segunda-feira, 10 de julho de 2017

60 pendões desfilaram pelas ruas de Miranda do Douro

O desfile ibérico dos pendões regressou, no sábado, a Miranda do Douro pelo terceiro ano consecutivo.
“União” foi a palavra mais ouvida pelos pendoneiros que participaram no cortejo e que iam explicando aos visitantes que o significado dos pendões, ostentados em todo o reino de Leão, do qual Miranda fazia parte.
Foram 60 os estandartes ou bandeiras de grandes dimensões, tradicionalmente usados em cerimónias civis, religiosas e militares e que voltaram a sair à rua para participar no desfile. Estas peças medievais únicas são oriundas das aldeias mirandesas e das regiões espanholas de León, Aliste e Sayago.
De S. Martin, veio Fernando Fuentes, que visitou pela primeira vez Miranda, como pendoneiro e explica a origem deste símbolo “nos militares medievais que guiaram a reconquista cristã da Península Ibérica. O pendão é a representação do povo. Nas batalhas que havia antigamente cada povo se identificava pelo seu pendão.”
O representante dos pendões de Miranda, António Rodrigues Mourinho, explica que este é o símbolo de uma união de territórios que apesar de separados, em tempos foram um só, sendo esta uma forma de celebrar “a união dos povos para o futuro.”
Este desfile enquadra-se nas comemorações do feriado da cidade, que se comemora hoje. Segundo o presidente da câmara, Artur Nunes, “são cada vez mais os que querem participar neste desfile, que tem ganho uma visibilidade crescente,” deixando em aberto a possibilidade do número de pendões possa vir a aumentar no futuro.
Orgulhosamente ostentados, a atingir os 13 metros de altura e os 50 quilos, os pendões são, tal como a língua mirandesa, o símbolo mais antigo das Terras de Miranda. 

Escrito por Brigantia

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