A vila do Vimioso dista légua e meia da raia, tem um pequeno castelo, mas bastante a qualquer incidente recolherem-se os moradores dela, e defendendo-se dele ofenderem ao inimigo que entrar a saquear as casas, porque descortina as ruas. Não deve fazer-se fortificação que o feche, porque não está em parte conveniente para que o inimigo queira ocupá-la para ali se sustentar, mas porque é abundante de gados, convém na eminência do Facho, que fica a tiro de mosquete do castelo, fazer uma atalaia forte, cercada ao largo de estacada com parapeito, onde, recolhidos os gados dele, peleja a gente a favor da atalaia, porque [para que] o inimigo lhos não leve; obra que farão por sua conta os moradores, pela utilidade que se lhes segue.
Fonte: ANTT, Conselho de Guerra, Consultas, 1659, maço 19, “Rellação das Praças da Raya da Prouinçia de Tras os montes, do estado de suas fortificaçõis da que neçessitam, e os passos do Rio Douro”, anexa à consulta de 20 de Junho de 1659

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