quinta-feira, 7 de junho de 2018

Já estão em Mirandela, 50 dos 76 militares da Unidade de Ataque Ampliado do GIPS

A condição destas unidades de ataque ampliada foi confirmada a 16 de abril, na reunião da comissão nacional da proteção civil, que aprovou a diretiva operacional nacional que estabeleceu o dispositivo de combate a incêndios para 2018. Mirandela vai acolher uma das 4 bases do país com unidades de ataque ampliado, onde vão estar 76 militares do grupo de intervenção de proteção e socorro da GNR. As restantes 3 bases vão ficar sediadas em Viseu, Aveiro e Loulé.
Dois meses depois chegaram 50 dos 76 militares, um motivo de satisfação e orgulho, diz a presidente de Mirandela, Júlia Rodrigues:

“Já chegou o grupo de intervenção da proteção de socorro, chegaram 50 e estão a instalar-se no espaço reservado na Quinta do Valongo. Estamos a falar de mais de 70 pessoas, no futuro, que se vão instalar em Mirandela. Houve aqui, obviamente, um espaço para negociação, porque haveria aqui duas soluções que seriam Vila Real ou Mirandela.

É óbvio que o município de Mirandela fez todo o esforço para que eles se pudessem localizar e sediar em Mirandela, na tentativa de, como nós tínhamos dito, atrair pessoas, atrair familiar, de forma que o nosso território possa ser um território sustentável. Julgo que para Mirandela é motivo de orgulho, é motivo de celebração, uma vez que, estamos a instalar um novo serviço no nosso concelho.”

Este dispositivo irá efetuar ataque musculado em incêndios florestais de maior envergadura, mas também terá como missão atuar em situações especiais e de maior complexidade dentro de diversas áreas como a proteção e socorro, ordem pública, operações especiais, inativação de explosivos, sino-técnica e aprontamento para missões internacionais. Júlia Rodrigues faz questão de ressalvar que a intervenção desta unidade será ao nível regional e que não terá qualquer interferência nas competências das restantes autoridades que já existem no terreno:

“É uma brigada que tem impacto a nível regional. Em relação a outras forças de segurança, outras organizações, nomeadamente os bombeiros, não há qualquer tipo de interceção de competências, ou seja, são companhias completamente diferentes com uma intervenção no terreno completamente distinta e é isso que tem que ser percecionado. Não tem uma atuação local, vai ter uma atuação regional, a única situação que têm é que estão sediados em Mirandela.”

Os 76 militares da GNR ficam  instalados na residência do centro de formação profissional da Quinta do Valongo apesar das instalações pertenceram ao Ministério da Agricultura, foi a autarquia que suportou obras de reabilitação e adaptação para alojar todos os militares. Esta unidade vai ficar por Mirandela, pelo menos, nos próximos 3 anos.

“O protocolo é por 3 anos renováveis e vão ficar cá anualmente, aliás até é previsível que o secretariado do GIPS concentre em Mirandela os serviços de Vila Real e Bragança, no sentido de concentrarem os próprios serviços e aí serão mais cinco pessoas a fazer o secretariado, a parte administrativa.”

Para já chegaram 50 militares, os restantes 26 devem chegar ainda este mês, aquando a cerimónia de inauguração desta nova unidade que será presidida pelo Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Terra Quente)

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