terça-feira, 29 de maio de 2018

XXXII - FESTIBAL DE LA CANÇON

A Câmara Municipal de Miranda do Douro, realiza no próximo dia 7 de julho, a partir das 21 horas, no Largo D. João III, o Festibal de la Cançon/ Festival da Canção, integrado nas Comemorações do Dia da Cidade.
Esta iniciativa tem como objetivos estimular a produção musical e incentivar o aparecimento de novos compositores, autores e intérpretes, dando especial atenção às criações em Língua Mirandesa.
Sabemos que desde sempre a música fez parte da história do povo mirandês, por isso contamos consigo para contribuir, cada vez mais, para a divulgação das grandes potencialidades do Concelho de Miranda do Douro.
As inscrições podem ser entregues até ao próximo dia 05 de Julho, no Balcão Único da autarquia.
Prémios:
Prémio para a melhor Letra Mirandesa ------------- 200,00 €
Prémio de interpretação Vocal ---------------------- 150,00€
Prémio para a melhor música ----------------------- 150,00€
1º Classificado ------------------------------------- 500,00€
2º Classificado ------------------------------------- 400,00€
3º Classificado ------------------------------------- 300,00€
4º Classificado --------------------------------------200,00€
5º Classificado --------------------------------------150,00€
6º Classificado --------------------------------------150,00€
7º Classificado --------------------------------------100,00€
8º Classificado ---------------------------------------75,00€
9º Classificado ---------------------------------------75,00€
10º Classificado ------------------------------------- 75,00€

TRANSFER CASTANHA – São Martinho de Angueira

TRANSFER CASTANHA realiza-se no dia 06 de junho (Quarta-feira) a partir das 14:30 horas, na Sede da Florest´ Água, na Freguesia de São Martinho de Angueira, no Concelho de Miranda do Douro.
Esta é uma iniciativa do Instituto Politécnico de Bragança em colaboração com o Município de Miranda do Douro, Junta de Freguesia de São Martinho de Angueira e Florest’ Água.

Programa:
14H30 Abertura
14H40 Apresentação de Catálogo Tecnológico
TRANSFER + TEC.CASTANHA
Albino Bento; Eugénia Gouveia; Elsa Ramalhosa
Instituto Politécnico de Bragança
15H00 Gestão do Solo e Fertilização
Margarida Arrobas Rodrigues
Instituto Politécnico de Bragança
15H30 Levamento de Necessidades de Tecnologia e Conhecimento – Aplicação de inquérito
Consultores NERBA
16H00 Encerramento

Dia Mundial da Criança - MOGADOURO

O Dia Mundial da Criança celebra-se internacionalmente a 1 de junho, com o objetivo de reconhecer a todas as crianças do mundo, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito ao afeto, amor e compreensão, alimentação adequada, cuidados médicos, educação gratuita, proteção contra todas as formas de exploração, bem como a crescer num clima de Paz e Fraternidade Universais.
O Município de Mogadouro assinala este dia, como já é tradição, proporcionando às crianças do pré-escolar e 1º Ciclo a pedagogia conciliada com a diversão. Este ano, as comemorações prometem um programa recheado de atividades pedagógicas e muito divertidas: 
- Mini Concerto;
- Insufláveis;
- Estações Desportivas;
- Teatro "A Gota Cansada".

Sessão pública de apresentação e discussão das normas de alienação dos lotes da nova Zona Industrial das Cantarias

Passeio BTT Noturno

Concentração: Praça Cavaleiro Ferreira pelas 19:30
Extensão: 30km 
Grau de Dificuldade do Percurso: Médio/Baixo
Formas de Organização: Guias Identificados são responsáveis pelo acompanhamento durante o percurso. A meio do percurso, sensivelmente, será fornecido abastecimento sólido e líquido, na Aldeia de Gimonde
Material necessário: Bicicleta, Equipamento de BTT, Capacete (OBRIGATÓRIO) e Iluminação (OBRIGATÓRIO).
Organização: Câmara Municipal de Bragança
Apoio: Junta de Freguesia de Gimonde e Associação Regional de Ciclismo e Ciclo-turismo de Bragança.

Mau tempo deixa rasto no concelho de Macedo

Projecto Psi Well vai ajudar pais de crianças com necessidades

Ontem na Escola Superior Tecnologia e Gestão teve lugar a apresentação de uma sessão do projecto Psi Well que tem objectivo principal a promoção da inclusão social e o bem-estar dos pais de crianças com necessidades especiais, assim como a equidade de famílias em risco.
O Psi Well vai diagnosticar o bem-estar de 1500 famílias, validar um programa de intervenção social e psicopedagógico com 360 pais de famílias em risco, assim como informar e sensibilizar a comunidade para a inclusão social destas famílias com crianças e jovens em risco, conforme explica a coordenadora do projecto, Maria Augusta Branco: “o importante é ajudar estes pais de crianças com filhos com necessidades especiais. Educar um filho autista, ou com paralisia cerebral, a título de exemplo, pode ser muito penso para estes educadores” salientou a coordenadora do projecto.

É um desafio desenvolvido pelo Instituto Politécnico de Bragança desde 2006, em conjunto com um consórcio de seis instituições de ensino superior europeias da Roménia, de Espanha, Croácia, Lituânia e Turquia. Com sessenta beneficiários por cada um dos seis países, é importante perceber as necessidades destes pais e dar-lhes formação promovendo o encontro entre eles: “beneficiar 360 pais, 60 em cada país com o objectivo de um encontro entre educadores, em que partilhem as suas problemáticas e os seus sentimentos envergonhados de ter um problema complexo em casa”, adiantou Maria Augusta Branco.

A começar em Outubro a Dezembro, os pais de crianças com necessidades especiais vão receber formação. O plano vai terminar em Maio de 2019, com um congresso internacional em inteligência emocional, em Bragança.

Escrito por Brigantia
Carina Alves

PSP está a promover atendimentos descentralizados no distrito

A PSP de Bragança está a promover sessões de “Atendimento de Proximidade” para renovação de licenças e esclarecimento de dúvidas relativas a armas e munições, em todos os concelhos do distrito em que a PSP não está sediada, e ainda em algumas freguesias de grande dimensão.
Uma forma de facilitar a vida à população, principalmente a mais idosa, evitando assim que se tenham de deslocar à capital de distrito, como explica António Madureira, Chefe Coordenador do Núcleo de Armas e Explosivos do Comando Distrital da PSP de Bragança.

“Pretendemos ir ao encontro das necessidades e das expectativas dos cidadãos, principalmente daquelas pessoas que têm mais idade e que, como tal, têm dificuldade a deslocar-se a Bragança. Nestas sessões informamos sobre o que é necessário para localizar e fazer renovações de documentos relacionados com armas. São pessoas com dificuldade de locomoção, até mesmo pessoas com necessidades económicas , e, assim, em vez de estarem a gastar dinheiro e tempo, nós vimos ao encontro delas e resolvemos os problemas próximo de onde se encontram. “

Uma iniciativa que está a decorrer pelo segundo ano consecutivo no distrito e que tem tido boa adesão por parte da população.

“O ano passado foi excelente, excedeu as nossas expectativas, portanto, foi muito melhor do que aquilo que estávamos à espera. Este ano também tem aparecido muita gente, umas pessoas para tirarem dúvidas, outras para fazerem a entrega de armas. Em termos de renovação dos livretes, este ano tem acontecido com menos frequência, mas temos tido muito trabalho também.”

Até agora, a PSP já esteve presente com estas sessões nos concelhos de Vila Flor, Alfândega da Fé e Vinhais.

Em Macedo de Cavaleiros, o atendimento decorreu no dia de ontem e continua hoje até às 17h30.

O próximo concelho a receber esta iniciativa será Miranda do Douro nos dias 1 e 4 de junho.

Escrito por ONDA LIVRE

Bombeiros de Mirandela comemoraram 135 anos de vida

"As populações e as autarquias não têm condições nem meios para fazer cumprir a lei da limpeza das matas". Quem o diz é o presidente da direcção da Associação de Bombeiros Voluntários de Mirandela.
Marcelo Lago diz mesmo que esta pressa imposta pelo Governo não é a solução, mas antes um problema Marcelo Lago entende que a aposta devia ser focada na formação e na contratação de pessoal a tempo inteiro nas associações de bombeiros. Declarações avançadas, à margem das comemorações dos 135 anos da Associação dos Bombeiros de Mirandela, na passada sexta-feira.

Uma corporação que "está bem apetrechada no que diz respeito a recursos humanos e materiais", destaca o comandante, Edgar Trigo. Números que deixam satisfeita a presidente do Município de Mirandela. 
Júlia Rodrigues diz que as duas corporações do concelho, Mirandela e Torre de Dona Chama, em conjunto com a protecção civil dão garantias de que "estão preparadas para enfrentar os possíveis problemas que possam surgir durante a época de incêndios" Os Bombeiros de Mirandela encerraram as comemorações dos 135 anos com um desfile das 46 viaturas pelas principais artérias da cidade.

Escrito por Terra Quente (CIR) 
Foto: Terra Quente

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo homenageia António Arnaut

O Município de Torre de Moncorvo homenageia António Arnaut com uma exposição que está patente na Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo.
A exposição é constituída por obras do autor, alguns recortes de imprensa, fotografias e dois painéis alusivos à sua visita a Torre de Moncorvo.

O mentor do Serviço Nacional de Saúde, António Arnaut, participou em Maio de 2016 na conferência “ O 25 de Abril – A Implantação da Democracia em Portugal” e na inauguração do monumento evocativo ao Serviço Nacional de Saúde, que o Município de Torre de Moncorvo criou junto da rotunda do Centro de Saúde.

A exposição pode ser visitada, no átrio da Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo, até dia 22 de junho de 2018.

Homem detido com droga em autocarro na A4

Um homem de 46 anos foi detido por uma equipa do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Mirandela, na noite de domingo, por ter na sua posse várias doses de produto estupefaciente, quando viajava num autocarro que fazia a ligação entre o Porto e Mirandela.
A detenção aconteceu, perto da meia-noite, na A4 (Auto Estrada Transmontana) junto à estação de serviço de Lamas de Orelhão, em Mirandela, na sequência de uma mega-operação Auto Stop que envolveu dezenas de militares do comando territorial da GNR de Bragança, visando a prevenção e o combate às infracções rodoviárias, ao tráfico de droga e de armas.

Durante quatro horas, dezenas de viaturas de transporte de mercadorias e autocarros foram passados a pente fino pelo dispositivo de militares da GNR.

Numa dessas revistas, foram apreendidas mais de 150 doses de droga – 94 de cocaína, 43 de heroína e 18 de haxixe - que estavam na posse do indivíduo, residente em Mirandela, onde exerce a profissão de carteiro dos CTT.

Foi presente, na tarde de ontem, ao tribunal judicial de Mirandela, para primeiro interrogatório, que decidiu que o arguido vai aguardar julgamento em liberdade, mediante apresentações periódicas às autoridades e fica proibido de contactar indivíduos conotados com a toxicodependência, bem como os locais de referência de tráfico de droga.

Escrito por Terra Quente (CIR)

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Já se circula na EN 216, mas o rastro da chuva foi mais além

A forte precipitação e trovoada sentidas esta tarde no concelho de Macedo de Cavaleiros provocaram danos em um veículo e inundações em duas casa na aldeia de Chacim, e ainda o desabamento de terras que condicionaram a circulação na Estrada Nacional 216 por mais de duas horas entre a referida aldeia e o alto do Lombo, e ainda na saída para a localidade de Peredo.
O proprietário da viatura, António Fernandes, viu o seu carro ser arrastado pela subida do leito de um ribeiro, o que diz ser culpa da falta de capacidade das estruturas existentes para dar vazão à água em situações como esta.

“A minha viatura infelizmente está neste estado danificado, tem as duas portas do lado esquerdo totalmente destruídas e tem o para-choques estragado.

Além de uma consequência da chuva, esta subida do leito do ribeiro tem também a ver com um problema que já há anos deveria ter sido resolvido. Há umas manilhas a cerca de 500 metros em baixo da ponte que, quando o ribeiro transborda o leito, não dão vazão.

Quanto à responsabilidade com este prejuízo que tenho, se há alguém a quem a devo pedir é à Proteção Civil Municipal, à Câmara. E se disserem que não têm responsabilidades, relembrar-lhes-ei a verdadeira razão do problema.”

Segundo o que o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros, João Venceslau, disse à Onda Livre, aquela zona do concelho está mais fragilizada e susceptível a este tipo de situações, devido à falta de estabilização dos solos provocada pelo incêndio de grandes dimensões que ali deflagrou em agosto.

José Génio, Presidente da Junta de Freguesia de Chacim, corrobora afirmando que também a subida do leito do ribeiro é uma das consequências desse incidente.

“A situação agora tornou-se mais complicada devido ao incêndio que houve aqui, pois ao estar tudo sem vegetação, a água arrasta e aumenta de volume. Tudo se tornou mais perigoso que antes.

A Junta de Freguesia vai ajudar a limpar os rastos destes estragos, com a colaboração da Câmara.

Nunca vi, em tão pouco espaço de tempo, cair tanta chuva. Acho que tudo aconteceu em menos de meia hora, foi muito rápido.”

Paulo Silva, da Proteção Civil Municipal, confirma haverem já intervenções previstas para aquela zona do concelho, de forma a que situações como esta possam ser evitadas no futuro.

“Esta linha de água já foi requalificada. A montante estão previstas intervenções que, infelizmente, não chegaram a tempo. Pretendemos requalificá-la novamente, retirando material queimado e estabelecendo taludes para que a água do leito não saia, assim como a fixação de algumas sementeiras junto ao leito do rio.”

A Proteção Civil Municipal vai agora avaliar os prejuízos deixados pela intempérie e proceder à limpeza das ruas afetadas na aldeia de Chacim.

Escrito por ONDA LIVRE

Mirandela acolhe mais uma edição do Festival que reúne as crianças das várias escolas num desfile em que o tema principal são as flores.

Freixo tem festival internacional de literatura de 01 a 03 de junho

O Freixo Festival Internacional de Literatura (FFIL) vai decorrer de 01 a 03 de junho, em Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, sobe o mote "As Pontes Ibéricas e Lusófonas".
"Freixo Festival Internacional de Literatura responde a um caminho de promoção da vila transmontana na afirmação de um território de conhecimento, cultura e saber, ao mesmo tempo que se galvaniza a obra de Guerra Junqueiro, cujo legado de pensamento permanece, em muitos aspetos cirúrgicos, na análise que possamos fazer a acontecimentos contemporâneos", disse hoje, à Lusa, a presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta, Maria do Céu Quintas.

Segundo promotores do FFIL, a iniciativa literária confere um caráter transfronteiriço e transoceânico da Lusofonia, através das relações que Guerra Junqueiro mantinha com o filósofo espanhol Miguel de Unamuno e por ser, ainda nos dias de hoje, segundo a organização, o poeta português mais lido no Brasil.

"Estas são razões de sobra para que notáveis oriundos de Espanha e Brasil não queiram faltar à chamada. É também o momento certo para anunciar a criação do Prémio Guerra Junqueiro, no Brasil, com a presença de Renato Fernandes, secretário da Cultura de Juazeiro do Norte, Ceará", destacou a autarca.

O ponto alto do FFIL será o anúncio e atribuição do Prémio Literário Guerra Junqueiro que este ano distingue o poeta Nuno Júdice.

"Nuno Júdice, representa, tal como Guerra Junqueiro, a escrita do desassossego, mas, ao mesmo tempo, uma escrita humanista, de sentimento. Nuno Júdice associa-se a uma intelectualidade sóbria que importa escutar e aprender com ela", disse Maria do Céu Quintas.

No festival vão participar mais de centena e meia de crianças portuguesas e espanholas que prometem "invadir" esta vila transfronteiriça para fazer parte desta iniciativa, que começa no dia 01 de junho, dia Mundial da Criança.

"O lançamento do livro Beatriz e o Peixe Palhaço, de Moncho Rodriguez, marca o arranque da Feira do Livro FFIL, no Jardim da Seda, que dá lugar à apresentação do livro de Rita Taborda Duarte 'Animais e Animenos'. Sucedem-se encontros com escritores, sessões de autógrafos e momentos de debate e reflexão", adiantou a organização.

A José Lello caberá o lançamento do livro "FFIL 2017", sobre a edição do ano passado, e a conferência sobre a vida e obra de Guerra Junqueiro, que terá lugar no dia 02 de junho, vai contar com os convidados Ronaldo Correia de Brito, André Moshe Veríssimo e Angel Marcos de Dios.

Enriquecido com arte pública e artes performativas, o FFIL ainda oferece a opereta popular "O Melro", que está a cargo do encenador Moncho Rodriguez e que será apresentada no centro histórico, da chamada "vila mais manuelina de Portugal".

Dentro das atividades lúdicas e culturais, as leituras de poemas de Guerra Junqueiro serão feitas "num cenário paradisíaco", a bordo de um barco entre as arribas do Douro Internacional e que encerram, no dia 03 de junho, a segunda edição do FFIL.

Agência Lusa

Desabamentos de terras deixam troços de estrada obstruída esta tarde no concelho de Macedo

Dois desabamentos de terras motivados pela forte precipitação sentida esta tarde no concelho de Macedo de Cavaleiros terão obrigado a cortar parcialmente o trânsito em dois troços de estrada, um deles perto da saída para a aldeia de Peredo e outro entre Chacim e o alto do Lombo.
Segundo o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Macedo, João Venceslau, a não estabilização dos solos devido ao grande incêndio que deflagrou naquela zona em agosto do ano passado terá sido uma agravante para que a terra se tenha desprendido e obstruído a faixa de rodagem.

Neste momento encontram-se no local duas equipas dos Bombeiros Voluntários de Macedo e a Proteção Civil Municipal a proceder às manobras de limpeza da via.

No entanto, o comandante daquela corporação adiantou ainda que não foram registado prejuízos resultantes destes dois incidentes.

Entretanto, segundo o que um popular da aldeia de Chacim disse à ONDA LIVRE, a subida do volume de água de um ribeiro terá arrastado um veículo que se encontrava nas proximidades.

Esta é uma informação que vamos continuar a atualizar.

Escrito por ONDA LIVRE

Festival Literário de Bragança encerra com um balanço positivo

Chegou ao fim a quarta edição do Festival Literário de Bragança. Durante oito dias, o festival contou com a apresentação de livros, workshops, e actividades com escritores, jornalistas, cientistas e artistas plásticos num programa que se estendeu a espaços como os agrupamentos de escolas da cidade.
A vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Bragança, Fernanda Silva, faz um balanço positivo desta edição, e destaca duas iniciativas que poderão ser o mote para o próximo ano: “em primeiro lugar, a mobilização de diferentes literacias e de diferentes linguagens para comunicarmos a percepção do mundo” disse a vereadora da Cultura da câmara municipal de Bragança, Fernanda Silva.

Com mais de uma dezena de escritores transmontanos que integraram este ano o festival, a IV edição da iniciativa terminou com a apresentação da colectânea "Gentes e Lugares - Contos e Contas de Autores Transmontanos" e com a exposição do livro "Musicações de um Andarilho" de Roberto Chichorro. Sobre esta edição, Fernanda Silva destaca a maior participação por parte do público mais jovem: “estiveram jovens do primeiro dia, até ao último, nas sessões «À conversa com o escritor” acrescentou Fernanda Silva.

Atenta também ao interesse dos mais jovens para com o festival esteve a presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes, Maria Assunção Morais, que enalteceu a importância de se criar proximidade entre os escritores e este público:“é muito importante a proximidade dos escritores ao público jovem. As iniciativas de levar os escritores às escolas são de relevância máxima” enaltece Maria Assunção Morais, a presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes.

No próximo ano, segundo o que apontou Fernanda Silva, o festival trará as inovações que apresentou este ano e pretende-se que sejam introduzidas outras linguagens como a música e o teatro.

Escrito por Brigantia
Foto: Festival Literário de Bragança
Carina Alves


“Populações e autarquias não têm condições para fazer cumprir a lei da limpeza”

As populações e as autarquias não têm condições nem meios para fazer cumprir a lei da limpeza das matas.
Quem o diz é o presidente da direção da Associação de Bombeiros Voluntários de Mirandela. Marcelo Lago diz mesmo que esta pressa imposta pelo Governo não é a solução, mas antes um problema.

“Para mim isto só veio agravar a situações. São casos pontuais de limpeza das faixas que obrigam, por vezes, pessoas com poucas posses a fazê-las. Resultado: ou não fazem por não terem dinheiro ou por não encontrar pessoas disponíveis para as fazerem.

As autarquias não têm estrutura para dar resposta a estas situações. No caso concreto do concelho de Mirandela, não há meios para fazer essa limpeza.

Marcelo Lago entende que a aposta devia ser focada na formação e na contratação de pessoal a tempo inteiro nas associações de bombeiros.

“É necessário apostar na formação e no pessoal contratado a tempo inteiro nas associações. Ao contrário do que é defendido pela Liga dos Bombeiros, eu acho que os sapadores florestais devem estar no quartel de Bombeiros pois podem limpar na primavera e apagar fogos no verão.

“Tem-se gasto muito dinheiro em equipamentos para os Gips e a GNR, e não há um cêntimo para comprar viaturas para os bombeiros e fixar pessoal nos quartéis. “

Declarações avançadas, à margem das comemorações dos 135 anos da Associação dos bombeiros de Mirandela, na passada sexta-feira.

INFORMAÇÃO CIR (Terra Quente FM)

Alcunhas de Família i de Pessonas de Angueira

Angueira
Stube a dar buoltas a la cabeça i a sgarbatar la mimória para ber se me cunseguie lhembrar de toda la giente que, na mie anfáncia i mesmo un cachico apuis de la mie mocidade – ou seia, de ls anhos cinquenta anté ls uitenta de l seclo passado –, habie an Angueira.

Casa a casa, rua a rua, caleija a caleija, de l cimo al fondo de l pobo – an Sante Cristo i an Saiago, ne l Balhe, ne l Ronso, nas Scaleiricas, ne l Pilo, ne l Cachon, na Salina, na Çanca, na Eigreija, an San Sebastian –, passei família a família i pessona a pessona.

Eiqui bos dou cunta de ls resultados a que, cula ajuda de l miu amigo Zé Luís Quinteiro i de miu armano Eimílio – a quien agradeço –, cheguei.

Claro que ye bien possible que, mesmo assi, nun stéian eiqui todas las alcunhas de las famílias i de las pessonas de Angueira desse tiempo i que me tenga squecido, por i, d’algũa. Ye mesmo para que nun séian squecidas que las lhembro ou bos las dou a coincer. Mas, se qualquiera un de bós se dir cunta de que falta algũa, pido-bos que fágades l fabor de me la dezierdes para you la poder acrecentar.

Dantes, an Angueira, cumo, se calhar, nas outras poboaçones bezinas, para alhá de l nome própio i de l subrenome, cada pessona tenie i, subretodo, era inda coincida pula alcunha de la família ou por aqueilha que, cun todo l mercimento, acabarie por ganhar.

Cumo, de seguida, bereis, habie an Angueira un ror d’alcunhas de família:

Agrepinico/a, Agustenhico/a, Albardeiro/a, Albinico, Armandico/a, Bacoia, Balazaro/a, Baldalgoso/a, Barbeira, Bexela, Bicha, Bicos, Bileiro/a, Bitorino/a, Brisdo/a, Burmeilho/Burmelheiro, Butielho, Cachona, Cachopo/a, Caçuolo/a, Cadato/a, Cagada/o, Caneda/o, Canhona/o, Canhotico/a, Canoio/a, Capador/a, Carai, Caseto/a, Castra, Cereijas, Chabiano/a, Chafin, Charruco/a, Chetas, Chic’Albino/a, Cholas, Ciego/a, Cochinico/a, Coelhico/a, Coiro/a, Correio, Crespo/a, Cristo, Cuco/a, de l Balhe, de l Molino, Demingones, Deminguitos, Dioniç/za, Eibaristico, Ferreiro/a, Fertunato/a, Floréncio/a, Fona, Fresco/a, Fuciana/o, Furon/a, Galharita/o, Guerrilha, Guicha/o, Joanilha, Jó, Júlio/a, Lhagartinhas, Lhobo/a, Loucas, Lucas, Luisico/a, Machaca/o, Mantano/a, Manulon, Moca, Moquita, Mulica, Nabarro/a, Pandeirelo/a, Patuleia, Perdigon/a, Pera/o, Purpeta/o, Piçarra/ica, Pinin/a, Pitascas, Plilhas, Polido/a, Porrico/a, Prieto/a, Querido/a, Quintanilha, Quinteiro/a, Raiano/a, Rapa, Raposo/a, Regino, Ronda, Russico/a, Santa/o, Sicho/a, Sidório/a, Soldado, Sora, Steba, Stopas, Stroila, Studanta/e, Tabra, Talaito, Tona, Toucino/a, Uorfa/o, Zico, Zilro/ica, Zorra/o.

Cuido tener cuntado 113 alcunhas de família. Mas tengo que bos dezir que habie famílias que, ambora cula mesma alcunha – dues d’alcunha Bileiro i outras tantas culas alcunhas Guerrilha i Moca i inda quatro d’alcunha Quinteiro –, las famílias c’ũa mesma alcunha podien nada tener a ber ũa(s) cula(s) outra(s).

Que me lhembre, poucas éran las famílias que nun tenien alcunha: las de l senhor capitan Bernandino, de l tiu Caldeira, de l senhor Correia, de l tiu Maximino, de ls Turiels i la de l senhor cabo Xabier. Todas las outras éran, al menos neste aspeto, un cachico mais afertunadas qu’estas.

Mas, para alhá de las alcunhas de família, habie inda outras que dezien respeito solo a un andebido i que, por isso, solo l’eidentificában a el. Destas, eiqui teneis las 54 alcunhas que cuntei:

Almonico, Aranzel, Barriguita, Binte i Un, Bolo, Cacaitas, Canadiano, Careto, Carrolo, Catara, Champanhica, Cristela, Custielha, Ché, de la Manta, de la Monca, de las Pedras, de l Burro, Doutor, Faquito, Fuda, Furriela, Garrusca, Julian, Lazarete, Lhagonica, Lhanicas, Licas, Marineiro, Mulica, Nalgas, Negro, Nobenta, Palombica, Paradinha, Peixeira, Perdiç, Pileu, Rabon, Rabonico, Rabudico, Rata, Ratico, Rilo, Riquitrun, Spanhol, Subela, Tarasca, Tatarelo, Tolhidica, Trambia, Xastrico, Xordo, Zilrica.

L’alcunha – qu’era, i inda ye, ũa forma de presson social i que, nas pequeinhas poboaçones, adonde toda la giente se coincie, era inda mais fuorte – tenie a ber cun algun antepassado – pai, mai ou abó, ou mesmo mais antigo –, ũas bezes cul sou oufício – Albardeiro/a, Barbeira/o, Capador/a, Ferreiro/a, de l Molino, Marineiro, Peixeira, Quinteiro, Soldado, Studanta –, outras cun algũa falha qu’esse antepassado ou la própia pessona tenien – Careto, Ciega/o, Custielha, Nalgas, Negro, Rabon/ico, Rabudico, Tatarelo, Tolhidica, Xordo –, ou cun algũa cousa passada cuel ou qu’el fizo ou dixo de special – Rapa, Trambia, Catara, Carai – i que chamou a la atençon de quien l’oubiu dezir ou le biu fazer isso; outras bezes tenie a ber cula poboaçon de ourige i donde bino para Angueira – Baldalgoso, Bileiro, Canadiano, Nabarro, Paradinha, Quintanilha, Raiano – i inda outras que tenien a ber cun animals, subretodo páixaros – Bicha, Bicos, Cochinico, Coelhico, Cuco, Furon, Galharito, Lhagartinhas, Lhobo, Mulica, Palombica, Perdiç, Perdigon, Raposo, Rata, Ratico, Zilro –, fruitas – Cereijas, Pera, Steba – ou, anté, cun qualquiera strumento – Caçuolo, de la Manta, Mantano, Moca, Moquita, Subela – ou inda cun partes ou deribados de l cochino, specialmente, pieças de l fumeiro – Butielho, Chabiano, Coiro, Toucino – i inda mesmo cun vegetals de l campo – Steba, Stopas.

Mas tamien habie alguns causos an que la alcunha solo tenie a ber cul nome de l pai ou de la mai – tiu Agustenhico, tiu Chic’Albino, tiu Dioniç, tiu Jó, tiu Bitorino, tie Marie Júlia, tie Purpeta –, quedando despuis ls filhos a ser coincidos por esse nome – Zé Agustenhico, Lázaro Chic’Albino, Anica Dioniza, Antonho Jó, Ana Bitorina, Deimingos Purpeto – i que, assi, acabou por fazer las bezes d’alcunha. Mas habie tamien alguns subrenomes de família – Turiel, Caldeira – que, ambora sendo isso, éran quaije cumo se fussen mesmo alcunhas.

Qualquiera alcunha rebelaba alguns aspetos própios de la maneira de ser – feitiu i carátere – de las pessonas de la família. Ye que, pula alcunha, podie-se, assi, quedar a saber algũas caraterísticas que eidenteficarien tamien cada andebido solo por ser de la família cu’essa alcunha. Era cumo se tener la alcunha fusse ũa marca çtintiba ou eidentificatiba i que, por isso, permitirie a quien soubisse disso i la coincisse quedar a saber qual serie la sue maneira de ser ou l sou feitiu, quier dezir, las caraterísticas que serie capaç ou haberie de tener solo por ser desta ou pertenecer a aqueilha família.

Ye cumo se questuma dezir, quien sale ls sous nun degenera! ou inda filho de peixe sabe nadar!… Si, que la hardáncia familiar nun son solo las propriedades – casas, tierras, huortas i lhameiros –, mas tamien muitas outras cousas que, pul sangre, ou, anton, debido al cumbíbio, ls mais bielhos passórun ou fúrun ansinando als mais nuobos. Si que, cumo todos nós sabemos, muita cousa hai que passa de pais para filhos.

I reparai que nun sei se me lhembrei de todas las alcunhas i se screbi todas eilhas eiqui!… Tengo acá para mi que, ne l seclo passado, habie an Angueira bien mais alcunhas que, hoije, pessonas.

Bede bien cumo éran i son hoije las cousas i cumo estas i quaije todo l restro demúdan!…

Tengo que bos prebenir dũa cousa. Bien sei que hai quien puoda tener un cachico de bergonha de l’alcunha que hardou de la sue família ou le saliu na rifa. Mas cuido que nun hai rezon pa la tener. Que, nestas, cumo noutras cousas, naide ten culpa de nacer na família que naciu. I, muitas bezes, l’alcunha nin sequiera serie mercida de todo. Hai mesmo alguns causos an que puode mesmo parcer oufensiba pa la pessona a quien fui dada i pa la sue decendéncia. Mas, berdade seia dita, nin siempre l pobo ten rezon. Algũas bezes, parece, anté, ser mui anjusto. Ye que tratando-se dũa pessona que, cumo toda la giente sabie, era mui preacupada que la casa, la roupa i ls garotos stubíssen i andássen siempre bien lhimpicos, nada tenie de lharega. Assi, solo le podien tener dado essa alcunha por eilha ateimar i ansistir muitas bezes culs garotos na palabra ou seia, por antonomásia – çculpai-me l palabron –, que ye cumo quien diç, querendo significar l cuntrairo.

Seia cumo fur, deixai-me que bos diga que you própio hardei dues alcunhas: de mi mai, la alcunha de l miu abó Quintanilha; de l lhado de miu pai, la alcunha de la mie abó Pera. Assi, a mi i a mius armanos tocou-mos de ser Quintanilhas, por parte de mai, i Peros, pula de pai. Mas, cumo tamien acuntecie culs subrenomes, la alcunha que la maior parte de las bezes se hardaba era la de l pai, quedemos a ser coincidos como Peros.

Ah… çculpai-me la brincadeira!… Ye que, falando deste fruito, pul que se oube por ende dezir a algũa giente, ls peros anté nun serán mal saberosos nin malos de todo.


António Preto Torrão. Licenciado em Filosofia (Universidade do Porto)
DESE em Administração Escolar (ESE do Porto)
Mestre em Educação – Filosofia da Educação (Universidade do Minho)
Pós-graduado em Inspeção da Educação (Universidade de Aveiro)
Professor e Presidente Conselho Diretivo/Executivo
Orientador de Projetos do DESE em Administração Escolar (ESE do Porto)
Autor de livros e artigos sobre Administração Educativa
Formador Pessoal Docente e Diretores de AE/Escolas
Inspetor e Diretor de Serviços na Delegação Regional/Área Territorial do Norte da IGE/IGEC

Bocabulairo \\ vocabulário
acá – cá \\ andonde – onde \\ afertunado – afortunado \\ al – ao \\ algũa – alguma \\ alhá – lá \\ al menos – pelo menos \\ an – em \\ andebido – indivíduo \\ anfáncia – infância \\ anjusto – injusto \\ ansinar – ensinar \\ anté – até \\ anton – então \\ aparcer – aparecer \\ apuis – após \\ armano – irmão \\ ateimar – teimar \\ baldalgoso – natural de Vale de Algoso \\ beç – vez \\  be­zino – vizi­nho \\ bielho – velho \\ bien – bem \\ bileiro – natural da vila de Vimioso \\ bos/bós – vos/vós \\ buolta – volta \\ burmeilho – vermelho \\ cachico – bocadito, pouquito \\ caçuolo – caçoilo \\ caleija – viela \\  capaç – capaz \\ capie­lha – ca­pela \\ carátere – ca­ráter \\  causo – ca­so \\ çculpar – desculpar \\ co­chino – porco \\ coincer – conhecer \\ çtintiba – distintiva \\ cunta – conta \\ cũa – com uma \\ culs – com os \\ cu’el – com ele \\ cuidar – pensar, julgar \\ cula – com a \\ debidos – devido \\ decendéncia – descendência \\ deilhes – deles \\ del – dele \\ demudar – mudar \\ Dius – Deus \\ dreita – di­reita \\ drento – dentro \\ eidentificar – identificar \\ eilhi – ali \\ eiqui – aqui \\ ende – aí \\  falha – falta, defeito \\ feitiu – feitio \\ fondo – fundo \\ huorta – horta \\ i – e \\ inda – ainda \\ l – o \\ la – a \\ lham­eiro – lameiro \\ lhar­ego – porco, sujo \\ lhem­brar – lembrar \\ lhobo – lobo \\ lhugar – lu­gar \\ mala – má \\ mercimento – mérito, merecimento \\ mi/miu – mim/meu \\mocidade – juventude \\ mos – nos \\ naide – nin­guém \\ nin – nem \\ ningun – nenhum \\ niun – nenhum \\ nó – não \\ nun – não \\ nuobo – novo \\ nuosso – nosso \\ oufensibo – ofensivo \\ oufício – ofício, profissão \\ pa – para \\ páixaros – pássaros \\ parcer – parecer \\ pertenecer – pertencer \\ pessona – pessoa \\ pobo/poboa­çon – po­voação \\ por i – talvez, porventura, por azar \\ possible – possí­vel \\ própio – próprio \\ pul/pula – pelo/pela \\ pus/puis – pois \\ quaije – quase \\ qualqui­era – qualquer \\ quien – quem \\ quinteiro – caseiro \\ raiano – natural duma localidade raiana (Paradela) \\ rapaç – ra­paz \\ rebelar – revelar \\ re­zon/es – razão/ões \\ ror – rol, grande quantidade \\ saberoso – saboroso \\ sangre – sangue \\ screbir – escre­ver \\ seclo – século \\ séian (3ª pessoa do plural do presente do conjun­tivo do verbo “ser”) – sejam \\ sgarbatar – esgaravatar \\ siempre – sempre \\ sin – sem \\ solo – só \\ stéian (3ª pessoa do plural do presente do conjun­tivo do verbo “star”) – estejam \\ steba – esteva \\ strumento – instrumento \\ stube (3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo “star”) – estive \\ subela – instrumento com que o sapateiro fura o cabedal para depois o coser \\ subretodo – sobretudo \\ suorte – sorte, terra de sequeiro que tocou em herança \\ tamien – também \\ tatarelo – gago \\ tierra – terra de cultivo \\ tolhida/ica – paralítica \\ tu­bisse – (3ª pessoa do singu­lar do preté­rito imper­feito do conjun­tivo do verbo “tener”) ti­vesse \\ ũa – uma \\ uitenta – oitenta \\  xordo – surdo \\ yá – já \\ ye – é \\ zilro – variedade de pássaro \\ zorro – filho bastardo.

Para saber o significado de outras palavras, sugiro a consulta deste SÍTIO.

FADO ANTIGO…

Por: Maria da Conceição Marques
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas..."
Perdeu a guitarra o trinar…
Na balada que tocava comigo
No poema por declamar…
Na esquina d’um amor antigo.
O espaço oco e vazio…
Nas unhas isentas de amor
Na viela da vida escondido
Nas cordas bambas de dor!
Calou-se a música…,
Secaram, flores,
quedaram-se os dedos
em sons estremecidos
em acordes tremidos
em fados de amor!
Rasgou-se o som da guitarra
Calou-se voz do fadista
Encerraram-se bastidores.
Chorou a guitarra e o fadista.
O poeta e a poesia…
Que falava de vida e de amores…
Era um poema cantado
De um amor que tinha existido
Mas precocemente acabado.
Triste vida, negro fado. 
No palco da vida ensaiado
Um poema tão mesquinho, 
onde apenas, um tinha amado.
Os versos por dedilhar…
Dormem com ele e comigo
Na cama silenciosa,
lado a lado, no vazio
Entranhadas na memória
A cantar um fado antigo
A lembrar a triste história.
A mendigar a glória…
Como se fosse um mendigo.


Maria da Conceição Marques, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.

Participei nas colectâneas:

POEMA-ME
POETAS DE HOJE
SONS DE POETAS
A LAGOA E A POESIA
A LAGOA O MAR E EU
PALAVRAS DE VELUDO
APENAS SAUDADE
UM GRITO À POBREZA
CONTAS-ME UMA HISTÓRIA
RETRATO DE MIM.
ECLÉTICA I
ECLÉTICA II
5 SENTIDOS

REUNIR ESCRITAS É POSSÍVEL – Projecto da Academia de Letras Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina

Livros editados:
-O ROSEIRAL DOS SENTIDOS
-SUSPIROS LUNARES
-DELÍRIOS DE UMA PAIXÃO
-ENTRE CÉU E O MAR

-UMA ETERNA MARGARIDA

Feira do Livro de Mogadouro

Município de Mogadouro promove a 31ª Edição da Feira que conta com Apresentações de Livros, Saraus de Poesia e Atuações Musicais.