Um sistema que assenta em princípios semelhantes aos de um esquema de Ponzi, cujo sucesso estará sempre dependente da entrada de receitas, via impostos, do trabalho da geração em idade activa que é, lamentável mas compreensivelmente, cada vez menor.
Os agora reformados cumpriram com a sua parte e trabalharam para a reforma da geração anterior descontando religiosamente uma parte do seu salário para que nada faltasse aos seus antecessores.
Para além disso contribuíram para que os números da natalidade fossem, nas décadas anteriores, muito superiores às do presente, garantindo descendência, continuidade e "financiamento" do sistema de segurança social que, desde aquela altura, pouco mudou, ficando para trás na corrida social.
Temos, no presente, um sistema desatualizado, que para ser alimentado precisa de receitas, provenientes de impostos, por sua vez provenientes do trabalho, que por sua vez é proveniente da mão-de-obra, cada vez mais escassa, seja pela parca natalidade, seja pela fuga, da pouca que há, para o estrangeiro.
Temos um sistema social enfraquecido pelas limitações sociais criadas pela voracidade descontrolada do próprio sistema que as alimenta para sustentar a sua farta barriga.
Um sistema que abusa, de forma flagrante, daqueles que alimentam o seu mecanismo de receita, cobrando, sobre-cobrando e sobre-taxando as receitas provenientes do trabalho das pessoas e das empresas em troco de cada vez menos.
Um sistema que, ano após ano vem fazendo a mesma coisa, esperando um resultado diferente.
Um sistema que, ao invés de premiar o sucesso e a dedicação opta por qualificar tudo e todos da mesma forma, tabelando sempre por baixo e revestindo todo este processo de um falso carácter de preocupação social e equidade quando, na realidade, a própria entidade que o representa e impõe, não se regula, nem apresenta dessa forma.
O nosso sistema de reformas é mais um perfeito espelho do estado do país:
Um sistema em que nunca faltou nada, que nunca falhou aos seus dependentes e aos seus compromissos, mas que agora consegue falhar redondamente em todas as frentes.
E é este sistema que não estará para cuidar das gerações seguintes...
Os agora reformados cumpriram com a sua parte e trabalharam para a reforma da geração anterior descontando religiosamente uma parte do seu salário para que nada faltasse aos seus antecessores.
Para além disso contribuíram para que os números da natalidade fossem, nas décadas anteriores, muito superiores às do presente, garantindo descendência, continuidade e "financiamento" do sistema de segurança social que, desde aquela altura, pouco mudou, ficando para trás na corrida social.
Temos, no presente, um sistema desatualizado, que para ser alimentado precisa de receitas, provenientes de impostos, por sua vez provenientes do trabalho, que por sua vez é proveniente da mão-de-obra, cada vez mais escassa, seja pela parca natalidade, seja pela fuga, da pouca que há, para o estrangeiro.
Temos um sistema social enfraquecido pelas limitações sociais criadas pela voracidade descontrolada do próprio sistema que as alimenta para sustentar a sua farta barriga.
Um sistema que abusa, de forma flagrante, daqueles que alimentam o seu mecanismo de receita, cobrando, sobre-cobrando e sobre-taxando as receitas provenientes do trabalho das pessoas e das empresas em troco de cada vez menos.
Um sistema que, ano após ano vem fazendo a mesma coisa, esperando um resultado diferente.
Um sistema que, ao invés de premiar o sucesso e a dedicação opta por qualificar tudo e todos da mesma forma, tabelando sempre por baixo e revestindo todo este processo de um falso carácter de preocupação social e equidade quando, na realidade, a própria entidade que o representa e impõe, não se regula, nem apresenta dessa forma.
O nosso sistema de reformas é mais um perfeito espelho do estado do país:
Um sistema em que nunca faltou nada, que nunca falhou aos seus dependentes e aos seus compromissos, mas que agora consegue falhar redondamente em todas as frentes.
E é este sistema que não estará para cuidar das gerações seguintes...


(...) -De acordo, caro Senhor e, repare-se na questão generalizada (com algumas excepões que, obviamente existirão!), do nepotismo, que desde os exemplos dos governos, se espalhou por todo "o tecido das várias administrações" delapidando o erário público até à exaustão em alguns casos; "quem tem olhos para ver, que veja" como dizia o Mestre Jesus, com base nesta questão do nepotismo, nomeiam-se entre famílias políticas e, mesmo parentesco familiar (compadrio!), assim sem apelo e com muito agravo vão delapidando o dinheiro dos impostos de todos, que pelas razões apontadas no seu artigo, terão que ser aplicados no Sistema da Segurança Social e na sustentabilidade das reformas. Fui Soldado de Abril, sinto grande mágoa, por verificar de como a "velha cunha" se transformou em "uma espécie de polvo tentacular" que ao dinheiro do erário público, aplica os seus tentáculos. Para não ir lá mais atrás direi: -Desde o pântano, fizemos a travessia da troika e, chegámos à fétida cloaca da corrupção. Que mais nos irá acontecer?... Não sei, acho que nem no oráculo de Delfos poderia encontrar resposta.
ResponderEliminarÉ verdade. Toca a mamar.
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