quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Memórias da RTP - 1982-05-01 - Renascer das Tradições

Documentário sobre as atividades culturais do grupo cultural e recreativo "Renascer das Tradições", da aldeia da Póvoa no concelho de Miranda do Douro, no Nordeste transmontano.
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… quase poema… ou das memórias… ou do pão de ló

Por: Fernando Calado
(colaborador do Memórias...e outras coisas...)
Todos os anos, no 21 de novembro, o pai ia à feira de Bragança… aliás o pai ia a todas as feiras de Bragança… os dias 3, 12 e 21 eram sagrados e era respeitada a longa tradição de ir à feira de Bragança. Mas a feira de 21 de novembro era especial… coisas do amor… coisas do coração… coisa de memórias felizes.
… o meu Serafim e a minha Eugénia casaram-se no dia 30 de novembro… só quase meio século depois, nasci eu… mas todos os anos no dia 21 de novembro, o meu Serafim ia a Bragança comprar o maior pão de ló que encomendava às vendedeiras da praça… para festejar o dia do seu casamento.
… e todos os anos o pão de ló ficava guardado… num segredo que todos sabiam… na arca da mercearia do nosso Soto… 
…e todos os dias espreitávamos o misterioso e desejado pão de ló… todos os dias… até ao dia 30 de novembro…
… anoitecia… e como quem não quer a coisa, o pai dizia, com os olhos os a brilhar:
… vá Eugénia, vai lá pelo pão de ló!
… a mãe sorria quase envergonhada!
… e o pão de ló era comido como quem comunga na missa de domingo… como um sinal eterno que a felicidade é possível!
… minha Eugénia… meu Serafim, porque se estão a rir!
… que pão de ló tão bom!… louvado seja Deus!


Fernando Calado nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

Deputados do PSD questionam governo sobre as condições de segurança da estrada entre Carção e Vimioso

Os deputados do PSD eleitos por Bragança questionaram o governo sobre as condições de segurança a Estrada Nacional 218, nomeadamente no troço entre Carção e Vimioso.
Os parlamentares denunciam que, nos cerca de 10 quilómetros que integram a ligação entre Vimioso e Bragança, há uma acentuada instabilidade dos solos adjacentes em vários pontos e um enorme risco de desprendimento de pedras das arribas que ladeiam a estrada.

Adão Silva denuncia o que considera ser uma situação de grande perigo, em particular nesta época do ano: “sobretudo no inverno, são frequentes as derrocadas e os pedregulhos soltam-se das escarpas laterais, que vêm para o meio da estrada provocando grandes acidentes. O presidente da câmara de Vimioso já várias vezes pediu a intervenção da administração responsável das obras públicas e nunca teve uma resposta adequada. O que os deputados do PSD de Bragança querem é reiterar junto dos serviços das obras públicas para que se avalie a situação e para que se dê segurança às pessoas que passam naquela estrada e são muitas”.

A situação já foi reportada várias vezes à Infraestruturas de Portugal. A última no início do mês de Novembro, depois de mais um deslizamento de terra e queda de pedras para a estrada, uma informação comunicada à empresa pelos Bombeiros de Vimioso.

O deputado social-democrata receia que a situação possa vir a pôr em risco a vida dos condutores.

“Nós não queremos que no nosso distrito, por desleixo da administração, neste caso do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, possa haver um desastre que que custe vidas humanas e perdas materiais. Nós gostávamos que a estrada nacional, neste caso entre Carção e Vimioso fosse contemplada, porque realmente é bem necessária, necessidade que agora se reforça por esta situação de amedrontamento das pessoas quando ali passam. Ainda no fim-de-semana passado, falei com pessoas de Carção, Argoselo e Vimioso que me disseram que levam o credo na boca, quando passam naquele troço de estrada”, disse o deputado Adão Silva.

Os deputados Adão Silva e José Silvano perguntam ao Ministro do Planeamento e Infraestrutras se tem conhecimento do problema e o que prevê fazer para ultrapassar a situação de perigosidade que preocupa a população local e todos os que circulam na via, que para além do concelho de Vimioso serve também os concelhos de Miranda do Douro e Mogadouro no acesso à capital de distrito.

Um novo traçado, que iria substituir precisamente este troço entre Vimioso e Carção, foi já prometido e poderia minimizar o perigo ao diminuir o trânsito naquela estrada.

“O novo traçado de estrada entre Carção e Vimioso é uma solução boa nesse aspecto. Porque não só dá rapidez, como mais segurança e evita que a circulação seja junto a este escarpado de grande instabilidade geológica. A perceptiva que havia era que já tivesse sido alvo de obras, neste ano”, acrescentou Adão Silva.

A construção da nova ligação entre Vimioso e Bragança foi anunciada em 2015, mas o Estudo de Impacto Ambiental está em fase de discussão pública e não há ainda garantia de dotação orçamental para o projecto que custa 20 milhões de euros.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro

Casa do Touro apresenta tecnologia que permite espreitar tradições

Rio de Onor tem mais um ponto de visitação turístico, a Casa do Touro, um espaço de Memória, na aldeia do concelho de Bragança.
Aqui o turista tem a possibilidade de ao colocar uns óculos, poder ver como era o curral com o touro comunitário e vivenciar experiências de outrora, com recurso às novas tecnologias através de realidade aumentada, como explica Hernâni Dias, presidente do município de Bragança.

“Na casa do Touro foram introduzidas novas tecnologias, fazendo com que as pessoas que ali vão, tenham uma percepção mais correcta daquilo que era a própria vivência da comunidade à época”, explicou Hernâni Dias.

Desde que Rio de Onor foi considerada como uma das 7 maravilhas de Portugal na categoria de aldeias de áreas protegidas, o número de visitantes tem aumentado, destacou Mário Gomes, presidente da União de freguesias de Aveleda e Rio de Onor: “o crescimento de turismo tem sido exponencial. Cada fim-de-semana prolongado, o número de pessoas a visitar a aldeia aumenta e chegam a vir excursões organizadas de Lisboa e Porto”. 


No entanto, o município tem outros projectos para a aldeia, como anunciou o presidente do município de Bragança, Hernâni Dias: “o processo vai alargar-se, apesar de depender muito daquilo que for a capacidade de afectar recursos financeiros ao processo. Mas os projectos passam pela reabilitação da escola para um espaço museológico, criar um espaço de recepção aos turistas, no início da aldeia, junto ao parque de campismo, e a requalificação no centro de convívio da aldeia”.


O investimento na Casa do Touro, em Rio de Onor, foi de 100 mil euros.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Maria João Canadas

Contaminação no Fervença “continua a ser uma realidade” alertam os biólogos

O Fervença, que atravessa a cidade de Bragança, continua a ser um rio “contaminado”, denunciou Ana Geraldes, investigadora do Instituto Politécnico de Bragança (IPB).
Para se saber qual o grau dos prejuízos está em execução um estudo que avalia os níveis de poluição deste rio urbano. “Teremos dados em breve sobre poluentes emergentes. 
É um rio que tem problemas de contaminação que poderiam ser resolvidos, por exemplo através do funcionamento mais eficiente da ETAR. 
Na zona de Alfaião há muita poluição orgânica”, explicou Ana Geraldes, à margem da primeira Sessão Aberta de Bragança dinamizada pela Rede Inducar no âmbito da Rede Douro Vivo, que decorreu a 15 de novembro.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Câmara quer espólio do Abade de Tavares de regresso ao concelho

A reunião do espólio do Abade de Tavares (1868-1935) em Torre de Moncorvo é uma ambição do município, que está a diligenciar um protocolo com a Diocese de Bragança-Miranda para levar parte do seu legado para o concelho de forma a “honrar a sua memória definitivamente”, adiantou ao Mensageiro o presidente daquele município. 
“O espólio do abade encontra-se no Seminário de S. José. 
Foi inventariado e ainda este ano fará parte de uma exposição em Torre de Moncorvo”, referiu o autarca, Nuno Gonçalves, à margem da inauguração de uma exposição evocativa em Carviçais, no âmbito das comemorações do 150º aniversário de José Augusto Tavares, que se desenrolou ao longo do passado sábado.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Homem morre em acidente de trator em Maçores (Torre de Moncorvo)

Um homem de 70 anos morreu ontem num acidente com um trator nas proximidades da aldeia de Maçores, no concelho de Torre de Moncorvo.
Segundo fonte dos bombeiros de Torre de Moncorvo, quando as equipas de socorro chegaram ao local a vítima encontrava-se em estado crítico e  inconsciente, tendo entrado em paragem cardiorrespiratória.
O óbito foi decretado no local pelo médico da equipa helitransportada do  Instituto Nacional de Emergência Médica.
O capotamento do trator num terreno agrícola poderá ter sido a causa  para o acidente.
O alerta para o acidente foi dado cerca das 14:30. Para o local foram enviados oito elementos e três viaturas entre meios de socorro dos bombeiros e um helicóptero do INEM, assim como militares da GNR.

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Ansiães)

Despiste deixa mulher ferida esta manhã na aldeia de Ala (Macedo de Cavaleiros)

Um despiste no termo da aldeia de Ala, Macedo de Cavaleiros, deixou esta manhã uma mulher de 53 anos ferida, embora sem gravidade.
O acidente aconteceu cerca das 7h na estrada que liga a Macedo de Cavaleiros, e a vítima foi transportada para o Hospital de Macedo.

A prestar assistência no local estiveram nove operacionais, apoiados por três viaturas entre bombeiros e GNR.

Escrito por ONDA LIVRE

Fernando Mascarenhas lança novo livro em Macedo de Cavaleiros

Decorre no próximo dia 1 de dezembro, pelas 18:00h, no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, o lançamento da mais recente obra do romancista macedense, Fernando Mascarenhas, intitulado A Oitava Mulher de LEO, uma edição da “Cordão de Leitura”, conta com prefácio de Mónica Baldaque e sinopse de Luís Serra.

A propósito do livro, A Oitava Mulher de Leo, Luís Serra, refere estar escrito em “linguagem e ritmos vivos, estilo a que o autor sempre nos habituou e nos cativa desde o início”. Leo, ou Leonardo, a personagem central da obra, é um professor universitário que se vê envolvido num thriller de mistério e morte, durante o qual crimes em série são esclarecidos. 

Sobre o autor
Fernando Mascarenhas estudou Direito na Universidade de Coimbra e licenciou-se em Gestão Bancária pelo ISGB. Fez carreira na área comercial da banca e, depois de reformado, dedicou-se à escrita. A Oitava Mulher de LEO é o sexto livro que publica, depois de Galateia, As Divinas Nádegas de Joana Ludovina, Vertigem, Cafeina e Sabor da Marmelada Fresca, a sua primeira obra, datada de 2008.

in:noticiasdonordeste.pt

Programa de solidariedade nasce em Torre de Moncorvo

Em Torre de Moncorvo foi implementado o projeto Moncorvo 365 Dias a Ajudar, que assenta no aproveitamento dos excedentes alimentares e posterior entrega às famílias mais carenciadas do concelho.
A população, os agricultores, as mercearias e os restaurantes podem contribuir com os excedentes agrícolas, produtos alimentares em fim de prazo, eletrodomésticos, mobiliário, vestuário, material escolar e brinquedos, fazendo a entrega no Banco Solidário ou contactando a Junta de Freguesia para a recolha, quando os bens a entregar sejam de volume considerável. A distribuição será posteriormente efetuada pelo Banco Solidário de Torre de Moncorvo. 

Pretende-se reduzir o desperdício alimentar com o propósito de intervir junto da população mais vulnerável no combate à pobreza e exclusão social, assim como sensibilizar e promover o exercício da cidadania a nível local. 

O projeto é uma iniciativa da Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo em colaboração com a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Banco Solidário e Cáritas Diocesana de Moncorvo, tendo sido financiada pelo programa “Juntar” do Fundo Ambiental. 

Nota de Imprensa - Luciana Raimundo

Resíduos do Nordeste vai construir Centro de Triagem

A Resíduos do Nordeste vai construir Centro de Triagem.Dotada de um conjunto de infraestruturas no seu Parque Ambiental, a Resíduos do Nordeste EIM, S.A. vai agora construir um Centro de Triagem, onde serão tratados todos os resíduos recolhidos seletivamente na sua área de intervenção.
O Centro de Triagem será dotado de triagem manual e de triagem automática e vai dispor de duas linhas de tratamento separadas, uma para triagem de vidro e outra para a triagem das embalagens e papel/cartão. 

Esta nova infraestrutura é uma das ações previstas no “Projeto Integrado de Recolha Seletiva Multimaterial no Nordeste Transmontano”, alvo de uma candidatura ao POSEUR, Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos, aprovada a 5 de junho de 2016.

A obra do Centro de Triagem foi projetada, sobretudo, a pensar nas metas do PERSU 2020, impostas aos Sistemas Gestores de Resíduos Urbanos. Esta nova resposta, a construir no Parque Ambiental do Nordeste Transmontano, vai assim responder às atuais necessidades da Resíduos do Nordeste EIM, S.A.

Atualmente, e devido às quantidades anuais de recolha seletiva, a forma como se efetua a triagem está a atingir o limite da capacidade a tratar, e por isso mesmo, as embalagens têm sido separadas no Parque Multimateriais da Resíduos do Nordeste, localizado no Parque Ambiental, um equipamento de triagem improvisado, que será agora devidamente adaptado a Centro de Triagem.

O Concurso Público foi adjudicado ao agrupamento concorrente “PA Residel – Otimização Energética de Resíduos, S.A.; SIEMENS, S.A.; Carlos Augusto Pinto dos Santos e Filhos, S.A.” pelo preço de 1.917.691,98€, valor financiado pelo POSEUR em cerca de 85%.

O contrato, assinado em 09 de janeiro de 2018, teve o visto do Tribunal de Contas a 12 de setembro de 2018. O contrato para a construção tem o prazo de 12 meses. 

Um conjunto de projetos, que se prevê, contribuam para o incremento da recolha seletiva e que, dessa forma, justificam ainda mais a necessidade de construção de um Centro de Triagem.

A recolha seletiva e a recolha indiferenciada no Nordeste Transmontano

Em 2017 foram enviados para reciclagem 3.240 toneladas de materiais. Um aumento na ordem de 6,5% face a 2016 e uma tendência que se verificou no primeiro semestre de 2018. Até junho deste ano a recolha seletiva aumentou em todos os materiais, num total de cerca de 133 toneladas, e o correspondente a 9,16%.

No que diz respeito à recolha indiferenciada, e depois de uma diminuição de 0,7% em 2017, o primeiro semestre de 2018 teve um aumento de 2,55%, correspondente a 620 toneladas.

A aposta passa agora pela maior sensibilização da população, colocação de mais ecopontos e mais próximos dos cidadãos, na disponibilidade de acessos aos ecocentros e no serviço de recolha direta. Desde 2015 que a recolha de materiais continua a crescer, mas o objetivo é que cresça cada vez mais. 

in:noticiasdonordeste.pt

Fui Pastor em Trás Os Montes...

Por: Silvino dos Santos Potêncio
(colaborador do "Memórias...e outras coisas..")
Emigrante Transmontano em Natal/Brasil – desde 1979

Fui Pastor em Tràs Os Montes... 
No azul do céu da minha Terra,  
Eu viajei e me perdi lá longe no espaço.
Levei para o infinito as lembranças da guerra, 
E voltei para cá, com os versos que eu faço!

Subi Montes e desci Vales,...
Era eu ali ainda uma criança,
Senti as dores de tantos males, 
Que eu guardei como lembrança!

Não tenho rancor nem nostalgia,...
Que me cure esta grande paixão, 
De voltar à Terra onde um dia, 
Eu fundeei a raiz do meu coração!

Lancei ancora em mar de montanhas, 
Fragosas são as pedras do meu caminho, 
Como doces são as tuas castanhas,
Cozidas, assadas... ou com rosmaninho!

Naquele longíquo magusto da Eira, 
O Meu Pai traçou a parte do meu Destino.
Vai-te embora!... aqui não podes ganhar a “jeira”!
Por troca de um simples copo de vinho! 

Deixa ficar os cordeiros lá no Lameiro, 
- Porque alguém os há-de guardar... 
Tenta a tua sorte no Estrangeiro, 
O teu destino, meu Filho... é Emigrar!... 

Autor: Silvino Dos Santos Potêncio 
Emigrante Transmontano em Natal/Brasil – desde 1979

Nota: Poema Inédito, o qual se destinou à Antologia de Autores Transmontanos e Alto Douro  da Casa Regional de Tràs-Os-Montes em Lisboa.


VERSÃO EM MIRANDÊS: Fui Pastor an Tràs Ls Montes...

Ne l'azul de l cielo de a mie Tierra,  
You biajei i me perdi alhá loinge ne l spácio.
Lebei pa l'anfenito las lembranças de la guerra, 
I boltei para acá, culs bersos que you fago!
Subi Montes i çci Bales,...
Era you eilhi inda ua nino,
Senti las delores de tantos males, 
Que you guardei cumo lembrança!
Nun tengo rancor nin nostalgie,...
Que me cure esta grande peixon, 
De buoltar a la Tierra adonde un die, 
You fundei la raiç de l miu coraçon!
Lancei ancora an mar de muntanhas, 
Fragosas son las piedras de l miu camino, 
Cumo doces son las tuas castanhas,
Cozidas, assadas... ó cun tomilho!
Naquel longíquo magusto de la Eiras, 
L Miu Pai traçou la parte de l miu Çtino.
Bai-t'ambora!... eiqui nun puodes ganhar la “jeira”!
Por troca dun simples copo de bino! 
Deixa quedar ls cordeiros alhá ne l Lameiro, 
- Porque alguien ls hai-de guardar... 
Tenta la tua suorte ne l Strangeiro, 
L tou çtino, miu Filho... ye Eimigrar!... 

Outor: Silbino De ls Santos Poténcio 
Eimigrante Strasmuntano an Natal/Brasil – zde 1979
Nota: Poema Inédito l qual se çtina a la Antologie de la Casa de Tràs-Ls-Montes. Este poema fui scolhido i lido na Cerimónia de Abiertura de l Quarto Cungresso de Tras Ls Montes i Alto Douro an 25 de Maio de 2018, na Casa Regional de TMAD an Lisboua.
Tradução e Adaptação: Silvino Potêncio 

Silvino dos Santos Potêncio, nascido a 04/11/1948, é natural da Aldeia de Caravelas no Concelho de Mirandela – Trás-Os-Montes - Portugal.
Este Autor tem centenas de crônicas, algumas já divulgadas sob o Título genérico de “Crônicas da Emigração”.  Algumas destas crônicas são memórias dos meus 57 anos na Emigração foram incluídas nos Blogs que todavia estão inacessíveis devido ao bloqueio do Portugalmail.pt, porém algumas foram já transcritas para a Página Literária. 
Presidente Fundador do Clube Português de Natal e Membro activo de várias páginas em jornais virtuais ligados ao Mundo da Lusofonia.
01 – POEMAS DE ANGOLA – “Eu, O Pensamento, A Rima!...”
02 – E-Book (Livro Electrônico): “UM CONVITE P’RA TOMAR CHÁ”
03 - CURRIÇAS DE CARAVELAS- TROVAS COMENTADAS é uma Antologia que contém  Trovas  e Textos Auto Biográficos da Aldeia Transmontana. 
        São livros da minha autoria já prontos para Edição e publicação brevemente. 
Actualmente mantenho uma página literária própria, como Emigrante Transmontano em Natal/Brasil, no Portal Recanto das Letras.   
O sitio do Escritor Silvino Potêncio  www.silvinopotencio.net  está aberto a visitas de todos os leitores de Lingua Portuguesa. Conta já com mais de 56.000 visitantes à data actual. 

Muito grato pela Atenção e receba um Forte e Fraterno Abraço. 

Endereço atual para contato: 

Silvino Potencio
Rua Maçaranduba Nº 7838 – Bairro Pitimbu – Conjunto Cidade Satélite
59067-610 – NATAL – BRASIL 
Email: sspotencio@yahoo.com.br
SKYPE: sspotencio 
www.silvinopotencio.net

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Exposição: "Gulbenkian Itinerante"

Concursos - Montras e Presépios

"ColorADD nas escolas"

No dia 3 de dezembro, realizar-se-á a atividade "ColorADD nas escolas" na EB1 de Miranda do Douro, a partir das 9h00, e na EB de Sendim (com participação dos alunos de Palaçoulo), a partir das 14h30. 
Este programa, dinamizado pela ColorADD Social e que conta com o apoio da autarquia, visa sensibilizar a comunidade para a questão do daltonismo e seus constrangimentos, com vista ao combate ao insucesso e abandono escolar precoces, bem como, a situações de bullying e exclusão social.

CM de Miranda do Douro

Espetáculo circense "Um Natal para Todos"

Semana do Voluntariado 2018 | 30 de novembro a 05 de dezembro

Ações de sensibilização, contos, cinema e intervenções são o mote desta iniciativa que surge com o objetivo de aproximar os mirandelenses de iniciativas de caráter solidário.

Ação "Flash" do Projeto: "Voluntariado, em Gestos Concretos"

Ação "Flash" do Projeto: "Voluntariado, em Gestos Concretos" que irá envolver o Voluntariado Empresarial e o Banco Local de Voluntariado - Câmara Municipal de Mirandela.

Inscreve-te e participa, TU também podes ser VOLUNTÁRIO!
Inscrições na Câmara Municipal ou pelo telefone 278 200 247

Praça Camões, no coração do Centro Histórico, transformada em Bragança, Terra Natal e de Sonhos!

D. Manuel II: aclamação (1908) e projeto de visita a Bragança (1910)

Sobre os festejos pela aclamação de D. Manuel II (6 de maio de 1908), as notícias inseridas no livro das sessões da Câmara de Bragança são parcas. O Presidente da Câmara convidou os habitantes a iluminarem as fachadas e, em nome da edilidade, enviou um telegrama ao novo monarca: “Como representante da Cidade de Bragança à qual Vossa Majestade tem ligadas gloriosas tradições, venho saudá-lo neste dia memorável da sua coroação, aupsetecendo-lhe (sic) um reinado longo, venturoso e liberal como tem sido até ao presente”.
Paços do Concelho de Bragança, espaço da projetada visita de D. Manuel II à Cidade

Através da Gazeta de Bragança, podemos conhecer com mais pormenor aquilo que foi feito na urbe: ao 
meio-dia tocaram todos os sinos da Cidade; à noite, as fachadas das habitações estavam iluminadas e a banda de Infantaria 10, também à noite, tocou à porta do comandante militar, percorrendo depois as ruas, acompanhada de “muito povo que soltava vivas entusiásticos a Sua Majestade e Família Real”. O mesmo jornal relata que, em todas as vilas do Distrito foi festejada a aclamação (dando-se realce aos festejos de Vinhais), com Te Deum, em ação de graças, em algumas delas, e luminárias à noite nas fachadas das habitações.
Em 1910, uma programada visita régia não chegou a concretizar-se. Planeada para o dia 9 de outubro, viria a ser cancelada devido à proclamação da República. Esta visita, ainda que frustrada, fez parte das preocupações da Câmara, tendo sido feito um programa, como é referido na sessão camarária de 3 de outubro de 1910: “quanto à maneira a empregar na receção de Sua Majestade El-Rei, foi resolvido que a Câmara tomará parte nesse ato com todo o rigor, compostura e decência que, segundo as praxes e programa determinado pelo Ministério do Reino, recebendo D Manuel II na gare do caminho-de-ferro e nos Paços do Concelho, onde o Presidente faria a alocução das boas-vindas, e que para auxiliar o custeamento de despesas a realizar com a arrematação dos Paços do Concelho, se fixasse a quantia de 100$000 réis.”
A Gazeta de Bragança noticia, com pormenor, o que foi programado para a visita de D. Manuel II. A primeira referência à vinda do Rei aparece no jornal de 25 de setembro de 1910, quando no seguimento do relato dos festejos do centenário da batalha do Buçaco (26 de setembro de 1810) se escreveu que “consta que lá para 4 ou 5 de outubro próximo irá D. Manuel, acompanhado do conselheiro Teixeira de Sousa, fazer uma encantadora digressão pelo norte do País, visitando os povos até Vidago, Chaves, Vila Real, e seguindo até Bragança”. Acrescentava-se ainda que “agora na Cidade episcopal, capital do Distrito, que é a cabeça do ducado de Bragança, fundada por D. Sancho I, em 1187, a 402 quilómetros de Lisboa, vão os nossos queridos patrícios receber a honra da visita régia de D. Manuel II”. O mesmo jornal exortava os bragançanos a meter “mãos à obra”, de forma a que cada um deles dispusesse daquilo que pudesse para “carinhosamente” rece ber “quem tal alta honra” dava com a sua visita.
O programa da visita foi publicado na Gazeta de Bragança de 2 de outubro. O monarca e a sua comitiva chegariam no dia 8 (pelas quatro horas da tarde) a Mirandela, onde jantariam e pernoitariam, dando o Rei receção.
No dia 9, partiriam num comboio especial para Bragança, com receção na estação de Macedo de Cavaleiros, onde chegariam pelas onze da manhã. Em Bragança, D. Manuel II seria recebido pelas entidades oficiais e representantes dos diversos concelhos do Distrito. O momento da chegada do comboio real seria assinalado por salvas de “foguetões” e música, manifestações que se repetiriam na gare da estação, no trajeto do cortejo, na  Praça da Sé e em frente do edifício do Governo Civil.
Da estação, D. Manuel II deslocar-se-ia à Câmara Municipal, onde o Presidente leria uma mensagem de boas-vindas, seguindo depois para o Governo Civil, onde daria uma receção, seguida de um almoço para setenta talheres. Depois de algumas visitas – quartéis dos regimentos e alguns edifícios públicos – percorreria as ruas principais da Cidade, seguindo depois para Murça. Programava-se também para as ruas do percurso régio, músicas, decorações com bandeiras e colgaduras nas janelas das casas. Noticiada a programação, o articulista referiu ainda a atividade desusada que se vivia na Cidade, trabalhando-se dia e noite, e a falta de operários que se fazia sentir para os trabalhos que eram necessários fazer.
Estação do caminho-de-ferro de Bragança, espaço da projetada visita de D. Manuel II à Cidade

A implantação da República em 5 de outubro privou a Cidade de uma “festa como ainda Bragança não teve”, já que nesse dia 9 de outubro, o seu “Régio Hóspede” desembarcava em Gibraltar, dando início a um exílio que se prolongaria até 2 de agosto de 1932, quando regressou a Portugal para, junto com os outros Braganças, ser depositado no panteão do Mosteiro de São Vicente de Fora.

Título: Bragança na Época Contemporânea (1820-2012)
Edição: Câmara Municipal de Bragança
Investigação: CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade
Coordenação: Fernando de Sousa