quarta-feira, 5 de julho de 2017

Quintanilha Rock chama seis mil festivaleiros à fronteira de Bragança

O rio Maças volta a unir, em mais um verão, portugueses e espanhóis no festival ibérico Quintanilha Rock, que espera seis mil visitantes, de 13 a 15 de julho, na fronteira de Bragança, divulgou hoje a organização.
Os portugueses First Breath After Coma são os cabeça do cartaz "que se quer afirmar mais uma vez ibérico", porque "esta é a singularidade" deste festival, como afirmou hoje, na apresentação, Leonor Afonso, da produção deste evento que, há 17 anos, chama forasteiros ao espaço natural do Parque do Colado, junto à aldeia raiana de Quintanilha, no concelho de Bragança.

O cartaz é composto por bandas portuguesas e espanholas, com destaque do lado português - além dos First Breath After Coma - para Xinobi, Marvel Lima, The Twist Connection ou Alek Rein. Do outro lado da fronteira, chegam os galegos Guerrera, Jupiter Lion, Melange, Zulu Zulu e Mohama Saz.

O evento, como realçou a organização, destaca-se pela diversidade de programação, interação com a comunidade local, produtos regionais e o cenário natural deste sítio em pleno Parque Natural de Montesinho, da Rede Natura 2000, com espécies de fauna e flora em vias de extinção.

A questão ambiental é uma preocupação reforçada este ano, com a instalação de ecopontos no recinto e a oferta de cinzeiros portáteis aos visitantes, como adiantou Leonor Afonso.

A pensar ainda nesta vertente, o Quintanilha Rock continua "a apostar na questão dos transportes" e a não deixar passar veículos particulares para o rio, oferecendo 'transferes', a partir do parque de estacionamento na aldeia, até ao local do festival.

A organização oferece local para acampar, gastronomia local e transporte gratuito nos cerca de 20 quilómetros que separam Bragança para Quintanilha a todos os portadores da pulseira do festival.

Os passes gerais para os três dias custam "uns simbólicos 15 euros", como realçaram os promotores, e os diários custam seis euros.

A organização espera "um mínimo de seis mil pessoas" no recinto, onde cada vez mais se ouve falar espanhol, com os vizinhos do outro lado da fronteira a aderirem aos três dias de animação.

O evento conta com o apoio da Câmara de Bragança, que contribui com seis mil euros e apoio logístico na cedência de equipamentos, como indicou o presidente da autarquia, Hernâni Dias.

Para o autarca, este festival "marca positivamente o panorama local, regional e até nacional", e "contribui também para a promoção do território com a vertente transfronteiriça e a dinamização, que é fundamental".

HFI // MAG
Lusa/fim

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