quarta-feira, 8 de agosto de 2018

O coração dividido por dois países

O mês de Agosto é marcado pelo regresso de emigrantes de férias.
A aldeia de Aveleda, no concelho de Bragança, não foge à regra. Fomos ouvir “estórias” de vida e perceber porque a saída de Portugal. É lá que encontramos dois emigrantes irmãos. Francisco Mesquita e Cândida Pais. O irmão tem 67 anos. Aos 17 anos, fugiu “a salto da guerra e da tropa”. O agora reformado que foi enfermeiro. Vive em Paris mas sente saudade.

“Sinto sempre saudade. Quando estava aqui era pastor, andava em Gimonde, em Veados, Babe. Sinto saudade quando se ouve falar de saudade o coração palpita”, destaca Francisco Mesquita.

A irmã, Cândida Pais tem 59 anos e aos 13 anos, quando faleceu a mãe, emigrou para Madrid. Já se sente espanhola.

“Sim, sinto-me espanhola e gosto de estar aqui. Mas de facto para viver, gosto mais de viver em Madrid, porque lá os salários são melhores”, contou a irmã.

Natural de Alimonde, Bragança, Sandra Pereira de 41 anos, desde os 10 anos que está em França. Todos os verões em Agosto ruma a Portugal. Sair do país, custou muito.

“Tive muita pena em ir embora, porque tinha aqui a minha família. Gosto muito de Portugal, mas tive que ir embora”, contou Sandra Pereira.  

Não quer voltar porque os salários em Portugal são menores porque se sente mais portuguesa do que francesa.

Vidal Rodrigues tem 78 anos. É natural de Coelhoso em Bragança emigrou não ir à tropa, mas gosta de ficar exilado na aldeia.

Estes são exemplos de vidas de emigrantes que passam o ano fora de Portugal, mas em Agosto regressam.

Escrito por Brigantia
Maria João Canadas

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