Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

PORTAS DO FUTURO

Por: Maria da Conceição Marques
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")

Na raiz de um sonho inacabado abri as portas do futuro. Encostei a cabeça numa nuvem, e senti na pele um risco de asa que desenhava corações na espuma do meu corpo.
Na alma flutuavam-me pensamentos puros e as minhas veias entrelaçavam-se nos dedos, como tranças de crianças na noite fria e vadia.
O meu corpo pedia abraços prolongados e o sangue fervia. No olhar escorriam sorrisos imaginados e esvaíam-se pesadelos e pecados.
Borboletas coloridas voavam sobre o pólen das roseiras. 
De repente acordei, a noite tinha sido uma vertigem de beleza rigorosa. O meu rosto encheu-se de lírios, o sonho tornou-se vagabundo, e as portas do paraíso fecharam-se novamente devagar, naquela noite insólita sem futuro e sem luar.

Maria da Conceição Marques
, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.

Sem comentários:

Enviar um comentário