sexta-feira, 1 de junho de 2018

Sugestões Culturais para o fim-de-semana

MACEDO DE CAVALEIROS
Acontece esta noite, às 21h30, o Sarau Cultural, no Centro Cultural de Macedo. Um evento organizado pelos Finalistas 2018/2019 e que vai contar com um desfile de moda, música tradicional, poesia, dança e fado.

A aldeia de Bornes, no concelho de Macedo, celebra durante o fim-de-semana a terceira edição da Feira da Cereja. Sábado à noite a animação fica a cargo da Rádio Onda Livre com o programa Feiras e Festas. A partir das 21h45 conta com a presença de Cláudia Martins dos Minhotos Marotos, Nel Monteiro, Lucy Teixeira e Vera Trinchete.

MIRANDELA
Dia 2 de junho, sábado, a orquestra ESPROARTE apresenta “Concertos comentados para as famílias”, às 11h00, no Auditório Municipal de Mirandela.

Ainda sábado acontece o XXVII Encontro dos Aposentados da PT e dos CTT da zona de Trás-os-Montes. Um evento que começa às 10h00 da manhã no Santuário Nossa Senhora do Amparo.

Dia 3 de junho, domingo, decorre o Passeio Pedestre de Cedães com uma distância de cerca de 8km. Encontro às 08h45 no Posto de Turismo de Cedães.

No mesmo dia, em exibição no Auditório Municipal de Mirandela, está o filme “Asas pelos Ares”, em Matiné Infantil, às 15h30.

BRAGANÇA
Sábado, dia 2 de junho, com uma organização do Conservatório de Música e Dança de Bragança decorre o “Art Kids”, um evento para famílias com crianças dos 6 aos 10 anos.

No mesmo dia acontece o “ANTÍGONA”, no Teatro Municipal de Bragança, às 21h15.

VINHAIS
2 de junho, sábado, acontece a VIII Rota Dos Javalis – Passeio Turístico pelo Concelho de Vinhais, com início às 9h00.

MIRANDA DO DOURO
Com início hoje, dia 1, sexta-feira e até dia 3, domingo, realiza-se a VIII edição da Ronda das Adegas.
Decorre em Atenor e junta adegas e gastronomias típicas, concertos, oficinas, teatro, música, animação, artesanato ao vivo, jogos, pauliteiros, massagens com azeite, exposições, passeios de burro, percursos interpretativos e desportos radicais.

Dia 3 de junho, domingo, acontece o torneio convívio nos escalões de petizes e traquinas, a realizar no Estádio Municipal de Santa Luzia durante todo o dia, com inicio às 09h30 e término as 17h30. A participar estará o Grupo Desportivo de Sendim, Grupo Desportivo Mirandês, Município de Freixo-de-Espada-À-Cinta, Município de Mogadouro, Associação Recreativa Alfandeguense e Clube Atlético Macedo de Cavaleiros.

Escrito por ONDA LIVRE

Parte III - Ligação da Cidade à Estação Ferroviária (a construção da Avenida João da Cruz) - anos de 1926 a 1946

Com o início dos trabalhos de construção da Estação Ferroviária de Bragança a 20 de julho de 1903, no campo de Santo António, local fora da cidade, onde se acedia por caminho de terra batida, logo nesse dia a Câmara Municipal reivindicou que o governo mandasse construir uma avenida paralela à rua Conde de Ferreira para ligar a cidade à estação ferroviária, utilizando o fundo de receitas destinadas às obras do caminho-de-ferro.
A rua do Conde de Ferreira, que corresponde atualmente à faixa ascendente da Av. João da Cruz, dava seguimento à antiga rua dos Oleiros, que partia da Praça da Sé, cujo topónimo tinha sido substituído no ano de 1895 pelo de rua de Santo António, e mais tarde alterado para rua Almirante Reis, após a implantação da República, terminava próximo da atual rua de Santo António que liga a Av. João da Cruz à zona da capela de Santo António, antigo largo do Toural, dava seguimento à estrada de ligação de Bragança a Moimenta. Do topo da rua Conde de Ferreira, para sul partia o caminho de ligação ao Forte de S. João de Deus. Ao longo da rua existia uma única fila de casas, as mais afastadas da cidade nesta orientação, a meio da rua, do lado esquerdo acedia-se à escola Conde Ferreira.
Isolada, fora do perímetro urbano estava a capela de Santo António. A cidade terminava a poente, sensivelmente a meio da atual Av. João da Cruz, conforme bem evidencia o estrato da planta de 1897, publicada no livro Bragança e Benquerênça, pelo Coronel Albino Pereira Lopo, natural de Estevais, concelho de Mogadouro. Assim se percebe muito bem que a estação ferroviária foi construída fora da cidade e por isso necessitava de um acesso condigno. Já em ata da vereação de outubro de 1905, a Câmara condicionava a reparação dos muros de vedação da escola do sexo masculino, Conde Ferreira, a pretexto da previsível construção da reclamada Avenida.
Com a construção da Estação do Caminho-de-ferro, a necessidade de a ligar à cidade por uma via de maior dignidade foi evidenciada em muitos momentos. Na reunião da Comissão Administrativa da Câmara, feita a 9 de novembro de 1905, foram decididas orientações relativas às obras de arranjo dos muros da escola do sexo masculino, Conde de Ferreira, no sentido de os trabalhos não virem a colidir com a construção de uma avenida de ligação da cidade à estação do caminho-de-ferro.
Também na reunião da Comissão Administrativa da Câmara, feita a 27 de janeiro de 1919, foi indeferido um requerimento para a obtenção de licença de reconstrução da frontaria de um prédio sito na rua do Conde de Ferreira, indeferimento fundamentado na decisão que tinha sido tomada na reunião de 18 de fevereiro de 1918, de proceder à elaboração da planta para a expropriação dos prédios situados próximo da estação do caminho-de-ferro.
Na reunião de 23 de setembro de 1926, a Comissão da Câmara debateu a expropriação das casas junto do largo da estação do caminho-de-ferro referindo-se ao estado e utilização do largo nos seguinte termos, “não só pelo espectáculo vergonhoso que oferecem aos visitantes logo à entrada da cidade, mas ainda porque aquele local, hoje em parte destinado à feira do gado suíno tornado anti-higiénico, está naturalmente indicado para ser ajardinado e convertido em um sítio aprazível”.
O projeto para ampliação do largo junto da estação do caminho-de-ferro, foi aprovado pelo Ministro do Comércio e Comunicações, mediante parecer do Conselho Superior de Obras Públicas, e autorizada a expropriação dos prédios necessários à ampliação do largo, decisão publicada em Diário do Governo de 22 de junho de 1926, II série. Na impossibilidade de acordo amigável, a Câmara teve que promover ação judicial para expropriação.
No livro de escrituras de 1927 e 1928, está registada a compra de três prédios sitos no largo da estação do caminho-de-ferro e uma casa de habitação e barracões no sítio de Santo António. Em reunião da Comissão, realizada a 14 de maio de 1928, o seu presidente informou ter negociado a aquisição do último prédio que faltava expropriar para a execução do plano de ampliação do largo da estação, negociação que a Comissão aprovou. 
Na reunião da Comissão Administrativa de 5 de novembro de 1928, foram analisadas as diligências feitas junto da empresa Mariano e Companhia Ld.ª, relativas à necessidade de expropriar uma parte do logradouro da moagem, para a construção da avenida. A Moagem Mariano, Ld.ª foi construída, no ano de 1925, por Acácio Mariano, a poente da Escola Conde de Ferreira, Escola que foi criada no ano de 1868, que a Câmara mandou demolir, por deliberação tomada no ano de 1948, para nesse local mandar construir o Tribunal. A Moagem laborou em pleno até ao ano de 1956. No ano de 1928 tinha sido construída a Moagem Afonso Lopes e C.ª Lda., sociedade criada por Alexandre Augusto Afonso, natural da aldeia de Refoios, em sociedade com dois importantes comerciantes locais, Domingos Lopes e Alcino Lopes, a única moagem que atualmente se mantém em funcionamento. Laborou ainda uma terceira moagem, a Moagem Lopes, na margem esquerda do rio Sabor.
A construção da Avenida João da Cruz teve o seu início no período de 1926 a 1929, período durante o qual o essencial dos trabalhos de abertura da avenida foram executados, sob a presidência do capitão Manuel Miranda Branco.
Na foto, observa-se a diferença de estrutura das faixas ascendente e da descendente, situação que veio a evoluir para a atual configuração. O pavimento é ainda em terra batida, incluindo a área de circulação pedonal. Nesta imagem ainda não aparece o monumento de homenagem a Abílio Beça, o que significa que a foto é anterior a 1 de dezembro de 1929. A finalização dos trabalhos de abertura da avenida ocorreu mais tarde.
Sob a presidência do Coronel Teófilo Maurício C. de Morais, natural da freguesia de Santa Maria, Bragança, reuniu a Comissão Administrativa, a 7 de janeiro de 1933 para autorizar a contratação de um engenheiro a fim de concluir todos os projetos para a conclusão da avenida João da Cruz e para requerer a isenção do pagamento de sisa pela aquisição das duas últimas casas. Na referida reunião, foi decidido contratar um empréstimo junto da Caixa Geral de Depósitos, Crédito e Previdência, no valor de 450 000$00, amortizável em trinta prestações semestrais, destinando-se 150 000$00 às obras de construção de um bairro de casa económicas, 200 000$00 para o prosseguimento das obras da Avenida João da Cruz e expropriações e 100 000$00 para a construção da Escola Infantil de Bragança.
Executados os trabalhos de abertura da Avenida no período entre os anos de 1926 a 1933, uma década depois foram iniciados os trabalhos de pavimentação, tiveram o seu começo no ano de 1942, sendo concluídos a 16 de março de 1946, no mandato do Presidente Dr. Manuel António Pires, natural de Brunhozinho, concelho de Mogadouro. O Diretor Geral da Direção Geral dos Serviços de Urbanização, por ofício n.º 3812, datado de 20 de dezembro de 1945 informava o Presidente da Câmara Municipal que, o auto de medição relativo aos trabalhos de “Conclusão da abertura e pavimentação da rua do Toural e das transversais que ligam à Avenida João da Cruz”, tinha sido lavrado a 6 de novembro, enviado a 23 do referido mês, para o Comissariado de Desemprego para autorização de pagamento. Nesse período foi construído o edifício do Correios, Telegráfos e Telefones, inaugurado pelo Ministro da Obras Públicas a 17 de abril de 1945.
No mandato de 7 de dezembro de 1951 a 15 de janeiro de 1953, do Presidente Dr. José Maria Lopes, foram iniciados os trabalhos de iluminação da Avenida João da Cruz e da Praça Cavaleiro de Ferreira. Durante esse período decorreu a construção do Palácio da Justiça e da Casa dos Magistrados, edifícios construídos pela Câmara Municipal que tinha essa competência legal.
Da ata de reunião de Câmara Municipal, de 18 de abril de 1952, consta a deliberação de atribuição do nome do Ministro da Justiça à Praça em construção, em que se refere estarem quase ultimadas as obras de construção dos novos edifícios do Tribunal Judicial da Comarca e das Casas para Magistrados, de cuja implantação resultou a completa urbanização de metade da praça, prevista no local, pelo plano de urbanização. Estas construções foram ezxecutadas no âmbito do programa nacional de instalações para os serviços judiciais, sob responsabilidade do titular da Pasta da Justiça, Professor Cavaleiro de Ferreira. Os edifícios foram formalmente entregues ao Ministério da Justiça, no dia da sua inauguração, a 11 de junho de 1952, em cerimónia presidida pelo ministro da Justiça, natural da aldeia de Parada, que nesse dia foi recebido em festa pelo povo e autoridades locais e regionais, o comércio encerrou das 10 às 14 horas.
Na sessão de boas vindas, o Presidente da Câmara Municipal, Dr. José Maria Lopes, entregou ao ministro da Justiça, a 1.ª medalha de ouro da cidade, que a Câmara Municipal considerou como “a alma da cidade de Bragança e de todo o concelho”, foi adquirida por subscrição pública, por dificuldades técnicas não foi entregue nesse dia.
No mandato de 1953-1954, sob a presidência do Dr. António Augusto Pires, natural de Bragança (Santa Maria), a Câmara Municipal deliberou em reunião realizada a 13 de março de 1953, prosseguir com os trabalhos de iluminação da Av. João da Cruz e da Praça Cavaleiro de Ferreira. Nos mandatos de 1954 a 1967 foram realizados trabalhos de embelezamento da avenida, com o início da pavimentação das faixas de circulação. No ano de 1956, sob a presidência do Eng.º Adriano Pires, natural de Fontes, freguesia de Parâmio, concelho de Bragança, aproveitando a pavimentação da estrada nacional na parte nascente da Avenida João da Cruz, a EN 308-3, a Avenida que foi pavimentada a paralelipipedo de granito, tal como hoje a conhecemos.
Poucas melhorias se verificaram na avenida no último meio século, a não ser, durante a década de oitenta, a colocação das colunas altas de iluminação em substituição das antigas. Durante os anos de 2006 e 2007, a câmara Municipal fez uma tentativa de remodelação global, incluindo no Plano de Atividades e Orçamento verbas para investimento. Em reunião de Câmara Municipal de 13 de março de 2006, foi aprovado o programa de concurso público e caderno de encargos para a contratação da elaboração do projeto. A 17 de janeiro de 2007, reuniu o Júri do concurso público, para a elaboração do relatório final, para adjudicação do projeto “Reconversão da Avenida João da Cruz e das ruas Guerra Junqueiro e Emídio Navarro” proposta que foi aprovada em reunião de Câmara realizada a 22 de janeiro de 2007, em que foi feita a adjudicação da elaboração do projeto ao concorrente J. Teixeira de Sousa.
Feito o estudo prévio, a Câmara Municipal iniciou na primeira semana de março de 2007, o processo de apresentação e discussão pública do projeto, realizou a primeira sessão pública no Teatro Municipal onde estiveram presentes dezenas de interessados. Pretendia-se em parte alterar a estrutura da avenida, remodelar todas as infraestruturas, colocar novos pavimentos, mobiliário urbano e iluminação pública, dando prioridade à criação de uma ampla zona de esplanadas do lado direito ascendente, considerando a boa exposição solar e a realidade comercial existente, mantendo a circulação ascendente e descendente, conforme o que existe, reordenar o estacionamento, mantendo uma solução próxima da existente em termos do número de lugares, solução que contava com o apoio do parque de estacionamento subterrâneo existente, com mais de 500 lugares.
No projeto estava previsto a aplicação de materiais de elevada qualidade, preservando a identidade original, como realidade a não apagar, sim a valorizar, tanto na Avenida como na Praça Cavaleiro de Ferreira. Da discussão pública não resultou suficiente adesão, a discussão adquiriu uma componente política que se sobrepôs à discussão do projeto, suas vantagens e desvantagens, pelo que, apesar de na altura ser possível assegurar apoios de fundos europeus para o investimento, optou-se pela concretização de outros trabalhos, evitou-se na altura uma frente desnecessária de confronto social com aproveitamento político, havia muito para fazer no concelho. O projeto foi adiado, assim terminou uma iniciativa que podia ter sido uma oportunidade única de modernizar a Avenida João da Cruz, a rua Guerra Junqueiro e a rua Emidio Navarro. O processo de requalificação vai agora ter uma nova oportunidade no atual Quadro Comunitário de Apoio, através do Programa Opercional Norte 2020, estando já contratado com o municipio o correspondente financiamento com fundos comunitários.
Por Jorge Nunes
in:jornalnordeste.com

A VIDA PASSA…

Por: Maria da Conceição Marques
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas..."
Levanto a cabeça…
Olho-me ao espelho….
Um cabelo branco…
Uma ruga a mais…
E os anos que passam
Não voltam mais!.
A primavera acabou…
A andorinha partiu…
Ninguém mais a viu
Em nenhum dos beirais!
Uma dor inventada…
Apodera-se da gente…
E a vida cansada…
No peito dói mais.
Que importa se a dor….
É inventada ou real
Na alma da gente…
A dor é fatal.
Num dia falhado…
Tudo dói muito mais
Um olhar sobre o chão
Um corpo amarrado…
Um coração estilhaçado…
Na alma um rasgão!
Uma lágrima grossa…
Cai de raspão
Um ai vomitado…
Um suspiro rasgado,
e a vida que passa…
por nós velozmente, 
é vida de todos,
é vida de cão…
é vida de gente!.
Um cabelo branco…
Uma ruga a mais…
E os anos passados…
Já não voltam mais.


Maria da Conceição Marques, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.

Participei nas colectâneas:

POEMA-ME
POETAS DE HOJE
SONS DE POETAS
A LAGOA E A POESIA
A LAGOA O MAR E EU
PALAVRAS DE VELUDO
APENAS SAUDADE
UM GRITO À POBREZA
CONTAS-ME UMA HISTÓRIA
RETRATO DE MIM.
ECLÉTICA I
ECLÉTICA II
5 SENTIDOS

REUNIR ESCRITAS É POSSÍVEL – Projecto da Academia de Letras Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina

Livros editados:
-O ROSEIRAL DOS SENTIDOS
-SUSPIROS LUNARES
-DELÍRIOS DE UMA PAIXÃO
-ENTRE CÉU E O MAR
-UMA ETERNA MARGARIDA

III edição da Feira da Cereja acontece este fim-de-semana em Bornes

Pelo 3º ano consecutivo, Bornes dedica dois dias à fruta da época, com a III edição da Feira da Cereja.
Um ano em que a cereja está mais atrasada, mas a qualidade do fruto mantém-se como refere o presidente da junta de freguesia, Miguel Romão.

“As expectativas são boas, pensamos sempre no melhor. Vamos ver se o tempo nos vai ajudar. A cereja este ano está mais atrasado que no ano passado mas a qualidade mantém-se. Esperemos que as pessoas adiram e que venham comprar.”  

São esperados 13 expositores numa feira que embora seja dedicada à cereja, dá oportunidade de mostrar e vender outros produtos da terra, cuja qualidade é garantida, sublinha o presidente.

“Boa qualidade. Aqui em Bornes temos um pouco de tudo, sempre com qualidade assegurada. As pessoas até deviam tentar pôr à venda outros produtos que produzem.”

Sábado à noite a animação fica a cargo da Rádio Onda Livre com o programa Feiras e Festas a partir das 21h45 com a presença de Cláudia Martins dos Minhotos Marotos, Nel Monteiro, Lucy Teixeira e Vera Trinchete.

Escrito por ONDA LIVRE

Poeta Nuno Júdice recebe prémio literário Guerra Junqueiro

O poeta Nuno Júdice mostrou-se hoje "agradecido" com a atribuição do prémio literário Guerra Junqueiro, instituído pelo Freixo Festival Internacional de Literatura (FFIL), que decorre em Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, até domingo.
Em entrevista à agência Lusa, Nuno Júdice disse, no âmbito do FFLL, que está muito grato, ao ter sido agraciado com o prémio Guerra Junqueiro, numa altura em que o poeta transmontano estava a ser ignorado por "uma certa elite do período, pós-25 de Abril".

"Na minha juventude fiquei muito marcado pela leitura dos livros de Guerra Junqueiro que havia em casa dos meus pais. Junqueiro foi um poeta que me marcou bastante pela forma como fala do mundo, da sociedade ou da religião. O ter agora um prémio com o nome de Guerra Junqueiro, é ir ao encontro dessa minha admiração pela sua obra", vincou Nuno Júdice.

O poeta, ensaísta, ficcionista e professor universitário, autor de "A matéria do poema", afirma que é muito importante ir ao encontro de escritores que estão ligados a cidades, vilas ou regiões, que por vezes estão muito esquecidas e afastadas dos grandes centros. É muito importante que sejam valorizados nos seus locais de origem.

"Julgo que é talvez a melhor forma, hoje, de valorizar esses espaços, sobretudo quando estamos a falar de um grande escritor como Guerra Junqueiro", enfatizou.

O Freixo Festival Internacional de Literatura (FFIL) vai decorrer de hoje a domingo, em Freixo de Espada à Cinta, sobe o mote "As Pontes Ibéricas e Lusófonas".

O poeta Nuno Júdice soma perto de quase quatro dezenas de livros de poesia, como, entre outros, "Geometria variável", "As coisas mais simples", "O Breve Sentimento do Eterno", "Guia de Conceitos Básicos", "Fórmulas de uma luz inexplicável", "Navegação de Acaso" e "O Fruto da Gramática". Em 2017 publicou "O Mito da Europa".

Em obras de ficção, conta com perto de uma dezena e meia de títulos, de "Última Palavra: 'Sim'" e "Plâncton", publicados na viragem dos anos de 1970 para a década de 1980, aos mais recentes "A Ideia do Amor e Outros contos", "A Implosão", marcado pela crise económica e financeira dos últimos anos, e "A Conspiração Cellamare", editado em 2016.

"Desde que vivemos em democracia, os escritores portugueses são presença habitual em certames literários de importância internacional, em países como França ou Alemanha e, depois, a coroar estes êxitos, a atribuição do Prémio Nobel da literatura a José Saramago", observou.

O escritor tem a convicção de que hoje a literatura portuguesa é das mais conhecidas no mundo, onde há um número significativo de romancistas e poetas traduzidos em praticamente em todas as línguas.

Nuno Júdice nasceu na Mexilhoeira Grande, no Algarve, é professor tendo-se doutorado na Universidade Nova de Lisboa, em 1989.

O poeta português tem somado distinções, do Prémio de Poesia Pablo Neruda, por "O Mecanismo Romântico da Fragmentação", ao Prémio Pen Club, por "Lira de Líquen".

Recebeu o prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, por "Meditação sobre Ruínas". Foi igualmente distinguido com o Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus, por "As Regras da Perspectiva", com o Prémio Bordalo da Casa da Imprensa, por "Todos os Séculos", o Prémio Literário António Gedeão, da Federação Nacional dos Professores, por "A Convergência dos Ventos", e com o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários, por "Rimas e Contas".

O Prémio Ibero-americano Rainha Sofia de Espanha foi-lhe atribuído, em 2013, em reconhecimento pela sua carreira, assim como os prémios Fundação Inês de Castro - Tributo de Consagração, Argana da Maison de la Poésie, de Marrocos (2014), Poetas del Mundo Latino Victor Sandoval (2014) e Juan Crisostomo Doria a las Humanidades, da Universidad Autónoma del Estado de Hidalgo (2017), ambos do México.

No ano passado Nuno Júdice venceu igualmente o Prémio Internacional Camaiore 2017 de Itália.

Está traduzido em Espanha, Itália, Reino Unido e França, entre outros países.

FYP // MAG
Lusa/fim

ROSAS VERMELHAS…

Por: Maria da Conceição Marques
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas..."
Para ti, amor!
Porque vermelho é o teu sangue
Vermelho o teu coração
Vermelho o sentimento que tens dentro dos olhos
a chama que tens dentro do peito
Vermelha a tua paixão! 
Rosas vermelhas para ti, amor…
Porque vermelho é o fogo
Vermelha é a febre que te arde nos lábios
É a tua alma em prisão.
Rosas vermelhas para ti, amor…
Porque vermelho é o teu sorriso
É o meu estado impreciso…
O poema que improviso
O chão do paraíso
Vermelho (…) és tu…
Tudo e nada mais, do que preciso!
Vermelho é a minha poesia amor…
A minha solidão… 
O toque sensual na brusquidão…
As vírgulas, acentos e pontos de interrogação
Vermelha é a escravidão
O amor na escuridão
Vermelha, amor…
É a minha imensa gratidão.
O infinito…
Tu…
A pureza com exactidão.
Rosas vermelhas para ti amor.


Maria da Conceição Marques, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.

Participei nas colectâneas:

POEMA-ME
POETAS DE HOJE
SONS DE POETAS
A LAGOA E A POESIA
A LAGOA O MAR E EU
PALAVRAS DE VELUDO
APENAS SAUDADE
UM GRITO À POBREZA
CONTAS-ME UMA HISTÓRIA
RETRATO DE MIM.
ECLÉTICA I
ECLÉTICA II
5 SENTIDOS

REUNIR ESCRITAS É POSSÍVEL – Projecto da Academia de Letras Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina

Livros editados:
-O ROSEIRAL DOS SENTIDOS
-SUSPIROS LUNARES
-DELÍRIOS DE UMA PAIXÃO
-ENTRE CÉU E O MAR
-UMA ETERNA MARGARIDA

O Cónego Adérito Custódio faleceu aos 85 anos

Partiu para a casa do Pai, o Cónego Adérito Augusto Custódio, aos 85 anos.
Natural da freguesia de Vinhas, no concelho de Macedo de Cavaleiros, recebeu o sacramento do baptismo em 15 de janeiro de 1933. Ingressou no Seminário de Vinhais em 1946 tendo transitado para o Seminário de S. José, em Bragança. Foi ordenado presbítero em 27 de julho de 1958, por D. Abílio Vaz das Neves.
Pároco das comunidades de Parâmio, Mofreita e Dine, entre 1958 e 1967, também exerceu funções pastorais no concelho de Vimioso, entre 1967 e 1982, nomeadamente nas comunidades de Vimioso, Pinelo, Vale de Pena, Vale de Frades, S. Joanico e Serapicos, Algoso e Vale de Algoso, Campo de Víboras, Uva, Mora e Vila Chã da Ribeira.
Nesse período de tempo contribuiu para a implementação dos ensinos preparatório e secundário naquele concelho. Foi vice-presidente da Escola Preparatória de S. Vicente, secretário da Santa Casa da Misericórdia e vereador da cultura da Câmara Municipal de Vimioso.
Durante 27 anos foi arcipreste de Vimioso e Bragança e em 1983 foi nomeado Pároco do Vicariato de S. Francisco de Assis, na cidade de Bragança, que se viria a tornar na Paróquia de S. Bento e S. Francisco, com a anexa de Vale de Lamas, e mais tarde com as anexas Quintas da Seara e Quinta das Carvas.
Foi diretor espiritual da comunidade das Doroteias, do Colégio do Sagrado Coração de Jesus, do Apostolado da Oração e dos Cursos de Cristandade. Membro do Colégio de Consultores da Diocese até 1995, Confessor do Seminário, o sacerdote também foi Vigário Episcopal dos Leigos e Família na década de 90.
Fundou o Agrupamento 786 do Corpo Nacional de Escutas e exerceu os cargos de Presidente e vice-presidente da Casa do Clero, paroquiando também as comunidades de Castrelos e Conlelas, em Bragança.
Além da formação teológica licenciou-se em Filosofia, e História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Foi professor de história nas Escolas Secundárias Miguel Torga e Emídio Garcia, em Bragança. Autor de várias obras literárias também colaborou em publicações regionais.
Representou a Diocese na Fundação “Os Nossos Livros” e foi Capelão da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Bragança e da Santa Casa da Misericórdia de Bragança.
Em 2008 foi distinguido com a Medalha de Mérito do Município de Bragança pelo seu «trabalho no âmbito da solidariedade social», ao construir o Centro Social Paroquial de S. Bento e S. Francisco «no centro histórico da cidade» de Bragança.

in:mdb.pt

Saberes Culinários - Cuscos

CUSCOS
Farinha; Água. Antigamente eram necessárias três mulheres para os fazerem. Peneirava‑se a farinha triga numa masseira grande, de seguida uma mulher com uma vassourinha salpicava a farinha com água enquanto outra mulher ia mexendo para fazer os cuscos. Salpicava‑se a farinha até ficar húmida e principiar a fazer grumos.
Com a mão iam‑se fazendo os grumos. Depois de torcidos os grumos, passavam‑se por um crivo largo e outra mulher secava‑os ao sol. Colocava a cuscuzeira de barro por cima de um pote de ferro, punha‑se um pano de linho dentro da cuscuzeira e botavam‑se os cuscos. A panela meia cheia de água ficava a receber lume muito vivo. Fazia‑se uma massa de farinha de centeio e água e barrava‑se a união do pote de ferro e a cuscuzeira, selando‑se assim as duas partes. Os cuscos coziam‑se no vapor e por isso tapava‑se a boca da cuscuzeira com um prato. Depois de cozidos os cuscos voltavam para a masseira e ali ficavam até secarem. Faziam‑se bolas com os cuscos e guardavam‑se envoltas em panos, nas arcas das despensas. Comiam em carolos e cozinhavam‑se com o arroz. Só tinha cuscos quem os fazia.
Receita cedida pela Sr.ª Dona Maria da Glória Rufino

Nota do autor: Os cuscos são prato nacional da Argélia e Marrocos. É berbere a sua origem, resultado de uma cozinha móvel em território quente, escassamente arborizado. Áspero. Há quem defenda que a sua continuidade em Portugal é consequência das crises alimentares ocorridas nos séculos XIII ou XIV, por serem baratos. Ora, basta ler a receita para verificarmos da impossibilidade efectiva dessa causa. Os cuscos sempre foram um comer caro. A consulta das listas de preços dos cereais desde a Idade Média demonstra a referida impossibilidade. Não por acaso no ano de 1415 tomamos Ceuta. Fomos em demanda de Trigo.

Carta Gastronómica de Bragança
Autor: Armando Fernandes
Publicação da Câmara Municipal de Bragança

VILA VERDE - Freguesias do Concelho de Mirandela

VILA VERDE é uma freguesia de Mirandela donde dista cerca de dez quilómetros para Sudeste, e a 5 km a Este da margem esquerda do Tua. É povoação muito antiga, podendo referir que o seu povoamento é anterior ao século XII, indo às épocas pré romanas. 
Os vestígios arqueológicos provam-nos tal, mas também os topónimos como Murado e Vale de Mouro. No entanto, como freguesia deve ter sido instituída pós Idade Média, pois não figura nas Inquirições do século XIII, nem no arrolamento paroquial de 1320/1321. Esteve incluída na Paróquia de Santa Maria de Mirandela. Na segunda metade de séc. XIX estavam anexas à freguesia de Vila Verde, as de S. Salvador e de Freixeda. A partir de 2 de Maio de 1878 passa a ter escola primária. Em 1950 tinha 300 habitantes, sendo 149 do sexo masculino e 151 do feminino.
Em 1991 havia ali 115 pessoas e no censo de 2001 residiam em Vila Verde 102 pessoas, das quais 44 eram masculinas. As suas gentes dedicam se à agricultura, semi tradicional, com os muares ocupando lugar importante na ajuda dos trabalhos do campo, embora já haja alguma mecanização. Tem produções razoáveis de azeite, centeio, trigo, algum vinho, fruta, amêndoa.
Rebanhos só há dois. Tem um Largo onde está a Fonte de mergulho antiga, com arco em granito. É nesse Largo que se juntam nos dias de descanso os seus habitantes. Ali estava o tronco onde o muar é metido para depois ser ferrado, protegendo o ferrador de algum "coice malandro". É à volta deste largo que se dispõem as casas de habitação da aldeia. Na parte de entrada é a Escola Primária de um lado, e a Igreja Matriz de outro. Está pintada de branco, com a Torre Sineira simples, frontal, portais e esquinas em granito. O seu adro está muito bem arranjado. Do lado oposto à Igreja e também um pouco elevado em relação ao largo central, vemos a parte típica do povoado: a Rua do Cimo do Povo. Com efeito, esta rua é como que um museu vivo da casa regional e rural de Mirandela. Construídas em xisto, têm as suas escadas exteriores e alpendres/patamares, cujo telhado é sustentado por traves de madeira.

In III volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte.

Homem de 60 anos foi condenado a 2 anos de prisão suspensa por crimes de cariz sexual em Macedo

Um homem com cerca de 60 anos foi condenado pelo Tribunal de Bragança a 2 anos de prisão em pena suspensa pelo mesmo período de tempo, por aliciar menores residentes em uma instituição que acolhe jovens oriundas de famílias em risco em Macedo de Cavaleiros.
O caso remonta a 2014, altura em que o agora condenado, proprietário de uma loja de eletrodomésticos na mesma cidade, terá enviado mensagens de cariz sexual às jovens, nas quais fazia convites para que as mesmas se dirigissem ao seu estabelecimento comercial.

O individuo estava indiciado de três crimes de recurso à prostituição de menores e um crime de abuso sexual, todos na forma tentada.

Na altura, a PJ chegou ainda realizar diligências no estabelecimento, das quais resultou a apreensão de vários artigos.

Escrito por ONDA LIVRE

Concurso Concelhio de Bovinos de Raça Mirandesa - 3 de Junho em Tó

Art Kids Bragança

Militares da Brigada de Intervenção desfilam em Bragança

As comemorações da Brigada de Intervenção marcaram a rotina da capital de distrito entre os dias 26 a 30 de Maio.
40 viaturas e 800 militares, da Brigada de Intervenção, desfilaram em Bragança, na Avenida Sá Carneiro, no âmbito das comemorações do décimo segundo aniversário desta unidade do Exército Português, na última quarta-feira.

Presente neste dia de comemorações da Brigada de Intervenção esteve o Chefe do Estado-maior do Exército, General Rovisco Duarte, que no seu discurso salientou a capacidade operacional da brigada, tecnologicamente evoluída: “estamos disponíveis para possíveis palcos de guerra e continuamos o teatro de operações no Afeganistão, na Republica Centro Africana e outro que venha a surgir. Estamos a ombrear com os melhores exércitos do mundo, queremos continuar com esta postura e a prová-lo é o resultado do nosso trabalho neste último país referido, com os para-quedistas do Regimento de Infantaria nº15. Exemplos claros são as nossas missões no Kosovo, na Bósnia Herzegovina, no Afeganistão, na Lituânia, em Timor", explicou Rovisco Duarte.

De Chaves a Vendas-Novas, a brigada conta com oito regimentos espalhados pelo país e, este ano, escolheu a cidade de Bragança para assinalar as suas comemorações. Hernâni Dias, o presidente da Câmara Municipal de Bragança, valorizou o trabalho desenvolvido na reabilitação da fachada da antiga sé da cidade, que foi feita por esta unidade militar: "toda esta cerimónia militar teve ainda mais sentido com este trabalho feito anteriormente pelas equipas da brigada. Há já um novo projecto para implementar relacionado o castelo de Bragança", revelou Hernâni Dias.

As celebrações do dia da Brigada de Intervenção culminaram com a Marcha Militar na Avenida Sá Carneiro. Com consultas médicas, mostra de viaturas e material militar.

Escrito por Brigantia
Carina Alves

Arte e Cultura na Festa da Cereja de Alfândega da Fé

A 36º Edição da Festa da Cereja de Alfândega da Fé é marcada pelas atividades culturais que, durante os 3 dias do certame vão ser dinamizadas. A autarquia vai aproveitar o maior evento do concelho para apresentar duas grandes iniciativas, uma relacionada com Arte e outra com Teatro, envolvendo o público e as associações locais em momentos de criatividade artística.
Falamos, em primeiro lugar do lançamento do Polo da Bienal de Cerveira em Alfândega da Fé que terá lugar no dia 9 de junho, pelas 15h30 e que conta com a presença da Fundação Bienal de Cerveira e de uma Delegação do Município de Vila Nova de Cerveira. A Bienal de Cerveira chega a Alfândega da Fé no dia 11 de agosto assinalando os 40 anos de existência da mais antiga mostra cultural da Península Ibérica.

Durante os 3 dias da Festa da Cereja, a partir das 10h00, vão ser realizadas várias Oficinas de Arte, orientadas por artistas ligados à Bienal. No dia 8 de junho a Oficina é acompanhada por Ricardo Campos, No dia 9, será a vez de os visitantes interagirem com Henrique do Vale e no dia 10 de junho os artistas Cabral Pinto e Fernanda Santos serão os orientadores das Oficinas de Arte.

Arte que chega sob a forma de teatro no dia 10 de junho, pelas 16h00, com a apresentação do projeto vencedor do Orçamento Participativo de Portugal “O Teatro e as Serras – Polo de Criação da Serra de Bornes”. Uma ideia que nasceu em Alfândega da Fé mas que se estende a outras serranias da região norte.

A iniciativa é promovida pela companhia Filandorra – Teatro do Nordeste e conta com a presença do Director Regional da Cultura Norte, Drº António da Ponte e autarcas dos municípios envolvidos nos restantes núcleos de teatro. Vai ser possível assistir a performances teatrais levadas a cabo pelo grupo de teatro de Alfândega da Fé- TAFÉ. As “Teatrices” vão andar pelo recinto da festa fazendo jus a este dia em que o teatro sai à rua.

A cultura em destaque num dos principais eventos da região onde também há lugar para a criatividade. De 8 a 10 de junho todos os caminhos vão dar à Festa da Cereja de Alfândega da Fé.

in:noticiasdonordeste.pt

Aumento de combustíveis cria dificuldades aos Bombeiros Voluntários de Bragança

Valor do gasóleo aumenta de dia para dia, o valor de quilómetro é pago a 51 cêntimos e existem atraso nos pagamentos quer dos clientes, quer do Ministério da Saúde.
Rui Correia, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Bragança contou que o aumento dos combustíveis se manter, como se está registar, a corporação vai começar a financiar o Serviço Nacional de Saúde-SNS, no que diz respeito ao transporte de doentes: “pode-se realizar um balanço positivo, no entanto estamos a passar por algumas dificuldades devido ao aumento do gasóleo, mas também porque os nossos normais clientes estão a atrasar-se nos pagamentos” referiu Rui Correia.

A corporação gasta em média 20 mil euros por mês, quando são realizados 4 mil quilómetros, por dia. José Requeijo, secretário da liga dos Bombeiros Voluntários de Bragança destaca que o valor do quilómetro pago a 51 cêntimos deveria ser actualizado, uma vez que a legislação que vigora é de 2008:”é um trabalho que a liga faz diariamente. Estamos a trabalhar com as federações que também são um parceiro com estas preocupações e dificuldades, junto do governo e dos ministérios que nos tutelam através do Ministério da Administração Interna e no caso de transportes de doentes, é o Ministério da Saúde. Terá de ser realizado algum trabalho para ser alterada essa situação. O que pedimos é seja dado algum benefício em termos de desconto no combustível, retirando alguma percentagem do imposto ou então o que seria correcto é a revisão e actualização do preço por quilómetro. Há 10 que não é revisto” alerta José Requeijo.  

Outro problema destacado foi o atraso no pagamento pelo Ministério da Saúde. Declarações à margem no 128º aniversário da corporação de Bombeiros Voluntários de Bragança, assinalado na última quarta-feira. Os Bombeiros Voluntários de Bragança este ano vão ter uma nova viatura, pioneira no país como contou o comandante dos Bombeiros, José Fernandes: “desde já é o um carro com chassis tipo militar, do mais evoluído que existe. Não se trata de uma adaptação mas foi construído de propósito, sendo um veículo todo terreno. Em Bragança não havia um carro destes e é único no país, com um sistema de auto defesa muito progressivo” explicou José Fernandes.

Os Bombeiros Voluntários de Bragança para combate de incêndios este ano vão dispor de 5 carros para o combate a incêndios florestais, 19 elementos humanos permanentes, a que se juntam os recursos voluntários.

Escrito por Brigantia
Maria João Canadas & Carina Alves

Vinhais acolhe 9 unidades locais de combate a incêndios florestais

Vinhais recebe 9 unidades locais de combate a incêndios florestais equipadas com um kit de primeira intervenção.
Vão ser cerca de 50 voluntários neste concelho, um deles é Luís Bebião que explica: o trabalho de prevenção, até já era uma acção que realizava anteriormente: “praticamente esta equipa já existia e também já tínhamos o kit há alguns anos. A reunião de elementos para este trabalho foi fácil e realizávamos a primeira intervenção numa primeira fase, em que fazíamos a comunicação para os Bombeiros Voluntários e a tentávamos controlar sempre com uma margem de segurança salvaguardada” destaca o voluntário.

O Município de Vinhais vai custear o seguro dos voluntários, como destaca o presidente da câmara Luís Fernandes: “o município vai pagar os seguros porque as pessoas não podem estar a trabalhar para a segurança dos outros sem garantias”.

Para além da apresentação das unidades locais, o DECIR, o dispositivo especial de combate a incêndios rurais também foi destacado num evento que contou com a presença do Secretário de Estado da Protecção Civil, José Artur Neves que quando questionado sobre a lei da limpeza das florestas explicou que o objectivo do governo nunca foi cobrar coimas: “foram dadas todas as oportunidades, para evitar cobrar coimas que não é essa a nossa vontade. O que o Governo pretende é que se limpe e se proteja as pessoas”.

Hoje, prossegue a fiscalização da lei da limpeza das florestas e no caso de incumprimento, o governo garante que haverá coimas.

Uma acção no âmbito do programa “Aldeias Seguras Pessoas Seguras”. No distrito de Bragança existem mais de 200 aldeias consideradas prioritárias para o programa pela Autoridade Nacional de Protecção Civil.


Escrito por Brigantia
Maria João Canadas

Num mês o Balcão de Atendimento Móvel entrou na rotina das aldeias

Há cerca de um mês na estrada, o Balcão de Atendimento Municipal, instalado numa carrinha, está a revelar-se um caso de sucesso entre a população rural de Carrazeda de Ansiães.
São os mais velhos  quem mais aproveita para tratar dos seus assuntos com o município ao pé da porta de casa e, assim, poupar as viagens até à sede do concelho.  Desde 11 de abril foram realizados 120 atendimentos.
No balcão móvel é possível resolver  os mesmos assuntos disponíveis no Gabinete de 
Apoio ao Munícipe, nomeadamente  Educação e ensino; Tempos livres e desporto; Saúde; Ação Social; Urbanismo; Publicidade e ocupação de espaço público; Transportes escolares; Licenciamentos; Informação sobre a oferta cultural, desportiva, turística e de lazer; Serviços protocolados com outras instituições.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Era uma vez um telefone

O novo posto de telefone público da Avenida Sá Carneiro é tão moderno, mas tão moderno que nem sequer tem telefone.
O Zé não encontrou por lá forma de fazer uma ligação e concluiu que, afinal, o posto não é o top da modernidade, o telefone é que deve ter sido destruído ou furtado. 
Ele há mãozinhas para tudo...

Diz o Zé que...
in:mdb.pt

Atenor, Miranda do Douro, recebe Ronda das Adegas este fim-de-semana

Atenor, uma aldeia do concelho de Miranda de Douro, recebe a oitava edição da Ronda das Adegas, neste fim-de-semana.
Um certame que se foca na divulgação da gastronomia, no património arquitectónico e as tradições seculares, como o artesanato local, como conta Moisés Esteves, da organização. "Património, gastronomia e a nossa cultura: são os pilares da ronda das adegas. Acreditamos que somos um festival muito interessante, completo e com uma oferta única e daí a resposta dos visitantes que nos visitam que serão certamente na ordem dos 6 mil que nos chegam", explicou Moisés Esteves.

Este ano, o destaque vai ser a cultura galega. "Este ano trouxemos até nós a cultura galela. O próprio artesanato e as pessoas mais idosas da aldeia, com os seus saberes e a trabalhar ao vivo: desde o fazer o queijo, o oleiro, o sapateiro, a senhora que fazia o sabão de barra. Essa oferta de trabalho artesanal também cativa as pessoas e faz com que se desloquem aqui a Atenor", disse Moisés Esteves.

Além do artesanato ao vivo, os visitantes da Ronda das Adegas podem ainda assistir a concertos, peças de teatro, exposições ou participar em passeios de burro e actividades desportivas.

Um certame a decorrer numa aldeia com cerca 100 habitantes, com uma entrada simbólica de um euro e meio.

Escrito por Brigantia
Maria João Canadas

CAUSO DE CAUSÍDICOS

Por: Antônio Carlos Affonso dos Santos – ACAS
São Paulo (Brasil)
(colaborador do Memórias...e outras coisas)

- Quem é o doutor Madureira?

Ele é promotor de justiça em Matozinhos, interior de São Paulo e teve contato com um caso que, embora pareça inverossímil, é a mais pura expressão da verdade. Não é que o réu, Sr. Leonídio de Tal, fora acusado de um crime! O crime era um assassinato doloso. A vítima do Leonídio, Petronilho de Tal, morrera por obra de uma estocada de um espeto de churrasco no peito, que ostentava ainda muitos dias depois do evento, sangue de uma picanha mal passada, junto com as manchas outras, do sangue da vítima. O Dr. Madureira acusava o réu, cujo advogado de defesa alegava legítima defesa da honra. Conforme a douta explicação do Dr. Madureira, professor emérito de Direito Penal, a honra é pessoal e não se transfere. Segundo ele, o que o réu teve foi orgulho e amor ferido. O Dr. José Pedreira, defensor do réu, passou a relatar o ocorrido sob sua ótica:

- Meu constituinte, Leonídio de Tal, ficou muito surpreso quando ao voltar para casa, encontrou a esposa, da qual jamais suspeitara, completamente nua, com o vizinho, Sr. Petronilho, dentro do banheiro da casa. O réu pôs a porta abaixo com fúria, uma vez que nestas circunstâncias é muito difícil racionalizar... .

O Dr. Madureira foi obrigado a concordar com o Dr. José Pedreira, ainda que tomado de surpresa. E continuou o Dr. José Pedreira:

- E e se não bastasse o Sr. Petronilho estar traindo o réu, com a esposa do infeliz...
-Protesto, gritou o Madureira, no que o juiz Luiz Xavier disse: 
- Protesto aceito!
- Pois bem, continuou o José Pedreira; ele estava traindo o réu com a esposa do mesmo e ao ouvir os passos, meteu-se no banheiro da casa, onde a amante, após o coito estava tomando banho. Com a chegada intempestiva do réu, a vítima sentiu uma vontade irresistível de defecar - vítima que foi de disenteria de origem nervosa - passando a castigar a porcelana da casa do réu, no mesmo instante e em que o réu flagrou a vítima na mais antiga posição de esforço ventral e intestinal!

O juiz teve que pedir ordem no recinto, para acalmar os presentes que riam a plenos pulmões. O próprio Madureira quase não aguentou a imagem poética proferida pelo Dr. Pedreira, ao relatar a vítima surpreendida no banheiro, com o réu portando um espeto de churrasco, com dois ou três pedaços de picanha mal passadas, ainda respingando sangue, o qual misturou-se com o da vítima após ser devidamente espetado. Conhecedor de todas as evidências, o júri popular terminou por absolver o réu por unanimidade. Após o veredicto, ouviu-se amiúde dos sete jurados, que era uma coisa muito feia o fato de a vítima ter castigado a porcelana na casa do réu e o que ele fez no banheiro era muito mais grave do que fez na cama. Veredicto anunciado, o Dr. Madureira aproximou-se do Dr. Pedreira, para ouvir seu comentário, não sem antes pronunciar-lhe aos ouvidos:

- Ex Lege!

O Dr. Pedreira externava seu inconformismo aos parentes da vítima. Fazia-o, talvez devido ao fato de que faria a exação o mais rápido possível, e o executado perdeu a causa sendo ele o defensor. Afirmava que não haviam respeitado o princípio do contraditório. Não lhe foi dada a oportunidade de, contudo, o quanto foi dito ou provado contra seu cliente. Ele queria procrastinar o julgamento, para poder preparar o processo preparatório, aplicando o princípio da concentração. Achava que sua falha foi a de não exigir “writ”; para seu cliente, pois para ele sua tese de defesa era extremamente convincente.

- Hic Jacet Lepus! disse o Dr. Madureira; afinal o seu cliente fora encontrado todo cagado, nu e morto no banheiro do réu; parecia impossível o júri não absolver o réu, lamentou. A seguir, sorriu sarcasticamente!

N.A.: devo esclarecer que o iminente advogado Dr. Madureira sorriu e foi embora; pois data máxima vênia, esperava um fim bem mais limpo para o caso.

Glossário:
- Ex Lege=algo decorrente da lei.
- Hic Jacet Lepus!=aí está a dificuldade!
- Writ=segurança; garantia de um direito fundamental protegido por habeas-corpus, habeas-data, ou mandado de segurança.
- Data Máxima Vênia= expressão respeitosa, com a qual se inicia uma argumentação contrariando a opinião de outrem; pedido de licença (ou perdão), para se colocar contra opinião exarada do oponente jurídico.


Antônio Carlos Affonso dos Santos – ACAS. É natural de Cravinhos-SP. É Físico, poeta e contista. Tem textos publicados em 8 livros, sendo 4 “solos e entre eles, o Pequeno Dicionário de Caipirês e o livro infantil “A Sementinha” além de quatro outros publicados em antologias junto a outros escritores.