sexta-feira, 28 de julho de 2017

Combate a pragas no Tua com morcegos com resultados positivos

As caixas-abrigo para morcegos colocadas no Parque do Tua, em Trás-os-Montes, apresentam taxas de ocupação superiores às expectativas iniciais do projeto que visa combater pragas agrícolas com recurso a estes predadores naturais, divulgaram hoje os responsáveis.
O Parque Natural Regional do Vale do Tua começou, em fevereiro, a colocar caixas-abrigo em terrenos agrícolas e, menos de meio ano depois, os técnicos constatam que “a taxa de ocupação é de 58%, quando o que seria previsível era uma taxa de ocupação de 10%”, de acordo com os dados divulgados.

O objetivo deste projeto é criar condições para a presença dos morcegos em terrenos agrícolas na área do parque, tendo em conta que estes pequenos predadores ajudam no combate a pargas, como insetos, o que torna desnecessário o uso de pesticidas e outros químicos para defender as culturas agrícolas.

“No seguimento da última ronda de monitorização, nos dias 19 e 20 de julho, determinou-se ser de 36 o número de caixas ocupadas, com mais 22 caixas com indícios de uso frequente, levando o número total de abrigos em utilização para 58, das 100 colocadas”, constatou Pedro Leote, o biólogo que acompanha o projeto.

Ao todo, foram espalhadas pelo parque uma centena de caixas e a taxa de utilização “revelou-se cinco vezes superior ao que seria de esperar”, já que, “por regra, de acordo com outros projetos já implementados, a taxa de ocupação na primeira temporada ronda os 10%”.

Segundo os resultados da última monitorização, “36 das caixas-abrigos tinham, na hora da visita do técnico, morcegos no seu interior e nas restantes 22 caixas o biólogo encontrou guano (fezes de morcego) em quantidade, que indica a ocupação do espaço”.

Os responsáveis consideram “estes primeiros resultados animadores” e adiantam que “podem determinar o alargamento do projeto”.

As pragas agrícolas são uma ameaça frequente, que podem dizimar produções com consequente quebra de rendimento.

A solução encontrada pelo Parque do Tua “passa pela intensificação da presença de algumas espécies de morcegos, predadores naturais, que consomem grandes quantidades de presas, maioritariamente insetos”.

Os abrigos para os predadores foram colocados com “o intuito de aumentar o número de colónias de morcegos nos sistemas agrícolas e florestais, de maior relevância na área do parque, concretamente, as vinhas, os olivais e as florestas de sobreiro”.

A partir de setembro o técnico responsável pelo projeto vai dar início à realização das primeiras análises laboratoriais para avaliar, entre outras coisas, quais as espécies de morcegos que apresentam melhores resultados no combate às pragas.

Os responsáveis acreditam que “este projeto poderá constituir um excelente exemplo onde a investigação científica está ao serviço do desenvolvimento sustentável, esperando deste modo que o modelo de gestão do parque se possa disseminar ao nível regional e nacional”.

A coordenação é feita pelo Parque Natural Regional do Vale do Tua com a colaboração de um biólogo a tempo inteiro e o apoio especializado do Centro de Investigação em Biodiversidade da Universidade do Porto.

Agência Lusa

Projecto Voltagem em exposição na antiga cadeia de Miranda do Douro

Depois de várias intervenções artísticas em edifícios do concelho, incluindo na Barragem de Miranda do Douro, é agora possível ver a exposição “Voltagem às voltas com a(s) memória(s)”, na antiga cadeia da cidade.
Para além de vídeos com o processo de concretização das obras de arte urbana, há fotografias do resultado das intervenções e uma instalação sonora na qual se ouve uma gaita de roncos, uma adaptação do tradicional instrumento.

Um dos artistas que participou o projecto de arte Pública da Fundação EDP, Fernando José Pereira realizou também um vídeo que mostra a barragem de Picote e o Barrocal do Douro, a aldeia criada de raiz aquando da construção da Barragem.

“Um vídeo que pretende ser um reflexão sobre o estado em que aquilo está, de ruína ou morte, e também sobre o tipo de planos e o tempo longo que o vídeo tem é uma chamada de atenção para a escassez do tempo que existe hoje. A arte é feita para as pessoas reflectirem e isso só se pode fazer se houver tempo”, referiu.

Lizá Ramalho integra o colectivo R2 Design, responsável pela intervenção mais emblemática do projecto na Barragem de Miranda, que parte de um jogo de palavras do mirandês.

“O projecto parte de uma coincidência da forma como o you (eu em mirandês) é escrito em mirandês que é da mesma forma que you – tu – em inglês. Quando chegamos descobrimos isso no contexto do Brexit e partimos do slogan “you = eu” e fizemos uma instalação na parede da barragem”, explicou.

Sandra Santos, coordenadora do Arte Pública da Fundação EDP, explica que depois das intervenções em vários pontos do concelho vai ser criado um roteiro deste projecto que envolveu a comunidade local.

A iniciativa de arte pública Voltagem promoveu também intervenções em vários espaços públicos em Alfândega da Fé, Mogadouro e Torre de Moncorvo. 

Escrito por Rádio Brigantia

Idosa de 81 anos foi agredida durante assalto em Mirandela

Uma idosa de 81 anos foi agredida na freguesia de Caravelas, em Mirandela, durante um assalto.
Na aldeia, a população está em sobressalto e não esconde a revolta pelo acontecimento. Os assaltos têm sido frequentes e protagonizados sempre pelo mesmo jovem. 
O suspeito tem 17 anos e está sinalizado pelas autoridades.


Viagem a Macedo de Cavaleiros: um Desafio ao Paladar

Nestas suas férias em Macedo de Cavaleiros, aproveite também as delícias da gastronomia deste geopark mundial da UNESCO. De manhã à noite, difícil vai ser mesmo resistir. As compotas, o pão tradicional para o despertar; a posta à mirandesa ao almoço; o calço para o lanche; a alheira, chouriça e presunto para o seu jantar.
Os assados na brasa ou no forno são divinais, já provou, por exemplo o cabrito com batatas no forno? A doçaria tradicional, com as famosas Rosquilhas e o Calço de Macedo são para comprar para si e para os amigos. Na sobremesa, o pudim de castanha é excecional e presente durante todo o ano. Sem esquecer ainda os vinhos premiados de Valle Pradinhos e Quinta do Lombo.

E mais, muito mais, um mundo de sabores para provar.

Sol, praia, natureza e boa gastronomia. Que merecidas férias!
Conheça AQUI os restaurantes de Macedo

Festas de Santa Bárbara - Sendim

Dia do Município de Vimioso

:(: amartes Radikal - Vimioso

Insistência II - Exposição de Escultura

Apresentação do livro " Os Confins do Éden"

Sabor D'ouro Summer Fest Wine

A Seda de Bragança

«1 – CAETANO FILIPE ARNAUD, piemontez de nação (Italia), impregado na fabrica de sedas de Chacim, concelho de Macedo de Cavaleiros, filho de José Maria Arnaud e de Victoria Arnaud, naturaes de Turim (Italia), nascido a 27 de Março de 1766, proclamou-se em 1793 para casar com Rosaria Gonçalves, de Carviçaes, concelho de Moncorvo, moradora em Chacim, impregada na mesma fabrica, filha de José Gonçalves Matias e de Maria João». Ignoramos se este é Caetano Arnaud, director da criação e fiação de seda na fábrica de Chacim, mencionado como sócio correspondente da Academia Real das Ciências em 1817 pelo Almanaque de Lisboa desse ano.

«2 – FILIPE ARNAUD, piemontez de nação, residente em Chacim, onde era director da fabrica do Filaterio e Escolas de Fiação da Sêda, requereu em Junho de 1790 dispensa de banhos para casar com Rita Joana, de Valverde, termo de Bragança, filha de Xavier Braz, de Valverde, e de Maria Fernandes Soares, de Freixedelo».

«3 – VICENTE CORTE, da cidade de Mondevi, reino de Piemonte (Italia), morador em Chacim, onde era cardador de sêda, proclamou-se em 1794 para casar com Catarina Lamas, natural de Sampaio, concelho de Villa Flôr».

A perícia dos sericícolas bragançanos passou mesmo à literatura, segundo vemos de Jorge Ferreira de Vasconcelos, que afirma sentenciosamente: «Um engano de afeiçam he mais brando que veludo de Bragança».
Num pergaminho que vimos, pertencente ao doutor António Henrique de Figueiredo Sarmento, de Vilar do Monte, concelho de Macedo de Cavaleiros, exara-se uma sentença dada em Bragança a 16 de Agosto de 1480 e transcrevem-se outras duas dadas em 1477, a propósito da posse do dito lugar de Vilar do Monte, em que a folha das amoreiras vem mencionada como coisa de notável valor, de onde se conclui que só pela cultura sericícola tal facto se podia dar. Ver o artigo Sá (José António de), pág. 460 deste tomo.
A fábrica de seda de Bragança esteve «quasi extincta e o senhor Rey D. Pedro a restableceo mandando vir da cidade de Toledo, officiaes e o insigne mestre Eugenio Gomes a que dava tença, e lhe pôz n’esta cidade casa pública, para ensino dos naturaes: lavrão-se roupas lizas de todo o genero, damascos, pinhoellas, velludos lizos e lavrados; consta hoje somente de 30 tornos e 350 teares, que os mais se ocupão em mantos de pezo; importa a féria dos officiaes cada dia 152:000 reis e com o consumo do fabrico se cria muita e excellente seda, nos lugares do termo; outros com o contrato a fazem provida, para o que ha Casa de Alfandega com juis, escrivão, feitor, sellador, pezador, quatro guardas de cavallo e dous de pé».

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Memórias do G.D.B. - banco de suplentes com Ventura, José Moreno, Manuel Martins, Ilídio e Jorge Amaral

Proibição da entrada de cães na zona balnear do Azibo divide opiniões

A proibição de entrada de animais domésticos na zona balnear envolvente às praias fluviais do Azibo, em Macedo de Cavaleiros, tem gerado alguma polémica entre as pessoas que frequentam a praia.
A Brigantia foi saber o que pensam os banhistas, sobre o assunto, e as opiniões dividem-se. Apesar de concordarem com a medida imposta de proibição dos animais de entrar no recinto, grande parte dos banhistas referem que o problema é a falta de consciência dos donos dos animais, que a maioria não se preocupa em deixar o terreno limpo.
Brigite Afonso, uma das banhistas que visita a praia com os filhos assiduamente, é de opinião “por um lado a medida de proibição é boa porque as pessoas não têm civismo suficiente para apanhar a porcaria que os animais deixam, por outro lado, é complicado porque as pessoas têm os animais e gostam de poder levá-los para onde vão.”
“Não era os cães que a gente devia proibir era os proprietários que não têm nenhuma noção, há cães perigosos, são animais e como não sabem o que estão a fazer sujam e as pessoas não têm consciência e não deixam as coisas limpas. Num mundo de pessoas inconscientes acho bem que as coisas sejam assim para que todos possamos usufruir de uma praia limpa”, é a opinião de João Gonçalves que frequenta continuamente as praias do Azibo.            
Sónia e Joaquim Pires são um casal, cujas opiniões são bem diversas. “Eu acho mal que proíbam, os cães têm tanto direito como as pessoas e merecem usufruir das coisas, as pessoas devem ter cuidado mas eles têm direito”, explica Joaquim Pires. “ Eu concordo, porque há cães perigosos e nós queremos estar à vontade, além de que andam aqui as crianças e tudo e os animais fazem as necessidades em qualquer lado, chama moscas e é uma sujidade para as pessoas que querem estar aqui à vontade a relaxar”, argumenta por seu lado, Sónia Pires.                 
Opinião de alguns dos banhistas com quem a Brigantia falou. Contactámos também o município de Macedo de Cavaleiros, ao qual as praias pertencem, e Duarte Moreno, o presidente da câmara, explicou que apesar da indignação de algumas pessoas, esta é uma regra imposta pela Bandeira Azul, que as praias do Azibo têm hasteada há 15 anos consecutivos na praia transmontana.
“A proibição de entrada dos animais domésticos na zona balnear do azibo, infra-estruturas e na própria albufeira é uma situação que não vai ser alterada e os vigilantes têm instruções para estarem atentos a essas situações e zelarem pelas regras do espaço”, explicou Duarte Moreno. Uma das imposições para que a praia possa continuar a ostentar a Bandeira Azul, um distintivo que atesta a qualidade das praias e de toda a zona envolvente. 

Escrito por Brigantia

Eras tão lindo...Viveiro das Trutas

fotos: Manuel Esteves

Barragem da Castanheira

Há muito que a barragem de Castanheira, em Gostei, extravasou o objetivo com que foi construída inicialmente (regadio).
Todos os verões tem sido um pólo de atração de veraneantes à freguesia. Mas as imagens da juventude espalhada pelas margens da albufeira contrastam cada vez mais com o estado de abandono a que chegou tudo o resto. 
Deplorável. Já era altura de alguém responsável fazer qualquer coisinha por isto, não?

in:mdb.pt

Mais peixes mortos apareceram no Rio Tua no mesmo local em Frechas

Centenas de peixes mortos apareceram, esta quarta-feira, a boiar, no rio Tua, junto à aldeia de Frechas, no concelho de Mirandela, precisamente no mesmo local, onde, há quinze dias atrás, mais concretamente, no dia 12 de Julho, já tinham aparecido, peixes mortos em maior número.
Os habitantes não têm dúvidas que se trata de um crime ambiental, apontando o dedo a uma fábrica de produção e refinação de óleos alimentares, situada no lugar de Latadas, entre Mirandela e Frechas.

“São autênticos criminosos. Uma vez ainda se tolera, agora voltarem a despejar uma cisterna ao rio é um crime”, afirma um dos habitante de Frechas.

A empresa suspeita de ser a responsável pelas descargas poluentes, está a ser investigada pelas autoridades., desde que aconteceu o primeiro caso, há duas semanas.

Na altura, foram recolhidas várias amostras de água para análise, mas, ao que apuramos, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ainda não tem ao seu dispor os resultados concretos.

Ontem, voltaram ao local elementos do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR, que elaborou um novo auto de notícia e o serviço de saúde pública concelhio procedeu à recolha de águas para análise.

Quem vive na zona, espera por medidas concretas para resolver de vez este problema.

“Não queremos que a empresa feche as portas, mas que tome as precauções necessárias para evitar este tipo de situações”, refere Fernando Sarmento, outro morador na zona.

Entretanto, ninguém da empresa em causa quis pronunciar-se sobre o assunto. No espaço de duas semanas, é o segundo caso de mortandade de peixes a boiar no rio Tua, junto à aldeia de Frechas, no concelho de Mirandela. 

Escrito por Rádio Terra Quente (CIR)

Alunos da Escola Profissional de Agricultura de Carvalhais constroem carro de competição

Um grupo de alunos do curso de mecatrónica da EPA (Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural) de Carvalhais concluiu o trabalho de montagem de um carro de competição, a partir de uma viatura que apenas tinha o chassi, ou seja, a estrutura de suporte.
Depois de muitas horas de trabalho, os alunos vão constituir uma equipa de competição automóvel para participar no campeonato nacional de montanha e fazer alguns circuitos do calendário nacional da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.

João Pires, coordenador do curso de mecatrónica da EPA de Carvalhais, lançou o arrojado desafio a alguns alunos que o grupo aceitou, e deitou mãos à obra para transformar um mero chassi de uma viatura, num verdadeiro carro de competição.

João Pires considera que este projecto trouxe “mais-valias ao nível da aprendizagem mas também ajudou a criar um singular espírito de união e de equipa que ultrapassa os limites do ensino”.

Miguel Ruivo, um dos alunos que faz parte deste projecto, não consegue esconde a emoção depois de ver o resultado de tantas horas de empenhamento e dedicação à montagem do carro de competição.

O próximo passo será a estreia em provas de competição. Os pilotos, bem como a equipa de assistência nas boxes deverá ser constituída por alunos da EPA de Carvalhais. 

Escrito por Rádio Terra Quente.Foto: Facebook EPA

PITÉU COM NOME DE “FRANCESINHA"

           Por Humberto Pinho da Silva
(colaborador do "Memórias...e outras coisas")
É tradição do nosso povo macaquear tudo que vem de fora. O complexo de inferioridade é tal, que no século XIX, e início do século XX, era elegante, não só falar francês, mas até casar com uma francesa!
Os nossos janotas, filhos de famílias “ Bem”, orgulhavam-se de namorarem jovens parisienses. Era elegante… e a bacoquice nacional, admirava e respeitava. 
Muitas das jovens parisienses, que conseguiram unir-se, em matrimónio, com artistas, ou ingressarem em famílias tradicionais, não eram, como se pensava, meninas educadas e instruídas; mas costureirinhas e rapariguinhas de famílias imodestíssimas…
Não é, portanto, de admirar, que Daniel David da Silva, poveiro de gema, quando foi supervisionar a cervejaria da “ Regaleira”, no Porto, resolvesse apresentar prato, apimentado, para acompanhar a cerveja, de “ origem” francesa.
Como tinha trabalhado em França e em bares belgas, utilizou os conhecimentos adquiridos, e idealizou manjar, que obteve grande sucesso.
Mas, era preciso batizar o pitéu. Que nome havia de se pôr ao prato?
Depois de muito matutar, resolveu chamá-lo de “ Francesinha”; criando, assim, a ilusão que a comida era de origem francesa…
Estávamos em 1953. Nessa época ainda se admirava a França e os franceses; do mesmo modo, como hoje, se copia tudo que vem da América.
A “ Francesinha” foi um sucesso. Logo bares e restaurantes tentaram confeccionar a apetitosa iguaria, que se pensava ser francesa.
Daniel David da Silva, viria a falecer com oitenta e quatro anos, ficando, para sempre notabilizado na gastronomia portuguesa… porque teve a esperteza de dizer que a sua especialidade, veio de França! …
Infelizmente, continuamos – juntamente com outros latinos, – a cair de cócoras perante tudo que se usa e se fabrica lá fora, além-fronteiras.
Agora, até os nossos garotinhos, rabiscam os muros… em inglês…com frases de amor! … e obscenidades!…


Humberto Pinho da Silva, nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Abre brevemente no Mercado Municipal de Bragança

Regozijamos-nos todas as vezes que vemos investimento na nossa terra.



Apresentação do Livro "Mirandela, Outros Falares"

O nosso conterrâneo Jorge Lage, natural de Chelas e autor de vários títulos onde descreve a nossa terra e região, bem como as suas culturas e gentes, fez-me chegar um email, que eu pelo seu conteudo acho pertinente dar a conhecer a todos os Arquivistas que gostam da literatura e da poesia bem como dos seus autores.
No final deste mês foi editado o meu livro «Mirandela Outros Falares». Gostava de o poder apresentar na CTMAD de Lisboa no próximo Outono e que pudesse coincidir com outra actividade da Casa, isto se a Casa vir que tem interesse.
Deixava a data ao critério da Casa.
Na «Nota Introdutória» o Presidente, Eng. António Branco, refere: «Percorremos estas páginas com ansiedade e surpresa por vezes juvenil, qual criança à descoberta de um novo tesouro ou adulto em busca e rebusca das suas mais felizes memórias. Ninguém consegue ficar indiferente. Na memória coletiva dos mirandelenses, na memória das actuais e vindouras gerações, Jorge Lage e as suas obras serão sempre referências incontornáveis de uma forma de ser e amar Mirandela».
No Prefácio o Eng. Jorge Golias refere: «Este livro é uma festa da memória dos hábitos rurais mirandelenses, das práticas agrícolas, das pequenas histórias, e de alguma grande história, das canções antigas, dos sons de um carro de bois ou de uma nória e, sobretudo, do falar local.» 

Nota: Pode ser consultado o blogue «tempo caminhado» no texto:
«Mirandela Outras Memórias» - Jorge Lage
Saudações trasmontanas e Alto Durienses,

Saudações,
Jorge Lage


Envio em anexo cartaz e convite da apresentação do meu novo livro «Mirandela Outras Memórias» no Auditório do Museu da Oliveira e do Azeite (entrada do lado do Parque Império, junto à Praça de Táxis) de Mirandela, dia 3 de Agosto, pelas 18H00.
Um livro que interessa a toda a região trasmontana e alto duriense e beira trasmontana.
Quer saber o que pensa o escritor J. Rentes de Carvalho da língua portuguesa?
Quer descobrir de que raça bovina são os olhos mais belos?
Tem a imagem de um burro com as cangalhas e cântaros de água?
Conhece a «aldeia bordada de xisto»?
Conhece mesmo a história da Senhora da Ribeira ou da Senhora da Serra?
Descubra e observa uma tarara.
Era capaz de recriar a «Encomendação das almas»?
Conhece a história da alheira ou fica-se mais pela fantasia?
Prefere beber «aur» ou água?
Descubra a «Berroa» na vila da Torre!
Os «Minhotaços» pertencem a que província ou região?
Como é que um filósofo me classifica uma giesta enquanto os biólogos e botânicos deixavam no ar alguma dúvida?

O livro, «Mirandela Outras Memórias», vai estar disponível, entre outras, na Livraria Minho (lminho@livrariaminho.pt, ) - em Braga e na Livraria - Traga-Mundos (traga.mundos1@gmail.com, ) em Vila Real. Também vais estar disponível: Livraria Académica - Porto, Livraria Varadero - Porto, Livraria Cristina - Mirandela, Livraria Aguiarense - Vila Pouca de Aguiar e Antígona (da Dr.ª Isabel Viçoso) - Chaves.



Eduardo Guardião Mor

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Exposição Histórico-Militar : Coronel Galhardo e oficiais do Regimento de Caçadores nº. 3

Retrato dos oficiais do Batalhão de Caçadores 3, de Bragança, que tomaram parte na Campanha de Moçambique (1895), fotografia exposta na sala de Mouzinho de Albuquerque. Pertence ao Museu Militar de Bragança.

Orquestra do Norte em Macedo de Cavaleiros

Interrupção do trânsito automóvel na rua Eng. Moura Pegado, em Macedo de Cavaleiros

A realização do evento solidário Water Slide XXL levará à interrupção do trânsito automóvel na rua Eng. Moura Pegado, nos dias 28, 29 e 30 de julho.
O evento, cujas receitas revertem a favor da IPSS Cercimac vai realizar-se sábado e domingo próximos nesta rua da cidade. 
A Câmara Municipal lamenta o incómodo causado e apela à melhor compreensão dos moradores e dos cidadãos.

No próximo domingo em Murçós.

Street Basket 3X3 - Macedo de Cavaleiros

Promoção da prática desportiva, com modalidades diversas... Desta vez o Basquetebol, com a secção do GDM, com um "torneio" de rua... Street Basket 3X3, nos primeiros 3 dias de agosto, para todas as idades.

Programa "TerraFlor" 2017

Festival POV - Vinhais

O Festival POV, um espetáculo protagonizado pelos jovens que frequentam o Programa Ocupacional de Verão, vai realizar-se na próxima sexta-feira, 28 de julho de 2017, pelas 21h30, no Centro Cultural Solar dos Condes de Vinhais.

RED BURROS FLY-IN. É já este fim de semana

Feira Ibérica dos Vinhos integrada nas Jornadas Gastronómicas do Bacalhau.

Dois dias com um programa único e diversificado, onde se destacam 4 sessões Showcooking, provas comentadas de vinhos de 4 regiões vinícolas Hispano-lusas (Douro, Arribes, Cigalles e Sierra de Salamanca), prova de corte e mesa criativa de queijos de Hinojosa del Duero, e uma tertúlia em que o vinho será o culto da conversa.

Do Bacalhau à Amêndoa:
André Silva, um dos poucos Chef's portugueses com Estrela Michelin e David Monaguillo, da Academia de Gastronomia de Castilla y León, assumirão as sessões de Showcooking com sugestões de pratos de Bacalhau. Eurico Castro, Best Bakery, o criador do bolo-rei e ouriço de castanha, confeccionará uma sobremesa à base de amêndoa.
A doçaria tradicional de Freixo terá igualmente uma sessão de showcooking com Isabel Eugénio.

Do prato para o copo:
Antes e depois das sessões de showcooking, ocorrerão provas comentadas de vinhos. Inma Cañibano, da Academia de Gastronomia de Castilla y León, comentará, sábado, pela manhã, vinhos do Douro Superior e da D.O Cigalles.
Pela tarde, e no Domingo, os vinhos D.O Arribes e Sierra serão comentados pelos respectivos gestores das D.O.

À Conversa com...
O encerramento será destinado à conversa informal e de culto, onde o vinho sobressai e as palavras fluirão numa tertúlia conduzida pela Jornalista Cristina Alves, a que se juntarão convidados ibéricos.

Página da CM Freixo de Espada à Cinta

I Torneio do Espeta o Prego 30 de Julho - Domingo - 16h00 Avenida Aranda del Duero - Bar do Clube

Festas em Honra do SANTO AMARO 11 a 15 de Agosto 2017 Cicouro - Miranda do Douro

SPOSIÇON - 7 AGOSTO a 1 SETEMBRO coletiva de Pintura - Alcina Pires e Adelaide Monteiro

SEMANA DA JUVENTUDE 11a18 AGOSTO 2017 MIRANDA DO DOURO

O Município de Miranda do Douro está a preparar uma semana especialmente dedicada aos jovens com diversas actividades desportivas, culturais e formativas agendadas entre os dias 11 e 18 de Agosto de 2017.
A Semana da Juventude é promovida pela Autarquia e pelo Conselho Municipal da Juventude (CMJ), em parceria com diversas associações juvenis do Concelho. O vasto programa vai permitir aos jovens, usufruir de um conjunto de actividades formativas e lúdicas. Durante a Semana da Juventude irá ocorrer também a Sessão Assembleia Geral de Jovens, para votação das propostas do Orçamento Participativo Jovem. 

Venham participar nas diversas atividades!

Página da CM Miranda do Douro

Banda Jovem Municipal de Valga (Pontevedra) em Bragança

VII Feira do Cordeiro de Coelhoso

José Joaquim de Morais Sarmento

Nasceu em Bragança a 31 de Janeiro de 1804, se bem que a sua família residia em Barreiros, concelho de Valpaços. Feitos os preparatórios em Coimbra e o primeiro ano do curso de matemática, foi para Paris onde seguiu o de medicina, em que se doutorou.
Foi preparador dos cursos de medicina e de química do professor Duvergie, e tendo frequentado o laboratório da casa da moeda, ficou habilitado para as funções de contrastador.
Em 1827 foi nomeado professor da Sociedade das Boas Letras de Paris, de que era presidente Chateaubriand e à qual pertenciam Lamartine, Vítor Hugo e outros; foi intérprete de línguas junto do ministério dos Negócios Estrangeiros e colaborou em 1824 nos Novos Anais das Ciências e Artes e no Arquivo dos Conhecimentos Úteis, ambas publicações francesas.
Ameaçado de grave moléstia pulmonar, deixou Paris e foi para o Recife, na província de Pernambuco, naturalizando-se cidadão brasileiro. Recusou os cargos de professor do liceu de Pernambuco e do Ginásio do Recife, organizou a Sociedade de Medicina Pernambucana e colaborou nos Anais dessa Sociedade, no Diário de Pernambuco e no Progressista. Foi chamado para prestar serviço em todas as epidemias de cólera e febre amarela e exerceu a clínica sem aceitar retribuição.
Foi médico do Hospital Português e director do Gabinete Português de Leitura de Pernambuco, que auxiliou pecuniária e inteligentemente, concorrendo muito para o seu desenvolvimento.
Em 1838 foi eleito membro correspondente da Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa; pertenceu também à Sociedade Lineana de Bordéus e a outras corporações, e era cavaleiro da Legião da Honra, comendador da ordem de Cristo e oficial da da Rosa, do Brasil.

Escreveu:
Memória comparativa dos trabalhos de medicina legal de Orfila e Duvergie. Nos Arquivos dos Conhecimentos Úteis.
Notícia necrológica do Sr. Joaquim Jerónimo Serpa. No Arquivo Médico Brasileiro, IV, de 1848, pág. 92. Saíra antes nos Anais da Medicina Pernambucana, 1844.
Observações meteorológicas feitas em Pernambuco em os anos de 1842 a 1844, com análises da quantidade de ácido carbónico contido no ar. V. Actas da sessão da Academia das Ciências de Paris (28 de Julho de 1851, tomo XXXII).
Notícia biográfica do dr. José Eustáquio Gomes. Recife, na tip. de M. F. de Faria, 1854. 4.º com retrato.
Discurso pronunciado na abertura das aulas do Ginásio Pernambucano. Pernambuco, na tip. de Santos & C.ª, 1856. 8.º de 37 págs.
Reforma eleitoral – Eleição directa. Colecção de... artigos... (de José Joaquim de Morais Sarmento e outros). Recife, na tip. Universal, 1862. 4.º 14-362 págs. e uma de índice.
Notícia biográfica do conselheiro Francisco Xavier Pais Barreto. Recife, na tip. do Jornal do Recife, 1865. 8.º gr. de 51 págs. com retrato.

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Memórias do G.D.B. - Plantel de 1993/94

Netos e avós de Macedo de Cavaleiros passaram o Dia dos Avós na Albufeira do Azibo, com várias atividades em família

Sistema de Incentivo ao Empreendedorismo e Emprego foi apresentado em Mirandela e tem como objetivo a fixação de população na região

Alfândega da Fé assinalou o Dia dos Avós com um almoço convívio ao ar livre que reuniu avós e netos

Livro da autoria do Cónego Silvério Pires apresentado na Igreja da Misericórdia, em Mirandela, no âmbito das comemorações do ano Mariano

Memórias da Casa da Lama Grande - Procuram-se os Culpados

"Rezava" assim um artigo da Agência Lusa do dia 6 de dezembro de 2008

As fotos, da autoria de Manuel Esteves, são atuais e revelam o estado em que se encontra a "Casa da Lama Grande" no Parque Natural de Montesinho.

Casas do Parque Natural de Montesinho lotadas para o fim de ano e brevemente abertas aos jovens.
Dezenas de portugueses vão trocar a agitação dos habituais "reveillons" pela tranquilidade da Natureza, escolhendo para a passagem de ano o retiro das "casas-abrigo" do Parque Natural de Montesinho, que se encontram lotadas há meses.
"As pessoas já sabem que têm de marcar com muita antecedência", disse Duarte Figueiredo, o responsável pelo Departamento de Comunicação e Turismo do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade Norte (ICNB-Norte).
O fim de ano é, segundo aquele responsável, o pico da procura destas casas espalhadas pela área protegida, procuradas sobretudo pela classe média/alta do litoral, também em outras épocas festivas como o Carnaval, a Páscoa ou fins-de-semana prolongados.
O PNM tem seis casas-abrigo com 65 camas e nesta altura só já há algumas vagas, de acordo com o responsável, para o Natal, uma quadra passada geralmente em família.
"A comunhão com a natureza e a tranquilidade que o isolamento proporciona são os principais atractivos para os que optam por estas casas e que podem ainda ser brindados com uma passagem de ano branca, já que a neve costuma aparecer por esta altura.
Há vários anos que o parque dispõe desta oferta, que tem servido também de estímulo à iniciativa privada, contabilizando-se já 25 equipamentos particulares para alojamento no âmbito do Turismo da Natureza.
A maior parte da oferta neste sector no Nordeste Transmontana localiza-se em Montesinho e o ICNB promete diversificá-la ainda mais nos próximos tempos abrindo as portas aos jovens.
Segundo Duarte Figueiredo, o Instituto vai investir nos próximos dois anos mais de 350 mil euros na recuperação de mais três casas, que vão aumentar a oferta em mais 20 camas.
Mas a grande novidade será a recuperação da chamada "casa da Lama Grande" para centro de acolhimento de estudantes a "preços módicos", num lugar considerado "ímpar" pelo enquadramento paisagístico, em pleno coração do parque.
A ideia, segundo disse, "é fazer educação ambiental no terreno, proporcionando aos jovens uma experiência e uma abordagem aos valores ambientais de que nunca mais se vão esquecer".
O centro de acolhimento para grupos de 25 pessoas deverá receber os primeiros hóspedes no ano início do ano lectivo 2010/2011 e poderá proporcionar aos jovens experiências como a observação de veados ou outras espécies desta área protegida.

De acordo com Duarte Figueiredo, o Parque Natural de Montesinho, que se estende pelos concelhos de Bragança e Vinhais, tem mais casas que poderia recuperar, mas o propósito "não é injectar oferta excessiva, prejudicando os privados".
O parque quer servir apenas de "estímulo e exemplo", nomeadamente ao nível da arquitectura tradicional, utilização de materiais amigos do ambiente e de energias renováveis nestes alojamentos.

Não é intenção do ICNB enquadrar para já nesta estratégia, segundo aquele responsável, o aglomerado de casas da fronteira de Quintanilha, também sua propriedade.
Os edifícios, que albergaram serviços e autoridades, como a Guarda Fiscal, quando existiam as fronteiras administrativas, foram recuperados há dois anos na empreitada da ponte Internacional de Quintanilha, depois anos de abandono e degradação.

Os trabalhadores da ponte ocuparam aquelas casas durante a empreitada, que já terminou há mais de um ano, mas o aglomerado continua sem destino.
O ICNB não quer adiantar para já "pormenores" relativamente ao futuro, avançando apenas que poderá passar pela sua utilização por parte de instituições locais.