Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Aplicação permite viajar ao passado dos sítios arqueológicos

Investigadores da Universidade de Vila Real estão a desenvolver uma tecnologia que permite aos visitantes "viajar ao passado" dos sítios arqueológicos, através de óculos ou de 'tablets', e verem reconstruções virtuais de como eram originalmente esses locais.
A ideia é que os visitantes possam ter a sensação de estarem numa cidade romana ou num castelo medieval enquanto se passeiam nas suas ruínas, ou seja, que possam visualizar virtualmente a estrutura original do sítio arqueológico.
"O objectivo do Mix.AR é desenvolver um sistema de Realidade Mista (RM) que permite visualizar, no local, reconstruções virtuais de sítios arqueológicos, na sua estrutura original, fornecendo, assim, uma percepção mais real e contextualizada dos locais em questão", afirmou hoje Luís Magalhães, investigador da Escola de Ciência e Tecnologia (ECT).
O Mix.Ar - Sistema de Realidade Mista Adaptativa para Sítios Arqueológicos - está a ser desenvolvido pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em parceria com a empresa de marketing digital GEMA, e conta um financiamento de cerca de 300 mil euros da Agência de Inovação, através de fundos comunitários.
O docente referiu que o aspecto inovador deste projecto está na mistura "entre a abordagem da realidade aumentada e a virtualidade aumentada". A realidade aumentada permite a visualização de um cenário real que é complementado por imagens gerados por computador, enquanto a virtualidade aumentada insere objectos do mundo real em ambientes virtuais.
Luís Magalhães explicou que "o sistema completo é constituído por uma solução de 'hardware' e 'software' para a produção de ambientes de RM mais imersivos e com contextualização histórica, reunidos num único produto, de fácil utilização".
"Durante a experiência de RM é possível visualizar as ruínas dos edifícios, incluindo os seus interiores, complementados de forma historicamente correcta com modelos virtuais, de modo a tornar a experiência e as sensações mais reais", sustentou o investigador.
O docente referiu que "na maioria dos sítios arqueológicos, muitas das estruturas originais se encontram bastante degradadas ou foram totalmente destruídas, o que não permite que sejam apreciadas no seu esplendor original".
O MixAR, na sua opinião, vem colmatar esta desvantagem.
O responsável explicou que o projecto está em fase de arranque e que deverão ser produzidas duas soluções para a visita aos locais, uma das quais recorrerá à utilização de uns óculos de realidade aumentada, com uma câmara incorporada que permite ir filmando o ambiente real.
"O visitante usa esses óculos e leva também consigo um aparelho que irá fazer um processamento das imagens que estão a ser adquiridas, que comunica com um servidor e depois vai fornecer as imagens virtuais, as quais são depois misturadas e visualizadas pelo visitante. Ele tem a sensação de estar a ver o mundo real em conjunto com os objectos virtuais", salientou.
Uma segunda solução passa pelo recurso aos 'tablets', que poderão ser usados como "uma janela para o passado".
"O visitante aponta a câmara do 'tablet' para um local onde estaria um edifício e consegue ver sobrepor-se sobre as ruínas o modelo virtual desse edifício. E ele consegue, dessa forma, ir passeando também no sítio arqueológico e ir visualizando quer os exteriores do edifício, quer os interiores", acrescentou.
Luís Magalhães prevê que o protótipo deste projecto possa estar pronto dentro de um ano.
Na fase piloto, a experimentação da tecnologia poderá ser feita nos museus Monográfico de Conímbriga ou no da Vila Velha (Vila Real), com os quais já existem alguns contactos.
A empresa Gema ficará detentora da tecnologia, enquanto a UTAD a poderá patentear e aplicar a projectos futuros.

Lusa/SOL

Sem comentários:

Enviar um comentário