quarta-feira, 22 de março de 2017

Rica Truta - 1,250 Kg

Pescada hoje num belo rio transmontano

"Caminhando com Maria - Percurso do Geossítio Senhora do Campo"

Para comemorar o IV Aniversário da sua constituição, o Serviço Diocesano da Pastoral do Turismo, organiza em parceria com a Unidade Pastoral de Santo António, o Geopark Terras de Cavaleiros, a Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, a Junta de Freguesia de Lamas, a Associação dos Diabéticos do Distrito de Bragança e a Associação Enzonas, um Percurso Pedestre intitulado “Caminhando com Maria – Percurso do Geossítio Senhora do Campo”.

Os interessados poderão inscrever-se gratuitamente AQUI.

Programa:
9h30 – Início do Percurso Pedestre "Caminhando com Maria - Percurso do Geossítio Senhora do Campo" 
Ponto de encontro: Casa do Careto, em Podence 
(percurso acompanhado e explicado por um técnico do Geopark Terras de Cavaleiros )

11h30 - Eucaristia no Santuário de Nossa Senhora do Campo, presidida por Sua Ex. Cia Rev. ma, D. José Cordeiro 

12h30 - Atuação da banda “25 de Março” 

13h00 – Farnel partilhado 

Para mais informações: geral@ptbm.pt ou AQUI.

Adriano José de Carvalho e Melo

Antigo comissário de polícia no Porto e Governador Civil do Distrito de Bragança por decreto de 25 de Novembro de 1873, cargo de que tomou posse a 13 do mês seguinte. Correm impressos bem elaborados Relatórios respeitantes à gerência deste governador civil, que mostram quanto tomava a peito os diversos ramos da administração pública a seu cargo e os benefícios que o distrito lhe deve.
Teve tal qual celebreira uma questão que alguns sócios da «Assembleia Brigantina», casa de recreio que havia ao tempo em Bragança, tiveram com este governador civil, a qual motivou dois opúsculos intitulados: A Assembleia Brigantina e o Senhor Governador Civil Adriano José de Carvalho e Melo (Porto, 1875, 8.º de 43 págs.) e O Governador Civil de Bragança e os colegas do colega director da Assembleia Brigantina (Porto, 1875, 8.º de 55 págs.).
Graças às instâncias deste governador civil, pelos alvarás de 1 de Maio e 26 de Junho de 1876, em execução da deliberação tomada em sessão de 4 de Março desse ano pela Junta Geral do Distrito de Bragança, criou-se nesta cidade um corpo de polícia civil, que ainda hoje dura, sendo seu primeiro comissário António José Ribeiro, segundo oficial da secretaria do Governo Civil de Bragança.
Adriano de Carvalho e Melo era natural da casa da Picota, freguesia de Tuías, concelho do Marco de Canaveses, onde nasceu a 3 de Agosto de 1825, e na mesma casa faleceu a 9 de Outubro de 1894. Foi também administrador do Marco de Canaveses e deputado. Redigiu com António Cabral A Verdade, semanário daquela localidade, e colaborou largamente no Jornal do Porto.
Devido à sua energia é que o célebre criminoso José do Telhado foi preso quando tentava embarcar clandestinamente para o Brasil escapado à acção da justiça deveras empenhada na captura de tão famigerado bandido, que durante nove anos assolou as Beiras e Trás-os-Montes, praticando crimes audaciosos que o guindaram à lenda dos criminosos mais célebres.

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Sete milhões de euros para concluir a zona industrial de Macedo

O presidente da câmara estima que serão precisos sete milhões de euros para concluir a zona industrial de Macedo e para criar condições para a fixação de empresas naquele município.
Macedo a zona industrial vai ter obras, mas estas deverão ser suportadas na totalidade pela autarquia, uma vez que o projecto não foi contemplado pelo financiamento da FEDER. Um projecto que, segundo o presidente da câmara, ainda não se sabe por quem será iniciado.
“Este projecto tem de ser concretizado num próximo mandato, visto que este está no fim, independentemente de quem fique à frente do município”, esclarece Duarte Moreno
Uma zona industrial que se afirma “com toda a vitalidade” e que deverá ser contemplada com “obras nos acessos à zona industrial, a construção de pavilhões e a instalação de um posto de abastecimento de combustíveis”, adiantou o presidente.
O autarca de Macedo de Cavaleiros a reforçar a necessidade de conclusão da zona industrial para se tornar atractiva para as empresas. 

Escrito por Brigantia

Distrito de Bragança tem 28 aldeias candidatas às sete maravilhas de Portugal

No distrito de Bragança, são 28 aldeias integram a lista das 332 candidatas às sete maravilhas de Portugal. O processo de selecção já começou, esta segunda-feira, e só vai terminar no dia 3 de Setembro, quando forem anunciadas as sete vencedoras, uma por cada categoria.
Caçarelhos
Ainda antes, já no dia 7 de Abril, vão ser seleccionadas as 49 aldeias finalistas, sete por cada categoria. No distrito de Bragança, o concelho de Vimioso é o que tem a maior representação com cinco aldeias, enquanto Freixo de Espada à Cinta é o único concelho que não tem nenhuma aldeia nesta lista.

Ter quatro ou cinco aldeias do distrito de Bragança nas 49 pré-finalistas das sete maravilhas de Portugal já será uma clara vitória, tendo em conta que partem em desvantagem com as aldeias do centro do país que foram alvo de intervenções no património edificado, através de programas nacionais e regionais.

É a expectativa pouco optimista de Aurora Ribeiro, a coordenadora da DESTEQUE – Associação para o Desenvolvimento da Terra Quente – responsável pela escolha de metade das aldeias do distrito que integram a lista das candidatas a maravilha de Portugal.

Tal como aconteceu, nos dois últimos concursos das sete maravilhas de Portugal, na gastronomia e nas praias, a DESTEQUE foi a responsável pela escolha das aldeias da região da Terra Quente para integrar este concurso. A selecção recaiu em 14 que vão participar apenas em quatro das sete categorias: Aldeias ribeirinhas, rurais, autênticas e áreas protegidas.

No entanto, as expectativas não estão muito elevadas, porque Aurora Ribeiro entende que as 28 aldeias do distrito de Bragança “partem em clara desvantagem se comparadas com as da região Centro que sofreram intervenções de programas nacionais e regionais”.

Sendo assim, para a coordenadora da DESTEQUE “ter algumas aldeias do distrito de Bragança nas 49 pré-finalistas já será uma vitória”.

Mesmo assim, Aurora Ribeiro entende que este concurso pode trazer efeitos positivos para este território ao nível das intervenções futuras no património edificado das aldeias do distrito de Bragança

Resta esperar pela selecção das 49 pré-finalistas das maravilhas de Portugal, na versão aldeias, que serão anunciadas no dia 7 de Abril.

Não são muito elevadas as expectativas do distrito de Bragança para mais um concurso das sete maravilhas de Portugal, desta vez virado para as aldeias. 

Escrito por rádio Terra Quente (CIR)

PR recebe clone de freixo histórico transmontano, símbolo da "resistência do país"

O Presidente da Republica, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou ontem a plantação do Freixo de Duarte d' Armas nos jardins do Palácio de Belém como um símbolo de "resistência e resiliência" do país.
O chefe de Estado recebeu hoje, Dia da Floresta, o primeiro "clone" da árvore simbólica de Freixo de Espada à Cinta, que tem mais de 500 anos de idade e que foi plantado nos jardins do Palácio de Belém.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, "trata-se de um momento simbólico para o nosso país. Este ato retrata um momento de resistência e resiliência para o país, tal como acontece com o freixo e outros freixos".

"É simbólico que o freixo [Freixo de Duarte D'Armas] aqui fique porque é uma homenagem aos portugueses que vivem no interior e aos que estão espalhados pelo mundo", enfatizou.

Depois das palavras, Marcelo Rebelo de Sousa passou aos atos e ajudou um grupo de quatro "alunos de mérito" do segundo ciclo do Agrupamento de Escolas de Freixo de Espada à Cinta a plantar o "clone".

Maria do Céu Quintas, presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, salientou que "não é todos os dias que uma árvore descendente das terras de Freixo de Espada à Cinta é plantada nos Jardins do Palácio de Belém".

"O trabalho de recuperação do Freixo de Duarte d'Armas começou há cerca de dois anos e hoje, com satisfação, estamos a plantar a primeira 'cópia' do nosso freixo nos jardins do Palácio de Belém", frisou a autarca transmontana.

O primeiro clone do freixo de Duarte d'Armas foi plantado entre o tanque de D. Maria e os jardins dos Teixos.

Em agosto do ano passado investigadores conseguiram os primeiros clones da árvore de mais de 500 anos e logo nessa altura foi revelado que o exemplar "número um" seria entregue à Presidência da República.

O freixo tem o seu nome associado a Duarte d'Armas, que representou cartograficamente, a mando do rei Manuel I, a cartografia de 56 castelos fronteiriços de Portugal, entre 1509 e 1510.

O investigador da UTAD Luís Martins disse que foram feitas mais de 900 tentativas nos últimos dois anos para assegurar os primeiros 22 clones do Freixo d'Duarte de Armas, através da utilização de raízes novas que nasceram após o início do processo de recuperação do freixo.

"Não foi um processo simples devido à própria idade da árvore. Estimamos que o Freixo de Duarte d' Armas tenha 540 a 550 anos", enfatizou o investigador.

Do trabalho de investigação foram retirados 22 clones que agora serão plantados em todas as capitais de distrito e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

O trabalho de clonagem foi lançado em parceria entre a UTAD e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

"Os trabalhos de clonagem por estacaria decorreram no viveiro florestal de Amarante, distrito do Porto, onde existem condições técnicas para o desenvolvimento dos 'filhos pródigos' do Freixo de Duarte d' Armas", indicou o investigador.

A Universidade do Algarve também participa no projeto e tem por missão desenvolver a pesquisa histórica sobre a árvore, em bibliotecas nacionais como a Torre do Tombo, relativa às lendas associadas ao freixo.

O conjunto de conteúdos será divulgado num página da Internet, em livro e num painel interativo a colocar junto ao centenário freixo.

FYP // MSP
Lusa/fim

Zona Industrial de Mirandela vai ser expandida e requalificada

Foi aprovada a candidatura do Município de Mirandela para a expansão e requalificação da zona Industrial, com um investimento a rondar os três milhões de euros, dos quais dois milhões e seiscentos mil euros correspondem a financiamento comunitário.
Foi uma das 15 aprovadas na região Norte no concurso de pré-qualificação a operações de acolhimento empresarial.
O presidente da autarquia, António Branco, diz que agora Mirandela está preparada para responder aos pedidos de instalação das 36 novas iniciativas de investimento já apresentadas no Gabinete de Apoio à Empresa e ao Empreendedor. 
“Nós estamos neste momento com um défice enorme de terrenos, temos alguns investimentos que estão neste momento a ser projectados, estamos com alguma dificuldade em responder às necessidades”, reiterou o autarca.  

Para além da expansão, o autarca não considera menos importante o facto de também se encontrarem agora reunidas as condições para a reabilitação das acessibilidades da actual Zona Industrial de Mirandela.

Em breve, vai abrir o procedimento concursal para o alargamento da zona industrial. Para já, deve avançar a reabilitação das acessibilidades da actual Zona Industrial. O alargamento vai permitir a criação de 67 lotes. 

Escrito por Terra Quente (CIR)

Convida-se V. Ex.ª a estar presente na sessão do Orçamento Participativo Portugal, que terá lugar no próximo dia 24 de março, às 21:00 horas, na Sala de Atos do Teatro Municipal de Bragança.

Socialistas criticam obras previstas no PEDU para Bragança

Os socialistas criticam a intervenção prevista para a emblemática Avenida João da Cruz, o desenho da Circular Interna de Bragança que prevê apenas uma via de trânsito para cada lado e que terá ligação à zona industrial das Cantarias pelo traçado da antiga linha de caminho de ferro.
Carlos Guerra, candidato do Partido Socialista às autárquicas deste ano à câmara de Bragança, lançou ainda duras críticas ao projecto das ciclovias, considerando que “algumas das intervenções previstas são interessantes, outras são mais um problema do que uma solução e recomendaria que houvesse uma reflexão mais aprofundada, sobretudo naquilo que tem a ver com o retirar espaço ao peão para dar à ciclovia”.

No topo das críticas socialistas está igualmente a intervenção prevista para a Av. João da Cruz, com supressão de parte do separador central:

"Não estamos de acordo. Cada vez que temos eleições, os senhores presidentes de câmara do PSD acham que nada melhor do que descaracterizar a nossa cidade. A avenida João da Cruz é o exemplo perfeito do tipo de avenida que se fazia no século XX. Ora se nós mantemos o castelo porque temos orgulho na nossa tradição medieval, também devemos ter orgulho na nossa tradição modernista. A ligação entre a cidade e a nossa estação de caminho de ferro são marcas da cidade que não têm de ser alteradas", sustenta, defendendo uma intervenção de pequenas dimensões nesta artéria da cidade.

Os socialistas acusam mesmo actual executivo de eleitoralismo com esta proposta.

Para Carlos Guerra, uma intervenção nas avenidas principais da cidade, mesmo que de curta duração como preconiza o Plano apresentado pelo executivo de Hernâni Dias, pode significar “a morte do pequeno comércio tradicional”.

“Espero que o senhor presidente da câmara tenha o bom senso de não a fazer no verão, porque nestas intervenções com fins eleitorais não vale tudo. É preciso ter em conta que no verão é muitas vezes o seguro de vida do pequeno comércio tradicional”, Considerando que a autarquia faz bem em aproveitar a oportunidade que surge de verbas comunitárias, o candidato socialista não deixa de apontar o dedo a algumas propostas. 

Escrito por Brigantia

Equipa do GDB - época 1963-64

Foto do Livro Grupo Desportivo de Bragança - Percurso Histórico 1943-2011

Matos, Miranda, Gonçalves (João Lourenço de), (Manuel de) e (Agostinho)

Mestres canteiros assistentes em Bragança, arremataram em 1770 a obra da capela-mor da igreja da Figueira, freguesia de Travanca, concelho do Mogadouro. Segundo as condições da arrematação, a capela-mor teria «de comprimento, vinte e coatro palmos, e de largura, dezaseis palmos, com dois cunhais de cantaria com soco e vara e capitel na ordem toscana e terão os cunhais de face ou paramento dois palmos e meio, apilarados e levantarão altura da mesma igreja, com seu friso por cima lizo que terá de alto palmo e meio coarto de palmo, e com a cornija de papo de rola com seu filete no leito e outro no meio correrá tanto o frizo, como a cornija lados e impena das costas da cala (sic, capela?) mór com duas piramides e hûa cruz de coatro palmos de alto com pedestal bem feito como tambem as piramides feitas ó moderno e altura da obra a correspondencia da igreja.
Levará hûa fresta de cinco palmos de alto e de largo dois palmos com dois varais de ferro, com coatro travessas apilaradas por dentro e por fora, hûa porta para a sacristia apilarada só da parte da capela mór, lagiada de cantaria, hû degrau no arco cruzeiro e outro nos previsorios, que tope de parede a parede e outro que sirva de taburno do comprimento do altar e se desfará o arco cruzeiro e se fará de novo... com doze palmos de vão de largo e de alto o que pedir a mesma obra. Grossuras de paredes tres palmos e meio assentes em barro rajado e guarnecido por dentro e por fora com areia e cal. Declaro que o arco cruzeiro levará varas e capiteis na forma da mais obra e levará hûa fiada de tinta preta ou amarella de tres palmos de alto com algum feitio e adorno......» Nos apontamentos da madeira declara-se que a capela-mor seria «forrada de escama de peixe».
Pelo mesmo tempo se forrou a capela-mor da igreja paroquial dos Avantos concelho de Mirandela, e também nas condições a que devia obedecer a obra de madeira, se declara que seria forrada de «escama de peixe».
A obra da capela-mor da igreja da Figueira estava concluída em Abril de 1772, segundo se vê por uma certidão do abade de Travanca, reverendo Manuel Afonso Freire. As condições a que devia obedecer a obra foram apontadas por João Lourenço de Matos, «mestre da Sé».

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Dia Mundial da Árvore e da Floresta em Macedo de Cavaleiros

terça-feira, 21 de março de 2017

Moinho dos "CASTANHEIRA" - Ponte Velha do Rio Sabor

Este moinho foi explorado durante muitos anos por meu Avô materno, Manuel Faustino Afonso, mais conhecido por "Castanheira", onde criou extensa prole.
Por volta do fim dos anos 50 foi alugado ao Senhor Varilhas, que, entretanto, tinha um moinho da parte de baixo da Ponte Velha. Neste filme, pode ver- se a mulher do Sr. Varilhas a fazer marmelada em grande caldeira de cobre sobre lume de lenha. Na mudança do Século foi demolido, e ali construída uma instalação turística.

Texto e Video: Manuel Pires 1976


Bragança assinalou o dia mundial da Poesia com várias atividades na Praça da Sé

Bragança assinalou o Dia da Árvore com uma série de iniciativas ao ar livre dedicadas aos mais pequenos

População de Podence conhece candidatura dos Caretos à UNESCO

A Câmara Municipal demonstrou as razões da candidatura e solicitou apoio da população para o processo de inscrição como Património Imaterial da Humanidade.
A Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, entidade gestora do processo, deu, este domingo, a conhecer à população de Podence a candidatura da Festa de Carnaval dos Caretos de Podence a Património Mundial. A apresentação decorreu na Assembleia de Freguesia, numa sessão muito participada pela população.

O Presidente da Câmara Municipal destacou a importância “do envolvimento da população de Podence. É essencial que todos possam formalmente manifestar o seu apoio e até contar o seu testemunho e as suas experiências.” Para Duarte Moreno “é a população quem mantém viva a tradição e num processo de candidatura à UNESCO é primordial que ela se manifeste.”

A candidatura está a ser preparada desde 15 de fevereiro, dia em que foi formalmente inscrita a tradição de Podence no Inventário Cultural Nacional, devendo ser, obrigatoriamente, submetida à UNESCO até final deste mês. Ao longo das últimas semanas em Podence, particularmente, nos cafés, têm estado disponíveis folhas próprias para a população manifestar individualmente o apoio à candidatura, sendo agora pedido a que cada um escreva um testemunho pessoal sobre os Caretos de Podence.

in:noticiasdonordeste.pt

Renovação da rede elétrica em Vale de Mira e Teixeira

A EDP Distribuição, no âmbito da melhoria contínua das suas redes energéticas e da qualidade de serviço que disponibiliza aos seus clientes, efetuou a renovação da rede de Iluminação Pública, substituindo focos luminoso obsoletos por 49 luminárias com tecnologia LED na localidade de Teixeira, União das freguesias de Sendim e Atenor no Concelho de Miranda do Douro.
Na localidade de Vale de Mira, freguesia de Duas Igrejas, foi renovada a rede de Baixa Tensão, com a instalação de um novo cabo troçada de seção superior numa extensão de 715 metros.

A nova rede em condutores isolados é mais robusta, traduzindo-se numa melhor qualidade de serviço, permitindo uma maior flexibilidade na exploração da rede de baixa tensão e a observância dos níveis de tensão regulamentares.

Estes investimentos melhoram a segurança de pessoas e bens com iluminação mais eficiente e simultaneamente a proteção do meio ambiente disponibilizando aos clientes uma qualidade de serviço excelente.

in:diariodetrasosmontes.com

Idosos visitaram exposição da Amêndoa e Amendoeira

No âmbito do programa “Mãos na Arte”, integrado no plano de ação para 2017 da Rede Social de Torre de Moncorvo, os idosos das Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho participaram numa sessão sobre a amêndoa e a amendoeira, que teve lugar no Mercado Municipal.
A sessão contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, da Vereadora do Município, Piedade Meneses, dos idosos, técnicas e auxiliares da Santa Casa da Misericórdia de Torre de Moncorvo e Lousa; Fundação Francisco António Meireles; Centro Social e Paroquial de Carviçais e Associação SócioCultural e Recreativa de Felgar. 

No decorrer da cerimónia a Vereadora do pelouro da ação social deu as boas vindas a todos os presentes, José Rachado falou sobre a cultura da amendoeira e a Rota da Amendoeira em Flor do concelho e Joaquim Morais sobre a confraria da amêndoa e o processo de certificação da amêndoa coberta.

Os idosos visitaram ainda a exposição sobre a amendoeira e a amêndoa e viram todo o processo de elaboração das tradicionais amêndoas cobertas. 

in:noticiasdonordeste.pt

Conheça o artesão mais antigo de Miranda do Douro que produz as capas de honra do concelho

Aureliano Ribeiro, com 80 anos, é o artesão mais antigo do concelho de Miranda do Douro. É a ele que cabe o minucioso trabalho de produzir as capas de honra do concelho, sendo que cada uma demora duas semanas a estar pronta.


Curso Avançado - "A tração animal na gestão agroflorestal sustentável" - III edição

Freixo de Espada à Cinta comemora dia da árvore na Assembleia da República

O dia da árvore foi escolhido para a oferta do primeiro clone do Duarte d’Armas de Freixo de Espada à Cinta, que será plantado hoje nos jardins do Palácio de Belém, a residência oficial do Presidente da República.
A data foi escolhida por Marcelo Rebelo de Sousa para a entrega, que será feita por uma delegação do município e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Este é um dos vários exemplares clonados do freixo emblemático da vila, com cerca de 550 anos, pela equipa da UTAD, responsável pela recuperação do freixo.
A autarca de Freixo de Espada à Cinta explica que foi devido à idade do freixo que foi decidiram cloná-lo. “Surgiu esta ideia de fazer clones da icónica árvore, a ideia resultou e decidimos oferecer o primeiro à presidência da república”, referiu.
“A chegada ao palácio de Belém será um momento importante para a vila de Freixo”, considera a autarca.
A iniciativa de recuperação da árvore surgiu no âmbito do processo de classificação do Freixo, que está quase concluído. E a descendência da árvore está garantida e poderá vir a integrar uma rota de municípios ligados ao Duarte D’Armas.
Para já a garantia é que o destino do primeiro clone do freixo Duarte D’Armas, vai a partir desta tarde enriquecer os jardins do Palácio de Belém.

 Escrito por Brigantia

Equipa do Grupo Desportivo de Bragança - Época 74/75

Foto do Livro Grupo Desportivo de Bragança - Percurso Histórico 1943-2011

Torre de Moncorvo: a Inquieração Tranquila - 30 de junho de 1996

Programa dedicado à vila de Torre de Moncorvo.

Bragança no top 4 das cidades mais inteligentes

Bragança surge, pelo segundo ano consecutivo, no top 4 das cidades mais inteligentes em Portugal, no estudo apresentado, na semana passada, durante o evento Green Business Week, em Lisboa.
Em 2016, e segundo o Smart City Index Portugal, Porto, Águeda, Cascais e Bragança lideraram o ranking nacional de cidades inteligentes. Este resultado "é o reconhecimento pela estratégia desenvolvida nos últimos anos, no sentido de transformar Bragança num território inteligente, orgulhoso, participativo, criativo, inovador e dinâmico, de afirmação no espaço regional e nacional, com cidadãos mais felizes", refere fonte da autarquia. 

No total, foram avaliados os 36 municípios portugueses que integram a RENER - Rede Portuguesa de Cidades Inteligentes, ao nível de diversos indicadores territoriais, como a governação, a inovação, a sustentabilidade, a qualidade de vida e a conetividade, tendo-se chegado ao top 10, integrado pelas cidades de Porto, Águeda, Cascais, Bragança, Guimarães, Matosinhos, Braga, Sintra, Aveiro e Santarém. 

Recorde-se que o Smart City Index Portugal tem por base uma metodologia desenvolvida pela INTELI.

NÓS Transmontanos, Sefarditas e Marranos - LOPO DIAS, MERCADOR E JUIZ ORDINÁRIO (N. VILA FLOR C. 1502)

Nasceu em Vila Flor por 1502. Os seus pais foram batizados em pé e “faleceram cristãos”. Ele foi batizado em criança, “como os filhos dos cristãos-velhos” e foi seu padrinho Diogo Lopes, castelhano. Fez-se mercador e “granjeava a sua vida a tratar em Castela”. Casou com uma filha de Violante Fernandes, esta também batizada em pé e “que se gabava e dizia abertamente que era judia” e rezava “as orações do Shemá Israel Baruch”. (1)

Era homem influente e respeitado em Vila Flor, só assim se explicando que fosse eleito por alguns anos para ocupar o cargo de juiz. A outra face do honroso cargo seria a criação de inimizades, da parte dos condenados pela justiça.

Um dos casos mais badalados foi a condenação de André Pires, cristão-velho, homem considerado da aldeia do Arco e que deveria recolher de cada casa da terra um alqueire de trigo, em pagamento da avença ao médico do partido. Como ele não cumpriu o dever, o juiz Lopo exigiu que pagasse ele a avença de todos os outros. E parece que para dar cumprimento à sentença do juiz, André teve mesmo que vender uma vaca.

Outro caso sério aconteceu no ano de 1555. Sendo ele juiz, levantou-se na vila um movimento popular contra o cura da igreja, padre Diogo Maçulo, escrevendo-se “capítulos” contra ele, que foram enviados ao arcebispo de Braga, dizendo que era “muito vicioso, tendo mancebas e dormindo com mulheres casadas, com que escandalizava muito o povo”. Neste processo teria também andado Lopo Dias e a verdade é que o cura foi acusado, preso e condenado.

A essa altura era já viúvo, pois sua mulher, Isabel Pires, faleceu por 1551, contando apenas uns 37 anos, deixando-lhe 2 filhas e 2 filhos, todos já crescidos e apenas um se mantinha solteiro. Para tratar dos assuntos da casa contratou então uma moça cristã-velha. E tudo parecia correr bem na vida de Lopo e do filho mas... André Pires, o lavrador do Arco e o padre Maçulo é que não esqueceriam as afrontas e um e outro juraram vingar-se.

E assim, no dia 11 de Outubro de 1556, André Pires apresentou-se em Torre de Moncorvo, perante o vigário-geral, o licenciado Aleixo Dias Falcão e contou uma história muito interessante. Disse que, no tempo das malhadas de 1555, um dia, ao anoitecer, foi a casa de Lopo Dias comprar vinho. E entrando na sala, não viu ninguém mas escutou vozes que vinham de outra dependência, parecendo-lhe que eram várias pessoas e respondiam umas às outras. De repente, na loja, um “mulato” ter-se-á soltado e meteu-se em barulho com um cavalo que também ali estava. E fazendo as bestas um tremendo barulho, saiu o dono da casa e os outros que com ele estavam na “câmara escusa” a apartá-los. Aproveitou ele a confusão para entrar na dependência suspeita e ficou de boca aberta com o que viu: uma espécie de altar, com almofadas, castiçais acesos e “uma figura do tamanho de uma raposa, a qual parecia ser de ouro e prata, porque em partes era branca e em partes dourada, a qual tinha pernas como de cabra e unha fendida como cabra e na cabeça um corno são e outro quebrado e a cabeça era também de feição de cabra...” Acrescentou que no local estava Diogo da Mesquita, o filho solteiro de Lopo Dias, que com ele vivia e que o recebeu com estas palavras: - “Não tereis vós tanto ouro nem tanta prata!” E ele terá retorquido: - “Pois esse é o Deus que vós adorais?!”

Isto seria música para o vigário-geral e comissário do santo ofício na região, que, na figura da raposa vislumbrou uma “Torá” e logo se meteu a organizar o competente processo, com o escrivão do eclesiástico Pero Botelho.

No processo assentou depois outra denúncia contra Lopo Dias, também de extrema gravidade. Foi feita pelo padre Maçulo que contou uma cena acontecida por 1550, na semana santa. Como sempre acontecia, para pregar os sermões da semana santa, foi contratado um pregador de fama, que veio de fora. E então o juiz Lopo Dias terá ido ter com o pregador a pedir-lhe que nos sermões não falasse da morte de Cristo nem dos judeus para evitar que os rústicos lavradores interpretassem mal as coisas e julgassem que foram os judeus que mataram Cristo.

Eram duas denúncias muito graves e o vigário-geral não teve dúvidas em prender Lopo Dias e o filho Diogo da Mesquita, que remeteu para a inquisição de Lisboa juntamente com o processo, (2) ali dando entrada no dia 10.4.1557. 

Foi muito vigorosa a defesa apresentada por Lopo Dias, com testemunhas de muito crédito, na lista entrando toda a gente cristã-velha, nobre e fidalga de Vila Flor e de outras terras em redor. E não se contentou em narrar os factos e mostrar as provas das inimizades e intuitos de vingança por parte do lavrador do Arco e do cura de Vila Flor. Antes apresentou queixa do próprio vigário-geral, (3) que era seu inimigo e distorceria os testemunhos nos autos do processo. Pedia, por isso para não ser ele nomeado para ouvir as testemunhas. Apontava antes o licenciado Diogo Borges, reitor da igreja de Bornes.

Aceitaram o pedido os inquisidores Diogo de Azambuja e Ambrósio Campelo, terminando a carta da maneira seguinte:

-E porquanto, ao passar desta carta, o réu Lopo Dias disse que Vossa mercê lhe era suspeito e também seu escrivão, por brevidade e escusar inconvenientes, mandamos que se louvassem em pessoa que fizesse a dita diligência. E o promotor e o réu se louvaram em o licenciado Diogo Borges, reitor da igreja de Bornes...

Logo que a notícia correu, André Pires apresentou-se em Bornes a repetir a denúncia. E em Bornes foram recolhidos os depoimentos de algumas testemunhas. Depois foi o comissário e o escrivão a Vila Flor, no cumprimento da diligência ordenada. E ali ficaram instalados em casa do conde Manuel de Sampaio, senhor da terra e homem da simpatia dos cristãos-novos, muito em particular do Dr. André Nunes, seu advogado morador em Torre de Moncorvo, genro e procurador de Lopo Dias, o qual entrava e saía de casa do Conde e encaminhava as testemunhas. (4)

Executada a diligências e enviados os autos, prosseguiu em Lisboa o processo. E em Lisboa se apresentou também o denunciante André Pires, narrando pessoalmente o acontecido anos atrás, com todos os pormenores, alguns bem pouco credíveis, como no processo ficou escrito o parecer do deputado do santo ofício frei Francisco do Porto:

- Tinha escrúpulo de algumas circunstâncias do caso por lhe parecer que era muito descuido do réu a Toura e adorarem tendo as portas abertas.

E também parece que há muito de humor e ironia em algumas perguntas dos inquisidores. Como esta, feita a Diogo da Mesquita:

- Em casa de seu pai andava alguma raposa ou coelho manco ou figura de algum animal?

Com semelhantes perguntas dá a impressão de que a principal testemunha de acusação estava completamente desacreditada. E o procurador do réu fez questão de sublinhar:

- André Pires, tanto que lá soube que a contradita era recebida ao réu (…) se veio a esta cidade a confirmar seu testemunho, dando informação ao dito promotor como que temendo-se que o acusassem em falsidade...

Tal não aconteceu, André Pires não foi acusado de inventar a denúncia e jurar falso. Mas “os inquisidores, ordinário e deputados da santa inquisição, vistos estes autos deste processo e a qualidade das culpas do réu Lopo Dias, de defeito da prova da justiça e como não é bastante para condenação (…) absolvem o réu (…) e mandam que seja solto e se vá em paz...”

Igual sentença foi dada no processo de seu filho Diogo da Mesquita. Quanto ao Dr. André Nunes, diremos que por mais 25 anos continuou exercendo a advocacia e seria porventura o mais famoso advogado da comarca. Acabou, no entanto, por ser também ele prisioneiro da inquisição, em 1583, juntamente com os familiares. A sua mulher, Leonor da Mesquita, filha de Lopo Dias é que não conheceu a estalagem do santo ofício porque faleceu em 1581 e foi enterrada, em Torre de Moncorvo. Mas como o marido e as filhas a denunciaram por judaizante, foi-lhe também instaurado um processo pela inquisição de Coimbra, o qual terminou com a seguinte sentença:

-(…) Em detestação de tão grave débito, seus ossos sejam desenterrados (...) e serão entregues à justiça secular e assim sua estátua, para se fazer cumprimento da justiça.(5)

A sentença foi cumprida no auto da fé celebrado em Coimbra em 9.11.1596. Imagine-se a impressão que o evento causaria entre o povo cristão que assistiu ao desenterrar das ossadas 15 anos depois da morte e à colocação da “estátua” em lugar bem visível no interior da igreja matriz da vila, tudo acompanhado, certamente com sermões inflamados de algum frade.

NOTAS
1-IANTT, inq. de Évora, pº 9678, de Violante Fernandes.

2-IDEM, inq. Lisboa, pº 2174, de Lopo Dias; pº 236, de Diogo da Mesquita.

3-Lopo Dias não foi o único prisioneiro de Vila Flor a apresentar contraditas e embargos contra o comissário Aleixo Dias Falcão.

4-O promotor queixar-se-ia destas “diligências do licenciado André Nunes, seu genro, que viu por ele jurar as testemunhas e as chamou e falou com elas antes de testemunharem” E pela facilidade do comissário juiz (o Reitor de Bornes) que tal lhe consentiu e o deixou espantar as testemunhas” contrárias ao réu.
ANTT, inq. Coimbra, pº 3710, de Leonor da Mesquita.

António Júlio Andrade / Maria Fernanda Guimarães
in:jornalnordeste.com

segunda-feira, 20 de março de 2017

Vila transmontana assinalou o Feriado Municipal com uma cerimónia de homenagens e assinatura de vários protocolos de colaboração

Onde está o Wally? Episódio II

Nestas fotos, que nos transportam ao desmantelamento da antiga e saudosa Praça do Mercado, verificamos que algumas pedras dos pilares que suportavam os gradeamentos, estão numeradas.
Este procedimento adota-se quando se pretende reconstruir num outro local, fielmente, o original.
Assim sendo e porque as pedras são tanto minhas como de todos os Bragançanos...ONDE ESTÃO?

Obs* O prémio para o primeiro episódio da série "onde está o Wally" e que tinha como protagonista o relógio da antiga estação da CP...ainda não teve nenhum vencedor.

HM

Decorreu em Mirandela o Campeonato Regional de Natação em femininos e masculinos

Sede da Associação de Basquetebol de Bragança foi oficialmente inaugurada e contou com a presença do presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol

A Associação de Basquetebol de Bragança (ABB) inaugurou, no dia 18 de março, a sua nova sede, instalada em um imóvel cedido pelo Município de Bragança.
“Este espaço permite melhores condições de trabalho a esta associação, que inclui clubes do distrito de Bragança e o Município de Bragança não poderia ficar de fora desta dinâmica de construção desportiva”, frisou o Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Hernâni Dias, que recordou, ainda, que "temos delineada uma estratégia para o desenvolvimento do desporto, no seu todo, para a região, com apoios anuais às entidades desportivas, apoio na cedência de instalações e criação de novas infraestruturas".

A nova sede da ABB, no Bairro Social do Fomento da Mãe d’Água, foi inaugurada numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Hernâni Dias, do Presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, Manuel Fernandes, da Presidente da ABB, Helena Gonçalves, e de representantes de todas as Associações de Basquetebol do País.
Aproveitando o evento, o Presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol reuniu, pela primeira vez, em Bragança com todas as associações do País.


Parque Natural de Montesinho - maio de 1984

Primeira parte do documentário sobre o Parque Natural de Montesinho, situado no extremo nordeste de Portugal.
A beleza da paisagem natural da região e a riqueza da sua biodiversidade. A agricultura e a pecuária enquanto principais atividades humanas da região. A importância da conservação do valor patrimonial que o espaço do Parque representa.
Segunda parte do documentário sobre o Parque Natural de Montesinho, no nordeste transmontano.
As marcas da presença humana no espaço do Parque e o quotidiano dos seus habitantes. As tradições e os costumes, transmitidos através de gerações.

Rio de Onor – A Memória do Conselho - 10 de maio de 1997

Documentário sobre a aldeia comunitária transmontana de Rio de Onor.
Inclui imagens do documentário etnográfico produzido pela RTP em 1962 sobre a aldeia, da autoria de Michel Giacometti, e o depoimento do etnólogo Joaquim Pais de Brito sobre a importância histórica e as características únicas do património social desta comunidade.

Santa Casa de Macedo comemora 90 anos com debate sobre os novos desafios das misericórdias

Este sábado a Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros comemorou os 90 anos de existência com um debate sobre “Os Novos Desafios das Misericórdias” que decorreram este sábado, e na qual frisou a importância destas instituições no apoio na área dos cuidados continuados e paliativos.
O provedor da Santa Casa da Misericórdia, Alfredo Castanheira Pinto, explica que o tema foi escolhido devido às mudanças nas necessidades da sociedade e porque a crise tem imposto novas funções e exigências às misericórdias.

“É um dos temas que neste momento aflige as misericórdias todas a nível de país, porque elas estão de tal maneira sobrecarregadas com trabalho que é muito complicado trabalhar nas misericórdias. Têm de se adaptar às necessidades da sociedade, há muita fome encoberta e temos de ser mais activos nas soluções e de colaborar mais com as outras entidades”, sustenta.

Na conferência que debateu o futuro das misericórdias participou Maria de Belém Roseira, antiga ministra da saúde e ex vice presidente da misericórdia de Lisboa que considera que devido à sua implementação no território as misericórdias devem assumir novos papéis na prevenção nas áreas da saúde e educação.

“Falo no RPR, a reparação, prevenção e a reintegração das pessoas. A prevenção é fundamental porque muitos dos problemas que se abatem sobre nós como a doença são por vezes de comportamento, como a diabetes, e um outro aspecto da prevenção que tem de se ser mais forte é no percurso escolar das crianças”, destacou.

No dia em que se assinalaram os 90 anos da criação da santa casa da misericórdia de Macedo de Cavaleiros foi atribuído o título de irmão honorário ao presidente do Município de Macedo, Duarte Moreno e à esposa e ex-deputada à Assembleia da República, Maria José Moreno devido à cedência de um terreno à instituição. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

Falta de planos globais de gestão da caça para uma gestão cinegética eficaz preocupa especialistas

Ainda faltam planos globais de gestão da caça, previstos na lei há vários anos. A implementação destes planos que incluem várias zonas de caça é um passo necessário para uma gestão cinegética mais eficaz, em particular para assegurar formas de protecção das espécies de caça maior e das culturas instaladas.
Foi esta uma das ideias defendidas nas “Jornadas de conservação da natureza aliada à gestão cinegética”, dedicadas em particular ao corço e que decorreram sábado, em Alfândega da Fé.

De acordo com o director do departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Norte, Armando Loureiro, a falta de união entre as entidades que gerem as zonas de caça está na génese desta falha.

“Apesar de previstos na lei, são uma coisa de muito pouca prática, importa analisar porquê. A minha opinião pessoal tem a ver como facto de haver pouca organização de carácter regional e sub-regional e de associação de parcerias e de trabalho entre as diferentes unidades de gestão, que são clube ou associações de zonas de caça”, considera.

No caso específico do corço outra das lacunas é a baixa monitorização. A que existe é feita na maioria pelo ICNF nas zonas nacionais de caça. Ainda assim sabe-se que as populações de corço têm vindo a aumentar e, como referiu Paulo Cortez investigador do Instituto Politécnico de Bragança, e consequência disso é o prejuízo causado.

“No panorama actual, as populações de corso têm vindo a crescer e ele provoca dois tipos de prejuízo que é por consumo directo de arvoredo plantado e do que cresce naturalmente e depois faz marcações e acaba por provocar a morte de muitas pequenas plantas”, referiu.

As jornadas foram organizadas pelo Nordeste, um grupo de promoção de desenvolvimento sustentável que une a AEPGA - Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, a Associação de Produtores Florestais do Nordeste Transmontano e a Palombar.

Miguel Nóvoa da organização explica que a sessão serve para colmatar uma necessidade que é juntar especialistas e estudiosos com entidades ligadas à gestão da caça.

“É muito importante trazer as universidades e os institutos para junto das populações e dos agentes do território para conseguirmos aplicar os melhores planos e a melhor gestão de forma a conseguirmos os nossos objectivos”, referiu.

Na zona do Parque Natural de Montesinho, a densidade de corços ronda os 4 a 5 por 100 hectares. Num trabalho recente de monitorização da Palombar no planalto mirandês foi possível detectar uma média de 1 corço por 100 hectares. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

Todos os concelhos do distrito de Bragança vão ter cuidados paliativos domiciliários

Até Julho, todos os concelhos do distrito de Bragança vão ter cuidados paliativos domiciliários. Actualmente, existem equipas multidisciplinares que levam cuidados de saúde a casa de doentes no Planalto Mirandês, na Terra Fria e em Alfândega da Fé.
O objectivo da Unidade Local de Saúde do Nordeste é que dentro de quatro meses os restantes cinco concelhos do sul do distrito possam também usufruir deste serviço, como garantiu o presidente do conselho de administração da ULS Nordeste, Carlos Vaz.

“Até fins de Junho/Julho queremos implementar em todos os concelhos da zona sul também equipas preparadas para fazer as visitas domiciliárias com acompanhamento do departamento dos paliativos da ULS. Cada concelho terá a sua equipa integrada com a equipa dos centros de saúde, quer com outras instituições que colaboram connosco”, adiantou.

Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Mirandela, Torre de Moncorvo e Vila Flor deverão ter cuidados domiciliários num modelo que implica a colaboração entre IPSS ou outras entidades e a ULS Nordeste.

Nas segundas jornadas de investigação da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, que decorreram em Bragança, Carlos Vaz adiantou ainda que a unidade de cuidados paliativos integrada no Hospital de Macedo de Cavaleiros vai perder camas, mas ao mesmo tempo está prevista a abertura de vagas para cuidados continuados.

“Na unidade de Macedo vamos criar também uma outra unidade de cuidados continuados de reforço. Mas a unidade de cuidados paliativos manter-se-á, tem 15 camas hoje e irá ter menos camas, cerca de 10, o que não quer dizer que não vá ver mais doentes ou o mesmo número”, sustentou.

Uma mudança de política nos cuidados continuados é o que justifica estas soluções. Também o secretário de estado da saúde na sua recente passagem por Macedo de Cavaleiros afirmou que a prioridade será dada à assistência de doentes nas suas casas quando para isso houver condições. Ainda assim, assegurou que até ao final do ano em Macedo e Vinhais ou Bragança haverá novos acordos de cooperação para cuidados continuados.

“Vamos continuar a abrir mais camas de cuidados continuados com certeza. Estamos a tratar disso com a Administração Regional de Saúde do Norte e pensamos ainda este ano poder consolidar mais camas nesta região, ou em Bragança ou em Vinhais e aqui talvez em Macedo de Cavaleiros”, garantiu.

Declarações de Manuel Delgado, à margem das comemorações dos 90 anos da Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros, que este sábado encerrou. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

Companhia Nacional de Bailado passou por Bragança onde foi homenageada no âmbito do 40º aniversário

Festa dos jogadores do GDB no antigo Café Sport

Fotos do Livro Grupo Desportivo de Bragança - Percurso Histórico 1943-2011

António Alexandre de Matos

Doutor em direito pela Universidade de Coimbra, onde terminou o curso em 1898. Natural de Vila Flor; nasceu a 7 de Fevereiro de 1873. Filho de Belmiro Benevenuto de Matos e Sá (falecido naquele concelho a 5 de Dezembro de 1910) e de D. Ana Edviges de Matos Pimentel (falecida na mesma vila a 7 de Fevereiro de 1873). Fez os estudos liceais em Bragança e Lamego. Em seguida à formatura exerceu a advocacia em Vila Flor, sendo, passados dois anos, despachado conservador do registo predial da comarca de Luanda, onde também serviu de juiz auditor dos conselhos de guerra, reformando-se em 1918 como juiz de direito do quadro colonial, fixando residência em Lisboa, onde exerce a advocacia.

Escreveu:
Discurso pronunciado no Ginásio de Coimbra, na sessão solene de 15 de Maio de 1897, comemorando o 14.º aniversário desta associação e louvando o sócio João de Azevedo pelos serviços prestados ao mesmo Ginásio. Coimbra, 1897. 8.º de 11 págs.
Comarca de Luanda – 1.ª vara. «Alegação jurídica em acção cível ordinária do réu: Francisco Pereira Batalha contra a autora Maria P. dos Santos Vandunem». Luanda, 1903. 8.º de 53 págs.
A colonização de Angola. Lisboa, 1912. 8.º de 162+1 (inumerada) págs., com muitas fotogravuras. Foi escrita de colaboração com J. Pereira do Nascimento.
Ninguém diga desta «Água» não beberei... «Erros de facto e erros de direito em acção de divórcio por adultério. A. Tomás Rodrigues da Cruz.
Ré, Adelina Álvares Ferreira (Cruz) na 6.ª vara cível – na Relação ao Supremo Tribunal de Justiça – 1925 a 1928». Lisboa. 8.º de 68 págs.
Búzio de Saudade (versos). Lisboa, 1928. 8.º de 27 págs.
Malus, mala, malum – Recurso ao Tribunal Pleno. Lisboa, 1929. 8.º de 34 págs.
Ou com a assinatura Alexandre de Matos e ainda só com as iniciais A. M. ou com os pseudónimos «Mário de Sá», «Antalmat» (prosa), «Vate» e «Pedaço d’Asno» (gazetilhas ou versos humorísticos), tem colaborado – escrevendo crónicas, artigos políticos, versos e gazetilhas – nos seguintes jornais: Lira,Moncorvense, O Vilarealense, Defensor do Povo (de Coimbra), Folha do Sul, Ecos do N’Gunza, Voz de Angola, O Século, O Mundo, Diário de Notícias, Mala da Europa e Trás-os-Montes e nas revistas Branco e Negro e Revista Colonial.

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

domingo, 19 de março de 2017

Vinte e Sete comemora teatro durante um mês em Bragança e Vila Real

O Festival de Teatro Vinte e Sete apresenta 14 espetáculos, desde o clássico "Rei Lear", à comédia "Stand Down" ou a peça infantil "Nunca", prolongando-se por um mês nos palcos das cidades de Vila Real e Bragança.
O Vinte e Sete arranca a 30 de março e prolonga-se até 27 de abril, numa organização conjunta entre os teatros municipais de Vila Real e Bragança.

A vereadora do pelouro da Cultura da Câmara de Vila Real, Eugénia Almeida, considerou este festival "um ícone" da programação do teatro municipal e que constitui "uma afirmação no interior norte de Portugal".

O programa proposto pela 13.ª edição do Vinte e Sete inclui dois clássicos da dramaturgia universal, nomeadamente "Rei Lear", de Shakespeare, numa encenação de Rogério de Carvalho para o Ensemble - Sociedade de Atores, e "Electra", a tragédia grega na abordagem da Companhia do Chapitô.

Há também duas criações originais em coprodução com o Teatro de Vila Real: "Romance da última cruzada", da companhia Visões Úteis, e a estreia de "Stand Down", um solo do espanhol Ángel Fragua paralelo à sua carreira na Peripécia Teatro.

"Subterrâneo" marca o regresso do encenador Nuno Cardoso ao palco como ator e, para o público mais novo e famílias, o Teatro de Marionetas do Porto fez uma sequela de Peter Pan com o espetáculo "Nunca".

Pelos palcos transmontanos vão passar "A ver navios", de S. A. Marionetas, "Terra sonâmbula", inspirado no texto de Mia Couto, da Este -- Estação Teatral, "Dama pé de mim" com interpretação de Ana Madureira, "Cânticos de barbearia" da companhia de teatro Narrativensaio com texto e direção musical de Carlos Tê.

O Teatro da Garagem apresenta as produções "Canto do papão lusitano" e "A vida como ela é", o Assédio Teatro "Sarna" e a Buzico! Produções Artísticas interpreta "Variações, de António".

O Vinte e Sete quer estimular o público a circular entre as duas cidades e desafia os visitantes a descobrir a região a partir da sua oferta cultural, com um orçamento que ronda os 40 mil euros.

O diretor do teatro de Vila Real, Rui Araújo, destacou o aumento de espetadores em 2016, atingindo os 45 mil, números que equivalem aos melhores anos desta casa de espetáculos antes da crise que atingiu o setor.

Para o segundo trimestre deste ano, a programação do teatro inclui António Zambujo, The Gift, Miguel Araújo, a Companhia Nacional de Bailado e a peça "As criadas", no âmbito da Rede Eunice.

Mais informação AQUI.
Agência Lusa

Todos os concelhos de Bragança terão paliativos ao domicílio até julho

Os cuidados paliativos domiciliários vão chegar até julho a todos os concelhos de Bragança, um dos dois distritos com a maior taxa de cobertura a nível nacional, foi hoje revelado em jornadas sobre o tema.
A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos escolheu Bragança para as segundas jornadas de investigação que, durante dois dias, vão dar a conhecer aos profissionais da área as novidades no apoio a doentes em fase terminal.

O presidente da associação, Manuel Luís Capelas, indicou que Bragança, junto com Beja, é do ponto de vista domiciliário das melhores zonas do país cobertas por cuidados paliativos, uma realidade que vai ser reforçada nos próximos meses, abrangendo os 12 concelhos do distrito.

O presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, Carlos Vaz, anunciou que "até fins de junho/julho" pretende implementar, em todos os concelhos do sul do distrito, "também equipas preparadas para fazer as visitas domiciliárias com o acompanhamento do departamento dos paliativos".

"Cada concelho terá a sua equipa integrada com o Centro de Saúde e outras instituições, como misericórdias ou outras associações, de modo a fazer equipas multidisciplinares permanentes de visitas a toda a região", explicou.

Os concelhos em causa serão Mirandela, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo.

O modelo para os cuidados paliativos domiciliários será idêntico ao que existe em Alfândega da Fé, onde a resposta começou a ser dada por uma equipa da Liga dos Amigos do Centro de Saúde e agora está integrada na ULS do Nordeste.

O distrito tem duas unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), em parceria com outras entidades, a da Terra Fria que cobre os concelhos de Bragança, Vinhais e Macedo de Cavaleiros, e a do Planalto Mirandês para os concelhos de Miranda do Douro, Vimioso e Mogadouro.

A nível nacional, "ainda há muito caminho a percorrer" na prestação de cuidados paliativos domiciliários, com uma taxa de cobertura "na ordem dos 17%", segundo o presidente da associação, Manuel Luís Capelas.

Já Bragança, nesta área "é um distrito líder", como realçou Duarte Soares, um dos médicos responsáveis pelo departamento de cuidados paliativos da ULS do Nordeste.

A cobertura territorial ao domicílio é atualmente de "60%", já a estatística do número de doentes é mais difícil de concretizar, segundo o responsável que aponta, contudo, para uma cobertura "na ordem dos 50 por cento".

Há oito anos que existe esta resposta do SNS na região e os números são considerados "animadores", apesar "da população envelhecida e da escassez de recursos", com a maior limitação na falta de médicos.

Os paliativos domiciliários contam com uma equipa de seis médicos e "precisam de reforço", como disse Duarte Soares, vincando que "a questão não é tanto por número de doentes, mas por número de visitas", que obrigam os profissionais a fazer por dia "300/400 quilómetros" para chegarem a casa dos doentes.

Esta matéria tem merecido também a atenção do Ensino Superior, com a Escola de Saúde de Bragança a oferecer um mestrado em Cuidados Continuados, desde 2009, e a abrir, no dia 24, uma pós graduação em Cuidados Paliativos por solicitação dos profissionais, como disse a diretora, Helena Pimentel.

Agência Lusa