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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

“Pelo fio da lã se conhece o careto”, o primeiro workshop da Casa do Careto (Podence)

“Pelo fio da lã se conhece o careto”, foi a primeira iniciativa realizada, em forma de workshop, na Casa do Careto, em Podence, Macedo de Cavaleiros, com vista à promoção dos caretos de podence a Património Cultural Imaterial da Humanidade.
A candidatura à UNESCO pressupõe que se realizem algumas atividades, inseridas num plano de salvaguarda, que se prendem com a recuperação de património associado ao Entrudo Chocalheiro.

Nesta primeira atividade, a lã esteve em destaque, por ser o principal elemento na constituição do fato do careto e porque a sua utilização natural tem vindo a cair em desuso, como explica Patrícia Cordeiro, coordenadora técnica da candidatura do Entrudo Chocalheiro:

“Um desses patrimónios é o fato, que é constituído por uma manta e por franjas coloridas, essencialmente. Tudo isso era feito com lã natural e hoje é feito com lã sintética. Queremos sensibilizar para a reutilização desse recurso que é a lã natural.”

Uma iniciativa enquadrada noutros projetos, como é o caso do programa “creatour” e do projeto “valorizar”:

“Esta iniciativa está enquadrada também num projeto de investigação – o creatour – que pretende estudar oferta turística em Portugal, sobretudo nas regiões do Interior, de que forma o turismo criativo provoca algumas dinâmicas de renovação dos territórios e da utilização dos recursos naturais. Está também inserida no programa valorizar, de uma candidatura que foi feita para o financiamento de muitas das ações enquadradas no plano de salvaguarda da candidatura, e que é promovido pela DESTEQUE, pela Associação da Terra Quente.”

Luís Filipe Costa, é careto e artesão, recorda a altura em que aprendeu a fazer os seus próprios fatos de careto e ressalva a importância dos mais pequenos conhecerem melhor esta tradição:

“Já aprendi a confecionar os fatos há muito tempo, tinha a idade dos mais pequenos que hoje estão aqui. A minha mãe ensinou-me e depois comecei a fazer as franjas para os meus fatos de careto. O uso da lã natural, hoje em dia é difícil, é mais fácil o uso da sintética, por haver mais abundância. A natural vamos utilizando à medida que vai havendo. 

Os mais pequenos gostam muito dos fatos, todos os anos saem à rua vestidos de caretos, a acompanhar os maiores, agora faltava esta parte de aprenderem como se fazem os fatos, e que é importante para transmitir às novas gerações estes conhecimentos.

Hoje em dia já pouca gente sabe fazer as franjas, assim, a ensinar, é uma forma de ensinar mais gente para que não se perca a tradição.”   

No próximo ano vão ser realizados mais workshops, desta vez sobre os chocalhos e as máscaras.

O resultado da candidatura é conhecida em novembro de 2019, na Colômbia.

Fotos: Facebook da Desteque
Escrito por ONDA LIVRE 

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