quinta-feira, 13 de julho de 2017

Chega ao fim o projeto Mais Aldeia Pedagógica nas quatro IPSS do concelho

O projeto Mais Aldeia Pedagógica chegou ao fim e a Azimute juntamente com o BPI visitaram as quatro IPSS envolvidas para agradecerem a sua participação.
Partilhar saberes e experiências idosos foram os objetivos deste projeto que envolveu a Santa Casa da Misericórdia de Bragança, a Fundação Betânia, a Obra Social Padre Miguel e CSP Santo Contestável. “Tendo o histórico da aldeia pedagógica em que envolvemos os nossos idosos da aldeia de Portela em atividades de ensinar crianças, achámos que podia ser também interessante eles ensinarem pessoas de idade”, explicou João Cameira, presidente da Azimute.

O projeto que começou em Março de 2016, decorreu ao longo de um ano e três meses e foram feitos cerca de 70 workshops, desde fotografia digital, serigrafia, cosmética natural, cianotipia, entre outros.

“Esta troca de experiências, de saírem da instituição, irem à aldeia, as nossas mestres virem da aldeia à cidade, criou aqui uma forma de relacionamento e obrigou-os a um verdadeiro envelhecimento ativo que era isso que nós queríamos com o projeto e foi para isso que fomos apoiados”, salientou João Cameira.

Este projeto promovido e dinamizado pela Azimute foi apoiado pelo Prémio BPI Seniores
2015. Filipe Afonso, diretor comercial do BPI para área de Trás-os-Montes e Alto Douro, explicou que este prémio “destina-se a apoiar pessoas idosas e tem uma dotação anual de 500 mil euros por ano, portanto está no âmbito das preocupações sociais que o banco tem”, assegurou.

“É para nós uma grande satisfação quando chegamos ao fim deste projeto, porque para
além de ser contemplado com o prémio é importante que haja um seguimento e o desenvolvimento do projeto e isso aconteceu de forma muito profissional na Azimute com a colaboração de todas as IPSS, nomeadamente esta”, frisou.

Paula Pimentel, diretora da fundação Betânia, não tem dúvidas:
“as atividades programadas foram de encontro daquilo que foram as expectativas do grupo relativamente ao projeto”.

“O facto de nós recebermos técnicos que vêm implementar atividades novas, inovadoras na instituição, o facto do grupo sair e conhece o projeto da aldeia pedagógica e realizar as
atividades nas próprias instalações, acho que tudo isto é uma mais valia”, salientou. 

Garante ainda que “o projeto teve resultados muito positivos porque o grupo nunca se opôs a sair ou a receber os técnicos que vinham dinamizar as várias atividades”.

Na cerimónia de agradecimento na Fundação Betânia, foram entregues molduras com fotografias aos utentes que participaram no projeto. “Isto é um miminho que nós estamos a
dar pelo envolvimento durante este ano e três meses”, esclareceu João Cameira que também assegurou que “apesar do financiamento ter acabado”, vão tentar manter “alguma atividade com as quatro IPSS que estão envolvidas”. “De facto temos sentido esse pedido, quer das responsáveis porque sentiram que houve uma aprendizagem e um crescimento, quer da parte dos beneficiários que são eles que nos pedem para que a coisa não acabe de uma vez e que se mantenha alguma relação e alguma atividade com eles”, salientou.

Marta Pereira
in:mdb.pt

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