terça-feira, 13 de junho de 2017

Projecto de integração dos estudantes vindos dos PALOP é desenvolvido em Bragança

O “integra” visa incluir pela ciência, tecnologia e cultura. O projecto está dividido em três grandes áreas a multiculturalidade, ciência/tecnologia e o empreendedorismo, organizadas pelo Instituto Politécnico de Bragança e pelo centro de ciência viva.
O objectivo é, segundo Ivone Fachada, a directora do centro de ciência viva, que “as actividades facilitem, pela via da educação científica inclusiva, o desenvolvimento independente destes cidadãos, ao nível académico, social, pessoal e emocional.”
No fim-de-semana, um workshop de fotografia, foi o desafio proposto aos participantes. O centro de ciência viva, convidou o fotógrafo Pedro Rego, para orientar o workshop com uma sessão dividida em duas partes: uma teórica e uma prática.
São cerca de 20 os participantes que fazem questão de participar em todas as actividades, de áreas diversas do ensino, como a biologia ou o empreendedorismo. Desta vez, os estudantes aderiram novamente em força à iniciativa que consideram ser uma mais-valia para os seus currículos.
Laurindo Ladeira achou o projecto interessante, o estudante refere que viu as ideias propostas e achou “que seria adequado para alguns dos objectivos que tinha cá em Bragança”, cidade onde vive há 2 anos.
Pedro Rego, o formador convidado para o workshop de fotografia, considera que é cada vez mais importante a aposta na fotografia que cada vez mais se nota principalmente nas novas gerações.
O fotógrafo vê estes workshops como uma “mais-valia para que os alunos sejam capacitados não só na vertente científica, como também na divulgação dos seus projectos que eles possam estar a pensar implementar nos seus locais, nomeadamente a divulgação da fauna e da flora.” Pedro Rego considera que a fotografia é uma arte que interessa a cada vez mais pessoas e que “neste momento as pessoas procuram cada vez mais ter técnicas para tirar boas fotografias, pois a fotografia hoje em dia é um vínculo fundamental no mundo.”

O projecto é financiado em 85 por cento por fundos comunitários e durante dois anos vão ser realizadas sessões que visam a integração de pessoas desfavorecidas, estudantes oriundos de outros países, desempregados, idosos, etc. O público-alvo do centro de ciência viva de Bragança são sempre os estudantes dos PALOP, mas outras pessoas podem também participar nas sessões que vão decorrer até ao final de 2018.

Escrito por Brigantia / Foto: Centro de ciência viva

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