segunda-feira, 16 de julho de 2018

O Water Slide Festival está de regresso a Bragança, nos dias 27 e 28 de julho

Um Passado Imprevisível - Novo Romance de Ernesto José Rodrigues

O romance Um Passado Imprevisível (Lisboa, Gradiva) sai em Julho.

Dress a Girl Around the World

O Dress a Girl Around the World - Portugal é um projecto 100% voluntário. Desde a matéria prima da qual depende a confecção dos vestidos e calções, até à entrega dos mesmos, todo o processo depende de apoio voluntário e solidário.


Tem como objectivo vestir meninas e meninos de países em vias de desenvolvimento, bem como promover o convívio saudável entre gerações ao trabalhar em equipa por uma causa maior.

Podem colaborar participando neste Atelier de Costura, mas também doando os materiais para o mesmo.

Vale a pena relembrar que este será, possivelmente, o único vestuário novo na vida de uma criança.

O Contrabando em Bragança

O Rei D. Pedro V escreveu que “a forma do nosso comércio com a Espanha é o contrabando”. Esta fórmula lapidar ganha a sua máxima expressão no que diz respeito às relações comerciais de Trás-os-Montes com a Espanha no século XIX, e em particular de Bragança com a Galiza e Castela-Leão, onde as alfândegas dos dois países estavam bem longe de esgotar as relações económicas raianas. Com efeito, boa parte deste comércio, quiçá a maior parte, era ilegal.


Um dos muitos moinhos existentes em Bragança, onde se produzia a farinha a partir dos cereais

Numerosos fatores, entre os quais avultam a extensão da fronteira; os direitos excessivos cobrados nas alfândegas devido a políticas aduaneiras protecionistas desenvolvidas a partir de 1820 e que se vão manter por largas décadas; a cumplicidade de populações, agentes económicos, contrabandistas, autoridades fiscais, administrativas e até militares; a contiguidade geográfica, em relação a Trás-os-Montes, da Galiza, grande produtora de gado bovino, e da região de Castela-Leão, grande produtora de cereais, vendidos a baixos preços, graças ao aumento da produção agrícola que aí se fez sentir a partir do segundo terço do século XIX; e por fim, mas de não somenos importância, o Tratado da Livre Navegação do Douro, contribuíram para que o contrabando se desenvolvesse infrene no século XIX. O tráfico ilegal, como escreveu o Governador Civil de Bragança em 1858, fazia--se “em grande escala”, constituindo a principal atividade económica dos povos da raia. Não era possível evitá-lo com um número tão reduzido de guardas alfandegários, mal remunerados, fazendo com que as alfândegas instaladas fossem “um mito, um espantalho, à sombra do qual se faz livremente o mais escandaloso contrabando, com desdouro das autoridades fiscais, aliás inculpadas, mas impotentes para lhe obstar”.
Na opinião dos governadores civis de Bragança, só se podia reduzir o contrabando limitando os excessivos direitos pagos nas alfândegas, e permitindo a entrada livre de centeio espanhol e cevada, o que permitiria ao povo “pão barato”.
Não iremos desenvolver o tema do contrabando no Concelho de Bragança, uma vez que Maria da Graça Martins tratou largamente deste tema na sua tese de doutoramento, As relações do Nordeste Trasmontano com Castela-Leão no século XIX (1834-1880), remetendo assim o leitor para esta obra. Faremos, contudo, algumas observações sobre o mesmo, procurando incidir fundamentalmente sobre o Concelho de Bragança, embora saibamos que esta problemática só pode ser devidamente apreendida no contexto mais amplo da raia transmontana.
Tanto na Galiza como em Castela-Leão, chegavam a formar-se grupos ou “sociedades” dedicados unicamente a esta atividade. Conheciam todos os caminhos e desvios dos territórios fronteiriços. Envolviam as ferraduras das mulas com panos e varriam partes dos itinerários com mantas para despistarem os guardas. Nas aldeias, ao longo dos percursos que faziam, tinham cúmplices e dispersavam o contrabando por várias casas, de forma a, caso fossem descobertos, nunca perderem todas as cargas ou produtos.
Numerosas povoações do Concelho de Bragança viviam sobretudo do contrabando, nomeadamente as povoações de Cisterna, Guadramil, Moimenta, Montesinho, Petisqueira, Quintanilha, Rabal e Rio de Onor, ganhando relevo, do lado de Espanha, Alcanizes e Puebla de Sanabria. Lugares privilegiados de contrabando eram também as feiras e mercados, os quais, pela grande concentração de pessoas e produtos a transacionar, criavam as condições necessárias às compras e vendas ilegais.
Quer os cereais e gados, quer numerosos produtos fabris da indústria espanhola eram mais baratos que os portugueses. As populações e os próprios regedores das freguesias não compreendiam porque haviam de pagar caro o que podiam ter barato – “a miséria é muito tentadora” referirá, a propósito, o Governador Civil de Vila Real em 1854.
Enfim, não existiam meios para o impedir.
A maior parte dos tecidos ingleses e algodões entrados pela cidade do Porto e transportados para Bragança seguiam ilegalmente para Espanha. A correspondência oficial do Governo Civil de Bragança revela que o preço elevado que tais produtos atingiam contribuía significativamente para a sua introdução ilícita em Espanha, apesar das determinações legais que exigiam a marcação dos tecidos, a elaboração de mapas de registo contendo os tipos de tecidos, quantidades e valor dos mesmos, e ainda, no caso dos tecidos nacionais, a origem dos teares que os produziam. Não só de Portugal para Espanha, mas também de lá para cá, uma vez que o contrabando, de acordo com a procura e os preços, era de natureza biunívoca. Se, por exemplo, entre 1820-1825 e 1830 1835 o contrabando de tecidos é mais intenso de Bragança para Espanha, a portaria de 8 de janeiro de 1839, alerta que se têm “clandestinamente introduzido neste Reino grande porção de panos ordinários, espanhóis e de Saragoça, assim como lã fiada e tinta”.
O mesmo se passa quanto a vinhos e aguardentes, que mereceram também a atenção dos governos de ambos os países.
Por seu lado, de Espanha entravam cereais de toda a espécie, gado bovino, aguardente, tecidos de lã e seda, carneiras, etc.
Terminada a guerra civil em 1834, uma das principais preocupações de natureza económica do Estado português, expressa através da legislação, passou a ser a política de cereais e o contrabando dos mesmos, que se praticava em larga escala, sem esquecermos, porém, que o tráfico ilícito abrangia muitos outros produtos.


Moinho de Água para moagem de cereais

O contrabando de cereais proveniente de Espanha, quanto a Trás-os-Montes, cresceu extraordinariamente com o Tratado da Livre Navegação do Douro em 1835, o que originou uma baixa significativa do comércio e contrabando de cereais pela raia seca no Município de Bragança. Contudo, a sua entrada ilegal manteve-se, uma vez que garantia a subsistência das populações do Alto Trás-os-Montes, região onde o centeio nacional não era suficiente para a alimentação da população. Em agosto de 1835, o Periódico dos Pobres no Porto referia que a fome que se fazia sentir de pão centeio em Bragança era “extraordinária”, uma vez que o produzido nos fornos locais era “apreendido para a tropa, a quem igualmente se tem dado pão de trigo”. Por tal facto, os contrabandistas não paravam “dia e noite de conduzir tal género da Espanha, bem como centeio em grão”.
Ainda em 1861, num ofício enviado à Associação Central da Agricultura Portuguesa, o Governador Civil considerava o contrabando de centeio “um mal necessário para este Distrito e por isso, para nós, é sempre de vantagem que se permita a entrada deste cereal, porque então em lugar de irem a Espanha buscá-lo com os contrabandistas que são os moradores dos povos portugueses da raia, vão depois, quando for livre, os mesmos consumidores; e os espanhóis que vêm buscar outros géneros, em lugar de trazerem as cavalgaduras descarregadas, trazem centeio; o que tudo concorre para baratear o seu preço em proveito dos consumidores, que são todas as classes porque todos carecem de o comprar”.
Ainda em 1874, o Governador Civil de Bragança informava o Governo de que nesta Cidade e na maior parte das povoações do Distrito “já escasseiam completamente as farinhas, porque os moinhos estão parados” por falta de água, o que o levava a solicitar autorização para a entrada de cereais espanhóis.
O gado constituía igualmente um dos principais produtos de contrabando do Município de Bragança. O gado vacum, em 1835, pagava de direito de entrada na alfândega de Bragança, de acordo com a idade dos novilhos, entre 1 200 e 3 000 réis, direitos estes muito excessivos, que incentivavam o contrabando. A fim de o evitar, entendia-se o recenseamento dos gados fundamental, operação esta, contudo, praticamente impossível de ser efetuada, já que as populações se recusavam a tal, convencidas de que o recenseamento tinha por finalidade o aumento da carga fiscal.
A circulação do gado era objeto da mais intensa fiscalização. Os produtores tinham de proceder ao seu manifesto e marcar o gado, enquanto os negociantes eram obrigados a requerer a emissão de guias de circulação e transporte dos animais, nomeadamente para as feiras e mercados perto da raia. As autoridades espanholas e portuguesas intervinham e cooperavam de forma intensa na repressão do contrabando do gado, podendo mesmo atravessar a fronteira para confiscarem os animais. As populações, contudo, insurgiam-se com as apreensões que então ocorriam, surgindo mesmo conflitos entre os povos e as autoridades fiscais, nomeadamente com a intervenção da guarda espanhola no espaço português, conflitos estes que, por vezes, se saldavam por disparos de guardas alfandegários e mesmo por civis, como aconteceu, por exemplo, na fronteira do Concelho de Bragança em dezembro de 1845.
Quanto a vinhos e aguardentes, eram várias as exigências, legais e técnicas, a cumprir no processo ligado ao manifesto das colheitas, transporte e venda. Era obrigatório fazer o manifesto dos vinhos, os chamados arrolamentos, a fim de se conhecer as quantidades produzidas e controlar a circulação, o transporte e a comercialização, especialmente nos concelhos limítrofes com a Espanha, como era o de Bragança.
As guias, contendo informação sobre os líquidos que circulavam, obrigatórias, eram comparadas e conferidas com o número de pipas pelos postos fiscais. Através delas podiam-se recolher informações para reprimir o contrabando: “que em cada uma das guias conferidas para transporte de aguardentes não seja incluída mais do que uma pipa, marcando-lhe o itinerário e tempo na razão de três léguas diárias para o caso e de cinco léguas para cavalgadura, e destas guias se deve dar nota para esta Repartição, declarando, a respeito de cada pipa de aguardente, quanto vinho a produziu e o nome do colheiteiro ou colheiteiros”.



Neste circuito, as formalidades exigidas às laborações das fábricas de destilação constituíam um elemento estrutural, já que se sabia que uma das formas de rentabilizar os vinhos era destilá-los e também porque o consumo de aguardentes era preferido pelas populações da Terra Fria Transmontana. No entanto, o encerramento de tais fábricas nunca poderia ocorrer em absoluto, sob pena de graves prejuízos para a economia local, nem como forma de, só por si, evitar o contrabando. Daí que a verificação dos requisitos e das razões da sua criação e, posteriormente, a operacionalização da fiscalização da atividade das mesmas, constituíssem instrumentos de vigilância da quantidade de vinhos para destilação e transformação em aguardente, que poderia introduzir-se no circuito comercial, cumprindo aparentemente as formalidades legais.
O contrabando destes géneros, proibido pela lei, era considerado prejudicial aos interesses da produção nacional, redutor da qualidade e incentivador da especulação. O circuito, desde a produção até à venda, estava vigiado e era fiscalizado, conhecendo e pondo-se em prática medidas corretivas e punitivas, de repressão, mas também desenvolvendo ações preventivas. Desde o produtor ao comerciante, aos donos das máquinas e fábricas de destilação, à população em geral, sem esquecer as autoridades administrativas, fiscais e alfandegárias, todos tinham procedimentos, responsabilidades e deveres específicos a cumprir, mas muitas vezes sem resultados visíveis. As chamadas oficinas de destilação eram considerados espaços de potencial permissividade ao contrabando, adulterando quantidades de vinho a destilar e de aguardentes a produzir. A criação das mesmas obedecia a exigências próprias, para além da obtenção de licença de funcionamento.
Era suposto saber tudo sobre “as oficinas”: proprietários, locais de funcionamento, tipos e quantidades de vinhos para destilar, pipas de aguardente produzidas, sob pena de pesadas multas ou encerramento. Os abusos eram tais que o Governo Civil de Bragança, de acordo com as instruções do Governo, em 1855, determinou que “deviam fechar as fábricas de destilação que nos concelhos se achassem colocadas “a menos de cinco léguas da raia”, anulando qualquer licença que possuíssem.
O conhecimento da capacidade vinícola dos espanhóis da raia e o seu interesse e participação neste circuito constituía também informação relevante. Às autoridades era exigida atitude observadora, no sentido da responsabilidade e zelo. A cooperação entre as várias autoridades deveria ser vista no exercício e aplicação da lei. Era preciso sensibilizar a população para os efeitos negativos do contrabando, solicitando a sua colaboração nas apreensões e nas informações sobre potenciais infratores. A correspondência oficial de meados do século XIX, relativa a Bragança, confirma os locais prediletos para a introdução de aguardentes do vizinho reino espanhol, solicitando-se a colaboração entre várias entidades para, “com desvelados cuidados, cercear o tráfico ilícito, as fraudes e os abusos que os fabricantes ou comerciantes de vinhos e aguardentes possam empregar e estejam prontas para adotar qualquer outra medida legal de que haja mister, para pela autoridade administrativa e fiscal ser estancada da maneira mais profícua e eficaz esta corrente ilegal”.
Outros produtos eram objeto deste tráfico ilícito, nomeadamente, sabão, pólvora, tabaco, sal, ferro, moeda, prata, cartas de jogar, etc. Desde logo, circulava na fronteira de Bragança sabão de Castela-Leão, que dava origem a um “grande e escandaloso contrabando”, apesar de o contrato das saboarias do Reino garantir, em exclusivo, a venda de sabão nacional nos depósitos e estancos oficiais, o qual era sempre acompanhado das respetivas guias de autenticação.
A pólvora era objeto de especial controlo por parte de ambos os governos, que procuravam evitar o acesso à mesma pelos revoltosos de ambas as nações peninsulares. Em Portugal, a pólvora para venda constituía exclusivo da Fábrica Nacional, em Lisboa. O Governo português considerava mesmo que “a pólvora manufaturada em qualquer parte de Portugal” que não tivesse aquela proveniência era “contrabando, como se fosse importada de qualquer país estrangeiro”.



O tabaco era também contrabandeado na região de Bragança. O Contrato do Tabaco estipulava procedimentos específicos, como a relação do número de estancos oficiais em cada concelho, a necessidade de elaborar arrolamentos e manifestos das quantidades do tabaco junto dos estanqueiros, conhecimento das variedades e vistorias à qualidade do mesmo, de forma a não comprometer a sua venda e evitar a entrada ou saída ilegal deste produto.
O cultivo clandestino de erva-santa nas povoações da raia trasmontana era alvo de vigilância, levando a que numerosas culturas fossem destruídas para evitar a sua mistura no rapé. As autoridades procuravam exercer uma vigilância contínua, no sentido de detetar este comércio ilegal. Procuravam ainda apurar a capacidade e provimento dos estancos, pesos e carimbos, bem como eventuais queixas da população acerca dos vexames a que por vezes era sujeita a propósito do tabaco.
É notório que a falta de tabaco armazenado para consumo, a fraca qualidade do que era vendido, a demora na reposição do género por tardia comunicação dos funcionários ou pela demora do transporte desde o Porto, a insatisfação da população, a intervenção de especuladores, contrabandistas e dos próprios produtores clandestinos locais de erva santa e a proximidade com os negociantes espanhóis, obrigavam a tomar medidas preventivas e punitivas, procurando respeitar as condições do Contrato do Tabaco.



O intenso contrabando que se fazia sentir na região de Bragança no século XIX constituiu a prova evidente de que o mesmo era fundamental para a vida das populações. Os governadores civis de Bragança numerosas vezes chamaram a atenção do Governo para a urgente revisão do sistema proibitivo de importação de produtos espanhóis e a abolição dos pesados direitos alfandegários em vigor, quanto à transação de mercadorias entre Portugal e Espanha. Pelos fatores que já expusemos, a vigilância alfandegária estava longe de ser minimamente eficaz.
Seja como for, o contrabando, com particular relevo para os cereais, gado, vinhos e aguardentes, ou seja, o contrabando basicamente ligado à subsistência das populações que nunca o entenderam como sendo um crime, constituiu, como se pode ver através da correspondência oficial do Governo Civil de Bragança entre 1830-1880, a sua maior preocupação (Quadros n.º 48 e 49).

Título: Bragança na Época Contemporânea (1820-2012)
Edição: Câmara Municipal de Bragança
Investigação: CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade
Coordenação: Fernando de Sousa

Oposição descontente com “ocultação” do relatório final da auditoria às contas do Município de Mirandela

Afinal a montanha pariu um rato. É a reação da oposição ao executivo socialista do Município de Mirandela depois deste ter decidido não divulgar, na íntegra, o relatório final da auditoria financeiras às contas da autarquia, contratualizada à Delloite, alegando que a divulgação de alguns pormenores do relatório violavam o novo Regime Geral de Proteção de Dados que entrou em vigor, no dia 25 de Maio.
Depois de, há dois meses, o executivo liderado por Júlia Rodrigues ter divulgado, em conferência de imprensa, alguns dados constantes do relatório, agora, na última Assembleia Municipal, o executivo socialista decidiu entregar o relatório, apenas, aos quatro líderes das bancadas com assento naquele órgão autárquico e aos três membros da Mesa da Assembleia, mas impondo como condição a assinatura de um termo de confidencialidade.

Júlia Rodrigues explica as razões desta decisão:

“Existem nesse relatório nomes de empresas de identificação individual, que estão sujeitos à lei da proteção de dados e, por isso, na altura comprometemos-nos a não divulgar o relatório de forma integral, e na mesma cláusula de confidencialidade constava também o nome dos membros aos quais este seria entregue.

Fizemos isto por uma questão de precaução, relativos aos compromissos do município perante a empresa da auditoria e também para com os nomes presentes nesse relatório.

É óbvio que as bancadas parlamentares são responsáveis por essa situação, poderia-mo-lo ter também entregue a eles sob a mesma cláusula, mas não o fizemos por precaução, até porque, neste momento, temos uma lei de proteção de dados muito rigorosa que tem de ser seguida e cumprida. Foi no sentido de seguir esse cumprimento estrito que agimos desta forma.”

No entanto, na última Assembleia, o PSD apresentou uma moção, que foi aprovada, a solicitar que o dito relatório final seja entregue também aos restantes membros da Assembleia Municipal. Júlia Rodrigues diz que essa deliberação vai ser cumprida, mas também será exigido aos deputados municipais que assinem um termo de confidencialidade:

“É óbvio que, sendo uma decisão da Assembleia Municipal, não há qualquer problema em entregar o relatório aos deputados municipais. Porém, dessa forma, eles vão estar obrigados a manter a confidencialidade do mesmo.

Existem situações em que a própria empresa de auditoria retira a parte confidencial, o que também foi ponderado, mas, na altura, como não queríamos estar a omitir parte alguma desses nomes, entregando-o tal e qual como nos foi a nós entregue, não optamos por essa alternativa.”

O relatório final ainda não é conhecido publicamente, o que, na ótica da oposição, suscita muitas críticas à gestão de todo este processo.

Exemplo disso é a posição de Paulo Pinto, líder do PSD de Mirandela, que diz estar estupefacto com esta decisão de não divulgar o relatório:

“Nós, eleitos locais, população mirandelense, fomos “bombardeados” com notícias avultas com dados constantes de um dito relatório preliminar que nunca existiu, no qual a Sr. Presidente convocou a Comunicação Social para uma conferência de imprensa.

Terminado este período de arremesso político contra o anterior executivo, o relatório está na câmara e alguém decidiu que o acesso a ele teria de ser altamente restrito, ao ponto que, depois de disponibilizado, decidiu-se que só um determinado número de pessoas teriam acesso a ele, obrigando à assinatura de um termo de confidencialidade. Isto deixou -nos estupefactos e a interrogar até que ponto este executivo tem noção de que vive em liberdade, num ambiente democrático, e tudo que é relatório, sobretudo pagos por fundos públicos, tem, necessariamente, de ser tornado públicos e entregue, em tempo útil, a todos os eleitos locais, especialmente ao anterior executivo para que possa se defender em praça pública.”

Já Jorge Humberto, deputado municipal da CDU, entende que o relatório devia ser tornado público e acrescenta que o executivo não fica nada bem na fotografia com a condução deste dossier:

“Nós somos contra ao que alega o município, ou seja, à questão da confidencialidade e proteção de dados.

Não achamos que isso seja um impeditivo, aliás, a responsabilidade da divulgação dos nomes que constam do relatório ficam inerentes à pessoa que os divulga. Já quanto à confidencialidade, achamos mal e manifestamos o nosso descontentamento, precisamente por acharmos que é um relatório que deve ser público para se conhecerem a realidade da situação em que a câmara se encontra financeiramente.”

Refira-se ainda que dois dos três membros da Mesa da Assembleia Municipal – o presidente e o segundo secretário – não assinaram o termo de confidencialidade para receberem o relatório final da auditoria, por não concordarem com tal decisão.

De lembrar que no passado dia 10 de Maio, a presidente do Município de Mirandela chamou os jornalistas para avançar com alguns resultados que constam do relatório da auditoria às contas do Município para verificar a situação financeira, à data de 31 de outubro, após o mandato liderado por António Branco.
Júlia Rodrigues avançou, em conferência de imprensa, que a Delloite detetou seis milhões de dívida superior à registada e que este valor podia ainda vir a ser superior, dado que ainda não inclui a dívida das empresas participadas pelo Município.
A autarca socialista acrescentou que o relatório dá conta de indícios de passivos ocultos não revelados na contabilidade, bem como património municipal não registado e um certo facilitismo na gestão das receitas próprias da autarquia.

INFORMAÇÃO CIR (Terra Quente FM)

O QUE TEM RIO DE ONOR DE MARAVILHA?

Em 2017, Rio de Onor foi uma das aldeias vencedoras das Sete Maravilhas de Portugal, na categoria aldeias em áreas protegidas. Todavia, se fores só para a ver, perderás a sua essência. O meu conselho é, pois, que vás sem pressa e que converses com os moradores que encontrares pelo caminho.



Se fores só para ver a aldeia, observarás uma localidade tipicamente transmontana, no meio da qual corre um rio chamado Onor. As casas são de xisto escuro, têm varandas de madeira e dois andares: no de cima, moravam as famílias e, no de baixo, o gado. Verás que há poucas habitações a destoar das tradicionais, mas também repararás que algumas casas se encontram desabitadas e em ruínas. Verás ainda ruas estreitas de pedra, uma antiga igreja de xisto, uma ponte romana e o que provavelmente te surpreenderá mais é o facto de, uns passos adiante, já estares em Espanha, numa aldeia chamada Rihonor de Castilla.

Ora, se conversares com os moradores, não verás apenas a aldeia: poderás escutar o seu testemunho de vida numa aldeia comunitária, onde todos os habitantes partilhavam terrenos agrícolas, rebanhos e fornos, ajudando-se uns aos outros e honrando a palavra dada. Era isso que até há pouco tempo tornava Rio de Onor uma aldeia única, bem como o facto de se reger por um governo e leis próprias.

Foi isso que nos explicou o Sr. Mariano Augusto à sombra de uma árvore. Contou-nos que, até aos anos 60 do século passado, não chegava qualquer estrada à aldeia, apenas um caminho de terra que subia e descia serras – 20 e tal quilómetros a pé até Bragança. “De Bragança a Lisboa são 9 horas de distância” – lembras-te da música? Já podes imaginar como a aldeia de Rio de Onor ficava longe e os seus habitantes isolados.

As famílias trabalhavam nos campos, mais propriamente na “faceira”, um terreno composto por dezenas de quadrados equitativos de terra. Para decidir a ordem segundo a qual deviam ser lavrados, com vista a não estragar os retalhos dos vizinhos, tocava-se o sino e convocava-se uma reunião, do mesmo modo que as famílias se juntavam para decidir os castigos a aplicar a quem quebrasse as regras estabelecidas. Normalmente eram multas pagas em vinho: quanto maior o delito, maior a quantidade a dar aos outros. “Ficava tudo registado na Vara da Justiça” – continuou a explicar o Sr. Mariano, que fez questão de nos levar à adega de sua casa, para que víssemos uma dessas varas, oferecendo-nos um copo de vinho, pois claro.

Enquanto bebíamos, contou-nos que antigamente os homens costumavam beber todos pela mesma caneca. Um deles, mais cioso, bebia sempre pelo bico até que um dia lhe pregaram uma partida: esfregaram essa parte com malaguetas e foi vê-lo a ficar vermelho e aflito, para gargalhada de todos.

Ficámos também a saber que, em Rio de Onor, havia um rebanho comunitário e que as famílias tinham de se revezar para o acompanhar aos pastos. Hoje já não podemos ver as ovelhas a regressar ao final do dia encaminhando-se sozinhas para as casas dos respetivos donos.

Quanto à convivência com os vizinhos espanhóis, o Sr. Mariano só parece lamentar que, entre os anos 70 e 90, tivessem posto uma corrente na fronteira a separar as duas aldeias, porque “nós e os espanhóis somos todos família”.

Hoje em dia, pelas suas contas, há 53 portugueses e 10 espanhóis a viver nas duas aldeias. Entre os primeiros, o apelido mais frequente é “Preto” e, entre os segundos, “Prieto”. São quase todos idosos.

Os mais jovens partiram à procura de uma vida melhor, enquanto os visitantes chegam, por vezes, à procura do que perderam.



Guia Prático para visitar Rio de Onor

Localização
A aldeia de Rio de Onor fica a 26 km e a meia-hora de distância de Bragança, no Alto Nordeste transmontano, junto à fronteira com Espanha.

Faz parte da Terra Fria Transmontana, a zona climaticamente mais fria da Península Ibérica, e do Parque Natural de Montesinho, uma área de 75 mil hecatres caracterizada por uma simbiose entre o Homem e a natureza. Ao longo do parque, a paisagem muda muito, alternando entre áreas de pinheiro bravo, lameiros e hortas.

Além de ser uma das zonas com a maior biodiversidade de Portugal, é aí que vive a maior parte dos mamíferos silvestres da Europa, sendo esse o melhor indicador do bom estado do ecossistema. Na estrada entre Bragança e Rio de Onor, avistámos três veados e uma raposa, mas também há lobos e javalis.

Onde comer perto de Rio de Onor

Entre Bragança e Rio de Onor, também há um restaurante que recomendamos. Chama-se A Lombada e as suas especialidades são o cordeiro e as enormes Posta à Lombada e Costeleta de Vitela, todos confecionados na brasa. Por encomenda, também se pode provar o Galo no Pote, um prato tradicional quase em extinção nos restaurantes da região.



Este passeio foi realizado, em Maio de 2018, a convite da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança. Agradecemos também ao António Sá por nos ter acompanhado em Rio de Onor, proporcionando-nos uma experiência enriquecedora e levando-nos a refletir sobre o interior de Portugal.





Viagens à Solta
Fotos: Paulo Azevedo

Novo sismo de magnitude 2,5 na escala de Richter em Moncorvo

Um sismo de magnitude 2,5 na escala de Richter registado às 00:08 de hoje perto de Torre de Moncorvo, Bragança, foi sentido, mas não causou vítimas ou danos, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
O epicentro do sismo, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), localizou-se a cerca de seis quilómetros a este do concelho de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança.

O sismo não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima III na escala de Mercalli modificada na região de Torre de Moncorvo.

O IPMA já tinha registado na sexta-feira um sismo de 2,9 na escala de Richter no concelho de Torre de Moncorvo.

Este abalo foi registado nas estações da Rede Sísmica do continente às 20h43 de sexta-feira com epicentro a cerca de 10 quilómetros de Torre de Moncorvo.

Tal como o de hoje, o sismo de sexta-feira foi sentido com intensidade máxima III na escala de Mercalli naquela região, mas também não causou danos pessoais ou materiais.

Os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequeno (2,0-2,9), pequeno (3,0-3,9), ligeiro (4,0-4,9), moderado (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grande (7,0-7,9), importante (8,0-8,9), excecional (9,0-9,9) e extremo (superior a 10).

Agência Lusa

Festival Terra Transmontana recordou tradições e cultura em Mogadouro

Chegou ontem ao fim mais uma edição do Festival Terra Transmontana em Mogadouro. Durante 3 dia a vila recordou Trindade Coelho, entre tradições e sonoridades folk.
A iniciativa que se realizou pelo 5.º ano consecutivo, contou ainda com apresentações de livros e de teatro, venda de produtos locais, passeios a cavalo e um forte destaque para a gastronomia. Actividades que atraíram muitos visitantes. “Vim do Alentejo com a família, gostamos muito do Norte, particularmente de Trás-os-Montes e viemos porque fomos explorando o que há. Descobrimos que por acaso estavam a decorrer estas festas e é sempre engraçado encontrar estes festivais”, afirmou Joaquina Rosado.

As tascas abertas em casa antigas são uma das principais particularidades do festival.

“Isso é o mais engraçado que tem o festival, uma pessoa vai ver coisas dos nossos antepassados, como eram as casas e instrumentos que pomos para enfeitar, temos livro de Trindade Coelho, candeias capotes, e os petiscos também são tradicionais”, contou André Marcus, que este ano serviu petiscos tradicionais durante o festival.

Este ano o tema do Festival Terra Transmontana foi Trindade Coelho, numa altura em que se assinalavam 110 anos da sua morte. Para o presidente da câmara de Mogadouro, Francisco Guimarães, são necessárias mais iniciativas para recordar o escritor e jurista.

“Estamos sempre a aprender cada vez que se debate Trindade Coelho. E percebemos que há necessidade de investigarmos o espólio que deixou. Lutou muito para chegar onde chegou, teve dificuldades na vida mas percebemos também que nos deixou um grande legado, que tem de ser muito bem estudado”, adiantou.

O Festival Terra Transmontana em Mogadouro terminou ontem à tarde com um desfile etnográfico. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

Izeda quer que "estatuto de vila seja cumprido"

Izeda reivindica que o estatuto de vila se cumpra. Foi este o desejo do presidente da união de freguesias, Luís Filipe Fernandes, este sábado, no dia em que se comemoraram os 28 anos de elevação de Izeda a vila, a única do concelho de Bragança.
Uma condição que não tem sido levada à letra segundo o autarca. “Se Izeda foi elevado ao estatuto de vila é porque havia condições que a diferenciavam das outras freguesias, o que hoje notamos é que começa a ficar num estatuto muito próximo de outras freguesias à nossa volta e isso aflige-nos um pouco, porque essas freguesias podem ter condições de desenvolvimento superiores a Izeda, apelamos que quem de direito olhe para Izeda e que o estatuto de Izeda seja efectivamente reforçado”, referiu.

O presidente da união de freguesias de Izeda, Calvelhe e Paradinha Nova pede mais investimentos para a vila. “Temos um conjunto de projectos para Izeda e uma das obras que temos vindo a reivindicar é fazer uma piscina em Izeda, e reclamamos arranjos na rua central de Izeda, que precisava ser arranjada”, apontou.

Projectos que Luís Filipe Fernandes quer ver concretizados em Izeda, assim como um centro interpretativo do azeite e da azeitona santulhana, que deverá ser candidatado em breve a fundos comunitários. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

Festival das Migas e do Peixe do Rio - Praia Fluvial da Foz do Sabor

A Associação de Comerciantes e Industriais de Moncorvo (ACIM) com o apoio do Município de Torre de Moncorvo, organiza mais uma edição do Festival das Migas e do Peixe do Rio, nos dias 20, 21 e 22 de Julho.



Para além das amêndoas cobertas, Torre de Moncorvo é conhecido a nível gastronómico pelas famosas migas e peixes do rio. Esta iguaria é confecionada com os peixes dos rios Douro e Sabor, pescados diariamente na única aldeia piscatória de Trás-os-Montes, a Foz do Sabor, pelos pescadores nos tradicionais barcos rabelos. A atividade piscatória é ainda o sustento de várias famílias desta freguesia, que durante a noite pescam o peixe, e que logo pela manhã entregam nos restaurantes e vendem à população local.

Os peixinhos do rio podem ser apreciados de diversas formas: fritos, em molho de escabeche, assados ou cozidos em posta, mas sempre acompanhados com as famosas migas de peixe.

Os visitantes podem provar este petisco nos restaurantes aderentes, junto à Foz do Sabor no Restaurante Lameirinho e Primavera, mas também nos restaurantes As Piscinas, The Garden House e O Artur.

A animação decorre na Praia Fluvial da Foz do Sabor, no dia 21 de Julho com o programa Feiras e Festas da Rádio Onda Livre.
Pretende-se com a iniciativa promover os pratos típicos confecionados com as migas e os peixes do rio, ao mesmo tempo que se promove a última aldeia Piscatória de Trás-os-Montes e o idílico espaço de lazer da Praia Fluvial da Foz do Sabor.

CM de Torre de Moncorvo


Juramento de Bandeira em Miranda do Douro

Cerimónia de Juramento de Bandeira dos Soldados Recrutas do 5º CFGCPE/18, no próximo dia 20 de julho de 2018, pelas 11H, no Jardim dos Frades Trinos.


Energias Renováveis e Instalações Elétricas

Sessão de Divulgação do curso Energias Renováveis e Instalações Elétricas, pelo professor Getúlio Paulo Peixoto Igrejas, Centro de Apoio Rural de Carrazeda de Ansiães, dia 23 de Julho, pelas 11h00.

8ª Edição do Parque Aventura muito participada

O Parque Aventura Liga dos Combatentes 2018, que decorreu de 6 a 8 de julho, organizado pelo Núcleo de Mirandela, juntou mais de um milhar de participantes no Parque Dr. José Gama em Mirandela.


Pista de cordas, túnel, tiro com arco, pista de obstáculos, pista de Karts a pedais, canoagem, cama elástica, pista de tiro com marcadores de paint ball, insufláveis, divulgação da Prestação do Serviço Militar foram algumas das atividades que estiveram em destaque.

Além de projetar a Liga dos Combatentes, este evento teve como objetivo promover a exaltação do amor à Pátria e a divulgação, especialmente entre os jovens, do significado dos símbolos nacionais, bem como a defesa intransigente dos valores morais e históricos de Portugal, para a população em geral, de forma completamente gratuita.

Esta é já oitava edição e contou com o apoio da Câmara Municipal de Mirandela, Exército, Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, Gondiana Desportos e Natureza Unipessoal Lda. e Naturthoughts - Turismo de Natureza Lda.

CM de Mirandela

Estão abertas as inscrições para o CTeSP de Músico Instrumentista de Mirandela

Estão abertas as inscrições para o novo Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) de Músico Instrumentista que irá funcionar em Mirandela.


A implementação de CTeSP resulta de uma parceria entre o Instituto Politécnico de Bragança, Escola Superior de Educação, Escola Profissional de Arte de Mirandela (ESPROARTE) e Município de Mirandela.

Os alunos que concluírem este curso têm acesso aos ciclos de estudos de licenciatura e integrados de mestrado. O acesso e ingresso realizam-se através de um concurso especial de acesso regulado por diploma próprio. Os titulares do diploma de técnico superior profissional em Músico Instrumentista podem candidatar-se, com dispensa da prova de ingresso, à Licenciatura do IPB de Música.

Podem candidatar-se alunos com o ensino secundário ou de habilitação legalmente equivalente concluído, os que tenham sido aprovados nas provas especialmente adequadas destinadas a avaliar a capacidade para a frequência do ensino superior dos maiores de 23 anos, os titulares de um diploma de especialização tecnológica, de um diploma de técnico superior profissional ou de um grau de ensino superior, que pretendam a sua requalificação profissional. No caso do CTeSP em Músico Instrumentista, os candidatos deverão ser detentores do oitavo grau (ou equivalente) em instrumento, correspondente ao nível 4 no quadro nacional de qualificações com equivalência ao 12º ano de escolaridade.

O CTeSP de Músico Instrumentista confere uma qualificação profissional de nível 5 do Quadro Nacional de Qualificações.

CM de Mirandela

Dois feridos em colisão rodoviária em Vila Flor

Uma colisão rodoviária provocou este sábado dois feridos, um deles, em estado grave. 
Cerca do 12h40, dois ligeiros de passageiros colidiram na estrada nacional 214, entre Samões e Carvalho de Egas no concelho de Vila Flor.
O ferido grave, um homem na casa dos 60 anos, politraumatizado, bem como o outro ferido ligeiro, foram transportados para a unidade Hospitalar de Vila Real. 
No local estiveram, 13 operacionais, apoiados por 5 viaturas. 

Escrito por Brigantia

Fim da recolha de resíduos porta-a-porta na zona pedonal da Rua da República em Mirandela

A partir do dia 15 de julho não serão mais recolhidos resíduos porta-a-porta na zona pedonal da Rua da República.


No sentido de disciplinar a deposição de Resíduos Sólidos Urbanos na rua pedonal da Rua da República, a autarquia de Mirandela promoveu, no dia 9 de julho de 2018, uma ação de sensibilização de rua, junto dos comerciantes e moradores, apelando para a deposição de resíduos produzidos nos respetivos contentores e ecopontos existentes em cada extremidade da rua pedonal.

Assim, as empresas de recolha não farão mais essa recolha, sendo certo que o não cumprimento desta postura, reverterá em processo de contraordenação, previsto nos nºs 1 e 9, do artº 55º do Regulamento de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos do Município de Mirandela.

Espera-se com este procedimento, e com a colaboração de todos, contribuir para criar um ambiente mais saudável em Mirandela.

CM de Mirandela

Professores concentraram-se em Bragança para assinalar fim da greve às avaliação e prometem mais protestos

Os professores terminaram as greves às avaliações com a promessa de regressar aos protestos. Na última sexta-feira, também em Bragança dezenas de professores se juntaram na praça Cavaleiro de Ferreira numa concentração organizada pela plataforma de sindicatos dos professores.
Manuel Pereira do Sindicato dos professores da zona norte explica que estão previstos protestos com reuniões no início do próximo ano lectivo e uma manifestação.

“O que está planeado é no início do ano haver mais manifestações, ou situações que possam interferir com o normal funcionamento das escolas. Dia 5 de Outubro, uma manifestação em Lisboa, já que é dia internacional do professor e a data antes da aprovação do Orçamento do Estado, vamos fazer mais uma força para ver se conseguimos demover o Governo”, explicou.

Teresa Pereira do Sindicato dos Professores do Norte recorda que a greve às avaliações que agora terminou teve uma forte adesão em Bragança

“Assinalamos o final da greve que foi convocada até ao dia 13, que durou cerca de um mês, muito participada, também em Bragança teve uma grande adesão, cerca de 90 a 98% em greve, há reuniões que já vão na 7.ª a 8.ª convocatória. Há pessoas que já foram às escolas 30 e tal vezes para fazer as reuniões”, adiantou.

Os professores não abdicam da recuperação do tempo de serviço como frisou, Helena Rodrigues, do SPLEU Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades.

“A nossa luta é sempre nos 9 anos, 4 meses e 2 dias, e nunca prescindir desse tempo, porque ele foi dado, todos os dias os professores foram para a escola, exerceram a sua actividade profissional, já demos um contributo muito grande ao país”, destacou.

Os professores mantêm a intenção de continuar a protestar caso as negociações agora reiniciadas não satisfaçam a reclamação de contar todo o tempo de serviço. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

Nem a chuva, nem o vento, estragaram a festa do Careto AirShow

A ameaça de mau tempo, à mistura com chuva e vento, podia ter estragado o maior festival aéreo transmontano, mas só veio contribuir para arrefecer o calor dos motores e refrescar o ânimo dos milhares de visitantes.
A terceira edição do Careto AirShow distinguiu-se das anteriores pelo facto de ser Vintage, conseguindo transportar os presentes a 7 e 8 de julho no Aeródromo Municipal numa viagem ao passado.

Outra das novidades foi o Road-In que, no solo, chamou a si as atenções com dezenas de carros clássicos e motos antigas a conquistaram o foco de muitos que vieram para olhar os céus, mas foram surpreendidos com aquilo que se passava em terra.

A verdade é que foram os aviões, as suas acrobacias e os espetáculos aéreos a dominarem o foco das seis mil pessoas que, apesar da chuva e do vento, não deram certamente o tempo como perdido nesta edição de 2018 do Careto AirShow Vintage.

“A meteorologia acabou por influenciar de forma negativa o festival, pois alguns aviões não vieram já que não conseguiram descolar das suas bases para Bragança e esse foi o grande problema”, admitiu o presidente do Aero Clube, contabilizando em cerca de 30 aviões que, devido ao tempo, acabaram por não se juntar ao 86 que marcaram presença no Careto AirShow.

Mas não foi só os aviões que o tempo afastou da capital de distrito. Das milhares de pessoas que estavam no aeródromo, muitas começaram a dispersar a meio da tarde de sábado quando S. Pedro se fez notar. “Depois de almoço, tivemos aqui muita gente, enquanto o tempo estava bom, depois começou o tempo a ficar mais complicado e as pessoas acabaram por sair, mesmo assim, ainda ficaram por aqui, pelo menos, 1500 pessoas”, frisou Nuno Fernandes que apressou o programa com a certeza que a chuva e o vento iriam acabar por limitar a própria agenda do festival como, por exemplo, o combate de aviões que acabaria por ficar sem efeito. No entanto, o responsável não quis terminar sem ressalvar que, apesar das condições meteorológicas adversas, “a festa não deixou de existir” como, de resto, foi possível comprovar por todos aqueles que visitaram o aeródromo durante o fim de semana. Nuno Fernandes acrescenta, ainda, que “o festival é para manter, não sabemos se com a versão vintage, já que todos os anos temos uma versão diferente, mas com toda a certeza que em 2019 teremos algo diferente”, prometendo “muitas novidades” para a quarta edição como, de resto, já tem vindo a habituar os brigantinos e todos aqueles que, por esta altura, viajam até Trás-os-Montes, seja de carro, mota ou de avião.

Mas nem só de aviões viveu o Careto AirShow, Paraquedismo, provas de aeromodelismo, voos solidários e batismos. Já em terra, dentro do hangar, o simulador de voo ajudou a converter os mais céticos em autênticos aficionados e mesmo os mais novos não foram esquecidos com jogos aeronáuticos e, inclusive, um espaço de diversão infantil com insufláveis.

De sublinhar, ainda, que na sua visita a Bragança o presidente da República, já em modo de partida, foi surpreendido na pista do aeródromo pela organização com a chegada ao solo de quatro Caretos Paraquedistas, uma figura tradicional transmontana incontornável que proporciona ao Festival Aéreo um elemento diferenciador e cuja aparição e queda mesmo à frente de Marcelo Rebelo de Sousa muito o deliciou pelo rasgado sorriso, apreço e carinho que demonstrou. E foram mais umas dezenas de selfies antes da partida, naquele que foi um momento único que todos os presentes tão cedo não irão esquecer, fazendo deste um dos pontos altos da terceira edição do festival aéreo brigantino.

Para terminar, resta dizer que o Careto AirShow Vintage foi uma iniciativa do Aero Clube de Bragança, organizada em conjunto com o município e que contou, também, com a colaboração do Nordeste Automóvel Clube e do Gentlemens Rider’s Bragança.

GALERIA FOTOGRÁFICA.

Bruno Mateus Filena
in:diariodetrasosmontes.com