sexta-feira, 7 de julho de 2017

Reintegrar socialmente os reclusos é o objectivo da instituição que o secretariado da pastoral penitenciária de Bragança quer criar

O secretariado da pastoral penitenciária de Bragança quer criar uma instituição que promova a reinserção social dos reclusos.
Este secretariado foi criado no último ano e surgiu no seguimento do trabalho da capelania do estabelecimento prisional de Bragança.
O padre Fernando Calado, assistente espiritual da pastoral penitenciária da diocese de Bragança Miranda, explica que esta seria uma estrutura para ajudar os reclusos a reintegrarem-se na sociedade depois de cumprirem a pena.
“É importante que os reclusos se sintam tratados como seres humanos e por isso estamos a delinear estratégias a nível da prevenção e da reinserção. Ainda está em fase de estudo, mas uma das nossas preocupações para o futuro é criar uma instituição que possa fazer um acompanhamento quando saem da cadeia”, sublinha.  
O responsável esclarece também que a diocese de Bragança-Miranda foi uma das primeiras no país a criar um serviço de pastoral penitenciária.
Por ocasião das festas em honra do Santo Condestável, o centro social e paroquial com o mesmo nome, em Bragança, promoveu um debate com o padre João Gonçalves, o coordenador nacional da pastoral penitenciária, com o objectivo de sensibilizar a comunidade para a realidade dos reclusos, “sobretudo no que se refere à prevenção da criminalidade e sobretudo no que se refere à reinserção social quando saem das cadeias.” “Procuramos que quando a pessoa sai da cadeia tenha um sítio onde ficar até encontrar o seu rumo, porque a realidade é que muitos saem da cadeia e vão viver para a rua, são esses os que mais nos preocupam porque são frágeis e facilmente estão na borda da criminalidade”, esclarece.   
O padre João Gonçalves visita há mais de 40 anos as cadeias, foi um dos participantes no debate integrado nas festas do santo condestável e também o protagonista do documentário “o padre das cadeias” que foi exibido na mesma sessão. 

Escrito por Brigantia

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