quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Cinco paixões de coleccionadores e a compulsão de guardar um pouco de tudo

Coleccionar, é esta a grande paixão de cinco pessoas que decidiram mostrar-nos as centenas de objectos que há anos procuram, compram, guardam e têm em verdadeira estima. Legos, perfumes em miniatura, selos e magic cards, presépios e gravatas são a paixão destes cinco coleccionadores.
Legos, perfumes em miniatura, selos e magic cards, presépios e gravatas: fomos conhecer a paixão pelo coleccionismo.

Com 46 anos, natural de Bragança, Fernando Pimparel dedica parte do tempo às construções em Lego.

“Iniciei aos seis anos, quando a minha mãe me ofereceu a primeira caixa de legos. Percebi muito cedo que com os legos se pode dar azo à nossa imaginação”, contou Fernando Pimparel.

Maria Helena Mouta, de Mogadouro e a viver em Bragança, começou a coleccionar perfumes em miniatura e conta já com mais de meio milhar.

“A colecção das miniaturas começou era eu garota, e gostei. O meu tio trouxe-me um perfume de França e eu gostei imenso”, destaca Maria Helena Mouta.

Selos e cartas magic já foram a grande atracção de Luís Afonso. Com 50 anos, o programador informático começou a coleccionar selos e depois cartas de um jogo de estratégia.

“É preciso ter muita paciência para estar ali a coleccionar as cartas. Tenho mais de 1000. Além do sentido das cartas é bonito colecciona-las. Elas têm desenhos únicos feitos por artistas”, expôs Luís Afonso.

Os presépios são o fascínio de Sílvia Gonçalves. Natural da freguesia de Edrosa, em Vinhais, Sílvia conta com mais centena e meia de presépios.

“Começou por uma brincadeira. Comecei por coleccionar presépios e fui comprando. Depois alguns amigos foram-me oferecendo até que chegou a esta dimensão”, explicou Sílvia Gonçalves.

Quanto às colecções, Nicolau Sernadela, o nosso famoso "Tio João" das manhãs da Rádio Brigantia, também tem algo a dizer, não fosse ele o detentor da maior colecção nacional de gravatas.

“Comecei a gostar de gravatas porque era obeso e na minha ideia a gravata disfarçava a minha barriga. Usei todos os dias uma gravata diferente, eu nunca repeti uma gravata”, adiantou Nicolau Sernadela.

As colecções têm sido a paixão destas cinco pessoas mas todas assumem que é algo bastante dispendioso.

“Cada peça pode rondar oito a doze cêntimos. É muito dispendioso”, contou Fernando Pimparel.

“Para iniciar o jogo. Cada baralho custava cerca entre 30 a 50 euros”, acrescentou Luís Afonso.

“Investi ali muito dinheiro, mesmo muito. Agora parei porque tenho a minha filha na Universidade e é muita despesa. Agora já é mais fácil encontrar as miniaturas de perfumes durante o ano e nas feiras de artesanato”, confessa Maria Helena Mouta.

Os números são expressivos, há quem tenha dezenas, centenas ou milhares de objectos. Coisas que, juntas, compõem verdadeiras montras de anos de recolha.

Escrito por Brigantia
Carina Alves

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