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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 14 de junho de 2015

A cada 7 – Esta semana a conversa é com a Dedos Biónicos

Há 8 anos que organizam concertos em Bragança. Fomos conhecer melhor este projeto, pela mão de Nuno Fernandes. 

Rádio Onda Livre (ROL) – A Dedos Biónicos diz ter como missão dar destaque a outras culturas “emergentes, vanguardistas e alternativas”, e “pôr de parte” o pop e o mainstream. Têm algo contra o pop e o mainstream?

Nuno Fernandes (NF) – Não temos nada contra o pop e o mainstream, nem tão pouco a queremos pôr de parte. O que pretendemos é colmatar uma grave lacuna em Trás-os-Montes que é a falta de eventos culturais que possam ir mais de encontro às tendências “emergentes, vanguardistas e alternativas”. Pretendemos chegar a esse publico de melómanos que embora sejam uma minoria estão lá e merecem ;)

ROL – Agora mais a sério, o vosso projeto tem trazido a Bragança nomes bem conhecidos, como Norberto Lobo ou o B-Fachada, que atuou dia 12, e outros menos conhecidos mas igualmente bons. Os fãs, quase por certo, nunca esperaram vê-los em Bragança, e muitos outros nem sequer os conheciam. Como é que tem sido a aceitação?

NF – Como privilegiamos os artistas emergentes existe uma tendência natural. Já trouxemos muitos artistas conceituados e outros que caminham para o reconhecimento. Por exemplo o Noiserv tocou em 2008 em Bragança numa altura que era praticamente desconhecido, hoje esgota os coliseus.

A aceitação por parte do público diverge bastante porque embora não nos limitemos a um estilo ou género de música específico, temos um critério muito assumido e algo confuso.

Depois de quase 8 anos a organizar concertos orgulhosamente podemos dizer que a aceitação é muito positiva. 

ROL – É difícil fazer algo pela cultura no interior do país? Mesmo, por exemplo, no que toca a financiar estes projetos e a divulgá-los?

NF – É muito difícil, não só no interior mas por todo o país. Um apoio financeiro é quase impossível de se atingir. Contido acreditamos que com persistência e trabalho árduo tudo é possível.

ROL – Há outras ideias também muito interessantes a nascer em Trás-os-Montes, neste âmbito cultural e non-mainstream. São bons indicadores para a região?

NF – Sim, há casos muito interessantes a nascer em Trás-os-Montes nos últimos anos. Vila Real tem crescido imenso no âmbito cultural non-mainstream. São bons exemplos o Club de Vila Real ou a Covilhete na Mão mas também o próprio Teatro Municipal.

O crescimento cultural está diretamente relacionado com a mentalidade da população e se existe crescimento existe evolução. Crescimento e evolução são sempre bons indicadores para a região.

ROL – Quem é que gostariam de trazer para um concerto?

NF – São centenas as bandas que gostaríamos de trazer, e mais tarde ou mais cedo isso vai acontecer.

ROL - Como esperam que a Dedos Biónicos esteja daqui a 5 anos?

NF – A Dedos Bionicos daqui a 5 anos será igual a si própria. Vamos continuar a organizar pequenos grandes concertos para uma imensa minoria. Vamos continuar a descobrir esses artistas que um dia terão reconhecimento e tocarão para massas mas que a Dedos Bionicos dá oportunidade de os ver num ambiente descontraído e intimo.

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