade, onde se focou na demografia e na educação do concelho de Macedo de Cavaleiros entre 1820 até 2011.

Escrito por ONDA LIVRE

Dois incêndios ativos em Moncorvo

Desde ontem que lavram dois incêndios no concelho de Torre de Moncorvo, nas freguesias de Cabeça Boa e Lousa.
Os fogos começaram ontem, perto das 17h, com pouco mais de 10 minutos de intervalo.

Segundo declarações da Proteção Civil, ao início da madrugada de hoje, as chamas chegaram a estar perto da localidade de Cabeça Boa, mas não causaram quaisquer danos. Está a consumir uma zona de mato, onde ontem à noite o vento e o terreno acidentado estavam a dificultar o combate.

Neste momento, em Cabeça Boa, segundo o site da Proteção Civil, estão 33 operacionais, apoiados por 11 veículos e um meio aéreo. Em Lousa, mobilizam-se 91 operacionais, 28 meios em terra e 4 no ar.

Escrito por ONDA LIVRE

"Nunca se está só", Livro de autor alfandeguense apresentado na Biblioteca Municipal

A Biblioteca Municipal de Alfândega da Fé recebeu a apresentação do Livro “Nunca se está só”, do alfandeguense Joaquim Martins. A iniciativa, inserida na política de apoio e divulgação de obras e autores locais desenvolvida pela autarquia teve lugar no dia 17 de junho. 
Com a realização destas sessões a Câmara Municipal pretende estimular e apoiar a produção literária no concelho, contribuindo também para a promoção do livro e da leitura.
Joaquim Martins nasceu em Sambade, em 1969. É licenciado em português e francês e, também, possui formação superior nas áreas de Estudos Europeus e Psicologia. Concilia a atividade de professor com a de pintor, ilustrador e tradutor nas áreas de português, francês e espanhol. Em 2016 edita o seu primeiro livro dedicado ao público infanto-juvenil. Às “Aventuras da Cocó”, seguiu-se a publicação de “Gi na quinta mágica”.

“Nunca se Está Só” marca a estreia do autor no género literário da novela. Um livro que prende pelo “seu enredo e misticismo”. Destinado ao público juvenil, “ Nunca se está só” convida os leitores a viajar e viver as peripécias da narrativa, tal como acontece com Fred a personagem principal. Fred encontra o livro “Nunca se está só” numa numa estante da quinta e folheia-o. Ao lê-lo sente que apesar das suas limitações físicas, pode viajar pelos lugares aí descritos. E assim começa a aventura numa montanha onde vivem o Tomás, o seu pai e as suas cabras, que estão sempre vigiadas pelo fantasma de Alexis. 

Neste, como em todos os seus livros, o autor que se apresenta como ‘Kikomart’, é simultaneamente escritor, ilustrador e revisor linguístico. A obra é editada pelas Edições Vieira da Silva e pode também ser encontrada na Biblioteca Municipal de Alfândega da Fé.

Nota de Imprensa - Sónia Lavrador

Festa da Cultura Mirandesa: Associação Lérias realiza festival "Diç Que Hai Fiesta Ne L Pob"

A Associação Lérias , uma associação cultural sediada em Palaçoulo, concelho de Miranda do Douro, leva a efeito no próximo dia 23 de Junho em Miranda do Douro e no dia 24 em Palaçoulo, o festival "Diç Que Hai Fiesta Ne L Pob". A iniciativa pretende mostrar "o que de melhor se faz ao longo de um ano de trabalho na preservação e desenvolvimento da cultura tradicional, em especial da mirandesa".
A Associação  foi fundada em Junho de 2008, com o objetivo de apoiar da prática artística e pedagógica aliada ao desenvolvimento da cultura tradicional. Neste momento possui as escolas de Gaita de Foles, Percussão, Fraita, Guitarra, Expressão Musical para Crianças, Danças Tradicionais e ainda formação em Pintura e Desenho e Teatro. 

A Lérias possui o T.R.E.T.A.S, um grupo Teatro Rural Experimental em Terreiros, Auditórios e Salões; o grupo "Anda Camino", grupo de animação musical que congrega professores e alunos da associação; o "Yerba Lhoba", que é um grupo de música de raiz tradicional das Terras de Miranda constituído por elementos da Lérias e as "Las Çarandas", um grupo feminino de música tradicional que explora e recolhe as cantigas tradicionais das Terras de Miranda. 

A Associação Léras assume a sua vertente ligada ao "Conhecimento, cidadania, ética, inclusão, tradição, inovação, diversidade, identidade, qualidade, valor cultural, sustentabilidade, flexibilidade, dedicação e responsabilidade", fomentando ações de formação artística e cultural, produções e programações culturais, atividades para jovense a promoção e divulgação da cultura tradicional. 

No programa da edição 2017 do festival "Diç Que Hai Fiesta Ne L Pob" a associação vai fazer "a apresentação de fim de ano da Escola de Música Tradicional e Artes da Lérias, concertos com os convidados TRASGA e AndaCamino, teatro com os TRETAS e muita animação pela noite dentro".

in:noticiasdonordeste.pt

Detidos suspeitos de vários assaltos a viaturas e estabelecimentos em Bragança

Os homens de 27 e 57 anos foram detidos na sequência de um telefonema anónimo feito à PSP.
A PSP de Bragança apanhou em flagrante delito dois homens suspeitos da autoria de vários assaltos a viaturas e estabelecimentos nesta cidade, informou hoje o Comando Distrital. 
Os suspeitos de 27 e 57 anos foram detidos na madrugada de terça-feira, quando "furtavam objetos de uma viatura" estacionada numa rua de Bragança e onde se dirigiu uma patrulha depois de alertada por um telefonema anónimo. 
O proprietário da viatura apresentou queixa e a Polícia, depois deste flagrante delito, concluiu que os dois homens, um de Bragança e outro de Vinhais, "já tinham praticado o mesmo crime em mais três viaturas estacionadas nas proximidades". 
As autoridades atribuem também aos dois indivíduos a autoria de um assalto, durante o fim de semana, ao bar do Centro de Saúde de Santa Maria, ao qual acederam através do arrombamento de uma porta lateral". Um dos detidos é ainda suspeito de outro assalto às instalações da Obra Social Santo Condestável, onde é utente da instituição. 
A Polícia apreendeu aos indivíduos vários artigos, alguns utilizados para a prática dos crimes e outros objetos de furto dos veículos, como esclareceu o Comando Distrital, numa nota de imprensa. Entre os artigos recuperados estão dois autorrádios, dois pares de luvas, uma tesoura, um martelo, duas chaves de fendas, uma caixa e um saco com ferramentas diversas. 
Segundo a PSP, foi também localizado e apreendido uma televisão de marca Samsung, furtada no bar do Centro de Saúde. 
A Polícia informou também que "os detidos foram presentes às autoridades judiciárias ainda na tarde do dia 20, porém, por solicitação do advogado de defesa, o interrogatório judicial ficou adiado por alguns dias". 
Os suspeitos ficam a aguardar o interrogatório em liberdade, apenas com Termo de Identidade e Residência, como medida de coação, de acordo com a PSP.

Agência Lusa

Aquecer o espírito no maior lago glaciar da Península

Lago de Sanabria fica a apenas 55 kms de Bragança e recebe milhares de portugueses.
Uma hora de carro separa Bragança de uma das ‘suas’ mais concorridas praias: o Lago de Sanabria. 
A reserva natural espanhola oferece um sossego - mesmo na época alta - que aquece o espírito e permite combater as águas frias do maior lago glaciar da Península Ibérica. 
As paisagens de serra e bosques permitem uma fauna rica e uma flora variada, salpicada aqui e ali por cascatas e lagoas onde se pode fugir ao bulício do lago. 
No vale do rio Tera, o lago de Sanabria - com uma superfície aproximada de 370 campos de futebol e a mil metros de altitude - tem concessões balneares e um centro de interpertação da reserva natural, num dos mosteiros que são miradouros para toda a extensão do lago. Em redor, trilhos para passeios a pé, bicicleta e cavalo.  Serra da Culebra é refúgio das maiores alcateias ibéricas .

Poucos quilómetros a sul de Puebla de Sanabria, e apanhando Vinhais (Trás-os-Montes), a serra da Culebra tem a maior concentração de lobos ibéricos, uma subespécie vulnerável com apenas cerca de dois mil exemplares na natureza. É parte do Parque Natural de Montesinho, onde é conhecida por serra da Coroa.

Em Sanabria, um dos percursos mais frequentados é a ‘Senda de los Monjes’. Liga San Martín de Castañeda à aldeia de Ribadelago, destruída pelo rebentamento de uma barragem em 1959, com 144 mortos.  Aldeia Comunitária A meio caminho entre bragança e sanabria fica a aldeia de rio de onor. Lugar comunitário e de fronteira, merece paragem e visita demorada. Do outro lado da fronteira fica Rihonor de Castilla. 

Do lado português mora menos de uma centena de pessoas e lusos e espanhóis consideram-se a mesma aldeia, distinguindo-se apenas pelo ‘povo de baixo’ (Portugal) e ‘povo de cima’ (Espanha). 

Quase extinto está o dialeto próprio, o rionorês, da família do mirandês. Os dois ‘lados’ da aldeia partilham um rebanho e um boi cobridor, bem como pastagens, a água e um moinho. 

A gestão é feita pelos mordomos, indicados por um conselho de todas as famílias.

Por Sérgio A. Vitorino
Correio da Manhã

"Antes da última glaciação, Portugal estava coberto por uma floresta sempre-verde (laurisilva).

Floresta (laurisilva)
Durante essa glaciação a descida drástica da temperatura fez desaparecer quase por completo essa laurisilva, tendo sido substituída por uma cobertura florestal semelhante à actual taiga. Após o período glaciar, a temperatura voltou a subir, ficando o país com um clima temperado como o actual. 
Assim, a floresta glaciar foi substituída por florestas mistas (fagosilva) de árvores sempre-verdes (algumas delas relíquias da laurisilva) e outras caducifólias, transformando o país num imenso carvalhal caducifólio (alvarinho e negral) a norte, marcescente (cerquinho) no centro e perenifólio (azinheira e sobreiro) para sul, com uma faixa litoral de floresta dominada pelo pinheiro-manso e os cumes das montanhas mais frias com o pinheiro-da-casquinha (relíquia glaciárica). 
Por destruição dessas florestas, particularmente com a construção das naus (três a quatro mil carvalhos por nau) durante os Descobrimentos (cerca de duas mil naus num século) e da cobertura do país com vias férreas (travessas de madeira de negral ou de cerquinho para assentar os carris), as nossas montanhas passaram a estar predominantemente cobertas por matos de urzes ou torgas, giestas, tojos e carqueja. 
A partir do século XIX, após a criação dos "Serviços Florestais", foram artificialmente re-arborizadas com pinheiro-bravo, tendo-se criado a maior mancha contínua de pinhal na Europa. A partir da segunda década do século XX, apesar dos alertas ambientalistas, efectuaram-se intensas, contínuas e desordenadas arborizações com eucalipto, tendo-se criado a maior área de eucaliptal contínuo da Europa. Sendo o pinheiro resinoso e o eucalipto produtor de óleos essenciais, produtos altamente inflamáveis, com pinhais e eucaliptais contínuos, os incêndios florestais tornaram-se não só frequentes, como também incontroláveis. 
Desta maneira, o nosso país tem já algumas montanhas transformadas em zonas desérticas. Sempre fomos contra o crime da eucaliptização desordenada e contínua. Fomos vilipendiados, maltratados, injuriados, fomos chamados à Judiciária, etc. Mas sabíamos que tínhamos razão. Infelizmente não vemos nenhum dos que defenderam sempre essa eucaliptização vir agora assumir as culpas destes "piroverões" que passámos a ter e que, infelizmente, vamos continuar a ter. 
Também sempre fomos contra o delapidar, por sucessivos Governos, dos Serviços Florestais (quase acabaram com os guardas florestais). Isso e o êxodo rural (os eucaliptos são cortados de 10 em 10 anos e o povo não fica 10 anos a olhar para as árvores em crescimento tendo, por isso, sido "forçado" a abandonar as montanhas e a ficar numa dependência económica monopolista, que "controla" o preço da madeira a seu belo prazer) tiveram como resultado a desumanização das nossas montanhas pelo que, mal um incêndio florestal eclode, não está lá ninguém para acudir de imediato e, quando se dá por ele, já vai devastador e incontrolável. Infelizmente vamos continuar a ter "piroverões" por mais aviões "bombeiros" que comprem ou aluguem. Isto porque, entre essas medidas, não estão as duas que são fundamentais, as que poderiam travar esta onda de incêndios devastadores que nos tem assolado nas últimas décadas. Uma, é a re-humanização das montanhas, que pode ser feita com pessoal desempregado que, depois de ter frequentado curtos "cursos de formação" durante o Inverno, iria vigiar as montanhas, percorrendo áreas adequadas durante a Primavera e Verão. 
A outra medida fundamental seria, após os incêndios, arrancar logo a toiça dos eucaliptos e replantar a área com arborização devidamente ordenada. Isto porque os eucaliptos rebentam de toiça logo a seguir ao fogo, renovando-se a área eucaliptada em meia dúzia de anos, sem grande utilidade até porque o diâmetro da ramada de toiça não é rentável para as celuloses. Mas como tal não se faz, essa mesma área de eucaliptal torna a arder poucos anos após o primeiro incêndio e assim sucessivamente. Muitas vezes, essas mesmas áreas são também invadidas por acácias ou mimosas, bastando para tal que exista um acacial nas proximidades ou nas bermas das rodovias, pois as sementes das acácias são resistentes aos fogos e o vento ajuda a dispersá-las por serem muito leves. 
As acácias, como são heliófitas (plantas "amigas" do Sol), e não havendo sombra de outras árvores após os incêndios, crescem depressa aproveitando a luminosidade e ocupando aquele nicho ecológico antes das outras espécies se desenvolverem. Mas como vivemos numa sociedade cuja preocupação predominante é produzir cada vez mais, com maior rapidez e o mais barato possível, as medidas propostas são economicamente inviáveis por duas razões: primeiro, porque é preciso pagar aos vigilantes e respectivos formadores; segundo, porque arrancar a toiça dos eucaliptos é muito dispendioso (custa o correspondente ao lucro da venda de três cortes, isto é, o lucro de 30 anos). 
É bom também elucidar que os eucaliptais só são lucrativos até ao terceiro corte (30 anos). Depois disso, estão a abandoná-los, o que os torna um autêntico "rastilho" ou, melhor, um terrível "barril de pólvora", áreas onde os seus óleos essenciais, por vaporização ao calor, são explosivos e, quando a madeira do eucalipto começa a arder, provocam a explosão dos troncos e respectiva ramada, lançando ramos incandescentes a grande distância. Este "fenómeno" tem sido bem visível nos nossos "piroverões". 
Por outro lado, pelo menos uma destas medidas (arranque da toiça e re-arborização ordenada) não tem resultados imediatos mas a longo prazo. Por isso os governantes não estão interessados na aplicação dessas medidas, pois interessa-lhes mais resultados imediatos (as eleições são de quatro em quatro anos...) do que de longo prazo. Assim, sem resultados imediatamente visíveis e com uma despesa tão elevada, os governos nunca vão adoptar tais medidas. Preferem gestos por vezes caricatos, como distribuir telemóveis aos pastores, mas que nunca não acabarão com os "piroverões". Finalmente, após a referida delapidação técnica e funcional dos Serviços Florestais (antigamente, os incêndios florestais eram quase sempre apagados logo no início e apenas pelo pessoal e tecnologia dos Serviços Florestais), esqueceram-se da conveniente profissionalização e apetrechamento dos bombeiros, melhor adaptados a incêndios urbanos. 
Se os nossos governantes continuarem, teimosamente, a não querer ver claramente o que está a acontecer, caminharemos rapidamente para um amplo deserto montanhoso, com a planície, os vales e o litoral transformados num imenso acacial, tal como já acontece em vastas áreas de Portugal."


Prof. Jorge Paiva, Biólogo 
Universidade de Coimbra in Público, 2006

Douro Internacional com 1,6 ME para marca única de produtos agroalimentares

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Duero-Douro viu aprovada uma candidatura a fundos comunitários no montante de 1,6 milhões, destinados a criação de marca única destinada à comercialização de produtos endógenos do território transfronteiriço, divulgou hoje.
"Esta marca visa agregar os produtos agroalimentares produzidos neste território ibérico e promover a sua comercialização, exportação e internacionalização junto do mercado externo, através de uma plataforma conjunta, de forma a potenciar a economia familiar", disse hoje à Lusa, o diretor geral do AECT Duero-Douro, José Luís Pascual.

Segundo aquela entidade ibérica, outros do objetivos do projeto passa pela criação de uma central de reserva na Internet tendo em vista a promoção e reserva de espaços turísticos de "qualidade" nos territórios transfronteiriços próximos do Douro Internacional.

Os promotores do projeto pretendem abranger cerca de 200 entidades de ambos os lados da fronteira, num território que se estende desde o concelho de Vinhais, no distrito de Bragança, ao do Sabugal, no distrito da Guarda, do lado português.

Do lado espanhol, o projeto estende-se desde a região de Zamora até à província de Salamanca.

"O primeiro passo será a criação de uma Denominação de Origem Internacional para proteger os produtos agroalimentares produzidos no território abrangidos pelo AECT Duero-Douro", frisou.

Segundo o responsável, produtos como queijos, enchidos, amêndoa, azeite, mel entre outros estarão abrangidos por esta "nova forma" de comercialização que junta Portugal e Espanha na mesma marca que une os territórios ibéricos junto ao Douro Internacional, reforçando a cooperação luso-espanhola.

Para o presidente da câmara de Miranda do Douro, um dos municípios envolvidos na iniciativa, esta é a primeira plataforma ibérica destinada a promover o turismo de qualidade e os produtos endógenos do território

"Trata-se de um projeto exemplar porque junta produtores arborícolas, operadores turísticos e outros agentes de desenvolvimento, quer portugueses, quer espanhóis", frisou.

Já o vice-presidente da câmara de Mogadouro, Evaristo Neves, refere que "esta estratégia colaborativa e inovadora tem uma orientação para alavancar Pequenas e Medias Empresas, aumentando a sua visibilidade e o seu volume de exportações", explicou o autarca.

O projeto será financiado em 1,6 milhões de euros provenientes do Programa Operativo de Cooperação Transfronteiriça Espanha Portugal (POCTEP).

Agência Lusa

quarta-feira, 21 de junho de 2017

G.D.B. - Iniciados - Campeões Distritais 1994/95 entrega de faixas - Ximena

Homem de 24 anos detido em Mirandela por suspeita de tráfico de droga

A GNR de Mirandela deteve ontem um homem de 24 anos de idade, de nacionalidade portuguesa, por tráfico de droga.
A detenção ocorreu em cumprimento de um mandado judicial emitido pelo Tribunal Judicial da Comarca de Mirandela, no âmbito de uma investigação por suspeita do crime de tráfico de estupefacientes.

No decorrer da investigação foram efectuadas buscas que resultaram na apreensão de 120 doses de haxixe, 37 doses de cocaína, 865 euros e ainda diverso material para corte e acondicionamento do produto estupefaciente.

O detido encontra-se a ser ouvido no tribunal. 

Escrito por Brigantia

Frei Simão da Rainha Santa

Franciscano; nasceu em Vale de Gouvinhas, concelho de Mirandela, a 23 de Outubro de 1783 e faleceu em Felgueiras, freguesia de Penhas Juntas, a 26 de Setembro de 1859.

Escreveu: Vida de D. António Luís da Veiga Cabral e Câmara – Para ser depositada no arquivo do Recolhimento do Instituto Pio das Oblatas do Menino Jesus de Mofreita, ou «Memórias da vida do Ex.mo e Rev.mo Sr. D. António Luís da Veiga Cabral e Câmara, Bispo de Bragança e Miranda, escritas em italiano por Frei Simão da Rainha Santa, menor conventual da Província de Portugal e traduzidas pelo mesmo em português». Aquelas em Roma – 1844, e estas em Bragança – 1845.
Vem no Monumento, atrás citado, desde págs. 56 a 103. Com o nome que lhe damos acima é que assina estas Memórias; mas o conde de Samodães chama-lhe Frei Simão da Sacra Família e também lhe dá o nome acima.
Frei Simão conviveu com o bispo, cuja vida relata, e foi testemunha ocular de muitos factos que descreve. Havia professado no convento franciscano em Coimbra, donde foi transferido para Bragança e depois para o Porto, onde estava quando foram suprimidos os conventos, indo em seguida viver para Roma.
Escreveu este seu trabalho, que ficou manuscrito, no intuito de promover a canonização do prelado, por cuja causa ainda voltou a Roma, pois desta cidade viera para Portugal quando terminou a ruptura de relações entre as duas cortes, pelo ano de 1840.

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Homem de 50 anos baleado em Carrazeda de Ansiães

Um homem de 50 anos foi baleado esta quarta-feira de manhã no abdómen, no parque de merendas da Fontelonga, em Carrazeda de Ansiães, Bragança, apurou o Porto Canal no local.
O alerta nos Bombeiros Voluntários de Carrazeda de Ansiães foi dado às 7 da manhã e quando estes chegaram ao local o homem estava consciente e sozinho.

O Porto Canal sabe que o homem foi transportado para o Hospital de Bragança, sendo considerado ferido grave.

No local esteve a Guarda Nacional Republicana (GNR) mas o caso já foi entregue às Polícia Judiciária (PJ).

Da Alemanha a Bragança em cima de um trator

Uma prenda pela reforma. É assim que Frederic Frohn descreve a ideia de comprar um trator de 1955, restaurá-lo e encetar uma viagem de mês e meio entre Colónia, na Alemanha, até Portugal.
O projeto demorou cerca de dois anos a montar, até porque também construiu uma caravana, que serve de apoio. “Vim a Ourique, ter com a minha irmã. Visitei todo o Alentejo. Agora vim pelo Interior, até Bragança”, contou, ao Mensageiro, aquando da sua passagem pelo Nordeste Transmontano.
A viagem de regresso a casa demorará mais um mês. Na bagagem leva saudades e deixa a promessa de “voltar” à região “no próximo ano.

AGR/MP
in:mdb.pt


Carlos Malhão, Graça Patrício e Nuno Moreno acompanham Carlos Guerra na candidatura ao município de Bragança

Carlos Guerra já escolheu a equipa que o vai acompanhar na candidatura socialista à Câmara Municipal de Bragança.
O número dois será Carlos Malhão, arquitecto do Município, a terceira da lista é Graça Patrício presidente da UGT de Bragança. Nuno Moreno inspector das finanças é o número quatro da candidatura.

O quinto elemento da lista será um membro da JS que ainda não foi escolhido por aquela estrutura, adiantou ainda à Brigantia Carlos Guerra. 

Escrito por Brigantia

Memórias do G.D.B. - Fernandinho e João Eusébio (Treinadores)

Yasmin Levy, famosa intérprete israelita, regressou a Portugal para concerto único no Castelo de Bragança

Espanhóis descontentes com a falta de decisões sobre a ligação Bragança- Puebla de Sanabria na cimeira ibérica

“Um balde de água fria” é assim que Manuel Sanchez, o autarca de Puebla de Sanabria, classifica a falta de decisões na cimeira ibérica relativamente à ligação entre Bragança e Puebla de Sanabria.
Tinha sido anunciado um compromisso de que este assunto iria ser levado à discussão entre os representantes dos dois países, o que não aconteceu. “A última cimeira ibérica realizada em Vila Real foi um balde de água fria, pois esta questão não foi tratada, quando havia um compromisso, inclusivamente por parte do governo espanhol, através do Conselheiro de Fomento da Junta de Castilla e León de que este tema seria levado à mesa da discussão”, explica.
Manuel Sanchez diz que “existe a dúvida do que vai acontecer com essa ligação, mas temos esperança. Hoje saíram na imprensa espanhola algumas notícias relativas a esta ligação, no sentido de que vai haver maior rapidez na sua execução”.
O optimismo não é a palavra de ordem, neste momento, apesar dos aparentes avanços. O representante espanhol sublinha que, esta ligação é imprescindível e se não há um entendimento entre os dois países então tem de se encontrar uma solução.
“O problema que temos muitas vezes com as nossas administrações públicas é que se dedicam muito a prometer e a falar, mas nós o que queremos ver é factos. Esta ligação é imprescindível e se não há um entendimento entre os dois países então temos que encontrar uma solução. Temos que nos pôr de acordo por onde vamos. Temos que nos sentar e falar, mas é um processo que já devia estar muito mais avançado e, espero estar equivocado, mas penso que até ao final deste ano não haverá grandes avanços”. 
Para Manuel Sanchez a estrada por Rio de Onor apresenta-se como solução preferencial, porque é uma ligação com menos complicações orográficas, que seria muito mais fácil de desenvolver do ponto de vista técnico.
Quanto às obras da Estação de Alta Velocidade de Otero de Sanabria, poderão arrancar até ao final do Verão, Manuel Sanchez fez a revelação no final da 2ª sessão dos conselhos Raianos. “A resposta que recebeu hoje o alcalde e senador José Fernández Blanco por parte do presidente Dom Juan Bravo é que ao longo deste verão a estação vai ser licitada. Pensamos que, uma vez licitada e adjudicada a obra, o início dos trabalhos estará eminente”.
Segundo diversos especialistas, a estação de TGV de Otero só terá viabilidade se existir uma ligação rodoviária moderna entre Bragança e Puebla de Sanabria. No passado sábado surgiram notícias, na imprensa do país vizinho, de que o processo poderá ser desbloqueado em breve. 

Escrito por Brigantia

"Capelinhas" travam rota transmontana do turismo judaico

A criação de uma rota do turismo judaico em Trás-os-Montes é uma ideia lançada há vários anos que um investigador da cultura judaica considerou hoje continua por concretizar devido ao espírito de “capelinhas” na região.
António Júlio Andrade estuda há 20 anos a herança judaica na região transmontana com uma dezena de livros e publicações em revistas do trabalho que tem desenvolvido em parceria com a investigadora Maria Fernanda Guimarães.

O investigador transmontano foi assistir hoje ao congresso internacional que durante quatro dias aborda a temática, em Bragança, e realçou o que se tem feito para a preservação da memória do judaísmo na região, mas lamentou a falta de trabalho conjunto que tem adiado a criação de uma rota para mostrar o que existe.

“Nós em Trás-os-Montes vivemos muito à base de capelinhas. Inaugura-se um museu em Carção (Vimioso) e ninguém lhe liga, praticamente passa o lado. Miranda do Douro tem uma história fantástica de judaísmo e não ligam, em Moncorvo, Vila Flor, Chacim (Macedo de Cavaleiros)”, concretizou.

O investigador apontou realidades diferentes como Belmonte e a articulação com a Guarda na divulgação da herança judaica e lamentou que o mesmo não aconteça na região de Trás-os-Montes.

A ideia da criação de uma rota turística nesta região foi apadrinhada por alguns municípios e tinha sido o impulso para o trabalho de pesquisa que António Júlio iniciou enquanto diretor de um jornal regional, o Terra Quente.

Ao longo de duas décadas, já leu “mais de mil processos da Inquisição”, durante a perseguição religiosa aos judeus na Península Ibérica e garante que “nesses processos há muitas coisas que as pessoas nem imaginam”.

“A nossa história tem de ser remodelada por completo, temos encontrado factos fantásticos”, defendeu, apontando que foram os judeus “que construíram os primeiros lagares de azeite, que se dedicaram às indústrias de aguardentes, à hotelaria” e deixaram, uma “herança a nível da economia, dos hábitos das pessoas”.

“Devagarinho”, como afirmou, esta herança vai sendo valorizada, mas com algumas falhas.

Apontou a data que não foi assinalada do centenário do nascimento de Jacob Rdorigues Pereira, inventor do alfabeto de surdos – mudos, que era filho uma família criptojudaica portuguesa de Chacim.

“Vamos pensar nisso”, foi a resposta do presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, quando questionado sobre a anunciada e adiada criação da Rota do Turismo Judaico.

O município apoia o evento internacional “Terras de Sefarad” sobre culturas serfardita e judaica que, entre hoje e domingo, congrega, em Bragança, um congresso internacional, exposições, concerto, cinema, e mercado de produtos Kosher.

“Há aqui muita gente que tem conhecimento, que pode dar uma ajuda nessa matéria e nós estamos abertos ao diálogo para podermos depois trabalhar no terreno aquilo que podermos”, afirmou.

Agência Lusa

terça-feira, 20 de junho de 2017

Nós Transmontanos, Sefarditas e Marranos ISABEL LOPES (C. 1503 – DEPOIS DE 1585)

Em 1571 Vasco e Isabel casaram uma das filhas (Violante Álvares) com Gaspar da Rosa, um homem da nobreza de V. Flor e cristão-velho. Nisto se empenhou o pai da noiva, já que a mãe e toda a família materna era contrária a este casamento. No contrato se estipulou que Vasco Fernandes cedia ao genro o seu ofício de tabelião e que, à morte do cabeça de casal, a sua casa e os seus bens passariam para o mesmo genro. Este, por seu turno, assumia o compromisso de sustentar os sogros, no caso de eles caírem em situação de necessidade.
Efetivamente, 3 anos depois, Vasco Fernandes faleceu e a sua casa e bens passaram para Gaspar da Rosa. A viúva é que não foi viver para casa de quem tinha obrigação de a sustentar, antes preferiu ficar a viver com a filha Maria Álvares, casada com Gaspar Vaz.
No mesmo ano do referido casamento, dois jovens canonistas ascendiam ao posto de inquisidores: um para o tribunal de Évora, chamado Jerónimo de Sousa e outro para o tribunal de Coimbra, Diogo de Sousa, de seu nome.
Enquanto o segundo se afirmava em Coimbra, iniciando uma brilhante carreira que o levaria a bispo de Miranda e ao conselho geral da inquisição, o segundo abandonou a inquisição de Évora e veio para Trás-os-Montes desempenhar o ofício de abade de Vila Flor. Estranho? Muito estranho, mesmo! E mais se estranhará se dissermos que ele trazia uma provisão do “inquisidor apostólico da cidade de Coimbra”, Diogo de Sousa, dando-lhe poderes para “tomar denunciações tocantes ao santo ofício”.
Resta dizer que os dois jovens canonistas eram homens de absoluta confiança do inquisidor mor, cardeal D. Henrique. E naquele tempo a inquisição afirmava o seu poder acima dos bispos que ficaram impedidos de absolver e julgar os pecados contra a fé. Acresce que o arcebispo de Braga era Frei Bartolomeu dos Mártires, o mais vigoroso adversário do cardeal nesta matéria. Será que a nomeação daqueles “testas de ferro” foi feita para “entalar” o arcebispo de Braga?
Chegado a Vila Flor, o “inquisidor - abade” procurou alojamento, naturalmente em casa de grande nobreza, dignidade e conforto. Imagine-se: o tabelião Gaspar da Rosa cedeu-lhe a sua própria moradia que herdara do sogro, a qual desocupou para ele!
Temos então o inquisidor “disfarçado” de abade a morar na casa que fora de Vasco Fernandes e Isabel Lopes. Imagine-se o turbilhão de raiva e desconsolo que iria na alma daquela mulher de 74 anos! E também na de seus familiares, nomeadamente o seu sobrinho e procurador, Dr. André Nunes. 
Imaginamos uma relação estreita entre Gaspar da Rosa e Jerónimo de Sousa. E este não perderia a oportunidade de “sacar” daquele informações tocantes ao santo ofício. 
No dia 17 de Outubro de 1576 o abade foi chamado a casa de Gaspar da Rosa para confessar sua mulher que estava doente. Doente ou pressionada pelo marido, facto é que Violante Álvares disse que antes de casar ela seguia a religião judaica, ensinada por sua mãe e por sua irmã Maria Álvares. 
O confessor fez as perguntas que entendeu e por ser tarde, foi para casa e escreveu por sua mão o que Violante confessara, sobre a mãe, a irmã e outras mais pessoas.
Era o início de uma onda de processos. Na rede lançada pelo inquisidor-abade iriam ser apanhadas muitas pessoas, para além de Isabel Lopes, a nossa biografada.
Mas para as coisas serem direitas importava pelo menos uma segunda testemunha, a qual estava mesmo ali à mão: Gaspar da Rosa, o qual foi ouvido “nas casas onde pousa o senhor licenciado Jerónimo de Sousa”, servindo de escrivão o cura João Martins.
Claro que, por mais segredo e discrição que Jerónimo de Sousa impusesse, as coisas acabaram por transpirar e as pressões sobre Violante e outras testemunhas para se desdizerem acumulavam-se. Tal como Gaspar da Rosa procurava testemunhas que confirmassem as suas denúncias. 
No meio deste turbilhão de intrigas e diz-que-não-diz, o próprio inquisidor Jerónimo de Sousa se sentia pressionado e escrevia para Coimbra, em 6.1.577, dizendo:
- Ficou tanto olho em mim depois que falei com aquela mulher que não dou volta que me não notem e por isso busquei tempo para não ser sentido; de outra maneira todos se passarão de alevanto (…) avise VM ao oficial que cá vier que se não venha a minha casa porque trazem nisso tento e haverá reboliço, que nunca me saem de casa todos os dias, que por isso fui tirar a filha de sua casa e de noite, porque a trazem atrelada, que nunca a deixam. (1)
Crescendo os boatos e os medos, em Março seguinte, mãe e filha abandonaram Vila Flor e foram viver para a raia da Galiza, levadas por Gaspar Vaz, genro de Isabel Lopes e marido de Maria Álvares. (2)
Entretanto o arcebispo Bartolomeu dos Mártires empreendeu uma visitação a Vila Flor, como costumava fazer cada dois anos. E era ocasião de “apertá-lo” – terá pensado Jerónimo de Sousa. E assim, perante o arcebispo apareceram Gaspar da Rosa e Violante Álvares a repetir as denúncias de judaísmo contra Isabel e as mais pessoas, fazendo questão de vincar que “já neste caso testemunhara diante do abade desta igreja Jerónimo de Sousa, por provisão que disse ter dos inquisidores de Coimbra”.
Fantástico: afinal o abade de Vila Flor não era subordinado do arcebispo de Braga e não lhe havia jurado obediência?!
Por Vila Flor a visita do bondoso arcebispo terá posto alguma calmaria, de modo que Isabel Lopes regressou à terra, ficando-se a filha e o genro pela raia da Galiza. E o inquisidor Diogo de Sousa terá ficado perplexo quando Manuel Fernandes, (3) um filho de Isabel se apresentou em Coimbra dizendo que sua irmã fizera um juramento falso contra a mãe e disso fora já confessar-se a dois padres. Explicou que a irmã e o cunhado fizeram tais denúncias para obrigar sua mãe a entregar-lhe tudo: uma horta, uma vinha, uma courela na Vilariça… para além da casa onde morava o abade. E apresentou como testemunhas de suas afirmações 3 das pessoas de maior nobreza da terra: Domingos Sil, Gaspar de Seixas e Nicolau de Lobão.
Delicada parecia a posição de Gaspar da Rosa e também a de Jerónimo de Sousa, que então escrevia a Diogo de Sousa pedindo a prisão das mulheres. Veja-se o tom patético da carta:
- Há muitos dias que negócio algum me enleou tanto como este de Maria Álvares e sua mãe (…) V. M. pese tudo muito e veja o que lhe parece porque eu ao presente sou suspeito que pouso em umas casas suas, de que ele se tirou para mas dar.
Facto é que Diogo de Sousa decidiu chamar a Coimbra Gaspar da Rosa e Violante Álvares para ele próprio proceder ao interrogatório, o que aconteceu em 29.10.1577. E mandou Onofre de Figueiredo a Torre de Moncorvo buscar Isabel Lopes que entretanto fora mandada prender pelo vigário geral de Moncorvo.
Por mais de 5 anos sofreu Isabel as agruras das celas da inquisição de Coimbra, acabando condenada em cárcere e hábito no auto da fé de 23.1.1583. Dela se queriam livrar os inquisidores, que escreveram:
- É muito velha, mais de 80 anos e muito doente e há muitos anos que está entrevada e faz muita despesa a esta casa e quase sempre foi alimentada à custa dela e dá muito trabalho tê-la no cárcere sem fruto algum, nem esperança dele.
Pediam os inquisidores uma fiança de mil cruzados e o pagamento de 70 mil réis para a deixarem sair. Quem tinha obrigação de pagar era a filha e o genro que tudo herdaram dela e do marido – diziam os outros filhos. E depois de uma primeira petição feita pela filha, Jerónima Fernandes (4) para lhe entregarem a mãe, os irmãos lá conseguiram juntar 40 mil réis que o filho Baltasar Álvares, morador em Torre de Moncorvo, na Rua Nova foi levar a Coimbra e entregar-se da mãe, no dia 16 de Agosto de 1585. A demasia, acrescentavam, devia ser paga por Gaspar da Rosa.

Notas e Bibliografia:

1-ANTT, inq. Coimbra, pº 536, de Isabel Lopes, a qual passou 8 anos na cadeia, saindo aos 82 anos.
2-IDEM, pº 8765-C, de Maria Álvares, que não foi presa por estar ausente.
3-IDEM, pº 9129-C, de Manuel Fernandes, que viria a ser preso em 1579.
4-IDEM, pº 8775-C, de Jerónima Fernandes, moradora em Torre de Moncorvo, casada com João Rodrigues, o patriarca da família dos Isidros, a qual seria presa em 1583.

António Júlio Andrade / Maria Fernanda Guimarães
in:jornalnordeste.com

Os sabores transmontanos levados para a capital

Encerrando “Terra(s) de Sefarad”, a Praça Cavaleiro Ferreira, em Bragança, acolheu um Mercado Kosher

“Terra(s) de Sefarad” celebra identidade judaica através de música e mostra de cinema

“Terra(s) de Sefarad – Encontros de Culturas Judaico-Sefardita” já terminou, mas deixa elos de ligação em prol do estudo da presença judaica

G.D.B. - Cabine de Imprensa em 2004

A influência da prática desportiva no desenvolvimento das crianças e jovens foi uma das temáticas abordadas no seminário que decorreu em Bragança

“Judeus e Cristãos Novos no Mundo Lusófono” e “O Judaísmo em Belmonte no Tempo da Inquisição”, foram apresentados no âmbito da iniciativa “Terra(s) de Sefarad”

Entre o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, o Centro de Fotografia Georges Dussaud e o Museu Abade de Baçal, Bragança inaugurou cinco exposições

Emprego na Região Norte alcança crescimento histórico

Seguindo a tendência a nível nacional, a Região do Norte assistiu, no 1º trimestre de 2017, à aceleração do crescimento do emprego, atingindo, em termos homólogos, a variação mais elevada de que há registo.
Comportamentos positivos registam igualmente as exportações e alguns dos principais indicadores disponíveis relacionados com o consumo e com o investimento. A Região do Norte conheceu, ainda, uma subida da taxa de inflação e uma continuada diminuição do crédito às empresas. 

Estes dados destacam-se no “NORTE Conjuntura”, o relatório trimestral da CCDR-N que identifica as tendências que marcam a evolução económica, a curto prazo, no território. 

De acordo com o documento, a população empregada aumentou 4,2 por cento em termos homólogos, depois de já ter crescido 2,2 por cento no trimestre anterior. A subida verificada foi sobretudo impulsionada pelo ramo de atividade dos transportes e armazenagem, com mais cerca de 16 mil pessoas empregadas do que um ano antes, e pelas atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares, com mais cerca de 14 mil empregados. 

Já nas exportações, é de sublinhar que a aceleração do crescimento foi particularmente sentida nas vendas para fora da União Europeia, cuja variação homóloga passou de 3,9 por cento no trimestre anterior para 24,5 por cento no 1º trimestre de 2017. 

Lançado em 2006, o “NORTE Conjuntura” é publicado trimestralmente e inclui uma análise detalhada de outras variáveis macroeconómicas relativas ao consumo privado e ao investimento, à indústria e ao turismo, aos preços no consumidor e ao crédito e, ainda, à aplicação dos fundos da União Europeia. 

in:noticiasdonordeste.pt

“Entre quem é", exposição fotográfica é inaugurada em Sambade

“Entre quem é. A casa é toda sua.” Em Trás-os-Montes a arte de bem receber é uma das suas melhores características e em cada esquina há um olhar que sem dizer nada o convida a entrar, a entrar no Reino Maravilhoso.
Resultado da iniciativa - “Maratona Fotográfica CIT 2017” - que reuniu vários fotógrafos profissionais e amadores surge este conjunto de fotografias que melhor representaram isso mesmo. 

Amantes da fotografia e do nosso território, os participantes lançaram-se ao desafio e durante 12 horas fotografaram várias perspetivas do concelho de Alfândega da Fé. 

A Maratona dividiu-se em três temas: Património Edificado, Património Natural e Ruralidades onde cada um através de diversos subtemas pôde livremente captar o que mais lhes deslumbrou ao olhar. 

Valorizando a qualidade técnica, a criatividade de cada um e a representatividade do território, um júri especializado em fotografia selecionou as 24 melhores fotografias que compõe esta mostra, enriquecendo uma vez mais o espólio do Centro de Interpretação do Território de Sambade/ Alfândega da Fé. 

"Pretende-se assim, mostrar a quem nos visita o que de melhor o nosso território tem para oferecer, homenageando as nossas gentes, a nossa cultura e o saber e sobretudo Trás-os-Montes", refere fonte da organização. 

“Entre quem é" vai estar patente ao público no Centro de Interpretação do Território de Sambade, Alfândega da Fé.

Gala do Desporto em Mogadouro

Pelo terceiro ano consecutivo o Município de Mogadouro organiza a gala do desporto na qual são apresentadas as atividades desportivas do concelho e distinguidos os clubes, atletas, treinadores, dirigentes, freguesias e eventos da terra.
Nesta terceira edição o evento terá algumas alterações. Este ano estão contabilizadas onze categorias e vários nomeados em cada uma delas. Os nomeados das várias categorias vão estar sujeitos à votação do público até ao próximo domingo dia 18 de junho, através do Facebook. Esta votação equivale a 30% dos votos, e os restantes 70% são atribuídos por um júri. 

O Município de Mogadouro através do Gabinete Municipal de Desporto trabalha desde o ano letivo 2004/2005 para que os mogadourenses pratiquem regularmente desporto e tenham uma vida mais ativa e mais saudável.

Os professores dinamizam, por todo o concelho, inúmeros eventos desportivos ao longo do ano, bem como atividades regulares como as AEC's, desporto no pré-escolar, escolinha de futebol, gira-vólei, natação, hidroginástica, atividade física para a 3.ª idade, o ginásio municipal e ainda aulas de grupo. Dos 6 meses aos 100 anos de idade, em Mogadouro há solução para todos. 

A terceira Gala do Desporto terá lugar na Casa da Cultura de Mogadouro, no dia 23 de junho, pelas 21H00.

in:noticiasdonordeste.pt

Visita as intervenções Sm'arte e recebe um vale para descontar 1€ (por pessoa) nos restaurantes aderentes.

(Válido, apenas, para refeições com francesinha)

Levanta o teu vale no local das intervenções Sm'arte, nos seguintes horários: 

- Dia 23 de junho (sexta-feira): das 11:00 às 12:00 horas

- Dia 24 de junho (sábado): das 11:00 às 12:00 horas e das 15:00 às 19:00 horas

“Terra(s) de Sefarad” reuniu, no congresso internacional e nos simpósios, mais de três mais de três dezenas de académicos e especialistas sobre a temática judaica

Fica o desafio de levar os ex-combatentes às escolas, para partilharem memórias

Fazer perdurar a memória daqueles que combateram por Portugal, na I Grande Guerra e nas guerras ultramarinas.
Um desejo comum que foi focado no 6º aniversário do Núcleo da Liga dos Combatentes de Macedo de Cavaleiros.

O presidente nacional da Liga, Chito Rodrigues, nas comemorações na Praça dos Combatentes, inaugurada há um ano, disse que gostava de ver os mais jovens e a população em geral a participar nestas cerimónias.

Uma realidade que pode estar prestes a mudar. Duarte Moreno, após escutar estas preocupações, que fizeram parte do discurso oficial de Chito Rodrigues, disse que vai desafiar os ex-combatentes e as escolas, para não deixar esquecer o passado.

O presidente do Núcleo macedense, António Batista, também lamenta o absentismo jovem e um certo desconhecimento que considera que ainda há. Quanto ao desafio, é uma ideia que já está na forja.

Do Canadá, com Pedro Correia, chega o exemplo. Pela primeira vez em Macedo de Cavaleiros, este açoriano que combateu em Angola e agora radicado em Winnipeg, onde é presidente do Núcleo da Liga dos Combatentes local, explicou que é ensinado nas escolas o que são e quem são estes veteranos de guerra.

António Batista ressalvou que no Colégio de Chacim esta prática já acontece, e que nela costuma participar. Pode agora vir a ser alargada a outras instituições.

No concelho macedense, há mais de 100 membros da Liga dos Combatentes ativos. Ao todo, contudo, haverá cerca de 300 ex-combatentes, alguns deles envoltos em problemas de saúde, decorrentes não só da idade que avança, mas também com o chamado stress pós traumático, resultante das vivências da guerra.

Escrito por ONDA LIVRE