sábado, 19 de agosto de 2017

Feira de Gados - Torre de Dona Chama

foto: autor desconhecido

Praça do Mercado - Torre de Dona Chama

foto: autor desconhecido

Vimioso comemorou o Dia do Município com diversas atividades onde não faltaram tradição, música e muita animação

Despertando o gosto pelo desporto, Macedo Mexe Fit levou as pessoas para a rua a fazer exercício

Todos Diferentes, Todos Iguais

Hoje o jantar foi Trutas Salmonadas do "Hipermercado" do Rio Maças.
Infelizmente e há alguns anos a esta parte, este "Hipermercado" está encerrado durante o mês de agosto...por falta de água.

Proibição do lançamento de Fogo de Artifício

Por determinação governamental, informa-se que é proibido o lançamento de fogo de artificio desde as 14h00 do dia 18 de Agosto até às 24h00 do dia 21 de Agosto.

A rua, a praça, as edificações. Os poderes - BRAGANÇA

A rua e a praça estruturavam o espaço e organizavam as possibilidades de circulação de acordo com os condicionalismos impostos pelo cordão das barreiras de defesa. Na maioria das ocorrências inscritas no plano da normalidade, estes elementos urbanos deviam dar resposta às necessidades de um quotidiano ronceiro que apenas se transmutava nos dias de feira. Outras exigências acautelavam que tanto as ruas como as praças facilitassem os movimentos mais convenientes à estratégia militar, mormente quando as badaladas dos sinos mantinham a população de sobreaviso perante a marcha do invasor. Dias excepcionais, embora com carácter diferenciado, eram também aqueles em que o calendário impunha uma pausa à áspera labuta do dia a dia para se poder celebrar a festa com os seus prolongamentos nas esferas do sagrado e do profano A rua e a praça deviam ainda prolongar as naves das igrejas, especialmente naqueles dias em que as palavras inflamadas do pregador, para fazerem sentido, requeriam a apropriação e sacralização do espaço citadino pela comunidade de fiéis. 
Em alguns destes momentos as preces colectivas podiam ser motivadas por regozijos públicos, mas na maioria dos casos confundiam-se com demonstrações de exacerbada penitência em que o colectivo da cidade afagava a alma e se deleitava na contemplação dos rostos sofridos das imagens de vida exemplar. A voz do púlpito tinha a capacidade de conformar os gestos e o olhar de cada um de modo a que se desse visibilidade ao império de um ambiente místico. E os irmãos das confrarias, todos os homens, especialmente os que ofereciam os ombros ao peso dos andores, sincronizavam os seus passos arrastados com as sonoridades de charamelas e trombetas ou com som confrangedor das campainhas e matracas. Em outras ocasiões, algumas manifestações religiosas deixavam mais campo para as celebrações profanas. Sempre por amor a Deus! Actualmente já não se realiza a procissão de S. Jorge que era uma das principais da cidade. E o Passo contíguo ao chafariz da Praça de S. Vicente é a única capela remanescente dos Passos da Paixão, testemunho de resistência e, ao mesmo tempo, recordação do desrespeito dos homens pelos sinais desta memória colectiva. Num tempo em que as disposições da igreja militante eram avassaladoras e em que ser-se bom comedor de carne de porco equivalia à certificação de um cristão de boa cepa, era frequente que as medidas de polícia se associassem com outras do foro sagrado. Medidas de higiene pública obrigavam a varrer e regar as ruas aquando da realização de procissões importantes como era o caso da do Corpus Christi e impunham igualmente o branqueamento das fachadas das casas situadas no  trajecto por onde passava o pálio e o ostensório.
As posturas municipais deixam também ver como muitos ofícios se processavam ao ar livre, fazendo da rua ou do quintal, que muitas vezes complementava a casa, a oficina. E muitos foram os litígios gerados por tais práticas ou pelas perturbações causadas pela ocupação do espaço público com a exposição de produtos manufacturados. Nesta medida a rua nunca foi um espaço neutro. Por isso a fisionomia e, sobretudo, a personalidade social e funcional destes eixos sujeitos a factores como a incerteza e a descontinuidade do crescimento urbano sofreria assinaláveis transformações. No tempo das calmas, num mundo em que todos se conheciam, podia saber-se a quem pertencia o jumento ou o cavalo pela poeira que levantava o seu tropel e uma pequena ventania bastava para formar uma nuvem de poeiras que arrastava fragmentos de palha e de folhagens em decomposição. Mas no resto do ano vários eram os períodos em que as chuvas e nevadas transformavam as ruas e os terreiros em verdadeiros lamaçais, obrigando os moradores a exercícios diversos para poderem escolher o trajecto mais fácil.
Era um tempo em que a pavimentação era prática pouco usada e, mesmo nas grandes urbes, os passeios para peões nem sequer constavam da lista de preocupações dos edis. Estes bem ameaçavam com penas os que, sem gritar alto três vezes «água vai», lançavam os despejos para a rua ou aqueles que, nas zonas de curtumes envenenavam o rio com as surradas, ou ainda os que não depositavam os lixos nos locais das montureiras.
Uma multiplicidade de construções caracterizava este quadro já que além das funções residencial, religiosa, política e militar a vida quotidiana exigia a existência de fornos, de celeiros, de palheiros, de lagares, de tinturarias e de cómodos para os animais. No plano individual deve dar-se importância aos quintais porque complementavam a casa como horta, como jardim e lugar de despejos. E, quanto mais recuarmos no tempo, mais os espaços abertos influenciavam a morfologia dos arruamentos das nossas cidades, dominada pela irregularidade organizacional.
Assim, muitas das ruas só há pouco tempo, com a construção nos espaços vazios, adquiriram a configuração actual, uma sucessão de volumes cheios. Volumes definidos pelos edifícios de planta acanhada, o que lhes impôs um crescimento vertical, e pelas casas, em número muito menor, compridas e com dois pisos, sendo o andar ritmado pela presença de balcões e, ladeando a prestigiante pedra de armas, por uma sucessão de janelas emolduradas por pedras de cantaria. Em Bragança, entre 1762 e 1764, a loja de animais era presença constante em quase todas as habitações que nunca se elevavam acima dos dois andares. Contudo, a maioria das casas só tinha um andar. Neste período, a Rua Direita, que era a artéria mais importante da urbe, era definida por 61 casas com dois andares e 37 de um só sobrado. Salvo raríssimas excepções, a ausência de monumentalidade, a simplicidade de linhas e o escasso investimento decorativo eram as notas dominantes da arquitectura civil sem carácter público.
Também os paramentos das igrejas raramente mostram cedências às propostas de animação dos respectivos alçados. E embora reservem o maior investimento decorativo para a entrada principal a verdade é que, exteriormente, a superfície plana, a secura dos ângulos e a neutralidade das aberturas de iluminação documentam a relativa incapacidade das opções arquitectónicas para modificarem a estática volumetria das edificações. Em ambiente contrareformista, o maior investimento artístico reservar-se-ia para os interiores onde o brilho do ouro e a policromia dos retábulos e dos tectos de caixotões e de quadratura afirmavam a estética barroca enquanto maravilhavam os fiéis.
No traçado de cidades com raízes portuguesas não há um único centro mas a implantação sucessiva de largos e terreiros foram dotados ou ganharam capacidade de comandamento sobre as ruas ou sobre a linha de muros ou trincheiras que protegia a urbe.
Linha que apenas se interrompia em limitados pontos, as portas e postigos, e ainda assim com desigual importância, para que fosse possível o controlo sobre a entrada e saída de pessoas e bens.
A porta da Rua dos Oleiros e a da Rua do Cabo formavam as duas principais aberturas do grande perímetro defensivo. Ambas dirigiam o transeunte que demandava a cidade para a Praça do Colégio, vasto terreiro onde nasciam as Ruas da Corredoura ou da Carreira, depois chamada do Espírito Santo (a popular Rua de Trás), e a Rua Direita, as quais, correndo paralelas, apontavam a direcção do Castelo, antes de morrerem junto à igreja de S. Vicente que senhoreava a praça do mesmo nome e se abre no sopé da elevação onde pontifica a fortaleza medieval. Por isso o visitante que quisesse demandar a Vila tinha que passar em S. Vicente. O percurso mais directo proporcionava-o a Costa Grande e a Costa Pequena. Se a preferência fosse para caminho mais cómodo, porque com menor declive, o viajante orientar-se-ia para as igrejas de S. João e S. Bento, onde se abria outra praça. Tomando a antiga Rua dos Prateiros encontrava a porta principal do castelo mas se seguisse de S. João para S. Francisco, à sombra da fortaleza, podia entra na Vila pela Porta do Sol. Deste sítio partia a estrada de ligação com Outeiro e Miranda do Douro.
A praça foi sempre um elemento de diferenciação entre os modelos urbanísticos de tradição clássica e os de outros complexos histórico-culturais. Herdeira da ágora grega e do forum romano, nas nossas cidades sempre andou associada às funções vitais com destaque para as manifestações de cidadania mais emblemáticas.
Na sua evolução, a cidade de Bragança também pode ser analisado em função da praça e da supremacia hierárquica que largos e terreiros vão adquirindo à medida que se consolidavam os movimentos orgânicos da expansão urbanística. Sendo desejável que a sua amplitude espacial permitisse a realização da multiplicidade de funções que, periodicamente, ocorrem numa cidade, também era conveniente que a localização destes largos e terreiros contribuísse para a afirmação de valores de centralidade tão caros à governança, ao sermão, ao pregão e até aos ruídos novos que, na festa, desenredavam a alma de muitos.
Na Vila, na muralha do lado Norte, junto à Torre de Menagem e ao pé da torre dos sinos da Câmara, a capela de Santiago solenizava a praça do mesmo nome. Neste espaço, onde actualmente se ergue o pelourinho, foi onde, durante anos a fio, se encontravam os bragançanos com os moradores das aldeias do termo e gentes de outras partes que aí vinham a mercadejar.
A muitos, certamente que o alpendre da capela, cujas colunas se apoiavam sobre os leões que tinham pertencido a um túmulo com estátua feminina jacente, lhes ofereceu abrigo. O templo medieval já não existe mas perdurou a fama das luzidas festas que a nobreza, todos os anos, aí organizava para honrar o patrão dessa antiga paróquia da cidade.
O lento escorrer do tempo, fazendo a cidade extravasar os limites da muralha que protegia o primitivo núcleo urbano, dava consistência à personalidade urbanística dos arrabaldes. Ao mesmo tempo crescia o interesse de compradores e vendedores para, em certos dias, acorrerem ao terreiro onde a alta torre da igreja de S. João Baptista projectava a sua sombra. Sendo certo que as muralhas ofereciam protecção aos que moravam no espaço intramuros também é verdade que a segurança exigia contrapartidas que, em certos momentos, agravava as dificuldades dos residentes. Então, paulatinamente, iam-se desenhando movimentos que privilegiavam as moradas no exterior das muralhas. Alguns documentos testemunham como os da Vila protestaram contra a importância crescente da Praça de S. João.
Protestos que, uma ou outra vez, encontraram acolhimento no seio dos homens-bons, os mesmos que decidiram a aplicação de coimas a todos aqueles que teimassem na sua preferência comercial pelo rossio situado defronte da paroquial de S. João. Era à Praça de Santiago que se deviam dirigir. Decisão que provocou a contestação dos habitantes do arrabalde porque, diziam, além da Praça de S. João ser tão antiga como a cidade também era ancestral costume aí poder vender quem quisesse. Portanto, parece que mais do que a questão económica o que verdadeiramente estava em causa era a definição de uma nova hierarquia espacial no tecido urbano.
Posicionada nas imediações das portas da Vila, em espaço relativamente desafogado, esta praça era tutelada pela igreja de S. João Baptista, uma importante paróquia da cidade que na segunda metade do século XVIII seria colada à Sé, transferida por D. Fr. Aleixo de Miranda Henriques de Miranda do Douro para Bragança. Daquela decisão resultaria a progressiva ruína da igreja que acabaria por de perder. Ornamento da mesma praça era a casa da prosápia dos Teixeiras onde, depois, se fundou a igreja e o convento das freiras de Santa Escolástica. Num dos alçados do tempo ainda se conserva a pedra de armas daquela linhagem e testemunhos dos marcos de algumas janelas do primitivo solar.
Depois de 1685 a praça seria bastante amputada já que, como a anuência do juiz, dos vereadores e do procurador, a cidade consentiu que as religiosas anexassem ao convento «o ditto terreiro». Durante boa parte do século XVIII foi neste espaço que esteve a Casa da Alfândega, organismo que também ocupou umas «cazas» que pertenciam à abadia de S. João Baptista e que se implantavam na Praça de S. Vicente.
A largueza de espaço não era atributo principal da praça que recebia os fluxos provenientes de duas das mais importantes artérias da cidade – Rua Direita e Rua do Espírito Santo – que reorientava para o Castelo ou S. Francisco e que, através do Postigo da Cadeia, comunicava com a Ponte das Tinarias, sobre o Fervença, e garantia o acesso às fontes que forneciam água potável à cidade, aos moinhos, aos tanques dos curtumes e às tinturarias das sedas. Durante muito tempo estas actividades nutriram a economia local e caracterizaram o tecido social desta parte da cidade que, no século XVII, assistiu à formação de novos arruamentos. Durante o século XVI, quando a igreja de S. Vicente sofreu obras de monta, o lance da mudança da confraria da Santa Cruz da capela de Santa Catarina, situada na igreja dos mendicantes, para o templo consagrado ao santo diácono acrescentou importância ao templo e à praça. A confraria do Santo Cristo, como passara a ser designada, converter-se-ia na mais importante da cidade dando ensejo à realização de grandes festejos. E, quando a projecção do culto se mudou para Cabeça Boa, junto a Samil, onde o Bispo D. Luís da Veiga Cabral intentou a fundação de um recolhimento para donzelas, a memória das festas de 3 de Maio continuaria a cativar os feirantes para a Praça de S. Vicente. Por isso as festas do Santo Cristo foram a matriz da famosa Feira das Cantarinhas que, anualmente, se celebra em Bragança. Na mesma igreja
estava a milagrosa Senhora de Roncesvales, imagem de roca e de vestir, especialmente venerada pelas parturientes pois nos parto difíceis «mandão que se lhes dem nove toques no sino daquella igreja, o que vai fazer, ou o marido, ou a pessoa mais chegada». Assim, como escrevia Fr. Agostinho de Santa Maria, conseguiam apaziguar os receios que, naquela hora, apertavam os corações.
Por outro lado, a construção de um chafariz em 1746 mostra a importância deste espaço não somente por se tratar do ponto de abastecimento mais importante do perímetro urbano mas ainda porque outras forças sociais pretenderam posicionar esta obra na Praça do Colégio. Ao mesmo tempo, a presença do edifício da cadeia civil e, já em finais da centúria de setecentos ou nos primeiros anos da seguinte, a construção do novo e monumental edifício do Corpo da Guarda Principal comprovam a função de charneira que a Praça de S. Vicente ainda desempenhava. Todavia, nesta altura, aqui e ali, já aflorava a designação de Praça Velha.
Então, a Praça do Colégio, que desde 1619 repartia com a Praça de S. Vicente a faculdade de aí se poder vender peixe, prática que era proibida nos dias de feira, tendia a assumir maior protagonismo tanto mais que funcionava como o ponto de recepção dos viajantes oriundos de localidades como o Porto, Chaves, Vinhais e estrada de Quintela de Lampaças. A presença, desde os meados do século XVI, da igreja e do colégio do Santíssimo Nome de Jesus, administrado pelos padres jesuítas, emprestou-lhe o nome, acrescentou-lhe prestígio e, a par com a casa comprida da fidalguia local que corre no lado fronteiro ao alçado da igreja, modeloulhe a fisionomia. Durante o século XVII era, juntamente com o Terreiro das Eiras do Arcebispo, espaço amplo que lhe fica contíguo, o toural da cidade por ser aí que acorriam todos os que queriam vender ou comprar gado. Nas ocasiões solenes, também aqui se realizavam algumas das demonstrações festivas como sucedeu nas grandes celebrações de 1622 que se programaram para as alegrias da canonização de Inácio de Loiola e de Francisco Xavier.
Formando um rectângulo, é a zona central do antigo terreiro do Colégio assinalada por uma plataforma escalonada que serve de envasamento a um cruzeiro de fuste espiralado, datado de 1689, que confirma a assumpção no interior do país de algumas fórmulas estéticas caras ao barroco arquitectónico. Substituía esta obra um outro cruzeiro existente, provavelmente despido de atributos artísticos, mas com uma presença suficientemente marcante para, durante muitos anos, a praça ser nomeada como Praça da Cruz de Pedra. A sua construção, talvez pela mesma mão que participou na fábrica do portal de Santa Maria [mestre Martinho da Veiga (?)], foi paga com recurso ao lançamento de uma finta.
Já antes associámos a vontade de intervir na cidade com medidas racionais à crescente afirmação do poder central. Contando séculos de crescimento orgânico e sem constrangimentos apreciáveis raros foram os casos que deixaram moldar-se pelo figurino ortogonal. Estando a geometria ao serviço do poder, os seus praticantes, quase todos engenheiros militares, materializaram importantes exercícios correctivos. Em consequência, a maioria dos estudos de natureza militar que chegaram ao nosso conhecimento especulam, sobretudo, à volta de concepções relacionadas com o desenvolvimento geométrico dos trabalhos defensivas bragançanos. Obras, adaptadas ao alcance das novas bocas-de-fogo e que, podendo ser batidas à distância, deviam não só recusar o crescimento em altura mas conformarem-se com novas características tais como os perfis rasos e com formas compactas para resistirem aos impactos. Todas estas obras não podiam correr à margem da intervenção na cidade que veria seu desenvolvimento e possibilidades circulação fortemente constrangidas pelos postulados teóricos que a engenharia militar considerasse.
Já noutro lugar demos à estampa e nos referimos a alguns dos estudos de modernização das fortificações da cidade efectuados por engenheiros militares durante o século XVIII. Todavia, não se conhecem testemunhos materiais das contribuições e propostas de homens como António de Aguiar Coelho que, após o seu falecimento em 1733, seria substituído por Rodrigo Sande de Vasconcelos, discípulo do engenheiro-mor do reino Manuel de Azevedo Fortes, nem de Luís Xavier Bernardo, João António de Távora, Francisco Xavier do Rego e Manuel de Sousa Pereira. Mas em 1754, José Monteiro de Carvalho produziu um estudo que, se tivesse sido executado, transformaria muito a área do castelo e boa parte da cidade. A capacidade técnica deste engenheiro militar poderá ser aquilatada pelo facto de, em 1760, já com o posto de sargento-mor, ter sido proposto para suceder ao prestigiado Eugénio dos Santos e de, nove anos depois, ter sido encarregado pelo Marquês de Pombal de proceder às adaptações do Colégio de Santo Antão para aí poder funcionar o Hospital de S. José.
Alguns anos antes, talvez em 1763, o risco saído da mão do capitão-engenheiro italiano Giozé Maria Cavagna ilustrava não somente o estado das defesas bragançanas como assinalava os pontos em que foram profundamente danificadas, em 1762, pelo exército espanhol comandado pelo tenente-general marquês de Cevallos. Na sequência desta ocupação territorial, o engenheiro militar espanhol que acompanhava os invasores debuxaria com grande fidelidade um «plano de la Plaza de Berganza com sus castilhos antiguo, y moderno», planta de grande fidelidade que, no essencial, sistematizava a estruturação de um tecido citadino que poucas modificações sofreria até à segunda metade do século XX.

Luís Alexandre Rodrigues – BRAGANÇA NA ÉPOCA MODERNA. MILITARES E ECLESIÁSTICOS. A RUA, A PRAÇA, A CASA.
Actas do Seminário Centros Históricos: Passado e Presente, pp. 70 a 96

O DITINHO E O "COISA RUIM" - Crónica do Brasil

Por Antônio Carlos Affonso dos Santos – ACAS
São Paulo (Brasil)
(colaborador do Memórias...e outras coisas)
O Ditinho táva muito bêbo. Már chegô em casa, táva lá o cramunhão! O cão táva vistido cuma capa preta; na cabeça, tarveiz pra iscondê o chifre, o bode cheroso usava um chapéu di aba larga. Pra cumpretá a rôpa janota, usava um “ray ban” de vidro verde, muitas das veiz pra iscondê aquele zóio vermêio que ele tinha! O Ditinho pelejô pra inxergá direito, pruquê tava garoano um pôco. O iscomungado falô ansim pro Ditinho:
- Vancê qué ficá rico, Ditinho?
- Quero, craro!, respondeu.
- Intão vancê mi acumpanha inté a mata tenebrosa!
E o lucifér já foi andano, cô Ditinho andano atrais, quenem cachorro! Só fartava andá de quatro, pois inté latí, ele latiu.
Andaro no mato uns par de hora. Por vórta das artas hora, o capeta virô prêle, co’s zóio chispano fogo por adetrais do ray ban verde:
- Ditinho, vancê tá veno essa pedra no meio da crarêra?
- Tô, respondeu o Ditinho.
- Ela é de ôro, i vale dois milião. É tua!
- Brigado moço, mais acho que num quero não.
- Como num qué?, disse o chifrudo. Vancê qué ficá rico, num qué?
- Quero, qué dizê, eu queria...., falou tremeno de medo!
- Ara, sô! Vancê pode ficá milionário cum essa pedra. Só tem uma coisa que vancê tem que fazê por mim.
- Iuquié?, respondeu Ditinho, de carrêra, pra num fartá o fôrgo.
- Vancê vai vendê sua arma pra mim.
- Mais ieu num tenho arma ninhuma!
- Tô falano do seu espríto; seu bêbo burro!
- Ave Maria, credo em cruiz, mangalô treis vêis, vai de rétro satanais, a cruiz de Cristo, o anér de São Cipriano que me valha, sai Exu, príncipe de quibungo, bode preto, cobra Nonato, Anhangá. Sartei de banda, sô! Vê se num me estórva!
Dispois do Ditinho dizê essas palavra, o fedegoso rinchô que nem um cavalo, i ficô sortano uma fumaça pelo roscófe, que fidía queném ovo podre. I o chêro i a fumaça foi tomãno conta do mato. No meio da fumaça de pórva, o pé de bode sumiu!
O Ditinho vortô zunino pra casa, deitano cabelo no estirão. Chegô em casa todo mijado i cagado. Mêmo assim, começô arrastá mala nas roda de truco e nos jogo de maia i bocha.
-Uma veiz um fio duma quis me dá ôro, pra ieu vendê minha arma. Ieu podia tá rico!
-Ara, dêxa de dizê asnêra, Ditinho. I vê se presta atenção no jogo. Ocê tá perdeno di novo!
Nessa noite, o Ditinho táva durmino u sono dos justo, quando escuitô uma voiz chamãno iele no quintár:
-Ditinho, me dá sua arma! Ditinho, me dá sua arma! Ditinho, me dá sua arma!
-Credincruiz, ave-maria, será o coisa ruim?
I era; ele veio fazer a úrtima tentativa de usá a arma do Ditinho pra fazê os már-feito!
O Ditinho correu inté a casa do padre Tito i pediu perdão, por sê tão orguioso i ridico!
O padre Tito rezou em riba dele, côs pano de missa, jogô água benta i mandô iele rezá cem ave Maria i deiz padre-nosso.
O bode preto, o cramunhão, o coisa ruim, nunca mai apareceu prêle. 
I iêle agora é coroinha i ajuda o padre Tito a rezá a santa missa; tudo us dia!


Este texto foi criado em em  05/11/15
Antônio Carlos Affonso dos Santos - ACAS

O TRANSMONTANO ANALFABETO

Por Humberto Pinho da Silva
(colaborador do Memórias...e outras coisas)
Casal amigo, recentemente vindo do Brasil, que anda a viajar pela velha Europa, ao passar pela minha cidade, quis visitar-me, e convidou-me para encontro num hotel do centro da cidade.
Conversamos sobre a situação politica no Brasil e da América Latina, mormente da Venezuela; e a determinado momento, a conversa descambou para o facto de todos quererem ser europeus.
Foi então que narraram a curiosa história, do transmontano, que certo dia, abandonando sua aldeia, partiu para o Rio de Janeiro. Levava consigo a esperança de vir enriquecer, nesse imenso Brasil, onde se contava, que havia a árvore da pataca: bastava abanar… e o dinheiro chovia…
Desembarcado em terras de Vera Cruz, logo verificou, que para sobreviver, teria que trabalhar duramente; e a famosa “ árvore” só existia na imaginação de “ poetas” excêntricos.
Empregou-se num empório. O dono da casa era rude e pouco amável para os gringos, mormente portugueses.
De tanto se ver desprezado, transformado em palhaço pobre de circo pobre, pelo facto de ser português, resolveu, quando conseguiu disfarçar a pronúncia, esconder a nacionalidade.
Se sofria com a chacota que faziam aos patrícios?
Lá isso sofria…Debochavam, que vinham: “de pau e saco às costas”; mais tarde, com o aparecimento da TAP, de ”Tamancos Aéreos Portugueses” e outros chispes, que a rádio, e mais tarde a TV, lançavam para gáudio de muitos. Mas sofria calado…por medo e vergonha.
Casou. Teve filhos e filhas. A vida melhorou. Comprou casinha… e ele, sempre ruído pela saudade da sua terra, ia-se conformando, não só com a nacionalidade, mas com a indiferença e desprezo dos filhos.
Prosperados com o trabalho paterno, frequentaram o Ensino Superior; se não tinham vergonha, evitavam, acintosamente, a companhia do pai. Homem inculto, que mal sabia ler, e ainda menos escrever, que trajava modestamente, e trabalhava como galego.
Mais tarde, os netos e bisnetos, nem o iam visitar – diziam que os afazeres não lhes permitia, – “ Para quê?!”: Era velho, pobre, rude, analfabeto…E agradeciam ao pai, não os ter batizado com apelido português. Hoje podiam usar nomes com “Ys”, “Ws”, e letras dobradas. Era chique e dava status.
Um dia, o transmontano, morreu. Foi sepultado em vala comum, quase como indigente, em caixão modestíssimo, e sem acompanhantes.
A família não queria que se soubesse que o antepassado fora daqueles que desembarcaram de: “trouxa de roupa e cajado, que lhe servia de bengala…”
Passou o tempo…Passaram décadas…Portugal aderiu à U.E. ; mais tarde ao euro. Agora dizem:” Estão ricos!!! …”
Os netos e bisnetos, do velho e pobre transmontano, lembraram-se, então, dele, e pensaram: “ - Agora podemos lucrar pelo facto de sermos descendente, desse antepassado! …”
- “Mas como?! …”
- “ Nem conhecemos donde era! …Trás-os-Montes é grande! …”
Então, rebuscaram velhos e revelhos documentos. Escreveram a padres e Juntas de Freguesia. Buscaram amigos e parentes; e até um neto percorreu o distrito de Bragança, com foto do agora “querido” avozinho, e palavras sentimentais…, na esperança que alguém fornecesse alguma dica.
Já não dizem: que andara de “Tamancos Aéreos”; e invejam, até, os que já obtiveram o almejado cartão, que lhes permite serem cidadãos europeus; crentes que não lhes vai acarretar problemas, dissabores e despesas futuras.
Se o velho transmontano, no outro mundo, puder conhecer o que se passa neste, há-de rir-se, em grande risota, com outros gringos analfabetos, que envergonhavam a família, por serem: italianos, portugueses… europeus analfabetos…
Assim rematou aquele casal, que sempre se orgulhou das suas origens, e sempre frequentou e procurou o convívio de patrícios, em associações e clubes, indiferentes à chacota e ao ridículo, que muitos (netos e bisnetos de portugueses e italianos,) lançavam sobre aqueles que se orgulhavam dos avós: Homens honrados, humildes e trabalhadores exemplares.

Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Esta tarde, muita cor nas ruas de Macedo

As ruas da cidade de Macedo de Cavaleiros voltam-se a encher de cor amanhã coma III Festa da Cor organizada pela CERCIMAC.
O objetivo é angariar fundos para proporcionar, ao longo do ano, atividades extra aos utentes da instituição que, de outra forma, não seriam possíveis, como diz Luísa Garcia, presidente da CERCIMAC.

“À semelhança dos anos anteriores as receitas são para a CERCIMAC, é verdade que nós na nossa gestão corrente temos aquilo que é essencial, conseguimos pagar as nossas contas, mas queremos ir mais além, queremos proporcionar outras actividades ao nosso utentes,   fazer viagens com eles. Nós temos que fazer este tipo de coisinhas que nos permitem chegar um bocadinho mais além e fazer actividades que, sem estes extras, não seriam possíveis como, por exemplo, ir ao oceanário e ao jardim zoológico.”
O ano passado o evento juntou mais de 500 participantes. Um número que tem sido crescente ao longo das 2 edições com resultados positivos.

“A adesão tem sido crescente. Além disso, nós fazemos todo um trabalho de pedido de apoio que é feito antes, nomeadamente, com as empresas de Macedo que sempre que saímos à rua são excelentes connosco. A receita tem sido vantajosa, temos tido bons resultados porque além da presença das pessoas que tem sido bastante, temos também o apoio das empresas e mesmo de pessoas que se juntam a nós.”
O ponto de encontro é no Jardim 1º de Maio, em frente à Câmara Municipal, de onde os participantes saem em cortejo por algumas ruas da cidade.

“Vamos subir a alameda Nossa senhora de Fátima, passamos na rotunda da GNR, vamos passar novamente, descemos o bairro de São Francisco, depois em frente à Caixa Geral de Depósitos e regressamos ao Jardim 1º de Maio. Faz o trajecto com os tais pontos de cor, muita cor pelo caminho, e depois termina ainda com mais cor, mais festa ainda no Jardim 1º de Maio.”
A partir das 10h da manhã é feita a venda de pulseiras no Jardim 1º de Maio a quem desejar participar, cada uma com o preço de 5€ que dá direito ainda a uma t-shirt e a um saco de pó colorido.

A festa conta ainda com a presença do padrinho do evento Fábio Jorge Krayze, dançarino mundialmente conhecido e ator na novela “Única Mulher”, a quem se juntam vários instrutores de dança, grupos e Dj’s.

A III Festa da Cor tem hora marcada para as 16h30 deste sábado com saída do Jardim 1º de Maio.

Escrito por ONDA LIVRE

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Vinhais num dia de neve

foto: autor desconhecido

Nª Srª dos Remédios - Vila Flor

foto: autor desconhecido

Colégio de Stº António - Torre de Moncorvo

foto: autor desconhecido

Sra do Amparo e Feira de Gado - Mirandela

foto: autor desconhecido

Jardim Dr. Oliveira Salazar - Macedo de Cavaleiros

foto: autor desconhecido

Ruínas do Castelo de Miranda do Douro

foto: autor desconhecido

Para entendermos melhor o significado dos Feriados Nacionais

Série exibida em 1989 em cada uma das datas celebrativas do respetivo feriado. 
Nos 12 episódios é dada uma panorâmica sobre a origem e a história de cada um dos feriados religiosos ou civis, e é abordada a sua importância no contexto da nossa sociedade.
CLICA NAS IMAGENS PARA ACEDER AOS VIDEOS
1 de Janeiro – Dia da Fraternidade Universal
Sexta Feira Santa e Páscoa
25 de Abril – Dia da Liberdade
1º de Maio – Dia do Trabalhador
Corpo de Deus
10 de Junho – Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades
15 de Agosto – Nossa Senhora da Assunção
5 de Outubro – Implantação da República
1º de Novembro – Dia de Todos os Santos
1º de Dezembro – Dia da Restauração
8 de Dezembro – Imaculada Conceição
25 de Dezembro – O Natal

Bragança na Época Moderna. Militares e Eclesiásticos. A Rua, a Praça, a Casa

Imagem: SIPA
Pouco depois de 1660, quando os quartéis do Forte de S. João de Deus já estavam capazes de serventia, novos eixos de circulação prolongavam a cidade para o exterior dos antigos limites. Então, à medida que algumas casas roubavam espaço a hortas e cortinhas, a toponímia tradicional via-se acrescentada com designações como «o Canto junto à Caleija que vai para o Forte», o «Beco do Forte», a Rua do Forte e a Rua de S. João de Deus. Ao mesmo tempo o Forte de S. João de Deus passaria a ser encarado como uma das partes constituintes da cidade. Deste modo, pelas relações funcionais e pela percepção das qualidades intrínsecas, as partes «castelo, cidade e forte» passaram a ser vistas como órgãos de um mesmo organismo que, em boa medida, fundava a sua unidade formal no amplo abraço da linha das muralhas e trincheiras. Elemento que também fazia valer as suas características físicas quando, como uma moldura, delimitava um quadro em que tanto o casario particular como os edifícios religiosos se acomodavam ao longo dos arruamentos ou em volta de terreiros progressivamente sujeitos aos padrões da eficácia funcional, civil, militar e religiosa.
Madeira, grandes volumes de terras, cavas, pedra, tudo servia para erguer barreiras que entravassem a progressão do invasor e majorassem as possibilidades dos defensores.
Trabalhos hercúleos que reclamavam um esforço financeiro proporcional e em que se destacou o clero tanto pelo contributo financeiro como pelo denodado nacionalismo. É forçoso que a segunda cerca da muralha, mostrando uma epiderme diversificada e uma estrutura alongada mas sem se elevar muito em altura, não possa ser comparada aos muros de alvenaria que hoje se vêem a rodear o castelo e a Vila que, como se sabe, foram há menos de cinquenta anos objecto de fervorosa reconstrução. Em termos gerais, o cordão que delimitava a urbe, nascia na muralha do castelo, prolongava-se pela Estacada e continuava em terrenos da cerca das freiras de Santa Clara até ao cemitério do Toural, melhoramento oitocentista que tem a particularidade de assentar a sua parede Sul na linha da antiga barreira.
Depois direccionava-se para a proximidade da porta da Rua dos Oleiros (agora Rua Almirante Reis), onde havia uma estacada que protegia a real fábrica da seda – edifício que se situava nas imediações da actual CGD e edifício dos CTT e ostentava no portal os símbolos heráldicos de D. Pedro II, os quais devem ser os que hoje se vêem no portal da capela particular de Santo António do Toural – corria parcialmente a Rua do Tombeirinho (agora Rua 5 de Outubro) – topónimo que pode perpetuar a memória de uma anta - até inflectir para o sítio onde edificaram a casa do antigo Lactário, na antiga Rua de Fora de Portas (agora Rua Alexandre Herculano), e continuava, contornando as hortas da cerca dos padres da Companhia de Jesus, até ao Postigo dos Batocos. A partir daqui, o seu trajecto quase acompanhava o curso do rio Fervença até à zona do Postigo da Cadeia, na Praça de S. Vicente, continuando sobranceira ao rio e paralelamente à Costa Grande até encontrar novamente o muro do castelo. 
A descrição, embora sumária, deixa ver que se tratava de um vasto perímetro onde, quando convinha por razões tácticas ou os acidentes da topografia consentiam, se apontavam alguns baluartes, como as boas metodologias da fortificação preconizavam. Era um tempo, não esqueçamos, em que a intervenção na cidade e a tendência para a sua modelação, segundo conceitos informado pela geometria, decorriam da existência de um poder central que se aproximava do absolutismo e que era muito informado pelos valores contra-reformistas.

Luís Alexandre Rodrigues – BRAGANÇA NA ÉPOCA MODERNA. MILITARES E ECLESIÁSTICOS. A RUA, A PRAÇA, A CASA.
Actas do Seminário Centros Históricos: Passado e Presente, pp. 70 a 96

Henrique Fernandes Tavares

Foi director da Escola Industrial de Bragança, sendo agora (Abril de 1930) professor na de Aveiro. Nasceu em Lisboa a 29 de Novembro de 1897; é filho de António Carlos Caldeira Pinto Tavares e de D. Elvira Xavier Fernandes Tavares. Henrique Tavares foi um dos alunos mais notáveis do curso de belas-artes, onde obteve distinções, menções honrosas, medalhas de bronze e de prata, sendo medalhado igualmente pela Sociedade Nacional de Belas-Artes e condecorado com o «Prémio da Anunciação».
As duas exposições dos seus quadros, sobretudo retratos, em que é mestre, realizadas em Bragança em 1927 e 1928 foram brilhantíssimas e imponentes nos meios da arte nacional.
No «Livro dos visitantes» dessa exposição escrevemos: «É consolador entrar nesta exposição da Escola Industrial de Bragança, por ver o superior critério com que o seu corpo docente orienta o ensino, evidenciado nos artísticos artefactos de serralharia, marcenaria, carpintaria, tecelagem, bordados e outros labores expostos.
Mas ao entrar na sala em que Henrique Tavares, o grande mestre do retrato, apresenta os seus quadros, um ah... aa... prolongado, sonoro a princípio, explode involuntário dos lábios, para depois emudecer de assombro empolgante. É que as suas telas movem-se, falam, teem vida, traduzem a fina observação psicológica, o jogo fisionómico que evidencia os elementos da alma e, pelo impressionismo, sugerem um mundo de cogitações só visível
às mentalidades da élite, onde volteja um sôpro de talento matizado de fulgurações geniais.
Terras bragançanas, terras bragançanas! Minhas queridas terras bragançanas, que risonho futuro vos espera, quando amanhã a mocidade assim educada agir sobre vós. Tavares, a máxima expressão do agradecimento reconhecido na minha terra é: “Bem haja; Deus lo pague”; pois bem, Tavares: em nome da minha terra um longo e infindável bem haja, Deus le pague a sementeira de mentalidade artística que aqui espargiu».

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Valbom dos Figos - Noite da Francesinha

Vale de Salgueiro - Festas em Honra de Nosso Senhor dos Aflitos

Vila Nova das Patas - Festa em Honra de S. António

Vale da Sancha - Nª Srª do Aviso

Corte de trânsito na Rotunda da Nora em Mirandela

No âmbito do Plano de Acção de Mobilidade Urbana Sustentável - PAMUS 1: Criação da Rede Ciclável e Via Pedonal em curso que requalificará as vias e respetivas envolventes entre o nó da A4 e a Rua da República, é necessário cortar o trânsito na Rotunda da Nora no dia 19 de agosto.
Como é habitual, os trabalhos e os desvios estarão devidamente assinalados.
Agradecemos a compreensão e lamentamos os incómodos 
causados.

CM Mirandela

Governo declara "estado de calamidade pública" com efeitos preventivos em algumas zonas do país

Governo declara "estado de calamidade pública" com efeitos preventivos em algumas zonas do país.
 LUSA/ANTÓNIO COTRIM
António Costa declarou esta quinta-feira o estado de "calamidade pública com efeitos preventivos" nos distritos do interior das regiões do Centro e Norte e alguns concelhos do distrito de Beja e sotavento algarvio.
A decisão foi anunciada em comunicado, antes de um fim-de-semana em que as temperaturas podem chegar aos 40 graus: "Face à previsão do agravamento, nos próximos dias, em particular no fim-de-semana, do risco de incêndio muito elevado e máximo, com especial incidência nos distritos do interior das regiões do Centro e Norte e alguns concelhos do distrito de Beja e sotavento algarvio, o Governo, por despacho do primeiro-ministro e ministra da Administração Interna, vai declarar o estado de calamidade pública com efeitos preventivos naquelas zonas do território nacional", lê-se na nota.

Para que serve a declaração de estado de "calamidade pública" preventivo?
De acordo com a legislação vigente, a declaração de forma preventiva do estado de calamidade pública permite ao Governo " o estabelecimento de directivas específicas relativas à actividade operacional dos agentes de protecção civil e das entidades e instituições envolvidas nas operações de protecção e socorro". E pode chegar ainda estabelecer, entre outras coisas, "a mobilização civil de pessoas", a "fixação, por razões de segurança dos próprios ou das operações, de limites ou condicionamentos à circulação ou permanência de pessoas, outros seres vivos ou veículos", "a fixação de cercas sanitárias e de segurança", "a racionalização da utilização dos serviços públicos de transportes, comunicações e abastecimento de água e energia, bem como do consumo de bens de primeira necessidade", a "declaração da situação de calamidade determina o accionamento das estruturas de coordenação política e institucional territorialmente competentes" e, por fim, permite ainda "a activação automática dos planos de emergência de protecção civil do respectivo nível territorial".

Assim, na sexta-feira haverá uma reunião na residência oficial do primeiro-ministro com o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, com o Comandante Geral da GNR, Comandante Nacional de Operações de Socorro e presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, "tendo em vista a mobilização máxima de meios e pré-posicionamento nas zonas de maior risco".

Além disso, o Governo vai reunir-se ainda esta quinta-feira com os presidentes das câmaras daqueles territórios, "tendo em vista a identificação de outras medidas que devam ser adoptadas com carácter preventivo".

O território abrangido é vasto, sobretudo os distritos do interior do país como Bragança, Vila Real, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja. O Instituto Português do Mar e da Atomosfera (IPMA) prevê para o fim de semana o risco máximo ou muito elevado de incêndio para algumas dezenas de concelhos destes distritos. Esta avaliação do IPMA esteve também na base da decisão do Governo. 

A decisão vai ser tomada por resolução do Conselho de Ministros. Como esta semana não há reunião semanal, a resolução será ratificada na próxima semana. 

Esta será uma das indicações que António Costa dará hoje ao Presidente da República, quando se reunir com Marcelo Rebelo de Sousa em Pedrógão Grande, para o encontro semanal entre o chefe do Governo e o chefe de Estado.

Liliana Valente
Jornal Público

Criadores de gado temem não conseguir alimentar os animais devido à seca extrema em Trás-os-Montes

Um mês depois de ter sido aprovado o plano de seca em Portugal, em Trás-os-Montes, o fenómeno está a preocupar os criadores de gado.
Devido à seca extrema, os produtores temem não conseguir alimentar os animais.
A Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra Mirandesa alerta para a diminuição drástica do número de animais nos últimos anos e reclama mais apoios.


Homem de 30 anos em estado grave após queda de uma árvore em Vila Flor

Um homem de 30 anos ficou esta sexta-feira com ferimentos graves após cair de uma árvore, junto à barragem de Mourão, em Vila Flor, Bragança, apurou o Porto Canal com fonte dos Bombeiros Voluntários de Vila Flor.
O homem estava "aparentemente a trabalhar na agricultura" quando ocorreu o acidente, avançam os bombeiros.

O alerta foi dado às 08h00 e no local estiveram 19 operacionais apoiados por sete viaturas dos Bombeiros Voluntários de Vila Flor e ainda um meio aéreo do INEM devido à dificuldade de acesso ao local.

Porto Canal