quarta-feira, 12 de julho de 2017

Festival D'Onor quer valorizar cultura local da característica aldeia de Rio de Onor

A mítica aldeia raiana e comunitária de Rio de Onor, no concelho de Bragança, vai ser o palco para um festival de música tradicional aliada a sonoridades contemporâneas que pretende unir gerações e reforçar a cooperação transfronteiriça, tendo como atractivo actividades desportivas, culturais e recreativas e experiências gastronómicas.
O Festival D’Onor que decorre de 21 a 23 de Julho foi idealizado pela associação Montes de Festa a partir da realidade e das tradições locais e em colaboração com a população da aldeia, como explicou David Vaz da organização.

“O que distingue este festival de todos os outros é que antes de fazermos este projecto estudamos a aldeia, falamos com os habitantes de Rio de Onor, e percebemos o que tinha mais valor para eles, personalizamos toda a ideia do festival e as actividades segundo o que encontramos em Rio de Onor, a ronda cultural é um exemplo, surge pela diversidade enorme de pontos importantes, como a forja e o forno comunitário, a fronteira, o contrabando ou a vara da justiça”, explicou.

Um passeio pedestre em pleno Parque Natural de Montesinho, um passeio de automóveis clássicos, uma Ronda Cultural, composta por uma visita guiada pela aldeia, uma homenagem a Juan Prieto Ximeno, um importante gaiteiro de Rio de Onor, são algumas das propostas desta edição de estreia do festival.

A iniciativa conta com o apoio do município de Bragança e o autarca Hernâni Dias destaca a importância de uma iniciativa que pretende atrair um público mais jovem para o meio rural.

“Acho que é interessante ser organizado numa aldeia tão característica como é Rio de Onor que representa tanto para o concelho, tendo sido uma iniciativa local ainda valoriza mais a iniciativa”, defendeu.

E a população de Rio de Onor mostra-se disponível para integrar os mais jovens. Mariano Preto garante que a aldeia continua a ser um reduto de tradições únicas.

“As tradições não se têm perdido, estão presentes na mente das pessoas da aldeia e daquelas com quem falamos. O comunitarismo existe, é também um modo de conviver com as pessoas”, sustentou o habitante de 85 anos.


As noites vão ser preenchidas com ritmos tradicionais com a música de Galandum Galundaina, Zíngarus, ou Alberto Jambrina y Pablo Madrid, de Espanha, e sonoridades mais electrónicas com diversos DJ’s previstos para as três noites do festival D’Onor. 

Escrito por Brigantia

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