segunda-feira, 17 de julho de 2017

Mais participantes na segunda formação de cuidados paliativos

O elevado número de inscrições na primeira formação para cuidadores de doentes em cuidados paliativos ditou o sucesso e a realização de uma segunda formação.
No dia 20 de Junho, a Fundação Betânia foi novamente palco desta iniciativa que contou com 67 participantes, mais quatro do que na primeira formação.

Segundo Paula Pimentel, presidente da União de IPSS de Bragança, vieram pessoas de todo o distrito: Mirandela, Miranda do Douro, Mogadouro, Vinhais, Alfândega da Fé, Vimioso e Bragança.

A presidente garante que “o feedback foi muito positivo”.

“As pessoas gostaram porque para além da parte teórica, há a possibilidade de no período da tarde terem a componente mais prática com bancas constituídas por vários profissionais: médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, a explicar conteúdos mais práticos”, explicou.

Destaca ainda o facto de haver “a preocupação das pessoas que participaram em querer que esta ação fosse realizada na sua zona de residência. Porque viram que seria uma mais valia para os profissionais que não estiveram presentes poderem também usufruir desta formação”, salientou.

Ao contrário da primeira formação, esta iniciativa, contou menos cuidadores informais e familiares. ”Desta vez a data limite de inscrições era o dia 14 de Junho e houve uma preocupação muito grande das pessoas se inscreverem atempadamente e daí não haver tanta possibilidade para os cuidadores informais se inscreverem. As pessoas que estiveram
presentes são profissionais de IPSS e de outras instituições ligadas às entidades parceiras como a ULS e o próprio IPB. Tivemos enfermeiros, educadores sociais, assistentes sociais, psicólogos, vários profissionais que integram as várias equipas multidisciplinares das IPSS”, esclarece.

O aumento da esperança de vida e o envelhecimento da população do Nordeste Transmontano têm levado ao aumento de procura nesta área. “É muito importante porque as pessoas conseguem agir melhor e de uma forma até mais tranquila. Muitas vezes num episódio de maior sofrimento a preocupação era ligar para 112, mas neste momento as pessoas já sabem conduzir e orientar. Para nós instituições e IPSS acabamos por ficar mais ricos com o facto de conhecermos melhor a área e podemos usar melhor os nossos conhecimentos ao longo dos nossos dias e na nossa prática profissional”, frisou.

Tendo em conta o sucesso da primeira e da segunda formação promovidas pela União das
IPSS do distrito de Bragança em parceria com a ULS e o IPB, está prevista uma terceira, ainda com data indefinida. “Só no dia 19 de Junho tive que recusar 45 inscrições.

A equipa é extremamente dinâmica e já está a querer fazer uma terceira formação em breve”, salientou.

Marta Pereira
Mensageiro de Bragança

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