quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
Plano estratégico de mitigação das alterações climáticas no olival deve estar pronto até 2021
Nesse sentido, foi criado, o ano passado, um grupo operacional constituído pela APPITAD – Associação dos Produtores em Proteção Integrada de Trás-Os-Montes e Alto Douro – a UTAD, o IPB e outros parceiros que está a trabalhar no sentido de elaborar uma manual de boas práticas em olivais de sequeiro, predominante nesta região transmontana.
Ontem, foram avançados alguns dos resultados do primeiro ano de investigações, durante um seminário no âmbito da programação do Festival de Sabores do Azeite Novo que decorre em Mirandela.
Hoje em dia parece não haver qualquer dúvida que os tempos estão a mudar e as alterações climáticas estão visíveis até na olivicultura, diz Francisco Pavão, o presidente da APPITAD:
“Estamos a 29 de janeiro e as primeiras geadas começaram no início do mês. Tivemos um mês de novembro bastante quente e, logo ai, já notamos que o frio vem muito mais tarde e há muita pouca água.
Isto tem vindo a mudar e os agricultores cada vez mais antecipam a colheria, temos maturações mais precoces e isso tem muito a ver com as alterações climáticas, é claramente notório. Basta correr aqui a região e ver que em alguns sítios onde há 50 anos só haviam castanheiros há agora oliveiras.”
Perante esta realidade, a APPITAD decidiu reunir um conjunto de parceiros com o intuito de criar um grupo operacional para conseguir encontrar formas de ultrapassar os problemas causados pelas alterações climáticas, para que seja salvaguardada a produção e a qualidade do azeite:
“A APPITAD congregou as necessidades dos seus sócios e procurou parceiros, neste caso a UTAD e o IPB, e juntamente com os centros de gestão do Vale do Tua e com o Vimiosense, desenvolvemos este trabalho de modo a conseguir apoiar os olivicultores desta região nos efeitos das alterações climáticas que são uma realidade neste território e, como tal, temos de estar atentos e encontrar formas para mitigar esses efeitos sob a produção e a qualidade do azeite. No fim, iremos lançar um manual de boas práticas do olival de sequeiro, fazendo várias sessões de apresentação e sensibilização dos agricultores para esta região.”
Depois de um ano de trabalho, o grupo operacional está focado na gestão do solo e na recomendação de podas e produtos mais ajustadas à realidade atual, como avança Manuel Ângelo Rodrigues, do Centro de Investigação de Montanha do IPB:
“Estamos com o problema de ter pouca chuva no verão, o que significa que, em teoria, em vez de melhorar a performance, vamos perder produtividade. Isso significa que temos de ser cada vez mais eficientes no que fazemos no olival de sequeiro, e se não for para ganhar, que seja, pelo menos, para não perder competitividade e produtividade.
Estamos a centrar o nosso foco na gestão do solo, utilizando novos produtos, os condicionadores, aplicando técnicas corretas de mobilização e fertilização tradicionais, recomendando podas ajustadas à realidade atual e utilizando produtos mais ajustados. Ou seja, estamos a tentar olhar para o olival de sequeiro e conseguir um pacote de recomendações cuja eficácia esteja já cientificamente provada, para que os agricultores as possam aplicar, tirando dai as mais-valias transformadas em produtividade, em azeite e qualidade.”
E este é um trabalho que merece rasgados elogios da Diretora Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Carla Alves:
“É bom vermos o conhecimento de quem trabalhou a ser transferido para os produtores, para que eles possam fazer face a estas questões que todos os dias nos são colocadas e que têm a ver com as alterações climáticas.
Estou certa de que isto trará melhores resultados para a produção porque certamente que vão beber o conhecimento que precisam para a sua atividade.”
Este pacote de recomendações para as boas práticas em olival de sequeiro, por forma a mitigar o impacto das alterações climáticas, deve estar pronto em 2021.
INFORMAÇÃO CIR (Terra Quente FM)
Ontem, foram avançados alguns dos resultados do primeiro ano de investigações, durante um seminário no âmbito da programação do Festival de Sabores do Azeite Novo que decorre em Mirandela.
Hoje em dia parece não haver qualquer dúvida que os tempos estão a mudar e as alterações climáticas estão visíveis até na olivicultura, diz Francisco Pavão, o presidente da APPITAD:
“Estamos a 29 de janeiro e as primeiras geadas começaram no início do mês. Tivemos um mês de novembro bastante quente e, logo ai, já notamos que o frio vem muito mais tarde e há muita pouca água.
Isto tem vindo a mudar e os agricultores cada vez mais antecipam a colheria, temos maturações mais precoces e isso tem muito a ver com as alterações climáticas, é claramente notório. Basta correr aqui a região e ver que em alguns sítios onde há 50 anos só haviam castanheiros há agora oliveiras.”
Perante esta realidade, a APPITAD decidiu reunir um conjunto de parceiros com o intuito de criar um grupo operacional para conseguir encontrar formas de ultrapassar os problemas causados pelas alterações climáticas, para que seja salvaguardada a produção e a qualidade do azeite:
“A APPITAD congregou as necessidades dos seus sócios e procurou parceiros, neste caso a UTAD e o IPB, e juntamente com os centros de gestão do Vale do Tua e com o Vimiosense, desenvolvemos este trabalho de modo a conseguir apoiar os olivicultores desta região nos efeitos das alterações climáticas que são uma realidade neste território e, como tal, temos de estar atentos e encontrar formas para mitigar esses efeitos sob a produção e a qualidade do azeite. No fim, iremos lançar um manual de boas práticas do olival de sequeiro, fazendo várias sessões de apresentação e sensibilização dos agricultores para esta região.”
Depois de um ano de trabalho, o grupo operacional está focado na gestão do solo e na recomendação de podas e produtos mais ajustadas à realidade atual, como avança Manuel Ângelo Rodrigues, do Centro de Investigação de Montanha do IPB:
“Estamos com o problema de ter pouca chuva no verão, o que significa que, em teoria, em vez de melhorar a performance, vamos perder produtividade. Isso significa que temos de ser cada vez mais eficientes no que fazemos no olival de sequeiro, e se não for para ganhar, que seja, pelo menos, para não perder competitividade e produtividade.
Estamos a centrar o nosso foco na gestão do solo, utilizando novos produtos, os condicionadores, aplicando técnicas corretas de mobilização e fertilização tradicionais, recomendando podas ajustadas à realidade atual e utilizando produtos mais ajustados. Ou seja, estamos a tentar olhar para o olival de sequeiro e conseguir um pacote de recomendações cuja eficácia esteja já cientificamente provada, para que os agricultores as possam aplicar, tirando dai as mais-valias transformadas em produtividade, em azeite e qualidade.”
E este é um trabalho que merece rasgados elogios da Diretora Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Carla Alves:
“É bom vermos o conhecimento de quem trabalhou a ser transferido para os produtores, para que eles possam fazer face a estas questões que todos os dias nos são colocadas e que têm a ver com as alterações climáticas.
Estou certa de que isto trará melhores resultados para a produção porque certamente que vão beber o conhecimento que precisam para a sua atividade.”
Este pacote de recomendações para as boas práticas em olival de sequeiro, por forma a mitigar o impacto das alterações climáticas, deve estar pronto em 2021.
INFORMAÇÃO CIR (Terra Quente FM)
2° SESSÃO DAS JORNADAS CULTURAIS FESTIVIDADES DO ENTRUDO
Organizada pela Progestur Cultura, a 2° sessão das "Jornadas Culturais | Porque se Fazem as Festas?" está marcada para esta semana no Município de Macedo de Cavaleiros!
Em contagem decrescente para o período do Entrudo, é tempo de falar sobre estas celebrações e conhecer a importância e o valor destes rituais ancestrais.
Sinta-se oficialmente convidado/a para este debate que, à semelhança da primeira sessão, irá contar com dois painéis de oradores. Contamos consigo, dia 2 de fevereiro, pelas 15h00, na Casa do Careto em Podence, Macedo de Cavaleiros.
Em contagem decrescente para o período do Entrudo, é tempo de falar sobre estas celebrações e conhecer a importância e o valor destes rituais ancestrais.
Sinta-se oficialmente convidado/a para este debate que, à semelhança da primeira sessão, irá contar com dois painéis de oradores. Contamos consigo, dia 2 de fevereiro, pelas 15h00, na Casa do Careto em Podence, Macedo de Cavaleiros.
Identidades que se comem - Da rusticidade alheireira à intimista Lhéngua Mirandesa, de António Manuel Monteiro.
A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e a Âncora Editora têm o prazer de a/o convidar para a apresentação do livro Identidades que se comem - Da rusticidade alheireira à intimista Lhéngua Mirandesa, de António Manuel Monteiro.
A sessão, que se enquadra nas Festividades da Amendoeira em Flor, realiza-se no próximo dia 9 de Fevereiro, sábado, pelas 15:00 horas, na Biblioteca Municipal, Largo Dr. Campos Monteiro, Torre de Moncorvo.
A sessão, que se enquadra nas Festividades da Amendoeira em Flor, realiza-se no próximo dia 9 de Fevereiro, sábado, pelas 15:00 horas, na Biblioteca Municipal, Largo Dr. Campos Monteiro, Torre de Moncorvo.
O livro Infantil como ferramenta de apoio à Educação Ambiental
Ação de curta duração creditada para professores pela Ordem dos Biólogos
Apresentação:
Esta formação apresenta como lema central usar o livro infantil de cariz científico como ferramenta de apoio à educação ambiental. Pretende ainda dar a conhecer a fauna e flora, nomeadamente as espécies autóctones, e outras que, não o sendo, ocorrem em território nacional. A falta de conhecimento da fauna e flora nacionais constitui uma lacuna da nossa sociedade, havendo um grande desconhecimento da população sobre as espécies locais identificando com mais facilidade espécies exóticas. Cada vez mais o chavão “como gostar e proteger o que não se conhece?” faz mais sentido. A utilização de obras que apresentam o carvalhal e a floresta autóctone como uma história infantil pode, ainda, servir de mote para a aprendizagem fora de portas com práticas que quase sempre motivam os alunos e promovem o desenvolvimento de competências: observação, registo, manuseamento e recolha de espécimes e até contemplação.
Se pretender a acreditação deve preencher a sua inscrição no seguinte formulário: https://bit.ly/2MwPYUX
Se não pretender a acreditação, preencha o formulário indicado no separador "Bilhetes"
Programa:
16 De Fevereiro – Parque Ibérico de Natureza e Aventura
14:00h Formação: “O livro infantil como ferramenta de apoio à Educação Ambiental”
. Formadores: Carla Lopes, Celestina Ançã, Mónica Maia-Mendes
16:30h Dinâmicas de grupo no âmbito da narração de contos em educação ambiental
. Formadora: Alexandra Vaz
. Duração - 3 a 4 horas
. Público-alvo – docentes do preparatório, primeiro ciclo e 2º ciclo com interesse em temáticas ambientais.
17 De Fevereiro - Parque Ibérico de Natureza e Aventura
10:30 h Faz de conto lá fora! Histórias, lenga lengas, adivinhas e outras surpresas que nos fazem brincar, sonhar, refletir e aprender. “Era uma vez um menino que crescia encolhido … que forma estranha de se crescer não acham?” Um Faz de Conto sobre o ambiente e o que podemos ainda fazer por ele, um Faz de Conto lá fora!
Dinamização: Alexandra Vaz
. Duração – 1h 30m
. Público-Alvo – docentes do preparatório, primeiro ciclo e 2º ciclo com interesse em temáticas ambientais, famílias, público em geral.
Apresentação:
Esta formação apresenta como lema central usar o livro infantil de cariz científico como ferramenta de apoio à educação ambiental. Pretende ainda dar a conhecer a fauna e flora, nomeadamente as espécies autóctones, e outras que, não o sendo, ocorrem em território nacional. A falta de conhecimento da fauna e flora nacionais constitui uma lacuna da nossa sociedade, havendo um grande desconhecimento da população sobre as espécies locais identificando com mais facilidade espécies exóticas. Cada vez mais o chavão “como gostar e proteger o que não se conhece?” faz mais sentido. A utilização de obras que apresentam o carvalhal e a floresta autóctone como uma história infantil pode, ainda, servir de mote para a aprendizagem fora de portas com práticas que quase sempre motivam os alunos e promovem o desenvolvimento de competências: observação, registo, manuseamento e recolha de espécimes e até contemplação.
Se pretender a acreditação deve preencher a sua inscrição no seguinte formulário: https://bit.ly/2MwPYUX
Se não pretender a acreditação, preencha o formulário indicado no separador "Bilhetes"
Programa:
16 De Fevereiro – Parque Ibérico de Natureza e Aventura
14:00h Formação: “O livro infantil como ferramenta de apoio à Educação Ambiental”
. Formadores: Carla Lopes, Celestina Ançã, Mónica Maia-Mendes
16:30h Dinâmicas de grupo no âmbito da narração de contos em educação ambiental
. Formadora: Alexandra Vaz
. Duração - 3 a 4 horas
. Público-alvo – docentes do preparatório, primeiro ciclo e 2º ciclo com interesse em temáticas ambientais.
17 De Fevereiro - Parque Ibérico de Natureza e Aventura
10:30 h Faz de conto lá fora! Histórias, lenga lengas, adivinhas e outras surpresas que nos fazem brincar, sonhar, refletir e aprender. “Era uma vez um menino que crescia encolhido … que forma estranha de se crescer não acham?” Um Faz de Conto sobre o ambiente e o que podemos ainda fazer por ele, um Faz de Conto lá fora!
Dinamização: Alexandra Vaz
. Duração – 1h 30m
. Público-Alvo – docentes do preparatório, primeiro ciclo e 2º ciclo com interesse em temáticas ambientais, famílias, público em geral.
Verde e ar puro
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| Serra do Marão |
–Quando quiser, é só apitar.
Apitei. O telefone não dá apenas chatices, sendo a chatice-mor as contas galopantes: dá também para combinar uns petiscos em tarde azul. A minha cara-metade a acompanhar-me no bolinhas, não vá um tipo tresmalhar-se nos regalos e na pingoleta. Já ao curvetear no Espinheiro, em terras marónicas de Candemil, o verde-terra me acariciou. E na rampinha do restaurante o casal Miranda a receber-nos de braços abertos. Dos sinceros, não dos parlamentares, ainda que estivéssemos na celeste parvónia do eloquente António Cândido, deputado dos quatro costados.
Ela um sorriso permanente, a querer dizer-me que as professoras da primária só assim é que vão lá; ele, também professor, um rapagão musculoso a quem já vi, numa festa de jogos populares, levantar pela argolinha da praxe uma pedra de cento e vinte quilos, tendo-a suspensa, com um garbo e pêras, durante oito segundos e meio.
– Pensei que era em casa de vocês.
– Ora, aqui a dona Ondina Cerqueira é que sabe.
Entrámos no Restaurante Marão e espreitei a cozinha: um odor de coisas que estrelejavam e donde fluía a vozinha perfumada de giestas e rosmaninho. Estou coa minha gente – pensei.
– Um copo de verdinho, já?
– Quatro, pois.
O salpicãozinho, ele também cheio de perfumes, e o pãozinho de quartos de Padronelo aconselhavam a entrada. Era um branco, todo ouro, colheita cuidadosa do profe, de se lhe fazer uma vénia. Fiz. Vai uma canja? Eu não, eu sim, pratos em diálogo de sedas, lá veio finalmente o famoso verde que ali me atraía, dando comigo a pensar que tantas e deliciosas verduras de Candemil me iam reverdecer os cantinhos da alma. Como aconteceu. Estava óptimo. Repeti a dose.
– Como é qu’é, Dona Ondina?
– A minha filha já traz aqui a receita.
Valia a pena esperar que, entretanto, chegava uma travessorra de cabrito assado, com batatinhas louras e salada. Oh santo Deus! Isto em plena quaresma! Olhei por uma janela e pedi desculpa ao Senhor de todas as verduras, pelo desmando. Mais um? Sim, bote lá. Aqui também são boas as papas de grelos à moda de Candemil. Agora?! Não, prà próxima. Já estava a ver… E a desempenada Cerqueirinha, mais versada em letras do que a mãe, acabou por trazer a receita do verde que me circulava, ainda quentinho, nas avenidas do sangue. Ei-la, senhores leitores, experimentem e, se não sair bem, façam como eu: vão a Candemil, ali a poucos quilómetros de Amarante, quem sobe.
Valia a pena esperar que, entretanto, chegava uma travessorra de cabrito assado, com batatinhas louras e salada. Oh santo Deus! Isto em plena quaresma!
“Ingredientes: miúdos de cabrito (fígado, pulmões, coração e rim), trigo de Padronelo, sangue cozido, também do cabrito, salpicão e linguíça (caseiros). Tempo de cozinhado: 1h e 30m. Os miúdos, com uma folha de louro, deixam-se cozer durante 30 minutos e, depois de arrefecerem, partem-se aos bocadinhos miudinhos. Num tacho faz-se um refogado onde se junta o salpicão e a linguíça partidos em bocadinhos. Deixa-se arrefecer uns vinte minutos. A este preparado adicionam-se os miúdos do cabrito, uma folha de louro, um pouquinho de hortelã e água até cobrir. Deixa-se ferver e junta-se o sangue bem ralado e o trigo em pedacinhos”. Só um pormenor: o cabrito convém que seja montês e pese entre 5 e 7 quilos, tanto para o verde como para o assado. Quanto à designação de verde para o acepipe, fiquei a saber que os miúdos, antes de cozinhados, estão verdes, pois.
E pronto. Tomado o café, lá fomos com o jornalzinho Águia do Marão debaixo do braço, à procura de outros verdes. Do ar puro da montanha. Primeiro, a visita sacramental às Furnas de Chelo que, segundo leio no jornal, em texto de Manuel Vilar, diligente pároco da freguesia, “foram sendo destruídas para se alargar o caminho e até para se tirar saibro”. Mal feito, claro está, pois tudo indica que as grutas alinhadas de um lado e de outro da via foram um eremitério em tempos remotos. Daí, com um ferido encanto, alcandorámo-nos até o planaltozinho de Corvachã, estacionando o carro, um pouco antes, para dar uma olhadela ao Penedo Longo, um menhir que, até de longe, mostra envergadura. Vamos lá? Bom, o caminho é de cabras… Outra vez será. Cortámos raminhos de flores, pulmões ao vento, e em breve nos empoleirámos no fraguedo, ao lado da capela de Corvachã, nome que o meu amigo Orlando pensa significar “ chã dos corvos “. Mas não seriam eles decerto a fazer aquelas escavações no fraguedo, em jeito de aras artificiais, que ali nos detiveram por algum tempo. Num dos ombros verdes, verdes da montanha. Os olhos em voo amplo.
– São horas. – Não se esqueçam das papas de grelos à moda de Candemil.
– Não perdem pela demora, caríssimos.
António Cabral
António Cabral - foi um poeta, ficcionista, cronista, ensaísta, dramaturgo, etnógrafo e divulgador da cultura popular portuguesa.
Carrazeda de Ansiães rejeita transferência de todas as competências para a câmara
A Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães chumbou por unanimidade a transferência para a Câmara de todas as competências propostas pelo Governo nesta primeira fase.
Em causa estava a aceitação de competências na área dos jogos de fortuna e azar, praias, justiça, bombeiros, habitação, atendimento ao cidadão, estradas, imóveis sem utilização e estacionamento público.
Graça Martins, da bancada dos Unidos por Carrazeda, diz que o voto contra é justificado pela necessidade de dar mais tempo à câmara para se preparar. “Não se sabe qual o financiamento e penso que também a própria câmara não estará ainda em termos humanos com uma reorganização que lhe permita aceitar todos os poderes quer os que estão aprovados quer os que aí vêm”, destacou.
Natália Pereira, da bancada do PSD, saúda a unanimidade conseguida da Assembleia Municipal, visto que ainda são necessárias mais informações sobre o processo de descentralização.
“Não está preto no branco, não está bem definido, fala-se de transferência de competências, mas depois o essencial que tem a ver com recursos financeiros e humanos, isso não está ainda definido. Estar a aceitar a transferência de competências sem saber exactamente as regras do jogo não me parece bem”, frisou a deputada municipal do PSD.
O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, concorda com o princípio da descentralização de competências, mas sublinha que ainda não houve tempo para amadurecer a forma como a autarquia as poderá exercer.
“Não tivemos tempo para reflectir sobre eles, para pensar numa possível adequação da estrutura para os podermos receber a muito curto prazo e não temos conhecimento dos instrumentos financeiros que nos possibilitarão ou não exercer essas competências”, sustentou.
A Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães chumbou por unanimidade a transferência para a Câmara de todas as competências propostas pelo Governo em 2019, mas vai ter de as aceitar até 2021.
Escrito por Ansiães FM (CIR)
Em causa estava a aceitação de competências na área dos jogos de fortuna e azar, praias, justiça, bombeiros, habitação, atendimento ao cidadão, estradas, imóveis sem utilização e estacionamento público.
Graça Martins, da bancada dos Unidos por Carrazeda, diz que o voto contra é justificado pela necessidade de dar mais tempo à câmara para se preparar. “Não se sabe qual o financiamento e penso que também a própria câmara não estará ainda em termos humanos com uma reorganização que lhe permita aceitar todos os poderes quer os que estão aprovados quer os que aí vêm”, destacou.
Natália Pereira, da bancada do PSD, saúda a unanimidade conseguida da Assembleia Municipal, visto que ainda são necessárias mais informações sobre o processo de descentralização.
“Não está preto no branco, não está bem definido, fala-se de transferência de competências, mas depois o essencial que tem a ver com recursos financeiros e humanos, isso não está ainda definido. Estar a aceitar a transferência de competências sem saber exactamente as regras do jogo não me parece bem”, frisou a deputada municipal do PSD.
O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, concorda com o princípio da descentralização de competências, mas sublinha que ainda não houve tempo para amadurecer a forma como a autarquia as poderá exercer.
“Não tivemos tempo para reflectir sobre eles, para pensar numa possível adequação da estrutura para os podermos receber a muito curto prazo e não temos conhecimento dos instrumentos financeiros que nos possibilitarão ou não exercer essas competências”, sustentou.
A Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães chumbou por unanimidade a transferência para a Câmara de todas as competências propostas pelo Governo em 2019, mas vai ter de as aceitar até 2021.
Escrito por Ansiães FM (CIR)
Junta de Freguesia de Vinhais convida Presidente da República para conhecer condições da EN 103
A junta de freguesia de Vinhais enviou um convite ao presidente da República para que venha conhecer a Estrada Nacional 103 que faz a ligação a Bragança.
Depois de se saber que a intervenção de requalificação da estrada não estava prevista no Plano Nacional de Investimentos, o presidente da junta de freguesia, Marco Costa, achou que esta era uma boa forma de chamar a atenção para o problema. “A ideia surge no âmbito das recentes notícias de que a requalificação da nacional 103 estaria de fora do Plano de Investimentos até ao ano de 2030. Pensámos sensibilizar o mais alto magistrado da nação para a necessidade desta acessibilidade. Para que possa ter mesmo o conhecimento no terreno e sensibilizá-lo para esta urgência”, justificou o autarca.
Depois de várias promessas e visitas de membros do governo, o presidente da junta de Vinhais acredita que Marcelo Rebelo de Sousa pode ter uma intervenção junto da tutela para que o projecto avance. “Secretários de Estado e outros membros do Governo já visitaram este troço e ainda não houve nenhuma resposta mais concreta, agora porque não sensibilizar o próprio Presidente da República”, destacou.
O convite seguiu na semana passada por correio, por isso ainda é cedo para saber qual a resposta do Presidente da república, mas Marco Costa tem esperança que o convite seja aceite.
“Sabemos que são feitos muitos convites ao Presidente da República, mas temos esperança de que poderá ser aceite, ou não faríamos este convite”, afirmou.
O presidente da Junta de Vinhais espera sensibilizar o Presidente da República para que intervenha no sentido de a nova estrada entre Vinhais e Bragança seja uma realidade.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro
Depois de se saber que a intervenção de requalificação da estrada não estava prevista no Plano Nacional de Investimentos, o presidente da junta de freguesia, Marco Costa, achou que esta era uma boa forma de chamar a atenção para o problema. “A ideia surge no âmbito das recentes notícias de que a requalificação da nacional 103 estaria de fora do Plano de Investimentos até ao ano de 2030. Pensámos sensibilizar o mais alto magistrado da nação para a necessidade desta acessibilidade. Para que possa ter mesmo o conhecimento no terreno e sensibilizá-lo para esta urgência”, justificou o autarca.
Depois de várias promessas e visitas de membros do governo, o presidente da junta de Vinhais acredita que Marcelo Rebelo de Sousa pode ter uma intervenção junto da tutela para que o projecto avance. “Secretários de Estado e outros membros do Governo já visitaram este troço e ainda não houve nenhuma resposta mais concreta, agora porque não sensibilizar o próprio Presidente da República”, destacou.
O convite seguiu na semana passada por correio, por isso ainda é cedo para saber qual a resposta do Presidente da república, mas Marco Costa tem esperança que o convite seja aceite.
“Sabemos que são feitos muitos convites ao Presidente da República, mas temos esperança de que poderá ser aceite, ou não faríamos este convite”, afirmou.
O presidente da Junta de Vinhais espera sensibilizar o Presidente da República para que intervenha no sentido de a nova estrada entre Vinhais e Bragança seja uma realidade.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro
Município de Bragança já concluiu dez das charcas prometidas
O presidente do Município de Bragança adiantou que já foram concluídas 10 charcas no meio rural em vários pontos do concelho.
Esta tinha sido uma das promessas eleitorais do PSD, estimando que fossem criadas ou reabilitadas 39 pequenas represas. O autarca Hernâni Dias destaca a importância deste tipo de empreendimentos tendo em conta as alterações climáticas.
“Servem para dar um contributo para o sector primário e para o sistema de armazenamento de água para as situações de incêndios”, explicou Hernâni Dias.Para além dos trabalhos já concluídos em freguesias como Lanção, Rio Frio ou Baçal, há também novas charcas a serem criadas.
“Temos algumas em construção, em algumas procedemos a limpezas profundas, outras soa construídas de raiz, e portanto estamos a avançar no nosso objectivo até 2021”, destacou o autarca.
Para além destas charcas, o município pretende construir no concelho três barragens para regadio em Parada, Macedo do Mato e Serra da Nogueira. Os processos estão concluídos, com a execução de projectos e estudos de impacto ambiental e criação de juntas de agricultores. Resta apenas fazer as candidaturas, o que deve acontecer mal abram as linhas de apoio.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro
Esta tinha sido uma das promessas eleitorais do PSD, estimando que fossem criadas ou reabilitadas 39 pequenas represas. O autarca Hernâni Dias destaca a importância deste tipo de empreendimentos tendo em conta as alterações climáticas.
“Servem para dar um contributo para o sector primário e para o sistema de armazenamento de água para as situações de incêndios”, explicou Hernâni Dias.Para além dos trabalhos já concluídos em freguesias como Lanção, Rio Frio ou Baçal, há também novas charcas a serem criadas.
“Temos algumas em construção, em algumas procedemos a limpezas profundas, outras soa construídas de raiz, e portanto estamos a avançar no nosso objectivo até 2021”, destacou o autarca.
Para além destas charcas, o município pretende construir no concelho três barragens para regadio em Parada, Macedo do Mato e Serra da Nogueira. Os processos estão concluídos, com a execução de projectos e estudos de impacto ambiental e criação de juntas de agricultores. Resta apenas fazer as candidaturas, o que deve acontecer mal abram as linhas de apoio.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro
IPB lança Laboratório Colaborativo MORE para estreitar trabalho com as empresas
No âmbito da semana aberta da internacionalização e competitividade, o Instituto Politécnico de Bragança lançou, ontem, o Laboratório Colaborativo MORE. Segundo o presidente do IPB, Orlando Rodrigues, o objectivo é criar um caminho mais estreito entre centros de investigação e empresas.
“É um projecto que teve duas fases, uma primeira em que se aprovou a concessão do título do laboratório colaborativo e agora estamos na parte final de estabelecimento de candidatura a financiamento, temos um financiamento indicativo de 4,3 milhões de euros a 3 anos”, destacou.
Além do lançamento do laboratório, a par desta semana aberta houve ainda, ontem, um simpósio sobre internacionalização e competitividade. Orlando Rodrigues destaca que é preciso que os politécnicos trabalhem mais com as empresas. “Foi uma discussão muito produtiva. Os politécnicos são as instituições de ensino superior que estão mais próximas das empresas e das suas necessidades, por isso têm maior responsabilidade de se ajustar. Temos de trabalhar mais próximo das empresas”, destacou.
Orlando Rodrigues deixou claro, no primeiro dia da semana aberta da internacionalização, que é preciso qualificar ainda mais já que os tempos de mudança exigem outros perfis de pessoas qualificadas. Quem também tem a mesma ideia, e defende que é necessário qualificar quem já está qualificado, é o ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, presente ontem nas iniciativas do politécnico.
“Formamos 4 em cada 10 jovens de 20 anos, temos necessariamente de alargar a penetração e temos de formar mais adultos, porque 75% dos estudantes têm menos de 25 anos”, referiu o ministro.
A semana aberta da internacionalização do politécnico acontece até sexta-feira tem tido iniciativas que pretendem fazer uma reflexão sobre a instituição e o futuro desta.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves
“É um projecto que teve duas fases, uma primeira em que se aprovou a concessão do título do laboratório colaborativo e agora estamos na parte final de estabelecimento de candidatura a financiamento, temos um financiamento indicativo de 4,3 milhões de euros a 3 anos”, destacou.
Além do lançamento do laboratório, a par desta semana aberta houve ainda, ontem, um simpósio sobre internacionalização e competitividade. Orlando Rodrigues destaca que é preciso que os politécnicos trabalhem mais com as empresas. “Foi uma discussão muito produtiva. Os politécnicos são as instituições de ensino superior que estão mais próximas das empresas e das suas necessidades, por isso têm maior responsabilidade de se ajustar. Temos de trabalhar mais próximo das empresas”, destacou.
Orlando Rodrigues deixou claro, no primeiro dia da semana aberta da internacionalização, que é preciso qualificar ainda mais já que os tempos de mudança exigem outros perfis de pessoas qualificadas. Quem também tem a mesma ideia, e defende que é necessário qualificar quem já está qualificado, é o ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, presente ontem nas iniciativas do politécnico.
“Formamos 4 em cada 10 jovens de 20 anos, temos necessariamente de alargar a penetração e temos de formar mais adultos, porque 75% dos estudantes têm menos de 25 anos”, referiu o ministro.
A semana aberta da internacionalização do politécnico acontece até sexta-feira tem tido iniciativas que pretendem fazer uma reflexão sobre a instituição e o futuro desta.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves
Ensino do Mirandês em Lisboa tem "bastante" procura
Vinte anos após o reconhecimento do mirandês como segunda língua oficial em Portugal, em Lisboa tem "bastante" procura, apesar da falta de apoios de que se queixam os seus divulgadores.
Numa pequena sala da Casa de Trás-os-Montes em Lisboa, funciona à segunda-feira e em horário pós-laboral uma aula de língua mirandesa, onde até um aluno francês de Erasmus já se inscreveu para aprender esta língua falada no nordeste transmontano.
Antes de dar início a mais uma aula, António Cangueiro, professor de mirandês, falou à Lusa sobre este seu percurso, que começou ainda com o escritor, professor universitário, estudioso e divulgador da língua mirandesa Amadeu Ferreira, que instituiu o curso em Lisboa há dez anos.
"O primeiro ano ainda foi com Amadeu Ferreira, ele vinha dar literatura e eu e outro amigo, Francisco Domingues, vínhamos dar as classes", lembrou.
A funcionar há dois anos na Casa de Trás-os-Montes, as aulas de mirandês são atualmente lecionadas em conjunto com outra professora, Adelaide Monteiro, e "a procura tem sido bastante", assegura.
"A prova está aqui nos cursos da Casa de Trás-os-Montes. No ano passado findaram o curso 15 alunos, um deles era de origem francesa, que veio fazer Erasmus e teve interesse, matriculou-se e frequentou o curso", contou, assegurando que "há muito interesse desde que a língua foi aprovada como língua oficial".
No entanto, faltam apoios do Estado: "a língua mirandesa não tem qualquer apoio oficial", alertou.
"Eu venho para aqui a minhas despesas, a outra amiga vem cá por iniciativa própria, a Casa de Trás-os-Montes abre-nos a casa para darmos aqui o curso, mas o esforço é nosso, é pessoal, a nível do Estado não tem havido apoio nenhum para este curso, e é pena", lamentou António Cangueiro, apoiado por alunos, de todas as idades, que iam chegando e se juntavam à conversa.
Recorda também que no ano passado, alguns representantes do Parlamento Europeu estiveram em Miranda do Douro a fazer uma auscultação à população e às escolas, "para que o Estado assinasse a Carta Europeia das Línguas Minoritárias, porque se assinar essa carta compromete-se com alguma coisa, algo que não tem feito e continua a não fazer".
Para este professor é difícil compreender como é que o Estado aprova uma língua e depois não cria normas nem apoios financeiros anuais para a língua se poder divulgar.
Apenas em Miranda do Douro existe um professor no ensino oficial, que "é colocado todos os anos e mesmo assim é uma dificuldade enorme para ele ser colocado".
Em Lisboa, o custo das aulas é cinco euros, um valor "simbólico" que mais não é do que uma "ajuda para pagar a luz", refere.
A maior parte dos alunos ali inscritos mora na zona de Lisboa e inscreve-se sobretudo por curiosidade, mas também já houve alunos transmontanos e alentejanos, quase todos com formação superior, descreve António Cangueiro, traçando um perfil dos alunos.
Leonardo Antão é um desses alunos, e o mais antigo em Lisboa, tendo começado a aprender nos primeiros cursos ministrados por Amadeu Ferreira.
"Procuro vir todos os anos, pelo amor que tenho à língua mirandesa, porque a aprendi em pequenino, ao colo da minha mãe, que falava só língua mirandesa e que era, por ironia do destino, analfabeta, mas a língua dela era o mirandês".
No extremo oposto, Gerson Costa é o aluno mais recente do curso. Inscrito desde dezembro do ano passado, este jovem, dono de uma empresa de tradução, descobriu casualmente, através da página do Facebook, que a Casa de Trás-os-Montes lecionava aulas de mirandês e que esta era a segunda língua oficial portuguesa.
Assegura que não foi por motivos profissionais, apenas por curiosidade pessoal, que se inscreveu, porque, já que está no campo das línguas, achou que "ficava bem, pelo menos, entender aquilo que é dito na outra língua portuguesa do país".
E é nessa mesma lógica, que Gerson Costa tem dificuldade em entender como é que uma língua oficial, não o é na prática.
"Começa a haver literatura, as pessoas continuam a falar mirandês em casa, os mais velhos falam, mas para isso não era preciso ser uma língua oficial, não era preciso regulamentar. Para ser uma língua oficial, precisa de ser falada na Câmara Municipal, precisa de ser falada nas assembleias de Junta de Freguesia, precisa de ser falada no tribunal da cidade, e isso falta".
O presidente da Casa de Trás-os-Montes, Hirondino Isaías, mostra-se empenhado na divulgação do mirandês, razão por que assinou um protocolo com a Associação de Língua Mirandesa, no sentido de criar este curso.
No entanto, queixa-se da falta que faz "o poder central dar o passo definitivo, que é o Ministério da Cultura aprovar uma pequena verba para a divulgação ao nível das escolas" em outros concelhos do país, como acontece em Miranda do Douro.
A língua mirandesa é uma língua oficial de Portugal desde 29 de janeiro de 1999, data em que foi publicada em Diário da República a lei que reconheceu oficialmente os direitos linguísticos da comunidade mirandesa.
Agência Lusa
Numa pequena sala da Casa de Trás-os-Montes em Lisboa, funciona à segunda-feira e em horário pós-laboral uma aula de língua mirandesa, onde até um aluno francês de Erasmus já se inscreveu para aprender esta língua falada no nordeste transmontano.Antes de dar início a mais uma aula, António Cangueiro, professor de mirandês, falou à Lusa sobre este seu percurso, que começou ainda com o escritor, professor universitário, estudioso e divulgador da língua mirandesa Amadeu Ferreira, que instituiu o curso em Lisboa há dez anos.
"O primeiro ano ainda foi com Amadeu Ferreira, ele vinha dar literatura e eu e outro amigo, Francisco Domingues, vínhamos dar as classes", lembrou.
A funcionar há dois anos na Casa de Trás-os-Montes, as aulas de mirandês são atualmente lecionadas em conjunto com outra professora, Adelaide Monteiro, e "a procura tem sido bastante", assegura.
"A prova está aqui nos cursos da Casa de Trás-os-Montes. No ano passado findaram o curso 15 alunos, um deles era de origem francesa, que veio fazer Erasmus e teve interesse, matriculou-se e frequentou o curso", contou, assegurando que "há muito interesse desde que a língua foi aprovada como língua oficial".
No entanto, faltam apoios do Estado: "a língua mirandesa não tem qualquer apoio oficial", alertou.
"Eu venho para aqui a minhas despesas, a outra amiga vem cá por iniciativa própria, a Casa de Trás-os-Montes abre-nos a casa para darmos aqui o curso, mas o esforço é nosso, é pessoal, a nível do Estado não tem havido apoio nenhum para este curso, e é pena", lamentou António Cangueiro, apoiado por alunos, de todas as idades, que iam chegando e se juntavam à conversa.
Recorda também que no ano passado, alguns representantes do Parlamento Europeu estiveram em Miranda do Douro a fazer uma auscultação à população e às escolas, "para que o Estado assinasse a Carta Europeia das Línguas Minoritárias, porque se assinar essa carta compromete-se com alguma coisa, algo que não tem feito e continua a não fazer".
Para este professor é difícil compreender como é que o Estado aprova uma língua e depois não cria normas nem apoios financeiros anuais para a língua se poder divulgar.
Apenas em Miranda do Douro existe um professor no ensino oficial, que "é colocado todos os anos e mesmo assim é uma dificuldade enorme para ele ser colocado".
Em Lisboa, o custo das aulas é cinco euros, um valor "simbólico" que mais não é do que uma "ajuda para pagar a luz", refere.
A maior parte dos alunos ali inscritos mora na zona de Lisboa e inscreve-se sobretudo por curiosidade, mas também já houve alunos transmontanos e alentejanos, quase todos com formação superior, descreve António Cangueiro, traçando um perfil dos alunos.
Leonardo Antão é um desses alunos, e o mais antigo em Lisboa, tendo começado a aprender nos primeiros cursos ministrados por Amadeu Ferreira.
"Procuro vir todos os anos, pelo amor que tenho à língua mirandesa, porque a aprendi em pequenino, ao colo da minha mãe, que falava só língua mirandesa e que era, por ironia do destino, analfabeta, mas a língua dela era o mirandês".
No extremo oposto, Gerson Costa é o aluno mais recente do curso. Inscrito desde dezembro do ano passado, este jovem, dono de uma empresa de tradução, descobriu casualmente, através da página do Facebook, que a Casa de Trás-os-Montes lecionava aulas de mirandês e que esta era a segunda língua oficial portuguesa.
Assegura que não foi por motivos profissionais, apenas por curiosidade pessoal, que se inscreveu, porque, já que está no campo das línguas, achou que "ficava bem, pelo menos, entender aquilo que é dito na outra língua portuguesa do país".
E é nessa mesma lógica, que Gerson Costa tem dificuldade em entender como é que uma língua oficial, não o é na prática.
"Começa a haver literatura, as pessoas continuam a falar mirandês em casa, os mais velhos falam, mas para isso não era preciso ser uma língua oficial, não era preciso regulamentar. Para ser uma língua oficial, precisa de ser falada na Câmara Municipal, precisa de ser falada nas assembleias de Junta de Freguesia, precisa de ser falada no tribunal da cidade, e isso falta".
O presidente da Casa de Trás-os-Montes, Hirondino Isaías, mostra-se empenhado na divulgação do mirandês, razão por que assinou um protocolo com a Associação de Língua Mirandesa, no sentido de criar este curso.
No entanto, queixa-se da falta que faz "o poder central dar o passo definitivo, que é o Ministério da Cultura aprovar uma pequena verba para a divulgação ao nível das escolas" em outros concelhos do país, como acontece em Miranda do Douro.
A língua mirandesa é uma língua oficial de Portugal desde 29 de janeiro de 1999, data em que foi publicada em Diário da República a lei que reconheceu oficialmente os direitos linguísticos da comunidade mirandesa.
Agência Lusa
Confraria do Javali ajuda famílias carenciadas do concelho de Macedo com alimentos
Este ano, no âmbito da Feira da Caça e do Turismo, a Confraria do Javali deixou de lado a entronização de novo confrades e organizou uma ação solidária.
O intuito foi o de recolher bens alimentares que serão distribuídos por famílias carenciadas do concelho de Macedo de Cavaleiros, como explica António Silva, Grão-Mestre da confraria:
“A confraria este ano não fez cerimónia de entronização de confrades, que por decisão da direção, vai passar a ser feita de dois em dois anos. No entanto, vamos intercalar sempre com uma atividade de caráter social, como foi o caso deste ano, em que todos os confrades contribuíram com bens alimentares que foram entregues à Santa Casa da Misericórdia, que os recebeu muito amavelmente e agora vai fazer a distribuição por famílias carenciadas que estão referenciadas por eles.
O nosso objetivo é que esses bens cheguem a essas pessoas que, no fundo, estão “envergonhadas” e escondidas.”
A Confraria do Javali reúne, atualmente, 51 confrades.
Escrito por ONDA LIVRE
O intuito foi o de recolher bens alimentares que serão distribuídos por famílias carenciadas do concelho de Macedo de Cavaleiros, como explica António Silva, Grão-Mestre da confraria:
“A confraria este ano não fez cerimónia de entronização de confrades, que por decisão da direção, vai passar a ser feita de dois em dois anos. No entanto, vamos intercalar sempre com uma atividade de caráter social, como foi o caso deste ano, em que todos os confrades contribuíram com bens alimentares que foram entregues à Santa Casa da Misericórdia, que os recebeu muito amavelmente e agora vai fazer a distribuição por famílias carenciadas que estão referenciadas por eles.
O nosso objetivo é que esses bens cheguem a essas pessoas que, no fundo, estão “envergonhadas” e escondidas.”
A Confraria do Javali reúne, atualmente, 51 confrades.
Escrito por ONDA LIVRE
“Este será, talvez, o momento mais difícil da caça das últimas três décadas”
Doenças e políticas do setor cinegético são as principais causas, diz Arlindo Cunha, vice-presidente da Federação Nacional de Caça.
“Talvez estejamos a atravessar o momento mais difícil da caça em Portugal das últimas três décadas. Isto deve-se, sobretudo, às doenças dos coelhos, recentemente também dos javalis, e, por outro lado, à própria política do setor que não está adaptada às novas situações. Não se justifica que os caçadores paguem para o Estado certos custos, como por exemplo as taxas, no caso das reservas associativas, que representa 4 milhões de euros por ano, o que é muito. Os caçadores são cada vez menos, há menos caça e estão desanimados.
O próprio legislador que gere a caça, o Estado, tem que ter isto em conta e rever os custos que caem sobre os caçadores.”
Sobre haver partidos e associações a quererem acabar com a caça, o vice-presidente da Federação Nacional de Caça, considera que são ‘”pessoas intolerantes”:
“É evidente que há pessoas que sempre viveram do alcatrão e não conseguem perceber que há vida para além disso. São, sobretudo, pessoas intolerantes que têm a sua visão do mundo, que nós aceitamos mas não partilhamos. São visões que pretendem acabar com tradições milenares, entre as quais a caça, que está muito associadas à vida económica e cultura do meio rural. É por isso que temos de as defender e, a título algum, podemos aceitar que nos queiram impor, de forma intolerante, certas restrições à nossa cultura.”
Declarações à margem do seminário “A caça em Trás-os-Montes: Ameaças e Oportunidades”, que aconteceu em Macedo de Cavaleiros inserido na XXIII Feira da Caça e Turismo e XXV Festa dos Caçadores do Norte.
Escrito por ONDA LIVRE
“Talvez estejamos a atravessar o momento mais difícil da caça em Portugal das últimas três décadas. Isto deve-se, sobretudo, às doenças dos coelhos, recentemente também dos javalis, e, por outro lado, à própria política do setor que não está adaptada às novas situações. Não se justifica que os caçadores paguem para o Estado certos custos, como por exemplo as taxas, no caso das reservas associativas, que representa 4 milhões de euros por ano, o que é muito. Os caçadores são cada vez menos, há menos caça e estão desanimados.
O próprio legislador que gere a caça, o Estado, tem que ter isto em conta e rever os custos que caem sobre os caçadores.”
Sobre haver partidos e associações a quererem acabar com a caça, o vice-presidente da Federação Nacional de Caça, considera que são ‘”pessoas intolerantes”:
“É evidente que há pessoas que sempre viveram do alcatrão e não conseguem perceber que há vida para além disso. São, sobretudo, pessoas intolerantes que têm a sua visão do mundo, que nós aceitamos mas não partilhamos. São visões que pretendem acabar com tradições milenares, entre as quais a caça, que está muito associadas à vida económica e cultura do meio rural. É por isso que temos de as defender e, a título algum, podemos aceitar que nos queiram impor, de forma intolerante, certas restrições à nossa cultura.”
Declarações à margem do seminário “A caça em Trás-os-Montes: Ameaças e Oportunidades”, que aconteceu em Macedo de Cavaleiros inserido na XXIII Feira da Caça e Turismo e XXV Festa dos Caçadores do Norte.
Escrito por ONDA LIVRE
Federação Portuguesa de Atletismo visita distrito para estudar implementação de programas desportivos
O Diretor Técnico Nacional da Federação Portuguesa de Atletismo passou ontem pelo distrito de Bragança para visitar as pistas de atletismo e estar reunido com membros dos municípios.
Uma visita que teve como objetivo conhecer o território para, no futuro, implementar programas estratégicos direcionados às necessidades desportivas da região, na área do atletismo, como explica José Santos:
“Nós temos um programa na direção técnica nacional da federação que prevê apoiar as associações. Como tal, vamos ao encontro delas e eu tenho este distrito à minha responsabilidade.
Hoje foi o primeiro contacto de forma a perceber a realidade do distrito para depois fazermos um projeto de programa de apoio para desenvolvimento desportivo do atletismo neste distrito.
O objetivo deste apoio é conseguir fazer com que as associações tenham mais atletas federados e melhores treinadores para apoiar esses mesmos atletas.
O apoio vai ser feito através de formações, cursos e algum apoio de apetrechamento móvel que possa melhor a qualidade técnica dos atletas.”
E numa primeira análise, o diretor técnico nacional adianta que ainda há muito a fazer no distrito pelo atletismo:
“Eu penso que se pode melhorar imenso e há campo de manobra para isso. É por isso que eu estou aqui e essa é a minha convicção.”
Para Rodolfo Moreno, presidente da Associação de Atletismo de Bragança, o apoio da Federação Portuguesa de Atletismo é uma mais-valia para desenvolver a modalidade no distrito:
“A visita do diretor técnico nacional traduz-se numa porta de conhecimento e de suporte em termos de desenvolvimento da modalidade no distrito.
Este apoio será direcionado aos treinadores e aos próprios clubes em termos de suporte teórico e de desenvolvimento desportivo, e depois, consequentemente, vai-se traduzir no aumento do número de atletas, praticantes e de eventos desportivos disponíveis.”
A visita do Diretor Técnico da Federação Portuguesa de Atletismo passou ontem pelos concelhos de Bragança, Vinhais, Macedo de Cavaleiros, Vila Flor, Alfândega da Fé e Mogadouro.
Escrito por Onda Livre
Uma visita que teve como objetivo conhecer o território para, no futuro, implementar programas estratégicos direcionados às necessidades desportivas da região, na área do atletismo, como explica José Santos:
“Nós temos um programa na direção técnica nacional da federação que prevê apoiar as associações. Como tal, vamos ao encontro delas e eu tenho este distrito à minha responsabilidade.
Hoje foi o primeiro contacto de forma a perceber a realidade do distrito para depois fazermos um projeto de programa de apoio para desenvolvimento desportivo do atletismo neste distrito.
O objetivo deste apoio é conseguir fazer com que as associações tenham mais atletas federados e melhores treinadores para apoiar esses mesmos atletas.
O apoio vai ser feito através de formações, cursos e algum apoio de apetrechamento móvel que possa melhor a qualidade técnica dos atletas.”
E numa primeira análise, o diretor técnico nacional adianta que ainda há muito a fazer no distrito pelo atletismo:
“Eu penso que se pode melhorar imenso e há campo de manobra para isso. É por isso que eu estou aqui e essa é a minha convicção.”
Para Rodolfo Moreno, presidente da Associação de Atletismo de Bragança, o apoio da Federação Portuguesa de Atletismo é uma mais-valia para desenvolver a modalidade no distrito:
“A visita do diretor técnico nacional traduz-se numa porta de conhecimento e de suporte em termos de desenvolvimento da modalidade no distrito.
Este apoio será direcionado aos treinadores e aos próprios clubes em termos de suporte teórico e de desenvolvimento desportivo, e depois, consequentemente, vai-se traduzir no aumento do número de atletas, praticantes e de eventos desportivos disponíveis.”
A visita do Diretor Técnico da Federação Portuguesa de Atletismo passou ontem pelos concelhos de Bragança, Vinhais, Macedo de Cavaleiros, Vila Flor, Alfândega da Fé e Mogadouro.
Escrito por Onda Livre
manter a casa quente sem gastar mais eletricidade
Chega o inverno, as temperaturas baixam e a fatura da eletricidade sobe e muito. É o normal para grande parte das famílias. Mas há especialistas que alertam para formas que - comprovadamente - permitem manter a casa quente e seca, sem ter de ligar o aquecedor, a lareira ou o ar condicionado. Experimente segui-las e poupe até 10% do orçamento familiar, a média estimada destinada ao aquecimento das casas.
1. De dia, deixe entrar toda a luz e mais alguma
Temos a sorte de viver num país onde o inverno tem muitos dias de sol. Aproveite-os. Logo pela manhã, abra as cortinas, as persianas, as portadas e deixe-o entrar até haver luz. Quer melhor forma de aquecer a casa gratuitamente?
2. Não deixe o calor fugir
Ao contrário do que deve fazer ao início da manhã, ao fim da tarde, idealmente antes do sol se pôr, é importante fechar as janelas e correr as persianas e os cortinados, para manter a temperatura quente e seca dentro de casa.
3. Atenção ao isolamento de portas e janelas
Sem um bom isolamento na casa, todo e qualquer esforço é inglório. As portas e janelas são alguns dos pontos mais fracos quando se trata de reter o calor. Inspecione as suas janelas, caixilharias, portadas, frinchas, fissuras e vidraças: elas são grandes responsáveis pelo desperdício de energia.
Há várias soluções, em conta, disponíveis em grandes superfícies destinadas à casa ou em drogarias, para resolver o problema da retenção do calor e poupar energia. Experimente, por exemplo, isolar os vidros com películas de proteção contra o frio ou o isolamento autoadesivo com vedação em borracha e espuma, que garantem que o ar quente fica do lado de dentro e o ar frio do lado de fora.
4. Divisões menos usadas, portas fechadas
Quanto maior o espaço, quantas mais divisões, mais o ar frio circula. Quantos mais pisos ou sótão, mais o ar quente sobe. Se pensar nisto, percebe que há ganhos de energia se mantiver fechadas as portas dos acessos, das divisões da casa, sobretudo aquelas que usa menos ou não usa de todo, como a dispensa, o sótão ou o quarto de visitas. Desta forma, impede que o ar frio circule, mantendo o ar quente nas zonas mais importantes.
5. A decoração também ajuda
Não deixe as paredes despidas, quando pode ter fotografias, quadros, estantes, espelhos e móveis a preencher o vazio e a reter o calor.
6. Mais mantas, mais almofadas e cortinas
Além das paredes, vista o resto da casa. Abuse nos têxteis, que além de protegem do frio, deixam o espaço mais preenchido e confortável.
- Coloque umas cortinas de tecido grosso e pesado;
- Tapetes e carpetes de tecidos felpudos e invernosos, impedem a fuga de calor pelo chão, ajudando a manter os ambientes aquecidos;
- Almofadas, mantas e cobertores são sinónimo de conforto.
Se com estas medidas conseguir manter a temperatura da casa estável entre 21 a 25 graus de dia e entre 15 e 17 à noite, saiba que está nos valores recomendados para ter um sono melhor e ativar o metabolismo.
por Contas Connosco
1. De dia, deixe entrar toda a luz e mais alguma
Temos a sorte de viver num país onde o inverno tem muitos dias de sol. Aproveite-os. Logo pela manhã, abra as cortinas, as persianas, as portadas e deixe-o entrar até haver luz. Quer melhor forma de aquecer a casa gratuitamente?
2. Não deixe o calor fugir
Ao contrário do que deve fazer ao início da manhã, ao fim da tarde, idealmente antes do sol se pôr, é importante fechar as janelas e correr as persianas e os cortinados, para manter a temperatura quente e seca dentro de casa.
3. Atenção ao isolamento de portas e janelas
Sem um bom isolamento na casa, todo e qualquer esforço é inglório. As portas e janelas são alguns dos pontos mais fracos quando se trata de reter o calor. Inspecione as suas janelas, caixilharias, portadas, frinchas, fissuras e vidraças: elas são grandes responsáveis pelo desperdício de energia.
Há várias soluções, em conta, disponíveis em grandes superfícies destinadas à casa ou em drogarias, para resolver o problema da retenção do calor e poupar energia. Experimente, por exemplo, isolar os vidros com películas de proteção contra o frio ou o isolamento autoadesivo com vedação em borracha e espuma, que garantem que o ar quente fica do lado de dentro e o ar frio do lado de fora.
4. Divisões menos usadas, portas fechadas
Quanto maior o espaço, quantas mais divisões, mais o ar frio circula. Quantos mais pisos ou sótão, mais o ar quente sobe. Se pensar nisto, percebe que há ganhos de energia se mantiver fechadas as portas dos acessos, das divisões da casa, sobretudo aquelas que usa menos ou não usa de todo, como a dispensa, o sótão ou o quarto de visitas. Desta forma, impede que o ar frio circule, mantendo o ar quente nas zonas mais importantes.
5. A decoração também ajuda
Não deixe as paredes despidas, quando pode ter fotografias, quadros, estantes, espelhos e móveis a preencher o vazio e a reter o calor.
6. Mais mantas, mais almofadas e cortinas
Além das paredes, vista o resto da casa. Abuse nos têxteis, que além de protegem do frio, deixam o espaço mais preenchido e confortável.
- Coloque umas cortinas de tecido grosso e pesado;
- Tapetes e carpetes de tecidos felpudos e invernosos, impedem a fuga de calor pelo chão, ajudando a manter os ambientes aquecidos;
- Almofadas, mantas e cobertores são sinónimo de conforto.
Se com estas medidas conseguir manter a temperatura da casa estável entre 21 a 25 graus de dia e entre 15 e 17 à noite, saiba que está nos valores recomendados para ter um sono melhor e ativar o metabolismo.
por Contas Connosco
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
DOR
Por: Maria da Conceição Marques
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas..."
Maria da Conceição Marques, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas..."
Um sol que se apaga na palidez da pele,
Uma dor que rasga o grito.
Uma febre que rompe a memória.
Uma balada de lágrimas,
que lava a cegueira dos sonhos.
Um corpo roto, uma história!
Uma torre de cinzas a desmoronar
Uma dor submersa,
nas profundezas do ser!
Um gemido a germinar!
Uma dor…
Um terço,
Uma incrédula oração,
nas mãos a rezar…
Um céu aveludado
Um Deus cansado
Um anjo fugido,
que prometeu vir-me salvar.
Promessas…
Que importa?
Vida ou morte, não interessa
Mais tarde ou mais cedo tem que acontecer
Um dia tem mesmo que chegar.
Maria da Conceição Marques, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas colectâneas:
POEMA-ME
POETAS DE HOJE
SONS DE POETAS
A LAGOA E A POESIA
A LAGOA O MAR E EU
PALAVRAS DE VELUDO
APENAS SAUDADE
UM GRITO À POBREZA
CONTAS-ME UMA HISTÓRIA
RETRATO DE MIM.
ECLÉTICA I
ECLÉTICA II
5 SENTIDOS
REUNIR ESCRITAS É POSSÍVEL – Projecto da Academia de Letras Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina
Livros editados:
-O ROSEIRAL DOS SENTIDOS
-SUSPIROS LUNARES
-DELÍRIOS DE UMA PAIXÃO
-ENTRE CÉU E O MAR
-UMA ETERNA MARGARIDA
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