segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Milhares assistiram à chegada do pai natal e inauguração da Terra Natal e de Sonhos em Bragança

A magia do Natal chegou a Bragança. A quinta edição da Bragança Terra natal e de sonhos já arrancou este fim-de-semana, com a celebrada chegada do pai natal, para fazer as delícias de miúdos e também graúdos.
Este sábado, milhares de pessoas assistiram também à inauguração da Iluminação de Natal.

São muitas as atracções que deslumbram as crianças, que aproveitaram a presença do pai natal para fazer alguns pedidos. “Já sei o que vou pedir ao pai Natal, já tinha decidido, é um relógio. Acho que ele me vai dar”, contou uma das crianças que não quis perder a chegada do pai natal a Bragança.

A iniciativa traz também muitos visitantes de outras localidades, incluindo de Espanha.

Até 6 de Janeiro, na Praça Camões no centro da cidade pode viver-se o espírito do natal e usufruir de diversões como uma Mini Roda, um Carrossel, Mini Comboio, o Mercadinho de Natal em tenda coberta e ainda a habitual Pista de Gelo com Funtrack, pela qual passaram 816 patinadores só no primeiro dia, segundo a organização. 

Escrito por Brigantia


Mulher tem bebé na casa de banho do Hospital de Mirandela

Mãe de 34 anos deu entrada na unidade de saúde com hemorragia e disse que não sabia que estava grávida.
Foto: Pedro Rebelo
Um bebé nasceu este domingo na casa de banho do hospital de Mirandela. Ao que o CM conseguiu apurar, a parturiente, acompanhada por uma irmã, deu entrada na unidade com uma hemorragia. A mulher, de 39 anos, residente na localidade de Contins, a sete quilómetros de Mirandela, dirigiu-se à casa de banho, mas a irmã estranhou a demora e quando foi ver se estava tudo bem encontrou-a já com o bebé no chão. 
A mãe alegou desconhecer que estava grávida. 
Depois de assistida pelos médicos e enfermeiros do hospital, os Bombeiros Voluntários de Mirandela foram chamados ao local e transportaram a mãe e o bebé, do sexo masculino, para o hospital de Bragança (a 60 quilómetros), pois Mirandela deixou de ter serviço de maternidade há 12 anos. 
Este é já o segundo caso, em menos de duas semanas, de bebés a nascerem em casas de banho. A 21 de novembro, a bebé Rosa nasceu na casa de banho da Escola Básica 2,3 do Peso da Régua depois de a mãe, uma mulher com 24 anos, ter acompanhado uma tia ao estabelecimento de ensino onde a familiar tinha assuntos a resolver. 
Na altura, a mulher dirigiu-se à casa de banho e quando foi socorrida, já a bebé tinha nascido. Desta vez, a mulher, que já tem três filhos, teve o bebé sozinha na casa de banho do serviço de urgência do hospital mirandelense. 
Contactado pelo CM, o hospital de Mirandela recusou mais esclarecimentos sobre o caso. 
O Hospital Distrital de Bragança não respondeu até à hora de fecho desta edição.

Patrícia Moura Pinto
Correio da Manhã

domingo, 2 de dezembro de 2018

Adolescência, amizades e livros - 1ª PARTE

Por: António Orlando dos Santos 
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
Pretendo hoje entrar num assunto que me parece pouco consensual quando o abordo em conversas com os meus amigos de hoje, aqueles com quem passo mais tempo diariamente e as pessoas que sendo amigas e conhecidas não me acompanharam de perto na minha juventude. Posto de outra forma, gente que eu conheço desde sempre e que por diferença de idade, ocupação ou antagonismos de caracteres não seria sensato acompanhar.
Após haver terminado a instrução primária segui directamente para o trabalho, tinha eu nesse tempo dez anos e dez meses, o que era normal nesse tempo e mais, seria aceitável e era a previsão com margem de certeza de 80% de que, do ponto de vista cultural estagnaria ali e preocupar-me-ia com assimilar as técnicas inerentes ao meu ofício e tudo quanto fosse de ordem cultural não iria além do nível básico.
Mas entra aqui um elemento que pouca gente consideraria e que tinha a ver com as companhias que naturalmente eu escolhia ou entre os quais eu era aceite da forma mais natural do mundo.
Bragança foi desde a Baixa Idade Média , começos do Renascimento, cidade de Cultura! Com a vinda dos Jesuítas o ensino passou a ser um facto indesmentível e a partir de meados de oitocentos com a criação dos Liceus em todas as Capitais de Distrito, foi notório e é hoje possível investigar nos arquivos e pela memória das gentes, que nos garantem que a gente da cidade, por influência dos letrados desenvolveu uma capacidade crítica e fluência vocabular que os distinguia dos nativos de outros sítios de igual calibre e situados no interior profundo de Portugal. 
Sendo criança em idade escolar nos anos 50, tive a sorte de ter sido aluno de uma professora que com um punhado de outras mulheres de vocação foram as mais competentes de todas as que leccionaram no Ensino Primário Público durante o século XX.J á tive ocasião de o escrever noutras crónicas e mantenho o que escrevi sem lhe alterar uma vírgula!
Mas todo este arrazoado para quê? Para dar notícia de um certo modo de estar, meu e dos meus contemporâneos que sem que tivessem intenções de fazer carreira académica ou semelhante do modo mais natural do mundo foram colhendo o fruto de um persistente e salutar, aprendizado autodidacta. Gosto também do termo, peripatético pois foi desse modo que todos nós tivemos a oportunidade de ir ajustando o nosso conhecimento de uma certa corrente de cultura que nos foi útil através da vida e nos permitiu compartilhar com todas as classes sociais nos mais diversos ambientes, o nosso modo de ver o mundo e simultaneamente aprender com os que frequentaram os diversos degraus do ensino oficial, que nesse tempo estava reservado apenas aos que provinham de extracção mais desafogada financeiramente! Também devido ao aforro de algumas famílias menos numerosas e a garantia de um salário mensal certo, mais o fruto tangível de courelas herdadas em área de minifúndio foi possível a algumas famílias sem tradição académica mas cujos chefes, leia-se pais , viam a possibilidade de mandar os filhos para a cidade, estudarem para lhes garantir um futuro mais folgado nos serviços do Estado, Banca ou até nas empresas que começavam a ter algum peso económico e alargavam os quadros aos recém licenciados ou os lugares intermédios aos que se quedavam pelo quinto ano do Liceu ou o Curso Geral do Comércio.
Surgia também o tempo de conflito no Ultramar e abria-se assim a carreira militar a um número alargado de homens que seguiriam a carreira, particularmente para os que haviam conseguido finalizar o 7o ano dos Liceus. Atrevo-me a dizer que a maioria que ingressou na Academia Militar o fez por convicção de que o curso superior que teria que frequentar não seria fácil de concluir e na tropa era sabido que as aptidões físicas da maioria que normalmente era iniciada nos trabalhos agrícolas era um trunfo a considerar onde a capacidade de resistência era mais tida em conta que tudo aquilo que lhe era pedido além disso. 
Não pretendo dizer que eu acho que os oficiais formados na Academia tinham menos capacidade que os licenciados. Estive três anos na vida militar e encontrei oficiais bem formados e com visão das coisas civis mais clara que a de muitos manga-de-alpaca, bacharéis ou equiparados. Digo apenas que foi uma abertura que caiu do céu, ou antes, com os idos de Fevereiro na Luanda em 1961.
Pode argumentar-se que as outras classes , como a de sargentos e praças, até beneficiaram da situação e muito mais a classe dos chamados Milicianos. Não é este lugar indicado para fazer análises históricas ou mesmo sociais. Faço apenas referência à envolvente social, que naquele tempo fervilhava e se debatia entre o velho e o novo paradigma.


continua...




08/11/2018
A.O. dos Santos
(Bombadas)

Monsenhor Domingos Evangelista Pinheiro

Por: Antônio Carlos Affonso dos Santos
(colaborador do "Memórias...e outras coisas..")
São Paulo - Brasil
Domingos Evangelista Pinheiro nasceu em Caeté – MG, em 21 de julho de 1843 e fundou a Congregação das Irmãs Auxiliares de Nossa Senhora da Piedade, em 28 de agosto de 1892. Ele queria congregar “cooperadoras” que, pelo testemunho, fossem sinal e instrumentos de evangelização para a transformação da sociedade carente de doutrinação.
Vivemos num mundo de transformações e contrastes. Apesar do seu desenvolvimento, muitas coisas, nas pessoas e nos grupos, impedem a humanidade de compreender e corresponder ao plano de Deus. Novas exigências nos são feitas, para que sejamos sinal, presença e testemunho no mundo, através do nosso serviço.
Nosso fundador nos convida a estar a serviço do outro, através de uma ação organizadora, vivendo com ele a realidade de nossa época, defendendo o direito dos pequenos, trabalhando ardorosamente pela evangelização, educação e promoção, não ensinando tanto pelo que dizemos, mas pelo que somos ou procuramos ser. Exige de nós um esforço cotidiano de conversão, através de uma espiritualidade específica de presença, como nos mostrou Maria.
 “Deveis revestir-vos da caridade e mansidão de Jesus Cristo, para tirardes risonhos frutos do ensino às crianças”.
Caeté está situada no sopé da Serra da Piedade. A cidade tem um perfil religioso; ali se encontra o Santuário de Nossa Senhora da Piedade.
Filho de Isabel Florentina da Mata e Silva e do Capitão João Evangelista Pinheiro. Era uma família de sete filhos.
Quando ainda bem pequeno Domingos frequentava o Santuário de Nossa Senhora da Piedade. Próximo à igreja matriz, havia um rio, o “Córrego de Caeté”. Nesse rio, Domingos sempre contemplava as mulheres negras, escravas que, piedosas, enquanto lavavam roupas no rio, entoavam cânticos religiosos, como o Hino de Nossa Senhora: “No céu, quando oh Rainha, poderei te amar?/ No céu, quando oh Rainha, poderei te amar?/ No céu, quando oh Rainha, me darás; me darás um lugar?”.  Domingos gostou muito de ouvir estes cânticos de misericórdia; foi dai que nasceu o desejo de se tornar padre!
Aos quinze anos, em 1859, ingressou no Seminário. Chegou cheio de alegria: ofereceu sua adolescência a Deus. Foi ordenado em 17de janeiro de 1869.
Como sacerdote, domingos fundou a Irmandade de Nossa Senhora da Piedade, com o objetivo de cuidar dos bens do Santuário. Em 1878, fundou o Asilo São Lui8s, para cuidar das filhas de escravos. Tal asilo ainda existe; agora com o nome de “Recanto Monsenhor Domingos”.
Monsenhor domingos criou também o Jubileu no Santuário Nossa Senhora da Piedade. Ele tinha devoção pela Nossa Senhora da Piedade e por São José.
Em 28 de setembro de 1871, a Princesa Isabel assinou a “Lei do Ventre Livre”, onde abolia do status de escravo, todo filho de escravas que nascesse a partir daquela data. A partir de 28 de setembro de 1885, foi assinada por Dom Pedro II, nova lei: a “Lei dos Sexagenários”. Essa lei concedia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade. Tal lei beneficiou poucos escravos, pois eram raros os escravos que atingiam essa idade, devido à vida sacrificada em que viviam. À época, um escravo de idade acima de 50 anos, valia 200 contos de réis; enquanto um escravo com menos de 30 anos, valia 900 contos de réis. 
Porém, com a promulgação da “Lei do Ventre Livre”, uma quantidade enorme de crianças, filhos de escravos, ficaram expostas à uma situação vulnerável e de risco, pois seus pais continuavam escravos. Diante da situação nova, e das ameaças enfrentadas por essas crianças indefesas, Monsenhor Domingos sentiu o apelo evangélico para defender os direitos humanos daquelas crianças. Monsenhor domingos defendia o direito que tais crianças tinham de ser livres, segundo o projeto divino, executado por Jesus Cristo. Monsenhor Domingos ainda atentou que as crianças mais prejudicadas eram as do sexo feminino, devido à praxe da sociedade considerar a mulher como menos favorecida.

CONGREGAR PARA PERPETUAR A MISSÃO

No intuito de continuar a obra iniciada por ele, na educação das meninas filhas de escravas, domingos, sabendo-se mortal, fundou, em 28 de agosto de 1892, a Congregação das Irmãs Auxiliares de Nossa Senhora da Piedade. A intenção de domingos era que as Auxiliares de Nossa Senhora da Piedade, fossem mulheres geradoras de vida: na Educação, libertando e despertando as mentes escravizadas, ao promover a formação humana e intelectual das crianças; na área da Saúde, confortando e curando os enfermos, gerando esperança e vida dignas; na Igreja, auxiliando os sacerdotes na proclamação da palavra de Deus. Enfim, na Hospitalidade, acolhendo com alegria a todos; sem distinção!
Monsenhor domingos faleceu em 26 de março de 1924. Em seu velório, uma enorme romaria compareceu, todos em volta o caixão em que, inerte, estava o corpo do bondoso e santo sacerdote.
Em setembro de 2018, foi realizada a abertura do Processo de Beatificação do Monsenhor Domingos Evangelista Pinheiro, junto ao Vaticano, na Itália.

Antônio Carlos Affonso dos Santos – ACAS. Nascido em julho de 1946, é natural da zona rural de Cravinhos-SP (Brasil). Nascido e criado numa fazenda de café; vive na cidade de São Paulo (Brasil), desde os 13. Formou-se em Física, trabalhou até recentemente no ramo de engenharia, especialista em equipamentos petroquímicos.  É escritor amador diletante, cronista, poeta, contista e pesquisador do dialeto “Caipirês”. Tem textos publicados em 8 livros, sendo 4 “solos” e quatro em antologias, junto com outros escritores amadores brasileiros. São seus livros: “Pequeno Dicionário de Caipirês (recém reciclado e aguardando interesse de editoras), o livro infantil “A Sementinha”, um livro de contos, poesias e crônicas “Fragmentos” e o romance infanto-juvenil “Y2K: samba lelê”. 

TAMBÉM HÁ SANTOS NAS IGREJAS EVANGÉLICAS!

Por: Humberto Pinho da Silva
(colaborador do "Memórias...e outras coisas..."
Diogo Cassels
Se pensam que nas Igrejas Evangélicas – e até nas seitas, – não há santos, estão redondamente enganados.
Claro, que não aparecem nos altares, nem são canonizados; mas que são santos; ah!: isso são!
Havia – já lá vão muitos anos, – na 1ª República, em Vila Nova de Gaia (Portugal), um homem bom. Homem rico, que por muito amar os pobres ficou pobre, por amar muito a Deus.
Era pastor anglicano. Sabia ser justo viver do altar, mas preferiu ser o altar a viver do seu trabalho e da sua grande fortuna.
Seu nome era: Diogo Cassels; mas o povo, os operários, os carenciados, por muito lhe quererem, chamavam-no, carinhosamente: o Sr. Dioguinho.
Dioguinho, junto com as tarefas pastorais, mantinha: escola – para educar os meninos cristãmente; – e, a “ Sopa dos Pobres” – para alimentar os que tinham fome.
Portugal, naquele tempo, estava atulhado em terríveis dívidas. Havia desemprego generalizado, e os que trabalhavam, mal granjeavam para sustento dos filhos.
Como cristão, como sacerdote temente a Deus, sentia obrigação: de cuidar, de zelar, de amenizar, o sofrimento dos operários; e pobreza envergonhada – que sempre atinge a classe média, em anos de crise.
Todos os meses, o bom homem, ia de porta em porta, pelas casas inglesas – o Sr. Dioguinho era britânico, – e pedia…tornava a pedir… rogava, suplicando, contributo para a “ Sopa dos Pobres”; porque, o que possuía, da sua grande fortuna, já não bastava para acudir a tanta necessidade.
Certa ocasião, as casas de pasto, as mercearias, que lhe forneciam os alimentos, disseram-lhe, perentoriamente: “ Ou paga o que nos deve, ou nada mais haverá fiado! …”
Dioguinho levou as mãos à cabeça, desesperado. Aflito, atormentado, recorreu a amigos. Calcorreou as firmas de origem inglesa, da baixa portuense; bateu à porta da colónia inglesa, e arrecadou substancial quantia… Assim supunha.
Regressou radiante. Contou e recontou o dinheiro recebido. Fez contas e mais contas… Fez cálculos e mais cálculos… mas nada: faltavam cinco contos para saldar a divida aos fornecedores…
- “ Os necessitados ficarão sem a “ Sopa dos Pobres.” - Pensou.
Nervoso, mordendo os lábios ressequidos, procurou descortinar amigo, que lhe acudisse a tal aperto. Mas as diligências foram em vão.
Só Deus o poderia ajudar. Mas seria ele merecedor de tal auxílio? …
Dirigiu-se, estonteado, à capela; pelo caminho, encontrou a Bertinha – mocinha que lhe servia de secretária, – agarrou-a com ansiedade, pelo braço, e, numa súplica, disse-lhe:
- “ Peço-te, menina, um grande favor: Vem comigo à capela, orar a Deus, para que me acuda! …”
No dia seguinte, pela manhã. Manhã luminosa, cheia de Sol, chegou o carteiro. Entre a correspondência vinha uma…que incluía cheque no valor de cinco contos!
Junto, trazia bilhete: “ Sei que veio procurar-me, para acudir os seus pobres. Não estava; mas ai vai “isso”, para ajudar.”
Após o almoço o Sr. Dioguinho, agradecendo a Deus, dirigiu-se ao Banco de Londres, para receber o dinheiro.
Mal lhe entregaram os cinco mil escudos, o rosto desfigurou-se de contentamento. Cambaleou. Agarrou-se ao balcão…Escorregou… e caiu. Antes de morrer, ainda teve tempo de pronunciar:
- “ Graças a Deus! Os pobres não passaram fome! …”
Assim morreu o pastor, o santo, que tudo doou aos pobres. O sacerdote, que sendo rico, se tornou pobre, para que os pobres fossem menos pobres.
Também há santos nas Igrejas Evangélicas! …

Humberto Pinho da Silva, nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA.Foi redactor do jornal: “Notícias de Gaia"” e actualmente é o responsável pelo blogue luso-brasileiro: " PAZ".

DEZEMBRO

Por: Maria da Conceição Marques
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas..."
Foto-98 Dezembros na vida da minha mãe.
No turbilhão de Dezembro,
Acendi uma fogueira.
Aqueci o frio e o gelo,
nas cinzas de uma lareira.
Pintei o sol de vermelho
Desenhei na lua janelas
Varandas da cor do céu
Para que a paz entrasse por elas.
Pintei o mundo de cores 
Pintei árvores e amores
Pintei a manta também
Pintei guerras e batalhas
Meti tudo no mesmo ventre,
No ventre da mesma mãe! 
No turbilhão de Dezembro,
Perfumei os corações,
Enchi casas enchi mesas,
Pus de lado as tristezas
Com sonhos e ilusões!
No turbilhão de Dezembro
Desenhei no céu corações. 
Levantei uma varinha mágica 
Espalhei amor e paixões!
Em campos de batalha,
Em buracos e trincheiras.
cavei labirintos de flores!
Para unir o planeta
Deitar abaixo fronteiras. 
No turbilhão de Dezembro…
Em jardins e paraísos 
Semeei beijos e abraços
Fiz presentes em cartão
Atei-os com estrelas e laços
Em nós feitos de braços.
Unidos num só coração...

Maria da Conceição Marques, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.


Participei nas colectâneas:
POEMA-ME
POETAS DE HOJE
SONS DE POETAS
A LAGOA E A POESIA
A LAGOA O MAR E EU
PALAVRAS DE VELUDO
APENAS SAUDADE
UM GRITO À POBREZA
CONTAS-ME UMA HISTÓRIA
RETRATO DE MIM.
ECLÉTICA I
ECLÉTICA II
5 SENTIDOS
REUNIR ESCRITAS É POSSÍVEL – Projecto da Academia de Letras Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina
Livros editados:
-O ROSEIRAL DOS SENTIDOS
-SUSPIROS LUNARES
-DELÍRIOS DE UMA PAIXÃO
-ENTRE CÉU E O MAR
-UMA ETERNA MARGARIDA

“Humor a Bordo”, no Auditório Paulo Quintela

Feira das Artes, Sabores e Ofícios, em Vimioso de 14 a 16 de dezembro

A Feira das Artes, Sabores e Ofícios, que se realiza em Vimioso de 14 a 16 de dezembro, promete uma nova componente ligada à gastronomia local, com a realização pela primeira vez da Festa da Posta Mirandesa.

"Como esta feira tem uma forte componente gastronómica, não podíamos deixar de incluir um produto de excelência como é a carne mirandesa, que é embalada e colocada no mercado, a partir de uma unidade industrial instalada em Vimioso", explicou à agência Lusa o presidente da câmara, Jorge Fidalgo.

Para o autarca, além dos enchidos e da doçaria tradicional, a posta é um dos "ex-líbris" da gastronomia do Nordeste Transmontano, que é conhecida dentro e fora do país.

" A ideia passa por dar a oportunidade às pessoas de degustarem uma posta à mirandesa no local onde é transformada", vincou.

No interior do recinto da Feira das Artes, Sabores e Ofícios será instalado um restaurante que apenas servirá posta à mirandesa.

Este certame, que vai já na sua 19.ª edição, junta cerca de sete dezenas de expositores, numa iniciativa que a autarquia local descreve como um "pilar" da economia local.

"Em concelhos como o de Vimioso é importante dar a conhecer todo o seu potencial agropecuário e gastronómico, apostando sempre na qualidade na excelência do que a terra produz", acrescentou Jorge Fidalgo.

É um contributo para o fomento da economia local, numa altura em que, segundo a organização, "muitos vimiosenses que estão ausentes regressam à sua terra de origem, o que leva a que a hotelaria da vila esgote havendo mesmo recursos a unidades de fora do concelho".

Beneficiando do facto de Vimioso ser um concelho fronteiriço, o certame atrai igualmente muitos espanhóis.

"Continuamos a valorizar o nosso artesanato [cestaria, artefactos em cobre, tapeçaria e alforges], tudo feito à mão, o que mostra a nossa arte secular", referiu ainda o autarca.

Para além da componente comercial, o certame conta com animação musical e tem um programa de atividades paralelo, que inclui uma montaria ao javali e um passeio todo-o-terreno, agendados para o dia 15.

O dia 16 fica reservado para um passeio BTT "Pelos Vales de Vimioso" e para o VI Festival de Folclore da Castanha.

Agência Lusa

sábado, 1 de dezembro de 2018

Projeto mineiro de Moncorvo: cinco alertas vermelhos

Não parece aceitável que o Estado possa vir a envolver-se no apoio ao financiamento deste projeto, pois será alta a probabilidade de vir a recair sobre os contribuintes o custo do seu insucesso.

O Projeto de Reativação das Minas de Ferro de Moncorvo (Projeto) foi notícia no final de 2011, aquando da manifestação de interesse de participação por parte da multinacional australiana Rio Tinto Zinc — RTZ e, mais tarde, em 2015 e 2016, no contexto da aprovação do estudo de impacto ambiental (EIA) e da assinatura de um contrato de concessão por um período de 30 a 60 anos.

Um observador externo interessado pôde acompanhar o seguimento do projeto com base em informação e documentação técnica publicada pela administração pública ao longo de todo o processo, no site da concessionária e nos órgãos de comunicação social. Por outro lado, o autor tem conhecimento dos antecedentes deste projeto, recolhidas no período em que integrou o CG da extinta Ferrominas EP.

Mesmo reconhecendo a limitação do não conhecimento de totalidade da documentação produzida, foi possível elencar um conjunto de cinco “alertas vermelhos” que lançam dúvidas sobre os pressupostos, os resultados e a fiabilidade global do projeto, tal como tem vindo a ser apresentado. O autor tomou a iniciativa de, anteriormente, fazer diligências junto do poder político sobre as conclusões a que chegou sem que daí tenha resultado qualquer efeito prático. O projeto em causa está agora para decisão final no âmbito da Secretaria de Estado da Energia.

Alerta Vermelho 1 

O projeto inicia-se num período em que se verificou uma procura muito significativa de minérios de ferro por parte da China, com consequente aumento nas cotações e uma corrida dos grandes atores mundiais pelo controlo de novos recursos. As jazidas de Moncorvo aparecem integradas nesse contexto através de uma pequena empresa portuguesa — MTI-Ferro de Moncorvo, SA — que, tendo obtido em 2008 um contrato de prospeção e pesquisa, já propõe no final de 2011 ao Grupo RTZ um projeto de grandes dimensões com vista à produção de 16 milhões de toneladas anuais de um “superconcentrado de ferro” para fins siderúrgicos em condições concorrenciais com as grandes empresas que dominam o abastecimento do setor siderúrgico europeu e mundial. Neste contexto, o projeto terá suscitado a atenção do Governo, tendo sido fortemente apoiado e promovido pelo Ministério da Economia para ser posteriormente abandonado por desinteresse daquele grupo internacional. Não haveria razões para referir este facto não fora a falta de informação sobre o assunto, não só sobre o suporte técnico-económico que terá justificado tão enérgico envolvimento político de apoio por parte do Governo como dos motivos do sequente desfecho negativo.

Alerta Vermelho 2

O primeiro formato de projeto adotado pela concessionária em 2011 referia a produção de cinco milhões de ton/ano de um superconcentrado a partir do jazigo de Mua (o único estudado em detalhe suficiente) para em 2012 elevar o seu objetivo para 16 milhões aquando das negociações com o Grupo RTZ. Na versão definitiva do projeto de 2015, e do correspondente EIA em relação ao qual foi emitida a declaração de conformidade, ocorre uma alteração radical do projeto: a exploração de Mua é abandonada e a produção é agora limitada a uma média anual de um milhão de ton/ano de um “mix” de concentrado de baixa qualidade para uso siderúrgico e de um inerte para obras marítimas durante os cinco anos iniciais, passando então para o nível de cruzeiro de 2,2 milhões de superconcentrados. A produção será feita inicialmente a partir de um pequeno depósito eluvial e depois com minério de outras jazidas da serra de Reboredo que, por ainda mal avaliadas, não poderão suportar as conclusões apresentadas. Após um percurso tão errático, por motivos próprios e alheios, os pressupostos iniciais foram completamente anulados e os resultados finais são incoerentes face à realidade a que se chegou.

Alerta Vermelho 3

O sistema logístico adotado pela concessionária para o transporte de 2,4 milhões de ton/anos de concentrado (material extremamente fino e que é mantido húmido em todo o ciclo de transporte), desde a mina até aos porões de navios graneleiros no Porto de Leixões, propõe utilizar pacotões com capacidade para 2,5 ton. O transporte de todos esses pacotões pelas vias rodoviária/ferroviária conduzirá a um tráfego sobre as vias de mais de 250 camiões/dia em cada sentido, atingindo um valor próximo do seu limite de saturação. Parece evidente que a solução prevê que os pacotões sejam descarregados para áreas de armazenamento do Porto de Leixões, sendo a partir daqui desconhecidas as soluções a utilizar dentro do terrapleno portuário até à carga em navio, não obstante a complexidade envolvida na qual são de prever impactos operacionais, financeiros e ambientais relevantes não quantificados.

Alerta Vermelho 4

Os procedimentos no contexto ambiental iniciaram-se com a apresentação de duas sucessivas propostas de definição de âmbito, ambas rejeitadas pela APA, a que se seguiu em meados de 2014 a apresentação de uma versão completa do EIA do projeto, em nove volumes. A decisão da APA foi de novo negativa e acompanhada por um longo parecer que evidenciava os erros e as carências do documento apresentado, pelo que só após uma drástica revisão do conceito foi emitida no ano seguinte a conformidade final. Ficou então claro que a exploração da jazida de Mua estava definitivamente afastada e assim destruídos tanto os pressupostos essenciais contidos no contrato inicial como a consequente valia técnica e patrimonial da concessão.

Alerta Vermelho 5

O argumento comercial apresentado pela concessionária, essencial para a justificação económica do projeto, foi o da fácil colocação no “carente” mercado europeu de um “concentrado de alta qualidade”, não tendo qualquer dos argumentos sido sujeito a uma validação confiável. Por outro lado, a solução de operação intercalar prevê a produção de um “mix” de produtos atípicos e que não mereceu referência a qualquer investigação comercial relativamente a mercados, preços e quantidades, não obstante a importância que tem nas conclusões do estudo económico. Aliás, o estudo económico refere uma TIR de 47%, valor que qualquer economista de empresa considerará surpreendente, quiçá inverosímil.

Com base nestes cinco alertas vermelhos, não parece ao autor aceitável que o Estado possa vir a envolver-se no apoio ao financiamento deste projeto (a solo e/ou no contexto da UE) sem proceder a uma auditoria técnico-comercial-económica complementar, pois, a prosseguir tal como tem sido apresentado, será alta a probabilidade de vir a recair sobre os contribuintes portugueses (e dos outros países europeus) o custo do seu insucesso.

Como cidadão e como profissional, sinto--me no dever de expressar esta opinião, endereçando a quantos possam ainda suscitar uma reanálise deste projeto — políticos e/ou estruturas da administração pública — o pedido de uma ação esclarecedora urgente.



António Santiago Baptista
Jornal Público

Misericórdia de Mogadouro acompanha cada vez mais casos de demência

Num ano o Projecto de Apoio Domiciliário à Demência duplicou número de doentes que se propôs cuidar. Há mais de 90 novos doentes sinalizados.
Rui Gaudêncio

Um relatório do Projecto de Apoio Domiciliário à Demência (PADD), da responsabilidade da Misericórdia de Mogadouro, revela que em um ano viu duplicar o número de doentes que se propôs a cuidar.

Para a neurologista Purificação Ortiz, com o aumento da esperança média de vida do ser humano os casos de demência também vão aumentando. "Um dos maiores desafios é cuidar deste tipo de doentes quando a patologia se encontra em fase já mais avançada. Esta situação coloca à prova os conhecimentos dos cuidadores com este tipo de doentes a seu cargo", vincou a médica especialista.

Quando há suspeitas da existência de sintomas da doença, como a perda de memória, desorientação ou confusão com as coisas simples do dia, essas pessoas são encaminhadas para esta equipa, que percorre um concelho com 756 quilómetros quadrados e uma população bastante envelhecida.

O PADD envolve as cerca de seis dezenas de utentes que são apoiados por uma equipa multidisciplinar de profissionais de saúde e que vão desde a neurologia, passando pela psicologia clínica ou a enfermagem, entre outros.

Segundo os dados fornecidos no relatório, o PADD tem mais 91 novos doentes sinalizados, aos quais se juntam mais 76 pessoas que são já acompanhadas pela equipa por apresentarem alguns sinais característicos da demência.

A psicóloga clínica Tânia Silva, que integra este projecto, disse que, com o aparecimento da equipa e com as acções de sensibilização que têm sido feitas em todo o concelho, as pessoas mostram-se mais atentas para os sintomas da doença.

"As pessoas, como estão mais informadas, têm a tendência em nos informar com mais antecedência ou a falar do assunto com os médicos de família. Estas atitudes fazem com que os cuidadores tenham acesso mais rápido aos cuidados especializados" enfatizou a técnica.

Esta equipa, que está no terreno há pouco mais de um ano, tem sinalizado mais doentes portadores de demência devido às acções de sensibilização que realizam.

"Esta situação é por nós notada com o passar dos meses, em que vemos uma população muito isolada, não só pelas distâncias, mas igualmente por estarem sós", observou.

Tânia Silva garante que, com a presença no terreno desta equipa multidisciplinar, os idosos não estão isolados, havendo uma sensação de segurança por parte desta faixa etária.

"Não somos um serviço de urgência. Porém, somos muitas vezes solicitados para atender a situações de crise provocadas pela demência", frisou.

A demência é caracterizada por uma perda progressiva e irreversível das funções intelectuais, como alteração de memória, raciocínio e linguagem e perda da capacidade de realizar movimentos e de reconhecer ou identificar objectos.

Segundo os especialistas, a doença ocorre com maior frequência a partir dos 65 anos e é uma das principais causas de incapacidade em idosos.

"O projecto tem a grande finalidade de atrasar o avançar da doença, através de um diagnóstico precoce que permita uma actuação atempada, diminuindo a evolução da doença, permitindo uma melhoria na qualidade de vida aos doentes e dos seus cuidadores adiantado a sua institucionalização", frisou o provedor da Misericórdia de Mogadouro, João Henriques.

O responsável destacou ainda o número de quilómetros percorridos em todo o concelho pela equipa do PADD, que ultrapassa os 14 mil, o que, em seu entender, se pode traduzir numa poupança de recursos, já que os doentes não têm de se deslocar aos hospitais centrais ou regionais para obter ajuda especializada nesta doença.

O Apoio Domiciliário à Demência tem ainda mais um ano pela frente, sendo investidos no projecto cerca de 140 mil euros provenientes do Programa Operacional de Inclusão Social e mais 60 mil euros do município de Mogadouro.

Agência Lusa

Os maiores coleccionadores de Lego de Bragança construíram uma “cidade Natal”

Foram precisas 400 mil peças de Lego de duas gerações diferentes de coleccionadores para montar uma "cidade Natal", no Mercado Municipal de Bragança. Pode ser vista a partir de 1 de Dezembro, no sábado.
Parte da  cidade - Fernando Pimparel

A "cidade Natal em Lego", construída com quase 400 mil peças de duas gerações de coleccionadores, é uma das atracções das festividades natalícias de Bragança.

O mundo imaginário está pronto para ser visitado a partir de sábado, 1 de Dezembro, no Mercado Municipal de Bragança. A exposição pode ser vista todos os sábados até aos Reis, integrada no programa do evento Bragança Terra Natal e de Sonhos.

A paixão pelos Legos contagiou em criança Fernando Pimparel, agora com 48 anos, que passou o entusiasmo à filha Maria João, de 12 anos, e que o juntou a Miguel Miranda, que aos dez anos conquistou o título de legoman, tal é a colecção de peças. Miguel já fez uma exposição no Museu Terras de Miranda, em Miranda do Douro. Pimparel já tinha recebido convites para expor as suas construções noutras zonas do país, mas resolveu esperar para se estrear na cidade natal, Bragança, e a oportunidade surgiu este Natal.

Os três foram convidados pela Câmara para mostrar as suas criações e, em duas semanas, instalaram apenas uma amostra do que têm acumulado. Com quase 400 mil peças construíram uma cidade ideal, onde não falta nada: desde a livraria ao hospital, cabeleireiro, cinema, shopping, o comboio que não há em Bragança, avião, espaços verdes, diversões.

Acrescentaram-lhe uma vila Natal com as atracções da quadra, onde sobressai a roda gigante, a preferida de Miguel que levou também réplicas de modelos de carros emblemáticos e dos edifícios mais conhecidos do mundo, desde a Casa Branca à Torre Eiffel. Nas construções não faltam pormenores: desde a mobília nas casas, aos motores nos automóveis ou a lancheira na bagagem para um piquenique.

Os animais e os bonecos "da cabeça quadrada" são os que Maria João mais gosta de construir, além de casas, a preferência também do pai Pimparel, que fotografa moradias reais para replicar em lego. E é um edifício, que também está exposto, o preferido de Pimparel por uma questão sentimental. Construiu com Legos a Casa do Trabalho de Bragança, a instituição para crianças e jovens que acolheu e onde trabalha há 25 anos.

Para quem vê estas construções, tudo parece pequeno, mas é de grandezas que são feitas estas obras daqueles que são os maiores coleccionadores de Legos de Bragança — horas incontáveis de trabalho com este brinquedo "dispendioso", que não conseguem traduzir em investimento.

"Cada pecinha custa dez a 12 cêntimos", contou à Lusa Pimparel, ao mesmo tempo que aponta para alguns exemplares desta exposição. Um comboio ficou em 120 euros, um hospital em 100 euros, o edifício do teatro em 150 euros, um barco 200 euros e numa moradia foram gastos quase 300 euros.

Entre todos, a expectativa é agora ver a reacção da comunidade com quem decidiram partilhar esta paixão, que despertou cedo nos três. Aos seis anos, a mãe ofereceu uma caixa de Legos a Fernando Pimparel e, desde então, brinquedos ou presentes são "sempre Lego, Lego, Lego".

Continua a juntar peças e guarda as que recebeu desde criança "tudo bem cuidadinho", em vitrinas, por causa do pó, num compartimento em casa exclusivamente para ter as peças expostas. As dele e as da filha, que cedo começou a fazer construções com o pai. Não consegue precisar quantos Legos tem: "Sei que tenho cerca de meio milhão de peças, a passar."

Começou a construir seguindo as instruções de manuais e depois passou a transformar as peças naquilo que imagina. "Isso é o que é o interessante do Lego: podermos fazer aquilo que a nossa imaginação nos permitir fazer", sustentou.

"Nunca pensei ter assim tantos Legos com esta idade e espero continuar", diz por sua vez Miguel, agora com dez anos, que fez a primeira construção com dois. Tudo começou numa espera hospitalar por uma cirurgia a que a mãe foi sujeita. Para passar o tempo, o pai comprou um lego num quiosque e o Miguel começou a montar. Achou piada: "É divertido construir e bonito de se ver." Tem muitos Legos em casa, não sabe bem quantos. "São muitos, que eu já perdi a conta", resumiu. "Esta vai ser a minha segunda [exposição], era o meu sonho fazer aqui (em Bragança) uma exposição com o Pimparel, que é o meu amigo", contou à Lusa.

Os Legos são muito mais do que brinquedos, para ele. Para ele são amigos, uma família que espalhada por toda a casa. Além de ajudar "a melhorar o cérebro, a sonhar, os Legos são divertidos", garante.

Agência Lusa com P3

Alfândega da Fé entre os 7 municípios mais sustentáveis do país

Autarquia foi distinguida pelo 4º ano consecutivo posicionando-se como um dos 7 Municípios mais sustentáveis do país segundo a Associação Bandeira Azul da Europa.
Com uma classificação superior a 80%, Alfândega da Fé situa-se este ano no escalão máximo do índice Eco XXI. Um marco que consolida a posição da autarquia como uma das mais sustentáveis do país e lhe garante a atribuição da Bandeira Verde Eco XXI pelo 4º ano consecutivo. Para a autarquia alfandeguense esta distinção é o reflexo do trabalho contínuo da equipa municipal na melhoria do seu desempenho na área da sustentabilidade.

O galardão ECO XXI é atribuído pela Associação Bandeira Azul da Europa, com base na avaliação de 21 indicadores de sustentabilidade local, reconhecendo como eco municípios aqueles que demonstrem a implementação de boas práticas nas áreas relacionadas com a educação ambiental para o desenvolvimento sustentável, sociedade civil, instituições, conservação da natureza, mobilidade, ruído, agricultura, turismo, ordenamento do território, entre outros.

Recorde-se que Alfândega da Fé é um eco município desde 2015, ano em que se candidatou pela 1º vez. Para se alcançar a distinção de eco município é necessário obter um índice de avaliação igual ou superior a 50% sendo que os municípios classificados acima dos 80% atingem o escalão máximo da sustentabilidade.

É o caso do Município de Alfândega da Fé que, juntamente com Águeda, Guimarães, Loulé, Loures, Lousã e Pombal obtiveram esta classificação.

A entrega dos galardões decorreu no dia 29 de Novembro, em Estarreja, onde foram conhecidos os resultados de todas as candidaturas à edição ECO XXI 2018 e entregues as bandeiras verdes aos municípios vencedores.

in:noticiasdonordeste.pt

Associação de Estudantes da Escola Superior Agrária de Bragança promove mais uma Praxe Solidária

A Associação de Estudantes da Escola Superior Agrária vai realizar uma recolha de alimentos não perecíveis, no dia 5 de dezembro, das 11h as 21h nos hipermercados Pingo Doce, Intermaché, Delícias, Meu Super e Mini-preço.
A ideia surgiu a partir de uma reflexão entre alunos, “que se predisponham a desenvolver tarefas com o fim último de incrementar ações no sentido de prestar um serviço para além de cívico, acima de tudo humanitário”, refer uma nota de imprensa desta associação estundantil. 

A iniciativa já foi realizada em anos anteriores pela Associação de Estudantes da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança, justificando-se a sua realização, segundo os jovens estudantes, porque “existe cada vez mais, a necessidade de interajuda e com este simples e singelo gesto tenta a Associação de Estudante e os Alunos da Escola Superior Agrária, contribuir um pouco para a ajuda e melhoria do próximo”.

Já foi protocolado com os Serviços de Ação Social do Instituto Politécnico de Bragança apoio logístico para a receção dos géneros recolhidos, que posteriormente serão entregues a alunos desfavorecidos.

in:noticiasdonordeste.pt

Brigantinos já podem voltar a ajudar a comunidade com presentes solidários

O projeto “Sementes com Vida” da Azimute – Associação de Desportos de Aventura, Juventude e Ambiente ganhou uma nova vida este ano, ao receber um apoio de 15.595€, depois de ter sido um dos projetos vencedores do concurso Donativo Missão Continente.
Com este valor, a Azimute foi capaz de recolher, catalogar e preservar sementes nativas com ajuda de idosos de quatro aldeias e de promover ações de sensibilização nas escolas, sensibilizando toda a comunidade para a importância de preservar e propagar as sementes nativas em prol de uma alimentação saudável. 

O apoio financeiro só foi possível graças ao sucesso da venda de presentes solidários, disponíveis em todas as lojas Continente, e que permitiram angariar 330.000€, distribuídos por 22 projetos em todo o país. 

Este natal, voltam a estar disponíveis nas lojas do distrito de Bragança, caixas de bombons e canecas e por cada artigo vendido, 1€ reverte a favor dos projetos vencedores da edição 2018/2019. Os presentes solidários são, assim, uma ótima prenda de natal para oferecer aos amigos e família, servindo ao mesmo tempo para financiar os projetos selecionados, entre os quais poderá estar uma iniciativa do distrito de Bragança.

O Donativo Missão Continente é um concurso que visa financiar as melhores ideias nas áreas da alimentação saudável, desperdício alimentar e inclusão social.

in:noticiasdonordeste.pt

Grupo de cidadãos de Bragança quer travar obras na João da Cruz com providência cautelar

Um grupo de cidadãos vai avançar com uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela para impedir que o município de Bragança avance com o projecto de requalificação da Avenida João da Cruz.
A intenção foi comunicada esta sexta-feira à Assembleia Municipal pelo advogado brigantino, Guedes de Almeida, que referiu que a intervenção "é um atentado à histórica e principal" artéria desta cidade. 

Em causa está um projecto que prevê a criação de uma ciclovia. Para já, o grupo de cidadãos está a recolher assinaturas para avançar para a via judicial.

Sobre o assunto, o autarca de Bragança, Hernâni Dias, disse que "é uma afirmação descabida e sem nexo", porque quando se apresentaram publicamente os projectos de requalificação das Avenidas João da Cruz e Sá Carneiro "quem quis deu a sua opinião".

Glória Lopes
in:mdb.pt

Betânia é o primeiro lar de Bragança com desfibrilhador e pessoal formado

A Fundação Betânia, que acolhe idosos, é a primeira Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) do distrito de Bragança a instalar um desfibrilhador automático com pessoal formado para acudir a emergências de paragens cardiorrespiratórias, divulgou hoje aquela entidade.
O distrito de Bragança está entre os que a nível nacional menor adesão têm tido ao programa lançado pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), em 2009, para incentivar a instalação de Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE) em espaços público com muito movimento, delegando nos leigos um ato médico que pode salvar vidas.

Para os leigos puderem usar o desfibrilhador têm de ter formação certificada e só podem fazê-lo mediante uma licença atribuída pelo INEM, um processo que a Fundação Betânia de Bragança começou hoje a preparar.

Como disse à Lusa a diretora, Paula Pimentel, um grupo de 20 colaboradores, entre ajudantes de ação direta, responsáveis técnicos e equipa de enfermagem, começaram hoje a formação, dividida em dois dias e certificada pela American Heart Association, uma associação reconhecida internacionalmente nesta área.

A instituição de Bragança está a investir "cerca de quatro mil euros" na formação dos colaboradores e no equipamento e espera ter o processo concluído e obter o licenciamento no início de dezembro.

Por esta estrutura residencial para idosos, como agora são chamados os lares, passam por semana "cerca de quatro mil pessoas", entre utentes, colaboradores, familiares e visitas.

A Fundação Betânia será a primeira IPSS do distrito de Bragança a disponibilizar esta resposta já que, segundo dados do INEM, nesta região existem apenas cinco entidades com o programa DAE, concretamente um hipermercado (Continente), o shopping e um hotel (Ibis) na cidade de Bragança e mais duas em Mirandela e Torre de Moncorvo.

Os instrutores da formação que está a ser ministrada na instituição de Bragança, são Norberto Silva e Domingos Fernandes, dois profissionais de saúde que sublinham que "nos espaços públicos que tenham um movimento considerável de pessoas é recomendável que haja DAE".

A vantagem deste programa é treinar leigos para passarem a ter a competência para utilizar um desfibrilhador, o que numa situação de paragem cardiorrespiratória faz completamente a diferença, segundo os profissionais.

"Numa paragem cardiorrespiratória, em cerca de dez minutos, se não se fizer nada, a probabilidade de sobrevivência é próxima de zero. Tendo pessoas treinadas a probabilidade de sobrevivência pode ser superior a 60%", explicou à Lusa Norberto Silva.

A existência do equipamento e pessoal preparado para a primeira atuação até chegar o socorro, faz com que "a probabilidade de sobrevivência com qualidade de vida posterior seja significativamente superior" em relação onde não existam estes meios.

Num lar de idosos, como realçaram, as doenças associadas à idade contribuem para que haja um risco maior de morte súbita, de paragem cardiorrespiratória.

Agência Lusa

Duas bailarinas brigantinas venceram prémios em competições internacionais de danças orientais

Duas bailarinas de Bragança venceram competições internacionais de dança oriental em Portugal e Espanha. A jovem bailarina Inês Maltez, com o nome artístico de Inaya, conseguiu o 1º lugar na categoria Amador no Festival Muzalat, em Espanha. O grupo Hayati, composto pela mesma bailarina e por Kyahara Yasmin, nome artístico de Cristiana Morais, conseguiu ainda o 3º lugar na categoria de Grupos.
Para Cristiana Morais, professora de dança do ventre no Clube Académico de Bragança, foi uma participação importante quer por partilhar o palco com a filha Inês quer por representar Portugal neste festival: “quando competimos, não pensamos no prémio. Tinha uma vontade muito grande de dançar com a Inês, apesar de dançarmos há muito tempo juntas, sozinhas nunca o tínhamos feito. Portanto, o prémio tem algum significado e a partilha do palco pelas duas. O prémio foi uma mais-valia, mas não é o principal. Claro que é bom levar o nome de Portugal a Espanha, mais uma vez e tem a sua importância”.

“Não estávamos à espera de receber este prémio. Esta foi a minha primeira vez fora do país. Foi algo que não estávamos à espera e foi muito giro e interessante”, contou Inês Maltez.

Este foi o segundo prémio para o grupo este mês, que tinha já conseguido alcançar o terceiro lugar no Oriental Dance Weekend, em Lisboa.

Escrito por Brigantia

"O frio não é desculpa", iniciativa da autarquia de Alfândega da Fé para dinamizar turismo no território

No coração do nordeste transmontano, rodeada por vales e montes, há encantos e recantos para descobrir. Por isso o município de Alfândega da Fé desafia: Levanta-te do sofá e vai aonde nunca foste! Neste caso, Alfândega da Fé faz o convite para a celebração da montanha. "Por cá, há aromas, paisagens e experiências inesquecíveis. Traga a família e amigos e desfrute do melhor que a natureza tem para oferecer".
No dia 8 de dezembro “Vamos Relaxar na Montanha”. É proposto uma aula de Yoga para crianças, aberta à participação das famílias, que terá lugar no Centro de Interpretação do território (CIT). A aldeia de Sambade, situada na Serra de Bornes, empresta-nos uma envolvência natural única para relaxar com os mais novos.

Dia 9 de dezembro realiza-se o V Trail da Montanha. Com percurso pela Serra da Gouveia e sempre acompanhada pelas fantásticas paisagens dos Lagos do Sabor e do Vale da Vilariça. Uma iniciativa aberta à participação de todos que inclui também uma caminhada.

O fim de semana de 14, 15 e 16 de dezembro, é dedicado à Montanha. Assim o é no nome “Fim de Semana da Montanha”, como nas actividades preparadas para que, quem visitar Alfândega da Fé, possa aproveitar ao máximo o que a natureza oferece. Quem se aventurar vai poder participar nos workshops de sobrevivência e de orientação e navegação, nas caminhadas, mas também desfrutar de um serão transmontano à fogueira e dos repastos típicos de Trás-os-Montes.

Atividades para vivenciar a montanha não faltam, por isso aventure-se neste fim de semana da Montanha. Aventure-se em Alfândega da Fé. O frio não é desculpa!

in:noticiasdonordeste.pt

Concerto e Parada assinalam o início das festividades de Natal em Macedo de Cavaleiros

Com o acender da iluminação nas principais artérias da cidade ao final da tarde, o Município de Macedo de Cavaleiros inicia no próximo dia 01 de dezembro uma preenchida agenda natalícia, que irá contar ainda este sábado com o concerto "Clássicos de Natal", pela Orquestra Típica Albicastrense.
Concerto e Parada assinalam o início das festividades de Natal em Macedo de Cavaleiros.
No dia seguinte a animação sai às ruas centrais de Macedo, a partir das 15 horas, com a já tradicional Parada de Natal, num desfile de figuras e engenhos resgatados do imaginário natalício. Um cortejo que promete deixar um rasto de alegria e cor pelas ruas da cidade e onde pode ainda tirar uma fotografia com o Pai Natal.

O mês de dezembro conta com várias iniciativas para assinalar o Advento e a época natalícia, entre as quais se destaca o concerto com as bandas filarmónicas do concelho, que se realiza a 08 de dezembro, pelas 21h30m, no Centro Cultural. No dia seguinte, pelas 17 horas, a Igreja de São Pedro recebe o concerto "Carmina Cordis Ensemble", que irá apresentar ao público uma seleção de cânticos Marianos, juntando voz à tiorba e à viola de gamba.

Do próximo dia 10 de dezembro até 06 de janeiro de 2019 será também possível visitar a exposição de presépios de Natal. Fruto do trabalho e criatividade das associações, coletividades e da comunidade escolar, do ensino pré-escolar e do 1.º ciclo do Ensino Básico, as peças vão estar patentes no Jardim 1.º de Maio e na Praça das Eiras.

Nas próximas semanas será ainda possível participar em várias oficinas na Biblioteca Municipal de Macedo de Cavaleiros. Sempre às 14 horas, as crianças dos 6 aos 10 anos têm à sua disposição as oficinas "Reciclar para inovar" (17 de dezembro), "Vamos meditar? Ioga para crianças" (18 de dezembro), "Vamos construir um presépio" (20 de dezembro) e "Construção de adereços para selfies" (27 de dezembro). A estes eventos junta-se a Hora do Conto: A Avó Leitura e o baú das histórias...", a 19 de dezembro, também às 14 horas, na Biblioteca Municipal.

Durante o mês de dezembro a animação está de volta às ruas de Macedo de Cavaleiros. E nada melhor que um Mercado de Natal para fazer as últimas compras, ao mesmo tempo que desfruta da animação de rua no Jardim 1.º de Maio, com modelagem de balões, ilusionismo e música. 

in:noticiasdonordeste.pt

Museu do Castelo vai ser uma realidade em Torre de Moncorvo

A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo está a implementar o Museu do Castelo nas estruturas arqueológicas do castelo, no centro histórico da vila.
O Museu do Castelo faz parte de uma candidatura do Município de Torre de Moncorvo ao Programa Operacional Regional do Norte. Engloba um investimento no valor de 561 800,00€, cofinanciados em 85%.

O presente projeto pretende criar um percurso museológico que terá início pela porta da traição a que se acede através de escadas. Ao entrar no “castelo”, além de vitrines com espólio exposto e maquete do castelo, o público terá acesso a informação escrita, áudio e vídeo que dará a conhecer a evolução do castelo ao longo do tempo (sec. XII – XXI), o visitante pode ainda percorrer o troço de muralha do sec. XIII continuando até às fundações das antigas torres.

No decorrer da obra foram encontrados achados arqueológicos importantes, entre eles um balestreiro idêntico ao que está situado junto da porta da traição, a parede poente e parte da parede norte e sul da torre poente do castelo, uma estrutura em lajeado junto à torre poente e o fosso do castelo, que levaram a um estudo mais aprofundado dos achados e trabalhos adicionais que não estavam previstos em projeto.

A obra teve suspensa para readaptação do projeto às novas estruturas descobertas, tendo sido retomada e com data prevista de conclusão em 2019.

Nota de Imprensa - Luciana Raimundo