sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Governo vai distribuir 3000 camas na rede de cuidados continuados e Bragança tem necessidade de aumentar a capacidade de recepção de utentes

Vão ser distribuídas 3000 camas para a rede nacional de cuidados continuados e espera-se que Bragança e Mirandela sejam beneficiadas com mais acordos de cooperação nas suas unidades.
O desejo foi expresso na comemoração do 3º aniversário da Unidade de Cuidados Continuados Integrados de Bragança.
Carlos Vaz, o presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste, entende que mais camas seriam importantes para colmatar as necessidades na região.
“Isto é importantíssimo nós chegamos a ter às vezes mais de 10 doentes com alta médica no hospital e que chegam a estar mais de uma semana para ser colocados numa unidade da rede nacional, porque às vezes não há lugares disponíveis na nossa região, muitas vezes os doentes daqui vão para outras regiões. Se o governo atribuir mais camas de cuidados continuados para a nossa região será sempre uma mais-valia enorme para a instituição, para as misericórdias mas fundamentalmente para as nossas populações”, explicou. 
Na unidade de cuidados continuados de Bragança, das 60 camas disponíveis apenas 40 estão a ser utilizadas porque faltam os protocolos com o governo para poder instalar utentes nas restantes 20 camas, é um processo que já se arrasta há 3 anos, segundo o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, Eleutério Alves, que diz que as 20 camas por utilizar são muito importantes.
“ Andamos há três anos a tentar junto do governo e das entidades responsáveis, que essas 20 camas sejam protocoladas também porque fazem falta. A taxa de ocupação em Bragança é de 100 % desde a origem. Temos manifestação de interesses em vir para aqui com 30, 60 e 90 dias de pessoas que querem vir. A comunidade de Bragança precisa destas camas porque caso contrário os utentes do concelho de Bragança têm de ser deslocados para centenas de quilómetros, o que não interessa nem aos utentes, nem às famílias que perdem o conforto todo porque não têm as suas pessoas próximas”, referiu.  A unidade de cuidados continuados de Bragança, já apoiou mais de 450 pessoas, nos primeiros 3 anos de existência. 

Escrito por Brigantia

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