segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Seca deverá reduzir calibre da castanha e preocupa produtores

A seca pode afectar a produção de castanha este ano. Se não chover durante o próximo mês o calibre do fruto pode ser comprometido. Esta foi uma das preocupações levantadas no primeiro encontro de produtores de castanha de Trás-os-Montes que decorreu entre sexta e domingo nas aldeias de Parâmio e Vilarinho no concelho de Bragança.
O presidente do Centro Nacional de Competências dos Frutos Secos, Albino Bento, salientou que com a falta de chuva há também a possibilidade de alguns castanheiros secarem ou ficarem mais debilitados e serem afectados por doenças como a tinta.

“Vê-se muito castanheiro seco, resultado de um período prolongado de seca em que o castanheiro está debilitado e depois a tinta acaba por dar a machada final. Se continuar sem chover nos próximos tempos poderá vir a ser complicado para o calibre e qualidade da castanha”, destacou.

José Laranjo, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e presidente da RefCast, a Associação Portuguesa de Castanha perspectiva que por um lado pode até haver ganhos para os produtores, perante a diminuição da produção, mas por outro a rentabilidade deverá ser mais baixa se a castanha tiver um baixo calibre.

“Se calhar podemos ter uma valorização ainda mais da castanha. Este ano a produção pela falta de chuva apresta-se para ser inferior à do ano passado e havendo menos produção o preço vai subir, mas também será mais pequena e o preço final vai ser um balanceamento entre a menor quantidade, mas se calhar também pior qualidade”, frisou.

Carlos Fernandes, presidente do Agrupamento de Produtores do Transbaceiro, que organizou este encontro fez um balanço positivo da iniciativa, cujas conclusões serão enviadas aos responsáveis da tutela, nomeadamente ao ministro da Agricultura, que foi convidado para o encontro mas não compareceu.

“Os produtores de castanha que vieram aqui e tinham muitas dúvidas quer no tratamento de doenças quer na forma de plantar os castanheiros quer no circuito de comercialização saíram daqui mais esclarecidos do que no início e essa é a grande conclusão do encontro”, destacou.

As doenças, as técnicas de produção e a comercialização foram os principais assuntos debatidos no primeiro encontro de produtores de castanha de Trás-os-Montes que deverá ter uma segunda edição no próximo ano. 

Escrito por Brigantia

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