segunda-feira, 9 de julho de 2018

Praia da Ribeira recebeu campanha de alerta sobre os riscos da exposição solar

“Neste Verão, Sol Com Moderação”, foi com este mote que a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, em parceria com a Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros realizou uma sessão de sensibilização na Praia da Ribeira, na Albufeira do Azibo, sobre os riscos do sol em férias e no trabalho.
Alertar para as consequências de uma exposição inadequada aos raios solares foi um dos principais objetivos, explica Carlos Marques, Diretor dos Serviços de Dermatologia do Hospital de Vila Real.

“Viemos aqui para alertar as pessoas dos perigos do sol. Não pretendemos que as pessoas fiquem em casa todo o dia quando está sol, nem dizer que o sol é nosso inimigo. Importante é saber conviver com o sol, porque é uma radiação ultravioleta cancerígena. Sempre que estamos ao sol a horas inadequadas, de forma não apropriada, corremos riscos, como por exemplo, a pele que envelhece mais precocemente e, que é mais grave, provocar cancros cutâneos a longo prazo.” 

Osvaldo Correia, presidente da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, deixa o aviso sobre a importância do nível dos índices ultravioletas, o principal causador de queimaduras na pele.

“O País está em níveis de índice ultravioleta muito elevados, é muito importante que se consulte o site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, quando procurarem a temperatura, procurem o valor dos índices ultravioletas. Podem existir temperaturas amenas com ultravioletas elevados, que são os fatores principais para a existência de queimaduras. 
Há que perceber também que o protetor solar não pode dar falsa segurança, que a melhor hora para a exposição é aquela em que a sombra é aumentada, ou seja, a nossa sombra está maior que nós próprios; há que lembrar também que o chapéu e a camisola são muito importantes; e alertar para o facto de que não se apanha sol apenas na praia.”


Uma iniciativa que acontece há 16 anos, não só em praias marítimas como também em locais de trabalho propícios à exposição solar, e que, pela primeira vez este ano, leva campanhas de alerta às praias fluviais do Interior, como explica Osvaldo Correia.

“Este ano, pela primeira vez, estamos a fazer um roteiro itinerário que começa no Norte e acaba no Sul, do Litoral ao Interior. Depois de Macedo de Cavaleiros, dia 14 vamos a Aveiro, nos canais da Ria para alertar para a questão da reflexão da água; subimos à Serra da Estrela e vamos estar em Seia, na praia da Loriga, onde é muito importante perceber que a montanha tem o mesmo risco para apanhar queimadura solar. Depois descemos a Coimbra, dia 16, e vamos a um estaleiro de construção civil onde vamos conhecer uma empresa que já fez sensibilização aos seus trabalhadores e instituiu a obrigatoriedade do uso de camisola que cubra os antebraços e o decote.”

E descobrir que algo está diferente na pele, é o mote para procurar ajuda especializada, deixa o conselho Carlos Marques, Diretor dos Serviços de Dermatologia do Hospital de Vila Real.

“Devemos ser observadores e conhecer a nossa pele, é fundamental. Todos nós devemos saber que sinais temos no corpo. Isto para que, se em determinada altura surgir um sinal ou mancha nova, ou se os que temos alterarem, conseguirmos identificar.
Uma pessoa na idade adulta, especialmente que tenha muitos sinais, se lhe aparecer algo de novo, aí sim é muito importante estar alerta, esse será o nosso foco.” 
O cancro cutâneo tem vindo a aumentar ao longo do tempo e são diagnosticados cerca de 12 mil novos casos por ano.

Escrito por ONDA LIVRE

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