Por: Maria da Conceição Marques
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")
Na raiz de um sonho inacabado abri as portas do futuro. Encostei a cabeça numa nuvem, e senti na pele um risco de asa que desenhava corações na espuma do meu corpo.
Na alma flutuavam-me pensamentos puros e as minhas veias entrelaçavam-se nos dedos, como tranças de crianças na noite fria e vadia.
O meu corpo pedia abraços prolongados e o sangue fervia. No olhar escorriam sorrisos imaginados e esvaíam-se pesadelos e pecados.
Borboletas coloridas voavam sobre o pólen das roseiras.
De repente acordei, a noite tinha sido uma vertigem de beleza rigorosa. O meu rosto encheu-se de lírios, o sonho tornou-se vagabundo, e as portas do paraíso fecharam-se novamente devagar, naquela noite insólita sem futuro e sem luar.
Na alma flutuavam-me pensamentos puros e as minhas veias entrelaçavam-se nos dedos, como tranças de crianças na noite fria e vadia.
O meu corpo pedia abraços prolongados e o sangue fervia. No olhar escorriam sorrisos imaginados e esvaíam-se pesadelos e pecados.
Borboletas coloridas voavam sobre o pólen das roseiras.
De repente acordei, a noite tinha sido uma vertigem de beleza rigorosa. O meu rosto encheu-se de lírios, o sonho tornou-se vagabundo, e as portas do paraíso fecharam-se novamente devagar, naquela noite insólita sem futuro e sem luar.
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